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quinta-feira, 16 de abril de 2020

BIOS CONTRA MAMON - Marcos Luiz Garcia


16 de abril de 2020


Marcos Luiz Garcia

O coronavírus está mudando a fisionomia do mundo. Mais precisamente, as medidas preventivas estão mudando completamente a situação mundial. Será razoável? Será proporcional?

As autoridades divergem em suas avaliações. Só uma coisa é sólida: o empobrecimento acentuado dos países.

Antigamente, o zelo do clero e a fé dos fiéis se traduziam em tais ocasiões em cerimônias nas quais orações acompanhadas de ardentes e ininterruptos pedidos de misericórdia subiam ao Céu até obter de Deus a cessação da epidemia, da catástrofe, da guerra.

Hoje, não. As igrejas estão fechadas, inclusive não ocorreram as cerimônias de Semana Santa com os fiéis. Por quê?

Porque não se acredita mais que dessas celebrações se obtêm os grandes auxílios sobrenaturais. Até fontes de milagres como Lourdes foram fechadas!

Acompanhe-me, por favor, no seguinte raciocínio.

Após as transformações operadas pelo Concílio Vaticano II acentuou-se no mundo moderno a ideia de que o mais importante na vida é ter saúde e dinheiro.

Mesmo dentro das igrejas, o maior empenho era pela vida, simplesmente, não pela vida humana que é espiritual, mas pela vida humana no que ela tem de “animal”. “Somos pela vida” era o que mais se ouvia.

Além disso, a sociedade em geral sobrevalorizou a um grau extremo a ideia de que, além da saúde, o importante era ganhar dinheiro e, consequentemente, de que as pessoas, com ou sem vocação, deveriam cobiçar um diploma universitário, em detrimento de outras profissões dignas e indispensáveis à sociedade.

Dr. Plinio Corrêa de Oliveira disse inúmeras vezes que a sociedade estava ficando de tal maneira paganizada, que Deus já não lhe dizia quase nada. Mas que a saúde e o dinheiro diziam tudo. Esse duplo interesse ele o comparou aos dois deuses da mitologia pagã: Bios (o deus da vida, da saúde) e Mamon (o deus do dinheiro).

Esses falsos deuses imperaram até há pouco.

O Sínodo da Amazônia, conforme afirmado por Dom Claudio Hummes, estava preparando uma Igreja com nova fisionomia, não só para a Amazônia, mas para o mundo inteiro. Seria a igreja dos pobres, ela mesma pobre e miserável.

Eis palavras de Dom Hummes na catacumba de Santa Domitila, por ocasião de uma renovação do Pacto das Catacumbas, realizado durante o Sínodo da Amazônia: “Todas as grandes maldades do mundo são por causa do dinheiro; é a corrupção, é o roubo, guerras, conflitos, são mentiras. Tudo para juntar dinheiro, para ganhar dinheiro às custas de qualquer coisa. O dinheiro é o grande inimigo de Jesus, pois você não pode servir a Deus e ao dinheiro.”

Estranha coincidência o fato de todas as medidas preventivas globais contra o Covid-19 serem de molde a empobrecer sensivelmente os povos não comunistas…

Mas como fazer para que uma população mundial ávida de dinheiro e de prazer se resigne a abrir mão de seu dinheiro, dinheirão ou dinheirinho?

A estratégia foi jogar o deus Bios contra o deus Mamon, ou seja, a saúde contra o dinheiro, pois viver é ainda mais forte do que possuir. É preferível empobrecer a morrer.

Se este raciocínio for verdadeiro, não estranharia que as esquerdas tentassem de tudo para aproveitar essa tragédia para empurrar a população mundial rumo a uma pobreza cubana, venezuelana ou chinesa.

Verdade ou não, o certo é que aos olhos dos devotos de Nossa Senhora de Fátima se trata do descumprimento total dos desejos manifestados por Ela em sua Mensagem, ou seja, que os homens fizessem penitência e se convertessem de seus pecados. O que estamos vendo é a degringolada moral pasmosa que atingiu toda a humanidade.

Hoje estamos com todas as igrejas fechadas, inclusive a própria basílica de São Pedro, no Vaticano, fechadas. O clero católico se curvou diante de Bios e mostrou que sua fé é fraca, se é que ainda existe. Porque outrora seus membros iam para junto dos enfermos para atendê-los e confortá-los na hora extrema. E muitos morriam por se exporem heroicamente à contaminação pelo bem das almas.

Como não poderia deixar de ser, Nosso Senhor Jesus Cristo está suscitando clérigos heroicos, com fé ardente e inabalável, capazes de não se vergarem diante de Bios nem de Mamon, nem do Covid-19, mas de cumprir heroicamente sua missão de preencher os tronos do Céu com almas santas.

Embora minoritários, crescem a cada dia. Rezemos a Nossa Senhora de Fátima por eles. E peçamos acima de tudo a Ela que não permita a extinção da Santa Missa e dos demais sacramentos da única Igreja verdadeira e faça vir o quanto antes o triunfo do seu Imaculado Coração.


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

CRISTOFOBIA SIM, HOMOFOBIA NÃO! – Marcos Luiz Garcia


25 de fevereiro de 2020

Marcos Luiz Garcia


          O ano de 2020 vai fazendo o seu curso. Indômitos na luta cada vez mais alarmante no que se refere à única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, podemos exclamar: Felizes os que se mantêm firmes e unidos nessa verdadeira Via Sacra da Igreja e dos católicos fiéis!

         Nestes dias, Deus é gravemente ofendido com o festejo imoral do carnaval. Outrora tal festa era uma comemoração popular, alegre e ainda familiar, ao som das modinhas.

         Aos poucos e de modo muito subtil, à maneira de um regente de orquestra, o carnaval foi mudando e arrastando o povo pela batuta um tanto mágica do maestro para a imoralidade e o nudismo.

