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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

DEPOIMENTO DO PRESIDENTE BOLSONARO NO INQUÉRITO À PF:



Depoimento de Bolsonaro à Polícia Federal


Por quais motivos pediu ao ex-ministro Sérgio Moro para que fosse trocado o Diretor-Geral da PF, Maurício Valeixo?

Que confirma que em meados de 2019 solicitou ao ex-ministro Sergio Moro a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Valeixo, em razão da falta de interlocução que havia entre o presidente da República e o diretor da Polícia Federal; Que não havia qualquer insatisfação ou falta de confiança com o trabalho realizado pelo DPF Valeixo, apenas uma falha de interlocução; Que sugeriu ao ex-ministro Sergio Moro a nomeação do DPF Ramagem para a Direção-Geral; Que indicou o DPF Ramagem em razão da sua competência e confiança construída ao longo do trabalho de segurança pessoal do declarante durante a campanha eleitoral de 2018; Que ao indicar o DPF Ramagem ao ex-ministro Sergio Moro, este teria concordado com o presidente desde que ocorresse após a indicação do ex-ministro da Justiça à vaga no Supremo Tribunal Federal; Que conheceu o DPF Ramagem após o 1° turno quando ele assumiu a coordenação da segurança do então candidato Jair Bolsonaro: Que salvo engano os filhos do declarante também conheceram Ramagem somente quando ele assumiu a segurança do declarante; Que nunca teve como intenção, com a alteração da Direção Geral, obter informações privilegiadas de investigações sigilosas ou de interferir no trabalho de Polícia Judiciária ou obtenção diretamente de relatórios produzidos pela Polícia Federal.

Na reunião de ministros do dia 22/04/2020, o presidente fez a seguinte declaração. O que quis dizer quando disse "eu tenho a Polícia Federal que não me dá informações"?

Que o declarante quis dizer que não obtinha informações de forma ágil e eficiente dos órgãos do Poder Executivo, assim como da própria Polícia Federal; Que quando disse "informações" se referia a relatórios de inteligência sobre fatos que necessitava para a tomada de decisões e nunca informações sigilosas sobre investigações.

Conforme o ex-ministro Sérgio Moro, a motivação para a troca do DG/PF seria porque o presidente "precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência". Confirma tais motivações?

Que, pelo seu entendimento, necessitava da mudança da Direção Geral da Polícia Federal, como dito, para maior interação; Que nunca obteve, de forma direta, relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal; Que perguntado se possui acesso ao SISBIN, coordenado pela Abin, disse que não; Que muitas informações relevantes para a sua gestão chegavam primeiro através da imprensa, quando deveriam chegar ao seu conhecimento por meio do Serviço de Inteligência.

Nas mensagens contidas no celular do ex-ministro Sérgio Moro, consta, em 23/04/2020, uma reportagem do site "O Antagonista", intitulada "Polícia Federal na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas", encaminhada pelo presidente ao ex-ministro, seguida da mensagem "Mais um motivo para a troca". Por que reforçou a necessidade da troca do DG/PF com a reportagem?

Que desconfiava que havia vazamento de informações sigilosas de investigações no âmbito da Polícia Federal para o site "O Antagonista", revista "Crusoé" e outros meios de imprensa.

A troca do DG/PF seria motivada, também, por uma eventual falta de empenho da PF na investigação sobre a tentativa de assassinato contra o presidente durante a campanha de 2018? Se reuniu com o delegado responsável pela investigação?

Que cobrou do ex-ministro Sergio Moro uma investigação mais célere e objetiva sobre o atentado que sofreu; Que não observou nenhum empenho do ex-ministro Sergio Moro em solucionar o assunto; Que houve uma apresentação do delegado responsável pela investigação do atentado com a presença do ex-ministro Sergio Moro; Que não fez nenhum tipo de pedido na direção da investigação ou qualquer outra interferência no andamento dos trabalhos.

A troca do DG/PF seria motivada, também, por uma eventual falta de empenho da PF na investigação que visou esclarecer as declarações do porteiro do condomínio da residência do presidente, no Rio de Janeiro, o qual teria levantado falsas suspeitas do envolvimento do presidente no assassinato da vereadora Marielle Franco?

Que também cobrou do ex-ministro Sergio Moro um maior empenho na investigação sobre as declarações do porteiro do condomínio da sua residência no Rio de Janeiro; Que também não observou nenhum empenho ou preocupação do ex-ministro Sergio Moro em solucionar rapidamente o caso; Que soube pelo ex-ministro Sergio Moro que foi aberta uma investigação na Polícia Federal e que foi constatado um equívoco por parte do porteiro; Que também foi divulgado na impressa que o filho do declarante, Renan, teria namorado a filha do ex-policial militar acusado pelo assassinato da vereadora Marielle; Que posteriormente ficou esclarecido pelo próprio ex-ministro Sergio Moro que o ex-policial militar declarou que a sua filha nunca namorou o Renan, pois ela sempre morou nos Estados Unidos; Que esse esclarecimento veio à tona em razão dos insistentes pedidos do declarante para o ex-ministro Sergio Moro em solucionar rapidamente o caso; Que, portanto, não havia uma proatividade do ex-ministro Sergio Moro.

Por quais motivos, em agosto de 2019, pediu ao ex-ministro Sérgio Moro para que fosse trocado o superintendente regional da PF no RJ? Sugeriu algum nome? Por quê? Qual o grau de amizade entre o presidente e o substituto? Havia a intenção de obter informações de investigações sigilosas presididas na Superintendência Regional da Polícia Federal RJ ou de interferência?

