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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

CARTA CIDADÃO – Agenilda Palmeira


A liberdade é o mais rico patrimônio de um povo. Nem sempre nos damos conta disso. A liberdade é como a saúde só a valorizamos quando a perdemos. A campanha eleitoral do próximo ano que extraoficialmente está nas ruas, é mais um passo importante na caminhada do Brasil rumo ao futuro. Mas o que é futuro? Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgado dia 25/9 mostrou que a lei Maria da Penha não diminuiu a taxa de mortalidade das mulheres por agressão no Brasil. O levantamento revela que a proporção de feminicídio por 100 mil mulheres em 2011 (5,43) superou o patamar em 2001 (5,41). A lei de agosto de 2006 criou uma série de medidas de proteção e tornou mais rigorosa a punição contra a violência doméstica. É assustador o IPEA estima que no período de 2001 a 2011 ocorreu mais de cinquenta mil feminicídios no Brasil.

Quanto mais as “práticas democráticas” ocorrem, mas os cidadãos se aperfeiçoam nas mesmas. A construção de uma boa política é, sobretudo zelar pela segurança do cidadão e da cidadã. É o Estado oportunando a proteção a mulher de forma coesa e determinando leis, leis e mulheres continuam sendo mortas e muitas dessas mortes tiveram Boletim de Ocorrência e mesmo assim o poder público não apura, não age é como o faz de conta. Que país do futuro é esse que silencie ou até desconhece os feminicídios que estão aí registrados?

A educação pela primeira vez em quinze anos, a taxa de analfabetismo de brasileiros com idade de quinze anos ou mais aumentou no país. Esse aumento adiciona- se a outros indicadores-índice de analfabetos funcionais, falta de trabalhadores qualificados, queda de produtividade.

Rui Barbosa quando foi candidato a Presidência da República no início do século passado já reclamava do elevado número de analfabetos existente. Fique esperto, cidadão. Se você deixar alguém lhe dizer o que fazer o tempo inteiro, da hora de acordar à hora de dormir. Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil não está sendo ‘o país das maravilhas” vemos um congresso falido, a inoperância do governo, o desarranjo da infraestrutura, e há outros fatores alguns crônicos como a escola que não ensina, os hospitais à deriva, a polícia que não polícia, a justiça que não faz justiça.

Fomos ensinados a aceitar docilmente a corrupção. No período da primeira república, coagido pelos coronéis ou em troca de favores, os eleitores brasileiros abriram mão do direito de escolher nossos representantes. Nossa memória política ainda guarda traumas do voto de cabresto. O embrião da corrupção é concebido durante as campanhas eleitorais, quando o voto é muitas vezes trocado por um pacote de alimentos ou por material de construção. Não é, pois, de se estranhar que políticos que compram o voto de seus eleitores ajam a favor de seus próprios interesses. Protegidos em nossos lares, nos indignamos com as notícias que trazem à tona, mensalões, dossiês dos aloprados e outros escândalos da mesma espécie. Mas continuamos em nossa zona de conforto, Acostumados a pensar em política somente em época de campanha eleitoral.

Chamamos os políticos de corruptos, mas, ao mesmo tempo, estabelecemos um pacto silencioso com a corrupção do nosso dia a dia. Por ser tão difundida na nossa sociedade é impossível combatê-la. Assim, a toleramos das formas mais simples, como ocupar uma vaga no estacionamento destinada ao idoso, burlar uma regra do trânsito porque “ninguém está olhando.”

A solução para a problemática corrupção não se limita a aceitar que ela é um câncer espalhado por nosso sistema e um traço de nossos políticos. Necessitamos combatê-la, fiscalizando, cobrando, protestando é preciso usar a visão pois esta, determina a atitude e atitude é ação.

Dia cinco de outubro a Constituição Federal faz vinte e cinco anos de sua promulgação. É necessário que todos colaborem para o exercício da cidadania isso é possível, pois democracia depende de instituições que imponham a subordinação aos governantes à vontade do povo que o elegeu. A representação popular, ao contrário do que se possa pensar, não delega a determinadas pessoas o poder de interpretar os votos ou às aspirações da coletividade, mas o de ser a sua vontade e a sua voz. É uma garantia de nossa carta cidadã.


Sobre o autor:
Agenilda Palmeira
Professora e Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL). Itabuna – Bahia.
E-Mail: nildinh@hotmail.com


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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

APRENDENDO COM OS LÍRIOS – Agenilda Palmeira

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Aprendendo com os lírios


Não pretendo aqui competir com o grandioso Érico Veríssimo na sua obra Olhai os Lírios do Campo, a minha humilde intenção é como ele, beber da fonte original o último discurso de Jesus que ficou conhecido como o sermão do monte. Na condição de um Mestre por Excelência ministrou suas preciosas lições. Ele não procedeu como um teólogo, dogmático ou filósofo, mas como Mestre por Excelência.

Sua linguagem era acessível e atualizada, como se vê no nosso texto: “Olhai para os lírios do campo como eles crescem.” Os olhos são as janelas que nos põem em contato com o mundo. Estima-se que oitenta por cento de tudo que nosso cérebro armazena é acumulado através da visão. Do alto da montanha, onde se achava como observador da natureza, podia descortinar e apreciar a planície com seus lírios formosos e para eles chamarem a atenção dos seus ouvintes.

Olhai, observai atentamente, e numa reflexão demorada sobre a vida dessa planta encontraremos o remédio, a cura, para nossas ansiedades (ansiedade quer dizer estrangulamento) e preocupações que nos acabrunham na luta de cada dia.

