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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

OS HUMANOS DESUMANOS! – Antonio Nunes de Souza


F
alar sobre os comportamentos humanos é tão difícil quanto você acertar sozinho na mega sena. As possibilidades de acertos são tão remotas e passivas de mudanças constantes, assim como as numerações sorteadas semanalmente, pois se estuda a mente humana há centenas de anos, fazem-se milhares de pesquisas científicas e, sempre somos surpreendidos com atitudes e reações descabidas e fora dos propósitos, somente em função de um grupo pré-determinado que para ele até o errado seja o que passará a ser certo, apenas para agradar os gostos daqueles que prepararam e executaram as ações!

Esses despropósitos e fatos que demonstram tolas atitudes constantemente são tão comuns perante os noticiários, que esses se aproveitando do Ibope que geralmente alcançam, oferecem uma cobertura, infelizmente injustificada, se analisada friamente os propósitos esdrúxulos e simplórios, deixando de lado assuntos muito mais importantes e pertinentes a um segundo ou terceiro plano, transparecendo aos olhos de pessoas que pensam mais em termos humanísticos, que os atos praticados são completamente paradoxais, expondo sentimentos nada humanos como deveriam!

O motivo que me fez escrever a respeito, mesmo sendo e reconhecendo um completo leigo na matéria, apenas baseando-me na perspicácia e vivência de muitas dezenas de anos, vendo constantemente essas disparidades incompreensivas é a invasão de um grande e renomado laboratório na cidade de S. Roque, Estado de São Paulo, raptando mais de duzentos cães que estavam sendo usados em pesquisas científicas, sem nenhuma comprovação que estava havendo maus tratos, interrompendo trabalhos de vários anos em benefícios de industrializações de medicamentos que curarão aos humanos. E olhe que no Brasil é permitida a utilização de animais em pesquisas, principalmente, quando esses não são sacrificados inutilmente!

Assim como vi e vejo sempre atitudes similares, principalmente na defesa canina, deixa-me estarrecido e revoltado pela cegueira desses e dessas criadoras de luxo de “Poodle”, que gastam fortunas com seus animaizinhos de estimação, não fazerem levantes e protestos em benefício das crianças abandonadas que, no norte e nordeste passam fome, trabalham desde a infância para complementar a renda familiar, não estudam e são ou estão sempre doentes. Estes sim é que necessitam de protestos sociais veementes, não só junto aos governos como, principalmente, a toda sociedade, pois os benefícios que advirão, obviamente, serão de todos os envolvidos!

Não sou contra cães e gatos, nem animal algum, mas, sinceramente, deixar as crianças abandonadas e ficar simploriamente, somente condenando os governos, não deixa de ser uma atitude desumana, nada racional!

Será que esse povo não enxerga nas áreas urbanas, quando passam em seus carrões, crianças abandonadas apanhando restos de comida nas latas de lixo para se alimentarem? Esse quadro é super comum!

Esses procedimentos humanos (?) são tão estranhos que, se Freud vivesse mais 500 anos ainda morreria sem explicar!

 

Antonio Nunes de Souza, escritor 

Membro da Academia Grapiúna de Letras 

antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com 


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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

QUANDO ABRI O QUARTO! - Antonio Nunes de Souza


Quando abri o quarto, depois de forçar bastante a porta, deparei com Lúcia sentada, cabeça sobre a penteadeira, respingos de sangue no espelho e, no tapete branco, uma enorme mancha vermelha escura decorrente do seu trágico gesto. Ainda em sua mão, segurava firmemente o revólver causador daquele estrago. Corri desesperado colocando-a em meus braços, mas, infelizmente, já era tarde demais. Lúcia estava morta!

Uma crise de choro apoderou-se de mim, ao tempo que a apertava contra meu corpo, estarrecido e surpreso pela sua grotesca atitude suicida, querendo entender o “por que” de tal gesto.

Mesmo com minha cabeça totalmente debilitada pela cena e o fato, tentei a todo custo rememorar tudo de nossa vida, no sentido de captar alguma coisa ou motivo que pudesse de alguma forma, leva-la a desejar acabar com a sua linda e jovem vida.

Conhecemo-nos há dois anos, estudávamos na mesma faculdade, sendo que eu fazia economia e ela enfermagem. Fomos apresentados por um amigo comum e, logo, logo, nos identificamos e começamos a namorar. Como era nosso último semestre, com as preocupações das provas finais, teses, plantões, etc., nossos encontros eram restritos apenas aos fins de semana, ocasiões que aproveitávamos bastante para conversar, ir ao teatro, cinema, trocar informações, quebrar as tensões dos estudos e curtir nossa alegria e felicidade. Amávamo-nos profundamente! Somente em olhar para o meu rosto, sentia o prazer incomensurável de estar ao meu lado, sendo que essa reação era idêntica da minha parte. Não vivíamos um para o outro, vivíamos ambos, despojando-nos de todos os bons sentimentos, para que nos transformássemos em uma pessoa só. Um amor raro, belo e invejável!

