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quinta-feira, 13 de julho de 2017

COMEMOREMOS, SIM - por Felipe Moura Brasil

12 de Julho de 2017

É um dia de festa para o Brasil. O carnaval de inverno chegou.

Nem os receios naturais de que a sentença de condenação de Lula a nove anos e seis meses de prisão por Sérgio Moro no caso do tríplex sofra reveses em instâncias superiores devem impedir os homens de bem de comemorar a vitória parcial da Justiça contra o comandante máximo do petrolão, como o chamou o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato.

Os fogos de artifício que logo estouraram na região dos Jardins, em São Paulo, serviram de chamada espontânea para o ato de comemoração marcado em seguida nas redes sociais para o fim da tarde desta quarta-feira histórica, 12 julho de 2017, na Avenida Paulista.

Comemoremos, sim, hoje, amanhã, depois e até quando for necessário, porque a comemoração é não só uma forma de expressar o alívio com a potencial punição de um político corrupto que lavou dinheiro de propina, mas também de pressionar a oitava turma do TRF-4 e, acima dela, o STF a manter a decisão de primeira instância que lavou a alma do país.

Eu, Felipe, comentei dias atrás no vídeo “Lula é produto da ocupação de espaços” que ele cada vez menos suportava o fato de a imprensa noticiar a sujeira revelada pelos investigadores, em tal volume que não era mais possível varrê-la para baixo do tapete.

Nisto, um trecho da sentença de Moro é cristalino:

“O sucessivo noticiário negativo em relação a determinados políticos, não somente em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parece, em regra, ser mais o reflexo do cumprimento pela imprensa do seu dever de noticiar os fatos do que alguma espécie de perseguição política a quem quer que seja. Não há qualquer dúvida de que deve-se tirar a política das páginas policiais, mas isso se resolve tirando o crime da política e não a liberdade da imprensa.”

O passo mais importante para tirar o crime da política é tirar políticos criminosos de circulação, e Moro, graças ao trabalho da Lava Jato, fez a sua parte neste sentido, assim como nós em O Antagonista, sem cair na conversa mole de que a culpa da negociação foi da falecida Marisa Letícia.

"É evidente que o grupo OAS destinou o imóvel, sem cobrar o preço correspondente, e absorveu os custos da reforma, tendo presente um benefício destinado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não a sua esposa exclusivamente."

É evidente que Moro é um herói nacional na luta contra a Orcrim.

Comemore você também a perspectiva de libertar o Brasil.



O ANTAGONISTA

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VARGAS LLOSA: MORO ABRIU CAIXA DE PANDORA E É MILAGRE ESTAR VIVO

Ele lembra que a Odebrecht gastou cerca de 800 milhões de dólares em propinas pagas a chefes de Estado para ganhar licitações
Por Da redação
Para o peruano Mario Vargas Llosa, é um milagre que Moro continue vivo (Reuters/Folhapress)

Em artigo publicado nos jornais El País e O Estado de S.Paulo, o escritor peruano e prêmio Nobel de literatura Mario Vargas Llosa afirmou que a empreiteira Odebrecht merece um monumento em sua homenagem porque “nenhum governo, empresa ou partido político fez tanto quanto ela desvelando a corrupção que corrói os países da América Latina, nem trabalhou com tanto ânimo para fomentá-la”. No mesmo texto, intitulado “O furacão Odebrecht”, ele afirma que Sergio Moro é “um juiz fora do comum” e que é um “milagre” que esteja vivo.

Llosa lembra que a Odebrecht gastou cerca de 800 milhões de dólares em propinas pagas a chefes de Estado, ministros e funcionários de governo para ganhar licitações e obter contratos superfaturados. Llosa argumenta “nunca haveria uma punição se entre seus cúmplices não houvesse um grande número de diretores da Petrobrás, petrolífera brasileira que, investigada por um juiz fora do comum, Sérgio Moro, que abriu a caixa de Pandora – aliás, é um milagre que ainda continue vivo.”