Se as próprias pedras do reino mineral chamam e despertam a consciência humana, os lírios que são de um reino onde a vida se distingue com sinais mais claros, oferecem para quem tem olhos para ver, lições objetivas para as quais devemos atentar bem.

“Olhai como crescem” no seu crescimento, na sua forma bela e atraente, na sua utilidade os lírios falam algumas verdades:

1. A sua naturalidade e simplicidade encantadoras, trabalham, mas sem angústia. A atividade que desenvolvem e sem inquietação. Os que andam inquietos e preocupados com a maneira de se apresentarem na sociedade, com a solução rápida de seus problemas, olhem para a sua simplicidade, para a sua vida sem artifícios, sem afetação, sem pressa. A natureza não procede por saltos bruscos há na vida dessa planta uma exemplificação dessa verdade. Os dias hodiernos na vida complicada do nosso século neurótico em que muitos são dominados pela ambição de subir depressa, afastando-se do caminho reto do dever; A mídia noticia escândalos na administração pública, a cada momento, governantes que pregam inverdades, mascaram dados estatísticos, propagandas irreais.

O governo deve aprender a olhar os lírios. Não adianta se condoer com o passado, não adianta ansiedade, pois esta estrangula o amanhã que a Deus pertence. São bases populares que de um certo modo vão reafirmando verdades universais e irrevogáveis.

2. Crescem e tomam uma forma luxuriante e bela. “Nem Salomão com toda sua glória e magnificência, se vestiu como eles.” Que esplendor! E vivem no vale onde Jesus do alto os contemplou. Em qualquer esfera de atividade ou posição social, mesmo no vale ou nos lugares mais obscuros o cidadão pode ser um esteta, e exornar o seu caráter de qualidades finas e nobres virtudes. Os lírios crescem, e, além de se tornarem belos, espalham um perfume suave mesmo no charco e entre espinhos. Falam eles, por esse perfume que derramou ao redor de si, de uma vida que não se isola, de uma vida útil, altruísta, de bondade, que se distribui. Os lírios não vivem só para si, mas para perfumar o ambiente. A vida deve ser comunicativa em função da comunidade e do grupo e não do indivíduo apenas. O apóstolo Paulo preconiza este modo de viver quando diz: “ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é de outrem” ninguém vive só para si. O interesse social deve estar acima do interesse próprio.

3. Os lírios crescem até chegar ao ápice. Ai está a etmologia da palavra “auksano” chegar ao auge, atingir o fim supremo da vida. Não é outra a finalidade da vida humana, a maturidade plena.

O Mestre por Excelência nos desafia a examinar os lírios do campo e prontamente nos convida a olhar a vida do rei Salomão. A conclusão que chega o mestre foi espetacular a de que a nossa opção deve ser a do modelo dos lírios e não a maneira grandiosa do rei! Viver o estilo de Jesus. E recomeçar na manjedoura, viajar em jumentinho, optar pelo jardim, assumir a cruz como norma e conduta, um jeito de amar e construir a pacificação.

O mundo hodierno espera de nós três palavras expressivas: receber, crescer e dar. Esta é a lição dos lírios.
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Agenilda Palmeira
Professora e Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).
Itabuna – Bahia.
E-Mail: nildinh@hotmail.com


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segunda-feira, 17 de julho de 2017

DOUTORA ANGÉLICA - Por Agenilda Palmeira

Doutora Angélica


                Mulher de ânimo, e faz dele o ativador do seu ser. Pessoa influente escolhe a felicidade e não a melancolia; a alegria, e não a tristeza; o otimismo, e não o pessimismo – e leva os outros a fazer o mesmo.

                Angélica acredita no poder da unidade – não apenas no número, mas na força que este tem. Ela crê que uma ideia ou um momento podem ser poderosos. Ela tem um potencial dado por Deus para influenciar e impactar os outros, para moldar o futuro de muitos, para mudar muitas vidas e para fazer a diferença em termos eternos.

                Apresenta mosaicos da vida de uma pessoa de aparência fisicamente, frágil, cujo interior agigantou-se de tal modo, tornando-a uma supermulher: bonita, autêntica, dinâmica, intelectual, alegre, disponível, trabalhadora incansável, obediente aos seus preceitos, sempre disposta a erguer o estandarte da fé inabalável.

                Com o seu amado Dr. Vercil é um casal vinte. Redatora da coluna social do jornal Direitos. Na advocacia pronta a ouvir e orientar quem ali busca o seu profissionalismo. Sempre preocupada em fazer do seu exercício o instrumento do bem estar coletivo. A doutora sempre lembra que o cidadão ou cidadã devem compreender que remédios amargos são produtivos. Mesmo que haja situações embaraçosas são evidentes saber enfrentá-las.

                Ela expressa suas ideias de modo a se fazer entender. Angélica investe no horizonte relacional que se descortina na geografia existencial moderna. Diz Saint Exupéry: “são os caminhos invisíveis do amor que liberta o homem”. Portanto na aproximação e na troca afetuosa de seres e saberes que libertamos e somos libertados pela força invisível do amor salvador.  Doutora Angélica, você trabalha na missão sagrada de amorizar o mundo.