         Com efeito, nos carnavais de hoje grassa o nudismo mais desavergonhado, sem que se ouça uma palavra sequer de advertência de autoridades religiosas. Parecem cúmplices do mal indo de encontro ao povo desprevenido que acaba por regozijar-se da conivência.

          Além de todas as libertinagens, o carnaval deste ano se apresenta incomparavelmente pior, pois os donos das suas batutas se julgaram no direito de transpor a barreira da blasfêmia a fim de desferir mais um golpe contra a catolicidade de nosso povo.

          Mangueira criou um samba-enredo gravemente blasfemo que apresentou um “cristo”, que na pena de um comentarista, “mais potente, mais subversivo, cartão de Natal das populações vulnerabilizadas, voz dos povos subalternizados (indígenas, negros, mulheres, homossexuais, trans etc.)”. Um “cristo” até “com corpo de mulher”, representando várias bandeiras da esquerda ideológica.

         O compositor do samba afirmou cinicamente que não aceitar sua criação é não entender a Bíblia. Até lá vai a petulância! O mais grave de tudo é ele saber de antemão que pode dizer isso sem receio de ser contestado, pois autoridade eclesiástica alguma irá dizer nada.

          Por quê? — Em razão de uma baldeação ideológica, para essas autoridades vale mais “amar” os pobres que defender a Deus. Serão ainda católicos? O alarmante é que isto faz parte de um novo passo rumo ao caos nos meios católicos, criado pelo Sínodo da Amazônia.

          Temos, pois, diante de nós uma alarmante partitura: cabeças esvaziadas; desejos desenfreados de prazeres que a natureza não consegue propiciar; sentido religioso da Igreja completamente deturpado pelo progressismo.

          O maestro levanta a batuta em riste, sinal de que chegou o momento ápice da farândola, isto é, zombar do próprio Deus, ato sacrílego e blasfemo. Aliás, não é a primeira vez que isso ocorre em dias de carnaval, mas é a mais grave ofensa jamais feita a Ele até agora.

         Repito. Além da lama moral na qual chafurdam essas pessoas, infelizmente, os que atacam a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo contam com um grande aliado, ou seja, a escandalosa omissão daqueles que deveriam ser os primeiros a defender as verdades da Fé.

         Omitem-se, acumpliciam-se em velado apoio a tais desmandos, deixando claramente à mostra a maneira relativista com que eles próprios encaram a Fé e suas verdades supremas. Esquecem-se eles, porventura, de que os envolvidos direta ou indiretamente em tão grande pecado pagarão por isto diante de Deus?

*   *   *

         Outro fato de si escandaloso, mas realizado quase na surdina. Dias atrás, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, sancionou lei draconiana que punirá pessoas físicas e empresas que cometam atos ditos “discriminatórios” ao grupo LGBT, incluindo comentários nas redes sociais.

         Isto envolve uma pergunta para os católicos, pois em certas situações, temos obrigação de defender a família. E nessas ocasiões, deveremos cumprir a Lei de Deus ou a lei do Sr. Covas? — Se cumprirmos a Lei de Deus seremos punidos pelos covistas, se cumprirmos a lei de Covas, seremos castigados por Deus…

         Afinal, onde se encontra o respaldo da autoridade eclesiástica a favor da Lei de Deus?! — Cristofobia pode, homofobia não pode!? Preparemo-nos para dias ainda mais difíceis quando passaremos pela fortíssima impressão de que a Igreja de Jesus Cristo deixou de existir.

          Saibamos reagir e afirmar que não poderemos ceder no que se refere à verdade. Nem um ‘jota’ sequer! Que o Imaculado Coração de Maria triunfe e venha o Reino de Maria!



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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

DEUS DESTRONADO PELA “MÃE TERRA”?! - Marcos Luiz Garcia


12 de setembro de 2019
Marcos Luiz Garcia


             Embora este artigo seja aberto a quem estiver disposto a degluti-lo, convido especialmente os católicos a me acompanharem nestas considerações.

            Desde a década de 1950, mais especialmente a partir do Concílio Vaticano II, vem se verificando na opinião pública católica um afastamento insensível, paulatino e ininterrupto em relação a Deus, em nome da ideia cínica de que Ele não castiga, de que não há inferno e nem mesmo purgatório.

            Por causa disso, os problemas, sobretudo os morais, vêm progredindo, com o sinal verde ou a complacente passividade de inúmeras autoridades religiosas, principais responsáveis pela observância dos Mandamentos da Lei de Deus na sociedade.

            Vamos a exemplos concretos. Todos sabem que motéis são locais destinados à prática de pecados contra o sexto e o nono Mandamentos. Quem passa pela rua, sabe o que está ocorrendo lá dentro. Mas hoje essa triste realidade é inteiramente tida como normal. Chegou-se a isso porque muitos dizem “Deus perdoa tudo e a todos e não castiga ninguém…

            Os trajes imoralíssimos de hoje, mais próximos do nudismo do que nunca, são utilizados até dentro das igrejas, nas missas e — oh dor! — na comunhão. Sacrilégios se sucedem às catadupas. Claro, isso porque “Deus perdoa tudo e a todos e não castiga ninguém…

            As praias se tornaram locais de nudismo efetivo. Quem ousaria chamar de traje o que se usa nelas? Homens e mulheres pecam olhando-se impudicamente sem restrições, porque “Deus perdoa tudo e a todos e não castiga ninguém…

            As famílias inteiramente afinadas com a verdadeira Doutrina Católica estão reduzidas a um número mínimo. E, num leque de pecados gravíssimos, chega-se até a realizar casamentos entre seres humanos e animais! Nada demais? Claro que não, dizem, pois “Deus perdoa tudo e a todos e não castiga ninguém…

            O consumo de drogas está de tal maneira dominante, que já se cogita em liberá-lo. Claro, uma vez que “Deus perdoa tudo e a todos e não castiga ninguém…

            O aborto é um assassinato cometido aos milhões, mas Deus não dá importância. Claro, “Ele perdoa tudo e a todos e não castiga ninguém…

            O leitor ou a leitora já deve estar com náusea desse triste elenco, o qual, aliás, poderia continuar com outros temas, como a monstrificação das pessoas, a extinção da civilização, a implantação do horrendo, o satanismo etc.

