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segunda-feira, 22 de março de 2021

O CRIME DO ESQUECIMENTO – Péricles Capanema

 22 de março de 2021



Péricles Capanema

 

Lula com uma nova máscara…

Vacina eficiente. Lula voltou ao proscênio da cena política, prepara sua volta em 2022 como candidato pretendendo alcançar vitória. Ponto vivo da estratégia, o demiurgo petista conta com o esquecimento popular. Sabe, a memória boa é a mais eficaz vacina contra a reinfecção petista.

Coligação forte à vista. Tudo o indica, o morubixaba petista busca pôr em pé coligação forte para 2022; para isso certamente irá migrar rumo ao centro e escolher vice tranquilizador — como o fez com êxito ao pinçar milionário, líder empresarial e político de centro para as eleições de 2002. São suas armas para reconquistar o Planalto. Como molhar a pólvora? Nenhuma amnésia. No caso, a memória boa será a salvação do Brasil.

Desgaste da reação antipetista. Lula conta ainda com o desgaste das desorganizadas forças direitistas e conservadoras que surgiram e surraram eleitoralmente o PT em 2018, tendo como principal combustível os avassaladores sentimentos antipetista e anticorrupção, gerados pelo horror dos desgovernos da “cumpanherada”. Por isso, em particular, o esquecimento dos desgovernos é primordial na estratégia petista.

Tais sentimentos perpassavam então de alto a baixo a sociedade, horrorizada com o inescrupuloso assalto ao poder pela tigrada insaciável. Debilidade a ter em vista, noto só de passagem, sentimentos e emoções costumam ser efêmeros. Cuidado com eles, precisam ser cultivados, alimentados e enraizados; permanentes são os princípios e hábitos entranhados. E é congruente, já está em curso intensa campanha de desmoralização das forças conservadoras e direitistas que emprega como munição motivações reais, inventadas ou aumentadas, pouco importa aqui. Vale tudo.

Por tudo isso, retomo e reitero, em 2022 a memória do passivo petista será fundamental. Décadas atrás foi muito popular lema em São Paulo, relativo à Revolução de 1932. Vale a recordação: “São Paulo não esquece, não transige, não perdoa”. Agora realço uma das três posturas, não esquecer, a primeira e mais fundamental delas. O perigo será esquecer. Com o olvido, a transigência e o perdão ficam dispensáveis; de fato, nem entram em linha de conta.

Anão diplomático. Vou lembrar alguns, só alguns, infindo é o rol dos pesadelos pelos quais passamos entre 2002 a 2016 — e a lista voltará aumentada e agravada se o petismo triunfar em 2022. Hostilizar os Estados Unidos e a Europa, na prática, foi política de Estado. Sob o mesmo bafo e em direção contrário bajular e favorecer China, Rússia, Cuba, Venezuela, Irã, Síria e estados em situação semelhante. Claro, também a Argentina de Nestor e Cristina Kirchner. O petismo triunfante tentou criar uma aliança destrutiva da qual participavam países onde campeava a ditadura, o terrorismo e a corrupção para opô-los ao mundo desenvolvido. Era uma versão tóxica da rivalidade Norte-Sul. Ídolos da diplomacia brasileira foram Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales. Do sanguinário ditador cubano, Lula afirmou que foi “o maior de todos os latino-americanos” A disputa do governo brasileiro com Israel chegou ao ponto de o porta-voz do Estado judeu, em 2014, ter qualificado o Brasil de “anão diplomático”.

Modelos a imitar, Cuba e Venezuela. Na política interna, a união com partidos políticos complacentes (para dizer o mínimo) levou por anos à roubalheira solta — mensalão e petrolão, e ainda não tivemos o destape do eletrolão —, pilharam em especial estatais, o maior assalto aos cofres públicos de que o mundo tem notícia. E à continuação da escandalosa política de promoção da reforma agrária, que empobrece o campo há décadas. Sofremos ainda no fim do governo Dilma, a paralisia econômica, a inflação em alta, o empobrecimento generalizado e a recessão. E suportamos a teimosia do PT em continuar no mesmo rumo, o abismo. Sem falar na parcialidade gritante da assim chamada Comissão da Verdade, em que pululavam favorecimentos para alguns da patota, bem como perseguições claras ou veladas aos opositores. Um autêntico ensaio dos tribunais populares, de sinistra memória nas ditaduras comunistas. No horizonte escuro, o fantasma aterrador de o Brasil virar uma nova Cuba ou uma nova Venezuela. Outra vantagem da memória boa, dificulta idealizações acarameladas dos desgovernos petistas.

Todas as agendas de ideologia do gênero, promoção do aborto, “normalização” social e institucional da “família”, sob as mais absurdas formas, receberão impulso novo, o que não impedirá à CNBB, CPT e entidades congêneres de darem apoio a tais governos, que trabalharão efetivamente para eliminar restos ainda vivos da evangelização em solo brasileiro.

O ex-frei Leonardo Boff com o boné do MST

As CEBs fundaram o PT. Convém reproduzir diálogo entre o ex-frei Leonardo Boff e Lula — está na rede. Temos ali a responsabilização da esquerda católica pelos padecimentos populares de 2002 a 2016, o Brasil atolado no pântano do atraso. Diz o antigo franciscano: “As CEBs, as comunidades eclesiais de base, que eu acompanhei tantas, não entraram no PT, elas fundaram as células do PT, isso é muito mais que entrar num partido, é fundar um partido”. O líder do PT comenta: “O PT não existiria do jeito que ele existe, se não fossem as comunidades eclesiais de base, se não fosse a Teologia da Libertação, eu sei o que é o valor de um padre progressista numa cidade pequena.”

De outro modo, segundo os dois corifeus da extrema esquerda, as comunidades eclesiais de base formaram o caldo de cultura indispensável para fazer germinar no Brasil partido que trouxe no bojo, o retrocesso, a intolerância, o desenho de uma sociedade socialista, com atrofia enorme das possibilidades de realização pessoal. E cuja implantação invariavelmente acarretou exclusões brutais, sufocamento da liberdade, fuga dos pobres apavorados com a generalização da miséria, uma forma de inferno na Terra.

O esquecimento, causa de tragédias. Dou um cavalo de pau e recorro a exemplo imaginário — já aconteceu coisa assim. Um pai estaciona o carro na rua, dia de muito calor, deixa os vidros fechados, o filho pequeno fica no banco. O pai vai cuidar da vida, faz negócios, demora, esquece que o filho está trancado. Quando volta, desespero, a criança está morta por insolação e asfixia. Não quis o fato, não agiu para que acontecesse. Foi culpado? Sim, pela lei e jurisprudência. Negligenciou atenção que deveria dar à situação em que era garantidor. Situações desse tipo configuram os chamados crimes de olvido ou de esquecimento. Reza o artigo 13 do Código Penal: “O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se a causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido”. E está no § 2º do mesmo artigo: “A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância”.