Que confirma que a partir de agosto de 2019 sugeriu ao ex-ministro Sergio Moro a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro; Que sugeriu a mudança porque o estado do Rio de Janeiro é muito complicado e entendia que necessitava de um dirigente da Polícia Federal local com maior liberdade de trabalho; Que não conheceu o então superintendente Ricardo Saadi; Que talvez o DPF Ricardo Saadi não tinha a completa independência para tomar as medidas necessárias para melhorar a gestão local; Que, no primeiro momento, não sugeriu nenhum nome ao ex-ministro Sergio Moro para assumir a Superintendência do Rio de Janeiro; Que posteriormente, em razão da resistência do ex-ministro Sergio Moro, sugeriu o nome de um delegado para a Superintendência do Rio de Janeiro; Que há uma vaga lembrança que esse nome seria o DPF Saraiva; Que não se lembra quem indicou o nome do DPF Saraiva ao declarante; Que no final de 2018 cogitou em indicar o DPF Saraiva como ministro do Meio Ambiente; Que não se lembra quem sugeriu o nome do DPF Saraiva; Que, da mesma forma, nunca buscou obter informações privilegiadas de investigações sigilosas em andamento na SR-PF-RJ ou de interferir, seja na gestão local ou em investigações em andamento.

Conhecia o DPF Carlos Henrique Oliveira de Sousa, o qual sucedeu o DPF Ricardo Andrade Saadi como superintendente da SR/PF/RJ? Se reuniu com o DPF Carlos Henrique após a indicação para a gestão da SR/PF/RJ? Por quê? Qual o teor da conversa?

Que conheceu o DPF Carlos Henrique em uma reunião ocorrida no gabinete da Presidência quando ele foi indicado para assumir a Superintendência do Rio de Janeiro; Que o propósito dessa reunião foi para conhecê-lo melhor, ou seja, para que o novo superintendente de um dos estados mais importantes da federação fosse apresentado ao presidente da República.

Em abril de 2020 houve uma nova troca com a exoneração do DPF Carlos Henrique como SR/PF/RJ. Foi o presidente que sugeriu essa nova mudança?

Que não sugeriu a nova mudança na Superintendência no Rio de Janeiro, ocorrida em abril de 2020.

Soube, através do ex-ministro Gustavo Bebianno, de alguma investigação sigilosa em curso na SR/PF/RJ (Operação Furna da Onça) que teria como alvo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro? Como soube?

Que não soube previamente nada sobre a operação Furna da Onça, antes da sua deflagração; Que todo assunto sobre essa operação, ficou sabendo através da impressa; Que conheceu Paulo Marinho através de Gustavo Bebianno; Que também nunca Paulo Marinho repassou ao declarante informações que ele (Paulo Marinho) teria recebido de um delegado de Polícia Federal da SR-PF-RJ sobre a Operação Furna da Onça.

Na reunião de ministros do dia 22/04/2020, o presidente fez a seguinte declaração quando disse "Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui!", se referia a troca? 

Que há um pequeno núcleo do GSI sediado no Rio de Janeiro, responsável pela segurança do declarante e de sua família; Que esse núcleo do GSI é formado por servidores lotados e alguns comissionados; Que achava que esse trabalho poderia ser melhorado, principalmente no acompanhamento do seu filho Carlos Bolsonaro, residente no Rio de Janeiro; Que, portanto, quando disse que queria trocar gente no Rio de Janeiro referia-se a sua segurança pessoal e da sua família.

Por quais motivos pediu, em março de 2020, ao ex-ministro Sérgio Moro para que fosse trocada a superintendente Regional da PF em Pernambuco? Sugeriu algum nome? Por que essa pessoa? Qual o grau de amizade entre o presidente e o substituto? Havia a intenção de obter informações de investigações sigilosas presididas na SR/PF/PE e/ou interferência nos trabalhos de polícia judiciária?

Que confirma que sugeriu ao ex-ministro Sergio Moro a mudança da superintendente da PF de Pernambuco; Que sugeriu essa mudança em razão da baixa produtividade local e pelo fato da então superintendente ter, anteriormente, assumido o cargo de secretária estadual de Pernambuco, o que não daria a isenção necessária nos trabalhos locais; Que jamais sugeriu a mudança da gestão local com o intuito de obter informações sigilosas de investigações ou de interferência de trabalhos de Polícia Judiciária.

O que entende por "interferência política" na PF? Interferiu na PF?

Que entende como interferência política pedidos políticos e não técnicos, de gestores de órgãos públicos com a intenção de haver influência política sobre os trabalhos desenvolvidos pelo órgão; Que jamais teve qualquer intenção de interferência política na Polícia Federal quando sugeriu ao ex-ministro Sergio Moro a alteração na gestão da Direção Geral ou em Superintendências Regionais; Que quando convidou o ex-ministro Sergio Moro, assim para todos os demais ministros, para fazer parte de sua equipe, concordou em "dar carta branca" para que cada um montasse sua equipe e os órgão vinculados com os nomes que entendessem, com poder de veto do declarante; Que tanto foi assim que o ex-ministro Sergio Moro trouxe para o seu ministério os profissionais que ele teve contato em Curitiba-PR; Que em determinado momento percebeu que o ex-ministro Sergio Moro estava administrando a pasta sem pensar no todo, sem alinhamento com os demais ministérios e o gabinete da Presidência; Que, por fim, gostaria de acrescentar que sempre respeitou e respeita a autonomia da Polícia Federal e que entende que mesmo com a alteração de dirigentes de unidades da Polícia Federal não é possível interferir nas investigações em razão do sistema penal brasileiro e na cultura organizacional enraizada na instituição.

Perguntado se gostaria de acrescentar algo, disse negativamente;

Passada a palavra aos advogados-gerais da União, não fizeram questionamentos;

Registra-se que uma cópia deste termo foi entregue aos advogados da União.