            Embora esse fenômeno respingue em toda a humanidade, os católicos foram mais especialmente influenciados pela falsa máxima de que Deus não castiga ninguém, de que seu Poder é fictício, de não se deve temê-Lo. Isso leva as pessoas a pecarem cada vez mais abertamente, ofendendo-O sem o menor sentimento de dor.

            Aqui vem a razão mais profunda deste artigo.

            Aqueles que mais incutem a falsa ideia de que não se deve temer a Deus e fecham os olhos para a imensidão de pecados que se cometem, procuram de outro lado incutir um temor terrível — este sim, infundado, porque destituído de base científica consistente — de que a natureza vai punir a humanidade se esta não cumprir as normas ditadas pelos movimentos ecologistas, especialmente pelo Sínodo da Amazônia.

            Isso explica porque Fátima não é pregada suficientemente nas igrejas, nem se fale da ameaça enunciada por Nossa Senhora de que Deus punirá com um castigo terrível as infidelidades a Ele. Afinal, como Deus pode estar indignado se, segundo o Papa Francisco disse na Cova da Iria, “Deus perdoa tudo e a todos”?

            Fica claro que tal postura em face de Fátima neutraliza inteiramente o efeito salvador da Mensagem da Santa Mãe Deus em 1917 e explica por que a humanidade ainda não se converteu.

            E o temor maior fica transferido para a natureza. Esta, sim, castiga! E para evitar que isso aconteça, é necessário realizarmos o novo comunismo indígena, propalado pelo Sínodo da Amazônia e pela nova igreja que ele vai lançar.

            O temor do Deus Eterno, que fará um juízo também eterno, é substituído pelo temor da natureza e dos ancestrais indígenas.

            Aqueles mesmos que minimizam o temor de Deus, que é real, exageram, inculcam o temor fictício da natureza.

            O mais triste é que tudo isso recebe um impulso muito forte do clero progressista, que se faz passar como sendo a autêntica Igreja de Deus.

            Caminhamos assim para uma nova religião, na qual, pelas próprias mãos de seus pastores, se destrona a Deus e O substitui pela “Mãe Terra” ou Pachamama.

            Miserere nobis, Domina!


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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

CUIDADO COM OS CAROLAS! – Marcos Luiz Garcia


16 de agosto de 2019
Marcos Luiz Garcia


         Após participarem de uma épica caravana que percorreu durante o mês de julho boa parte da Amazônia legal, os quase 50 jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira retornaram às suas respectivas sedes em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador e São Paulo.

         Suas fisionomias expressavam grande alegria pelo êxito do empreendimento, apesar de alguns percalços, facilmente superados graças ao ânimo forte que os move. Cerca de 20 mil pessoas subscreveram suas listas em defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia. As assinaturas serão encaminhadas ao Sínodo que se reunirá no próximo mês de outubro em Roma e que tem como um dos objetivos transformar a região amazônica em uma área independente do Brasil e dos demais países aos quais ela pertence.

        Assim, a nossa campanha [foto ao lado] desmascara o plano em gestação e expõe as verdadeiras intenções do Sínodo da Amazônia.

         Anteriormente à caravana, uma dupla do Instituto recolheu várias entrevistas de índios, brancos e outros brasileiros indignados com a terrível perspectiva da perda de tão preciosa parte do nosso País.

         Furioso com a campanha, o Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, emitiu uma declaração para ser lida em todas as igrejas sob sua jurisdição incitando os católicos a não aderirem ao nosso abaixo assinado.

         Conversando com três dirigentes da caravana, eles disseram que a declaração de Dom Roque não surtiu qualquer efeito, nem mesmo por ocasião da segunda campanha que fizeram em Porto Velho, de regresso do Peru; o povo assinou normalmente, como se nada tivesse acontecido.

         Ora, antigamente as coisas eram diferentes. O que o clero dizia era lei. Essa mudança no público merece toda a atenção, pois algo novo está acontecendo.

       Lembro-me de que no ano de 1982 — precisamente no dia 14 de dezembro — a “Folha de S. Paulo” publicou um excelente artigo de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira [foto ao lado] intitulado “Cuidado com os pacatos”. O artigo advertia as esquerdas para o avanço açodado do esquerdismo no Brasil, com a recente eleição para importantes postos do governo de elementos empenhados na comunistização do Brasil.

         Tal avanço era impulsionado por cinco poderes. Além dos três poderes clássicos do governo, havia um quarto poder, representado pela grande mídia, e um quinto, representado pela esquerda católica, ou seja, pelo clero de esquerda.

         O artigo previa que, a continuarem as coisas assim, futuramente haveria uma virada pela indignação do brasileiro atingido em sua pacatez, estado psicológico ao qual nosso povo é mais afeito.

         Evidentemente a esquerda não deu importância às advertências de Dr. Plinio e continuou a comprimir o Brasil com uma crescente comunistização do País.

         Qual o efeito? Está aí. Em dado momento os brasileiros deram um “basta” e ocorreu a virada direitista mais forte de nossa história. Estamos vendo as consequências: de PT, PSDB, PC do B. PSOL etc., o povo nem quer ouvir falar. O mesmo acontece com a grande mídia, sobretudo a Rede Globo.

