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quarta-feira, 24 de agosto de 2022

O LADRÃO livre foi um tiro no pé veja o desespero da PETRALHADA






Claro que os petistas já perceberam que a soltura de Lula seria um fiasco. A estratégia falhou. Eles pensaram que Lula botaria fogo no país, voltaria a mobilizar as massas, e ressurgiria como a Fênix de Garanhuns. Ledo e mortal engano. A soltura do bandido mostrou aos petistas a face mais cruel da realidade: o desprezo do povo pelo ex-presidente LADRÃO. Lula, hoje, é carregado por um punhado de puxa sacos pelo país, como um cadáver putrefato, fedorento, que as pessoas sentem náusea ao avistar.

A figura do LADRÃO causa repulsa, nojo, asco, na maioria do povo. Seus discursos não conseguem reunir um número minimamente decente de pessoas, nem na internet, e ainda por cima, têm de aguentar os protestos e xingamentos de muitos (fora a já tradicional CHUVA DE OVOS).

A desmoralização é total, e os petistas notaram isso. Estão estupefatos, pois o choque de realidade foi grande demais. Agora, estão sem saber o que fazer com a carcaça pútrida. Preso, ainda tinha alguma relevância, por conta do discurso vitimista. Solto, perdeu tudo, até mesmo a narrativa mentirosa de preso político.

Mas, a vida segue. Rei morto, rei posto. Afinal, agora, o Sistema aceitou que não pode mais contar com uma hipotética ressurreição de Lula.

Então agora, eles têm um problema: quem poderia substituir o LADRÃO na batalha pelas eleições de 2022? O Sistema não consegue encontrar alguém na centro esquerda ou mesmo no Centrão, que seja páreo para Bolsonaro. Na esquerda, Ciro Gomes não tem mais relevância. Maia? Uma piada! Huck? Pior ainda!

Calcinha Atolada? Suicidou politicamente!

A esperança era Lula. Lula não existe mais. Poderiam apelar para um plano B, mas a verdade é que também não existe um plano B. O desespero é grande. A tendência é que, se não encontrarem um nome forte, terão de aguentar a reeleição de Bolsonaro, e, ainda o ver fazendo um sucessor. O golpe seria duro demais.

Pior para o Sistema composto por vermes que infestam e aparelham todo o testamento político e burocrático, e que terminarão morrendo à míngua. Melhor para os patriotas e pessoas de bem, deste país.

São novos tempos…Graças a Deus!

Texto de Devacir Carneiro

https://verdadealagoas.com.br/2021/11/04/o-ladrao-livre-foi-um-tiro-no-pe-veja-o-desespero-da-petralhada/

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segunda-feira, 22 de março de 2021

O CRIME DO ESQUECIMENTO – Péricles Capanema

 22 de março de 2021



Péricles Capanema

 

Lula com uma nova máscara…

Vacina eficiente. Lula voltou ao proscênio da cena política, prepara sua volta em 2022 como candidato pretendendo alcançar vitória. Ponto vivo da estratégia, o demiurgo petista conta com o esquecimento popular. Sabe, a memória boa é a mais eficaz vacina contra a reinfecção petista.

Coligação forte à vista. Tudo o indica, o morubixaba petista busca pôr em pé coligação forte para 2022; para isso certamente irá migrar rumo ao centro e escolher vice tranquilizador — como o fez com êxito ao pinçar milionário, líder empresarial e político de centro para as eleições de 2002. São suas armas para reconquistar o Planalto. Como molhar a pólvora? Nenhuma amnésia. No caso, a memória boa será a salvação do Brasil.

Desgaste da reação antipetista. Lula conta ainda com o desgaste das desorganizadas forças direitistas e conservadoras que surgiram e surraram eleitoralmente o PT em 2018, tendo como principal combustível os avassaladores sentimentos antipetista e anticorrupção, gerados pelo horror dos desgovernos da “cumpanherada”. Por isso, em particular, o esquecimento dos desgovernos é primordial na estratégia petista.

Tais sentimentos perpassavam então de alto a baixo a sociedade, horrorizada com o inescrupuloso assalto ao poder pela tigrada insaciável. Debilidade a ter em vista, noto só de passagem, sentimentos e emoções costumam ser efêmeros. Cuidado com eles, precisam ser cultivados, alimentados e enraizados; permanentes são os princípios e hábitos entranhados. E é congruente, já está em curso intensa campanha de desmoralização das forças conservadoras e direitistas que emprega como munição motivações reais, inventadas ou aumentadas, pouco importa aqui. Vale tudo.

Por tudo isso, retomo e reitero, em 2022 a memória do passivo petista será fundamental. Décadas atrás foi muito popular lema em São Paulo, relativo à Revolução de 1932. Vale a recordação: “São Paulo não esquece, não transige, não perdoa”. Agora realço uma das três posturas, não esquecer, a primeira e mais fundamental delas. O perigo será esquecer. Com o olvido, a transigência e o perdão ficam dispensáveis; de fato, nem entram em linha de conta.

Anão diplomático. Vou lembrar alguns, só alguns, infindo é o rol dos pesadelos pelos quais passamos entre 2002 a 2016 — e a lista voltará aumentada e agravada se o petismo triunfar em 2022. Hostilizar os Estados Unidos e a Europa, na prática, foi política de Estado. Sob o mesmo bafo e em direção contrário bajular e favorecer China, Rússia, Cuba, Venezuela, Irã, Síria e estados em situação semelhante. Claro, também a Argentina de Nestor e Cristina Kirchner. O petismo triunfante tentou criar uma aliança destrutiva da qual participavam países onde campeava a ditadura, o terrorismo e a corrupção para opô-los ao mundo desenvolvido. Era uma versão tóxica da rivalidade Norte-Sul. Ídolos da diplomacia brasileira foram Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales. Do sanguinário ditador cubano, Lula afirmou que foi “o maior de todos os latino-americanos” A disputa do governo brasileiro com Israel chegou ao ponto de o porta-voz do Estado judeu, em 2014, ter qualificado o Brasil de “anão diplomático”.