Nada mais havendo, este Termo de Declarações foi lido e, achado conforme, assinado pelos presentes.


https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/11/04/veja-integra-do-depoimento-de-bolsonaro-a-policia-federal.ghtml

 

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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

O JULGAMENTO - Merval Pereira


A
o ler que Cristiano Zanin, o advogado do ex-presidente Lula, está cobrando do Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão “o mais breve possível” sobre o habeas-corpus que pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos julgamentos que condenaram Lula, sendo notório que a Segunda Turma está desfalcada do ministro Celso de Mello por questões de saúde, fiquei com a sensação de que o advogado está querendo aproveitar-se da circunstância para conseguir a anulação das condenações.

É sabido que dois ministros da Segunda Turma, Edson Fachin e Carmem Lucia, já votaram a favor de Moro, restando agora apenas mais dois votos, os de Gilmar Mendes e Lewandowski, que já deram indicações do que pensam ao anular um julgamento de anos atrás no processo do Banestado, considerando Moro parcial.

O frequente empate na Segunda Turma tem favorecido os réus, como manda a jurisprudência, e Zanin está disposto a aproveitar essa brecha para, enfim, conseguir anular as condenações de Lula, o que o tornaria novamente ficha-limpa, permitindo que se candidate à presidência em 2022.    

Lembrei-me, então, de uma palestra que o escritor Deonísio da Silva fez num ciclo sobre Guimarães Rosa da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2018, sob o título “O julgamento de Zé Bebelo e a Lava-Jato”, sobre o romance “Grande Sertão, Veredas”. Deonísio Silva compara Lula a Zé Bebelo e Moro a Joca Ramiro:  

“Zé Bebelo está quase derrotado, comanda nove homens e quando seu bando conta com apenas três, Riobaldo, para salvar a vida do ex-chefe e ex-aluno, grita “Joca Ramiro quer este homem vivo”.

Sem saída, Zé Bebelo descarrega a arma no chão antes de ser preso e, quando os inimigos tiram-lhe o punhal, ele diz: “Ou me matam logo, aqui, ou então eu exijo julgamento correto legal”.

Diante de Joca Ramiro imponente, montado em cavalo branco, Zé Bebelo a pé, rasgado e sujo, requer: “Dê respeito, sou seu igual”. Ouve de Joca Ramiro: “se acalme, o senhor está preso”.

É quando toda a jagunçada vai para a Fazenda Sempre-Verde. Zé Bebelo, de mãos amarradas, é conduzido em cima de um cavalo preto, na rabeira da tropa. Relata Deonísio Silva:

“Réu em inusitado julgamento no pátio da Fazenda Sempre-Verde, o jagunço letrado Zé Bebelo, salvo por Riobaldo, seu ex-professor, conduz o próprio julgamento. No insólito tribunal, os juízes são outros cangaceiros, liderados pelo grande chefe Joca Ramiro, todos sob o olhar misterioso de um jagunço que é jagunça: Reinaldo/ Diadorim.

A Lava a Jato pode inspirar outra leitura deste curioso episódio de Grande Sertão: Veredas, em que o sertão é assim definido: “Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!” E mais: “onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade.”

“O Brasil também já foi assim. E agora chegamos à encruzilhada onde tribunais superiores estão decidindo se continuará assim ou se mudará. Fazendo as vezes de um Sérgio Moro do sertão, o jagunço Joca Ramiro, conhecido por sua lealdade e senso de justiça por todos os cangaceiros, tem diante de si um réu audacioso, solerte e a seu modo leal e sagaz.

“Zé Bebelo é um réu que dirige o julgamento, fixa limites de suas penas e traça as condições para cumpri-la: receber montaria, escolta, água e comida na viagem para Goiás, onde promete fixar-se, deixando de combater os ex-companheiros de luta, como vinha fazendo até ali. Mas se consegue obrar todos estes feitos é porque Joca Ramiro é um juiz ainda mais sagaz do que o réu.” E sobrevém o desfecho: Zé Bebelo é libertado sob condições que o próprio réu impõe.”

Julgar o habeas-corpus de Lula sem a Segunda Turma completa, como pretende o advogado Cristiano Zanin, seria uma afronta. O mais provável é que o ministro Gilmar Mendes espere a volta dos trabalhos presenciais, no próximo ano, quando o STF já terá o novo componente da Corte.  A composição final das Turmas pode sofrer alterações, pois o novo ministro, que deveria assumir o lugar de Celso de Mello, pode ser deslocado para a Primeira Turma para não ter que enfrentar um julgamento tão difícil.

O atual presidente do STF, ministro Dias Toffoli, deve ir para a Primeira Turma no lugar de Luis Fux, que assume a presidência em setembro. Haverá uma disputa interna para saber quem será o quinto membro da Segunda Turma.

O Globo, 30/08/2020

 

https://www.academia.org.br/artigos/o-julgamento


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Merval Pereira - Oitavo ocupante da cadeira nº 31 da ABL, eleito em 2 de junho de 2011, na sucessão de Moacyr Scliar, falecido em 27 de fevereiro de 2011, foi recebido em 23 de setembro de 2011, pelo Acadêmico Eduardo Portella.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

J.R.GUZZO - 10 ANOS EM RETROSPECTIVA



In Moro we trust.


“Um outro Brasil

O Estado de S. Paulo

29 Dec 2019 

J. R. GUZZO 

A Lava Jato virou uma nação inteira de ponta-cabeça. 

Há um outro Brasil depois de Moro.

10 ANOS EM RETROSPECTIVA

O fato mais importante da década para o Brasil foi a explosão na cena nacional de um moço nascido no norte do Paraná, formado numa faculdade de direito da cidade de Maringá e desvinculado de corpo e alma do grande circuito São Paulo-Brasília-Rio de Janeiro de celebridades jurídicas, reais ou imaginárias. 