         Os pacatos viraram a mesa…

         Ora, a bandeira da ecologia esquerdista, empunhada pela estrutura da Igreja, está sendo socada a ferro e a fogo pelo clero da esquerda como se este não tivesse outra opção para sair de seu fracasso total. Por temor desse fracasso e visando criar uma “mística” que atraia o povo católico, os bispos decidiram criar artificialmente um “mártir” para ser o Padroeiro de sua manobra.

         Além disso, estão usando as mesmas táticas do passado, o mesmo teor de teologia da libertação, a mesma argumentação com que propulsionaram a esquerdização petista, para fazer “os fiéis” engolir sua nova doutrina comuno-panteísta.

         Ora, em pelo menos um ponto os promotores dessa manobra estão completamente enganados. O povo católico, apesar de estar diminuído por culpa da mesma esquerda católica, já não tributa ao clero a mesma adesão irrestrita de antigamente. A própria modernização da Igreja com a consequente descaracterização do clero está destruindo a antiga aura dourada que o envolvia e o levava a ser aceito sem restrições.

         Hoje o católico, embora pacato, analisa mais, julga mais, e se cala. Cala-se até o dia em que uma pequena gota fizer a taça da indignação transbordar. O clero de esquerda não está mais imune neste ponto.

         Prevalecendo-me do artigo de Dr. Plinio, gostaria de dirigir uma palavra aos Srs. Bispos do Sínodo e Padres de esquerda:

         — Cuidado com os carolas! Pois a carolice que lhes foi útil em tempos passados já não os favorecerá na hora de uma reação indignada nos dias de hoje! Os carolas estão ficando fartos de serem enganados!



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sexta-feira, 19 de julho de 2019

SÍNODO DA AMAZÔNIA OU CONCÍLIO VATICANO III? – Marcos Luiz Garcia


16 de julho de 2019
Marcos Luiz Garcia

            Para todos nós católicos, o panorama na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana se enegrece cada dia mais.

            A ofensiva esquerdista que está sendo preparada através do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia prenuncia uma verdadeira revolução, não só a respeito do modo de se considerar a Igreja, mas com reflexos apocalípticos para toda a ordem mundial.

            Há pouco foi publicado o documento Instrumentum laboris, que define a pauta desse Sínodo. É verdadeiramente assustador! Mais apropriadamente, poderia chamar-se Documento Preparatório para o Concílio Vaticano III, pois o Sínodo Pan-Amazônico está para o Concílio Vaticano II como este está para o Concílio de Trento.

            Em outras palavras, a verdadeira explosão de modificações pastorais e doutrinárias que o Concílio Vaticano II provocou na Igreja se repetirá com o lançamento da Igreja Amazônica, mas num âmbito muitíssimo mais grave e radical. A tal hermenêutica da continuidade, já impossível, pura e simplesmente se evapora.

            Para ajudar a compreender melhor o que estou dizendo cumpre retroceder ao Pontificado antimodernista de São Pio X, que pautou sua vida em combater o modernismo, heresia que, segundo ele, continha em si todas as heresias.

            Após São Pio X começou um afrouxamento no combate ao modernismo, que depois deu lugar à ascensão paulatina de uma doutrina que é o próprio modernismo revestido de hipócritas aparências, o chamado progressismo.

            Ao mesmo tempo, um amolecimento sentimental gerado na alma dos católicos subtraiu-lhes a combatividade e inoculou um espírito entreguista, concessivo e meloso, o qual foi se acentuando até o Concílio Vaticano II.

            Suficientemente amolecidos os católicos, foi possível lançar as “novidades” do Vaticano II e, depois, a crescente desfiguração do espírito e da mentalidade católicas. A Teologia da Libertação ganhou impulso e a esquerda católica robusteceu-se muito.

Uma parte dos fieis se escandalizou com o progressismo e o recusou. A estes foi oferecido, em lugar da espiritualidade tradicional católica, um carismatismo oriundo dos protestantes pentecostais americanos.

            Essa mudança na Igreja escandalizou muitos católicos de fé fraca, que por falta de convicções profundas preferiram abandoná-la em troca de religiões protestantes.

            Nada foi feito de relevante pelos Pastores para trazer de volta as ovelhas, porque a postura ecumênica da esquerda católica ensina que não há gravidade em se mudar de religião. Por isso, desde o Concílio Vaticano II até hoje, vemos o rebanho católico brasileiro diminuir de 97% para pouco mais de 50%, sob a indiferença de grande parte dos Pastores. Existe até a proibição de fazer “proselitismo”, ou seja, apostolado para recuperá-los.

            Concomitantemente a isso, uma imensa parte do Clero foi se desfigurando cada vez mais, perdendo sua sacralidade, respeitabilidade e santidade, e se mostrando cada vez mais amigo dos antigos lobos dizimadores do rebanho.

            Notícias de escândalos morais dos mais pesados cometidos por um enorme número de clérigos enchem os jornais de numerosos países, deixando ainda mais perplexas as ovelhas.


            Com profunda tristeza, vemos o atual Pontificado impregnado de coisas inusitadas, de contínuas atitudes francamente perplexitantes, e frequentemente emitindo declarações contrárias à doutrina tradicional, semeando nas almas uma dúvida generalizada sobre o que é propriamente a Igreja Católica, quais são seus princípios verdadeiros e imutáveis, e impondo as perguntas: O que está certo? O que está errado?

            E é justamente em meio a esse caos religioso que é convocado um Sínodo que vai lançar praticamente uma nova igreja, totalmente adaptada à vida tribal dos índios, mas que será uma nova fase a ser aplicada, conforme anunciam seus responsáveis, para a Igreja no mundo inteiro. É o anúncio de uma revolução profunda, que destruirá totalmente a ideia verdadeira da Igreja na maioria dos católicos, lançando-os numa crise de Fé jamais vista.