Modelos a imitar, Cuba e Venezuela. Na política interna, a união com partidos políticos complacentes (para dizer o mínimo) levou por anos à roubalheira solta — mensalão e petrolão, e ainda não tivemos o destape do eletrolão —, pilharam em especial estatais, o maior assalto aos cofres públicos de que o mundo tem notícia. E à continuação da escandalosa política de promoção da reforma agrária, que empobrece o campo há décadas. Sofremos ainda no fim do governo Dilma, a paralisia econômica, a inflação em alta, o empobrecimento generalizado e a recessão. E suportamos a teimosia do PT em continuar no mesmo rumo, o abismo. Sem falar na parcialidade gritante da assim chamada Comissão da Verdade, em que pululavam favorecimentos para alguns da patota, bem como perseguições claras ou veladas aos opositores. Um autêntico ensaio dos tribunais populares, de sinistra memória nas ditaduras comunistas. No horizonte escuro, o fantasma aterrador de o Brasil virar uma nova Cuba ou uma nova Venezuela. Outra vantagem da memória boa, dificulta idealizações acarameladas dos desgovernos petistas.

Todas as agendas de ideologia do gênero, promoção do aborto, “normalização” social e institucional da “família”, sob as mais absurdas formas, receberão impulso novo, o que não impedirá à CNBB, CPT e entidades congêneres de darem apoio a tais governos, que trabalharão efetivamente para eliminar restos ainda vivos da evangelização em solo brasileiro.

O ex-frei Leonardo Boff com o boné do MST

As CEBs fundaram o PT. Convém reproduzir diálogo entre o ex-frei Leonardo Boff e Lula — está na rede. Temos ali a responsabilização da esquerda católica pelos padecimentos populares de 2002 a 2016, o Brasil atolado no pântano do atraso. Diz o antigo franciscano: “As CEBs, as comunidades eclesiais de base, que eu acompanhei tantas, não entraram no PT, elas fundaram as células do PT, isso é muito mais que entrar num partido, é fundar um partido”. O líder do PT comenta: “O PT não existiria do jeito que ele existe, se não fossem as comunidades eclesiais de base, se não fosse a Teologia da Libertação, eu sei o que é o valor de um padre progressista numa cidade pequena.”

De outro modo, segundo os dois corifeus da extrema esquerda, as comunidades eclesiais de base formaram o caldo de cultura indispensável para fazer germinar no Brasil partido que trouxe no bojo, o retrocesso, a intolerância, o desenho de uma sociedade socialista, com atrofia enorme das possibilidades de realização pessoal. E cuja implantação invariavelmente acarretou exclusões brutais, sufocamento da liberdade, fuga dos pobres apavorados com a generalização da miséria, uma forma de inferno na Terra.

O esquecimento, causa de tragédias. Dou um cavalo de pau e recorro a exemplo imaginário — já aconteceu coisa assim. Um pai estaciona o carro na rua, dia de muito calor, deixa os vidros fechados, o filho pequeno fica no banco. O pai vai cuidar da vida, faz negócios, demora, esquece que o filho está trancado. Quando volta, desespero, a criança está morta por insolação e asfixia. Não quis o fato, não agiu para que acontecesse. Foi culpado? Sim, pela lei e jurisprudência. Negligenciou atenção que deveria dar à situação em que era garantidor. Situações desse tipo configuram os chamados crimes de olvido ou de esquecimento. Reza o artigo 13 do Código Penal: “O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se a causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido”. E está no § 2º do mesmo artigo: “A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância”.

Crimes de esquecimento. Por que fui tão longe e dei o cavalo de pau no texto? Para lembrar um ponto, mesmo de forma inconsciente, até desejando o contrário, o esquecimento não raras vezes leva a tragédias e até ao crime. A criança do exemplo pode no futuro lembrar o Brasil. O pai, qualquer um de nós, se negligentes; faltaríamos no caso ao dever de cuidado.


https://www.abim.inf.br/o-crime-do-esquecimento/

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

A FOTO DA EXCLUSÃO – Péricles Capanema


18 de fevereiro de 2020
Péricles Capanema

Outro possível título para este artigo: a política da exclusão. Exclusão, dilaceração social, tensão, vamos falar a respeito. Em 13 de fevereiro (ocasião de perplexidade) o Papa Francisco recebeu no Vaticano, em cordial reunião privada de uma hora, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Praticamente nada foi dito, nem precisava, todos entenderam; política é, em larga medida, imagem.

A Santa Sé não emitiu comunicado sobre a audiência, amplamente noticiada nos meios de divulgação do mundo inteiro. Falar o quê? O chefão petista foi discreto na primeira manifestação: “Encontro com o Papa Francisco para conversar sobre um mundo mais justo e fraterno”. O mais importante em tais ocasiões é a “photo opportunity” e Lula alcançou por inteiro o intento, divulgação mundial. Leonardo Boff comentou satisfeito: “Esse encontro corresponde a um desejo mútuo. Em março, haverá o grande encontro internacional ‘Economia de Francisco’, onde o Papa propõe aos jovens economistas políticas contra a desigualdade social nos países. Quem tem experiência de diminuir a desigualdade, incluir 36 milhões de pessoas na cidadania é Lula, e o Papa queria não só ler, como conversar, saber como se faz isso. É muito possível [a participação de Lula no mencionado encontro dos economistas engajados] porque quando houve o encontro pela primeira vez dos movimentos sociais populares, em Roma, Evo Morales quis participar e os organizadores da cúria proibiram. O papa interveio, disse ‘Evo Morales vem de baixo, é indígena, é meu convidado direto’ e participou. Creio que dessa vez haverá a mesma lógica”. Como Leonardo Boff, exultaram um sem-número de comunistas.

Continuo do mesmo jeito, católico e devoto do Papado; contudo, arrastado pela força incoercível da mais simples lógica, ecoando milhões de irmãos na fé, deploro até o fundo a referida entrevista e as circunstâncias que a cercaram. Representa enorme, revelador e, no caso, escandaloso apoio do Sucessor de Pedro a Lula e ao partido acaudilhado por ele. E por mais doloroso que possa ser para um católico, “veritas liberabit vos” (Jo 8, 32) — não vou tapar o sol com a peneira —, o Papa Francisco se comportou no caso como vem agindo a CNBB há décadas, companheira de viagem dos objetivos petistas no Brasil.