Seu nome, como todo o Brasil e boa parte do mundo sabe hoje, é Sérgio Moro – um típico “juizinho do interior”, como foi definido na ocasião pelo ex-presidente Lula e sua corte imperial. 

Todo mundo se lembra: eles simplesmente não entenderam nada quando Moro começou a chamá-lo, como um cidadão normal, para prestar contas à Justiça sobre o que tinha feito em seus tempos de poder e glória. 

Onde já se viu uma coisa dessas? 

O titular de uma modesta Vara Criminal de Curitiba, com pouco mais de 40 anos de idade, querendo interrogar, processar e talvez até condenar “o maior líder político” da história do Brasil? 

Pois é. 

Era isso mesmo. 

E o mundo inteiro sabe o que aconteceu depois.

Sérgio Moro mudou a realidade do
Brasil como ninguém mais, nestes últimos dez anos – ou 50, ou sabe-se lá quantos. 

Condenou e botou na cadeia por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, pela primeira vez na história, um ex-presidente da República. 

Comandou a maior operação judicial contra a corrupção jamais realizada no Brasil. 

Não só a maior: a primeira feita para valer em 500 anos, a mais bem-sucedida em termos de resultados concretos e a mais transformadora da vida pública que o País já conheceu. 

Moro, no comando da Lava Jato, conseguiu mostrar a todos, na prática, que a impunidade das castas mais ricas, poderosas e atrasadas da sociedade brasileira não tinha de ser eterna – podia ser quebrada, e foi. 

O governo paralelo que as empreiteiras de obras sempre exerceram no Brasil, mais importante que qualquer governo constituído, foi simplesmente riscado do mapa. 

Em suma: a Lava Jato virou uma nação inteira de ponta-cabeça. 

Havia um Brasil antes de Moro. 

Há um outro depois dele.

Exagero? 

Pergunte à Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa ou OAS se mudou ou não alguma coisa importante em suas vidas. 

A mesma pergunta pode ser feita às dezenas de políticos processados e presos, a empresários piratas que durante décadas saquearam o Tesouro Nacional e aos monarcas absolutos que reinavam nas diretorias das empresas estatais: e aí, pessoal, tudo bem com vocês? 

Dá para ver se houve ou não mudança, também, quando se constata que a ação de Moro levou milhões de brasileiros para as ruas, num inédito movimento de massas contra a corrupção. 

Varreu do poder um partido, um sistema e milhares de militantes políticos que mandaram no Brasil durante mais de 13 anos. 

Fez uma presidente ser deposta do cargo por fraude contábil.

Moro e o seu time fizeram muito mais que condenar 385 magnatas, aplicar 3.000 anos de penas de prisão e recuperar para o erário, até agora, R$ 4,5 bilhões em dinheiro roubado. 

É bom notar, também, que em toda a Lava Jato não há um único trabalhador punido. 

Não há nenhum inocente na prisão, agora ou desde que a operação começou, em 2014. 

Não há, enfim, uma única ilegalidade em nada do que Moro fez – tomou centenas de decisões e três tipos de tribunais superiores a ele examinaram com microscópio tudo o que fez, sem encontrar nada de errado até hoje em sua conduta moral. 

Acusou-se Moro, até no STF, de colocar em risco “a democracia”. 

Bobagem. 

O que acaba com democracia é golpe militar, e não juiz criminal que põe ladrão na cadeia. 

Nenhum país do mundo, até hoje, virou ditadura por punir a corrupção dentro da lei.

Sérgio Moro deu ao Brasil uma chance de ser um país civilizado. 

É muito.”

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José Roberto Guzzo, mais conhecido como J.R. GUZZO, jornalista brasileiro.

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

GENERAL ESCREVE MENSAGEM EM HOMENAGEM A MORO E TEXTO VIRALIZA


"Um brilhante Juiz de Direito que transformou-se no brasileiro mais admirado deste planeta!"

09/12/2019

Caros amigos

Hoje, 09 de Dezembro, Dia Internacional do Combate à Corrupção, compareci à sessão solene da Câmara dos Deputados na qual foi mui justamente homenageado o Ministro Sérgio Moro.

Foi um bálsamo à alma de todos os patriotas presentes ao Plenário Ulisses Guimarães para assisti-lo, impávido e sereno, receber as homenagens dos que discursaram e as ovações dos que os aplaudiram em concordância plena com os louvores e com os agradecimentos que lhe eram dirigidos.

A placidez da sua feição retratava o desapego à soberba, ao aplauso e à aclamação popular para cumprir o seu dever e fazer cumprir a lei.

Sérgio Moro era a visão clara do estadista que se tornou conhecido e admirado por sua coragem física e moral, pela determinação com que estudou suas missões e pela competência com que as tem executado.

Um homem que faz acontecer e que encara a realidade e os riscos sem jactância ou fanfarronices.

Um Ministro de Estado comedido, lógico e racional, avesso ao populismo, à demagogia e à ostentação dos seus próprios feitos e méritos.

Um jurista que se doou à Pátria e que se fez homem público pelo resultado natural do seu trabalho, sem atalhos ou subterfúgios que retratassem qualquer arrependimento ou desajuste profissional.
Um brilhante Juiz de Direito que, ao abrir mão da carreira para desbravar caminhos para os que pretendessem segui-lo, transformou-se no brasileiro mais conhecido e admirado deste planeta.

Pela prática honesta do conhecimento e pela coerência moral das suas atitudes, no dia reservado a lembrar a ação de combate que ele personifica na sua melhor versão, Sérgio Moro apresenta-se como o modelo a ser seguido por todos os brasileiros honestos e como a antítese da maioria dos servidores eleitos que transitam e que já transitaram por aquela Casa, dita do Povo, em busca de fama e de fortuna pessoal!

