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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

DESBALANÇO - Fernando Henrique Cardoso

Desbalanço

É difícil fugir à tradição: fim de ano, momento de balanço. Primeiro, do mundo, depois, do Brasil, na difícil tarefa de comprimir com algum senso o que se desdobrou por 365 dias. Parece que acabou a longa trégua mundial estabelecida depois da queda do muro de Berlim, da aceitação tácita pelos americanos de que a China existe e de que a Rússia “pode ser contida”. O terrorismo e o triste fim da intervenção no Iraque para “estabelecer a democracia”, somados às batalhas que Estados Unidos e Rússia, por interpostas mãos, enfrentam na Síria (com a participação marginal de europeus), são sintomas de que começam a se desenhar outras formas de equilíbrio/desequilíbrio no mundo.

Se a isso acrescentarmos que a Coreia do Norte continua com seus experimentos com armas atômicas, que o Irã chegou tão perto de desenvolver a bomba que obrigou os Estados Unidos e seus aliados a sentarem-se à mesa para negociar, que os conflitos no Oriente Médio se acentuam cada vez mais e não só por causa da disputa pelo petróleo ou em função de alianças antagônicas com as grandes potências, mas por divisões internas entre sunitas e xiitas; que a Turquia, sunita, se une à Arábia Saudita, contra o Irã, afastando-se do Ocidente e da Europa — vê-se que a “antiga ordem”, de ontem, está abalada. Para não mencionar a anexação da Crimeia pela Rússia, a qual, sem ter sido chamada à mesa dos grandes, por erro do Ocidente, mostra agora que existe e tem garras.

Umas poucas palavras sobre a China. Depois de haver-se integrado ao mercado internacional à sua maneira e de se tornar o principal financiador externo da dívida pública americana, hoje joga o grande jogo. O mar do Japão“ é nosso” e somos uma só China, dizem, a despeito de Taiwan, aliás, domesticada. Talvez seja melhor para esta “grande China” voltar-se para a Europa (e para os russos, no caminho) do que se fiar nos amigos do outro lado do Pacífico. O resto... é o resto, mas também existe: os Brics, por seu tamanho e sua produção, querem um “reconhecimento especial” e a Europa, golpeada pelo brexit, ainda tem em seu coração a Alemanha e a França. E a América Latina, voltando-se mais para formas democráticas não populistas e sendo obrigada a apertar os cintos, não deve ser posta à margem. O mesmo se diria da parte da África que está sacudindo o peso de sua história colonial.

Portanto, foi-se a ilusão de uma superpotência hegemônica. Não é acaso isto que o isolacionismo de Trump, perigoso por suas consequências, revela? Tal sentimento talvez menospreze que a América, como eles dizem, ainda é a única potência com força militar global e é fonte de muita inovação tecnológica e capacidade empresarial. Não pode pura e simplesmente dar às costas ao mundo nem desprezar suas responsabilidades, não só no campo militar, mas também, por exemplo, em relação ao “aquecimento global”. Por isso mesmo a atitude “trumpiana” é perigosa. O mundo precisa de líderes que, defendendo seus interesses nacionais, não se esqueçam de suas obrigações universais (direitos humanos, meio ambiente, imigrações, etc.) e que preservem a paz. Portanto, que dialoguem e negociem.

Do nosso lado, o Brasil despertou. Depois de ter sucumbido aos desregramentos populistas. redescobriu a pólvora: que equilibrar os orçamentos e evitar a crise fiscal não é “neoliberalismo” nem corresponde a servir aos interesses do mercado. É bom senso. E descobriu também que nem só de austeridade pode viver um país. No momento, todo esforço se dirige a retomar o crescimento econômico. Sem ele não se viabiliza o ajuste fiscal. É preciso, porém, olhar mais à frente e tratar de assegurar um lugar ao Brasil em uma nova fase da globalização, pois são as perspectivas de crescimento de longo prazo as que mais importam.

Postas à luz do sol as práticas de corrupção e a traição dos que, em nome dos pobres, serviram não ao grande capital em seu conjunto, mas ao capital próprio e ao dos amigos, nos defrontamos com um desmazelo administrativo sem precedentes, com uma fragmentação partidária que torna difícil governar e, o que é mais desafiador, nos defrontamos com uma “nova sociedade”. Nesta, as pessoas se informam, se comunicam e às vezes agem por conta própria, sem que líderes ou partidos as conduzam.

Assim o Brasil no ano que termina redescobriu suas mazelas, reagiu a elas, mostrou que as instituições são mais fortes do que parecem, e também se reencontrou com a contemporaneidade. Não é pouca coisa.