Como éramos do interior, eu morava em um modesto pensionato e Lúcia dividia o apartamento com uma amiga. Ela somente dedicava-se aos estudos, sendo provida totalmente pelos seus pais. Quanto a mim, fazia trabalhos eventuais, principalmente pesquisas e projetos, para complementar minha manutenção, pois meu pai não tinha condições de bancar-me na capital. Além do meu sacrifício, uma tia ainda me ajudava eventualmente. Minha formatura era o esperado orgulho de toda família. Seria eu o primeiro de duas gerações a completar o curso superior, que para eles era chamado pomposamente de doutor.

Depois de desfilar todos os meus pensamentos procurando razões ou motivos, infelizmente, nada encontrei que, mesmo de longe, justificasse tal gesto! Aos prantos, chamei os colegas dela vizinhos e eles se encarregaram de ligar para a polícia. Depois de alguns dias, já feitas as perícias e comprovadas que foi uma atitude solitária e suicida sem nenhuma explicação, ficamos todos na obscuridade de uma justificativa, uma vez que não foi deixado nenhuma carta ou bilhete e o revolver foi comprado por ela mesma em uma loja da cidade.

Hoje, dez anos depois, não consegui esquecê-la completamente e, sinceramente, vivo intrigado como uma pessoa amando e sendo amada por todos, realizando-se profissionalmente, inteligente, educada e feliz, comete tal loucura. Só posso dizer que são fatos inexplicáveis dessa Vida Louca que vivemos!

Quando nessas situações ouço alguém dizer: “Deus sabe o que faz!”, não ouso duvidar, mas...


Antonio Nunes de Souza, escritor,
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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domingo, 29 de setembro de 2019

TRANSFORME-SE EM UM JARRO! - Antonio Nunes de Souza


Nosso poder de concentração mental tem, seguramente, a capacidade de transformar nossos pensamentos, cérebros e corações, dirigindo-nos para os lados e caminhos que mais nos aprazem, enfeitando melhor nossas vidas, ajudando a termos coragem, perseverança, fé e confiança que dias melhores virão!

Parece em princípio, mais uma das normais ladainhas que ouvimos, lemos e vemos espalhadas pelas esquinas, mas, nesse nosso caso, estou atendo-me a chegada da nossa querida “Primavera”, estação das mais belas que, carinhosamente, nos rodeia de lindas flores, embelezando os jardins, ornamentando nossas paisagens e, consequentemente, nos revitalizando para enfrentarmos a convivência brutal dessa vida louca que vivemos, onde, pelas podres atitudes animalescas, cotidianamente, somos transformados em grandes latas de lixo, para, obrigatoriamente, recebermos tristemente os atos e fatos dos mais absurdos possíveis!

Chegamos ao ponto mais crítico de termos que, obrigatoriamente, em nossas salas estarmos assistindo atentados, guerras, decapitações, crimes e roubas, como se essas barbaridades fossem naturais e banais entre os seres humanos. Se, com esforços e tristezas, conseguimos nos capacitar a tolerar por falta de opções tais assuntos, nos fazendo de lixões, por que não, com a chegada da “Primavera”, não nos transformamos em lindos jarros para acolher a grande diversidade de cores das suas belíssimas flores?

Tenhamos todos a consciência e paixão efetiva e afetiva, mostrando ao mundo, ou, mesmo que seja apenas em nossa volta, que podemos, queremos e desejamos um mundo bem melhor, onde exista não só o respeito humano, como também a valorização da natureza!

Transforme-se em um jarro, ou no mínimo uma tulipa, mas, não deixe de acolher as flores que perfumam e enfeitam esse mundo que Deus criou e nos entregou com muito carinho e amor!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL


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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A SALVAÇÃO DA LAVOURA! - Antonio Nunes de Souza


Depois de uma manhã bastante trabalhosa, para descansar as escondidas do administrador, o trabalhador rural procurou uma grota numa pirambeira para relaxar, deitou-se e dormiu tranquilamente, depois de tomar uma cachacinha e saborear sua farofa com carne seca.

Passadas algumas horas, com um grande susto, foi acordado com uma pancada da cabeça, por algo que despencara da árvore.

Pulou assustado, olhou para o chão e viu um grande ovo de chocolate, rachado em duas partes. Em princípio ficou apavorado e procurou em sua volta quem havia atirado tal objeto. Mas, não vendo ninguém, olhou para cima e, muito espantado, viu que o cacaueiro estava carregado de ovos de páscoa (desembrulhados, é claro!). Ele, mais assustado ainda, esfregou os olhos para dar uma maior firmeza a sua visão, tornando a olhar para cima, constatou a árvore coberta de ovos, não só em seu tronco, como em diversos galhos.

-Meu Deus, será que estou doido ou é um milagre? Exclamou ele em voz alta, ainda não acreditando no que via.

Meio desconfiado, pegou um pedaço do ovo que havia caído em sua cabeça e, com certo medo, enfiou na boca para experimentar o sabor e constatar a realidade. E, para sua maior surpresa, o gosto era uma delícia, com uma textura de alta qualidade.