Tal procedimento empurra o Brasil para o atraso hoje padecido, entre outros países, por Cuba e Venezuela, pobres cobaias do veneno socialista. Esse retrocesso, lembro ainda, coloca-nos mais perto da submissão inteira à China e à Rússia. Finalmente, é fator de empobrecimento, crueldade notória para com os pobres, pois lhes barra o caminho para uma existência decente e possibilidades de crescer na vida. Desesperados pela fome e pela atrofia generalizada de alto a baixo da sociedade, milhões deles acabam tentando escapar como podem dos países torturados pela utopia que intoxica o PT e enormes setores eclesiásticos.

Há mais. A conduta costumeira da CNBB, useira e vezeira da opção preferencial pelas minorias revolucionárias mais radicalizadas — e agora, infelizmente, também adotada no recente gesto do Papa Francisco —, ademais de favorecer a eliminação do que ainda resta de ordem temporal cristã, afasta a maioria do povo da área de influência da Igreja, e assim cria obstáculos para a difusão do Evangelho na parcela da população mais sensível a suas palavras. De outro modo, metralha possibilidades de evangelização.

Viro a página. Que efeitos duradouros terá a reunião cordial do Papa Francisco com o morubixaba do PT no Judiciário e nas eleições municipais deste ano? Sobre o povo em geral? No Judicário, não dá para saber; uma coisa ao menos se percebe de plano, em nada atrapalhará a defesa de Lula e dos acusados das roubalheiras amazônicas que padeceu o Brasil.

O outro ponto, nas eleições de outubro próximo? Em 2022? O escandaloso encontro ajudará eleitoralmente o PT e seus aliados? Alentadas por ele, tubas da propaganda internacional e boa parte da interna tentam enfunar as velas da esquerda. Conseguirão?

Caminhemos devagar, de olho sobretudo nos sintomas que denotam o que se passa no interior das consciências, ali está o âmbito decisivo para o futuro pátrio. Por oportuna, uma recordação. Em de 13 de novembro de 1975 o Conselho Nacional da TFP divulgou documento intitulado “Não se iluda, Eminência” endereçado ao cardeal dom Paulo Evaristo Arns (íntegra em “Catolicismo” 299/300, a coleção está na rede), criticando a posição favorecedora da subversão comunista que o episcopado paulista reunido em Itaici havia tomado. Advertiu: “Não se iluda, Eminência. Atitudes como a dos signatários do documento de Itaici vão abrindo um fosso cada vez maior, não entre a religião e o povo, mas entre o Episcopado paulista e o povo. A Hierarquia paulista, na própria medida em que se omite no combate à subversão comunista, vai se isolando no contexto nacional. A Hierarquia paulista tanto menos venerada e querida vai ficando, quanto mais bafeja a subversão”.

O fenômeno para o qual a TFP chamou a atenção em 1975 pode se repetir agora pela ação em especial do mesmo “sensus fidei”, que agiu lá, e pode agir hoje de novo. O senso da fé faz as pessoas perceberam nos seus pastores o timbre da voz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando não a ouvem, em atitude de fidelidade à doutrina da Igreja, afastam-se, um fosso vai se agigantando. Aconteceu repetidas ocasiões ao longo da História. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo 10, 27).

De olho em particular no “sensus fidei”, observemos ao longo dos dias as repercussões da funesta “photo opportunity” do dia 13 de fevereiro em Roma. Se há motivos para preocupação (e os há), inexistem justificativas para o abatimento. A maioria do Brasil (os verdadeiros excluídos) não deve e não pode se abater. É preciso resistir ao empurrão.



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sábado, 30 de novembro de 2019

O MISTERIOSO CASO DE CERTO SÍTIO EM ATIBAIA – Percival Puggina


30/11/2019
Nota do autor: Por oportuno, reproduzo o artigo que escrevi em 16 de novembro do ano passado, antes do julgamento do caso pela 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba.

O rapaz, de nome Fernando, acalentava o sonho de possuir um sítio na aprazível Serra de Itapetinga para ali reunir amigos e familiares em momentos de convívio. Como não dispusesse dos meios necessários, juntou-os entre pessoas de suas relações e adquiriu, após muita busca, no município de Atibaia, uma propriedade com as características almejadas.

Vencida essa etapa, cuidou, então, de dar jeito nas benfeitorias existentes. Tanto a moradia quanto as demais construções e áreas de lazer precisavam de reformas que seriam custosas. Mas nenhuma dificuldade ou restrição financeira afastava o proprietário de seu objetivo.

Fernando, como se verá, era robustecido pela têmpera dos vencedores.

Se havia obra a ser feita no seu sítio, nada melhor do que confiá-la à maior empreiteira do Brasil.

Marcelo Odebrecht, requisitado, deslocou gente de suas hidrelétricas, portos e plataformas de petróleo, subiu a serra e assumiu a encrenca: casa, alojamento, garagem, adega, piscina, laguinho, campinho de futebol. Tudo coisa grande, já se vê.

Vencida essa etapa, o ambicioso proprietário se deu conta de que as instalações da velha cozinha remanescente não eram compatíveis com os festejos que ansiava por proporcionar aos seus convidados.

Para manter o elevado padrão, Fernando não deixou por menos. Deu uma folga à primeira e convocou a segunda maior empreiteira do Brasil, a OAS.

E o pessoal de Léo Pinheiro para lá se tocou, prontamente, a cuidar da sofisticada engenharia culinária do importantíssimo sítio. Afinal, uma obra desse porte não aparece todo dia.

Opa! Problemas de telefonia. Como habitar e receber amigos em local com tão precárias comunicações?

Inconveniente, sim, mas de fácil solução. Afinal, todos nós somos conhecedores da cuidadosa atenção que a OI dispensa a seus clientes. Certo? Bastou comunicar-lhe o problema e uma nova torre alteou-se, bem ali, no meio da serra.