Cumprimento a Deputada Carla Zambelli pela feliz e oportuna iniciativa de louvar e enaltecer as virtudes e a obra do Juiz e do Ministro Sérgio Moro, mormente em momento tão sensível da conjuntura nacional, quando, por atitude imprudente e irresponsável de um grupo de juristas da Suprema Corte, vemos circular entre nós corruptos já condenados, bandidos da pior espécie que se têm valido da liberdade provisória para, mesmo que em vão, ameaçar a tranquilidade e a estabilidade da Nação.

Gen Paulo Chagas

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Ligue o vídeo abaixo:



https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/17691/general-escreve-mensagem-em-homenagem-a-moro-e-texto-viraliza

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

OS DESEMBARGADORES DE PORTO ALEGRE ESTÃO NA MIRA DA 'AMANTE'

Depois de avisar que quer Moro na cadeia, Gleisi vai exigir prisão perpétua para os integrantes do TRF

Gleisi Hoffmann, presidente do PT
Ed Ferreira/Estadão Conteúdo - 05.06.2013

Gleisi Hoffmann quer prender Sergio Moro porque o então juiz federal em Curitiba condenou Lula no caso do triplex em Guarujá. No código penal particular da presidente do PT, mandar o chefão para a gaiola é crime hediondo.

Em nome da coerência, a deputada federal conhecida pelo codinome “Amante” no Departamento de Propinas da Odebrecht tem de exigir cadeia também para a juíza Gabriela Hardt, que puniu o chefão no caso do sítio em Atibaia.

Pelo andar da carruagem, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vai confirmar em 2ª instância, como fez na maracutaia imobiliária à beira-mar, a sentença de Gabriela Hardt. Aos olhos de Gleisi, será uma reincidência sem perdão.


Na cabeça de Gleisi, os desembargadores do TRF baseados em Porto Alegre não merecem menos que prisão perpétua.

Augusto Nunes
Augusto Nunes estudou na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e começou sua carreira como revisor no Diário dos Associados. Foi repórter em O Estado de S.Paulo e da revista Veja. Dirigiu jornais e revistas como O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil (SP), Veja, Época e Forbes. Apresentou o Roda Viva, da TV Cultura.
Augusto foi quatro vezes vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo e considerado pela Fundação Getúlio Vargas (FVG) um dos mais importantes profissionais da área do país. Envolvido com literatura, um dos livros que organizou e editou foi o Minha Razão de Viver: Memórias de Um Repórter. Escreveu as biografias de Tancredo Neves e de Luís Eduardo Magalhães, além de A Esperança Estilhaçada — Crônica da Crise que Abalou o PT e o Governo Lula.


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terça-feira, 9 de abril de 2019

OS PRINCÍPIOS ÉTICOS PARA OS SERVIDORES DA JUSTIÇA, por Sergio Moro



Dez mensagens que devem guiar a conduta de quem atua na pasta.
Uma iniciativa simples, mas da qual eu e os demais responsáveis nos orgulhamos. 
(Sergio Moro – Ministro da Justiça e Segurança Pública).


AS DEZ MENSAGENS:

1 - Todos somos responsáveis pela integridade, reputação e imagem do Ministério.

2- O combate à impunidade é nosso dever.

3 - A transparência é a nossa regra, sigilo é exceção.

4 - O Poder público não é um negócio de família.

5 - Respeite o colega de trabalho. Trate todos com urbanidade.

6 - O interesse público deve sempre prevalecer.

7 - Nós não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal.

8 - Se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo.

9 - A sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação.

10 - Participe da gestão do Ministério. A Ouvidoria é o nosso canal.

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segunda-feira, 4 de março de 2019

PRECISAMOS ADMITIR: NÓS FOMOS COVARDES! - Leila Salomão Jacob Bisinoto


Passamos - e as nossas famílias - pelo governo da esquerda durante 16 anos de nossas vidas!

16 anos não é pouco - para muitos é uma vida inteira ou a metade dela.

Esse governo passou em brancas nuvens, sem oposição. Fez o que quis, "deitou e rolou" com o dinheiro público - e com a nossa anuência covarde! 

Acreditávamos e esperávamos, burramente, que o PSDB, ou outros partidos, lhe fizesse oposição. Isso nunca aconteceu, naturalmente, porque são cúmplices de tudo.

- Assistimos ao processo do Mensalão, estarrecidos, mas de camarote, esperando que a Justiça fizesse justiça.

- Ficamos pasmos ao ver os criminosos, "guerreiros do povo brasileiro", com o punho ao alto, desafiando a Justiça e os brasileiros que prestam. Mas foi uma indignação silenciosa.

- Vimos o inchaço dos ministérios e órgãos públicos com pessoas incompetentes e corrompidas. Sofremos com eles, mas ficamos calados.

- Vimos nossas escolas e hospitais se deteriorarem e nosso povo sofrido ser torturado. Nos indignamos, mas nada fizemos.

- Vimos a compra e venda abomináveis e inconstitucionais de apoios de parlamentares a medidas funestas. Mas não reagimos.

- Vimos os filhos do Lula enriquecerem absurdamente e instantaneamente, mas nos calamos diante da explicação mais absurda ainda, risível e cúmplice do pai.

- Vimos a inércia do Governo petista, que se furtou a peitar as reformas estruturais tão necessárias ao país (agrária, política, do trabalho, da previdência) porque seriam impopulares e poderiam entravar seu "projeto de poder". Mas ficamos só observando...

- Vimos o Lula receber títulos de "doutor honoris causa" pelo mundo afora, sem nada entender, porque esse senhor se arvorava de ser analfabeto e lançou um tal programa "fome zero" que foi só engodo. Mas ficamos quietos.

- Vimos a Dilma expelir suas insanidades e idiotices, num português miserável, mas só nos divertimos com isso. 