 


Agenilda Palmeira
é professora e 
membro da  Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

ATIRE A PEDRA – Agenilda Palmeira


Atire a Pedra


As redes sociais e a imprensa veicularam o linchamento de uma senhora no Guarujá(SP), informações desencontradas levaram uma turba a cometer uma atrocidade em plena metade da segunda década do século XXI. Não vamos aqui, caro leitor, especular a novidade do fato, pois não o há. Na Palestina, há mais de dois mil anos, uma mulher foi pega em flagrante adultério – para tanto, imagina-se que foi posta para fora, completamente despida. E todos sem exceção aguardavam a ordem para o apedrejamento. Na realidade o que se ouviu não foi uma ordem sumária de execução, mas o estabelecimento de critérios, “quem for isento de pecado, que atire a primeira pedra” e a execução foi cancelada.

Entretanto, Fabiane Maria de Jesus, não teve a mesma sorte. A justiça foi feita, mesmo que com as próprias mãos. Mas por que faltou bom senso em uma tragédia desta? Ela foi injustamente acusada de bruxaria, sequestro, infanticídio e os boatos garantiram a “legítima defesa coletiva”, pois os agressores usaram o argumento de que fizeram tal barbárie para proteger as crianças. Agora fala-se em arrependimento. Voltamos aqui ao texto Pedrinhas, rolezinhos e Revolução Francesa. No Guarujá foi feito um rolezinho e o divertimento era trucidar uma senhora, mãe de dois filhos. É o fenômeno das multidões, já não vimos tal situação no futebol? O fato é que o linchamento é covarde pois garante o anonimato.

Se juridicamente, o Estado não agir de forma rápida, estas cenas tendem a se repetir, é preciso que medidas sejam tomadas para que o monopólio da justiça volte às mãos do Estado É fato que o Estado ainda apresenta uma conta deficitária saúde, moradia, cultura, justiça e principalmente educação de qualidade que aliada a cultura promove uma vida pensante. A educação pode até estar massificada mas sua qualidade ainda é muito baixa. O resultado é que os equipamentos culturais da grande maioria populacional, não promovem uma reflexão sobre a notícia e para tanto; informação pura e simples, fica refém do achismo e o “eu acho que é ela” ganha força. .

Um linchamento nos leva a refletir sobre a ausência do Estado. Gradativamente, o poder político afastou-se das comunidades carentes, fazendo surgir zonas de exclusão e essas lacunas sociais se agravaram nas décadas de oitenta e noventa promovendo o surgimento de Estados embrionários como o narcotráfico e as milícias, que promovem justiciamento à margem do Estado Democrático de Direito. Assim, qualquer um pode cair nas mãos dos justiceiros, mas na prática a teoria é outra e as pessoas mais pobres são e estão mais vulneráveis por conta da lacuna da legalidade, pelo fato do braço estatal que as comunidades carentes conhecem é a polícia. Como se vê a violência não é só um caso de polícia. É sobretudo de política social. Não há uma fórmula capaz de, por si, assegurar a convivência pacífica entre as pessoas. Mas é certo que sem justiça social, sem ações contra o fosso social e sem investimentos em áreas básicas como educação e saúde, persistirá o quadro de desigualdades, insegurança e medo que marca o cotidiano e a realidade de todos nós.

Os políticos prometem proteger os princípios constitucionais. Atribuir culpa as esferas Estadual. Federal, Municipal é pura generalização. O fato de o tecido social está gangrenado pela corrupção, a educação que promove uma ética estimuladora de cidadania e que o caldeirão da ignorância não entorne na forma de violência como vimos. Os justiceiros surgem por conta da anomia e da impunidade, que os tornam pessoas acima das leis e das autoridades. Temo tal cenário, pois esta sociedade doente pode legitimar um regime autoritário que se julgue capaz de por ordem na bagunça.

O que não seria necessário pois o império das leis (Estado Democrático de Direito) tem remédios constitucionais como o habeas corpus que protegem o indivíduo dos abusos estatais. Não nos falta justiça. Falta juízo e isto quem pode nos dar é a educação. Ela deve ser prioridade porque é um fator que contribui para o desenvolvimento do país. Essa é em geral a ideia dos que defendem a revolução pela educação. Mas a instrução universal, por si, não produz toda a mudança social no sentido de
mocrático. Antes, é a mudança social profunda que permite chegar a uma verdadeira instrução para todos. Se a sociedade é a morada do homem, a educação é alicerce e teto dessa construção.

Agenilda Palmeira, professora

Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) Itabuna – Bahia.

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

DIREITO E ÉTICA UMA DELICADA EQUAÇÃO – Agenilda Palmeira

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Direito e Ética, uma delicada equação


          Com o atual cenário político-social que vivemos percebe-se que o estudo e aplicação de normas éticas se fazem cada vez mais frequentes e necessárias no desenvolvimento do país. Assim como o lápis e sua natureza escrever, a única obrigação do homem é ser virtuoso, então para construir uma sociedade sadia ele depende das relações com os seus semelhantes e por isso deve valorizá-las e deve agir de modo preservá-las. Portanto conclui-se que é obrigação moral de cada indivíduo, como unidade formadora de um todo, ter atitudes civilizadas e corretas.

          Para que possamos sustentar, portanto, essa inerente coletividade de forma civilizada é necessário que sigamos uma série de normas a que chamamos de ética. Esta se refere, em grego, à busca de uma boa maneira de ser, ou à sabedoria da ação. Romper com ela significa cometer atos de incivilidade ou até infrações à lei.

          Há uma certa confusão entre “eu quero”, “eu posso”, “eu devo”, “eu tenho direito”. Querer, para começar, não é poder, o que traz limitações impositivas. Em algum momento da vida. Isso ocorre quando a autoridade externa e a existência de outros se fazem presentes. Posso querer não só o que é de meu direito como também não é. Infere, portanto que, nem sempre tenho que querer tudo que tenho direito.