Concluídas as empreitadas, chaves na mão, a surpresa! Quem surge, de mala e cuia como dizemos cá no Sul, para se instalar no sítio do Fernando? Recém-egressa da Granja do Torto, a família Lula da Silva veio e tomou conta. Veio com tudo.

Com adega, santinha de devoção, estoque de DVD, fotos de família e promoveu a invasão dos sonhos de qualquer militante do MST. Lula e os seus se instalaram para ficar e permaneceram durante cinco anos, até o caso chegar ao conhecimento público.

Quando a Polícia Federal fez a perícia no local não encontrou um palito de fósforos que pudesse ser atribuído ao desafortunado Fernando. Do pedalinho ao xarope para tosse, era tudo Lula da Silva.

Eu não acredito que você acredite nessa história. Aliás, contada, a PF não acreditou, o MPF não acreditou e eu duvido que algum juiz a leve a sério. Mas há quem creia, talvez para não admitir que, por inconfessáveis motivos, concede a Lula permissão para condutas que reprovaria em qualquer outro ser humano.


Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

OS DESEMBARGADORES DE PORTO ALEGRE ESTÃO NA MIRA DA 'AMANTE'

Depois de avisar que quer Moro na cadeia, Gleisi vai exigir prisão perpétua para os integrantes do TRF

Gleisi Hoffmann, presidente do PT
Ed Ferreira/Estadão Conteúdo - 05.06.2013

Gleisi Hoffmann quer prender Sergio Moro porque o então juiz federal em Curitiba condenou Lula no caso do triplex em Guarujá. No código penal particular da presidente do PT, mandar o chefão para a gaiola é crime hediondo.

Em nome da coerência, a deputada federal conhecida pelo codinome “Amante” no Departamento de Propinas da Odebrecht tem de exigir cadeia também para a juíza Gabriela Hardt, que puniu o chefão no caso do sítio em Atibaia.

Pelo andar da carruagem, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vai confirmar em 2ª instância, como fez na maracutaia imobiliária à beira-mar, a sentença de Gabriela Hardt. Aos olhos de Gleisi, será uma reincidência sem perdão.


Na cabeça de Gleisi, os desembargadores do TRF baseados em Porto Alegre não merecem menos que prisão perpétua.

Augusto Nunes
Augusto Nunes estudou na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e começou sua carreira como revisor no Diário dos Associados. Foi repórter em O Estado de S.Paulo e da revista Veja. Dirigiu jornais e revistas como O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil (SP), Veja, Época e Forbes. Apresentou o Roda Viva, da TV Cultura.
Augusto foi quatro vezes vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo e considerado pela Fundação Getúlio Vargas (FVG) um dos mais importantes profissionais da área do país. Envolvido com literatura, um dos livros que organizou e editou foi o Minha Razão de Viver: Memórias de Um Repórter. Escreveu as biografias de Tancredo Neves e de Luís Eduardo Magalhães, além de A Esperança Estilhaçada — Crônica da Crise que Abalou o PT e o Governo Lula.


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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

NÃO CONTEM PRO LULA - Fernando Fabbrini


“Atordoados pelos resultados das urnas de 2016 e 2018, sobrou para os derrotados, no sonho de um retorno ao poder, manter um retrato negativo do país com fins eleitoreiros.”

14/11/19  
Foto: Helvio

Ao final da Segunda Guerra, os generais de Hitler, certos da derrota inevitável, poupavam o combalido ego do “führer” de novos dissabores. Temerosos, peneiravam as más notícias que chegavam ao bunker, deixando o ditador convenientemente iludido.

Na comédia “Adeus, Lênin”, uma velha senhora comunista entra em coma e não presencia a derrubada do Muro de Berlim. Ao despertar, tempos depois, a capital alemã já era outra. Com dó da mãe, seu filho esconde dela os últimos acontecimentos, fazendo-a crer que Berlim Oriental continuava como sempre: atrasada, feia e comunista.

Os discursos do ex-presidente assim que ele saiu da cadeia fizeram-me lembrar ambas as histórias. Preso por mais de um ano, paparicado e endeusado pela militância, Luiz Inácio colecionou elementos para criar uma avaliação equivocada de si mesmo, de sua influência, de seu carisma e – o mais grave – do Brasil que seguiu em frente.

Prisão não é fácil mesmo, embora a dele fosse cheia de regalias. Certamente, todos que o visitavam enfeitavam as grades com elogios, esperanças, exortações à “resistência”, recados carinhosos – tudo perfeitamente compreensível, até por questões humanitárias. O problema é que, ao saírem, tais visitantes deixavam o ex-presidente em uma companhia desonesta: a imagem congelada de um passado recente. Atordoados pelos resultados das urnas de 2016 e 2018, sobrou para os derrotados, no sonho de um retorno ao poder, manter um retrato negativo do país com fins eleitoreiros. No entanto, esqueceram-se de que os responsáveis por tal desastre eram eles mesmos.

Assim, a esquerda continuará ofegante, soprando as brasas indispensáveis ao calor costumeiro de seus discursos. Pergunta: quem ainda se inflamará com isso, além dos de sempre? Pouco a pouco, novos ventos arejam a vida do brasileiro. Surgem boas notícias; a maioria quase sempre ignorada pela grande imprensa. Jornalista que não sou – mas apenas um cidadão que gosta de escrever –, listei alguns indicadores interessantes.

A Caixa Econômica vai fechar o ano de 2019 com um lucro maior que o dos bancos Bradesco e Itaú. As alíquotas de importação de 498 bens de capital e 34 bens de informática e telecomunicações foram zeradas. A taxa de crédito imobiliário se aproxima do nível menor da história. A construção civil captou R$ 4,4 bilhões na Bolsa e prepara uma expansão marcante. Bilhões de dólares do exterior virão para revolucionar nossa infraestrutura ferroviária.

A Embraer saiu do prejuízo e lucrou R$ 26 milhões no segundo trimestre; a receita líquida cresceu 19%. Um site especializado mostra que o Brasil registrou uma queda de 22% nas mortes violentas no primeiro semestre do ano – e continua baixando. O INSS passou um pente-fino em benefícios suspeitos; cancelou 254 mil deles e poupou R$ 4,37 bilhões na brincadeira.