- Vimos nossos pobres ficarem endividados até os fios de cabelo, devido a uma medida populista e demagógica do governo, que lhes "garantiu" as dívidas e os abandonou.

- Vimos os princípios e valores éticos e morais mais caros à família brasileira serem vilipendiados, estuprados, debochados e combatidos pelos "progressistas".  Mas não brigamos por eles.

- Enfim, nós assistimos e não reagimos à ruína social, moral, econômica e cultural de nosso país.

NÓS FOMOS COVARDES!

Foi preciso que um corajoso e iluminado juiz federal de primeira instância, de Curitiba, e um militar parlamentar rebelde e igualmente corajoso de 3° escalão do Exército (em quem, confesso, não depunha muita fé) nos despertassem e nos encorajassem a nos rebelar contra o status quo que nos fazia sofrer e destruía nosso país.

Não os tenho como deuses infalíveis. Eles hão de errar certamente - e eu lhes permito, porque sei que não terão nenhum problema em corrigir suas falhas. São seres humanos que acertam e erram. Mas são dignos da minha mais profunda reverência pelo que são e pelo que fazem, pelo seu caráter e pela sua idoneidade.

 Peço a Deus que os proteja e ilumine!


Texto de Leila Salomão Jacob Bisinoto.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

QUEM APAGOU A ESTRELA DO PT?




A estrela que brilhou em verde amarelo azul e branco na Barra da Tijuca Rj

 “Aquele que vence o seu inimigo é potente,  mas aquele que vence a si mesmo é iluminado”.
Ao retroceder um pouco no tempo ainda recordamos a estrela da esperança que unia tantas vozes em torno de um sonho. Artistas, operários, metalúrgicos, professores, crianças, jovens e idosos que em nome de um projeto de mudança não se cansava de cantar aquele refrão o qual denunciava o medo vencido de toda uma nação tão cansada de ser esquecida pelos nossos governantes e tão calejada pela miséria e as frustrações. Mas era em nome da mudança que em 2002 todos nós cantávamos assim:

“Lula lá, brilha uma estrela Lula lá, cresce a esperança Lula lá, o Brasil criança Na alegria de se abraçar Lula lá, com sinceridade Lula lá, com toda a certeza pra você Meu primeiro voto Pra fazer brilhar nossa estrela…”

Uma estrela que se acendia todas as vezes em que o nosso peito ardia e a esperança de dias melhores saltava dentro de cada um de nós que com os olhos tão iluminados pelo brilho daquela estrela tão propagada pelo partido dos trabalhadores aos poucos íamos perdendo o medo de ser feliz. E a palavra de ordem era essa mesma que nos fazia acreditar mesmo que a esperança havia vencido o medo.

Mas ilusões também se acabam e com o passar do tempo a nossa estrela foi se apagando e fazendo com que voltássemos a enxergar a escuridão da realidade em que vivemos hoje.

Milhões de pessoas desempregadas, médicos cubanos voltando para o seu país de origem, violência na nossas portas todos os dias, pessoas deprimidas pela falta do pão e a nossa estrela vermelha já não brilha mais como antes.

Mas quem foi que apagou a estrela do PT?

Representantes e pessoas ligadas à esquerda denunciam a todo instante que a eleição de Jair Bolsonaro pela maioria esmagadora que no segundo turno não hesitou em escolher o seu novo presidente, acusam o ex juiz Sergio Moro e o então presidente eleito como autores de uma estratégia para excluir Luís Inácio Lula da Silva da disputa à presidência da república.

Mas o que os denunciantes esquecem é que o povo brasileiro não é cego e só quem sofreu a agonia de ter os seus sonhos mutilados pela corrupção é que pode entender e recusar o mesmo modelo de governo que um dia matou as suas esperanças.

Não! Não foi Sergio Moro quem apagou a estrela do PT mas sim aquele grito preso na garganta de todos nós que de repente conseguiu se libertar acreditando que realmente ainda podemos ser feliz sem aquele discurso mentiroso escondido por trás de um projeto de poder.

Quando Fernando Henrique Cardoso deu o Brasil para Lula?

Ainda podemos recordar o ex presidente Fernando Henrique Cardoso com muito respeito preocupado em fazer a transição para um novo governo sem muitas inquietações e Lula muito feliz recebendo a faixa presidencial. Mas o que não sabíamos é que naquele momento o partido de Lula não desejava apenas colocar um líder no poder mas sim se tornar dono do Brasil.

Ora, se democracia deve ser um governante escolhido pela maioria do povo porque querer se sentir dono de um país e fazer o “diabo” para permanecer no poder como aconteceu em 2014 na eleição tão tumultuada de Dilma Rousseff?

O impeachment de Dilma Rousseff foi considerado pela liderança do PT e seus aliados como um golpe da direita e foi ali que a estrela do PT começou a se apagar e um novo raio de luz nascer quando Jair Bolsonaro votou a favor do impeachment da presidenta.

Uma estrela tão grande e tão reluzente jamais se apagaria se não houvesse tanta corrupção, tanta mentira, e tantas estratégias em nome de um projeto de poder e um raio de luz não ia brotar se todos nós não estivéssemos mergulhados em tamanha escuridão.

A estrela que brilhou em verde amarelo azul e branco na Barra da Tijuca Rj

A eleição de Jair Bolsonaro no último dia 28 de outubro 2018 fez raiar nos céus do Brasil a luz de uma nova esperança ofuscando assim a estrela vermelha do PT.A tempos não se via tanto patriotismo, tantos fogos de artifícios e tantas ideias em torno de um projeto que possa recuperar um país tão grande com a dimensão do Brasil e libertar um povo das garras da corrupção.

Sergio Moro agora é ministro da justiça, Jair Bolsonaro o nosso presidente eleito pela maioria, os integrantes do PT quase todos são notícias que nos impactam a todo momento mas, o mais importante de tudo isso é que o Brasil voltou a ser de todos nós e já podemos sonhar novamente.