Crimes de esquecimento. Por que fui tão longe e dei o cavalo de pau no texto? Para lembrar um ponto, mesmo de forma inconsciente, até desejando o contrário, o esquecimento não raras vezes leva a tragédias e até ao crime. A criança do exemplo pode no futuro lembrar o Brasil. O pai, qualquer um de nós, se negligentes; faltaríamos no caso ao dever de cuidado.


https://www.abim.inf.br/o-crime-do-esquecimento/

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sábado, 17 de outubro de 2020

PARA REFRESCAR A MEMÓRIA DOS BISPOS ESQUERDISTAS


152 arcebispos e bispos da CNBB assinaram uma carta com duras críticas ao Presidente Bolsonaro. O que tais prelados fizeram contra os descalabros dos governos petistas que arruinaram o País?

Plinio Maria Solimeo

A esquerda tem memória curta. E a tem também grande parte dos bispos que fazem parte da CNBB e que, seguindo a linha da famigerada Teologia da Libertação, não poupam críticas ao governo e à situação em que se encontra nosso País.

Esquecem-se eles que, há apenas alguns anos, o Partido dos Trabalhadores (PT), bafejado e incentivado por tais bispos, levou o Brasil à bancarrota com toda sorte de corrupção, que eles assistiam passiva e confortavelmente.

Por isso é bom relembrar-lhes que, naquela época, houve dois corajosos prelados que, destoando do resto da CNBB, fizeram duras críticas ao governo petista e à situação que vigorava no Brasil.

Foram eles Dom Henrique Soares da Costa, bispo de Palmares, no Pernambuco, e Dom Antônio Carlos Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul.

É-nos grato rememorar aqui as palavras desses destemidos antistites, pronunciadas no início do ano de 2016, em pleno reino petista, para refrescar a memória tão seletiva dos nossos bispos e clero esquerdistas.

O valoroso bispo de Palmares afirmou com todas as letras:

“A situação do nosso País é gravíssima: crise econômica; crise política; crise institucional; crise moral!

A democracia brasileira corre perigo!

O País foi roubado dos brasileiros!

Os que governam se sentem dispensados de dar satisfações ao Povo; não respeitam as instituições, zombam da justiça!

A sordidez, a desfaçatez e o escárnio tornaram-se método de governar e fazer política!

O Congresso Nacional trai e abandona o Povo brasileiro!

Cargos, comissões, sinecuras: é tudo quanto nossos parlamentares procuram!

Congresso indigno, Congresso omisso, eivado pela tortuosidade!

É preciso dar um basta a tudo isto!

O Povo brasileiro deve retomar o seu País, deve recobrar a sua Pátria, a sua dignidade, a sua honradez!

O Brasil está desonrado,

o Povo brasileiro está ferido em sua dignidade!

É o futuro da Pátria que está em jogo!

É preciso cobrar com convicção e firmeza um posicionamento claro do Congresso Nacional! Mas, como, com os líderes que estão ali?

Enquanto isto, crise, desemprego, tensão, desânimo, total falta de esperança!

O Brasil não tem líderes!

Estão destruindo a jovem democracia brasileira, estão colocando em risco o que se construiu com tanto sacrifício!

Que o Povo não o permita!

Que o Povo fale! Que o Povo brade!

O Brasil é dos brasileiros!”

Essas palavras tão duras, pronunciadas em 2016, contra o governo petista, são as que, mais ou menos, agora as de que acusam o atual governo.

Dom Keller não deixa a situação por menos:          

“De início, quero deixar claro que esta postagem não tem direcionamento partidário. Vivemos hoje, no Brasil, uma situação constrangedora: em todas as agremiações partidárias, o mal da corrupção apresenta-se como uma sombra vergonhosa.

O Brasil para os brasileiros! Fomos roubados: roubaram nossa esperança, nosso futuro, nossa dignidade, muito mais do que o nosso dinheiro. Somos um povo doente, sem horizontes. Prevaleceram-se de nosso comodismo, de nossa incapacidade de reação. Compraram nossa consciência cidadã com bolsas, programas, “pacs”, copas e olimpíadas.

Mudaram o rumo de nossa história, impingindo-nos ideologias inaceitáveis. Venderam nosso país a lobbies, que despejam aqui rios de dinheiro, para mudar os rumos de nossa vocação cristã-católica.

Perdemos quase tudo. Agora, querem nos fazer acreditar que tantos escândalos, desvendados a duras penas, não são verdadeiros, nada mais são do que disputa política. É preciso dar um basta a tanta pouca vergonha. É preciso, antes de tudo, resgatar o Brasil e a nacionalidade. Este país precisa ressurgir dos escombros a que foi reduzido. Mais do que nunca, é preciso recomeçar a ser brasileiro. O Brasil e os brasileiros não merecemos tanta humilhação e tanta vergonha”.

Felizmente essas palavras não foram pronunciadas em vão, como demonstraram as gigantescas manifestações populares contra o governo corrupto do partido dito dos trabalhadores.

Citamos essas declarações como publicadas no site católico “Aleteia”, em português, no dia 18 de março de 2016.


http://pt.aleteia.org/2016/03/18/bispo-tambem-e-cidadao-a-indignacao-de-dois-prelados-com-a-crise-moral-do-brasil/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2021,%202016%2007:01%20am

 

https://www.abim.inf.br/para-refrescar-a-memoria-dos-bispos-esquerdistas/


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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

DE NOVO A OPÇÃO PREFERENCIAL PELA EXCLUSÃO - Péricles Capanema

13 de agosto de 2020

Péricles Capanema

 

A jornalista Mônica Bergamo divulgou na “Folha de São Paulo” (26 de julho) “carta ao povo de Deus”, manifesto assinado por 152 bispos (em boa parte, resignatários), que deveria ter sido dado à publicidade quatro dias antes, a 22 de julho. Pelo que afirma a colunista, os signatários queriam, antes de propagá-la, esperar a opinião da Comissão Permanente da CNBB, cuja reunião para análise do texto ocorrerá proximamente. E temiam que a chamada “ala conservadora” da CNBB impedisse sua divulgação.

Tem sólidos fundamentos o temor do choque em setores conservadores. E não só da CNBB, em qualquer lugar, pois é traumático o conteúdo; trata-se de lídimo libelo petista, poderia ser assumido pela Comissão Executiva Nacional do PT.

De fato, na 2ª feira, 27 de julho, em nota a CNBB se distanciou (pelo menos, por enquanto) da mencionada tomada de posição, dizendo que “nada tem a ver” com ela, que é “responsabilidade dos signatários”. Teria então havido um vazamento para impedir o engavetamento do texto. Aqui não se trata de apoio ao governo Bolsonaro. É normal a oposição, cumpre papel necessário, terá justificativas que devem ser ponderadas.

O chocante no caso é a assunção da linguagem e das bandeiras da esquerda, mesmo a mais extremada, o apelo a um trabalho coordenado, cujo êxito colocará o Brasil em situação próxima à da Venezuela ou Cuba, retrocesso cruel para todos, em especial para os pobres.