Fábricas de caminhões e implementos agrícolas agora só aceitam encomendas para entrega em 2021. Vem aí uma produção recorde de grãos – previstos 245,8 milhões de toneladas, 3,9 milhões a mais em relação à safra anterior. Estamos brilhando na produção de café, ovos e leite, este último com destaque para Minas Gerais. Novos mercados internacionais se abrem.

Movimentos como o MST – aqueles que estripavam vacas prenhes por motivos ideológicos – sumiram.

O Banco do Brasil anuncia lucro líquido de R$ 4,543 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O famigerado risco país atingiu o menor nível desde 2013. Taxa Selic nos 5%. Inflação controlada. Em consequência, o desemprego começa a cair; 
devagar, mas vai.

Que bom, hein? Então, não contem nada disso pro Lula. É sacanagem.


AUTOR
Fernando Fabbrini
Escreve todas as quinta-feiras no caderno Magazine, de O Tempo


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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

DISSONÂNCIA COGNITIVA – Joaci Góes

Dissonância cognitiva


Para Gorgônio José de Araújo Neto, amigo de toda a vida.

O psicólogo americano Leon Festinger (1919-1989) desenvolveu, a partir de 1957, a teoria da Dissonância Cognitiva para explicar a necessidade que as pessoas têm de manter coerência entre os valores que professam e suas atitudes ou comportamentos.

Quando se constatam discrepâncias entre esses elementos, ocorre a dissonância, acarretando níveis distintos de desconforto emocional ou existencial, desequilíbrio dinâmico indispensável, no entanto, ao processo de evolução intelectual imposto pela mudança constante do meio social. Como regra, os indivíduos evoluem, lentamente, com graus variados de ansiedade, como mecanismo adaptativo às mudanças sociais.

 Muitos indivíduos, porém, inaptos para conviver com o caráter dialético da vida, agarram-se às suas convicções e, por insegurança psicológica, ignoram as evidências em que baseiam suas crenças, bem como a lição de Nietzsche, segundo a qual o oposto da verdade não é a mentira, mas a convicção. Um meio desastrado de defender o ego, insurgindo-se contra o nível básico da lógica, de modo a assegurar o contexto de suas preferências adaptativas, ainda que ao preço de uma percepção distorcida dos fatos. Isso se verifica em quaisquer ambientes: familiar, laboral e social de toda natureza.

Tal é o que sucede a parcela ponderável dos que defendem o retorno do PT, ao ignorarem os inúmeros males que esse partido praticou contra o povo brasileiro, numa escala sem precedentes na História do Mundo. Para efeito de explicar a que segmento nos referimos, iniciemos por uma visão da pirâmide eleitoral do Partido dos Trabalhadores que tem:

1. Na base a grande massa das populações iletradas do País, algo em torno de 80%, compostos pelos brasileiros de menor escolaridade, entre analfabetos e concluintes do ensino secundário. Essa massa inculta aceita, por ignorância, sem tugir nem mugir, o papel de escravos da corte, louvando os algozes que lhes subtraíram recursos que deveriam ser destinados para a construção do seu bem-estar, numa masoquística prática coletiva da Síndrome de Estocolmo.

2. Em seguida, vêm membros da classe média, integrada por profissionais liberais, predominantemente, de desempenho modesto, e aposentados, dotados de conhecimentos medianos, insuficientes para a formulação de uma avaliação crítica consistente. Esses são os que mais padecem da dissonância cognitiva, razão pela qual continuam adeptos do PT por não serem capazes de reconhecer os enormes desvios de conduta que esse partido praticou quando esteve no poder.

3. Logo acima, de número mais reduzido, os que têm sinecuras, que mamam nas tetas do governo, inclusive professores universitários que substituem o rendimento acadêmico por reiterada declaração de fidelidade ideológica, meio apto a assegurar o reconhecimento de prestígio, não obstante suas notórias fragilidades, como se pode depreender do baixo rendimento das universidades públicas brasileiras, inteiramente adonadas pelos que se autoproclamam da esquerda intelectual, figurante entre as mais atrasadas do Planeta.

4. No topo da pirâmide, os políticos espertalhões, coronéis desse grande latifúndio que tem como capo di tutti i capi o presidiário Luiz Ignácio Lula da Silva, que, ao final do julgamento dos processos a que responde deverá disputar com o ex-governador Sérgio Cabral a liderança no número de anos de condenação. Essa dissonância cognitiva que oblitera a percepção dos que defendem o fim da Lava Jato, a soltura de Lula e sua eleição para a Presidência, só se tornou possível graças ao aparelhamento gramsciano da Universidade Pública brasileira, como é do conhecimento geral dos que pensam.

Ao perceber a inutilidade do genocídio praticado por Lênin e Stalin na União Soviética, como meio de forçar a aceitação do socialismo imposto pela Revolução Comunista de 1917, Antônio Gramsci, filósofo italiano, desenvolveu poderosa linha argumentativa, demonstrando a importância de fazer a cabeça dos formadores de opinião, tornando-os absolutamente resistentes à evidência dos fatos e aos traumas produzidos pelo que mais tarde viria a ser batizado como dissonância cognitiva.

É por isso que pessoas honestas e inteligentes que integram nosso universo afetivo nos deixam boquiabertos, ao defenderem o indefensável retorno do PT ao exercício de um poder que desonrou de um modo sem precedentes na geografia e no tempo.

É imperioso dever de solidariedade, de generosidade e de ética elementar tratar estas pessoas, num momento de tanta fragilidade moral, de um modo gentil e paciente, até porque este momento tenso da vida brasileira deverá chegar ao seu clímax no próximo dia 28, quando, para felicidade geral da nação, veremos o PT dar adeus às armas, com a vitória do slogan: PT nunca mais!

Joaci Góes

(Artigo publicado na Tribuna da Bahia em 18/10/18)


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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

FLORES, FLORES PARA OS MORTOS - Fernando Gabeira



Ligue o vídeo abaixo:


Sempre que os fatos ganham velocidade, costumo comprar um bloco de notas. Anoto frases, ideias, intuições e deixo que se decantem com o tempo.