Já desfeito o susto inicial, deu um pequeno sorriso e ficou a matutar o que teria acontecido com aquele cacaueiro, pois os outros estavam todos normais, somente aquele apresentava uma frutificação tão saborosa e estranha. Curiosamente, aquele pedaço de roça fora ele mesmo que havia plantado tempos atrás, mas, pela localização ser muito acidentada, nunca tinha voltado ali para verificar o crescimento ou desenvolvimento daquelas mudas que lhe foram mandadas pelo patrão. Mas, o curioso é que todas as mudas foram iguais e somente aquele tinha degenerado com relação aos frutos.

Depois de pensar bastante o que fazer, se colheria para ele e ficaria calado ou se contava ao administrador. Então, colocou a memória para funcionar, procurando lembrar-se do dia em que fez o tal plantio. Caboclo de boa memória, num sobressalto, lembrou-se que, no dia em que estava enterrando às mudas, ele encontrou uma galinha morta bem no pé da cova e aproveitou para empurrá-la para dentro, fazendo o plantio e a ave serviria de adubo.

-Só pode ter sido isso! Disse ele em voz baixa. E ao mesmo tempo pensou: Houve uma mistura das características da galinha com a do cacau e o resultado foi a árvore produzir ovos de páscoa. Vou imediatamente passar essa minha experiência para o pessoal da Ceplac e lá eles poderão aprimorar, colocar papel de seda e uma fitinha, pois aí os ovos já sairão embalados e prontos para vender. E ainda tem mais, se os cientistas forem expertos, já nos saquinhos das mudas colocarão castanhas, passas, amendoins, frutas cristalizadas, farinha de trigo, etc. e, quem sabe se não teremos mudas que produzam, além dos ovos de páscoa com vários sabores, alguns deliciosos panetones?

Esse trabalhador rural fez uma carta para o departamento de genética do órgão, já se passaram dois anos e ninguém foi na fazenda para comprovar o fato e colocar em prática esse novo tipo de clone. Talvez essa seja a solução para todos os nossos problemas regionais.

Infelizmente não posso declinar o nome do trabalhador, mas, posso afirmar que ele nunca mais comprou ovos de páscoa, manda para os amigos e guarda a sete chaves, bem camuflado, seu cacaueiro encantado.

  
Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
                                     
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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A VINGANÇA! - Antonio Nunes de Souza


Muito acima do peso, dentes proeminentes e usando óculos fundo de garrafa, ou seja, gorda, dentuça e quatro olhos, sinceramente, torna-se um prato cheio no colégio para seus colegas gozarem a vontade, colocarem apelidos maldosos e tratarem a pessoa com desprezo constante. E, naquele tempo, não existia esse nome americano bonito (bullying) para caracterizar o comportamento. Era uma montanha de apelidos sacanas e depreciativos, sem o mínimo respeito humano pela aquela menina de dezesseis anos apenas, e outros independentes das suas idades.

Na verdade, não existiam combates punitivos com relação a esse comportamento, já que qualquer um que tivesse um diferencial qualquer (físico ou gestual) era logo apelidado de alguma forma. Era uma característica dessa cidade do interior, que é muito peculiar no norte/nordeste, onde esse comportamento faz parte dos seus folclores!

Depois de sofrer anos seguidos nas garras dos colegas sacanas e debochados, um dia, o pai de Maria Rosa (esse era o seu nome), por ser funcionário público federal, foi transferido através de uma boa promoção para trabalhar em S. Paulo. Foi um grande furor dentro da família, pois, com esse deslocamento inesperado, seus vencimentos seriam quadruplicados e, pela sua capacidade técnica, ainda teria uma séria de benefícios complementares (casa, carro, plano de saúde especial, além de outras coisas mais que são destinadas aos funcionários graduados dessa bendita nação.

Como teria o prazo de quinze dias para se apresentar, trataram todos de preparar seus paninhos de bunda e, sem despedidas maiores, seguiram todos num voo da TAM e os apetrechos num caminhão da King Transportadora. Chegaram e se aconchegaram numa bonita e confortável casa num condomínio fechado e de alto gabarito, deixando todos (os pais, Maria Rosa, o irmão Luiz e a empregada que eles levaram por ser alguém que já estava com a família há mais de dez anos) deslumbrados com a mudança radical de status.

Todos se posicionaram em suas atividades e, Maria Rosa que era uma aluna exemplar, matriculou-se em uma maravilhosa escola, começou a malhar diariamente, colocou um aparelho ortodôntico para corrigir as arcadas dentárias e, para completar, fez uma cirurgia oftalmológica, eliminando, categoricamente, a necessidade de usar óculos. Abreviando, o fato é que depois de cinco anos ano, Rosinha (como era chamada em casa), tornou-se uma mulher linda, charmosa, sensual e com o semblante feliz que nunca foi visto durante a sua vida de discriminação na sua cidade natal. Formou-se em jornalismo, fez um teste na Globo logo foi escalada para apresentar um dos jornais, já com o pseudônimo sofisticado de Rosana Rosenberg.

Com um ano na Plim-Plim, namorou vários galãs, viajou por meio mundo e casou-se com Marcelo Anthony, complementando a sua realização de ter vencido uma série de adversidades que jamais imaginou que pudesse acontecer!