          Penso logo existo. Se existo onde está o equilíbrio? Quando ocupo assento reservado a portadores de necessidades especiais, a grávidas e idosos, estou usando uma ferramenta que a sociedade criou com o objetivo de beneficiar pessoas em situação de fragilidade para o meu próprio e exclusivo benefício. Em poucas palavras, estamos, individualmente, aproveitando-nos de um recurso em detrimento do comunitário, desrespeitando, assim, o nosso semelhante. Isso é antiético. Porque a ética é um princípio do estar-junto relação com “o que se passa” a ética nas relações sociais.

          É fácil condenar os outros, indignar- se, quando eles cometem infrações. Difícil reconhecer nossos próprios “pequenos delitos” no dia a dia, o que dizer? E agora José? A festa acabou... aqueles para os quais sempre temos uma justificativa na ponta da língua e dos quais temos pouca consciência. Assim, por exemplo, pode uma placa de trânsito dizer que a velocidade é de 100 km/h e o motorista estar com 120 km/h? Portanto uma infração deve ser punida. Mas agora: Pensemos juntos. Notamos um desligamento da noção de direito da ideia de luta. Fica a impressão de que, se eu tenho direito, alguma entidade deve me garantir o acesso a ele.

          Enquanto criança, a família necessita cumprir a promessa de direito à proteção e à educação, para permitir ao futuro adulto, que ele viva por sua conta e risco. Mesmo os pais esforçando- se, nada garante que todos os filhos usufruirão igualmente do que lhe foi ofertado, lembrando-se a própria natureza determina uma certa desigualdade até diante de direitos.

          E isso o que reflito, parece haver uma incompreensão frente à noção de direito provocando um mal-estar. Tenho o direito de chegar atrasada e de faltar a compromissos, mas os outros não têm dever de apreciar e apoiar o que faço. Ter direito não é nenhuma via real para o exercício da justiça. Atente bem: pode uma pessoa matar outra por motivo fútil e ser condenada com uma pena irrisória? Uma placa de trânsito dizer que a velocidade permitida é de 80 km/h. Pena que o congestionamento não me deixa andar... A lei faculta, os estatutos preveem, mas a realidade nem sempre ajuda. E não adianta reclamar. Então: direito e ética o quê é e o como fazer? Educação e o voto esta é a solução...


Agenilda Palmeira, professora 
Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL)

E-Mail: nildinh@hotmail.com

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

TEMAS QUENTES – Agenilda Palmeira

Temas quentes


Saber o que está acontecendo no mundo à sua volta e compreender como os fatos se inter relacionam no dia a dia é ideal para o sucesso de qualquer estudante que queira conquistar sua aprovação. O texto que você tem em mãos é para isso. Facilitar sua vida na busca por informações importantes em sua preparação para o ENEM ou concurso público. Há uma abrangente cobertura sobre os assuntos que poderão ser cobrados sejam na proposta de redações, seja nas questões específicas. Seja qual for a área do conhecimento economia, esporte, educação, ciência, política internacional, ciência e tecnologia, meio ambiente e principalmente nas provas de atualidades. Mas a área destacada aqui são os movimentos de rua deflagrados na segunda metade do mês de junho em todo o Brasil.

Há 233 anos qualquer semelhança com as manchetes dos jornais brasileiros das últimas semanas não seria mera coincidência. Uma revolta popular conhecida como revolta do vintém acontecida no Rio de Janeiro no final de 1879 e no começo de 1880, iníciou,quando houve um imposto de vinte réis sobre todos os passageiros que usavam os bondes puxados a mula na cidade. Os manifestantes se reuniram diante do palácio de São Cristóvão. O imperador Dom Pedro II queria ser conciliador, mas a polícia não provou ser capaz de conter a multidão furiosa no largo de São Francisco, o ponto inicial e final das linhas de bonde, a polícia chamou o Exército, e mais de uma dúzia de manifestantes foram mortos e feridos quando abriram fogo. A revolta popular em São Paulo de 2013 começou como um movimento de protesto contra o aumento das tarifas de transporte público e a Polícia Militar agiu com violência. A revolta do vintém terminou tão rápido quanto tinha começado, quando o imposto de vinte réis foi retirado.

Mas ela chocou o regime imperial, cerca de nove anos mais tarde, o imperador seria substituído por um governo republicano. O fato histórico não se repete sua característica é a singularidade. Ao elaborar as questões as organizadoras dos certames libertam os assuntos do academicismo e os analisam, imersos no cotidiano das pessoas, estimulando o concursando agora a mergulhar em cada área do conhecimento e extraírem o máximo possível. Razão pela qual a CESPE costuma cobrar as diferenças dos protestos de hoje em relação ao do passado. O povo foi às ruas cobrando seus direitos. É possível que se cobre o que há de diferentes entre os protestos.

Em sessenta e oito o povo pedia o fim do governo militar. Hoje pede o fim da corrupção. Temas como classe política e sua atuação depois dos protestos. Oriento-os:a tendência é que a classe política futuramente terá menos poder para governar e se voltará mais para a população. Na matemática a porcentagem deve ser bastante explorada bem como probabilidade, contagem e estatística. O Brasil vive hoje intenso momento histórico com os protestos que pipocaram em várias cidades. Entre os vários grupos de manifestantes.
Portanto a comparação entre protestos coletivos pode ser abordado em questões ou como tema de redação do ENEM ou nos concursos públicos. Em primeiro de março de 1964 o presidente João Goulart discursa na central do Brasil para aproximadamente cento e cinquenta mil pessoas. Anunciou reformas, como nacionalização das refinarias de petróleo, numa tentativa desesperada de conquistar apoio popular. Foi deposto por golpe militar. O cientista político professor Tadeu Monteiro afirma que a tendência das manifestações que tomaram as ruas brasileiras agora é diminuir, mas que isso não é definitivo.