Volto a elas, depois, para rejeitá-las ou desenvolvê-las. A primeira frase que me veio à cabeça foi a da vendedora de flores que encerra um filme.

O pequeno bloco também tem ideias. Por exemplo: comparar a ditadura com o governo Lula. Uma neutralizou o Congresso pelo medo; o outro, pelo pagamento de mesada.

Ditadura e governo Lula compartilham o mesmo desprezo pela democracia, ambos violentaram-na, reduzindo o Parlamento a uma ruína moral. 

Os militares prepararam sua saída de forma organizada. Nem muito devagar, para não parecer provocação, nem muito rápido para não parecer que estavam com medo.

Já o núcleo duro do governo Lula parece perdido, batendo cabeça, ou melhor, enfiando-a na areia, sem perceber que a polícia está chegando e, daqui a pouco, alguém vai gritar na porta do Planalto:"Se entrega, Corisco".

Quando era menino e vivia em Juiz de Fora, fazíamos rodas de capoeira, bastante rudimentares - confesso. Mas cantávamos: "A polícia vem, que vem brava / quem não tem canoa, cai n'água". 

Tudo isso jorra aos borbotões na minha caderneta. Anotei: chamar alguém do "Guinness", o livro dos recordes, para saber se algum tesoureiro de qualquer partido do mundo se desloca com batedores de motocicleta e carros clones para iludir perseguidores;

...se algum tesoureiro partidário se desloca com jatos particulares, semanalmente; se introduz no palácio associação de empreiteiros que receberam R$ 1,1 bilhão de dívidas.

Os militares batiam, davam choques e insultavam na sessão de tortura, mas vi muitos dizendo que me respeitavam porque deixei um bom emprego para combatê-los com risco de vida. 

O PT queria que eu abrisse mão exatamente da minha alma, e me tornasse um deputado obediente, votando tudo o que o Professor Luizinho nos mandava votar. 

Os militares jamais pediriam isso. Desde o princípio, disseram que eu era irrecuperável e limitaram-se à tortura de rotina.
Jamais imaginei que seria grato aos torturadores por não me pedirem a alma. Não sabia que dias tão cinzentos ainda viriam pela frente. 

Que seria liderado por um homem que achava que Maurício de Nassau era um deputado de Pernambuco. Logo eu, que sou admirador de um deputado pernambucano chamado Joaquim Nabuco. 

Foram os anos mais duros de minha vida. No meu caderno anoto frases e indicações da semelhanças da luta contra a ditadura e da luta contra este governo, desde que comecei a criticá-lo, com a importação de pneus usados.

As pessoas têm suas carreiras, seus empregos, sua racionalizações. É preciso respeitá-las, atravessar o deserto sem ressentimentos.

Agora, sobretudo, é preciso respeitar o sofrimento dos vencidos. Outro dia, quando me referi a um núcleo na Casa Civil como um bando de ladrões que atentava contra a democracia, uma jovem deputada do PT estremeceu.

Senti que não estava ainda preparada para essas palavras cruas. E fui percebendo pelas anotações que talvez estejam aí, para o escritor, o mais rico manancial de toda essa crise.

Como estão as pessoas do PT? Como se ajustam a essa nova realidade? Que destino tomaram na vida?
Procuro não confundir, entre os que ainda defendem o governo, aqueles que são cínicos, cúmplices e os outros, que apenas obedeceram as ordens sob a forma da aplicação do centralismo democrático. 

Alguns defendem porque ainda não conseguiram negociar com sua própria dor. Não podem suportá-la de frente. Mas terão de fazer algum dia, porque, por mais ingênuos que sejam, já perceberam que a mãe está no telhado. 

Vamos ter de encarar juntos essa realidade. A grande experiência eleitoral da esquerda latino-americana, admirada por uma Europa desiludida com Cuba e Nicarágua, a grande novidade que verteu tintas...

...atraiu sábios, produziu livros e seminários, vai acabar na delegacia como um triste fato policial de roubo do dinheiro público e suborno de parlamentares.

Só os que se arriscarem a ir até o fundo dessa abjeção, compreendê-la em todos os seus detalhes mórbidos, têm chances de submergir para continuar o processo histórico. 

Por incrível que pareça, o Brasil continua, e a vontade de mudar é mais urgente do que em 2002 e Por isso, proponho agora um curto e eficaz trabalho de luto. 

Anotação final: começaram o espetáculo da CPI, secretárias e suas agendas, ex-mulheres e suas mágoas, vampiros, sanguessugas, mensaleiros, arapongas, tesoureiros e seus charutos, Vossa Excelência para cá, Vossa Excelência para lá, sigilos bancários, telefônicos, emocionais. 

Viu, Duda, que cenas finais melancólicas quando um mercador tenta aplicar à complexidade da política a singeleza do vendedor de sabonetes? 

FIM MELANCÓLICO? Não, Lulla enganou o povo...


Fernando Gabeira
Texto veiculado no jornal Folha de S. Paulo

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terça-feira, 21 de agosto de 2018

A ONU A SERVIÇO DE UM CRIMINOSO E DE UM PLANO IDEOLÓGICO



Por Pedro Henrique Alves, publicado pelo Instituto Liberal

Todos aqueles que possuem o mínimo de prudência, e capacidade de ir além dos gritos das massas, conseguem perceber que a validade da vida humana é inerente a ela mesma. Esses mesmos ponderados que aqui rogamos para que ainda existam, entendem que os postulados dos “Direitos Humanos” não iniciaram com a ONU; que o cristianismo já pincelava há séculos em suas doutrinas aquilo que hoje vemos mais ou menos sistematizados em tratados. É verdade que na história esses direitos andaram claudicantes e, por vezes, relativizados pelo poder do momento; o século XX que nos diga.

Mas os ditos Direitos Humanos, agora institucionalizados por dezenas — talvez centenas — de instituições da ONU, UNESCO, ONG’s, institutos e demais órgãos duvidosos, não tardaram em abandonar suas manjedouras cristãs adotando os comitês socialistas como suas catequeses humanistas. Quem possui o mínimo conhecimento sobre o pensamento marxista e os desdobramentos de suas teorias, sabe que as pautas defendidas por essas instituições não passam de um servilismo ideológico ao socialismo e suas vertentes culturais. De defesa da dignidade humana não tardam a passar para defesa de governos e queridos.