O que esperamos de Jair Bolsonaro?

Mas se vencer os seus inimigos faz com que um homem se sinta forte e potente o que esperamos de Jair Bolsonaro? Que os seus inimigos sejam a fome, o desemprego, a injustiça contra os mais fracos, a mentira, o projeto de poder e todas aquelas ideologias que o PT carrega na sua bandeira tão desbotada.

E se vencer a si mesmo faz com que um homem se sinta iluminado teremos então a resposta que precisamos para os esquerdistas. O que apagou a estrela do PT foi simplesmente a falta de humildade de seus integrantes para reconhecer o quanto erraram com tantas estratégias diabólicas apenas com o intuito de serem donos de um povo que mesmo tendo um novo comandante no seu destino ainda precisa ser alimentado de esperança todas as vezes que grita: “Liberdade Liberdade abre as asas sobre nós”!



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sábado, 3 de novembro de 2018

CARTA ABERTA AO JUIZ SERGIO MORO EMOCIONA O BRASIL


Posted on : novembro 3, 2018 By Da Redação


Caro Juiz Sergio Moro, queremos primeiramente  lhe parabenizar pelo seu trabalho no combate a corrupção e a tirania em nosso querido país, se não fosse vossa excelência e com sua inteligencia e honestidade no cumprimento ortodoxo da lei, nossa nação não teria dado o passo tão grande quanto o que foi dado pela Operação Lava Jato e nós teríamos sucumbido a uma verdadeira ditadura como acontece na Venezuela.

Juiz Moro, gostaria de dizer em nome de milhões de Brasileiros, o senhor não estará sozinho nesta nova empreitada no Ministério da Justiça. Nós sabemos que para o senhor foi uma decisão difícil deixar a sua longa carreira como magistrado para trás, por este motivo e ainda mais , será uma honra sem tamanho ter o senhor como parte de nosso novo governo.

Escrevo este texto emocionado, pois sei que o senhor é a esperança para o nosso Brasil. Tenha certeza que não estará sozinho nesta luta, o povo brasileiro está ao seu lado e sempre estará disposto a lutar em sua defesa e em defesa da Lei e da Ordem.

Juiz Moro, que o senhor seja muito abençoado nesta nova etapa e que possa colocar muito mais corruptos atrás das grades, porque o povo não aguenta mais sofrer nas mãos deste tipo de criminoso. Oraremos todos os dias pela sua vida e por sua família, que Deus o abençoe o guarde e o Ilumine, amém!

Autor – O povo Brasileiro!



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sábado, 18 de agosto de 2018

O PLANO QUE SÉRGIO MORO TEM RESERVADO PARA LULA – Amanda Acosta


18/08/2018

A luta do juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato não é contra Lula. Nunca foi. O complicado embate é contra a corrupção.

A luta é árdua. É difícil e necessita de ser jogada com estratégia. Os bandidos são poderosos, inescrupulosos e extremamente numerosos. Proliferam em todos os poderes da República.

Nesse contexto, manter Lula preso é fundamental.

Por esse motivo, Moro se empenhou pessoalmente para frustrar o "Golpe do Plantonista".

A soltura de Lula naquele momento representaria por certo o aniquilamento da Lava Jato.

No entanto, a manutenção do petista na prisão, oferece forças para que a Lava Jato continue a avançar e chegue em outras autoridades envolvidas nos escabrosos esquemas de corrupção que estão sendo desvendados.

Nesse sentido, tão logo o pleito eleitoral se encerre, uma nova sentença condenatória será proferida em desfavor de Lula.

Com duas condenações, tudo ficará mais difícil para o meliante petista e assim, chegar aos demais será questão de tempo.

O Brasil vencerá!


Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br


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terça-feira, 10 de julho de 2018

AJUFE SOBRE AMEAÇAS A MORO: “É INADMISSÍVEL”


Brasil 10.07.18

Fernando Mendes, recém-empossado presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), acaba de divulgar a seguinte nota sobre ameaças feitas ao juiz Sergio Moro — a Polícia Federal investiga:


“A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entidade de âmbito nacional representativa dos magistrados federais, vem a público defender, mais uma vez, a necessidade de respeito à independência judicial dos Magistrados que atuam em processos que envolvem ações de combate à corrupção.

A atuação da Justiça Federal em processos criminais, inclusive os que envolvem agentes públicos ou políticos acusados de corrupção, é isenta e imparcial, não havendo razão para se estranhar decisões que condenem e prendam pessoas consideradas culpadas, após o devido processo legal, independentemente do poder ou condição econômica e social. Trata-se de obrigação imposta pelo princípio da igualdade de todos perante a lei.

É importante destacar que os Juízes Federais entendem que o direito à livre manifestação é constitucional, mas não pode transbordar para ofensas, agressões verbais, nem atentar contra instituições. É inadmissível que Magistrados, no exercício das funções constitucionais, sejam alvos de ataques pessoais, provenientes de figuras públicas ou de dirigentes de partidos políticos. Atitudes como essa, refletem uma visão autoritária e atentam contra o Estado Democrático de Direito.

A Ajufe, ao mesmo tempo em que se solidariza com os Magistrados que vêm sendo afrontados publicamente, não vai admitir qualquer ameaça que possa atentar contra as prerrogativas da Magistratura Federal. Não reconhecer a realidade dos fatos e não adotar medidas voltadas a sanar as distorções identificadas, com a devida punição dos responsáveis por desvios criminosos, é abrir caminho para o atraso que macula a legitimidade das instituições e afronta a sociedade brasileira.”