Afinal, acredita ele, ficou uma lição para a classe política, apesar de estar começando a adormecer, o gigante (definição do povo brasileiro que ganhou as manchetes internacionais) pode acordar a qualquer momento. “o gigante não vai dormir de vez”.


Agenilda Palmeira, professora
Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

LER É PODER - Agenilda Palmeira

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Ler é Poder


           A leitura é talvez o meio mais importante para chegarmos ao conhecimento. Por isso é necessário aprender a ler, mas interessa mais ler em profundidade do que em quantidade. Não é a pergunta: Por que ler? Mas como ler.
            Dominique Mainguenlau, linguista Francês, propõe que os textos possuem, entre outras coisas, uma classificação pragmática (religiosos, políticos, literários, científicos...) e uma genérica (sermão, publicidade impressa, outdoor, reportagem, poema, ofício....), que ele chama respectivamente de “cena englobante” e “cena genérica”. Para cada tipologia textual há um “quadro cênico” que sustenta, em boa medida os processos de significação que dele derivam. Porque não lemos ciência do mesmo modo que ficção, nem lemos uma bula como lemos poemas nem publicidade, como ata e assim em diante.
            Mas além do quadro cênico – cena englobante e genérica, os textos constituem uma “cenografia” . Isto é são constituídos de elementos ( léxicos, estruturais sintáticas típicas, temas, imagens associadas etc.). Dos quais deriva sua cenografia. Os romances, exemplificando, podem ser contados de diversas formas: na forma de um conjunto de cartas trocadas entre aristocratas na França pré-revolução ( Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos), como um jagunço relatando a um interlocutor suas andanças (Grandes Sertões: Veredas, de Guimarães Rosa).
            É bom lembrar que nem todos os gêneros de discurso, elaboram cenografias específicas. Ao elaborar um texto a cenografia emerge, portanto, um tom, já que o processo de leitura de um texto constrói uma voz que se revela na enunciação, que a sustenta e a legitima, e não se restringe aos enunciados orais. A noção de Ethos discursivo, de Dominique é um modo de darmos conta dessa voz que subjaz a textos escritos. Há um laço indissociável entre o que é dito e como é dito. É por isso que o conteúdo dos enunciados e o modo de dizer são mutuamente dependentes e é a partir desta relação que um universo de sentido se constrói em um discurso.
            Por isso diz-se que o Ethos esta na ordem do mostrado e não do dito. A leitura dá sentido às coisas, ao mundo, a vida. Porque ela mobiliza, necessariamente, diversos tipos de saberes e um bom leitor – aquele que sonhamos formar em nossas salas de aula – deve ser capaz de lidar com essas múltiplas faces dos textos.
            Aproveitando a efervescência do momento tomemos como exemplo um português eleitoral. Vejamos a expressão “sociais-democratas” esta é forma usual, mas há quem diga que o plural pode mudar conforme a expressão assuma o papel de derivação imprópria ou conversão, isto é assumindo o papel de substantivo (os sociais-democratas fazem oposição ao governo), sendo adjetivo, somente o último elemento flexionará. Exemplo: São muitas as filosofias socialdemocratas.
            Qual seria o correto: eleições ou eleição? Usar o plural eleições em referência a um processo de votação de cargo público contém, implícita, a ideia de evento múltiplo e grandioso, envolvendo a definição de cargos distintos, como muitas urnas e sessões, muitos eleitores, mesários e representantes partidários, num processo que envolve dois turnos.
            Outra dúvida: abstenção é abstinência? Só numa acepção a palavra “abstenção” é sinônimo de abstinência: na ação de privar-se ou renunciar a algo. O uso mais frequente de abstinência é como restrição de comida, bebida ou sexo. Já abstenção é usada nesse sentido (de privação voluntária), e em particular no de recusa de integrar uma ação, como decisões, ausência de voto eleitoral.


Agenilda Palmeira,  professora  
Membro da Academia Grapiúna de Letras - AGRAL


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O QUE É MESMO EDUCAÇÃO? – Agenilda Palmeira

O que é mesmo Educação?

          Educação palavra feminina como  a terra que nossos pés  pisam. Educar vem do latim educere e significa também criar, nutrir, cultivar  ou seja, ações intimamente ligadas ao trato da terra e ao trato entre as pessoas.

          O mundo de  hoje  não é igual ao mundo de ontem, essa frase, repetida milhões de vezes, encontra na educação  a sua expressão mais acentuada. Os relacionamentos familiares de hoje parecem delegar  a responsabilidade de educar para a escola.  Seria prejudicial  para o nosso aluno. Alguns pais   têm dificuldade de educar seus filhos. E a escola tem um nome ligado a educação infantil, fundamental,   médio e  superior. Eles (os pais) pensam ser cômodo  entender que a escola é que educa e que as crianças  estão em um  “período de educar” outro quesito: ao mesmo tempo em que o pai quer dar o melhor para o filho, acaba dando uma coisa comum. É como se a gente colocasse o filho para andar de uniforme! Ademais, a maioria das escolas não  são preparadas  para isso. Para elas o aluno é um simples transeunte  curricular.  Os filhos são para sempre. E os danos e prejuízos, quem vai pagar com a  má educação dos filhos são os próprios pais.