Se é verdade que conhecendo a árvore qualificamos os frutos por ela gerada; podemos qualificar as intenções dessas instituições de “Direitos Humanos” a partir de suas causas finais.

Sexta-feira (17/08) fomos brindados com a “recomendação” do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que a justiça brasileira, através do TSE, possibilite a disputa eleitoral pelo presidiário Lula. Não entrarei muito na questão jurídica dessa absurdidade, pois no amago da questão está um pedido de um comitê da ONU para que a justiça transgrida uma lei nacional; apenas quero reforçar que se trata de uma recomendação medonha que afronta de maneira debochada a Lei da Ficha limpa que impossibilita a candidatura do presidiário petista.

Também devo esclarecer que o pedido não consegue disfarçar seu apelo ideológico; sob uma máscara de legalidade jurídica banal, unida a uma carteirada de instituição internacional, tentar influenciar o processo criminal de um Estado-Nação independente chega a beirar o desrespeito à soberania jurídica do país.

Como disse Nelson Lehmann da Silva ao comentar o pensamento de Crane Brinton, a característica “comum mais em evidência de todas as grandes revoluções modernas tem sido seu inicial escopo universal, que depois contrasta com seus sucessos meramente locais. Elas começam com uma mensagem para toda a humanidade, mas acabam por adiar tal meta, que então se torna a missão de um povo ou grupo escolhido de iniciados” (SILVA, 2016, p. 54).

O que começou como salvaguarda dos “Direitos Humanos” acaba como couraça dos direitos dos companheiros; aquilo que era defesa da dignidade humana passa a ser tutela ideológica; a instituição guardiã das tábulas da liberdade dos indivíduos, passou a ser tão somente peão de partido. Uma comissão internacional e, porque não dizer: global; está a serviço de um partido e plano ideológico. Não é possível, sendo politicamente sensato e mentalmente razoável, levar a sério uma instituição que se presta a tal vergonha vistosa.


Entenderam ou querem que eu desenhe?

O globalismo não brinca e sequer tem vergonha de seus meios de ação, dizer que não há uma agenda internacional em favor daquilo que damos a alcunha de: “esquerdismo cultural”, é negar o evidente. São esses que se calam e nada fazem frente aos aberrantes desumanismos na Venezuela e Nicarágua; se contentando com cartas e textos vergonhosos de uma suposta “preocupação com a situação política do país”, mas que, bem sabemos, não passa de panos quentes e acovardamentos.

Enfim, esse artigo tem que acabar porque tal recomendação da ONU me parece tão importante quanto uma carta ao Papai Noel; e, sinceramente, a nós que vivemos sob o leviatã de 63 mil assassinatos ao ano, sem nunca termos visto nenhuma efetiva ajuda da ONU para amenizar esse pandemônio, por que deveríamos agora nos importar com as suas recomendações? Quando passávamos pela da maior crise de corrupção que essa nação já viveu não contamos com nenhuma ajuda ou apoio institucional da ONU, tivemos que arregaçar as mangas ir às ruas parar o país sozinhos; pois agora que fiquem com suas ideologias e recomendações enviesadas.

Referência:
SILVA, Nelson Lehmann da. A religião civil do Estado moderno, 2ª Ed, Campinas: Vide Editorial, 2016.

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/onu-servico-de-um-criminoso-e-de-um-plano-ideologico/?utm_medium=feed&utm_source=feedpress.me&utm_campaign=Feed%3A+rconstantino

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sábado, 18 de agosto de 2018

O PLANO QUE SÉRGIO MORO TEM RESERVADO PARA LULA – Amanda Acosta


18/08/2018

A luta do juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato não é contra Lula. Nunca foi. O complicado embate é contra a corrupção.

A luta é árdua. É difícil e necessita de ser jogada com estratégia. Os bandidos são poderosos, inescrupulosos e extremamente numerosos. Proliferam em todos os poderes da República.

Nesse contexto, manter Lula preso é fundamental.

Por esse motivo, Moro se empenhou pessoalmente para frustrar o "Golpe do Plantonista".

A soltura de Lula naquele momento representaria por certo o aniquilamento da Lava Jato.

No entanto, a manutenção do petista na prisão, oferece forças para que a Lava Jato continue a avançar e chegue em outras autoridades envolvidas nos escabrosos esquemas de corrupção que estão sendo desvendados.

Nesse sentido, tão logo o pleito eleitoral se encerre, uma nova sentença condenatória será proferida em desfavor de Lula.

Com duas condenações, tudo ficará mais difícil para o meliante petista e assim, chegar aos demais será questão de tempo.

O Brasil vencerá!


Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br


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sábado, 14 de julho de 2018

CAOS NO JUDICIÁRIO FAZ ÓRFÃO O BRASIL – Péricles Capanema


14 de julho de 2018
♦  Péricles Capanema

Selfie de Favreto com Lula

Os episódios patéticos — melhorando, prenunciativos — do domingo 8 de julho protagonizados pelo desembargador Rogério Favreto [foto ao lado] aumentaram o alerta no Brasil que presta.

Em autêntica conduta bolivariana, esbofeteando legislação e regulamentos das cortes, a tentativa brutal de soltar Lula escancarou ferida na estrutura do poder no Brasil — de forma particular no Judiciário.

Episódio sintomático, exibe ensaio de imprimir rumo estável a qualquer custo. Todos viram, o writ foi acolhido sofregamente por magistrado ativista, encardido militante petista, filiado ao PT entre 1991 e 2010; em 2011 escolhido por Dilma Rousseff no quinto constitucional para assumir seu posto.

A situação caótica no Poder Judiciário vem sendo estimulada há tempos; não é de hoje o mau exemplo despenca impune do alto. Onde vale menos de um tostão furado o respeito à lei, onde o Judiciário é concebido, à maneira dos países comunistas (e agora na Venezuela) como instrumento da revolução, o que pode esperar o povo?