O escritor lembra também que o ex-presidente peruano Alejandro Toledo, que está fora do país na condição de foragido, teve a prisão preventiva decretada, enquanto o envolvimento dele com a construtora é investigado. E diz que “nada desmoraliza tanto uma sociedade quanto admoestar os governantes que chegaram ao poder com os votos das pessoas comuns e aproveitaram esse mandato para enriquecer, pisoteando as leis e degradando a democracia”

Para Llosa, a corrupção é, hoje em dia, a maior ameaça para o sistema de liberdades que está abrindo caminho na América Latina depois dos grandes fracassos das ditaduras militares e dos sonhos messiânicos dos revolucionários. “É uma tragédia que, quando a maioria dos latino-americanos parece estar convencida de que a democracia liberal é o único sistema que garante um desenvolvimento civilizado, na convivência e na legalidade, conspire contra essa tendência a rapina frenética de governantes corruptos”.



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AABB ITABUNA APRESENTA SÉRGIO E ZANZA 14/7/2017

Sérgio canta com Zanza e interage com a plateia na AABB

Quem ainda não viu Sérgio Pezza (em pé na foto) e Zanza Oliver (1ª à esq.) interagindo com o público vai poder ver nessa sexta-feira, 14/07, a partir de oito da noite, na AABB em Itabuna.

O palco é a Cabana do Tempo, espaço que virou o point musical da cidade, lugar ideal para sair à noite com uma companhia em particular, com a família, com os amigos e até com as crianças. Isso mesmo: a AABB é o único lugar de Itabuna que você pode sair à noite levando os pequenos, já que eles têm parque (playground) e áreas verdes para brincar à vontade.

“A Cabana do Tempo tem bar e restaurante próprios”, informa Raul Vilas Boas, vice-presidente social da AABB. Os garçons servem à mesa tira-gostos e bebidas. “Sai mais em conta que outras casas de nível de Itabuna já que não cobramos couvert artístico nem 10% de gorjeta”, completa Maruse Dantas, presidente do clube.

A AABB Itabuna fica na Rua Espanha s/n, travessa da Avenida Europa Unida, no São Judas. Quem vem do litoral, o acesso é pela Ponte Calixto Midlej (Vila Zara). E quem vem do interior, segue pela Beira-Rio, via Shopping e Conceição. Os telefones do clube são (73) 3211-4843 e 3211-2771 (Oi fixo).


Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9.8888-8376 (Oi) / (73) 9.9112-8444 (Tim)

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Tim) / (73) 9.8877-7701 (Oi)

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ENTREVISTA COM O ESCRITOR ANTÔNIO NETO


Antônio Neto é Pernambucano de Serra Talhada, Graduado em Engenharia Civil e Pós - graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UFPE. Membro efetivo da Cadeira nº 28 da Academia Serra-talhadense de Letras, da Cadeira nº 40 da Academia Recifense de Letras e sócio da União Brasileira de Escritores (UBE-PE).

Autor de vários livros, entre outros, descatacam-se: Dicionário do Engenheiro, Manual de Fiscalização de Cargas de Madeira, Pintando o Sete de Poesia, Um Punhado de Poesias, Solidônio Leite - “Vida e Obra de Um Gênio, Pegadas de Um Sertanejo - Vida e Memórias de José Saturnino e Breve Histórico de Revoltas e Revoluções de Pernambuco”. Editor e redator do informativo literário "Correio do Pajeú". Assinante da Coluna "Um dedo de Prosa", do site www.caderno1.com.br, onde publica textos fundamentados em processos no âmbito do cangaço. Enfim, escritor, pesquisador, biógrafo e poeta. 

“Tudo que se encontra registrado nesse trabalho está fundamentado em documentos da época, nos arquivos da justiça de Pernambuco, nos boletins da policia de Pernambuco e, ainda em acervos cartoriais de diversos municípios de Pernambuco.”    

 Boa Leitura!

Escritor Antonio Neto é um prazer contarmos, mais uma vez, com a sua participação na Revista Divulga Escritor.  Seja sempre bem-vindo. Conte-nos em que momento se sentiu preparado para publicar o seu livro “Lampião à Luz da Lei”?

Antonio Neto - O livro “Lampião à luz da Lei” resulta da compilação de artigos, escritos pelo autor, sobre 15 processos contra Lampião e outros cangaceiros, publicados no site www.caderno1.como.br, de julho de 2015 a maio de 2017. Solicitações de leitores assíduos dessa coluna e a necessidade de arrecadar fundos para a conclusão da “Biblioteca Luiz Cazuza” fizeram o momento oportuno para publicar os supracitados textos com acréscimos de algumas matérias dessa temática.