Então, nada disso adiantaria se não fosse à oportunidade de voltar a sua cidade natal como uma mulher consagrada, vencedora e, acima de tudo, linda e desejada. Preparou um projeto sobre o modismo atual do combate ao “bullying” e seguiu no jatinho particular global, chegando à cidade recebida com as maiores honras. Fez seu trabalho, viu uma porção que, no passado, lhe criticavam, gordos, barrigudos, feios, idiotizados e com seus trejeitos interioranos, aparecerem em sua frente, ainda com as manias de apelidos idiotas e depreciativos. Sentiu pena de ver os olhares de inveja!

O fato é que riu muito intimamente, sentiu-se vingada e, no fim do dia, voltou para sua maravilhosa vida em Sampa, não deixando de, no íntimo, agradecer aquele povo que, com seus comportamentos, lhe deram forças e coragem para dar uma volta por cima e transformar-se em outra pessoa.

Esse fictício exemplo mostra que, quando queremos...também podemos! Jamais nos acomodarmos e achar que não temos capacidade para realizar nossos sonhos. Lógico que temos que enfrentar uma grande luta, porém seja sempre guerreiro meu amigo ou amiga! Se outros podem, vocês também podem, pois, não existem pessoas mais especiais do que vocês!

Antonio Nunes de Souza, escritor,


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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

PRECONCEITO, ESSE MAL BEM MAL DISSIMULADO! - Antonio Nunes de Souza


Embora existam inúmeras Ongs na defesa dos direitos humanos, leis, decretos etc., acredito que jamais vamos conseguir extinguir esse sentimento que entranhou dentro dos seres vivos. Digo vivos, pois até no reino animal, este é comprovado cientificamente.

No nosso país, onde o coquetel de cores é de uma riqueza esplendorosa, encontramos em todas as camadas sociais, empresariais e econômicas, uma discriminação tão evidente e clara como a luz solar.

Nas grandes festas e comemorações, as pessoas de cor são agraciadas com convites, sempre com as expressões ridículas e consideradas normais: Vamos chamá-lo que ele é um preto muito importante e diretor da Simpson Company, ela é uma negra lindíssima e atriz de TV, é um cara de muita classe e rico que nem parece que é preto, ele é preto e um pouco casca grossa, mas é um grande jogador de futebol e vai abrilhantar a festa. E assim sucessivamente, dizendo com a maior simplicidade e naturalidade esses chavões grotescos, querendo separar o joio do trigo, quando na verdade somos todos um monte de joios metidos a trigo.

As empresas no recrutamento de funcionários, sem dúvida nenhuma, quando se referem a “boa aparência”, querem dizer nada mais nada menos, que preto ou mulato, só se for muito bonito e extremamente competente. E, podem observar através das atrizes e modelos, que os negros aproveitados nessa área, são os que têm características faciais brancas. Secretárias então, raramente nos batemos com uma feia ou de cor Não conheço nenhum negro (a) considerado bonito que tenha suas características faciais normais predominantes (Narizes chatos, lábios grandes e grossos, cabelos “pimenta do reino” e queixos pronunciados). Não falo dos dentes, pois nesse particular eles são imbatíveis. No setor comercial/empresarial ainda existe, além do preconceito racial na admissão, a evidente discriminação de salários entre os “coloredes” e os pseudos brancos. Esses últimos, sempre são mais bem remunerados e ocupam os melhores cargos.

Não é que esse mal seja genético, mas é uma tradição colonial que enraizou em nossas entranhas através de vários séculos que, infelizmente, hoje se consegue disfarçar, às vezes até muito bem, mas nunca elimina-lo totalmente. Talvez, com a miscigenação desenfreada que campeia no mundo, daqui a alguns milhares de anos, quando fatalmente seremos todos pretos e mulatos (pela força poderosa da etnia negra), possamos comemorar uma igualdade de cor e direitos. Mesmo assim ainda correremos o perigo de algum mulato metido a besta, que por seu tataravô ter sido irlandês, queira se achar com direitos especiais.

Devem todos os farsantes hipócritas tirar suas máscaras de defensores dos direitos humanos e, em vez de punições tolas que não corrigem o problema, apenas faz com que as pessoas reprimam as palavras, mas não os pensamentos, o importante é educar as crianças desde o maternal (e muitos pais também), para que aprendam desde cedo que nós somos iguais, apenas com características diferentes.

No âmbito geral o fato é também digno de atenções, pois num país onde se bate no peito e diz que não existe preconceitos de cor, raça e credo, diariamente você ouve as expressões mais absurdas contra essas pessoas e crenças. Por exemplo: Quando alguém de cor comete um lapso: “Só podia ser coisa de preto!”. Se for estrangeiro: “Esse gringo branquelo pensa que está na terra dele”. Se for índio ou descendente: “Lugar de índio é no mato!”. Com as religiões o procedimento é levado para a chacota: Se você não é farrista é “crente”. Se alguém tem manias é “macumbeiro”. Se a moça não quer ficar é “freira”. E assim, sucessivamente, existem milhares de exemplos que caracterizam claramente o sentimento preconceituoso, nada velado, do povo brasileiro.