Desde décadas, tem sido excluída a maioria silenciosa dos católicos. 

Existem cerca de 500 bispos atuando no Brasil, pouco mais de 300 efetivos, pouco menos de 200 resignatários. Dos 152 subscritores, repito, parte importante é resignatária. O fato tem sua importância. Convém recordar, o bispo emérito não tem obrigações de pastorear diocese, está mais distante dos fiéis e do Clero, sente-se assim mais livre para agir segundo suas preferências ronceiras; no caso, a militância esquerdista, que por razões prudenciais preferiria esconder quando à frente de dioceses. Ali, precisariam pelo menos fingir levar em conta o clamor da maioria silenciosa e silenciada do povo; recordando linguagem bíblica, não poderiam atirar uma pedra para filhos que pedem pão, nem podem arrojar uma serpente ao escutá-los pedindo peixe.

Com efeito, observando a orfandade em que se encontra desde décadas a imensa maioria do laicato católico, excluída de forma intolerante pela opção preferencial pela esquerda levada a cabo por parte dos pastores, é normal se lembrar de passagens bíblicas atinentes. “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor” (Ex 3, 7). “E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?” (Lc 11, 11). Para os aflitos, a política habitual tem sido pedras e serpentes. O manifesto em análise constitui, dói dizê-lo, mais um dos episódios lacerantes do misterioso processo de autodemolição da Igreja, em que tantas vezes o pastor espanca a ovelha indefesa, abre as portas do redil e saúda alegremente o lobo que avança.

Radicalização da exclusão. Mais um ponto a ter em vista. Os 152 signatários podem estar redondamente iludidos a respeito da real influência que seu demolidor libelo terá na opinião nacional, em especial na católica. Na prática, vai demolir pouca coisa, se tanto. O brasileiro é pacato, abomina agitações e dilacerações. E o intolerante texto as instiga. Imaginarão que sua condição de bispos da Igreja Católica dá à sua voz eco que no caso não existe? Na prática, incomodado com a ácida linguagem revolucionária, o laicato majoritariamente fechará os ouvidos à mensagem.

Outro aspecto importante. Nosso Senhor no Evangelho ensinou: “As minhas ovelhas conhecem a minha voz (Jo 10, 27). O sensus fidei faz com que o católico conheça o timbre da voz do bom pastor. Quando é estranho o timbre, dele se afasta. Em resumo, o palavrório amazônico terá repercussão escassa. Os católicos, em geral desgostosos com o disparatado do texto, sentir-se-ão ainda mais excluídos.

Outra maioria silenciosa. 

Certamente bem mais que 152 bispos foram sondados para darem seu apoio ao texto intoxicado por um esquerdismo primário e descabelado. Recusaram. Temos aqui uma maioria silenciosa, um pouco menos de 350 — destes, quantos foram sondados, não tenho como saber —, que pelas mais variadas razões, inclusive desconhecimento, imagino, abstiveram-se. Preferiram guardar distância do texto revolucionário. Isolaram-se assim dos 152 signatários, tangidos pelo vezo incoercível de se juntar às reinvindicações da esquerda, mesmo as mais radicalizadas.

Em 1976, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou livro de grande repercussão “A Igreja ante a escalada da ameaça comunista — Apelo aos bispos silenciosos”. O trabalho continha o pedido para que os então bispos silenciosos, maioria clara, tomassem a frente do palco, tirando o protagonismo quase monopolístico dos bispos de esquerda.

Agora, também, a maioria está silenciosa. Dizia ele na ocasião: “Importa, com efeito, não ver em tal silêncio apenas a posição cômoda de quem está longe da luta. Mas também o desapego e a retidão que evitam obstinadamente a complacência ativa com o mal. […] Nas mãos dos silenciosos, pôs Deus todos os meios que ainda podem remediar a situação: são eles numerosos, dispõem de posições, de prestígio e de cargos. Atuem. Nós lhes imploramos. Falem, ensinem, lutem”. Estamos hoje em situação parecida. Os excluídos na Igreja, ansiando por inclusão e compreensão, hoje não pedem outra coisaa seus pastores. Não aprofundem ainda mais as valas da exclusão.

Apelo à união da esquerda em torno de programa demolidor. 

O libelo dos 152 está na rede e na imprensa escrita. Dele extraio trechos de maior significado. Ponto central, recusa qualquer complacência com o governo: “É dever […] posicionar-se claramente. […] A narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justifica a inércia e a omissão”. Aos que não têm nenhuma complacência (os sem complacência) com o governo, a proposta: “O momento é de unidade. […] Por isso, propomos um amplo diálogo nacional”. A finalidade de tal frente popular salta do texto apaixonado: “As reformas trabalhista e previdenciária mostraram-se como armadilhas. […] É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo. […] uma ‘economia que mata’. […] O desprezo pela educação, cultura, saúde e diplomacia também nos estarrece. […] Demonstrações de raiva pela educação pública. […] escolha da educação como inimiga. […] No plano econômico, o ministro da economia […] privilegiando apenas grandes grupos […] grupos financeiros que nada produzem. […] O governo federal demonstra rechaço pelos mais pobres e vulneráveis. […] Este tempo não é para divisões”.

Esperemos que a CNBB recuse seu apoio a um texto favorecedor de retrocessos e exclusões. E que, enfim, para o bem do Brasil, falem os silenciosos do Episcopado.

 

http://www.abim.inf.br/de-novo-a-opcao-preferencial-pela-exclusao/ 

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domingo, 23 de fevereiro de 2020

UMA DECLARAÇÃO EPISCOPAL DIGNA DE REPÚDIO - José Antonio Ureta


21 de fevereiro de 2020

Bispos da CNBB norte 1 manifestam repúdio ao projeto de lei do presidente Jair Bolsonaro que estabelece mineração em terras indígenas

José Antonio Ureta

A tinta utilizada na Querida Amazônia – nome da exortação pós-sinodal do Papa Francisco – ainda não havia secado e os prelados da Regional Norte 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) já publicavam, com base nela, uma nota de repúdio a um projeto de lei do governo Bolsonaro [nota abaixo] viabilizando a exploração de recursos minerais e a geração de energia elétrica em terras indígenas. A referida nota foi pressurosamente noticiada pelo Vatican News, órgão central da rede de mídia da Santa Sé. Clique aqui para ampliar a nota de repúdio da CNBB norte 1

Os bispos citam em seu apoio o n° 14 da referida exortação, segundo o qual as operações econômicas que danificarem a Amazônia e não respeitarem os direitos dos povos originários deveriam ser rotuladas de “injustiça e crime”. O condicional, assaz retórico, é da própria exortação.

Seria o Projeto de Lei 191/20 injusto e criminoso, danificaria a Amazônia e não respeitaria os direitos dos índios?

Um católico deve avaliar o respeito à justiça – ou a violação criminosa da mesma – primeiramente com base na doutrina social católica e, logo depois, em função da legislação do país concernido.