Mas não dá para comemorar. A partir da crise financeira de 2007/08, especialmente depois de 2010, os desatinos foram tantos que a herança de desemprego e desesperança cobrará tempo para que haja uma recomposição. Não só as finanças estão “quebradas” em todos os níveis (municipal, estadual e federal) como também a carência de serviços públicos (educação, saúde, transportes) é gritante. Dentre eles, os de segurança. Não seria de surpreender se a força do crime organizado viesse a desafiar mais amplamente as forças da ordem. As corporações, por outro lado, dominam o aparelho público; a falta de recursos abre espaço fácil para a demagogia, e a população se sente separada do Estado, abandonada, e sem ver quem abrirá um horizonte, criando condições para mais investimentos e mais empregos. Há fome de eficiência, justiça e maior igualdade.

A despeito de tudo, vamos navegando no mar das delações com esperança em alguma Justiça e temos um governo que tenta pôr a casa em ordem. Meus votos para 2017 são para que reencontremos o caminho do desenvolvimento, que mantenhamos firmes a liberdade e a democracia, que ajustemos os orçamentos e, ainda por cima, que sejamos capazes de criar empregos e cuidar do bem estar das pessoas em uma sociedade mais igualitária e mais decente. Sem retrocessos, inventando um futuro melhor.
O Globo, 01/01/2017






Fernando Henrique Cardoso - Sexto ocupante da Cadeira nº 36 da ABL, eleito em 27 de junho de 2013, na sucessão de João de Scantimburgo e recebido em 10 de setembro de 2013 pelo Acadêmico Celso Lafer

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PENSAMENTOS SOLTOS! - Antonio Nunes de Souza

Pensamentos Soltos


“Se você se desespera com a vida que leva, já reparou se as suas ambições não estão acima das suas possibilidades?”

“Não queira alcançar as coisas sem que tenha méritos ou competências para tanto! Prepare-se!”

“Só existem duas classes de vencedores! Aqueles que lutam pelos seus sonhos e ideais e aqueles que são despojados de soberbas e comportamentos egoísticos!”

“Não importa a religião que você é seguidor e professa. O importante é que seja Deus o seu guia principal. Ele é, verdadeiramente, o centro do universo!”

“Siga S. Francisco: É dando que se recebe! Somente quem sabe dividir, soma amizades, diminui as decepções e multiplica seus prazeres!”

“Jamais procure a banda da sua laranja. Compenetre-se que você é um laranja inteira!” A outra pessoa que poderá lhe fazer feliz, também é completa, então, junte as laranjas, faça um suco e procure ser feliz!”


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de letras-AGRAL


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O “BOLO DOS REIS” - Luis Dufaur

O “Bolo dos Reis”
 Luis Dufaur (*)


No início do mês de janeiro, as vitrines das pâtisseries de Paris se enchem de “galettes des rois”.

O nome, como o de tantos produtos culinários franceses não tem tradução, mas alguns tentaram “bolo dos reis”. Ele é vendido com uma coroa especial. Em 2014 entre 85% e 97% dos franceses diziam come-la na festa da Epifania, ou Reis.

As receitas, acompanhamentos e formas são incontáveis, em geral redondas. Quando contêm o prezado marzipã e chamado de “parisiense”. Com frutas abrilhantadas é o “bordelês”. Existem outras receitas em Nova Orleans (EUA), Bélgica, o “bolo rei” em Portugal, a “rosca” no México, a “vassilopita” na Grécia e a “pitka” na Bulgária, para só citar algumas.

O mais típico é que a criança mais nova sentada na mesa se encarregue de cortar a “galette des rois” e distribua um pedaço a cada um. Porque dentro do bolo, em alguma parte há uma fava também chamado “rei” e que faz a alegria da mesa.

A fava respeita a forma da humilde semente original, mas despois passou a ser substituída por pequenos objetos simbólicos imaginosos como lâmpadas douradas, ou outros.

O fato é que quem recebe o pedaço com a “fava” é chamado de “rei”, recebe a coroa que veio com o bolo e deve beber numa taça especial enquanto os demais cantam “o rei bebe, o rei bebe”, em meio ao gaudio geral.

Nos bons tempos, aliás, partia-se a “galette” no número dos presentes mais um. Esse pedaço extra era chamado “a parte do Bom Deus”, ou “parte da Virgem”, ou “parte do pobre”, e era destinado ao primeiro pobre que fosse bater a porta do lar.