Em vez de tantos órgãos para defender (?) os direitos humanos, muito mais importante seria um investimento maciço na educação, ensinando o que é respeito humano.

                                                                    
Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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domingo, 25 de agosto de 2019

REALIZE SEUS SONHOS - Antônio Nunes de Souza


Sonhar é nada mais nada menos que projetar em nossas mentes (dormindo ou acordado) todos os desejos que queremos que sejam realizados.

O homem nasce com uma finalidade de vida determinada pela sociedade, onde precisa ser culto, razoavelmente poderoso, muito saudável, tremendamente feliz e bastante forte. Conquistando essas cinco coisas, certamente poderá dizer que realizou o seu sonho, integralmente, perante o mundo e a comunidade que vive.
E conquistar tudo isso é fácil?

Claro que não! É tão difícil que, na maioria das vezes, as pessoas nem tentam. Entregam-se nas mãos do destino, esperando que o que tem que ser será e, achando que as soluções cairão do céu, não dando conta que nós é que traçamos e somos responsáveis pelas trajetórias dos nossos destinos.

Por que digo que a realização dos nossos sonhos não é fácil?
Simplesmente baseado nos fatos do cotidiano, experiência de vida e a observação que constantemente faço com pessoas que conheço e convivo.

Por exemplo: O primeiro item que acho primordial é ser culto e bem informado! Como admirar as coisas belas sem saber os seus significados e suas origens?  Impossível! E cultura e conhecimentos aprendem-se frequentando boas escolas, lendo-se bons livros, frequentando bons ambientes, tendo amigos com bons níveis intelectuais, fazendo viagens, etc. E, para conseguir fazer isso, precisa que você seja bem nascido e tenha por trás de si um respaldo financeiro para apoiá-lo, senão você não passará de um medíocre alfabetizado, vivendo iludido pensando que sabe das coisas, ou conformado em ter adquirido o saber do “feijão com arroz”, limitando sua visão do que seja, verdadeiramente, o mundo.

O segundo parece ser até dispensável aos olhos dos tolos, mas, na verdade, é de uma importância brutal para uma boa sobrevivência em qualquer comunidade que você viva. Isto porque, por mais que você não queira admitir, o homem é mais respeitado pelo mal que pode fazer, do que pelo bem que pode realizar. É um raciocínio torpe, porém verdadeiro. E, tendo você um pouco de poder, as pessoas o olham com mais atenção e contam até dez antes de invadir os seus direitos. E como se pode ser razoavelmente poderoso, não tendo-se uma situação financeira definida? Creio que nunca!

O terceiro é literalmente vital: Ser saudável! Ter saúde é uma questão genética, entretanto mantê-la é o mais difícil, pois, para tanto, importante é que você tenha uma boa alimentação, frequente médicos e dentistas periodicamente, disponha de remédios quando forem necessários, possa hospitalizar-se quando preciso for e, basicamente, morar em uma casa que lhe ofereça condições adequadas de conforto e higiene. E como se consegue tudo isso?  Tendo-se condições financeiras compatíveis.

O quarto é para mim, talvez o mais difícil de todos os preceitos para a realização do nosso sonho. Simplesmente porque para se sentir bastante feliz, precisa-se de todos os outros itens e, às vezes, você tem todos os outros e não consegue alcançar a tão desejada felicidade. Como também, consegue-se a felicidade e a falta dos outros complementos, fazem com que ela seja tão rápida e efêmera que nos torna infelizes pela frustração de não termos condições de mantê-la. Quem pode sentir-se bastante feliz sem cultura, sem algum poder ou sem uma boa saúde, se essas coisas dependem categoricamente de dinheiro?   Portanto, mais uma vez a estabilidade financeira interfere em nossos sonhos, sendo que, desta feita, com força brutal, atingindo o que nos deixa mais fragilizado, que é nosso equilíbrio emocional.

O quinto e último é a característica predominante em qualquer circunstância de todos os itens, principalmente para aqueles que conseguem alcançar todos os outros. Pois, não sendo forte (refiro-me a fortaleza de caráter e a capacidade de receber as cacetadas da vida e levantar sempre para lutar), não consegue manter-se na lista daqueles que realizaram os seus sonhos. Isso porque deixou desmoronar-se rapidamente pela falta de competência de administrá-los. Esse fato ocorre muito com aqueles bem nascidos que já encontraram tudo praticamente pronto e não souberam o que fazer para continuarem bem. Vale dizer que, a característica de ser forte é nata em todos nós. Em alguns, para procurarem sempre sobreviver de bem com a vida. E em outros, para apanharem constantemente, achando que é isso mesmo, e é assim porque Deus quer e determinou. Esses últimos são os que têm grandes capacidades de serem fortes suficientes para serem mediocremente fracos.
Como se pode ver claramente, a situação financeira de todos está ligada, radicalmente, à realização dos nossos sonhos. Pode parecer que a minha conceituação seja dinheirista, mas, se você analisar com sensatez e frieza, no seu julgamento verá que, infelizmente, sem o vil metal pouco ou nada se consegue na nossa gloriosa vida. Terminamos passando por ela pensando que o mundo é somente o que está em nossa volta.