O que ensina a doutrina social católica a respeito da utilização dos recursos naturais de um país? O Compêndio da doutrina social da Igreja, publicado pelo Pontifício Conselho “Justiça e Paz” no pontificado de João Paulo II, nos fornece alguns elementos básicos.

O primeiro desses elementos é que “o bem comum empenha todos os membros da sociedade” e “exige ser servido plenamente, não segundo visões redutivas subordinadas às vantagens de parte que se podem tirar” (n° 167). Esse princípio aplica-se não somente à maioria da população urbanizada, mas também às populações que habitam em terras indígenas.

Por causa dessa validez universal, “a responsabilidade de perseguir o bem comum compete, não só às pessoas consideradas individualmente, mas também ao Estado, pois que o bem comum é a razão de ser da autoridade política” (n° 168), para o que “o governo de cada País tem a tarefa específica de harmonizar com justiça os diversos interesses setoriais” (n° 169). No caso em apreço, trata-se da harmonização dos interesses nacionais com os interesses das populações indígenas.

O segundo elemento importante a ser considerado é o princípio da destinação universal dos bens (n° 171), que não significa “que tudo esteja à disposição de cada um ou de todos, e nem mesmo que a mesma coisa sirva ou pertença a cada um ou a todos” (n° 173), posto que a propriedade privada é um elemento essencial ao desenvolvimento individual, ao bom uso dos bens e a uma reta ordem social (n° 176). Mas a destinação universal dos bens faz com que o direito à propriedade privada não seja considerado como um direito absoluto e intocável, mas esteja subordinado ao bem comum (n° 177). Também isso é válido para o direito dos índios sobre suas reservas.

Por esse motivo, há de se reconhecer que toda forma de posse privada tem uma função social em relação “às exigências imprescindíveis do bem comum”. Daí decorre “o dever dos proprietários de não manter ociosos os bens possuídos e de destiná-los à atividade produtiva, confiando-os também a quem tem desejo e capacidade de levá-los a produzir” (n° 178). Como é óbvio, esse dever grava não somente o direito dos produtores privados na exploração das suas propriedades, mas também o direito dos povos indígenas enquanto proprietários das suas reservas.

O terceiro elemento a se ter em vista é o princípio de subsidiariedade, o qual impede privar os indivíduos ou as sociedades intermediárias daquilo que eles podem realizar por força e indústria próprias a fim de confiá-lo à comunidade nacional (n° 186), mas que, em sentido contrário, pode aconselhar o Estado a exercer uma função supletiva nas situações em que os primeiros não sejam capazes de assumir autonomamente uma iniciativa necessária ao bem comum (n° 188). É o caso, por exemplo, dos empreendimentos hidroelétricos ou de gás, que exigem grandes investimentos.

De fato, “uma das questões prioritárias na economia é o emprego dos recursos”, para o que cada sociedade deve “empregá-los do modo mais racional possível, seguindo a lógica ditada pelo princípio de economia” (n° 346). Por isso, “a tarefa fundamental do Estado no âmbito econômico é a de definir um quadro jurídico apto a regular as relações econômicas”, salvaguardando as condições primárias de uma economia livre (n° 352).

Uma vez definido esse marco jurídico, “deve-se sempre perseguir com constante determinação o objetivo de um justo equilíbrio entre liberdade privada e ação pública”, o qual deve ater-se a “critérios de equidade, racionalidade e eficiência”, tendo sempre em vista o bem comum (n° 354). O emprego racional dos recursos é uma exigência válida para todo o território de um país, incluída a Amazônia, que não merece ser transformada numa favela verde.

No que se refere ao respeito à natureza, a doutrina social da Igreja também fornece alguns princípios importantes, válidos para a imensa região em questão.

O primeiro deles é que “os resultados da ciência e da técnica são, em si mesmos, positivos”, pelo que “o Magistério tem repetidas vezes sublinhado que a Igreja católica não se opõe de modo algum ao progresso” (n° 457) e suas considerações “valem também para a sua aplicação ao ambiente natural e à agricultura” (n° 458). É o que pensa não somente a imensa maioria da população amazônica, mas também a maioria dos índios, que não querem viver de programas de assistência social, mas de seu próprio trabalho e engenho.

De fato, uma correta concepção do meio ambiente não pode absolutizar a natureza a ponto de divinizá-la, “como se pode facilmente divisar em alguns movimentos ecologistas”, razão pela qual o Magistério tem manifestado sua oposição “e sua contrariedade a uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo” (n° 463). É precisamente essa sacralização da Amazônia que leva as ONGs ambientalistas e os neomissionários adeptos da Teologia da Libertação a se oporem a qualquer projeto de desenvolvimento econômico na Amazônia.

Nada há, portanto, na doutrina social da Igreja Católica, que se oponha em princípio a uma exploração dos recursos da Amazônia existentes no solo das reservas indígenas, se tal exploração for requerida pelo bem comum do País. Obviamente, a limitação dos direitos de uso e usufruto, bem como os eventuais prejuízos que dita exploração vier a acarretar para as respectivas populações devem ser compensados, como tem sido feito em projetos prévios em outras áreas não indígenas.

Se não há um impedimento moral, haverá pelo menos algum empecilho legal?

Dois artigos da Constituição Federal do Brasil justificam o projeto de exploração introduzido pelo governo Bolsonaro no Legislativo.

O art. 176 estipula que as jazidas e demais recursos minerais, assim como os potenciais de energia hidráulica “constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra”.

Por sua vez, o inciso 3º do art. 231 declara que o aproveitamento dos recursos hídricos e das riquezas minerais em terras indígenas “só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei”.

Presidente Jair Bolsonaro com lideres indígenas

Foto: Carolina Antunes / Presidência da República


É precisamente isto que o projeto de lei 191/20 regulamenta. A justificação do mesmo – inteiramente coerente com o ensino da doutrina social da Igreja acima resumida – foi feita repetidas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro, que desde a sua posse defende o aproveitamento econômico de territórios indígenas:

“Em Roraima há R$ 3 trilhões embaixo da terra. E o índio tem o direito de explorar isso de forma racional, obviamente. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”, declarou o mandatário em abril de 2019, com o caloroso aplauso de representantes de várias etnias que reivindicam o direito de explorar as reservas tradicionais.

Em concordância com o princípio de justiça enunciado pela moral social católica, o texto do Executivo garante uma indenização às comunidades afetadas por um projeto ao verem restringido seu direito ao usufruto dessa área de suas terras. Tal indenização deverá levar em conta o grau de restrição imposto pelo respectivo empreendimento.

Respeitando o teor do art. 231 da Constituição, além da justa indenização, o projeto reserva às comunidades indígenas cujas áreas sejam utilizadas para a exploração econômica o direito de receber quantias volumosas a título de participação nos resultados:  0,7% do valor da energia elétrica produzida; entre 0,5% e 1% do valor da produção de petróleo ou gás natural; e 50% da compensação financeira pela exploração de recursos minerais. Calculados per capita, esses valores serão muito altos, porquanto se sabe que as populações das reservas indígenas são muito pouco numerosas em proporção com o tamanho dos respectivos territórios.

Para garantir os direitos dos nativos e respeitar o princípio de subsidiariedade, o texto prevê ainda a criação de conselhos curadores, de natureza privada, que serão compostos por indígenas e por responsáveis pela gestão dos recursos financeiros. Os pagamentos deverão ser depositados pelos empreendedores privados, por meio de transferência bancária, na conta do conselho curador. E, na distribuição desses recursos, os conselhos curadores deverão respeitar a autonomia dos povos envolvidos, o respeito aos seus modos tradicionais de organização e a legitimidade das associações representativas das comunidades indígenas afetadas.

Finalmente, qualquer projeto de exploração de recursos deverá ser antecedido por estudos técnicos acerca de sua factibilidade e caberá ao órgão ou entidade responsável pelo estudo prévio solicitar à Fundação Nacional do Índio (FUNAI) um diálogo com as comunidades indígenas, para que sejam respeitados usos, costumes e tradições dos povos envolvidos.

Aplicando-se o princípio segundo o qual o bem comum prevalece sobre o bem individual e considerando que a propriedade privada não é um direito absoluto, se dita interlocução não for possível ou a se autorização para ingresso na terra indígena não for obtida, o estudo técnico poderá ser elaborado com dados e elementos disponíveis.

Após a conclusão do estudo prévio, o governo federal definirá quais áreas poderão ser exploradas. No caso de minérios, as áreas autorizadas pelo Congresso Nacional para a realização de pesquisa e lavra serão licitadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), mas, no caso específico da lavra garimpeira, as comunidades indígenas concernidas terão o direito de decidir realizá-la diretamente ou em parceria com não indígenas, o que importa num direito de veto.

De todo o anterior se deduz que não há nenhum óbice moral ou legal à aprovação do projeto de lei do governo brasileiro que viabiliza a exploração de recursos minerais e a geração de energia elétrica em terras indígenas.

O repúdio dos bispos da Regional Norte 1 ao referido projeto, sob o pretexto de que ele  danificará a Amazônia e não respeitará os direitos dos índios, é motivado pelos preconceitos ideológicos das ONGs ambientalistas, da moribunda Teologia da Libertação e de seu filhote, o Partido dos Trabalhadores.

Ainda mais absurdo é o repúdio dos Senhores Bispos da região amazônica, o qual figura na mesma declaração, às iniciativas do governo brasileiro no sentido de dar assistência aos povos indígenas isolados, sob o pretexto de que ditas iniciativas ameaçam “o direito de existência livre desses povos, com seus usos, costumes, crenças e tradições”. É o isolamento a principal ameaça à existência desses povos.

Crime seria não lhes estender a mão e recusar-lhes saúde, educação e melhores condições de vida. Pior crime, sobretudo, seria não procurá-los no seu isolamento para lhes fazer chegar a Boa-Nova da Redenção e a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo!



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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

SÍNODO DA AMAZÔNIA: A MAFIA DO ANEL DE TUCUM?


21 de agosto de 2019

Dom Tomás Balduíno com o anel de tucum

 José Antonio Ureta

Depois que, na biografia sobre seu compatriota cardeal Godfried Daneels, os jornalistas belgas Jürgen Mettepenningen e Karim Schelkens revelaram a existência de uma “máfia de São Gallen”, que teria contribuído de modo determinante na eleição do Papa Bergoglio, o católico médio tomou consciência da força dos grupos de pressão dentro da Igreja.

Mas historiadores e especialistas conhecem há muito tempo o peso que os lobbies tiveram sobre a vida eclesial. Imediatamente após o encerramento do Concílio Vaticano II, por exemplo, soube-se do papel desempenhado pela rede midiática IDO-C (Centro Internacional de Informação e Documentação sobre a Igreja Conciliar) para criar o “conselho de jornalistas”, o “conselho dos meios de comunicação”, que era praticamente um concílio à parte, como disse Bento XVI em seu último discurso na véspera do dia em que daria sua  renúncia.

Leonardo Boff com o anel de tucum

Não muito tempo atrás, tornou-se conhecido o papel desempenhado por um grupo de padres conciliares, reunidos sob a denominação de “Igreja dos Pobres”, que firmou um secreto “Pacto das Catacumbas”, que parece estar atingindo sua plena realização em âmbito universal com o pontificado do Papa Bergoglio.

O antigo núncio em Washington, EUA, Dom Carlo Maria Viganò, causou comoção denunciando a existência de uma rede homossexual, cujos membros se ajudam mutuamente e que garantem o progresso na carreira eclesiástica (e a cobertura em caso de envolvimento em escândalos).

Para serem eficazes, esses grupos de pressão com interesses pessoais ou ideológicos devem agir de maneira coordenada, mas sempre nas sombras, imitando o trabalho da Maçonaria, com seus misteriosos sinais de reconhecimento mútuo entre irmãos que não pertencem à mesma loja.

É famosa a passagem em que Marcel Proust traça um paralelo entre a ação dos “irmãos” e a dos homossexuais de seu tempo, da qual ele falou por conhecimento direto: “[Eles] formam uma maçonaria muito mais extensa e eficaz, e menos suspeita do que a das lojas, uma vez que responde a uma identidade de gostos, necessidades, hábitos, riscos, aprendizado, conhecimento, tráfego, glossário, e em que os membros que desejam não ser reconhecidos imediatamente o fazem através de sinais naturais ou convencionais”.

Seguramente, no futuro, conheceremos o impacto na próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Panamazônica do grupo de bispos e missionários engajados na Teologia Indígena, versão mais atualizada da Teologia da Libertação, que já adotou o chamado “anel de tucum” como sinal convencional de reconhecimento.

Tucumã é o nome de uma árvore amazônica de cuja madeira se origina um anel preto, supostamente usado pelos escravos na época do Império, na falta de recursos para portar o anel de ouro dos senhores. Teria servido como um símbolo de matrimônio, amizade ou resistência. “Era um símbolo clandestino cujo significado só os escravos conheciam”, afirma o blogue da Pastoral da Juventude da Diocese de Piracicaba.

Nos anos 70, dois órgãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) adotaram o anel de tucum como símbolo de compromisso na luta de classes e nas chamadas “lutas sociais”.

Dom Casaldáliga com o anel de tucum

Parece ter sido Dom Pedro Casaldáliga – religioso claretiano catalão nomeado bispo de São Félix do Araguaia pelo Papa Paulo VI e promotor do CIMI e do CPT – a popularizar o símbolo. Assim relata outro representante da Teologia da Libertação, Dom Tomás Balduino, bispo emérito de Goiás Velho e por muitos anos presidente do CIMI:

“Pedro foi consagrado bispo em 1971, na cidade de São Félix, cercado pelos pobres daquela região. Ele recebeu símbolos litúrgicos adaptados às culturas dos povos indígenas e camponeses. A mitra era um chapéu de palha, o cajado um remo de tapirapé e o anel de tucum, que em seus dedos e nos de muitos agentes pastorais tornou-se um sinal do compromisso da caminhada rumo à libertação”.

Dom Pedro Casaldáliga

Com inegáveis dotes poéticos, o prelado resumiu assim o significado desta “caminhada” no seguinte poema: “Com um calo por anel, / monsenhor corta o arroz / Monsenhor “foice e martelo”? / Eles vão me chamar de subversivo. / E eu direi a eles: Eu sou / Pelo meu povo em luta, eu vivo. / Com o meu pessoal em movimento, eu vou. Eu tenho fé de guerrilheiro / e amor à revolução”.

O anel de Tucum identificou tanto a personalidade e a agenda revolucionária do bispo de São Félix do Araguaia, e uma das teses escritas sobre ele, defendida por Agnaldo Divino Gonzaga no Departamento de Teologia da Universidade Católica de Goiás, intitula-se, precisamente, “Anel de tucum: a missão evangelizadora de Pedro Casaldáliga”.

D. Casaldáliga com sua mitra (chapéu de palha), seu báculo (um remo) e o seu anel (de tucum…)

Prova ainda mais eloquente da importância que a Teologia Indígena confere ao anel de tucum é a história que o jornal Alvorada, órgão de conscientização da Prelazia de São Félix, fez sobre a cerimônia em que Dom Pedro Casaldáliga transmitiu o governo diocesano ao seu sucessor, Dom Leonardo Steiner:

“Pedro, ao entregar o anel de tucum a Leonardo, lembrou que as causas que defendemos definem quem somos e que as causas desta Igreja são conhecidas de todos: opção pelos pobres, defesa dos povos indígenas, compromisso com os trabalhadores e sem terra, formação de comunidades inculturadas e participativas, experiência efetiva de solidariedade”.

Em uma página do Facebook das Comunidades de Base do Brasil, lemos este verso de um poema em homenagem ao anel de tucum: “Dos povos excluídos / sois sinal da nova aliança”.

Em 1994 foi lançado o filme “O anel do tucum”, uma novela em que um grupo de fazendeiros infiltra um jornalista nas Comunidades Eclesiais de Base em uma tentativa de provar seu caráter comunista e subversivo, mas acaba se convertendo à causa da CEB. Na cena culminante, na qual ocorre a conversão, o jornalista-pesquisador tem este diálogo com Dom Casaldáliga (que interpreta a parte de si mesmo no filme):

“– Uma curiosidade, dom Pedro: O que o anel preto significa?

— É o anel de tucum, uma palmeira do Amazonas, com espinhos um tanto duros. Sinal da aliança com a causa dos indígenas, com as causas populares. Quem quer que use normalmente quer expressar que faz suas essas causas e suas consequências. Você pode trazer o anel? Você pode fazer isso?

— Eu posso fazer isso.

— Olha, é exigente, hein? Queima. Muitos, muitos por essa causa, por esse compromisso, chegaram ao ponto da morte. Nós mesmos aqui, na igreja de São Félix do Araguaia, temos os santuários dos mártires do caminho”.

A mesma pergunta sobre o significado desse anel foi formulada em 2012 pelo jornalista Edoardo Salles de Lima ao já citado Dom Tomás Balduino, na véspera do seu nonagésimo aniversário. Ele respondeu:

“Representa o casamento com a causa indígena. Este objeto foi feito pelos índios Tapirapé e se pode facilmente ver como é bonito, até brilha. Adotamos como um elo com a causa indígena, mas não só com ela, mas com toda causa de mudança, de transformação, na busca pelo Brasil que queremos”.

A função “identificadora” do anel foi destacada ao público, mas sobretudo para aqueles que se comprometeram com a Teologia da Libertação, do missionário comboniano italiano Padre Giampietro Baresi, já falecido, na revista “Brasil de Fato”:

“– O que esse anel em sua mão significa? – É a opção pelos pobres. […] É lealdade por essa opção. Por que eu uso isso? Para tornar conhecido o que eles são. O anel de tucum é a solidariedade para com os pobres. […] Quando vejo o anel em alguém, reconheço uma visão similar, um compromisso similar”.

A nocividade do uso do anel de tucum pelos militantes da Teologia da Libertação foi denunciada há muitos anos por Dom Amaury Castanho, bispo emérito de Jundiaí, nas páginas do jornal “Testemunho da Fé”, órgão oficial da arquidiocese do Rio de Janeiro.

Em seu artigo, o prelado começou enfatizando que “sempre houve e sempre haverá tensões mais ou menos graves dentro da Igreja”. Depois do Concílio Vaticano II, “uma terrível tempestade atingiu a barca de Pedro”, e a “Teologia da Libertação, de estilo marxista, radicalizou suas posições extremistas e contestatórias, ideológicas e partidárias”.

Missa pelo “Dia do Maçom” na Diocese de Pesqueira, pelo Pe. Magela (com o anel de tucum…)

Em um artigo seguinte, Dom. Amaury Castanho voltou a atacar com acusações de sectarismo:

Em seguida, ele atacou o sinal do reconhecimento mútuo de seus promotores: “O curioso anel de tucum, feito do centro de uma palmeira do Nordeste, é hoje um sinal de contestação na Igreja. Um dos sinais, talvez o mais sério. Ele é encontrado nas mãos de um bom número de sacerdotes e seminaristas, religiosos e leigos. Se é verdade que alguém, inadvertidamente, usa-o – mesmo na Igreja sempre haverá ‘inocentes úteis’ – é igualmente verdade que a maioria o toma como uma afirmação provocativa de uma clara opção por uma eclesiologia que certamente não é a da ‘Lumem Gentium’, do Concílio Vaticano II.

“O anel de tucum traz consigo, implícita e explicitamente, opções heterodoxas em favor de uma Igreja considerada uma Igreja popular, em oposição à Igreja hierárquica, a única estabelecida por Cristo. Exprime uma discutível e já condenada opção ‘excludente e exclusiva’ pelos pobres, marginalizando quem não o é, como se fosse um opressor. A partir dessa análise marxista e parcial da realidade, aqueles que usam o anel de tucum não hesitam em propor soluções revolucionárias, lutas de classes, guerrilhas, violência e terrorismo, que nada têm de evangélico e cristão. […]

“É a divisão dentro da Igreja de Cristo, que a enfraquece, que distancia as ovelhas dos pastores, que opõem os bispos ao Papa, os bispos entre si, os sacerdotes e os leigos aos bispos […].

“Enquanto isso, os inimigos da Igreja se divertem, aplaudem, cumprimentam-se. O que eles querem está acontecendo: uma Igreja que não é uma comunidade de amor, que une os fiéis a Cristo entre si e seus pastores”.

“O artigo sobre o anel de tucum, que escrevi há alguns dias, causou comoção. De fato, provocou uma controvérsia. Muitos gostaram e acreditam que chegou a hora de alguém ir ao fundo do problema, revelando o sentido mais exato e total do uso daquele anel. Outros se chatearam, porque o usavam apenas como sinal de opção pelos pobres. Retiraram-lhe de seus dedos! Eles queriam viver em plena comunhão com os pastores da Igreja, que é, por vontade de Cristo, hierárquica. Eles me parabenizaram, culparam-me, interrogaram-me várias vezes no anel de tucum.

“Falando com um certo presbítero que usava o anel de tucum, dei-lhe mais informações para esclarecer suas ideias. Entre outras coisas, eu disse a ele que não é apenas a minha interpretação. Anos atrás, li um livro de um bispo zeloso e inteligente do Maranhão. Em um capítulo inteiro, ele chegou às mesmas conclusões: o anel de tucum é um traço visível de união entre aqueles que, além da “opção pelos pobres”, também defendem a Igreja ‘popular’”.

Pode-se então afirmar que, enquanto trato de união visível de uma corrente revolucionária que desempenha o papel de quinta coluna na Igreja, o anel de tucum tem um valor análogo aos sinais identificadores da Maçonaria.

Cabe a nós observar quantos participantes do próximo Sínodo vão usá-lo… Então saberemos se a assembleia foi amazônica ou maçônica!



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domingo, 26 de maio de 2019

ANEMIA DO ABRIL VERMELHO - Péricles Capanema


25 de maio de 2019

Péricles Capanema

Desde 1997 o MST promove o chamado “abril vermelho”. Financiado com dinheiro público, o gigantesco show de agitações reclamou sempre a radicalização da reforma agrária e a implantação de outras pautas da esquerda, etapas para a sonhada sociedade socialista (caminho para a presente situação da Venezuela, na realidade). O MST, na linha de frente, era ajudado em particular pela CPT e INCRA, trinca do barulho…

Há muitos lustros o agro tem sido atacado por vários meios —, um dos quais, invasões de fazendas —, em especial pela ação concertada dessas três entidades. O MST (primeira), organização comunista, braço do PT, e a CPT (segunda), extrema-esquerda eclesiástica, protegida pela CNBB (à vera, não apenas protegida, é órgão dela). A terceira, o INCRA.

Nos governos de esquerda, no INCRA diretoria, superintendências e enxames de funcionários solícitos encarniçadamente conluiados com PT, MST e CPT agrediam a propriedade particular no campo. No governo Temer, infelizmente continuou o INCRA a favorecer objetivos do MST (um pouco menos escancaradamente). Agora, sofreu uma trava. Continuam, porém, agentes do órgão em obstinada atuação deletéria, pipocam aqui e ali funcionários efetivos e superintendências empurrando no rumo antigo. As três organizações formaram na prática um pactum sceleris (formaram no passado; a realidade ainda existe hoje, diminuída).

Assomou para desgraça do Brasil respiro importante para o MST. Em encontro com representantes da organização criminosa em fevereiro passado, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, comprometeu-se a não pautar (colocar para votação) projetos que o criminalizem. Criminalizar a atuação do MST ficou para as calendas. Foi promessa de campanha — espera-se que apenas de momento arquivada. “Toda ação do MST e do MTST deve ser tipificada como terrorismo”, repetia o candidato Jair Bolsonaro. Com o incumprimento do compromisso, o MST preservaria suas possibilidades de ação no futuro.

Amarelou em 2019 o “abril vermelho”. Só pequena agitação em Salvador, onde um petista, Rui Costa, é inquilino do Palácio de Ondina. A própria Abin não julgou necessário alertar o governo sobre possíveis agitações. Por quê?

Porque o “abril vermelho” desde sempre foi show totalmente artificial, viveu do dinheiro público. Não representa em nada o sentimento do homem do campo. Em parte, o INCRA, por causa da nova direção, já não impulsiona abertamente a ação concertada do MST-CPT. Ficaram ainda focos infeccionados, já disse. O presidente Jair Bolsonaro apontou outro fator: “Incra registra só 1 ocupação no 1º trimestre diante 43 ações no mesmo período de 2018. O MST está mais fraco pela facilitação da posse de armas, iniciativa que terá derivações pelo governo, falta de financiamento do setor público e de ONG”.

O ponto maior é esse, faltou dinheiro público para o “abril vermelho”. Por exemplo, acabou a farra dos convênios. Contudo, estão intactas as leis e, em boa medida, as estruturas utilizadas pelas mencionadas três organizações. A anemia acabará no dia em que o dinheiro público voltar a fluir.

Lamento prever, gostaria de estar errado, mas vai continuar intacta a legislação e boa parte das estruturas. Não é politicamente correto acabar com a infecção. Temos no Brasil tumores de estimação. São cancerígenos, matam as possibilidades de avanço, prejudicam os pobres, mas são nossos tumores de estimação. Um dos mais virulentos é o programa da reforma agrária.

É, repito, politicamente incorreto enunciar o óbvio ululante: desde o início, lá pelos anos 60, a implantação da reforma agrária representou retrocesso monumental, um atraso de proporções amazônicas. Se nunca no Brasil se tivesse falado de reforma agrária, os pobres hoje estariam mais bem de vida no campo e na cidade, os alimentos estariam mais baratos, seríamos hoje potência agrícola mais poderosa. E as montanhas de dinheiro que foram desperdiçados no programa maluco poderiam ter atendido larga e beneficamente a saúde e a educação.

Inexistisse o xodó pelo tumor, a medida mais comezinha e lógica seria acabar imediatamente com o programa da reforma agrária. Aqui não. E continuam as declarações bestas do tipo: “Vamos aplicar a legislação, o programa da reforma agrária não parou, vai ficar sério”. “Vamos aproveitar os lotes abandonados”.

Todos sabem, são centenas de milhares de lotes com contratos de gavetas, abandonados, empregados para outros fins, produtividade baixíssima. Já foram utilizados 880 mil quilômetros quadrados nessa doidice (o Estado de Minas Gerais, 586.528 km2, área do Rio Grande do Sul, 281.748 km2; soma dos dois 868.266 km2). Ou seja, se somarmos a área de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul não dá a área esperdiçada na maluquice do programa de reforma agrária (disseminação de favelas rurais, roubalheira, pobreza, clientelismo de movimentos sociais). O agronegócio salva a economia brasileira, garante a balança comercial, distribui riquezas, dá empregos. Sabem com que área? Vejam esse dado: em 2016, a Embrapa Territorial havia calculado a ocupação com a produção agrícola em 7,8% (65.913.738 hectares. 659.137 km2.