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domingo, 10 de junho de 2018

O DIA EM QUE UM JUIZ FEZ UMA CONFISSÃO A UM CRIMINOSO - Amanda Acosta


O significado da confissão de Marcelo Bretas a Luiz Inácio Lula da Silva

09/06/2018


Não raro vemos relato de pessoas que acreditaram e se decepcionaram com a possibilidade de que um simples metalúrgico, calejado pela vida e conhecedor da mais absoluta pobreza, pudesse fazer a diferença. E, sem dúvida, poderia.

Infelizmente, o metalúrgico que escolhemos, não era detentor de uma boa índole, havia se deteriorado no meio da politicagem sindical e não soube transformar as dificuldades que havia passado na vida em coisas boas para a sua alma.

Muito pelo contrário, alimentou uma ganância cega pelo poder. O poder pelo poder, custe o que custar.

Em audiência com Sérgio Cabral, um outro criminoso, comparsa de Lula, o juiz Marcelo Bretas confessou que em 1989 havia usado boné com o nome do petista e votado nele.

Antes porém, o próprio juiz Sérgio Moro, certa ocasião, havia dito que deu o seu primeiro voto para o homem que condenou por ter roubado a nação.

Quem escreve esse texto, ainda não era eleitora em 1989, mas torceu por Lula.

Bretas, Moro e eu, somos três das milhões de pessoas que se decepcionaram com este canalha.

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br


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segunda-feira, 21 de maio de 2018

'NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI', DIZ MORO EM DISCURSO NOS EUA

Juiz falou a formandos da Universidade de Notre Dame, onde já discursaram Obama e George W. Bush.
Por G1
20/05/2018

O juiz Sergio Moro durante o discurso aos formandos de 2018 da Universidade de Notre Dame (Foto: Reprodução)

O juiz Sergio Moro afirmou neste domingo (20) na cerimônia de formatura da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, "que ninguém está acima da lei" e que esta é uma lição não só para o Brasil, "mas até para democracias maduras".

"Nunca se esqueçam da pedra angular das nações democráticas, que é o estado de direito. Isso significa que todos têm igual proteção da lei. Isso significa que é preciso proteger os mais vulneráveis. Mas também significa que ninguém está acima da lei", disse. "Essa é uma lição não só para o Brasil, mas até para democracias maduras", emendou.

Moro foi o principal orador da cerimônia. Antes dele, a função foi exercida pelos então presidentes dos EUA George W. Bush (2001) e Barack Obama (2009) e pelo então secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan (2000), entre outros. Em 2017, o convidado foi o vice-presidente americano, Mike Pence.

Ao apresentar o juiz brasileiro, o presidente da Universidade, reverendo John I. Jenkins, lembrou que, no mês passado, o escritor peruano e prêmio Nobel da Paz Mario Vargas Llosa afirmou que escolheria Moro "sem vacilar um segundo" se precisasse eleger um brasileiro como exemplo para o mundo.

No discurso, pelo qual foi aplaudido de pé ao final, Sergio Moro falou sobre o trabalho na Operação Lava Jato, que disse "não tem sido fácil".

Ele citou o número de condenados por lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato – 157, no total –, e lembrou, sem citar nomes, que entre eles há empresários das maiores construtoras brasileiras, além de políticos de alto escalão como um ex-governador (Sergio Cabral, do Rio de Janeiro), um ex-ministro da Fazenda (Antonio Palocci), um ex-presidente da Câmara (Eduardo Cunha) e "até mesmo um ex-presidente (Lula)".

"Não tem sido um trabalho fácil. Velhos hábitos de corrupção sistência e impunidade são difíceis de derrotar", disse, emendando há "ameaças, riscos e tentativas de difamação", mas que apesar disso as investigações e julgamentos continuam.

Moro ainda classificou a corrupção no país como "vergonhosa", mas destacou como positivo o endurecimento da lei sobre esses crimes.

"Eu não sei o que vai acontecer com o futuro do Brasil. Nós podemos sofrer revéses. Mas eu acredito que nós demos a nós mesmos ao menos uma chance de ter um país melhor", afirmou.

Moro disse que o Brasil falhou em "impedir o abuso do poder público para ganhos privados" e que então a corrupção cresceu e se tornou "disseminada, endêmica ou mesmo sistêmica".

O juiz diz ter sido influenciado por outros juízes, como o italiano Givoanni Falcone que condenou 344 membros da máfia da Scicília, organização criminosa que parecia "invencível", nas palavras do juiz.

Disse também ter se inspirado na lei de combate à corrupção americana, elaborada por um ex-aluno da Universidade de Notre Dame, uma coincidência que chamou de "mundo pequeno".

Moro citou semelhanças entre as histórias do Brasil e dos Estados Unidos, como o sofrimento com a escravidão no século 19 e o fato de ambos os países terem recebidos milhões de imigrantes de todo o mundo. E elencou diferenças, como a força economômica e a maturidade da democracia.

Ele destacou que a última ditadura no Brasil terminou em 1985 e que, "desde então, é possível dizer que, como vocês aqui, temos os mesmos sonhos de liberdade e equalidade".

Honoris causa
Em outubro de 2017, Sergio Moro havia recebido o Notre Dame Awards, uma honraria concedida pela universidade a pessoas que são "pilares de consciência e integridade, cujas ações beneficiaram seus compatriotas", segundo a instituição.

O prêmio existe desde 1992 e já foi entregue a pessoas como Madre Teresa de Calcutá, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o irlândes John Hume, agraciado com o Nobel da Paz em 1998.
Na ocasião, o presidente da Universidade de Notre Dame disse que o juiz está "engajado em nada menos que na preservação da integridade da nação com sua aplicação firme e não enviesada da lei".

Neste domingo, o juiz recebeu da universidade o título de doutor honoris causa, como um "líder no movimento anticorrupção de seu país".

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Ligue o vídeo abaixo:

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