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terça-feira, 21 de agosto de 2018

ESCRITORA LORENA ZAGO APRESENTA 'O ACAMPAMENTO'


Publicado: 20 Agosto 2018
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Margarida Lorena Zago (Lorena Zago) é pedagoga pela FUBR (Fundação Universidade Regional de Blumenau – SC); pós-graduada em Psicomotricidade e em Psicopedagogia pela UNIDAVI (Universidade Para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí – SC); mestranda em Educação pela UPAP (Universidade Politécnica e Artística Del Paraguay – PY);

parapsicóloga pelo Instituto de Parapsicologia e Ciências Mentais de Joinville, SC; presidente da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina em Presidente Getúlio; membro do Conselho Estadual da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina e membro do Conselho Superior Brasileiro da Academia de Letras do Brasil. Zago foi Secretária Municipal de Educação e Cultura no município de Presidente Getúlio por dez anos. É casada e tem três filhas e quatro netos.

“O objetivo principal deste conto tem como alicerce belíssimas lições de vida de um menino da cidade, contracenando com as belezas naturais de uma floresta que lhe é apresentada pelo avô, em um acampamento durante um fim de semana.”
Boa leitura!

Escritora Lorena Zago, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a escrever “O Acampamento”?

Lorena Zago - Os personagens do conto “O Acampamento” são assíduos leitores dos contos que eu havia escrito anteriormente. Imbuídos em contribuir com as histórias infantis e deixando uma mensagem de fantasia mediada com a realidade aos leitores e a literatura infanto-juvenil, empenharam-se os meus personagens em contribuir com uma aventura de um fim de semana em busca de conhecimento no meio de uma floresta.

O que mais a atrai nos contos?

 Lorena Zago - O que mais me atrai nos contos infantis, infanto-juvenis e adultos é a possibilidade de viajar no fantasioso universo imaginário, deleitando-me com os cenários e personagens. Coloco-me em suas aventuras, sonhos e realidades. Sinto-os um a um e fico maravilhada com suas conquistas, aprendizagens, vivências, respeito, amor, carinho, amizades, diálogos e muito mais…

Vislumbro um universo familiar que aponta para a importância da união e desvelo entre os seres que compõem o seio familiar, tão importante para a formação dos cidadãos.

Apresente-nos “O Acampamento”.

Lorena Zago – “O Acampamento” é um conto que apresenta uma experiência fantástica de um avô e seu neto em busca de conhecimento em uma floresta. O objetivo principal deste conto tem como alicerce belíssimas lições de vida de um menino da cidade, contracenando com as belezas naturais de uma floresta que lhe é apresentada pelo avô, em um acampamento durante um fim de semana. Uma história que poderá ser lida por pessoas de oito a oitenta anos, servindo de lição para inúmeras famílias, primando por aprendizagens múltiplas no seio familiar.

Qual a mensagem que deseja transmitir ao leitor por meio da leitura desta obra literária?

Lorena Zago - O objetivo maior ao escrever contos infantis ou infanto-juvenis é a valorização das vivências saudáveis no seio familiar. Entendo ser este o núcleo mais efetivo e de suma importância para a constituição e contribuição na formação dos cidadãos e de suas personalidades. Os momentos saudáveis vivenciados com avós, pais, tios, professores e amigos ficarão registrados eternamente no baú da memória. Haveremos de dar o devido valor aos seres em construção e em evolução.

Qual o momento, enquanto escrevia “O Acampamento”, que mais chamou sua atenção?

Lorena Zago - Ao escrever “O Acampamento” inseri-me em cada momento vivenciado por seus pares. Senti-lhes a alegria desde a preparação dos pertences na noite anterior ao passeio, a felicidade de Marcos ao acordar na manhã seguinte, a chegada à casa do vovô José e finalmente a realização do grande sonho de um avô e de seu neto em busca do desconhecido em meio a uma floresta.

Para Marcos tudo era novo, e a expectativa o deixava eufórico.

A alegria dos pares, a cada novo movimento vivenciado, era imensurável!

Todos os momentos corroboravam para aprendizagens prazerosas, instigantes, coroados de amor, confiança e infinitos conhecimentos inimagináveis.

Marcos, seu avô José e seu pai, Lauro, viveram uma aventura belíssima em meio à natureza. Fauna e flora eram por demais lindas e contagiantes!

O que a escrita representa para você?

Lorena Zago - A escrita proporciona-me sonhar, viajar a lugares desconhecidos, transpor horizontes e fronteiras. Aguça o meu mundo interior, imaginário, permitindo-me desnudar minha alma, meus anseios, minhas frustrações, alegrias e superações. Dialogo com o desconhecido possibilitando-me o encontro com os leitores, dos quais, inúmeras vezes, recebo mensagens gratificantes. Isso me move a inserir-me cada vez mais na arte da escrita. O diálogo inimaginável é o maior retorno e estímulo que um escritor pode receber. Amo escrever!

Além de “O Acampamento”, você tem outras obras publicadas. Apresente-nos os títulos.

Lorena Zago - Tenho 8 obras publicadas e outras em andamento à espera de publicação, dentre as quais: contos infantis, infanto-juvenis, adultos, poemas, lendas e romances.
Publicadas: “A Borboleta Encantada no Jardim Secreto”, “A Canoa de Coqueiro”, “Tomy e a Princesa do Mar”, “Um Natal de Esplendor”, “Um Segredo Muito Sigiloso”, “O Acampamento”, “Poemas”, “Contos e Encantos I”, “Poemas, Contos e Encantos II”, em português, espanhol e alemão. Participo de inúmeras antologias e coletâneas.

Onde podemos comprar seus livros?

Lorena Zago - Meus livros podem ser adquiridos nas Livrarias Catarinense de Blumenau, Florianópolis, Itajaí, Joinville, Balneário Camboriú; Livrarias Curitiba; e na Central Livros em Rio do Sul, Blulivros em Blumenau, Analú Presentes em Presidente Getúlio e pelo Messenger no Facebook.