Apresente-nos a obra

Antonio Neto “Lampião à Luz da Lei” é uma obra inédita na historiografia do cangaço, pelo fato de ter sido produzida, a partir das peças constitutivas de processos contra Virgolino, o Lampião e o seu famoso grupo e, ainda contra outros cangaceiros atuantes do sertão.  Além disso, ainda traz em seu bojo cópias de documentos manuscritos que compõem os autos, com as suas respectivas transcrições, na grafia atual. Portanto, escrito à Luz da Lei. Ainda compõe o conteúdo desse livro, o único depoimento de Lampião, pronunciado oficialmente, a uma autoridade. Tudo que se encontra registrado nesse trabalho está fundamentado em documentos da época, nos arquivos da justiça de Pernambuco, nos boletins da policia de Pernambuco e, ainda em acervos cartoriais de diversos municípios de Pernambuco.    

Para elaboração do livro foi necessário visita a várias Instituições na busca por documentos que estão sendo utilizados para legitimar a veracidade do conteúdo abordado na obra. Conte-nos, quais as principais Instituições visitadas e seus respectivos objetivos em cada uma delas?

Antonio Neto - Para a composição desse livro o autor pesquisou em vários arquivos públicos dos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará, bem como nos Arquivos Gerais das polícias desses estados. O objetivo da nossa pesquisa foi sempre o mesmo, em todas as instituições pesquisadas, ou seja, o de coletar dados verdadeiros e reais, que viessem autenticar a “identidade da história do cangaço”.  

O que mais o atrai no Cangaço?

Antonio Neto -  O gosto pelas coisas inéditas, misteriosas e pela curiosidade em melhor conhecer a história do cangaço, uma vez, que em muitos dos livros sobre esse tema, pouco há de provas concretas ou visíveis, ou seja, documentos oficiais que validem o que foi escrito sobre esta temática.

Quais as temáticas mais polêmicas, sobre o cangaço, que estão sendo abordadas em seu livro “Lampião à Luz da Lei”?

Antonio Neto - No universo do Cangaço há muitas controvérsias, entre as abordadas nesse livro destacam-se: a origem da palavra cangaço, a alcunha de lampião, a data de nascimento de Virgolino, o seu sobrenome, a sua morte em Angico, a razão dos desentendimentos entre Virgolino e José Saturnino, a morte de José Nogueira e a interrogação “Lampião, bandido ou herói”?

Quais os principais desafios para construção desta obra literária?

Antonio Neto - Não faltaram desafios, entre outros, ressalta-se a difícil tarefa de coletar dados reais e verdadeiros no contexto do cangaço, bem como acessar as peças constitutivas de um processo, no âmbito do cangaceirismo e dos boletins da Força Pública ou da Brigadas Militar, tanto no estado de Pernambuco, como nos outros estados pesquisados.   

Quem desejar, como deve proceder para convidá-lo para uma palestra sobre o Cangaço, em sala de aula ou eventos?

Antonio Neto - Para isso, basta entrar em contato, diretamente, com o autor pelo telefone - 081-996320252(Whasapp) ou pelo E-mail: filhoneto@bol.com.br.

Onde podemos comprar o seu livro?

Antonio Neto - O livro Lampião à Luz da Lei encontra-se à venda por R$ 30,00(trinta reais) o exemplar e poderá ser adquirido através dos contatos  indicados  a seguir:
Antônio Neto (Autor), pelo telefone: 081-996320252; E-mail: filhoneto@bol.com.br
Novoestilo Edições do Autor. Rua Luiz Guimarães, 555, Poço – Recife –PE.
WWW.culturanordestina.com.br  ou pelo telefone: 081-3243392.
Livraria Jaqueira. Rua Antenor Navarro, 138 - Jaqueira, Recife - PE, 52050-080.
Telefone: (81) 3265-9455.

Quais os seus principais objetivos como escritor e pesquisador?