          Devemos observar que a família é a matriz social, a mais importante agência socializadora que transfere para os filhos a herança biológica, psicológica, cultural e espiritual e está sob a responsabilidade direta dos pais e das mães.

          No livro de Içami Tiba Quem ama educa ele afirma que há  algo que os professores podem fazer para envolver os pais diretamente no processo e a isso  chama-se educação a seis mãos. Diz Içami: Se o pai  diz vinho e a mãe diz água o filho “dezanda” . É a mesma coisa se  a  família diz vinho e a escola diz água o aluno “dezanda” . É importante que as pessoas que estão ligadas à educação daquela criança tenha o que ele (Içami) chama de “coerência, constância e consequência”. Não adianta    o  professor jogar a bola para a família quando na escola ele também pode fazer alguma coisa. A repetição entre tarefas é muito tênue no espaço limítrofe mas no  centro as coisas não são muito claras. A escola tem de convocar a família toda  vez que a obrigação não está sendo cumprida. E provavelmente a família  deve  ir até  a escola para ver se tem alguma coisa que ela não está cumprindo. É a educação a seis mãos  feita à base do caminho e da razão, dos  pais, mães  e escola.

          A educação a seis  mãos faz correlação com  o início da  nossa crônica educar é criar, nutrir, cultivar ações intimamente ligadas a terra.  O homem é barro e sopro. O barro, que vem da terra,  e o sopro que vem de Deus. Ao primeiro compete a ciência que alimenta o corpo enquanto ao segundo compete a  arte que alimenta a  alma: o animal é dirigido pelas necessidades do corpo: não tem arte, o homem dirige o corpo com a alma. Nesse sentido há dois sentidos básicos e imprescindíveis a favor do bom relacionamento família e escola: a criação de grupos que implica o cultivo das relações  interpessoais e a educação da afetividade, e o aprender a conviver, que é fundamentado na resolução positiva dos conflitos. Hoje a educação acabou se convertendo em uma verdadeira  “batata quente” que  ninguém quer segurar o impasse entre pais e professores atingiu o seu clímax.

          O clichê da unanimidade. A solução para o Brasil é a educação. Mas que tipo de educação é a ideal? Educação depende da visão que temos sobre a praticidade da argumentação. Argumentar é defender ideais. E tanto a família quanto a escola não estão preparadas para este procedimento. Segundo Rorty “educar é agir seguindo a ideia de que as pessoas podem não seguir nossos argumentos, mas tendo a esperança de modificá-las para que um dia possam. Já argumentar é pressupor que os outros seguirão o que dissermos. Ai está o xis da questão o modo como os professores relacionam e correlacionam o que fazem a  situação de comunicação que vivenciam denuncia a adesão a uma dessas concepções profissionais.

          Porque uma coisa é querer convencer o aluno, outra é deixá-lo preparado para abandonar os próprios pontos de vista quando ouvir coisa melhor. A maioria das vezes, ficamos no meio desses extremos,  diz Richard Roty. Professores desejam formar alunos capazes de encarar uma questão por vários ângulos, de dar respostas consistentes independentemente do contexto e da transformação tecnológica que testemunham ao longo  da vida; de deixar de lado o ódio, imaturidade e a crendice; De saber seus direitos e deveres.

          Em ambientes instáveis de encarar perspectivas sem se sentirem ameaçados de que possam permitir a relação civilizada com os outros e oportunar pessoas a lerem obras de Marx, Machado de  Assis, Tomás de Aquino sem enjoar.

          Conclusão. Essa é a educação crítica dos sonhos de muita gente. A educação nesse olhar com tanta complexidade é necessário pensar conceitos que tragam à tona a realidade do indivíduo. Se pode ele tangenciar  ao tema a abordagem parcial, ou marginal, do tema dentro do assunto. E o seu caminhar é a  educação. Respeitemos os limites. Não podemos perder o foco do caminhar. Para poder ensinar, antes é necessário aprender. Jesus era peripatético.  Aquele que ensina caminhando. Ele (Jesus) é o mestre por excelência. Nesta semana da educação vamos entender que educar   não é desistir de si mesmo, mas descobrir que a vida  é o maior de todos os espetáculos – Um espetáculo dado pelo Autor da existência.

JESUS, O EDUCADOR POR EXCELÊNCIA

Agenilda Palmeira, professora Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DO TEXTO AO TEXTO - Agenilda Palmeira

Do Texto ao Texto

          Existe uma máxima consagrada pelos mais diversos conselheiros de escrita – quase um mantra universal – Segundo a qual escreve melhor quem é um leitor contumaz. A sentença é apenas parcialmente válida.

          Escreve melhor aquele que, bom leitor, também exercita muito a escrita ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação de símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido comparando e incorporando o lido ao vivido, ou seja requer que o indivíduo mantenha o comportamento ativo diante da leitura. Pois a leitura é um dos grandes, se não o maior, ingrediente da civilização. Aprendemos a ler a realidade em nosso cotidiano social.

          Desde criança, identificamos atitudes agressivas, diferenciando-as das receptivas. A convivência em sociedade nos ensina a perceber que lugares devemos frequentar, que comportamentos devemos adotar ou evitar em determinadas situações. Adquirindo nossa cultura, aprendemos a ler nosso grupo social, interiorizando os pequenos rituais estabelecidos para as relações sociais. Tomamos consciência também de que somos permanentemente “lidos”, o que nos leva a utilizar nosso comportamento como uma forma de linguagem, capaz de agradar, despertar simpatia, agredir, demonstrar indiferença. Com isso a história da comunicação humana é extensa.