Relatório do TCU de 2016 indicava que o valor das áreas com indícios de situação irregular dentro do programa de reforma agrária era de R$159 bilhões, utilizada a avaliação do IBGE. Se for em valor de mercado, pode facilmente chegar a R$300 bilhões. Terra tratada na esbórnia, na desorganização, no desconhecimento. Advertia que bilhões de reais emprestados poderiam não ser pagos (claro, nunca foram). Vejam o disparate nas palavras do relatório do TCU: “Conforme informado pelo INCRA, os créditos eram concedidos a estruturas associativas formais ou informais e distribuídos entre os integrantes dos PAs (projetos de assentamento), não havendo registro individualizado organizado sobre quem recebeu os créditos, ou seja, o prejuízo pode ser muito maior.” Entenderam? Sociedades informais (patotas de privilegiados dos movimentos sociais), sem registro individualizado recebiam dinheiro público.

R$300 bilhões de terras na bagunça. Coloque os empréstimos não devolvidos, os perdões de dívidas, a assistência técnica estatal para aproveitadores, o controle tirânico dos assentamentos pelos agentes do MST, a venda ilegal de madeira. Os escândalos do mensalão e do petrolão são fichinha perto do escândalo do programa da reforma agrária.

Mas, é claro, não se pode extinguir o programa. Razão técnica? Nenhuma. Não aumenta a produtividade. Razão social? Nenhuma. Piora a situação dos pobres. Razão de paz social? Nenhuma. Tensiona a região em que se implantam os assentamentos. Mas trona e sobrepassa tudo uma razão inamovível. É tumor de estimação. Tumores de estimação são intocáveis.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

FIM DE VIDA AMARGO - Péricles Capanema


11 de novembro de 2018
  Péricles Capanema

Desde há muitos anos a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) tem sido linha auxiliar do PT. O CIMI (Conselho Indigenista Missionário), órgão da CNBB, a mesma coisa, estridência maior a favor da esquerda. A CPT (Comissão Pastoral da Terra), também órgão da CNBB, igual, escarcéu favorecedor do comunismo de arrebentar os tímpanos. Congruentemente, recebiam elogios de morubixabas da esquerda, do tipo Fidel ou Raul Castro — os lobos uivavam em defesa dos pastores. E assim, dentro da Igreja, para tristeza dos católicos, tais entidades têm presença desagregadora. São fermentos de discórdia e fatores de exclusão, pois a maioria dos fiéis se julga rejeitada por elas. Tais fatos se tornaram largamente anacrônicos? Aspectos do Brasil de ontem? O quadro está se movendo.

Diante da inconformidade generalizada contra o lulopetismo, sentimentos que elegeram Jair Bolsonaro, parte da esquerda está se distanciando rápida e ruidosamente do PT e de Lula, buscando assim se viabilizar eleitoralmente para os próximos anos. Seria uma esquerda em que a roubalheira, a malandragem e a incompetência não constituiriam traços repugnantes e dominantes.

Como a tal esquerda em formação (o esboço está no PDT, PC do B, PSB, acenos à Rede, parlamentares do PSDB e PPS) tratará a esquerda católica, suja dos pés à cabeça, com os abraços líricos e os auxílios efetivos que propiciou ao petismo? Todos se lembram, durante todos esses anos, ela calou-se vergonhosamente diante do desastre econômico e da gatunagem. As primeiras manifestações sugerem que a tal nova esquerda não faz tanta questão de apoios na esquerda católica. A razão é simples: não quer se sujar e, com isso, arriscar-se a perder votos.

Vejamos. Da nova corrente, o corifeu mais em evidência é Ciro Gomes. Logo após as eleições, o antigo governador do Ceará, agindo em uníssono com fornido grupo de políticos, pôs em prática o plano, que envolveu muitos encontros e articulações de bastidor. Contudo o mais vistoso dele foram as entrevistas.

Delas, comento uma, concedida ao repórter Gustavo Uribe, da “Folha de S. Paulo”. Ali Ciro se lamentou de ter sido “miseravelmente traído” por Lula e seus “asseclas”. Comentou: “A cúpula exacerbada do PT já começou a campanha de agressão. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana”.

Acusa Lula e a cúpula do PT de falta de caráter, de traição, de serem vendilhões, de duplicidade. E deles quer afastamento para, óbvio, ficar próximo ao povo e ter votos. Expõe o objetivo: “Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda, não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulos, oportunismo”.

É ataque ao plantel político que a CNBB e suas organizações vêm favorecendo há décadas. Duas figuras aqui têm papel especialmente simbólico: frei Betto e o ex-frei Leonardo Boff.

Deles, o que diz Ciro Gomes? Boff, primeiro: “Eles podem inventar o que quiserem [ou seja, são mentirosos]. Pega um … [estrume humano] como esse Leonardo Boff. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e o petrolão?” Para o presidenciável, a mera adjacência já irá incomodar o eleitor. Sobre frei Betto, também quis falar: “O Lula está cercado de bajulador. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, frei Betto”. O primeiro, bajulador e, ademais, estrume humano; o segundo, bajulador sem caráter. Avisos que os quer distantes.

Leonardo Boff, pelo contrário, anseia a proximidade de Ciro. Declarou patético: “Precisamos de uma Arca de Noé onde todos possamos nos abrigar, abstraindo das diferentes extrações ideológicas, para não sermos tragados pelo dilúvio da irracionalidade e das violências”. Só que, na opinião de Ciro, se gente como Boff e frei Betto subirem na arca, o barco afunda.

De outro modo, políticos, como Ciro Gomes, que desejam a imagem de esquerda limpa, inimiga de traficâncias, não buscarão apoio em figuras como Boff e frei Betto. E, em boa medida, eles representam a esquerda católica. Amigos de ditaduras, admiradores de F. Castro, chegando ao ocaso da vida (frei Betto, 74 anos; Leonardo Boff, 79 anos), depois de favorecer o comunismo por décadas, na hora normal de recolher agradecimentos dos favorecidos pelo combate indigno, recebem chibatadas de um corifeu da esquerda: “Não quero estar ao seu lado, vocês me tiram votos e mancham a reputação”. A lógica nos empurra até lá, tal situação respinga na CPT, CIMI, CNBB.
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Comentário: 

Luiz Guilherme Winther de Castro
12 de novembro de 2018

Dizem que a esquerda sempre foi burra. Pelo jeito, continua sendo e sempre será. Esquerda significa socialismo, comunismo, enfim, ditadura cruel. Ciro Gomes chegou a afirmar que a Venezuela é uma democracia. Pelo que fala e pensa não é nada diferente do tal Beto e do tal Boff. Enfim, eles que se entendam ou desapareçam.
Infelizmente, essa gente ainda infernizará o novo governo, portanto, que nós rezemos e torçamos para que dê certo. Melhor que os últimos quatorze anos, tenho certeza que será, apesar da precária situação que o “pt” deixou o país. O governo Temer conseguiu endireitar um pouco o leme, apesar de ter compactuado com os governos petistas anteriormente.
Quanto ao Ciro Gomes ainda, ele não disse que deixaria a política caso o capitão Bolsonaro ganhasse a eleição? Cumprirá a promessa ou mostrará que está provado que a maioria dos políticos não tem palavra?


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