            Caso esse plano tenha sucesso, os católicos que aderirem a ele mudarão de religião e o imenso rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo se reduzirá a uma minoria. Minoria essa que, provavelmente, terá muito que sofrer. Mas será sustentada pela promessa de Nosso Senhor de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e vencerá com Ele no Triunfo do Imaculado Coração de Maria prometido por Nossa Senhora em Fátima.

Comentários

José Antonio Rocha
17 de julho de 2019

Não tenhamos medo. Tenhamos fé. Os escravos de satanás, os novos Judas, não vencerão. Deus é mais forte que todo o mal. Jesus Cristo venceu o mundo, a morte e o pecado. O coração imaculado da Virgem Maria triunfará. Amém.
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Julio Ricardo Bonilla
17 de julho de 2019

Artigo excelente. Principalmente para deixar clara a responsabilidade da Hierarquia Católica em permitir e propiciar que este estado de coisas tão alarmante seja alcançado na Igreja em geral e neste Sínodo da Amazônia em particular.
Não é só a responsabilidade da nefasta Teologia da Libertação ressuscitada em nossos dias, mas mostra bem como a culpa vem por causa do modernismo anterior ao Vaticano II, por causa deste, e nos dias seguintes, com aquele progressismo autodemoledor que chega até o documento Instumento laboris, forjado por Francisco.
Não há o menor exagero na gravidade da situação que o autor comenta, e tampouco em afirmar que esse drama da Igreja já está atingindo fronteiras apocalípticas. Nunca antes, nos 20 séculos de existência, foram as calamidades tão assustadoras que hoje vemos todos os dias.
Parabéns para o autor do artigo.


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terça-feira, 7 de maio de 2019

A TORQUÊS ROMPIDA LIVROU O BRASIL – Marcos Luiz Garcia


5 de maio de 2019
Marcos Luiz Garcia

     Todos estamos presenciando como a grande mídia está atacando desabridamente o governo. Chama a atenção o destempero e o ódio que a move bem como a infinidade de picuinhas que a atiçam. Como era diferente no tempo do PT em que ela, escandalosamente promoveu a comunistização do País.

     Se nós os brasileiros chegamos ao fundo do poço no qual estamos, em grandíssima parte é pelo imenso apoio que tal mídia deu ao petismo.

     Isso explica um aspecto do problema, mas não explica tudo.

     Outra grande força que apoiou escandalosamente o petismo foi o clero de esquerda. Quantas missas, quantas homilias, quantas campanhas da Fraternidade, quanta doutrinação feita nos confessionários etc., de cunho nitidamente esquerdista jogaram a favor das eleições dos presidentes petistas, aliás fato confessado descaradamente por Lula numa entrevista: “Eu fui eleito pelas CEBS” (Comunidades Eclesiais de Base).

     Nós presenciamos invasões de terras, industrialização de índios “feitos em camarins”, fomentação de luta de classes e de raças emanadas das sacristias, INFELIZMENTE!

     Ao mesmo tempo, o mundo “artístico” impulsionado por forças poderosas de dinheiro se encarregou de criar modas imorais e até malucas, músicas carregadas de mensagens “libertadoras”, grafitagens ilógicas para não dizer caóticas, e outras coisas que foram desmontando a estrutura cristã das almas e substituindo-a por outra coisa inteiramente afim com a completa inversão da ordem. É só sair às ruas e ver.

     Quando, porém, a onda conservadora gerada pelo despertar da maioria da opinião pública manifestou o seu enfaramento e a sua recusa, todas as articulações esquerdistas que mencionei acima se puseram em sonora polvorosa, mais ou menos como uma fera quando a caça lhe escapa das mãos.

    Imagine o seguinte: Um homem trabalhando numa forja imensa. Com uma torquês ele agarra uma peça à qual ele quer dar uma certa forma. Ele a firma com a torquês, a amolece no fogo e a modela com um martelo. Bate, bate, bate, até que a peça esteja como ele quer.

    Imagine o estrago no plano do ferreiro se a torquês se quebra de tanto ele usá-la. De tanto segurar a peça que martela, dado momento o eixo que une as duas partes da torquês se quebra e o ferreiro já não tem como firmar a peça que está formando. Se ele martelar a peça sem a torquês, a mesma voará longe. Martelá-la dentro da forja, no fogo, é impossível. E o martelo perde a sua capacidade de ser eficaz na formação da peça.

    Pois bem. O que aconteceu no Brasil foi a quebra da torquês formado de duas forças: a grande mídia e a esquerda católica. A força da mídia era para inculcar as ideias de esquerda, o socialismo, o comunismo, o ecologismo, a ideologia de gênero etc.

    Já a esquerda católica, que constituía o outro braço da torquês, tinha o papel de fazer a opinião pública aceitar remodelar a sua consciência católica pelo ideal da teologia da libertação etc. É o mesmo ideal da grande mídia adaptado ao aspecto espiritual.

    O que fez quebrar a torquês foi a perda da confiança da opinião pública brasileira nos dois braços da preciosa ferramenta.

     O fogo da forja, que amolece a peça, é a revolução cultural, a guerra nas tendências que atua preparando psicologicamente as pessoas para aderirem aos ideais da esquerda. Donde famosas atrizes defenderem ideais inteiramente da esquerda, certos craques do esporte se ufanarem de serem esquerdistas (embora nababos).

     O martelo representa tudo o que era imposto pela força governamental ou pelos órgãos públicos.

     Isso tudo junto visava fazer do Brasil uma outra Venezuela!

     Mas Nossa Senhora Aparecida nos protegeu.

     Quem era o ferreiro? Já percebo a pergunta do leitor.

     Porém este artigo esgotou seu tamanho, fica para uma outra vez.
    O que cabe ainda lembrar é a afirmação de vários próceres da esquerda que a razão da grande virada da opinião pública no Brasil foi a trilogia tradição, família e propriedade [foto], criada por Plinio Corrêa de Oliveira. É um fato.
    Sim, sua luta foi para quebrar a torquês destruindo o eixo que unia suas duas partes, a confiança da opinião pública na grande mídia e na esquerda católica.

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Comentário

Luiz Guilherme Winther de Castro Responder
7 de maio de 2019

Muito bem elaborado o artigo e espero sua continuação. Infelizmente, o “demônio” apodera-se até de religiosos, amolecendo seu cérebro. Se não for o “demônio”, seria o que então? O que esses religiosos de esquerda têm na cabeça? Bem, eu sei, mas, não posso escrever aqui, até porque minha educação não permite e não é de meu feitio ofender pessoas. Basta ter pena desses religiosos, apesar do mal que eles fazem à Igreja e ao povo brasileiro. A ala da Igreja que não é de esquerda e tem o cérebro no lugar correto, deveria abrir os olhos de seus membros esquerdistas.


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sexta-feira, 5 de abril de 2019

SÃO FRANCISCO DE FÁTIMA — UMA SEMENTE PARA O REINO DE MARIA - Marcos Luiz Garcia


5 de abril de 2019
 Marcos Luiz Garcia

Tudo parece indicar que a razão principal das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917, foi proclamar o triunfo do seu Imaculado Coração. Deus, nos seus desígnios, teria permitido que Ela viesse à Terra para anunciar a fundação de uma civilização cuja catolicidade, fervor e beleza será superior à que nasceu na época medieval após a conversão dos povos bárbaros.

Com efeito, uma era toda marial, o Reino de Maria, foi assegurada aos homens pelo próprio Deus, no ato da expulsão de Adão e Eva do Paraíso, quando afirmou que o demônio teria sua cabeça esmagada pela Santíssima Virgem. O início dessa nova Idade Média da fé foi também profetizado por São Luís Maria Grignion de Montfort no seu célebre Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Essa época viria com a conversão da humanidade, operada por Nossa Senhora. Mas para isso é necessário atender devidamente os pedidos feitos por Ela na Cova da Iria, e posteriormente à Irmã Lúcia, no convento das Doroteias em Tuy (Espanha). Quais eram esses pedidos? Que os católicos rezem diariamente o Terço; que mudem de vida e se penitenciem dos seus pecados; e que façam a comunhão reparadora nos primeiros sábados de cinco meses seguidos.

Houve ainda um pedido endereçado ao Papa, para que ele, em união com todos os Bispos do mundo, consagrasse a Rússia (o nome desse país foi mencionado explicitamente) ao Imaculado Coração de Maria. Atendidos esses pedidos, Nossa Senhora prometia não apenas a conversão dos homens, mas também a conversão da Rússia, trazendo-a de volta para o seio da Igreja Católica e destruindo o comunismo que seria ali implantado dentro de alguns meses.

Inteira correspondência de Francisco

Estes antecedentes lançam luz sobre a santidade de São Francisco de Fátima, cujo centenário da entrada no Céu se comemora no dia 4 de abril deste ano. Já preparado espiritualmente pelo Anjo de Portugal, no ano de 1916, ele preenchia as condições exigidas por Nossa Senhora para vê-La. De fato, no dia 13 de maio de 1917 Ela lhe apareceu pela primeira vez, como à sua irmã Jacinta e também à sua prima Lúcia.

Durante a aparição, depois de Lúcia ouvir Nossa Senhora dizer que vinha do Céu, prosseguiu o seguinte diálogo:

— Eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta?
— Também.
— E o Francisco?
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

A Irmã Lúcia escreveu que, no final da aparição, Nossa Senhora “abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que um reflexo que delas expedia, e que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazia-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente do que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetimos intimamente: ‘Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento’”.

Durante essa aparição, Francisco não ouvia o que Nossa Senhora dizia, apenas via. Portanto, só depois ele tomou conhecimento de que Ela o levaria logo para o Céu, “mas teria de rezar muitos terços”. Apesar desse seu “débito” para com a Mãe de Deus, Ela não deixou de envolvê-lo naquela luz sobrenatural com a qual inundou as almas da sua irmã Jacinta e da sua prima Lúcia. O fato é que Francisco disse um SIM tão completo a Nossa Senhora, que a partir daquele momento se produziu nele uma conversão inteira.

Morte de um grande santo

Na narração da Irmã Lúcia sobre as aparições, não está claro se o motivo de Francisco não ouvir Nossa Senhora seria alguma mancha na alma, que já o impedira de receber do Anjo de Portugal a Sagrada Comunhão. Ao que tudo indica, seria uma mancha venial, não mortal. Mesmo assim, ele precisaria rezar muitos terços para entrar no Céu, pois a porta do Céu é estreita, como registra o Evangelho.

Francisco aceitou a sua penitência, humilhou-se e cumpriu na perfeição o que Nossa Senhora lhe pedira: rezou muitos e muitos terços. Convém lembrar que, pouco antes de seu falecimento, perguntou a Lúcia se se lembrava de alguma falta que ele tivesse cometido. Ela se lembrou de uma, e lhe contou. Em seguida ele pediu a Lúcia que fizesse a mesma pergunta a Jacinta, que estava doente no quarto ao lado.

Esta avidez em se humilhar, a fim de se purificar, manifesta claro indício de uma alma verdadeiramente santa. Foi com essas excelentes disposições que Francisco expirou numa placidez imensa.

Aquisição da mentalidade de Nossa Senhora

Analisando o olhar de Francisco nesta foto, pode-se constatar um altíssimo grau de discernimento místico de Deus e de outros aspectos da vida. Em outras palavras, Francisco ficou como que modelado segundo o Imaculado Coração de Maria, com a sua mentalidade assumida pela de Nossa Senhora. Pode-se supor que tenha se produzido nele o fenômeno da troca de corações com Ela, como ocorreu entre Santa Gema Galgani e Nosso Senhor. Mas isso não explicaria toda a expressão do olhar de Francisco. Numa das aparições em Fátima, os videntes tiveram uma visão do inferno, portanto viram muitas almas caindo nele. Mas a Irmã Lúcia afirmou depois que ele foi quem menos se impressionou com aquela visão aterradora, que marcou indelevelmente a alma das três crianças.

No olhar de Francisco parece haver um fundo de grande preocupação, embora cheio de confiança. Não teria Nossa Senhora feito Francisco pressentir, ou mesmo antever de alguma forma misteriosa, a tremenda crise por que passaria a Santa Igreja? Talvez seja a atual crise a pior de toda a sua história, e também da civilização cristã. Se a Santíssima Virgem deu luzes neste sentido a Jacinta, por que não as teria dado também a Francisco, embora ele não tenha externado nada a esse respeito? Julgo não ser descabido levantar tal hipótese.

Isso poderia deitar luz sobre o grande empenho de Francisco em consolar Nosso Senhor no sacrário — ou seja, Jesus escondido, como era sua expressão. Era frequente ele se isolar por longos períodos, a fim de consolar Nosso Senhor Jesus Cristo, contrastando com uma imensa gama de católicos que só buscam Deus e Sua Mãe Santíssima para pedir e receber, mas quase nunca para dar e agradecer. Desta forma ele estaria atendendo à queixa que Nosso Senhor fez à Irmã Josefa Menendez, lamentando permanecer horas e horas no sacrário, como um prisioneiro, esperando por alguém que Lhe dê uma esmola de amor.

Não constitui a admirável trajetória de Francisco, desde a conversão à altíssima santidade, uma imagem da transformação que Nossa Senhora operará nas almas dos católicos com o triunfo do seu Imaculado Coração?

Além disso, a santidade atingida por Francisco chancela a veracidade das aparições e da Mensagem de Fátima. Ninguém se torna santo com base numa mentira. Por isso, parece razoável admitir que Francisco seja uma semente do Reino de Maria, como também um intercessor para alcançarmos graças necessárias de fidelidade inteira à Santa Igreja, a Nossa Senhora e a Deus Nosso Senhor neste século de pecados imensos e ininterruptos.

Façamos como Francisco de Fátima. Creiamos firmemente na Mensagem de Nossa Senhora. Atendamos a tudo que Ela pediu. Façamos de sua Mensagem o nosso ideal, e assim seremos transformados em sementes de triunfo do Imaculado Coração de Maria. Há chance maior de realizar um altíssimo ideal que agrade tanto a Deus? Peçamos a São Francisco de Fátima essa graça tão preciosa.

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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 820, Abril/2019.


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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

QUEM AMA REALMENTE OS POBRES? - Marcos Luiz Garcia


8 de Fevereiro de 2019
A sopa do mosteiro franciscano — Ferdinand Georg Waldmüller (1793-1865). Österreichischen Galerie, Belvedere, Viena

♦  Marcos Luiz Garcia

Entramos em 2019, e se renovam as esperanças de dias melhores. O presidente Bolsonaro tomou posse reafirmando suas promessas de termos nosso Brasil de volta, deixando para trás a atmosfera de desordem e caos da era comuno-petista e socialo-psdbista. Prometeu proteger as nossas tradições e a família, bem como a propriedade privada e a livre iniciativa. Isso significa estimular as forças empreendedoras da Nação, que já se aprontam para corresponder ao estímulo.

Essas perspectivas vêm causando profundo desagrado nos arraiais da esquerda, sobretudo no setor do clero e do laicato alinhados com a “Teologia da Libertação”, todo ele amplamente comprometido com a ideologia petista. Para esse tipo de gente, um governo que estimule a propriedade privada e a livre iniciativa pode até gerar riquezas, mas à custa do que para eles é o supremo mal: a desigualdade. Preferem o achatamento de todos na miséria a permitir que os ricos se diferenciem dos pobres. Afirmam que se trata de “opção preferencial pelos pobres”, quando na verdade propugnam pela “opção preferencial pela luta de classes”.

Afinal, quem são os verdadeiros amigos dos pobres? Seriam os que desejam vê-los perpetuamente achatados na miséria, desde que não haja desigualdade? Ou são os que procuram criar condições para eles trabalharem e se enriquecerem? Por que não aproveitar em favor dos pobres a força dos que sabem fazer fortuna? Se estes dispõem das condições para trabalhar e enriquecer, criam também condições para enriquecer os que dependem de empregos. Dessa forma, dentro de uma benéfica e harmoniosa desigualdade, o pobre deixa de ser pobre e pode elevar-se a uma condição de vida melhor. Mas isso não é tolerado pelos adeptos da “Teologia da Libertação”.

Que mal há numa situação de harmônica desigualdade, com enriquecimento justo, honesto e digno? Foi para proteger esse direito que Deus estabeleceu dois Mandamentos: “Não roubar” e “Não cobiçar as coisas alheias”. Lamentavelmente, eles são sistematicamente omitidos nas homilias de padres progressistas.

“Pobres sempre os tereis entre vós”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo. E São Tomás de Aquino nos ensina que é dever do homem praticar a caridade. Mas para que ela se torne possível, é necessário que uns tenham bens, e outros tenham carência de bens. Se Deus permite pobres no mundo, também suscita os ricos que os ajudam, fomentando assim a caridade cristã.

Em nenhum lugar o Evangelho relata conduta igualitária de Nosso Senhor. Não há um só caso em que Ele tenha tirado um pobre da pobreza, nem rebaixado um rico da sua condição de riqueza. Ele curou, deu esmolas, mas não modificou o status econômico ou social de ninguém. Nem pregou a luta de classes.

Tomemos, por exemplo, a parábola dos talentos. Um senhor (já aqui surge a relação desigual entre servo e senhor), dizendo que ia se ausentar, deu cinco talentos a um servo, dois a outro, um para o terceiro, com a recomendação de fazê-los render. Por que Nosso Senhor não exemplificou com alguém que distribuísse por igual, a mesma quantidade de talentos a cada um dos servos? Por que essa desigualdade? Certamente porque tinha avaliado em cada um a capacidade de aproveitar esses talentos, e os distribuiu de acordo com essa capacidade. E ao final censurou o servo mau, que enterrou a moeda recebida e não a fez render.

Jesus Cristo indicou nessa parábola que respeita a livre iniciativa e o direito de propriedade, sem os quais não há progresso. Quando os mais capazes se elevam, elevam também os menos capazes. Assim todos gozam dos frutos do trabalho bem ordenado e planejado. Sobram motivos para admirarmos quem é dotado por Deus com superior capacidade, e não para ódio de classes igualitário. Num regime igualitário, ninguém tolera que um possua mais do que outro. É um mundo inóspito em que predomina o pecado capital da inveja.

Por mais que os defensores da “Teologia da Libertação” encenem caras humildes, na ideologia comunista e socialista predomina a inveja e não a humildade. Por exemplo, não têm pena dos miseráveis de Cuba, da Venezuela e de outros países em situações semelhantes. Querem a pobreza como se isso fosse um bem.

O verdadeiro espírito do Evangelho cria a harmonia e o amor recíproco entre as classes. O da “Teologia da Libertação” fomenta o ódio entre ricos e pobres, prejudica uns sem resolver o problema dos outros. (Fonte: Revista Catolicismo, Nº 818, Fevereiro/2019).


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domingo, 15 de outubro de 2017

HOMENAGEM A NOSSA SENHORA APARECIDA NOS SEUS 300 ANOS - Marcos Luiz Garcia

14 de outubro de 2017
Marcos Luiz Garcia

Às 9,30 horas do dia 12 de outubro, um Rolls Royce saiu da sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no bairro de Higienópolis da capital paulista, rumo ao Monumento do Ipiranga.

Nele o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, acompanhado do Dr. Eduardo de Barros Brotero [foto ao lado]  levava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Quando os relógios marcavam um pouco mais das 10 horas, sob um longo espocar de fogos de artifício, a réplica da imagem da Padroeira do Brasil chegou ao Monumento onde era aguardada para ser homenageada.

O Príncipe e seu séquito a conduziram sob um pálio de seis varas e ao som da fanfarra, composta por jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Diante do Monumento do Ipiranga, com seus símbolos estavam dispostos membros do Instituto, assim como correspondentes e amigos da entidade, que exibiam duas faixas evocando os 300 anos da Aparição de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba.

Procedeu-se então à execução do Hino Nacional, acompanhado por todos os presentes. Em seguida, sempre ao som da fanfarra, foi entoado o hino Viva a Mãe de Deus e Nossa. Rezou-se uma prece inspirada em textos de Plinio Corrêa de Oliveira para atos junto àquele Monumento, implorando a Nossa Senhora Aparecida as graças necessárias para que o Brasil se reerga das crises que o acometem e recupere todo o brilho com o qual a Providencia divina o dotou. Destacamos este expressivo trecho:

“Sim, ó Maria, abençoai-nos, cumulai-nos de graças, e mais do que todas, concedei-nos a graça das graças: ó Mãe, uni intimamente a Vós este vosso Brasil. Protegei-o mais e mais. Tornai sempre mais maternal o patrocínio tão generoso que nos outorgastes. Tornai cada vez mais largo e mais misericordioso o perdão que sempre nos concedestes. Aumentai vossa largueza no que diz respeito aos bens da terra, mas, sobretudo, elevai nossas almas no desejo dos bens do Céu. Fazei-nos sempre mais fortes na luta por Cristo-Rei, Filho vosso e Senhor nosso. De sorte que, dispostos sempre a abandonar tudo para Lhe sermos fiéis, em nós se cumpra a promessa divina, do cêntuplo nesta terra e da bem-aventurança eterna.”

Em seguida Dom Bertrand [foto ao lado] proferiu rápidas palavras, das quais salientamos o seguinte:

“É para esta luta que hoje, justamente neste tricentenário, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira vos conclama: levantai-vos, brasileiros, levantai-vos soldados de Cristo, levantai-vos servidores de Maria, não permitamos que a malfadada ideologia de gênero corrompa nossas crianças. Assinemos todos nós a carta que será enviada ao Senhor Presidente da República para que cancele do ensino brasileiro essa ideologia anticristã. Tornai-vos apóstolos e lutadores desta nova cruzada, da luta contra-revolucionária, ideológica e legal.”

Assim, o Príncipe deu início a uma nova campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, desta vez contra a Ideologia de Gênero, sendo o primeiro a assinar a carta ao Presidente da República.
Após os circunstantes também assinarem a mencionada carta, a fanfarra voltou a executar o hino Viva a Mãe de Deus e Nossa, enquanto Dom Bertrand reconduziu em cortejo a imagem até o veículo, acompanhado por todos os presentes.

O espírito autenticamente católico se fez sentir em todo o evento, fruto das graças de Nossa Senhora, de cuja misericórdia esperamos que o Brasil possa vir a ser um País ainda muito mais católico do que o foi em seus melhores dias.

Deixando solenemente o recinto, o mesmo cortejo de automóveis reconduziu a imagem de Nossa Senhora Aparecida de volta à sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.




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