O costume comemora a festa da Adoração do Menino Jesus pelos três Reis Magos, ou Epifania, 6 de janeiro.
A Epifania comemora precisamente a chegada dos Reis Magos Melchor, Gaspar e Balthazar, conduzidos pela miraculosa estrela.

Na Espanha, para as crianças, os Reis Magos são muito mais importantes que Papai Noel. São eles que trazem os presentes na noite de 5 para 6 do janeiro.

Os Reis deixam os presentes sobre os sapatinhos que elas puseram na sacada, ou na lareira.

É normal que o fato seja comemorado com um bolo. É o denominado Roscón de Reyes com forma de coroa, e introduz uma variedade grande em relação à galette des rois francesa.



( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM


 Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

RELÓGIO ZEROU A HORA – Mirian Warttusch

Relógio zerou a hora


Relógio zerou a hora, e eu pensei logo em você!
Estrelas no firmamento, já quase a se recolher...
Inspiração veio logo - tanto amor do Pai gentil,
Efervescências divinas, que um anjo me traduziu.

Só o amor explicaria, nossa presença no mundo.
Criador nos despertou, daquele sono profundo...
Eu e tu, seres perfeitos, tanto amados filhos seus,
No ventre de nossas mães, Divino sopro de Deus.

Mais um ano nos concede – nesta data memorável,
Seja nossa gratidão, um cântico admirável!
Este é o recado do Pai, Glorioso, Onipotente,
Bênçãos, chuvas e manás,  nos manda como presente.

Saibamos agradecer, tu e eu, nós dois assim,
De mãos dadas, como irmãos, partilhando amor sem fim.
Acasos pro nosso Deus, não acontecem jamais.
Estava escrito nas estrelas, tudo isso e muito mais!



Mírian Warttusch

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CELEBRIDADE, MULHER E NEGRA: E AI DO MARGINAL QUE SE METER COM ELA!

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
 Celebridade, mulher e negra: e ai do marginal que se meter com ela!
4 de janeiro de 2017

Artista é quase tudo esquerda caviar. Uma artista mulher e negra, então, tinha tudo para ser ícone dos “progressistas”, em nome da “marcha das minorias oprimidas”. Mas não. Kenya Moore não faz parte desse grupo. Ela sabe se defender sozinha, não precisa se transformar em mascote da esquerda, tampouco delegar ao estado sua proteção. Imagens da câmera de vídeo da rua mostraram Kenya puxando sua pistola para defender sua propriedade de suspeitos:

Ela mesma postou as imagens, comentando que tem o direito de se defender, de se sentir segura em sua própria casa, e que não liga para estar na televisão assim, armada, pois tem bandidos, assaltantes e estupradores por aí. Não satisfeita, a participante do “Real Housewives of Atlanta” ainda gravou um vídeo em que ameaça qualquer um que tentar se “engraçar” para seu lado, invadir sua casa. Alertou: vai levar chumbo na bunda, “vou atirar primeiro, perguntar depois”:

O recado está dado para quem achar que pode simplesmente escalar o muro e invadir a propriedade alheia. Kenya, que foi  vencedora do Miss USA Pageant de 1993 e já participou do programa “The Celebrity Apprentice” de Donald Trump, respondeu na época da campanha que o então candidato sempre a tratou com muito respeito. Talvez porque Trump tivesse preferência por loiras magras, quem sabe? Mas não importa: mulher, negra, relativamente famosa, e ainda por cima elogiando Trump e sustentando seu direito de legítima defesa armada? Aí já é demais para os “progressistas”.
Já a turma da direita vai acabar se apaixonando assim…

Rodrigo Constantino



RODRIGO CONSTANTINO

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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OS REIS MAGOS DE CANÔ VELOSO! Por Antonio Nunes de Souza

Os Reis Magos de Canô Veloso!


Essa senhora bendita e maravilhosa, comemorou por mais de sessenta anos a Festa dos 3 Reis Magos que vieram presentear o menino Jesus, dias depois do seu nascimento!

Trata-se de uma tradição milenar, constante em todos os livros religiosos, principalmente os católicos, que tornou-se algo expressivo e carinhoso, dado aos folguedos, alegrias e alegorias, normalmente usadas nos desfiles urbanos e nas saídas das casas ou das igrejas, geralmente com uma charanga acompanhando as cantorias dos devotos, sendo o principal, um hino já instituído para tal fim!

Antes, nas pequenas comunidades era habitual “Tirar Reis” nas casa alheias, sempre em segredo e, todos os organizadores se reuniam, cada um entrava com comidas e bebidas que, em torno das 21 horas, saíam em bloco em direção a casa já escolhida e, de surpresa, começavam a cantar e tocar o tradicional hino “Boa noite dona da casa”. A família, acordada ou não, chegava a porta para ver o que estava acontecendo e aí todos entravam, arrumavam suas iguarias e beberagens, sempre com cânticos ininterruptos, todos aos beijos e abraços de confraternização!

Uma festa linda, humilde, bastante religiosa, levando em seu bojo espíritos de solidariedades e carinhos! E, o Reis de Canozinha (como era tratada carinhosamente), avolumou-se de tal forma que, não mais se usava uma visita secreta a uma casa, ficando a sua a que dava a sustentação a um desfile de milhares de fiéis, agregados e, principalmente, turistas do mundo todo. A proporção foi tão imensa que hoje, essa festa faz parte oficial do “Calendário Turístico do Estado da Bahia!”

E, para nossa eterna alegria, as comemorações continuam crescentes, mesmo depois da morte de Dona Canô, pois, seus familiares, principalmente seu filho Rodrigo, tomaram a frente e continuam com a imponente festa, para a alegria de todos que dela participa! Esse ano será na noite do dia 07 de janeiro!

Dentre os presentes são escolhidos 3 pessoas para representar os Reis, são rigorosamente caracterizados, centenas de luminárias com velas, anjos, estandarte, flores e mais coisas lindas e complementares, proporcionando uma noite inesquecível!

Quando você puder, ou faça um esforço, vá a Santo amaro, cidade cheia de mistérios e belezas do recôncavo, e tenham o privilégio de ver de perto esse belíssimo evento sacrossanto!


Antonio Nunes de Souza, escritor

Membro da Academia Grapiúna de Letras–AGRAL  

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A DERROTA DA VOZ ROUCA - Zuenir Ventura

A derrota da voz rouca

Diante da confusão política dominante, uma questão se colocou para os analistas: 2016 já terminou? Não vai terminar? Nem começou? Ou já vai tarde? Honrado por ter tido o “1968 — o ano que não terminou” citado anteontem por três respeitáveis colegas — Cora Rónai, Ancelmo Gois e Ricardo Noblat —, me senti convocado a participar dessa peleja, mas avisando que, ao contrário do que disseram à Cora, não estou escrevendo “2016 — o ano que não começou”. Não teria condições. Se levei 20 anos para fazer o “1968”, precisaria do dobro para dar conta de um ano como o atual, de tempos mais difíceis e complicados, ainda que menos sofridos. De fato, hoje não temos censura, não sofremos tortura, falamos o que queremos, e as vísceras do país estão à mostra. Cheiram mal, mas estão expostas.

Em compensação, naquela época, o maniqueísmo facilitava a visão. O mal não se misturava com o bem e vice-versa, como vem acontecendo, inclusive esta semana no episódio STF x Senado. Naquele momento, o Supremo preferiu a amputação (ministros Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva aposentados pelo AI-5) a fazer acordo com o outro lado, ainda que, agora, sob a alegação de evitar o pior com o agravamento da crise. Nem Eduardo Cunha afrontou tanto o STF quanto Renan Calheiros. Nunca um réu por peculato e alvo de outros 11 processos foi capaz de desafiar o Supremo ao desobedecer à decisão liminar que determinava seu afastamento da presidência da Casa. Não abandonou o cargo nem sequer recebeu o oficial de Justiça com a notificação. Logo depois, vencedor nessa disputa de forças, afirmou cinicamente no discurso da vitória que “decisão do Supremo se cumpre”. Disse isso, sem precisar acrescentar que, claro, quando favorável. Ele criou a necessidade de se usar aspas para “decisão patriótica” do STF. 

Como pertenço à voz rouca das ruas, me guio pelo que leio dos que são bem informados. E assim, por meio deles, descobri que para se chegar a esse acordão, desculpe, a essa “fórmula”, juntaram-se o presidente Temer, senadores do PMDB e do PSDB e os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso para pressionar, desculpe, “convencer” os seis juízes do STF que premiaram a desobediência. E assim foi decretado: para o bem geral da nação, diga ao povo que Renan fica. Mas como são políticos escolados, que sabem com quem estão lidando, tiveram a precaução de evitar que ele chegue à Presidência da República, mesmo que por pouco tempo. Confiar desconfiando.

No final, o juiz Marco Aurélio Mello, autor da liminar, declarou-se “vencido, mas não convencido”. Como, aliás, a voz rouca das ruas.

O Globo, 10/12/2016




Zuenir Ventura - Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da ABL. Foi eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela Acadêmica Cleonice Berardinelli.

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