Antonio Neto - Poder contribuir com os meus conhecimentos com a cultura e a história de Pernambuco e do Brasil, visando sempre o aprendizado e o crescimento do leitor.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “Lampião à Luz da Lei” do escritor e pesquisador Antônio Neto. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Antonio Neto - Dizia o escritor britânico Joseph Conrad: “O autor só escreve metade do livro. Da outra metade, deve ocupar-se o leitor”.
A leitura da obra “Lampião à Luz da Lei” levará o leitor a conhecer o outro lado da história do cangaço que, até então, não havia sido escrita, ou seja, é o primeiro livro escrito neste contexto, considerando como fontes os processos-crimes existentes no Memorial da Justiça de Pernambuco, os boletins policiais e os documentos cartoriais, daquela época, na esfera do cangaceirismo. Desejo a todos uma boa leitura e o meu muito obrigado.

por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Divulga Escritor, unindo Você ao mundo através da Literatura



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DIÁRIO DE VIAGEM – Francisco Benício dos Santos (5)

BORDO DO PEDRO II
12º DIA


Perdi o “Pedro II”.
Despedidas.
Telegramas para meus pais.
Bordo do “Almirante Jaceguay”.
Rumo ao Sul.
Barra-forte. Noite.
A paisagem costeira vai perdendo a graça.
Estou absorvido na leitura.
Não saio do camarote.
Santos...
Porto atulhado de navios.
Bandeiras de todas as nações drapejam nos mastros.
Movimento dinâmico.
Dorsos curvados sob sessenta quilos de café vão e vêm numa agitação de taiocas.
Guindastes guincham.
Apitos e sirenes buzinam.
Italianos, japoneses, alemães, espanhóis e sírios, falando a própria língua.
Numa confusão de sons e idiomas.
Numa torre de babel...
E a nossa língua quase não a ouço.
Ainda estou no Brasil e já vou notando a diferença.
Homens diferentes, bruscos, grosseiros, caras antipáticas.
Muito poucos brasileiros.
Esquecia-me que estou em São Paulo e os paulistas não querem ser brasileiros...

(AQUARELAS E RECORDAÇÕES Capítulo XXII)

Francisco Benício dos Santos.

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

A PALAVRA MOCAMBO E OS DICIONÁRIOS BRANCOS - Davi Nunes

A palavra Mocambo e os dicionários brancos 


O dicionário é o inventário dos signos, a vitrine escritural onde as palavras eleitas estão à vista como roupas sofisticadas nos mostradores dos shoppings centers. Talvez seja isso mesmo, mas nem tanto. Nunca gostei muito das palavras de origem africana no dicionário dos brancos: significados e significantes carcomidos pelo enredar do racismo. Nosso corpo-palavra destroçado por abutres com óculos e títulos a deixarem só ossos, sangue e miséria no terreno das nossas significações.

Falo isso porque sempre gostei de uma palavra, não lembro nitidamente quando foi que a ouvi pela primeira vez, acho que foi com minha falecida avó, Xanda, ela estando na casa da minha mãe, Maria, falou: “Quero dormir no meu mocambo” e me chamou para levá-la à sua casa. A palavra mocambo ressoou nos meus ouvidos com tanta intimidade e poder que pude senti-la por todo o meu corpo e pude conceber toda a sua significação naquele momento.

Talvez aí surgiu o poeta, o estro original que compõe todas as demais inspirações. Pode ser. Entendi logo: o que ela falou para minha mãe não poderia ser pronunciado com a palavra casa, era um vocábulo fraco, deslocado, não cabia em sua morfologia, em sua sintaxe, em sua fraseologia afetiva e mágica. Mocambo para vovó era o quilombo íntimo, onde os filhos e os netos lhe rodeavam, e poderia estender toda a sua zanga, dengo e saberes, ordenando só com o olhar a dinâmica do lar, que se alargava à comunidade e tudo isso compunha toda uma forma de organização matrilinear.

O mocambo era palavra poderosa saída da boca da minha ancestral, tinha substância vivencial, mas quando fui ler seu significado no dicionário, aprendi que as leituras desses verbetes, mefistofelicamente, poderiam derrear os meus saberes. Como eles poderiam querer desfazer, matar o significado de tudo que havia aprendido com a voz da minha mais-velha? Como poderiam dizer que mocambo significa habitação miserável, palhoça, coutos de escravos fugidos, e se fosse adjetivo era: sem-valor, pífio? E várias outras definições que colocavam na subalternidade das significações a palavra mocambo, signo de poder evocado na pronuncia da minha avó.

Os dicionaristas haviam pegado as palavras na boca dos meus ancestrais e sofismado seus significados. Há de se perceber sempre as nuances de como eles nos ferra. Sei que o homem e a mulher escravizado(a) que queimou o engelho, matou o escravocrata, o feitor, entrou no profundo da mata, fez  o Quilombo dos Palmares, fez o Quilombo do Cabula, do Urubu, do Buraco do Tatu e tanto outros por esse país sabia, como a minha vó, que o mocambo era o nosso espaço redivivo de uma África já distante, o lar onde erguemos  pela primeira vez nessa terra o nosso assento de repouso, a nossa íntima liberdade.