          O suficiente para oferecer toda a sorte de experiência com a escrita. De Texto ao Texto exige alguns pontos fundamentais para serem evitados entre eles os vícios de linguagens como: movimentar a cabeça enquanto lê, não produz nenhum efeito positivo; regressar no texto durante a leitura, pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto provoca seção a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido, o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. É preciso sempre manter uma sequência e não ficar indo e vindo ao texto. Necessitamos é buscar uma leitura eficiente pois a leitura é um dos grandes, se não o maior, ingrediente da civilização, pois ela é uma atividade ampla e livre.

          Ler e escrever são a tônica para interpretar texto. Eles podem ser visto como uma unidade cujo o sentido é alcançado pela articulação de partes intencionais menores – ideias, palavras e sentenças aleatoriamente há um conjunto de fatores que garante que um texto seja um texto: Situacionalidade, informatividade, coerência, coesão, intencionalidade, intertextualidade e aceitabilidade . Na questão interpretativa leva em conta também um aprendizado social inclui ainda formas de pensar a realidade. Aprendemos a penas, exemplificando que devemos buscar conhecimentos técnicos e científicos para ingressar no mercado de trabalho de maneira vantajosa, porque o mundo social é permanentemente leitor e leitura dos seus indivíduos. Nossa cultura nos transfere conhecimentos sobre a realidade e formas de pensá-la.

          Indo do texto para texto a interpretação de um texto parte sempre de algumas perguntas que podemos fazer sobre aquilo que lemos. O mundo se move com as perguntas. Uma exposição pode ser vista como uma “resposta” a uma questão. E, como a dissertação é um texto expositivo de caráter analítico – argumentativo, ela também pode ser vista nestes termos. Infelizmente não há espaço para tratarmos neste artigo. Nesta última parte vamos trabalhar um pouco com a multiplicidade de sentidos. Em um texto é necessário prestar atenção no modo como as palavras são empregadas. Muitas vezes, a multiplicidade de sentidos é intencional, visando a criar um efeito de humor ou ironia.

          A semântica é um item importantíssimo na interpretação textual. As frases podem ser articuladas por mecanismos lógicos e pelo contexto, nas relações lógicas nós temos: O pressuposto, ideia implícita, a dedução, indução. De texto ao texto. Podemos concluir as relações de significações como a segmentação, seleção de palavras e rede de sentido, ideologia, estereótipos e outras vozes. Multiplicidade de sentidos: polissemia e ambiguidade, relações lógicas e a ortografia. Num texto encontramos a intenção do autor que são as funções da linguagem: Função poética, função emotiva, função referencial, função apelativa e função fática.

          A semântica nos tempos verbais é outro veículo nesta caminhada do texto ao texto. Presente do indicativo apresenta aspectos: habitual, durativo, sentido universal ou atemporal, futuro próximo, futuro indeterminado. Futuro do presente: além do próprio futuro pode expressar o presente. Finalizando, ler e interpretar é uma necessidade, porque ler é viver!.             

Agenilda Palmeira, professora.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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domingo, 13 de novembro de 2016

