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sábado, 6 de agosto de 2022

ALMAS MORTAS - Luíz Gonzaga Dias

 



Almas Mortas

Luiz Gonzaga Dias

 

Quem nunca amou, nunca sofreu. Não sabe,

 A dor que na alegria se resume.

Todo o prazer que no espírito cabe,

A tortura infernal que vem do ciúme.

 

Ao amor, na taba ou no serralho, árabe

Nem a velhice serve de tapume.

E a beleza que sem amor se acabe,

É comparada à rosa sem perfume.

 

Doce tormenta que aliena o juízo,

Metamorfoseia a vida em paraíso,

Para o infinito transportar destinos.

 

Coração sem amor – culto sem hinos!

Existência sem cor, sem vibração, perdida...

– Nunca viveu quem nunca amou na vida!

 

 

(CANÇÕES DE MINHA TERNURA)

Luiz Gonzaga Dias


* * *

sábado, 30 de julho de 2022

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: A Imortal – Luiz Gonzaga Dias



A Imortal

Luiz Gonzaga Dias

 

A esperança é o futuro... A hora que finda

É um anseio que morre ou se completa.

– Um velho sonho... Uma ilusão infinda,

Uma ambição que se mantém secreta.

 

Por mais velha, a esperança é sempre linda!

E nunca morre, embora atinja a meta,

Que se esperava... Vai vivendo ainda,

Enquanto há vida é sempre incompleta.

 

Não envelhece não! Se bem que nova,

Ela tem outro tom róseo matiz

Que esmaece ao se beirar da cova.

 

Mas a esperança continua forte...

Porque, este anelo humano – ser feliz,

Não finda com a vida: vence a morte!

 


 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

* * *

sábado, 11 de dezembro de 2021

ÁRVORE DE NATAL - Luiz Gonzaga Dias

 


Árvore de Natal

 

Em cada peito que a alegria inunda,

Há um presépio, músicas e flores,

A natureza em trajes multicores,

A vida em festa de prazer circunda.

 

Engalanada a terra – mãe fecunda –

Estua em risos, luzes, esplendores.

E a alma das coisas descortina albores,

Novas promessas de emoção jucunda.

 

Fim de ano. Natal!... Princípio de ano...

Romantismo no coração humano,

Entre nuvens de incenso e aspiração.

 

Desejos de bondade e de ventura...

Os Reis Magos... Assomos de ternura,

Perfumando a existência e a tradição.

 

 

(VOZES DO SÉCULO)

Luiz Gonzaga Dias


* * *

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

NATAL DOS CORAÇÕES BONS - Luiz Gonzaga Dias


Natal dos Corações Bons

Luiz Gonzaga Dias


 

Velhos e moços, sonhadores, crentes,

Em que a existência vale ser vivida,

E que a Esperança - flama colorida...

Envolve a alma em auréolas refulgentes.

 

Sacerdotes no ritual da vida,

Obreiros de ações nobres, conscientes,

Felizes corações de adolescentes,

Eternos jovens de alma reflorida.

 

Para vocês Dezembro é o mês folguedo.

Quando as cigarras cantam no arvoredo,

E os pássaros gorjeiam nos seus ninhos.

 

Natal, portanto, é festa e resplendores,

Risos de sol, desabrochar de flores,

E mensagens de amor pelos caminhos.


 
 

VOZES DO SÉCULO

Luiz Gonzaga Dias

* * *

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

MAESTRO CHIQUINHO – Luiz Gonzaga Dias



Maestro Chiquinho I

 


E muitas vezes o luar de prata,

Viu-o vagueando pela noite fria.

Peregrino do belo em serenata,

E madrigais a deusa da harmonia.

 

A febre do talento ensandecia,

O artista em busca da riqueza abstrata

Com a razão, a glória lhe fugia

Cedo vencido pela sorte ingrata.

 

Vinha às vezes beijar-lhe a testa em fogo,

A musa amante condoída e terna,

Escutando o maestro, a angústia, e o rogo...

 

E noites solitário a luz da lua,

Da pauta escravo na tortura eterna,

Compunha sinfonias pela rua...

 

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Maestro Chiquinho II


 

Pela cidade a banda desfilava,

Na vibração dos dias festivais.

Sonoro o instrumental ao sol brilhava,

Desferindo harmonias marciais.

 

Na rua, roto, olhar parado, estava,

O Maestro e autor de peças magistrais.

Indiferente ao mundo que o cercava,

Nem mesmo o glória o importava mais.

 

- E a banda parou! Sentida a mágoa,

Invadiu corações – ninguém resiste,

À comoção que arrasa os olhos d’água.

 

Na festa agora, o entusiasmo é pouco...

A banda torna a sede, muda e triste:

 - O autor do dobrado estava louco!

 

Luiz Gonzaga Dias

(IMAGENS MUTILADA)

* * * 


terça-feira, 24 de agosto de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Conselhos - Luiz Gonzaga Dias



CONSELHOS

Luiz Gonzaga Dias

 

O mundo é teu, ó loura juventude!

Enfrenta a Vida e à luta não te esquive.

Deixa que a idade em rosas te transmude,

E que o sol doire o teu sorriso e VIVE!

 

A mocidade é boa. Abre os teus braços,

Ao amplexo da paixão volutuosa...

Que importa o despertar de membros lassos?

- És dom Juan, o tempo voa, GOSA!

 

Hás de ter nesta idade que deslumbra,

Um amor... outro amor... mais de uma dama.

Esquece o tédio que à tua alma obumbra,

Que esta quadra é ridente e flores. AMA!

 

Nos teus arroubos de arte onde o mistério,

Da natureza um devaneio ponha,

Se uma flor vale mais do que um império,

A tua alma de artista, cisma e SONHA!

 

Apura a vista para a estranha orgia,

Que do seio do Cosmos se levanta,

Que cenário poeta... E que harmonia!

Há sons e cores ao teu estro. CANTA!

 

Nos momentos em que ao sorriso o pranto

Em lágrimas brilhantes como aljofre,

Quiser fazer da vida um desencanto,

Curte em segredo a tua mágoa. SOFRE!

 

Rôto o liame que te prende à vida,

Se o encanto extinto em torturas decorre,

Dá à existência um adeus de despedida,

Enfrenta a Morte resoluto. MORRE!

 

.................

 

 Em lugar de Prefácio

 

          Como um derivativo à luta diária, neste século agitado, nesta época de progresso vertiginoso, aqui estão alguns versos reunidos neste volume, poesias na sua maior parte, dispersas nas publicações brasileiras.

            Sentencia o Evangelho, que nem só de pão vive o homem, sendo, portanto, estes versos, assim como um oásis, no deserto febril da civilização, da política, da atividade multifária dos seres, na era do avião a jato, dos inventos nucleares e do perene choque de interesse dos homens.

            Um momento de arte e descanso, não faz mal ao corpo ou ao espírito exausto.

            Se o leitor não acha que ler poesia é perder tempo, leia um pouco estes versos.

            Ao contrário, desculpe, e passe adiante.

            De qualquer modo, queira aceitar os agradecimentos do autor.

 

                                      São Felix, Estado da Bahia, Julho de 1962.

Luiz Gonzaga Dias

* * *

segunda-feira, 19 de julho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Luiz Gonzaga Dias - Um Eterno Tema


 

UM ETERNO TEMA

Luiz Gonzaga Dias


 

Sob um caramanchão, Arlequim e Pierrot,

Falavam sobre o beijo, o mais antigo tema.

Pierrot dizia então que o verdadeiro amor,

É o que deixa no beijo uma emoção suprema.

 

Arlequim contestava: - Eu não possuo de cor,

O número de amantes que beijei... Meu lema,

É que a linda mulher, e eu sou conhecedor,

É feita para o beijo... O resto é vão dilema!

 

Beijar a mesma boca... Escuta o que eu te digo,

É comum, é vulgar, não ter variação,

Termina aborrecendo. Não se dá comigo!

 

- O beijo que é sincero, o beijo verdadeiro,

Disse o triste Pierrot findando a discussão,

Tem sempre a sensação de que foi o primeiro!

 

 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

 

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“Um momento de arte e descanso, não faz mal ao corpo ou ao espírito exausto.

            Se o leitor não acha que ler poesia é perder tempo, leia um pouco estes versos.

            Ao contrário, desculpe, e passe adiante.

            De qualquer modo, queira aceitar os agradecimentos do autor.

 São Felix, Estado da Bahia, Julho de 1962.

Luiz Gonzaga Dias”


* * *

quinta-feira, 15 de julho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Cigarra /Dualismo – Luiz Gonzaga Dias


                                             Cigarra

Luiz Gonzaga Dias

 

Para cantar nasceste! Alma inquieta,

Sempre vibrando em gozos e torturas.

Tua canção – lirismo de poeta,

Tem sons de tédio e brados de amargura!

 

Em pleno campo a tua voz afeta,

Algo de brando e muito de ternura.

Contudo dentro em nós, mágoa secreta,

Desperta ao teu cantar cheio de agrura.

 

Ah! Cigarra boêmia peregrina!

Ao poeta comparo a tua sina,

Quando te encontro assim preludiando...

 

Fado tão belo e igual não pode haver,

Pois teu destino é de cantar morrer,

E o do poeta é de morrer cantando!

 

........................

 


                                               Dualismo

Luiz Gonzaga Dias

 

Entre a cigarra boêmia e vagabunda,

E a previdente e prática formiga,

Eu admiro a primeira e da segunda

Imito a vida cheia de fadiga.

 

Sou a cigarra cujo canto inunda

De regozijo a criatura amiga;

E sou também formiga na fecunda

Luta insana a que a vida nos obriga.

 

Vibrar pelas campinas! Ser cigarra!

Prados cheios de luz, manhã festiva,

Liberdade... Prazer que ninguém narra!

 

A luta mata o sonho... A vida obriga,

À lida pelo pão. Alma cativa

Eu retorno tristonho a ser formiga.


* * * 

sábado, 3 de julho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Luiz Gonzaga Dias – Serenata

 


Serenata

Luiz Gonzaga Dias

 

Na paz da noite, aos pálidos lampejos,

Da luz é o meu astro um boêmio em farra,

Que põe notas de angústia nos solfejos,

E madrigais nas cordas da guitarra.

 

Em vibração de mágoas e desejos,

Corta o silêncio como cimitarra...

Cantando como uma ave ou a cigarra,

Beijo da lua os luminosos beijos.

 

Tangendo a lira em repetidos trenos,

Canto ao luar em devaneios plenos.

Minha canção apaixonada e mansa.

 

É que a lua foi sempre a minha amiga

Inspiradora e namorada antiga,

Desde os tempos longínquos de criança!

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“Um momento de arte e descanso, não faz mal ao corpo ou ao espírito exausto.

            Se o leitor não acha que ler poesia é perder tempo, leia um pouco estes versos.

            Ao contrário, desculpe, e passe adiante.

            De qualquer modo, queira aceitar os agradecimentos do autor.

 São Felix, Estado da Bahia, Julho de 1962.

Luiz Gonzaga Dias”

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sábado, 26 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: A Canção Acabou - Luiz Gonzaga Dias

 



                           A Canção Acabou

 

A canção acabou! Porém, a melodia

Anda bailando, ainda flutua no ar,

Como a nave que naufragou um dia,

Cujos destroços vogam pelo mar.

 

A canção terminou! Resta a harmonia,

Como saudade terna a soluçar,

Nas dobras da ilusão, o que tangia,

Os acordes finais do verbo amar.

 

Assemelhou-se a um dueto interrompido,

Cujas notas ficaram em resumo,

De quando em vez ressoando em meu ouvido.

 

Para que repeti-la? Esquece pois...

Já se extinguiu como um pouco de fumo.

 - A canção acabou para nós dois!


 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

 


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Em lugar de Prefácio

 

          Como um derivativo à luta diária, neste século agitado, nesta época de progresso vertiginoso, aqui estão alguns versos reunidos neste volume, poesias na sua maior parte, dispersas nas publicações brasileiras.

            Sentencia o Evangelho, que nem só de pão vive o homem, sendo, portanto, estes versos, assim como um oásis, no deserto febril da civilização, da política, da atividade multifária dos seres, na era do avião a jato, dos inventos nucleares e do perene choque de interesse dos homens.

            Um momento de arte e descanso, não faz mal ao corpo ou ao espírito exausto.

            Se o leitor não acha que ler poesia é perder tempo, leia um pouco estes versos.

            Ao contrário, desculpe, e passe adiante.

            De qualquer modo, queira aceitar os agradecimentos do autor.

 

                                                                                  São Felix, Estado da Bahia, Julho de 1962.

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quarta-feira, 23 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Luiz Gonzaga Dias - Máscara para Vencer na Vida

 


 

Máscara para vencer na vida

Luiz Gonzaga Dias

 

Usou-a no carnaval... Pleno sucesso,

Na vez primeira que ocultou a cara.

Máscara linda aquela – um adereço,

Para esconder da natureza a tara...

 

Folgou, fingiu ter qualidade rara,

E despertou admiração, apreço...

Então pensou usá-la sempre, para,

No social meio, conservar ingresso.

 

Nem previra o prestígio conseguido!

Buscado há tanto, a custo de canseira,

Achado quando já desiludido...

 

Tamanho êxito ganho na primeira

Vez, fê-lo seguir disposto, decidido,

A usar máscara pela vida inteira!

 

(IMAGEM MUTILADA)

Luiz Gonzaga Dias


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quarta-feira, 16 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Espiritualismo - Luiz G. Dias


Espiritualismo

Luiz Gonzaga Dias


 

Andar no mundo, errante atrás de um porto

Longínquo e falso como a fantasia,

É tentar reviver um sonho morto,

No cemitério atroz da nostalgia.

 

Pede a tua alma, resignação, conforto,

A calma estoica da filosofia,

Perdida a mágoa no caminho torto,

A existência é doce taça de ambrosia.

 

Liberta, pois, a natureza escrava,

Reconquista o espírito a paz precisa,

Da vida a marcha nada mais entrava.

 

Domando na alma a angústia que fulmina,

Hás de entender a perenal divisa:

- Só é feliz quem as paixões domina!

 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

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segunda-feira, 24 de maio de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: O Povo Esse Desconhecido - Luiz Gonzaga Dias



O POVO, ESSE DESCONHECIDO

 

É o povo, o indivíduo coletivo,

Alma versátil, corpo de gigante,

Que tem rugidos de leão cativo,

Ou servilismo torpe, repugnante.

 

Vezes heroico, humilde, bom, passivo,

Outras vezes feroz e flamejante.

Tendo gestos de escravos redivivo,

Tendo assomos fúria apavorante.

 

Nem bom, nem mau, vivendo da esperança,

De um mundo melhor, como a criança

Sempre no anelo de melhor brinquedo.

 

Gênio complexo que ninguém entende,

O povo que a própria liberdade vende,

Desperta pena, provocando medo...

 


(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: FIM DE ROMANCE – Luiz Gonzaga Dias



Fim de Romance

 

Ela voltou depois... Voltou mais linda,

Tal como torna a tentação do jogo;

Veio dentro da tarde quase finda

Tendo na boca carminada, um rogo.

 

Alma exaltada, coração em fogo

Mantive a força de vontade ainda.

De recusar o doce desafogo

Do cérebro que pedia a sua vinda.

 

Sopesei a tortura na renúncia,

Mas na recusa havia uma denúncia

Do suplicio maior chegar depois.

 

Ela entendeu também... Foi se afastando,

Deixando atrás um coração chorando...

Era tarde demais para nós dois!

 

Luiz Gonzaga Dias

( IMAGENS MUTILADAS )

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: História de Carnaval - Luiz Gonzaga Dias




História de Carnaval

Luiz Gonzaga Dias

 

O homem mau contou uma história estranha...

Disse que era Arlequim enganando Pierrot,

E que o beijo frio do lança-perfume

Tinha o aroma da sua Colombina.

 

O homem meu pulou, dançou o frevo,

Fez discursos extremistas no salão,

Das serpentinas fez uma gravata,

Bebeu uísque e confete misturados,

Serviu de crooner para o jazz tocar.

 

Deu viva à majestade do Rei Momo,

Clamou que era mau, que era valente,

E no trêfego rumor da batucada

Saiu sozinho pela madrugada,

Pelas ruas vivando o carnaval!

 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

 

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EM LUGAR DE PREFÁCIO

 


            Como um derivativo à luta diária, neste século agitado, nesta época de progresso vertiginoso, aqui estão alguns versos reunidos neste volume, poesias na sua maior parte, dispersas nas publicações brasileiras.

             Sentencia o Evangelho, que nem só de pão vive o homem, sendo, portanto, estes versos, assim como um oásis, no deserto febril da civilização, da política, da atividade multifária dos seres, na era do avião a jato, dos inventos nucleares e do perene choque de interesse dos homens.

          Um momento de arte e descanso, não faz mal ao corpo ou ao espírito exausto.

             Se o leitor não acha que ler poesia é perder tempo, leia um pouco estes versos.

           Ao contrário, desculpe e passe adiante.

             De qualquer modo, queira aceitar os agradecimentos do autor.

 

São Felix, Estado da Bahia, julho de 1962

Luiz Gonzaga Dias

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