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Lorena Zago - Como escritora meus principais objetivos estão alicerçados em mensagens de bem-estar, amor ao próximo e à natureza. Também pretendo vislumbrar superações apontando para a evolução dos seres. Meu diálogo pretende transcender o amor em dimensão maior. Sinto que há a necessidade se abrir as portas das memórias e dos corações, emanando ao mundo generosas doses de compreensões, diálogo e reflexões profundas, para amenizar ou até mesmo erradicar a necessidade do Ter pelo Ser. Primo pela mudança saudável e por um mundo mais humano!

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Lorena Zago. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Lorena Zago - Queridos leitores, honro-me com cada Ser que se dispuser a dialogar comigo nas linhas e entrelinhas dos meus escritos. Que as minhas mensagens possam servir para despertar momentos de reflexões, lazer e ações prazerosas a vocês, leitores, refletindo-se às pessoas e contextos de seu entorno. Um forte e carinhoso abraço literário de paz e luz!

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura


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segunda-feira, 25 de junho de 2018

UM MISTO DE CULTURA EM 'OS SAMURAIS ALAGOANOS E A BAMBINA PAULISTA - MIGRAR É PRECISO'


06 Junho 2018

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Maria Gravina Ogata nasceu na cidade de Polignano a Mare, na região da Puglia, no sul da Itália. Com dois anos de idade imigrou para o Brasil, alguns anos após o término da Segunda Guerra Mundial. É brasileira naturalizada, Geógrafa e Advogada, com Mestrado em Geografia Física e Doutorado em Administração Pública.
Até 2008 atuou no setor público como funcionária de carreira do governo do estado da Bahia nas áreas de planejamento territorial, recursos naturais, recursos hídricos e meio ambiente, sempre publicando muitos trabalhos técnicos. Atualmente mora em Cotia, São Paulo, Brasil e atua profissionalmente como consultora jurídica na área de meio ambiente. Contudo, entrou no mundo literário ao publicar o livro infantil “O amiguinho inesperado”, em 2016, publicado pela Reino Editorial. “Os samurais Alagoanos e a Bambina Paulista: Migrar é Preciso...”, que acabou de publicar, é a sua segunda aventura literária.

“Esses grandes movimentos nem sempre são direcionados por desejos pessoais, mas principalmente em razão dos fatores históricos que induzem as pessoas a saírem de seus lugares em busca de melhores oportunidades de vida.”

Boa leitura!


Escritora Maria Gravina Ogata, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a escrever “Os Samurais Alagoanos e a Bambina Paulista - Migrar é Preciso”?

Maria Ogata - A ideia de escrever o livro surgiu a partir do momento em que me interessei pela elaboração da árvore genealógica de minha família. Verifiquei que demorou muito tempo para que houvesse uma efetiva integração dos nossos imigrantes italianos e japoneses com os brasileiros. Isso me intrigou, pois o Brasil é conhecido pela facilidade com que se dá a miscigenação entre os povos que buscaram seu território para viver. No caso da minha família italiana, levou três gerações, e no caso da família japonesa (do meu marido) levou cinco gerações. Considero que houve muito tempo para se efetivar a mistura de raças. Comecei a buscar as razões dessa demora, e nessa busca fui me apaixonando pela temática.


Apresente-nos a obra.

Maria Ogata - A história migratória da minha família é utilizada como matéria-prima para fazer algumas considerações sobre o movimento dos imigrantes italianos e japoneses para o Brasil.  Eu incluí essa história no contexto da história do Brasil e dos três principais movimentos migratórios mundiais. Por esta razão, ainda que retrate a vida dos meus familiares, ela é a história de todos, pois relata mais de um século de eventos que impactaram, e ainda impactam, nossas vidas. De forma resumida, o livro trata da importância da família, do casamento e da educação como forma de ascensão social do imigrante; da importância do Brasil em transformar todos em brasileiros; e do poder das crianças, dentre muitos outros aspectos emocionais que povoam a mente dos que imigram. O livro trata, também, da importância dos Estados nacionais e das suas fronteiras.


Quem são os “Samurais Alagoanos”?

Maria Ogata - São meus netos Leonardo e Tiago que moram em Maceió, na Região Nordeste do Brasil. São brasileiros nordestinos, descendentes de italianos e de japoneses descendentes de samurais. Esse título chama a atenção para a miscigenação de raças e culturas em terras do Novo Mundo (América). Considerando que a minha família tem imigrantes italianos (eu sou a própria imigrante que veio da Região da Puglia, no sul da Itália, para o Brasil, com dois anos de idade), houve a necessidade de colocar algo que revelasse essa origem. Por causa disso, incluí no título do livro a expressão “...a bambina paulista”, que se refere à minha neta Ayumi.


Quais os principais desafios para escrita desta obra literária?

Maria Ogata - O maior desafio é escrever o livro ao mesmo tempo em que realizo minhas atividades profissionais, além das minhas atividades pessoais, de rotina. É preciso ter muita disciplina para escrever nessas condições, pois não sou escritora em tempo integral. Além disso, o tema migratório foi, é, e sempre será um tema relevante para a história da humanidade. No entanto, há muita dificuldade em se interpretar a história, quando os fatos se encontram em curso. É difícil interpretar o que se encontra em movimento. Esse é um grande desafio para qualquer escritor(a)!


O que mais chamou sua atenção enquanto redigia “Os Samurais Alagoanos e a Bambina Paulista - Migrar é Preciso”?

Maria Ogata - O conteúdo do meu livro passou a tomar outro rumo no momento em que vi a foto de um menino morto em uma das praias do Mar Mediterrâneo, de cabeça para baixo, durante a travessia migratória malsucedida. O mundo inteiro se sensibilizou com aquela foto. Percebi o quanto o mundo é cruel com os imigrantes e passei a contemplar a minha história sob o efeito dos grandes movimentos populacionais de massa. Esses grandes movimentos nem sempre são direcionados por desejos pessoais, mas principalmente em razão dos fatores históricos que induzem as pessoas a saírem de seus lugares em busca de melhores oportunidades de vida.


A quem indica leitura?

Maria Ogata - Os destinatários dessa obra são todas as pessoas que gostam de ler. O livro adota uma linguagem muito simples e de fácil compreensão, mesmo tratando de tema tão complexo, que é a questão migratória. Vale ressaltar que, pelo fato de o Brasil ser um país multirracial, a questão migratória diz respeito a todos. Contudo, considero que meu livro atinge profundamente as pessoas da minha geração (tenho 67 anos).


Onde podemos comprar seu livro?

a) por meio do meu e-mail pessoal: mgoconsult@yahoo.com.br (cujo livro poderá ser enviado autografado, caso a pessoa tenha interesse);
b) pelo site da Scortecci Editora:

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Maria Ogata - Expor ideias e fatos para que haja reflexão sobre os temas que merecem ser debatidos. A questão migratória vem revelando um descaso com as pessoas que migram sobre forte pressão política, econômica e outras motivações, transformando todos em refugiados. É preciso dar humanidade a esse tema. No meu caso pessoal, considero de extrema relevância expor a saga dos antepassados em busca de uma vida melhor e explicitar a importância da imigração na vida das pessoas e da humanidade.


Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Maria Gravina Ogata. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Maria Ogata - Convido os leitores a conhecerem meu livro “Os samurais Alagoanos e a Bambina Paulista: Migrar é Preciso…”,pois é muito gratificante que o trabalho seja conhecido e que as pessoas interessadas possam ter contato com o conteúdo que povoou minha mente durante 12 anos de estudo e pesquisa. Além disso, é importante mostrar que o mundo capitalista vive dos fluxos migratórios. Contudo, o fenômeno migratório vem sendo associado ao desemprego, à criminalidade, à insegurança nacional, ao terrorismo e a muitos outros problemas que têm feito as portas se fecharem para quem precisa ou quer imigrar. Os movimentos populacionais trazem importantes mudanças de ordem cultural, econômica e social, tanto para os imigrantes como para os países que os recebem.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

EM ENTREVISTA, PIAZA MERIGHI APRESENTA ‘O CONTO DE Y’


 Publicado: 27 Maio 2018 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Piaza Merighi, é advogado, morador de Porciúncula, no interior do RJ (pode não parecer, mas apesar do nome, é uma cidade real), nerd assumido, leitor inveterado e agora escritor.

“Quando escrevi o final. Era exatamente o que eu queria fazer com aqueles personagens (sem spoilers!), mas materializar seus destinos finais na escrita foi mais difícil do que pensei.”
Boa leitura!


Escritor Piaza Merighi, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o inspirou a escrever “O Conto de Y”?

Piaza Merighi - Desde criança sempre gostei muito de ler, hábito que se intensificou ao longo da vida. Mas daí a decidir me arriscar como autor foi algo que levou tempo e coragem…Tenho um gosto especial pelo universo fantástico, um tipo de literatura complexo e não tão comum no Brasil, mas muito bem representada por nomes como Affonso Solano e Eduardo Spohr. Então, acabei decidindo por essa ambientação para meu primeiro livro.


Como foi a escolha do título?

Piaza Merighi - O livro narra a história de Y, um guerreiro mercenário em um reino em guerra; então, o título acabou sendo uma consequência meio lógica.


Apresente-nos a obra.

Piaza Merighi - “Uma terra de monstros e magia, onde criaturas vagam atacando inocentes, e feiticeiros lidam com forças capazes de corromper o mais íntegro dos homens. É nesse cenário que Y, um aventureiro viajante, aceita uma missão supostamente simples para resgatar a filha de um líder local, mas se vê envolvido nos planos da Làithean, um grupo de druidas e magos que não hesita em assassinar cidades inteiras para atingir seu objetivo: vingar a derrota dos elfos em uma guerra ocorrida séculos atrás e garantir que a natureza se sobreponha aos humanos e demais raças.”


Quais os principais desafios encontrados para produção do enredo que compõe a obra?

Piaza Merighi - O principal desafio foi manter o foco, criando uma narrativa simples e envolvente, sem sobrecarregar com fatos ou informações que pudessem ser um obstáculo ao leitor.


Dizem que os personagens têm muito do autor. Qual dos personagens de “O Conto de Y” tem mais de você? Por quê?

Piaza Merighi - Gosto de todos os personagens, uns mais que outros, mas daí a dizer que tem algo meu… não, não é o caso.


Quais critérios foram utilizados para a escolha de nomes dos principais personagens que compõem a trama?

Piaza Merighi - O caso mais significativo é Y, o protagonista guerreiro/mercenário, com um nome inspirado no personagem de “O Castelo”, de Kafka, e na matemática. Assim como o pobre K, Y também é só isso, uma letra, nem mesmo um nome; e sendo tradicionalmente a letra “x” a designação de algo incógnito, o protagonista não chega nem mesmo a ser um X, ele é só um Y em seu conturbado mundo em guerra.


Qual o momento, enquanto escrevia a obra, que mais o marcou? Comente.

Piaza Merighi - Quando escrevi o final. Era exatamente o que eu queria fazer com aqueles personagens (sem spoilers!), mas materializar seus destinos finais na escrita foi mais difícil do que pensei.


Onde podemos comprar seu livro?

Piaza Merighi - “O Conto de Y” está disponível no site da Drago Editorial e pelo site do livro. Além disso, quem quiser conhecer mais, pode visitar a página no facebook.

https://www.livrariadragoeditorial.com/products/pre-venda-o-conto-de-y-piaza-merighi (apesar do link, não é pré-venda, mas venda oficial)

Quais os seus principais objetivos como escritor?

Piaza Merighi - Acredito que, independentemente de qualquer coisa, um bom livro é aquele que o leitor gosta, que prenda sua atenção. Se conseguir isso, já estarei satisfeito.


Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “O Conto de Y”, do escritor Piaza Merighi. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Piaza Merighi - Aqui, eu gostaria de agradecer a oportunidade desse espaço; afinal, até há pouco tempo eu era só um leitor, e agora estou no meio de autores excelentes.


Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura


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quinta-feira, 7 de junho de 2018

EM ENTREVISTA, O PORTUGUES MAGNO JARDIM APRESENTA TRAJETÓRIA LITERÁRIA


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Manuel  MAGNO Cachucho JARDIM nasceu em 2 de setembro de 1986 na bela cidade do Funchal. Uma das coisas que mais o atraíram desde cedo foram os mistérios do universo, a escrita como linguagem e forma de comunicação entre as pessoas. De suas múltiplas facetas, é bombeiro na reserva onde já desempenhou e sempre que necessário desempenha sua função em prol da comunidade; também é empresário na área da restauração, na qual, juntamente com sua companheira, gere quatro espaços comerciais estando presentemente a promover um projeto de reconstrução para uma nova área habitacional e de restauração no mesmo concelho onde habita, no Concelho da Calheta, o maior Concelho da ilha da Madeira na zona oeste. Reparte os seus dias na área da Cultura em projetos de ordem artística, englobando músicos nacionais e estrangeiros, bem como algumas figuras públicas e na promoção de eventos. É um aguerrido defensor da justiça e sempre que pode atua na esfera política demonstrando o que melhor e valoroso o ser humano tem.

“Simplesmente passar a “Mensagem” por sentir que esse dever me foi incumbido, se bem que a criação de uma nova corrente literária por inerência não acharia nada mal.”
Boa leitura!


Escritor Magno Jardim, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a ter gosto por Fernando Pessoa?

Magno Jardim - Olá, é um prazer. Fernando Pessoa chegou-me por meio de um amigo, sendo que desde uma das minhas primeiras leituras (Augusto Cury – “Inteligência Multifocal”) intentou a me descobrir internamente; fui dessa forma, projetado a entender um Fernando tanto ou igual a nós os outros, visto até ele ser tantos. É aí nesse meio que ele se expressa desenhando e criando heterônimos no sentido de se exprimir e se tornar intemporal. Daí a minha senda na descoberta do que mais nele havia de oculto e guardado por ele conscientemente para o futuro.


O que a escrita representa para você?

Magno Jardim - A escrita para mim representa um mundo apenas concebível pela sua forma expressa. Representa o incriado e a sua perpetuação ao longo dos tempos mais não seja uma forma de comunicação mais concreta e de partilha de conhecimento.


Você já tem dois livros publicados: “5º Império” e “5º Império - A Quimera”. O que os diferencia de o “5º Império – O Eco das Palavras”?

Magno Jardim -O “5º Império - O Eco das Palavras” é a síntese do que no “5º Império - A Quimera” seria de sintético; e o que de verdadeiro está no 5º império é a realização da gnose propriamente dita de forma enfática, e diria até real do verdadeiro objetivo do “Encoberto” e o seu papel último na consignação do quinto império imaterial do século XXI e objetivos últimos da missão que Portugal falta cumprir. Como refere o grande autor e defensor desta mesma façanha, Rainer Daehnhardt: “Falar da Missão de Portugal é tocar no fundo de cada um de nós, portugueses, mas não só, também de todos aqueles que se identificam com a nossa forma de ver, pensar e sentir as coisas, em suma, o modo como a mente e o coração de cada ser humano podem e conseguem alcançar um verdadeiro diálogo dentro de si e com o mundo que o rodeia (Eduardo Amarante). Sentir-se português é amar Portugal, identificar-se com esta terra e sua gente, é compartilhar os conhecimentos das origens, é beber das fontes autênticas do passado e preocupar-se com o futuro”.


Apresente-nos “5º Império - O Eco das Palavras”?

Magno Jardim - Elaborado a partir do processo de pensamento e de ideias, cria uma ponte desmistificando o sentido da “Mensagem” de Fernando Pessoa por meio da interpretação criando um vazio e a impotência no leitor espicaçando-o, chocando-o e gozando com e da liberdade de uma maneira dinâmica ao lado mais humano e sensível das pessoas. É revolucionário e até insano ao mesmo tempo que a cósmica assim o pretende na expansão sem dúvida dos horizontes pela autoanálise e  autoconhecimento, dando fatores para o desenvolvimento do pensamento crítico, estimulando o processo criativo pessoal de cada pessoa, dando um novo universo ao mundo, transformando-nos a cada um de nós inicialmente, promovendo a liberdade e a força de expressão contida em cada ser humano justo e ponderado.


Quais os principais desafios para construção dos textos que compõem a obra?

Magno Jardim - Sem dúvida, conseguir conciliar a força das expressões de forma dramática e concisa fugindo aos cânones e aos postulados gramaticais, usando da minha criatividade como criador e autor de tal aprimoramento filosófico e psíquico por forma a transmitir a tal “Mensagem” de uma forma mais simples se calhar até mesmo de maneira espírita por forma a cumprir os tais desígniosdo Quinto, o tal “Encoberto” que vem no nevoeiroda alma e dos pensamentos para nos salvar.


Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de o “5º Império - O Eco das Palavras”?

Magno Jardim - Acima de tudo fazer chegar a liberdade intangível, inteligível e inatingível do espírito sobre a matéria, demonstrar como tudo, de certa forma, se encontra interligado para a realização da determinada gnose do 5º império não sendo meramente especulativo e muito menos uma força de estilo usada para desabafar uma simples mágoa.


Apresente-nos um dos textos publicados no livro.

Magno Jardim - Esse mesmo trilho que a alma percorre em busca do seu sentido, do seu propósito e do conhecimento de si próprio, acaba por se cruzar inevitavelmente com outras entidades no mesmo processo eternamente intrínseco ao ser humano em toda a sua existência. É neste sentido, nestes poucos tempos da nossa civilização que as ideias e os valores mais altos se levantam e nos são transmitidos ao longo da nossa história, para que nunca nos esqueçamos de quem somos, de onde viemos e para onde vamos e, de que, por mais curta que seja a demanda, ela se glorifique por meio das nossas ações, por meio das nossas palavras. Pág. 8.
E isto claro está, nas mais diversas áreas da sociedade. O 5º Império, dos tempos os quais as datas se aproximam; os símbolos especificados fecundam naquela que é a poética Pessoa na que transmitem algo que se perdeu e vamos inevitavelmente perdendo com estes novos tempos que se aproximam e que muitos de nós ainda lutamos para preservar; a nossa identidade, o nosso “Ser”, o nosso escol. O que mais não é do que a representação de quem somos no mundo, mas como bem o “Ser” de quem somos?! As nossas decisões?! Modo de estar?! No nosso país?! O nosso país; no mundo. Como cidadãos num espiritualismo, com perda sucessiva de valores que, em muito ou pouco, somos senhores de nós mesmos, mas sim somos apenas simples observadores das decisões de outrem e do mundo que nos rodeia, em que não agimos em conformidade com as nossas raízes e em muito menos com os nossos sentimentos! Págs. 13 e 14.


Onde podemos comprar o seu livro?

Magno Jardim - No site da Chiado Editora, se bem que até acho que tem representação física no Brasil, no Amazon, no site da Wook, pela livraria Bertrand, na Fnac e até eu mesmo tenho alguns exemplares que posso enviar a cobrar ao destinatário como cheguei a fazer para o Brasil com as obras anteriormente publicadas, tanto como para o México, a Argentina, Venezuela e EUA etc. exatamente mesmo pelo conteúdo tocar as pessoas na sua essência.


Quais os seus principais objetivos como escritor?

Magno Jardim - Simplesmente passar a “Mensagem” por sentir que esse dever me foi incumbido, se bem que a criação de uma nova corrente literária por inerência não acharia nada mal.


Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Magno Jardim. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Magno Jardim - Por mais incrível que pareça, vou deixar presente o que sempre me aconselharam que é o famoso “Estuda”, que muitos pais e professores fazem questão de querer deixar patentes na vida daqueles que tocam. Por ser o futuro que nos é dado a ferramenta que nos é oferecida para que possamos poder aprender a pensar e isso que nada é mais do que um direito dos mais importantes para a nossa subsistência e evolução quanto e como seres humanos. O meu muito obrigado.


Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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domingo, 6 de maio de 2018

EM ENTREVISTA SEVERIANA PAULINO RODRIGUES APRESENTA 'CAMINHOS CRUZADOS'


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Severiana Paulino Rodrigues (Séve), nascida em Águas de Santa Bárbara (SP),reside e trabalha em Iaras (SP). Pedagoga na Fundação CASA, graduada em Pedagogia pela FREA (Fundação Regional Educacional de Avaré), Faculdade de Ciências e Letras de Avaré, (1997), pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela FSP- Faculdade Sudoeste Paulista  Avaré (SP), (2010).

Desde 2008, participa como escritora quando teve selecionada num concurso cultural a sua carta de combate ao racismo, que foi publicada no livro “Racismo: São Paulo Fala”. Cartas selecionadas da campanha cultural 120 Anos de Abolição –“Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”,lançado pela Ipsis Gráfica e Editora, 2008. Participação na Bienal do Livro por meio das Palavras Abraçadas (poesias), 2016. Participação no livro de Antologia Poética O Diário das Almas Femininas (2015) e O Poeta do Divã (2016), ambos lançados pela editora Sanches 2016. Participação no Projeto “Platinum do I ao  XXI ”– (poesias, 2016) – Bookess Editora. Lançamento do livro “Caminhos Cruzados” (Livro de própria autoria) - (poesias, 2016) – Bookess Editora. Participação na publicação como organizadora, revisão técnica e ortográfica do Livro Degradê das Grandes (Poesias, 2016) – Bookess Editora.Participação no 3º FLAL (Festival de Literatura e Artes Literárias) online no Facebook. Edição Especial de Primavera / Destinado exclusivamente para a literatura de língua portuguesa para escritores, leitores, editores e profissionais da área técnica literária – 2016. Participação no 4º FLAL (Festival de Literatura e Artes Literárias) Edição Arte e Estilo online no Facebook. Edição Especial de Primavera destinado exclusivamente para a literatura de língua portuguesa  para escritores, leitores, editores e profissionais da área técnica literária – 2017. Participação no Projeto “Ofício da Alma II, (poesias, 2018) – Bookess Editora. Classificação no Concurso Nacional Novos Poetas Poetize, 2018. Palestrante em diversas áreas.Participação em livros de outros escritores(as). Revisora Técnica e Ortográfica de textos para outros escritores(as). Palestrante na área da Arte Literária (Projeto de Incentivo à Leitura e à Escrita). Administradora de várias páginas na internet e grupos de diversos assuntos e temas, com exclusividade para assuntos ligados à cultura, educação, políticas públicas e literatura.

“Simplesmente vidas, coisas e pessoas que cruzaram o meu caminho e que de alguma forma ou modo participam ou participaram da minha vida. Por isso o título “Caminhos Cruzados”.”
Boa Leitura!

Escritora Severiana Rodrigues, é um prazer contamos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever?

Severiana Rodrigues - Muito obrigada pela oportunidade. Sou toda gratidão. Na verdade, o que me motivou a escrever foi descobrir como as letras têm um poder mágico de transformar as palavras. Escrever é algo incrível e formidável!

Como foi a seleção dos textos para compor “Caminhos Cruzados”?

Severiana Rodrigues - Escrevi de acordo com os temas que iam surgindo e que me inspirava no momento.

Quais critérios foram utilizados para escolha do título?

Severiana Rodrigues - Simplesmente vidas, coisas e pessoas que cruzaram o meu caminho e que de alguma forma ou modo participam ou participaram da minha vida. Por isso o título “Caminhos Cruzados”.

Quais temáticas estão sendo abordadas nesta obra literária?

Severiana Rodrigues - Amor, mãe, namoro, profissão, filhos, talento, pessoas, características, sentimentos, política, enfim… sou muito eclética, no entanto abordo temas do dia a dia.

Apresente-nos um dos textos publicados em “Caminhos Cruzados”.

Cada Pessoa

Cada pessoa é bela
É um ser humano único
Cada qual com o seu jeito
Com a sua habilidade
Cada pessoa tem a sua frustração
Possui a sua neurose
Se rasga na criatividade
E define sua identidade
Cada pessoa tem dentro de si
Sua inocência
Sua timidez
Cada pessoa esbanja charme
Genialidade
Solidariedade

Sabemos que cada texto é um pedacinho do autor. Comente um pouco sobre o momento da escrita deste texto, em que momento o texto foi escrito?

Severiana Rodrigues - Este texto foi escrito no momento em que eu presenciei a falta de respeito de um superior ao seu subordinado, a arrogância e a prepotência de como tratou o subordinado, então eu escrevi sobre cada pessoa. Foi oportuno o momento para que eu pudesse escrever e relatar o meu sentimento.

O que mais a inspira a escrever?

Severiana Rodrigues - A vida, o amor, o céu, as estrelas, tudo à minha volta me inspira e me faz escrever.

Onde podemos comprar o seu livro?

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Severiana Rodrigues - Divulgar a leitura e a escrita e incentivar essa geração “made in celular”versustecnologia a importância do ler e escrever para as nossas vidas.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Severiana Paulino Rodrigues. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Severiana Rodrigues - Eu que agradeço por poder participar de um projeto tão grandioso e parabenizo toda a equipe pela criação e divulgação deste incrível projeto.
Que não devemos nunca desistir de nossos sonhos, devemos correr atrás de nossos objetivos com garra, força e coragem, pois através da persistência alcançaremos o topo!
Leiam meu livro! Divulguem o meu trabalho! Conto com vocês! Abraço fraternal a todos. Severiana (Séve).

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domingo, 29 de abril de 2018

CRITICA LITERÁRIA APLAUDE O POLEMICO E PREMIADO LIVRO 'O INFERNO É VERDE'

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Reginaldo Daniel da Silveira (R. D. Silveira) escreve para revistas científicas, veículos de comunicação e também é autor do livro técnico “Videoconferência: a educação sem distância”. Além de escrever, Silveira atua como psicólogo, ocasião em que avalia pessoas e trata pacientes. A formação cultural (graduação, especialização, mestrado e doutorado) é base de apoio na educação.
Silveira é professor de graduação/pós-graduação e pesquisador numa universidade federal. Já dirigiu instituições de ensino e desenvolveu projetos de EAD (um deles em execução em todo o Paraná). Seu histórico inclui ainda a atuação durante anos como jornalista, tendo dirigido emissoras de rádio e recebido prêmios na área de comunicação. O “Inferno é Verde”, seu livro atual e primeiro romance policial, vem sendo aclamado pela crítica como uma das obras mais interessantes do ano sem deixar nada a desejar aos grandes best-sellers.

“Conhecer o autor é tão importante como apaixonar-se ou irritar-se por este ou aquele personagem. O autor escreve por algo que quer dizer a quem puder lê-lo. O texto é o meio de união que leva à investigação, guia a interpretação; e o que sabemos fora dele ajuda a ampliar este entendimento.”
 Boa leitura!

Escritor R. D. Silveira, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, em que momento surgiu inspiração para o romance “O Inferno é Verde”?

R. D. Silveira - Ler, observar pessoas, ouvir músicas ou assistir a filmes foram momentos inspiradores, mas eu creio que a impulsão foi a ideia de produzir um texto como contraponto às notícias de espionagem americana de pessoas e países com o objetivo de dominação. Ao tentar juntar o que me vinha à mente a uma história de tráfico de drogas, não gostei do meu texto, parecia sintático e formal demais. Resolvi parar e fui ver televisão. No jogo de futebol, uma torcida verde gritava sem parar: Green hell! Green hell! Por instantes fiquei absorto nas imagens e então retornei ao computador, com um desejo intenso de escrever o que me viesse à mente, algo que me arrepiasse, que parecesse mágico. Foi então que criei a Agência Internacional de Inteligência 3-i, a “Operação Green Hell” e o tráfico de drogas na Amazônia. Acrescentei a isso tudo o olhar sobre o que acontecia no Brasil. 

Como foi a escolha do título? Quem veio primeiro, o título ou o enredo

R. D. Silveira - A escolha do título foi marcante neste trabalho. O nome “O Inferno é Verde” veio da Operação Green Hell e depois eu criei o enredo. O texto ganhou impulso quando a Lava Jato já estava em desenvolvimento. Sobre a ficção que na trama envolvia tráfico de drogas, guerrilhas, índios, animais, agentes especiais e tecnologias de apoio à inteligência internacional, ousei sobrepor um novo texto. Digamos que eu coloquei dentro do primeiro texto, o da ficção, recortes de um texto distinto, o da realidade brasileira de uma Lava Jato, que para uns era a redenção e para outros era o desastre. Uma parte a queria e a outra a temia. Na metáfora da dicotomia, o inferno pode se transformar no paraíso e o paraíso pode se transformar no inferno. O verde do encanto e da sedução pode ser também o inferno das drogas e da corrupção.

Apresente-nos a obra.

R. D. Silveira - Um carro é lançado ao precipício numa rodovia da Mata Atlântica. A Agência Internacional de Inteligência 3-i, apoiada por metade do planeta, dá início na Amazônia à mega operação Green Hell para investigar o tráfico de drogas. Refém de uma guerrilha dissidente das Forças Armadas Revolucionárias (FARC), o agente especial Nolan enfrenta guerrilheiros, traficantes, anacondas, onças e jacarés. O inusitado vai além quando ele toma como parceiro um animal selvagem; e como paixão, uma índia. Num cenário que inclui robôs virtuais e drones, o combate ao sistema de produção e distribuição de drogas vai da Amazônia à República de Curitiba, energizada pela Operação Lava Jato. Quando os fios da trama se unem ao homicídio na rodovia da Mata Atlântica, Moore, delegado executivo da 3-i precisa ajudar seus agentes a encontrar a central de distribuição de drogas. Do contrário a operação fracassará. Green Hell! Não dá para esquecer!

Quais os principais objetivos a serem alcançados com a publicação e divulgação da obra?

R. D. Silveira - O objetivo do projeto literário é, em primeiro plano, entreter. Ao acrescentar ao entretenimento informações e olhares sobre a realidade, provoca-se a reflexão. Quando a ficção se mistura com a realidade é possível criar recortes de pensamento crítico, por exemplo, sobre um futuro menos corrupto e mais universalista do que imperialista. Dentro dos seus limites, o trabalho tem o efeito de produzir uma espécie de teaser de um enredo a ganhar corpo em outras obras. A ousadia é esperar o entretenimento reflexivo, a harmonia entre o passatempo genuíno e as cognições que nos fazem pensar sobre nós mesmos e o mundo.

“O Inferno é Verde” está sendo visto como uma das principais obras paranaenses. O que, em seu ponto de vista, levou o livro a ter tamanho destaque no mercado literário contemporâneo?

R. D. Silveira - Como diria Foucault, o que escrevi nesta obra é para mim hoje, o anterior e o exterior. Pergunto-me se como produtor do texto, cabe apenas a este autor definir o que fez. Para Roque Aloisio Weschenfelder em “O Inferno é Verde” há um nexo presente entre os episódios e a realidade contemporânea brasileira. O crítico literário destaca ainda a linguagem em capítulos iniciados sempre por uma palavra ou expressão, geralmente objeto direto da última frase do capítulo anterior. Nas palavras de Weschenfelder este modo “sui generis” de escrever é um meio de comprometer o leitor a não interromper a leitura. Eu não arriscaria explicar tudo por um único viés, mas acredito que há um pouco desta análise crítica na receptividade da obra.

Qual o momento, enquanto escrevia a obra, que mais o marcou? Comente.

R. D. Silveira - Um momento singular foi conceber a tentativa de fuga de Nolan, prisioneiro da guerrilha, em meio a guerrilheiros armados, índios selvagens, onças, cobras, insetos e plantas venenosas. Sobreposto a isto, o agente precisava decidir se deixava a 3-i e ficava com a índia Amaru, ou continuava na 3-i e deixava seu coração na selva. Em outros momentos, me assustei quando um prisioneiro foi jogado a duas gigantescas sucuris; me sensibilizei pelo amor incondicional de um pequeno quati a Nolan, me impressionei com a bravura da índia Amaru. Por fim, é bom lembrar que dei muitas risadas quando Nolan com diarreia procurou um chonto(buraco para necessidades fisiológicas). Preocupado com o asseio, ele recebeu de um guerrilheiro um pedaço de jornal colombiano. A foto estampada trazia uma manchete: Moro, o juiz que limpa as sujeiras do Brasil.

Onde podemos comprar o seu livro?

R. D. Silveira - O livro está à venda nas Livrarias Curitiba, Livrarias Cultura, Clube de Autores e outras importantes livrarias do Brasil. Nas livrarias Curitiba, a compra pode ser feita diretamente; nas demais, de modo virtual. Links para aquisição são:

Soube que você irá receber, em Minas Gerais, o prêmio Castro Alves. Comente a premiação.

R. D. Silveira - O Troféu Castro Alves 2018 faz parte do evento Excelência Literária de Minas Gerais, criado em 2016 pelo jornalista Eustáquio Felix. Como autor de “O Inferno é Verde”, o recebimento desta premiação é um reconhecimento à obra e à contribuição para a literatura brasileira. Importa registrar que para alguém que nunca participou de um concurso do gênero ou ambicionou um prêmio literário, é com surpresa e satisfação que tomei ciência do convite para receber o Troféu Castro Alves. O valor institucional desta experiência aumenta a responsabilidade e me incentiva a dar continuidade ao ato de escrever. Em 5 de maio às 23 horas no salão nobre do Real Campestre Clube de Itabira, também serão entregues os troféus Cecilia Meireles, Pedro Aleixo, Carlos Chagas, Guimarães Rosa e Mário Quintana.

Quais os seus principais objetivos como escritor?

R. D. Silveira - Comecei “O Inferno é Verde” instigado pelo desejo de contar uma história. Já nas primeiras linhas, o mítico da linguagem conotativa me entusiasmou. Ele me fazia fugir da lógica científica a que estava acostumado e me aproximava de uma verdade intuitiva. É como se eu me autorizasse a desejar eventos em que os sonhos fugissem do papel, transfigurassem a realidade e gerassem encantos. Este arrebatamento, contudo, não eliminou a minha vontade de estar atento ao ambiente à minha volta. Entendo que “O Inferno é Verde” ao propor a ficção num texto que acolhe um outro texto de realidade, expõe ambiguidade e dicotomia, criando na credulidade e na introspecção uma oscilação mental no autor e no leitor. Espero dar continuidade ao que já fiz, contando histórias sobre amores, medos, aventuras e experiências da existência humana.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor R. D. Silveira. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

R.D. Silveira - Quero agradecer por esta participação, ao dizer que ela, como o livro, permite a criação de um processo interativo que une autores e possíveis leitores. Conhecer o autor é tão importante como apaixonar-se ou irritar-se por este ou aquele personagem. O autor escreve por algo que quer dizer a quem puder lê-lo. O texto é o meio de união que leva à investigação, guia a interpretação; e o que sabemos fora dele ajuda a ampliar este entendimento. No final de tudo, nos construímos como autores e leitores, e se virarmos a página estamos no suspense, pois não temos ideia de quem serão os personagens e como tudo vai acontecer. É como diz o texto de “O Inferno é Verde”:
Para criar personagens no tempo e no espaço Deus tem caixas de ferramentas. Cada vez que uma delas é aberta, inicia-se a montagem de um novo espetáculo. Deus não joga dados, como dizia Einstein, mas adora brincar com eles.

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sexta-feira, 30 de março de 2018

AOS OITENTA E DOIS ANOS, AZEVEDO, TORNA-SE EXEMPLO PARA LITERÁRIOS CONTEMPORÂNEOS


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Há 22 anos quando aposentou como auditor fiscal da Receita Federal, e com pendores literários, Azevedo, como é costumeiramente tratado nos meios literários, motivado por amigos, começou a escrever aos 65 anos. Utilizando a tecnologia da informação para seu tino autodidata, até então valeu-se de seu diário vivencial desde 1970. Tem cinco livros publicados.

Considerando-se um escritor ainda em formação, intitula-se uma pedra bruta a ser lapidada conforme crítica literária. Transitando da terceira para a quarta idade (82 anos) continua lendo, estudando e escrevendo para satisfazer seu ego, embora dificultem-lhe as dores físicas, a surdez severa, a memória esvaindo e outros empecilhos mais. Sem perder o senso crítico e a lucidez, reflete especialmente sobre a razão que leva os ingratos a agirem assim. Conclui sobre a diferença entre o velho e o idoso: ser velho é quando perdemos as esperanças e passamos a reclamar de tudo e de todos como se nada mais valesse a pena. Ser idoso é quando ainda descortinamos um novo porvir, transpondo barreiras na estrada da vida e abrindo picadas para as trilhas nas matas.

“Analisa também o aspecto vivencial da família, desmoralizada pela mídia e enxovalhada por quem mais deveria defendê-la: pais, mães e filhos.”

Boa leitura!

Escritor José Antônio de Azevedo, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever o seu livro “O Homem no Mundo”?

Azevedo - Trata-se de uma obra séria com algumas pitadas de ironia, discorrendo sobre vários temas, como episódios do dia a dia do país, a administração pública e o descaso das autoridades com os idosos, apesar do Estatuto do Idoso. Analisa também o aspecto vivencial da família, desmoralizada pela mídia e enxovalhada por quem mais deveria defendê-la: pais, mães e filhos.

Quais os principais desafios para a escrita de “Transição”?

Azevedo - Demonstrar a existência das duas grandes e traumáticas transições: a do nosso nascer e a do morrer. O nascituro, que está tranquilo no ventre da mãe, suporta um grande choque ao vir à luz. Ao morrer sofre enorme impacto ao transitar para a quarta dimensão.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio do enredo que compõe a obra?

Azevedo - Divulgar minha visão sobre as transições por que passou o mundo na atualidade, visto que em menos de um século tudo que existe nele transformou muito mais do que o que ocorreu até então desde o Big Bang.

Dando continuidade à sua carreira literária, surge “O coração infarta quando chega a ingratidão”. Quais temáticas estão sendo abordadas por meio do enredo que compõe a obra?

Azevedo - O tema da ingratidão como o PIOR DEFEITO do ser humano. Nele, reflito sobre a razão que leva os ingratos a se utilizarem dos velhos como escada, enquanto produtivos, para os descartarem quando perdem a capacidade de trabalho.

E por fim temos “Comendo fogo e cuspindo cinza”. Por que este título?

Azevedo - Fiel à temática que me é cara e crítico sobre a sociedade, nas questões que envolvem pessoas idosas, apresento uma personagem nova, Zé Baiano, e o cidadão idoso Maicro, para fundi-los como em uma simbiose, transformando-os daí numa terceira, Ícaro. Resulta em seguida no melhor que há nos outros dois: o vigor da juventude com a experiência da maturidade. O simbiótico Ícaro, assim transformado, torna-se imbatível nas batalhas diárias da vida, pois descobre dentro de si uma fogueira de energia que gera potência para fazer funcionar o motor da juventude acumulada. Conduzo, assim, o tema por uma série de palestras que abordam vários aspectos da existência, sempre em busca do equilíbrio, tão necessário a quem come fogo e cospe cinzas para produzir a energia de que precisa na evolução da vida.

Onde podemos comprar seus livros?

Azevedo - “Transição” está à venda na Biblioteca 24h.
“O Homem no Mundo”, “O coração infarta quando chega a ingratidão” e “Comendo fogo e cuspindo cinzas” podem ser adquiridos nas livrarias Cultura, Martins Fontes e Asabeça.

Qualquer um destes títulos pode ser pedido pelo e-mail jazevedo2008@gmail.com  diretamente com o autor a preço a ser combinado, ou doado para leitores pobres que não tenham condições de comprar.

Quais os seus principais objetivos como escritor? Soube que já temos livro novo no prelo.

Azevedo - Considerando minha humilde e simples pessoa, não tenho pretensões financeiras como escritor, mas se angariar alguns leitores já me sinto orgulhoso e realizado. O livro que está no prelo “Evolução Transcendental da Juventude” está com previsão para ser editado até final de abril deste ano (2018).

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Antônio de Azevedo. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Azevedo - A todos os leitores o meu muito obrigado.

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