Está órfão, cada vez mais entregue à sanha dos tiranos do Judiciário. Órfão é o que, na falta de forças próprias, fica sem proteção, inseguro, sem rumo, exposto ao pior. Nossa situação.

Indefesos, agridem-nos manifestações de prepotência e deboche de figuras representativas do Judiciário. O mais grave, é comum serem provenientes de magistrados do Supremo, dando as costas para exemplos de comedimento e retidão de caráter, aos quais seria normal emular, deixados por Epitácio Pessoa, Nelson Hungria e tantos outros.

É claro, desaferrolham a rota para o caos. A turma demolidora desembesta “tinindo nos cascos” (no caso específico, era a promessa do ministro Lewandowski na sua intenção bastarda de proteger o ex-ministro José Dirceu). No trajeto, a farândola da devastação acavala vilanias contra adversários, evidenciando ao povo traumatizado em que mãos foram colocados os instrumentos que o dirigirão.

Também como exemplo, só lembro (nem dá para transcrever, mas está na web, 11-8-12) o efeito vitriólico das ponderações sensatas do jornalista Ricardo Noblat sobre o ânimo do antigo subordinado de José Dirceu, próximo presidente do STF, ministro José Dias Tóffoli.

Estão em patamar parecido manifestações debochadas de Gilmar Mendes e arroubos de irresponsabilidade faceira do ministro Marco Aurélio Mello. E ainda de outros ministros, quando fazem tábula rasa das disposições constitucionais sobre o casamento e o respeito à vida.

A respeito, o ministro Luiz Fux foi de clareza solar: “Essas questões todas deveriam, realmente, ser resolvidas pelo Parlamento. Mas acontece uma questão muito singular. O Parlamento não quer pagar o preço social de decidir sobre o aborto, sobre a união homoafetiva e sobre outras questões que nos faltam capacidade institucional. Como eles (parlamentares) não querem pagar o preço social e como nós não somos eleitos, nós temos talvez um grau de independência maior porque não devemos satisfação depois da investidura a absolutamente mais ninguém”.

Com preço social quis dizer, temor de não serem reeleitos, porque o eleitor é conservador. Então, atropela-se a vontade popular via Judiciário, para impor a agenda de setores libertários encarapitados em posições de relevância.

Em sintonia com Luiz Fux, Luís Roberto Barroso tem preocupante teoria “iluminista” de rejeição da vontade popular, quando conservadora: “O papel iluminista deve ser exercido em conjunturas nas quais é preciso empurrar a história. Em alguns momentos cruciais do processo civilizatório, a razão humanista precisa impor-se sobre o senso comum majoritário”.

Senso comum majoritário é disfarce para a vontade majoritária da população. Se for conservadora, pontapé nela, disfarçado pela linguagem culta e educada. Tais opiniões obscurantistas, contraditórias com o dogma democrático da soberania popular, de fato, iluminam muito o quadro geral. Outra orfandade.

Há diferentes formas de se sentir órfão. Uma delas, talvez a mais pungente, o pai, mesmo presente, faz o filho se sentir órfão, quando apunhala sua função natural de “role model”. Pais em relação a filhos, dirigentes em qualquer esfera frente a subordinados.

Volto ao juiz Favreto. Os efeitos imediatos do ativismo do Dr. Renato Favreto foram contidos na nascente pela reação pronta de quatro outros juízes: Sérgio Moro, Gebran Neto, Thompson Flores e Laurita Vaz. Está se vendo, graças a Deus, a contaminação não atingiu o corpo inteiro.

Laurita Vaz, Ministra e Presidente
do Superior Tribunal de Justiça

A ministra Laurita Vaz [foto ao lado], presidente do STJ, foi mais contundente e clara. Transcrevo trechos de sua decisão ao negar provimento ao habeas corpus impetrado pelo advogado Sidney Duran Gonçalez. De início, a juíza manifesta perplexidade pelo pedido de habeas corpus: “Depois de percorrer todas as instâncias do Poder Judiciário brasileiro, a questão foi ressuscitada por advogados que peticionaram estranhamente perante determinado Juízo de Plantão”. Importa notar o ‘estranhamente’ e o ‘determinado’. Insinuam contubérnio, conchavos de bastidor.

O desembargador Fraveto esteou a argumentação no “fato novo” de Lula ser pré-candidato à Presidência. Seus direitos estariam sendo coarctados, quebrando a igualdade e isonomia, determinadas pela Constituição, entre todos os pré-candidatos.

A ministra refuta a arteira alegação e destaca a agressão à ordem jurídica representada pela decisão do desembargador Fraveto:

“Inusitada e teratológica decisão que, em flagrante desrespeito à decisão colegiada da 8ª Turma do TRF da 4ª Região, ratificada pela 5ª Turma do STJ e pelo Plenário do STF, erigiu um ‘fato novo’ que, além de nada trazer de novo — pois a condição de ‘pré-candidato’ é pública e notória há tempos —, sequer se constituiria em fato jurídico relevante para autorizar a reapreciação da ordem de prisão sob análise”.

Continua:

“Causa perplexidade e intolerável insegurança jurídica decisão tomada de inopino, por autoridade manifestamente incompetente, em situação precária de plantão, por meio de insustentável premissa. Diante dessa esdrúxula situação processual, coube ao Juízo Federal de primeira instância, com oportuna precaução, consultar o Presidente de seu Tribunal”.

Fala ainda a ministra, “tumulto processual sem precedentes na história do direito brasileiro”.

Não há precedentes, mas é prenunciativo. O Judiciário está incrustado de “fravetos”, contaminado, com maus exemplos desbarrancando do alto. Tal poder é municiado por egressos de universidades lotadas de professores “fravetos”. Processo enraizado, difícil de ser interrompido. E assim temos infecção, mortífera se não combatida, para muitos anos, décadas, provavelmente.

O vírus em sua mutação atual: o bolivarianismo, xodó do PT, cultivado em caldos de cultura Brasil afora, até em sacristias e seminários. Mais um sintoma de nossa trágica orfandade de setores diretivos (elites nos mais variados campos) que possam encaminhar o Brasil rumo a um futuro de grandeza cristã.


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