Na verdade, o dinheiro não é o mais importante de tudo, entretanto, a falta dele nos priva das coisas mais significativas que o mundo oferece. Eu, particularmente, detesto dinheiro. Todas as poucas vezes que ele chega a minhas mãos, imediatamente troco-o por coisas que me deixa mais culto e bem informado, respeitosamente poderoso, mais saudável, muitíssimo feliz e suficientemente forte.
Portando, não espere nada cair do céu!  Rale muito, engula sapos, saiba escolher aquilo que melhor lhe oferece oportunidades e, com certeza, realizará seus sonhos.
Espero que você faça uma reflexão sobre essas regras básicas, coloque como primordial em sua vida a independência (sem essa você não é ninguém) e, dentro em breve, possa dizer sorrindo: Como está sendo bom realizar os meus sonhos!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

AZAR DO LADRÃO! - Antonio Nunes de Souza


            Conhecido de todos o adágio: “Um dia é da caça e outro é do caçador!” Parece que é apenas uma conceituação boba, que raramente acontece em certas ocasiões, mas, seguramente, acontece bastante e nós desconhecemos, pois a mídia só se preocupa quando os bandidos, assassinos e ladrões se dão bem e levam suas vítimas para os prejuízos e, algumas vezes, até a morte!

            O caso que vou me referir é de um bandido de péssimo caráter, que, cinicamente, vivia atormentando as moças e senhoras, com a mão na cintura por baixo da camisa, para demonstrar estar armado, exigia a bolsa e o celular, tirava o que havia de dinheiro e, sem nenhuma vergonha, ou medo de ser preso, saía com passadas largas se misturando na multidão!

            Mas, como disse acima, sobre os dias da caça e do caçador, Lena tinha acabado de sair da academia e, sem menos esperar, o cretino do ladrão apareceu em sua frente, usando a mesma estratégia de sempre, imaginando estar lidando com uma pobre coitada mocinha. Aí é que foi o seu engano, pois Lena era, nada mais nada menos que faixa preta de Karatê segundo Dan e, imediatamente soltou um ponta pé nos peito do bandido, deu-lhe uns dois fortes socos na cara que o deixou estirado no chão, pisou no seu pescoço, torcendo o seu braço, enquanto ele gritava por socorro e pedia perdão. Os transeuntes que passavam, ficaram bastante espantados com as destrezas de Lena, que imediatamente falou que aquele homem estava querendo lhe roubar!

            Chamaram a polícia, que chegou alguns minutos depois e, sem delongas, algemou o descarado, com um olho inchado da porrada que levou, além do corpo dolorido pela queda de um balão dado pela eficiente lutadora de defesa pessoal.

            Assim sendo, tomara que essas lições cheguem aos ouvidos dos bandidos, para que eles respeitem mais as mulheres, pois estas já estão se preparando para situações de abordagens indesejáveis!

            Tenho quase certeza que esse ladrão se regenerou, ou pelo menos, passou a ser mais precavido. O fato é que, segundo o jargão popular bastante repetido, “desta feita foi o dia da caça e não do caçador!”

Antonio Nunes de Souzaescritor 
Membro da Academia Grapiúna de Letras–AGRAL


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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA, UM POEMA: Sara - Antonio Nunes de Souza

Sara
Antonio Nunes de Souza

 
Essa mulher é a saudade sentida
É a dor de uma longa partida
É o sentimento de uma trágica morte.
Essa mulher é um espinhoso caminho
É o sofrimento de um pássaro sem ninho
É a sina de um homem sem sorte.

Essa mulher é um desprazer constante
É o retrato de um ríspido semblante
É a expectativa do juízo final.
Essa mulher é a própria insensibilidade
É a junção de toda maldade
É a imagem que se imagina do mal.

Porém, essa mulher tem um misterioso encanto
E quando a sós ela tira seu manto
Torna-se o desejado pecado da sedução.
Essa mulher de dia me atormenta
Mas, a noite me acalenta
E me ama com muita paixão!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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domingo, 11 de agosto de 2019

PAI SÓ MERECE UM DIA? - Antonio Nunes de Souza


A instituição comercial criou e, tranquilamente, todo povo aprovou. Pois, já que se comemora os dias das mães, avós, crianças, sogras, tias, etc., nada mais justo que comemorar regiamente o dia dos pais!

Mas, será que é justificado uma homenagem de um dia dedicado aos pais?

Sinceramente, creio que não!

Pois, sem nenhuma dúvida, a figura do pai deveria ser doutrinada, apaixonadamente, todos os dias do ano. E não pensem que estou exagerando!

Os pais, na sua avassaladora maioria, lutam bravamente nos seus trabalhos, voltando-se completamente para dar um bem estar, não só aos filhos, como a toda família!

Logicamente, esse comportamento é mais que digno que, os seus dias, sejam os trezentos e sessenta e cinco do ano!

De modo algum estou “puxando a brasa para minha sardinha”, já que sou pai de dois maravilhosos filhos. Estou apenas fazendo umas observações justas e cabíveis aos, normalmente, provedores do lar. Muito embora, graças a Deus, as mulheres passaram a trabalhar em todas as profissões e, com isso, muitas estão dividindo essa tarefa terrível da manutenção caseira e educacional!

Mas, obedecendo a tradição do comércio, sigo religiosamente, a doutrina impingida de dar meus parabéns para esses heróis no dia determinado!

Parabéns para todos os pais que cumprem as suas obrigações familiares, e preocupam-se com a educação dos seus queridos filhos. Certamente Deus os compensará!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras - AGRAL


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terça-feira, 6 de agosto de 2019

FATALIDADES DA VIDA! - Antonio Nunes de Souza


Depois de uma série de problemas em minha vida, com a morte prematura dos meus pais, para acabar de me deixar completamente transtornado, minha mulher, grávida de seis meses, é tragicamente atropelada por um indivíduo completamente bêbado!

Eu estava ao lado dela, vínhamos do supermercado, não aguentei ver a cena e, mais que depressa, fui contra o canalha atropelador, mesmo sem antes socorrer minha mulher. Agarrei-o pelo pescoço e, não fosse as pessoas que se aproximaram, eu teria matado o assassino asfixiado.

Chamaram o Samu, mas, infelizmente minha mulher já estava morta. Eu parecia um louco querendo a todo custo me soltar das mãos dos populares, para matar o crápula que tinha provocado o acidente. Ele, com o aperto que lhe dei, achava-se desmaiado ao lado do carro!

Rapidamente chegou a polícia, um carro levou o motorista preso, completamente cambaleante, e eu super aflito chorava copiosamente vendo a minha querida mulher totalmente contorcida e lavada em sangue. Me acalmei um pouco, o pessoal do supermercado pegou um lençol e cobriu Margarida (esse era o seu nome), enquanto esperavam o carro do departamento criminal para leva-la para os procedimentos de praxe!

Passado todo transtorno de enterros, etc., infelizmente, eu fiquei debilitado de tal forma que, por sugestão da empresa que eu trabalhava, me aconselharam a procurar um psicólogo/analista, no sentido de regularizar a minha mente, através de análises. Como eu era um excelente funcionário, deram-me três meses de licença sem a necessidade de encostar-me no INPS.

Aí começou a mudar a minha vida. Me indicaram uma psicóloga como competentíssima e eu, prontamente fui a procura dela.
Liguei, marquei consulta e, no dia previsto, fui e me apresentei. Ela, uma pessoa simpática e agradável que, mesmo sem esbanjar belezas, era uma mulher bastante sorridente e sensual!

Começamos a nossa primeira consulta, me colocou num divã super confortável, e eu comecei a contar toda minha tragédia e os reflexos provocados pelo acontecido. Fechei os olhos e, com algumas lágrimas escorrendo, desabafei completamente todas as minhas dores. Ela calada e, como boa ouvinte, algumas vezes me estimulava para que falasse tudo com os mínimos detalhes. E eu, com clareza, desembuchava as minhas mágoas.

Resultado é que, com a continuação, fomos nos identificando, com minha melhora, passamos a jantar fora algumas vezes e, como sempre acontece, o paciente se apaixonou pela médica e a médica se apaixonou pelo paciente. Fato que não é raro nos divãs de analistas, ou na medicina em geral!

Como vivo em Brasília e ela também, juntamos nossos “paninhos” e estamos morando juntos na maior felicidade, os filhos dela me adoram, somos da mesma idade, beirando os cinquenta, e eu continuo na empresa na função de contador.

Veja como as vezes certas fatalidades, sempre depois, nos propiciam prazeres e felicidades inesquecíveis!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL 

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

DETESTÁVEL PRECONCEITO! - Antonio Nunes de Souza

Lamentavelmente, estamos todos passivos do abominável sentimento denominado “preconceito”!

Quando se fala sobre isso, vem logo na mente o mais conhecido e, imaginável por muitos, que somente é exorbitante quando se refere a cor. Um monstruoso e ledo engano. Esse podre sentimento é, tranquilamente, bastante forte com a etnia negra e suas derivações, como também e fortemente, com a classe social menos privilegiada, além dos homossexuais!

Época atrás chegava-se a dizer que os quatro Ps eram as classes mais combatidas: “Pretos, Pobres, Putas e Pederastas”. E, lamentavelmente, não mudou absolutamente nada!

Apenas, pela força dos desempenhos em algumas, ou todas atividades, portas foram abertas na sociedade, principalmente pelo poderio econômico, e com a benevolência interesseira da mídia.

Hoje, inegavelmente, com o bruto sucesso dos negros no futebol, literatura, danças, músicas, teatro, televisão e, praticamente em todas as modalidades esportivas, que, conhecidamente, são agraciados com salários astronômicos, são tolerados em grandes eventos sociais públicos e particulares! Entretanto, verdadeiramente, são tolerados porque dão “Ibope”, mas, no íntimo, não são aceitos. Nas fotos que a “sociedade organizada” tira com eles, são somente para aproveitar, pois, sabem que circularão em todas as revistas. Essa é uma parte conhecida da asquerosa hipocrisia social!