UM POUCO DE INTERNETÊS – Agenilda Palmeira

Um pouco de internetês
Agenilda Palmeira

          A internet é a mais completa e dinâmica fonte de informações do planeta, que modificou vários aspectos da vida desde a maneira como fazemos amigos até o comércio mundial. No começo do ano de 2009 mais de um bilhão de pessoas tinham acesso à rede. Ela (a internet) firmou-se como ferramenta de comunicação para organizações, governo e pessoas. Por promover a liberdade de expressão e o acesso de direitos civis, como a cultura e a educação. A Organização das Nações Unidas (O.N.U) declarou há dois anos o acesso a internet como direito fundamental do ser humano. A internet evoluiu em uma velocidade espantosa, novas ferramentas são criadas e outras caem em desuso.
          Atualmente, as redes sociais on-line são os canais que mais crescem em número de usuários, só perdendo em tempo de navegação para os portais de acesso a rede de informação.           A internet e sua importância nos acontecimentos nos países árabes desde o fim de 2010 mostrou o poder dela na formação de grupos sociais e no espaço político. Ativistas tunisianos e egípcios usaram o twiter e o facebook para protestar contra a falta de democracia, os protestos derrubaram os ditadores desses países, que estavam no poder há mais de trinta anos. Em junho do ano em curso o Brasil também saboreou a força da internet na formação de grupos sociais para se articularem para os manifestos nas ruas das capitais dos principais Estados da Federação.
          Cerca de dois bilhões de pessoas têm acesso à internet, trinta por cento da população mundial. No Brasil, cerca de setenta e oito milhões de brasileiros acessam a rede segundo dados do IBGE de 2009. As redes sociais tornaram-se um fenômeno mundial, os portais como Facebook, que permitem ao usuário criar um perfil público e em seguida montar uma lista articulada de relacionamentos. Os principais já reúnem mais de um bilhão de usuários. Há diversos tipos de rede, que agrupam interesses específicos dos usuários. 
          O Brasil continua a crescer no acesso das redes, tanto dos computadores como à internet, em grande parte pela queda do preço de acesso e do aumento da rede. Em dois mil e onze, o número de computadores em uso chegou a oitenta e cinco milhões, de acordo com os dados da Fundação Getúlio Vargas. Isso significa que quatro entre nove brasileiros têm um computador em casa, ou no trabalho. Em dois mil e doze a expectativa foi de um computador para cada dois habitantes. Segundo dados da World States, instituição que monitora a rede, o número de brasileiros que acessaram a internet subiu aproximadamente 32 milhões para aproximadamente sessenta e oito milhões do fim de 2005 a março de 2011. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 2009, realizada anualmente pelo IBGE dos cinquenta e oito milhões e seis mil domicílios investigados, quase trinta e cinco por cento tinham um computador.
          Os jovens continuam a ser os internautas mais assíduos no Brasil. Entre a população com mais de vinte e nove anos, apresenta proporções superiores a cinquenta por cento de acesso à internet. O pico é entre o grupo de quinze e dezessete anos, cuja porcentagem chega a setenta e um por cento.
          Redes sociais deseducam? Há os que afirmam que a internet e os SMS pioram a escrita de crianças e adolescentes. A ideia generalizada de que o uso prolongado de tecnologia da comunicação necessariamente corrói anos de esforço de alfabetização. Estudo realizado por universidades americanas, acreditam que novos usos de tecnologias como a de celulares para digitar e enviar escritos e não só para teclar chamadas, estimulam o desenvolvimento de novas habilidades. Escrever mensagem de texto para celular é diferente de redigir um post a ser publicado no facebook e redigir um e-mail a um amigo que, por sua vez, terá características diferentes de um e-mail enviado a um superior hierárquico. São formas diferentes de uso da língua, não melhores, nem piores, porque são novos usos linguísticos decorrentes da influência da tecnologia.
          As redes sociais tem usos próprios da língua, criou código e, por definição, um usuário que transmite em diferentes normas linguísticas saberá que não se digita um SMS de mesma forma como se escrevem parágrafo jornalístico. O papel da escola é lembrar que em certos momentos devemos nos expressar de forma mais livre e, em outros, de modo mais organizado. É necessário que a escola reconheça as múltiplas formas de escrever e parta do ponto em que os alunos estão no aprendizado para ajudá-los a valorizar, quando preciso, textos com diferentes níveis formais, mais complexos e estruturados. As redes sociais e celulares são usados para comunicação ao vivo, não está em cogitação a melhoria da escrita.
          A internet tornou ainda mais comum a crença fácil na etimologia popular que não explica nada, mas alimenta a imaginação do leigo curioso. Forró aparece na internet como originária do inglês for all quando na realidade é a abreviatura de forro bodó. As fantasias que a internet ajuda a espalhar sobre os ditos populares. Quem tem boca vaia Roma o correto é vai. Batatinha quando nasce... espalha a rama pelo chão. O correto é se esparrama pelo chão. Mais importante que ser “o país dos internautas” é discutir a qualidade da participação dos brasileiros na rede.

Agenilda Palmeira
professora
Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).
 Itabuna – Bahia.


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domingo, 23 de outubro de 2016

É VIDA QUE SEGUE - Agenilda Palmeira

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É VIDA QUE SEGUE... 

O mundo está tornando-se incrivelmente volátil. Apesar dos avanços sem precedentes na tecnologia, ciência e educação, nossa sociedade vai tornando-se mais frágil a cada ano que passa. 
As bases institucionais, culturais e morais sobre as quais viemos a apoiar-nos estão decaindo rapidamente, e pressões dentro e fora do lar muitas vezes nos inibem. Quantas vezes estamos lutando com forças que parecem estar fora de seu controle? Como é o seu dia a dia? É como uma roda-viva girando mais rápido do que você? É sim? Você está vivendo a sua própria vida, passando de crise a crise sem atenuar o ritmo. 
Já que uma pessoa doente despreza uma dor na perna, você trabalha mais e gasta mais tentando distrair-se de uma realidade que poderia tirar a sua vida. Há algo insuportável, devemos buscar ajuda. Já pensou? Você notar que a sua condição é pior do que pensava e que isso poderia ser evitado se você tivesse lidado com essa  situação mais cedo. 
Notamos que o nosso viver é sempre na roda-viva. Viver é desafio. Mas importa que lutemos, erremos, conquistemos, tropecemos e formos levantados. Já vi o topo de uma montanha espiritual e me encontrei em um vale tão profundo que achei que nunca mais encontraria uma saída. Descobri neste viver que só Deus pode ajudar a ter uma vida verdadeiramente extraordinária. Com Deus temos um fundamento sólido da verdade sobre a qual podemos ficar de pé; uma verdade tão forte que nenhuma onda pode derrubar. 
Num resort na cidade de Ilhéus, antes de deitar-me para dormir, abri a persiana da minha janela para deixar um pouco de ar fresco entrar. Acordei e contemplei a manhã bonita com aquele mar límpido e azulado. Pasma eu pensava! Deus está falando: veja o que acontece quando você espera por mim. Notei com isso que Deus está sempre perto, quer você consiga vê-lo quer não. Às vezes a gente olha e nem  percebe o  que exatamente estamos vendo. Envolvidos a instabilidade, é fácil esquecer a verdadeira fonte de sua força. Mesmo tropeçando ao longo e exaustivo caminho da vida, Ele caminha comigo, com você, em meio à  desilusão, ao desânimo e à dúvida. 
Quando as pessoas colocam sua esperança em coisas materiais, dinheiro, status social realizações, aceitação ou o amor de sua família e de seus amigos – sua base inevitavelmente desaba. Conheço pessoas que desejam ficar firme, sua identidade tem de estar baseada em algo maior do que as coisas que o mundo oferece. Pois a vida não se resume a quem você é e sim a quem você pertence. O grande desafio é sair de frente e deixar Deus mover-se em você e por intermédio de você. 

Agenilda Palmeira,  professora  
Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL)