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domingo, 7 de maio de 2017

PALAVRA DA SALVAÇÃO (25)

4º Domingo da Páscoa - 07/05/2017


Anúncio do Evangelho (Jo 10,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


***
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:



***
Bendita porta de saída para a vida

 “Eu sou a Porta das ovelhas” (Jo 10,7)

Todos os anos, o 4º. Domingo de Páscoa inspira-se na imagem do “Bom Pastor”. Embora o Evangelho deste domingo não fale de “aparições” do Ressuscitado, não nos afastamos do tema pascal, pois Jesus afirma expressamente: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. A “Vida” é o verdadeiro tema pascal. 

E imagem pascal deste 4º. Domingo da Páscoa é a Porta da Liberdade, que possibilita uma vida sempre expansiva. A Vida verdadeira implica saída de nossos espaços, muitas vezes atrofiados e de curto horizonte: por isso precisamos de uma porta, de uma saída. Não podemos, não devemos permanecer fechados, pois isso atrofia nossas possibilidades de vida, sobretudo se estamos reclusos no egocentrismo. 

Equivocadamente distraídos por alguma complacência ou comodidade interna, nem sempre caímos na conta de que vivemos fechados; não percebemos o perigo letal da asfixia existencial; não sentimos as amarras da dependência ou os vícios que a vontade fragilizada já não consegue romper. 

Nesse sentido, podemos entender a imagem da “Porta” enquanto espaço aberto que permite a vida fluir. Porque vida é, antes de mais nada, espaçosa, amplitude ilimitada que tudo abarca e que se expressa em infinidade de formas, todas elas habitadas pela mesma e única Vida.

Precisamos nos libertar, nos desatar, sair; precisamos de uma porta!

Escutemos Jesus que diz “Eu sou a Porta”. E é verdade, porque Jesus, “ressuscitado dentre os mortos”, abriu um espaço no hermético ventre da morte. Com seu próprio corpo e sua vida Jesus se transformou em Porta da Vida verdadeira e com a força do seu Espírito Ele nos liberta, nos desata para sair dos espaços atrofiados e passar para a vida ampla do amor, para a vida com os outros. 

“Eu sou a porta”: aqui Jesus não se refere àquela peça de madeira que gira para fechar ou abrir, mas ao espaço por onde se tem acesso a um recinto. Por isso Ele diz que é a porta das ovelhas, não do redil. Todos aqueles que vieram antes dele não deram liberdade e asfixiaram a verdadeira vida. 

Em Jesus, todo(a) seguidor(a) pode alcançar a verdadeira liberdade; “poderá entrar e sair”, terá liberdade de movimento. Jesus não busca seu próprio proveito nem o de Deus. Seu único interesse está em que cada ovelha alcance sua própria plenitude e viva intensamente. 

A característica do Bom Pastor é que põe toda sua vida a serviço das ovelhas para que vivam, sem limitação alguma. Ao fazer isto, põe em evidência a qualidade de Vida que possui e abre a possibilidade para que todos os que lhe seguem tenham acesso a essa mesma Vida. 

Uma porta aberta. Jesus se compara a uma porta... aberta! Somos impactados pela luz que vem de fora e pelo ar vivificante. Nós ouvimos sua voz. Ele se dirige a cada um e à sua voz nos colocamos em marcha. O oxigênio que aí respiramos é o Sopro do próprio Deus. 

Jesus é uma Porta grande e aberta que favorece a circulação com toda a liberdade Entrar por essa Porta é o mesmo que “aproximar-nos d’Ele”, “escutar sua voz”, “identificar-nos com Ele”. Passar pela Porta implica também desvelar nossa verdadeira identidade enquanto “portas abertas”.Cada um de nós é um mundo, dentro do Mundo. Este contato se estabelece pelos sentidos: saímos ao Mundo e entramos em nosso mundo através dessas cinco portas. 

Por essas portas dos sentidos saímos de nós mesmos para o Mundo, ao mesmo tempo que o Mundo entra em nós. Tomar consciência do como transitamos por estas portas é essencial para crescer em um modo transparente de existir. Porque há um modo de entrar e sair por elas que pode ser feita de maneira autocentrada e depredadora ou de maneira agradecida e geradora de comunhão.

Há um modo de ver, ouvir, saborear, tocar, sentir... que nos atrofia e nos isola em nosso pequeno mundo opaco e estreito, enquanto há outro modo que nos abre e nos expande em direção ao Mundo, e que vai se revelando como presença e transparência de Deus. 

Expandir os cinco sentidos nos capacita sentir Deus como Presença primeira e constitutiva da Realidade, pulsando em todas as coisas. Porque, em definitiva, o que nossos olhos querem ver, o que nossos ouvidos querem ouvir, o que nosso tato quer apalpar... é o Rosto-mais-além-dos-rostos que se manifesta através dos outros. Assim, os sentidos não são somente portas entre nosso mundo interno e o Mundo exterior, mas umbrais que abrem ao Transcendente, que pulsa no mundo e ao qual só se pode chegar através do mesmo mundo. 

O contexto social no qual vivemos nos revela que há uma doença que nos afeta praticamente a todos: em nossas vidas, há muito mais espelhos que nos isolam do que portas que nos universalizam. 

No espelho nós nos vemos; e o que vemos não é o que somos, mas o que aparentamos ser. Desta percepção não saímos. A contemplação narcisista de nosso rosto atrofia o horizonte de nossa vida; o horizonte perceptivo é mínimo. O espelho é incapaz de revelar a verdade de nosso ser e de ampliar nosso mundo afetivo e relacional, não facilita a acolhida, o encontro... O centro do espelho somos nós mesmos. 

As portas abertas, por sua vez, permitem ampliar nosso horizonte. Através delas purifica-se o ar denso e irrespirável do nosso interior, que geramos quando nos fechados em nós mesmos. Elas nos abrem à comunhão com a natureza, com os outros, com a realidade que nos cerca. Elas nos humanizam, pois servem para nos revelar aos outros quem somos, que eles fazem parte de nossa casa e que, abertas, indicam que eles podem entrar e sair livremente em nossas vidas. 

Como seguidores(as) de Jesus, habitando em casas construídas sobre a rocha do Evangelho, deveríamos nos preocupar mais com as portas e janelas e menos com os espelhos. Outros rostos precisamos descobrir: concretamente, rostos feridos, excluídos, carentes de proximidade e abraço.

Muitas vezes, as portas nos protegem da diversidade, blindam nossa individualidade e parecem itens indispensáveis à sobrevivência. Assim, seremos prisioneiros de nossa estreita visão de mundo e faremos de nossa casa uma couraça que enclausura.  Melhor a viagem que nos faz vulneráveis do que a segurança que nos rouba o horizonte. Melhor enfrentar o impacto do diferente e usufruir da liberdade do que inventar portas seguras que nos fazem cativos e solitários. 

Texto bíblico:  Jo 10,1-10 

Na oração:   Seja uma porta sempre aberta:   “entrada franca”.
- Nada de “cachorros” que atemorizem o visitante: seu orgulho, seu egoísmo, sua inveja, sua ironia, sua rudeza, seu preconceito. 
- Nada de longas esperas que desanimam: esteja sempre atento, nem que seja para um cumprimento, um sorriso, um aperto de mãos, caso você não tenha tempo para uma conversa.
Uns instantes de intensa atenção bastam para acolher o outro.
- Nada de móveis que impeçam a circulação; mantenha sua casa disponível. Não imponha seus gostos, suas ideias, seus pontos de vista. Nada de retribuições que custam caro: se você oferece alguma coisa, faça-o gratuitamente e nada espere em troca. 

Pe. Adroaldo Palaoro sj
http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1091-bendita-porta-de-saida-para-a-vida


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sábado, 6 de maio de 2017

ITABUNA CENTENÁRIA, REFLETINDO - Lei do Caminhão de Lixo

O que a sorte  reserva para você

Temos que esvaziar nosso coração e nossa mente a cada dia como quem esvazia a lixeira de nossa casa, empresa, loja, Não devemos acumular lixo de ódio, rancor, maledicências, ou mais, que só geram desamor em nossa caminhada.
Leia e medite nessa história "Lei do Caminhão de Lixo", de um autor desconhecido, que deve ser algum parente meu próximo, vez que, também sou desconhecido da maioria. Leia e fique por dentro. Não é novidade nenhuma dar um presente ao aniversariante no dia do aniversário dele; o surpreendente é presentear o mesmo a cada dia.
Existe em nossa vida sempre uma maneira de surpreender e amar. 
Leia esta boa história e faça seu coração vibrar. Não espere retribuição, pois, a recompensa deve vir dos céus.

João Batista de Paula.

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"Lei do Caminhão de Lixo


Um dia, peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saiu do estacionamento na nossa frente.

O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.

O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.

E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.

Assim eu perguntei: "Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!"

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo".

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.
Andam por ai,  carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.

Não tome isso pessoalmente.

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta para levantar cedo de manhã com remorso, assim...
Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

Tenha uma boa noite, livre de lixo é claro!"


(Autor desconhecido)

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O SILÊNCIO DA SAUDADE – Por Rute Caldas (Acróstico)

O Silêncio da Saudade
(Acróstico)
  
 Resta apenas a saudade
  Ainda recente de
  Uma fatalidade
  Lembrada nesta vida.

  Ontem tu vivias,
  Tragicamente tu partiste,
  Agora só resta o silêncio
  Vivido por nós, nesta
  Incomparável  lembrança
  Ociosa pela perda.

  Calamos angustiados por
  Algumas horas,
  Lembrando a sua alegria,
  Do seu modo de ser,
  Apesar dos seus defeitos,
  Seu carisma nos conquistou.

  Certos de que
  Onde você estiver
  Restará a lembrança que,
  Trará de volta
  Esse jeito de ser o
  Silêncio da saudade!

***
“De Rute Caldas
Para Raul Otávio N. Caldas Cortes
Inspirado pela pessoa que muito te amou:
TUA MÃE.”

Vem aí “A História de Rute”.


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TRUMP ANISTIA FREIRAS CATÓLICAS PERSEGUIDAS POR OBAMA

Quinta-feira, 4 de maio de 2017

Hoje, Dia Nacional da Oração (National Day of Prayer), o Presidente Donald Trump chamou ao palco principal, para uma saudação especial, as freiras da Congregação Little Sisters of the Poor.

Você sabe quem elas são?

As Little Sisters of the Poor foram algumas das principais vítimas da perseguição religiosa promovida pelo governo de Barack Obama. Quando o Obamacare, a lei de saúde pública do presidente democrata, obrigou todas as instituições de saúde e hospitais a fornecerem contraceptivos, inclusive esterilização e pílulas abortivas, as religiosas resistiram ao governo, afirmando que estas práticas ofendiam a religião católica e violavam sua consciência.

Como Obama nunca respeitou a consciência de ninguém, bom aspirante de Lênin que é, partiu para o ataque violento contra as Little Sisters of the Poor, o que acabou gerando uma enorme batalha judicial, que foi parar na Suprema Corte. Obama utilizou até mesmo a Receita Federal americana para perseguir as freirinhas!

Donald Trump assinou hoje uma Executive Order para garantir a liberdade religiosa das Little Sisters of the Poor e outras entidades, excetuando-lhas da obrigação de fornecer contraceptivos e abortivos, como queria Obama. Trump também determinou que o governo federal desista de todas as batalhas judiciais contra as freiras.

A presença das Little Sister of the Poor no palco principal é um ato de justiça do Presidente Trump, mas também um exorcismo do espírito totalitário que invadiu a Casa Branca por oito anos.

Sim, estamos diante de um grande Presidente.



Informação e Texto originais extraídos do Facebook do comentarista politico  e jurista Taiguara Fernandes


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

TERRAS DE ITABUNA: O Trabalho dos Sergipanos


Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original

O Trabalho dos Sergipanos

           
         A vantagem do cacaueiro é que serve ao homem sem se importar com o carinho do homem. Cresce, flora, carrega o ano todo, quase sem descanso. Trabalha, dia e noite, sem repouso. Mal acaba de ser colhido começa a florar, mal acaba de florar começa a produzir frutos, que valem ouro.

          É a melhor lavoura do País. Não exige que o seu cultivador seja alfabetizado, nem que possua conhecimentos agronômicos. Cumpre na terra as suas origens divinas, citadas na lenda do Quartzalcaut, “sementes trazidas do paraíso, que davam a sabedoria universal”.

            “Os seus palácios de Tula eram os mais belos do mundo: o ouro, as pedras preciosas e os metais mais raros foram os únicos materiais de que se serviram na sua edificação”.

            A cidade Itabunense é presentemente esse palácio de Tula, construída com a prosperidade da lavoura cacaueira, sustentada pelos braços sadios dos seus desbravadores.

           As lutas políticas, os choques das ambições entre os donos das terras, as disputas nas posses de propriedades, os crimes de morte, as injustiças praticadas, os insultos lançados, a maldade humana, ao atingiram os cacaueiros. Inferente, tranquilo, viçoso, florado, copado, o cacaueiro se desenvolvia como o dono legítimo que é das terras ricas do Sul da Bahia. Como um contribuinte, ele sustenta o homem, sustenta o comércio, o município, o Estado, sem nada exigir-lhe. As suas relações íntimas, cordiais, alegres e tristes se fazem com a natureza, com a terra boa, a chuva boa, a natureza enfim, na qual ele vive muitos anos.

            Admirável Itabuna, como cresceu, como se desenvolveu, como se multiplicou em população, em riqueza, em civilização!

            Nascida em Ilhéus, tirada de Ilhéus, andava com passos mais avançados, e ameaçava ultrapassar-lhe no progresso. Carlos Souza leu tudo isso num artigo de Mares de Sousa, que o Tourinho achou péssimo, como tudo o que provinha do próximo. Só ele e os seus remédios prestavam. E que raiva agora alimentavam contra Moura Teixeira que curava veneno de cobra com uma simples palavra, enquanto o seu remédio, anunciado como infalível, andava por aí sem ninguém querer.

          O outro farmacêutico, Artur Nilo de Santana, costumava dizer que o seu colega Tourinho, mirrado e enraivecido, podia ser comparado à ruindade dos solos sáfaros. Aos solos bons ele comparava as levas desses maravilhosos sergipanos, desde aquele velho Firmino Alves, aos seus patrícios , que chegavam e se internavam nos fundos das matas. Que gente trabalhadora, como se ambientava, como se acostumava com a mata selvagem! Como era que essa gente se metia  na selva com a família e derrubava as matas, fazia roçado de mandioca, plantava cacau e esperava tanto tempo, debaixo de um rancho de palha, comendo farinha com carne seca, comendo feijão com raiz de aipim, com abóbora e maxixe e tomando café com a farinha de mandioca?

            Verdadeiros heróis, esses sergipanos que ajudaram a construir o município, cobrindo-lhe as terras de culturas, de riquezas, de empreendimentos. Gente de boa índole, possuidora de qualidades de inteligência e visão, sobretudo, dotada de uma resistência invejável no desempenho das tarefas. E como era econômica, prudente, generosa e confiante! Havia sergipanos que não prestavam, que eram bandidos, elementos terríveis, mas eram exceção.

            Na terra Itabunense deram os sergipanos o exemplo magnifico de disciplinados, de pioneiros incansáveis e destemidos.


            Nesse particular, Firmino Alves concentrava a sua grande alegria de haver concorrido para construir a terra em que vivia com essa gente boa de Sergipe.

(TERRAS DE ITABUNA Capítulo XIX)
 Carlos Pereira Filho

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OBAMA: OPORTUNISTA, DROGADO E AMBICIOSO?

4 de maio de 2017

Fonte: Harvard


O caso de amor da imprensa por Obama é conhecido e tema de bons livros. Mesmo agora, depois de sua passagem pela Casa Branca e tendo deixado um legado, na melhor das hipóteses, questionável, muitos jornalistas ainda fazem de tudo para poupar o “primeiro presidente negro” americano, aquele que sempre colocou a retórica acima dos fatos.

O GLOBO fez uma reportagem sobre uma nova biografia do ex-presidente, que traz revelações de Sheila Miyoshi Jager, hoje professora da Oberlin College. A antropóloga teve um “prolongado e dolorido” relacionamento com Obama, que teria inclusive a pedido em casamento antes de Michelle.
O destaque é o namoro. As drogas e a ambição ficam em segundo plano.

O jornal carioca, como vemos acima, preferiu dar destaque a esse fato desimportante na manchete, deixando de lado revelações bem mais relevantes feitas pela ex-namorada:
Numa entrevista para o livro, Sheila, que é antropóloga e acadêmica especializada na Península Coreana, afirmou que Obama tinha uma “profunda necessidade de ser amado e admirado”.

No início de 1987, quando Obama tinha 25 anos, ela sentiu que ele parecia ter ficado muito ambicioso, vislumbrando se tornar presidente. As discussões sobre um eventual casamento acabaram dando a lugar a questões raciais, segundo o autor. Garrow afirma que Obama começou a se identificar cada vez mais com as causas negras, deixando de lado a abordagem multicultural que ele carregava em seus relacionamentos, estudos e na vida pessoal (a mãe dele era branca).

“A resolução de sua identidade negra estava diretamente ligada a sua decisão de buscar uma carreira política”, afirmou Sheila, enxergando que a situação do casal acabou se tornando “uma tormenta”, com brigas presenciadas por amigos.


Sheila Jager: branca demais para render dividendos políticos a Obama? Fonte: Globo

Outros pontos pessoais incluem o fato de que Obama teria consumido mais cocaína após os anos de faculdade — o ex-presidente admitiu o consumo avulso da droga quando era jovem. Ainda segundo Garrow, Obama usou a religião com fins políticos, supostamente andando com uma Bíblia em ocasiões públicas para angariar mais apoiadores.

Ou seja, o que emerge desses relatos é um jovem com ambição desmedida pelo poder, que tinha necessidade de se sentir querido por todos (vaidade das vaidades, que leva à demagogia num político), que usava a própria raça e a religião para fins políticos de forma oportunista, e que cheirava cocaína.

Só faltou dizer que Obama andava basicamente com socialistas nessa época, e que admirava justamente os professores mais radicais de esquerda.

Mas para o leitor do jornal, o mais relevante talvez seja que outra mulher além de Michelle recebeu um pedido de casamento antes…

Em tempo: por que uma investigação mais a fundo de quem era Obama não foi feita antes de ele se tornar presidente da nação mais poderosa do planeta? Talvez porque a mídia estivesse encantada com a narrativa, não com a realidade, como nós brasileiros sabemos bem que pode acontecer, não é mesmo? O “negro legal que queria apenas lutar por justiça social” era tão irresistível quanto o “metalúrgico pobre que queria apenas lutar por justiça social”. Quem vive no mundo da estética sempre vai ignorar fatos para preservar a ideologia.

Rodrigo Constantino




Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

A VILA (III) – Helena Borborema


Ainda do Dr. Lafayette de Borborema é o seguinte relato:

          “Estava eu um dia fazendo a refeição com o juiz preparador na pensão, quando entrou na sala, montado em uma bonita besta, um dos valentões da terra; após nos cumprimentar, pediu, sem desmontar, um conhaque, e mais um e mais outro, e a seguir esporeou o animal que saiu, depois de derrubar mesas e cadeiras.”

          "De outra feita, uma noite, da nossa casa ouvi gritos de socorro de alguém que apanhava no então beco onde está  o  prédio da Maçonaria; indignado, saí e fui até a esquina; tudo escuro; os gritos de socorro continuavam e ouvi movimentos violentos de luta; não reconheci ninguém mas protestei fortemente, e quando assim o fiz, ouvi a detonação de dois tiros e os passos de pessoas que, correndo, se afastavam do local. Foram dois açougueiros que, à força, queriam fazer o fiscal do Município engolir uma bola de estriquinina, porque havia matado naquele dia o cachorro de um deles com o mesmo veneno. Com a minha intervenção o fiscal não chegou a engolir a “bola”, mas recebeu dois tiros.”

          “Era motivo de festa pública qualquer melhoramento que aqui se fizesse, até uma pinguela armada sobre um ribeirão ou riacho. E quando se fez a mudança de uns pranchões sobre o ribeirão que cortava a Rua Miguel Calmon, houve uma dessas festas à qual compareci como convidado. Após os discursos de estilo, foram todos à casa que lhe ficava perto, para servir-se de um copo de cerveja. Cerveja ao natural, pois, naqueles tempos, não havia gelo por aqui. Quando a cerveja estava nos copos sobre a mesa, um dos festeiros meteu um cacete em cima dos copos e das garrafas, espatifando tudo.  Foi caco de vidro por todos os lados; e como isso fizesse parte da festa, houve tiros para o ar e nova cerveja foi servida.“

          “Mas muita coisa pitoresca havia; uma delas foi uma festa que se realizou em casa de uma família, onde eram servidos às pessoas presentes doces e xícaras de chá em bandejas; eis que surge um cavalheiro trazendo uma bandeja com alguns copos de cerveja e oferece às senhoras presentes, dizendo muito gentil a cada uma que agradecia: - A senhora pode servir-se, essa bebida é muito diurética”.



          “Uma ocasião, em dia de eleição aparatosa (feita a bico de pena, em casa dos chefes) fui à pensão um pouco mais cedo para almoçar. Lá chegando, vi uma grande mesa posta, toalha muito alva e, no centro, dois bonitos perus bem assados; fiquei satisfeito; e quando procurava sentar-me no lugar de costume, apareceu o meu hoteleiro muito amável e foi logo dizendo: ‘O doutor vai hoje me desculpar, vai passar mal; essa mesa o coronel mandou preparar para os nossos eleitores’. E conduziu-me para um canto da sala, onde me deu para almoçar uma lata de sardinhas no azeite doce e um prato de farofa. O homem era meu adversário político.”

Ainda desses primeiros tempos de Itabuna, ele contaria:

          “O Correio, cuja primeira mala foi recebida em meio do caminho com muita música e grande manifestação popular, era uma vez por semana. As malas vinham às quintas feiras e aqui chegavam do Banco da Vitória à tarde; quando era ouvido o chocalho da madrinha da tropa que as conduzia, os interessados iam para a agência postal; abertos os sacos, o encarregado da distribuição passava a chamar os destinatários um a um.”

          “Era um sábado de Aleluia, um certo chefe de bandidos fez um judas e, nas costas, colocou um papelão com o nome da autoridade policial; como o referido policial tivesse uma cicatriz no pescoço, o chefe do bando colocou uma casca de mandioca para imitá-la. O Judas suspenso num pau, foi posto em frente do Quartel e crivado de balas, em vez de queimado, sob grande algazarra em ostensiva provocação.”

          “Contaram-me que um facínora foi à fazenda de um compadre para assassiná-lo. Como o compadre tivesse viajado, eliminou outro homem seu desconhecido, ‘para não perder a viagem’, segundo confessou à autoridade policial.”



          Apesar das violências, o progresso era inevitável. Se havia bandidos, havia também os homens de bem, que cada vez mais iam engrossando as fileiras daqueles que batalhavam pela grandeza de Itabuna no comércio, nas oficinas, na lavoura, nas atividades liberais. E no meio desses obreiros estava o moço Lafayette, iluminado pelo seu ideal de servir  à causa da Justiça e se integrando nos interesses da terra.

          “Em 1908 foi realizada a primeira reunião para a fundação da Associação Comercial de Itabuna, então com o nome de ‘União Comercial de Itabuna’. A primeira Diretoria foi empossada em solenidade presidida pelo Bacharel Lafayette de Borborema”.

          “Em 1909 organiza Lafayette de Borborema, juntamente com o farmacêutico Artur Nilo de Santana, o médico João Batista Soares Lopes, José Joaquim da Silva e Antonio Matos, um grêmio literário  e uma rudimentar tipografia sob a direção do Guarda-Livros Diocleciano Grota”.

          Chega 1910. Itabuna deixa de ser vila e torna-se Cidade. Vem a estrada de ferro, que rasga grande trecho ligando a nova cidade a Ilhéus, ruas são calçadas, é inaugurada a iluminação a acetileno. É uma evolução dinâmica, não só no campo econômico como, também, intelectual e espiritual.

          Com o tempo, importantes acontecimentos vão se sucedendo na jovem cidade e aquele advogado, sempre fiel à advocacia, sempre independente no seu modo de pensar e de agir, atravessa os anos.

          Em 1919, entre outros acontecimentos, é criado o Monte Pio dos Artistas e Lafayette de Borborema elabora os seus estatutos.

          Em 1920 ele funda o “JORNAL DE ITABUNA”, do qual é diretor e redator. Através desse jornal ele fez política e se bateu pelos interesses da terra. Esse jornal funcionou até 1938, quando foi destruído por um incêndio numa casa vizinha.


(Lafayette de Borborema – UMA VIDA, UM IDEAL)

Helena Borborema

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