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Davi Nunes, soteropolitano de nascença, graduado em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado Da Bahia- UNEB, é poeta, contista, roteirista, escritor de livro infantil e, na universidade, editor a revista artística-acadêmica Cinzas no Café. Em 2003, saindo do colegial, publicou o livro de poesia Fragmentos da Minha.  No ano de 2006, ganhou o concurso de poesia do CRIA – Centro de Referência Integrado de Adolescente, sobre a curadoria do poeta Zeca de Magalhães. Já em 2007 teve o cordel O Negro Beiru premiado na XI Bienal do Livro de Salvador-Bahia. No Ano 2011 editor a revista artística-acadêmica Cinzas no Café, em 2013  foi letrista  da webserie musical La dance, produzido pelo Cinearts, neste mesmo ano, teve o poema Notívago Dândi ganhador do concurso internacional de literatura Sede poética, organizado pela editora Clube dos autores de Curitiba. Em 2015, teve o conto Cinzas adaptado para o cinema pela cineasta Larissa Fulana de Tal, também dividiu o roteiro  do filme Cinzas com  Larissa. O filme foi lançado no Festival Latinidades 2015, no dia 24 de Julho. Ademais assinou contrato com a editora Uirapuru e publicou o livro infantil- Bucala: a pequena princesa do Quilombo do Cabula. Nesse ano de 2016  foi selecionado no Prêmio Literário Enegrescência para participar da Antologia Literária, a qual publicou oito poemas, além de ter sido selecionado para compor o 6º volume da Coleção Besouro, o livro A Makena e o Faraó, com o conto infanto-juvenil, O Menino das Vinte oito Tranças um Rei Faraó, além de ser colaborador de um site de cultura de EUA, Cores Brilhantes (http://www.coresbrilhantes.com/contributors)  e mantem o blog que versa sobre a cultura afro-brasileira, chamado Duque dos Banzos.

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ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO - Sem desfalecimentos

Sem desfalecimentos


Serve indistintamente a todos quantos cruzem na estrada de tua vida.

Não aguardes recompensas de ninguém…

Recorda: tudo quanto te serve, tudo quanto te acoberta, é patrimônio de Deus; patrimônio que deves distribuir a mãos cheias para o teu próprio bem, a fim de que todos se beneficiem dos bens divinos.

Estende tuas mãos pelo prazer de servir e jamais te faltará a riqueza do amor em forma de trabalho fraternal.

Desculpa a todos os que não te compreendem, e perdoa a todos os que te ferem. Tudo passa na vida! Aulas e mais aulas nos convocam a aprender para servir a fim de que possamos prosseguir na marcha.

Todos carregamos problemas insondáveis a resolver.

Para uns, é a doença irreversível de um filho; para outro, é a dificuldade do trabalho que o obriga a sofrer a miséria e a tristeza; para outros ainda, é a falta da fé, sem esperança nas horas do dia a dia…

É a Lei que nos impulsiona para os reencontros necessários, a fim de que, uns pelos outros, possamos aprender a nos amar como verdadeiros irmãos do coração.

Doemos, e doemos sempre, entendimento e renúncia, sem esperarmos ser compreendidos, porque, nos trilhos da Eternidade, seremos compelidos a servir doando de nós, os talentos que o Senhor nos empresta para que cresçamos na Sua Glória, e receber-lhe através dos outros, o amparo de que somos necessitados.

Hoje, estamos aqui vos auxiliando a discernir, a fim de que não vos entregueis ao desânimo ou à inércia. Amanhã, sereis vós os que nos substituireis, contribuindo para que nós não percamos a coragem e a fé nos trilhos da carne.

Entendamos a necessidade do intercâmbio, ajudando-nos conforme as necessidades que nos procuram, e, embora as rajadas violentas das provas a que fizemos jus perante a Vida, tudo teremos de bom, de grande e de belo que nos favorecerá a marcha na direção do bem comum.

Coragem e fé! Bom ânimo para o combate que nos é próprio, e o Senhor não nos abandonará.

Dentro das lágrimas encontraremos a maneira de nos reajustar, equilibrando-nos para uma vida sadia com Deus.


Mensagem recebida por Aurora Barba



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