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terça-feira, 9 de agosto de 2022

ITABUNA CENTENÁRIA PELA SUA SAÚDE: Medicamentos Não Encontrados em Farmácias

 


Medicamentos Não Encontrados em Farmácias:

 

01. Exercício físico é remédio.

02. Jejum é remédio

03. Comida natural é remédio.

04. Rir é remédio

05. Legumes são remédios.

06. Sono é remédio.

07. Luz do sol é remédio.

08. Amar alguém é remédio.

09. Ser amado é remédio.

10. Gratidão é remédio.

11. Deixar de lado a ofensa é remédio.

12. Meditação é remédio.

13. Ler e estudar a Palavra de Deus é remédio.

14. Cantar e louvar a Deus é remédio.

15. Comer bem e na hora certa é remédio.

16. Pensar direito e pensar bem com o estado de espírito certo é remédio.

17. Confiar e acreditar em Deus é remédio.

18. Bons amigos são remédios.

19. Ser perdoado e perdoar aos outros é remédio.

 

Utilizando esses medicamentos suficientemente, raramente precisará dos remédios de farmácia.

 

(Autor desconhecido)

* * *

quinta-feira, 23 de junho de 2022

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Pássaro Gentil, por Paulo Bezerra



PÁSSARO GENTIL

Paulo Bezerra

 

 

Pássaro gentil

alegre e buliçoso

a ânsia da vida te trouxe

pra dentro de minha varanda.


Voas e voas e pousas

brindando as samambaias

beijando os antúrios

e me alegrando a vida.

 

Chegaste como um sopro

um alento, um recado da vida

 dizendo que está aí

e precisa ser vivida. Revivo.

 

Encheste meu peito de paz.

Trouxeste a esperança que alenta,

espalhada sobre as asas.

Lembro que amo, e amo, e amo

 e me alegro muito.

 

Voas e vais.

 

Meu bem ficou aqui,

dormindo entre as plantas.

O peito, agora, é fonte e jorra

embalado pelo tenor de Pavarotti.

 

--------------

PAULO BEZERRA – Juiz do Trabalho da 19ª Região – AL

Presidente da JCJ de União dos Palmares – AL

Poemas escritos em União dos Palmares

Dedicatória:

A meu filho Moacir, pedaço maior de minha sensibilidade.

A todos aqueles que têm, como eu, no peito, um pouco de sentir.

* * *


 

sábado, 1 de janeiro de 2022

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: A Xícara de Café



 A xícara de café

 

"Tu vais andando com a tua xícara de café...

E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado.

- Por que tu derramaste o café?

- Porque alguém me empurrou!

- Resposta errada! Derramaste o café porque tu tinhas café na xícara. Se tu tivesses chá terias derramado chá.

O que tiveres na xícara é o que vai se derramar.

Portanto...

Quando a vida te sacodir o que tiveres dentro de ti vais derramar.

Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior.

Sempre sai a verdade à luz.

Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha xícara?

Quando a vida ficar difícil... O que eu vou derramar?

Alegria... Agradecimento... Paz... Bondade... Humildade?

Ou raiva... Amargura... Palavras ou reações duras?

Tu escolhes!

Agora... Trabalha em encher a tua xícara com gratidão... Perdão... Alegria... Palavras positivas e amáveis... Generosidade... E amor para os outros.

Do que estiver na tua xícara, tu és o responsável.

E olha que a vida sacode.

Às vezes sacode forte.

Sacode mais vezes do que podemos imaginar..."

..............

Você é o responsável pelo que tem em sua xícara. O que há nela hoje? Você tem oportunidade de colocar nela o que quiser. A escolha é sua!

Que no ano que está para chegar, nossas xícaras estejam repletas de bons sentimentos, muita fé, esperança, caridade, saúde, e de amor a Deus.

Que a Providência Divina seja nossa companhia inseparável em todo ano de 2022.

Feliz Ano Novo!

 ..............

(Recebi via Whatsapp. Autoria não mencionada) 

* * *

domingo, 20 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Domadora do Oceano - Moacir Gomes de Almeida



 
Domadora do Oceano

 Moacir Gomes

 

Eis a teus pés o oceano... É teu o oceano!

Deusa do mar, teu vulto aclara os mares,

Esguio como um cíato romano,

Nervoso, como a chama dos altares...

 

A alma das vagas, no ímpeto vesano,

Ajoelha ante os teus olhos estelares...

Eis a teus pés o oceano... É teu o oceano!

Cobre-se do verde sol dos teus olhares!

 

Sou o oceano... És a aurora! Eis-me de joelhos,

Ainda ferido nos tufões adversos

Lacerado em relâmpagos vermelhos!

 

Sou teu, divina! E, em meus gritos medonhos,

Lanço a teus pés a espuma de meus versos

E as pérolas de fogo de meus sonhos!

 

MOACIR GOMES DE ALMEIDAPatrono na Academia Belo-Horizontina de Letras (Cadeira de número 40) e da Academia Carioca de Letras (Cadeira de número 40), nasceu no Rio de Janeiro em 22/04/1902 e aí faleceu em 30/04/1925, deixou um famoso livro de poesias que intitulou Gritos Bárbaros, editado em 1925, que é um dos mais interessantes livros da moderna geração de poetas brasileiros. Pelo apuro da forma é um parnasiano e pela maneira de tratar os temas foi um condoreiro. Outras produções poéticas esparsas foram coligidas e editadas, juntamente com Gritos Bárbaros, sob o título de Poesias Completas por seu irmão (também poeta) Pádua de Almeida.

* * *

quarta-feira, 16 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Espiritualismo - Luiz G. Dias


Espiritualismo

Luiz Gonzaga Dias


 

Andar no mundo, errante atrás de um porto

Longínquo e falso como a fantasia,

É tentar reviver um sonho morto,

No cemitério atroz da nostalgia.

 

Pede a tua alma, resignação, conforto,

A calma estoica da filosofia,

Perdida a mágoa no caminho torto,

A existência é doce taça de ambrosia.

 

Liberta, pois, a natureza escrava,

Reconquista o espírito a paz precisa,

Da vida a marcha nada mais entrava.

 

Domando na alma a angústia que fulmina,

Hás de entender a perenal divisa:

- Só é feliz quem as paixões domina!

 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

* * *

terça-feira, 15 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO - Desfazendo Mitos


                     Vamos desfazer alguns mitos:


 

O amor não ilumina o seu caminho.

O nome disso é poste.

 

O amor não é aquilo que supera barreiras.

O nome disso é gol de falta.

 

O amor não traça o seu destino.

O nome disso é GPS.

 

O amor não te dá forças para superar os obstáculos.

O nome disso é tração nas quatro rodas.

 

O amor não mostra o que realmente existe dentro de você.

O nome disso é endoscopia. (rolei de rir!)

 

O amor não atrai os opostos.

O nome disso é imã.

 

O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego.

O nome disso é asma.

 

O amor não é aquilo que te faz perder o foco.

O nome disso é miopia.

 

O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama.

Isso é insônia. (PQP!)

 

O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. 

O nome disso é dinheiro.

 

O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura.

O nome disso é esquecer a toalha molhada.  

 

O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender.

*O nome disso é vodca.

 

O amor não faz você passar horas conversando no telefone.

O nome disso é promoção da Tim, Oi, Vivo ou Claro

 

O amor não te dá água na boca.

O nome disso é bebedouro.

 

Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim.

Isso é férias.

 

O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar.

O nome disso é empregada nova.

 

O amor não é aquilo que gruda em você, mas quando vai embora arranca lágrimas.

O nome disso é cera quente.

 

 

(Recebi via Whats. Autoria não mencionada)

* * *

                              

quarta-feira, 3 de março de 2021

ITABUNA CENTENARIA SORRINDO: Tragédias de antigamente

 


Tragédias de Antigamente:

 

 

 1. Quando as fichas acabavam no meio da ligação feita do orelhão.

 

2. A agulha riscava o LP bem na melhor música.

 

3. Você datilografava errado a última palavra da página.

 

4. E não tinha fita corretiva de máquina de escrever pra consertar.

 

5. A fita do Atari não funcionava nem depois de você assoprar.

 

6. O locutor falava as horas ou soltava uma vinheta BEM NO MEIO DA MÚSICA que você tinha passado horas esperando pra gravar na fita K7.

 

7. E depois o toca-fitas mastigava a fita K7.

 

8. O locutor não falava o nome da música quando ela terminava.

 

9. E você ficava anos sem saber quem cantava ou como chamava aquela música que você tinha amado.

 

10. Alguém fumava dentro do ônibus.

 

11. Você tinha que pagar multa por devolver a fita de vídeo VHS pra locadora sem rebobinar.

 

12. O Ki-suco vazava da garrafinha da sua lancheira.

 

13. E molhava seu pedaço de pão com patê.

 

14. Você tirava as letras das músicas em inglês tudo errado.

 

15. E depois descobria, no folheto da Fisk, que estava tudo errado mesmo.

 

16. Mas já era tarde, pois você já tinha decorado errado (e canta errado até hoje).

 

17. Você arranhava com todo cuidado, mas quando levantava o papel via que o bichinho do decalque do Ploc tinha saído sem uma perninha.

 

18. A televisão resolvia sair do ar no dia do último capítulo da novela.

 

19. E seu pai tinha que subir no telhado para mexer na antena.

 

20. E ele gritava lá de cima “melhorou?”

 

21. E você, embaixo, avisava: “melhorou o 5, o 7 e o 9. Piorou o 4, o 11 e o 13”.

 

22. E nunca todos os canais ficavam bons ao mesmo tempo.

 

23. Chegar à padaria e lembrar que você tinha esquecido o “casco” do refrigerante.

 

24. Você descobria que todas as 36 fotos do seu aniversário tinham ficado desfocadas.

 

25. E algumas tinham queimado, porque o rebobinador da câmera estava meio enguiçado.

 

26. Quando sobrava só o lápis branco da caixa de 36 cores.

 

27. Você pensava que ia morrer por ter engolido uma bala Soft.

 

 

Nossa vida era assim.

E nem faz tanto tempo (40 a 50 anos),

mas nossos filhos nem têm ideia do que significa tudo isso.

 

(Autor não mencionado)

* * *

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: VELHO TEMA – Vicente de Carvalho


 

Velho Tema

 

Só a leve esperança, em toda a vida,

Disfarça a pena de viver, mais nada;

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda.


O eterno sonho da alma desterrada

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.


Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,


Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos.



VICENTE DE CARVALHO

(Poemas e Canções)

..............


VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO, um dos mais primorosos poetas parnasianos brasileiros, autor de Poemas e Canções (1909), Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902) e de várias obras em prosa, nasceu em Santos em 05-04-1866 e faleceu em São Paulo em 22-04-1924. Colocam-no de par com a consagrada tríade parnasiana: Olavo Bilac, Raimundo Corrêa e Alberto de Oliveira. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras, onde sucedeu a Arthur Azevedo na cadeira nº 29, que tem por patrono Martins Pena.

                                                                                                                   JOSÉ SCHIAVO


* * *

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: A Viagem de Trem

 


A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso, porém, não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise. Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos nos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor. Lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos, e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza...

Mas me agarro à esperança de que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza de que, de alguma forma, eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranquila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

 

(Autor não mencionado)

* * *

sábado, 9 de janeiro de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Ismália - Alphonsus de Guimarães



                                   
Ismália 

Alphonsus de Guimaraens

 

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

 

Ligue o vídeo abaixo:



................

 

Alphonsus de Guimaraens, pseudônimo de Afonso Henrique da Costa Guimarães (Ouro Preto24 de julho de 1870 – Mariana15 de julho de 1921), foi um escritor brasileiro.[1]

A poesia de Alphonsus de Guimaraens é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica. Seus sonetos apresentam uma estrutura clássica e são profundamente religiosos e sensíveis, a medida em que explora o sentido da morte, do amor impossível, da solidão e da inadaptação ao mundo.

Contudo, o tom místico imprime em sua obra um sentimento de aceitação e resignação diante da própria vida, dos sofrimentos e dores. Outra característica marcante de sua obra é a utilização da espiritualidade em relação à figura feminina, que é considerada um anjo, ou um ser celestial. Alphonsus de Guimaraens é simultaneamente neo-romântico e simbolista.

Sua obra, predominantemente poética, consagrou-o como um dos principais autores simbolistas do Brasil.[2] Traduziu também poetas como Stéphane Mallarmé, em referência à cidade em que passou parte de sua vida, é também chamado de "o solitário de Mariana", a sua "torre de marfim do Simbolismo".

Sua poesia é quase toda voltada para o tema da morte da mulher amada. Embora preferisse o verso decassílabo, chegou a explorar outras métricas, particularmente a redondilha maior (terminado em sete sílabas métricas).

(Wikipédia)

* * * 

domingo, 15 de novembro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Verso Delirante - Bernardo Linhares



Verso Delirante

Bernardo Linhares 



                                                  Psique no vento... Hipnose... 

Rastro da cauda do cometa, 

trajando gala a lua cose 

a fantasia do planeta. 


Sol que emoldura a apoteose, 

dândi no espelho do profeta, 

qual paranoia em neurose, 

delírio é pena de poeta. 


Delineando em overdose, 

poeta rima com caneta 

 quando no verso há simbiose. 


E o soneto se completa 

como se fosse a borboleta 

que no casulo se diz pétala. 

 

Bernardo Linhares

* * *

domingo, 18 de outubro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Adormecida – Castro Alves


Adormecida

(Castro Alves)



Uma noite, eu me lembro, ela dormia

Numa rede encostada molemente...

Quase aberto o roupão, solto o cabelo

E o pé descalço no tapete rente.

 

Estava aberta a janela. Um cheiro agreste

Exalavam as silvas da campina,

E ao longe, num pedaço do horizonte,

Via-se a noite plácida e divina.

 

De um jasmineiro os galhos encurvados,

Indiscretos entravam pela sala,

E, de leve oscilando ao tom das auras,

Iam na face trêmulos – beijá-la.

 

Era um quadro celeste!... A cada afago

Mesmo em sonhos a moça estremecia...

Quando ela serenava, a flor beijava-a,

Quando ela ia beijá-la, a flor fugia...

 

Dir-se-ia que naquele doce instante

Brincavam duas cândidas crianças...

A brisa, que agitava as folhas verdes,

Fazia-lhe ondear as negras tranças!

 

E o ramo ora chegava, ora afastava-se,

Mas quando a via despertada a meio,

Pra não zangá-la sacudia alegre

Uma chuva de pérolas no seio.

 

Eu, fitando esta cena, repetia

Naquela noite lânguida e sentida:

“Ó flor! – tu és a virgem das campinas!

Virgem! – tu és a flor da minha vida!...”

 

                                        S. Paulo, novembro de 1868


* * * 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO: Piadas



Piadas

 

Mãe: - Sofia, lave bem as mãos, os pés, o pescoço e as orelhas, pois amanhã a diretora vai visitar a escola.

Sofia: - Sim, mamãe, já lavei tudo.

Mãe: - Como assim, filhinha, tão rápido?

Sofia: - Sim, mamãe, é que lavei só do lado que passa a diretora.

..........

Na delegacia:

- Chefe, o preso fugiu.

- Como foi possível? Você não vigiou todas as saídas, como recomendei?

- Sim, mas ele saiu pela entrada.

..........

Um rico estava tentando explicar para um pobre o que é ladrão quando, a certa altura da conversa, diz:

- Para você entender melhor o que estou explicando, digamos, por exemplo, que eu meta a mão no seu bolso e tire daí uma nota de 100 reais. O que sou?

- Só pode ser mágico, uai!

..........

- Cumpadre, te dô essa penca de banana se ocê adivinhar quantas tem nesta dúzia.

- Ah, cumpadre! Assim fica difícil, só contando, né?

- Bão, se contar até eu acerto...

..........

A mulher fala com o marido que está deitado no sofá:

- Por que você não procura um serviço? O trabalho nunca matou ninguém...

- Eu sei, querida, só que eu não quero ser a primeira vítima...

..........

Um ônibus estava no seu ponto final, em uma ladeira, quando, para alívio de 60 passageiros apertados e impacientes, ele partiu ladeira abaixo. Um homem de certa idade começou a seguir o ônibus desesperadamente.

 Um bêbado que estava no ônibus viu a cena e gritou:

- Esquece, amigo! Você não vai conseguir alcançar a gente, nunca!

E o senhor ofegante:

- Eu não posso desistir! Sou o motorista!

..........

- João, o meu relógio caiu no chão e parou.

- E daí? Você queria que ele saísse andando pelo quarto?

..........

No bar:

- Você sabia que o Chicão morreu de piada?

- Mas como? Piada não mata ninguém.

- Ah é! É porque você não viu o peso da pia que tinha mais ou menos 50 quilos e que caiu em cima dele.

..........

Vendo um homem uniformizado, um bêbado pediu:

- Quer me chamar um táxi?

- Não sou porteiro – retrucou o homem -, sou almirante.

- Então chame um navio para me levar em casa.

..........

O pescador metido a esperto usava a aba do chapéu de palha virada para trás. Um outro viu e, curioso, perguntou por que ele usava o chapéu assim. E ele respondeu: Para os peixes pensarem que eu estou indo embora!

 

Fonte:

FOLHINHA DO CORAÇÃO DE Jesus 2018 

* * *