Temos todos, que são conscientes e bons observadores, segurar essa triste situação, se conformando constrangidos com as novas nomenclatura para os quatro “Ps”, que atualmente são chamados, em função das suas posses e famas de: Negro é “moreno escuro”, Pobre é “povo brasileiro”, Puta é “garota de programa” e Pederasta é “gay e trans”.

Como disse acima, as tolerâncias são baseadas exclusivamente nas famas e nas posses financeiras. Eu sou do tempo que preto era “negão”, pobre era “coitado”, prostituta era “puta” e pederasta era “viado”. O preconceito era muito mais acirrado. Também, essas classes, geralmente, eram de baixa renda, a não ser a homossexual que, há milhares de anos, sempre atingiu todas as classes sociais.

Eu, sinceramente, respeito todos eles, tenho o maior carinho e jamais discriminei alguém, pois, para mim, somos iguais e com direito de proceder da maneira que mais nos apraz!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL



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segunda-feira, 15 de julho de 2019

DIVERSIFICAÇÃO DAS RELIGIÕES! - Antonio Nunes de Souza


Não sou, de forma alguma, um especialista em crenças e religiosidades. Apenas um observador que procura respostas, em função das quantidades absurdas de “igrejas”, com nomes diferentes e temáticas com séries de variações em torno do mesmo tema, se todas cultuam e sobrevivem apoiadas nas palavras de Jesus Cristo e o poderoso Deus!

Será que as palavras de Deus e de seu filho Jesus Cristo são diferentes para as pessoas?

Ou alguns homens resolveram, com o decorrer do tempo e por suas conveniências, torceram os fatos em benefícios próprios?

Obviamente, essas atitudes que comumente temos oportunidades de ver e ouvir, tranquilamente, nos deixam com uma montanha de dúvidas, para chegar a uma conclusão de quem está com a verdade cristã e, verdadeiramente, religiosa!

Ou você fica totalmente confuso, ou pior ainda, liga-se a uma dessas crenças que são implantadas diariamente, ou mesmo as mais antigas, e torna-se uma pessoa completamente fanática, achando que o seu padre, pastor, rabino, pai de santo, espírita, etc. é que é o dono da verdade.

Sabe-se que não existe donos de verdades. A verdade é uma só. Simplesmente cada um dos missionários, dentro das suas religiões, procura, usando de inteligência e bonitas palavras, convencer seus fiéis, que apenas na sua igreja estão as verdadeiras palavras de Deus.

Até a Bíblia Sagrada, base de todas as religiosidades em nosso país e em grande parte do mundo, sofreu modificações nas traduções e uma diminuição de livros. Quando os fiéis explicitam suas dúvidas de fé, prontamente, pelos seus treinados graus de convencimentos, o ministro da religião consegue com bonitas palavras convencer, ou em alguns casos, até ampliar a dúvida. Mas, como sua palavra é em nome de Jesus, o fiel dá por encerrada a questão, pois seria um absurdo criar polêmica com um ministro de Deus!

Longe de mim estar fazendo um manual religioso, ousei-me apenas em dar umas pinceladas no trivial nas diversas maneiras de comportamento das crenças, para que se tenha uma noção da exploração do nome de Jesus Cristo para angariar fortunas incalculáveis e, achando pouco, estão entrando com força total na vergonhosa política brasileira!

Vale, tranquilamente, todos pensarem e refletirem, inclusive estudarem a grande diversidade das religiões, mesmo que já tenham sidos criados em uma delas, para que possam professar suas crenças com maior segurança, não se deixando levar por modismos, ou propagandas de promessas de um lugar no céu!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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sexta-feira, 12 de julho de 2019

O RIO DA MINHA CIDADE! (II) - Antonio Nunes de Souza


Clique sobre as fotos, para vê-las no tamanho original

Meu Deus, que grande perigo
Parece até um castigo
A sujeira das suas águas.
Somente em estar vendo
Choro e fico sofrendo
O coração cheio de mágoas!

Refiro-me ao rio Cachoeira
Que hoje é uma nojeira
O seu leito é uma lama.
Um esgoto ao céu aberto
De baronesas coberto
Hoje só resta a fama!

Lembro-me quando criança
Com alegria e esperança
Nele eu me banhava.
Hoje na velha idade
Sinto uma grande saudade
Do tempo que me deleitava!
  
Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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terça-feira, 2 de julho de 2019

DUAS REAÇÕES DISTINTAS! - Antonio Nunes de Souza


Ah! Ah! Ah! Eu sabia e tinha certeza que ia ser assim!

A nossa genial seleção iria dar um banho nos nossos “Hermanos”, e nem iria dar chance a “vedete” deles, o tal do Messe, para brilhar em gramado brasileiro. Achei até que foi pouco o escore de 4 X 0, fora os dois gols que o WAR anulou sem que houvesse motivo justo. E eles deram sorte, pois, se Neymar estivesse jogando a goleada seria bem maior!

Lavamos nossa alma, e fizemos os mineiros esquecerem do traiçoeiro 7x1 que sofremos na copa do mundo. Agora vamos partir para a final tranquilamente, pois, com esse time, será impossível não levantarmos a taça!

Garçom, traga mais uma cerveja bem gelada, alguns salgadinhos e mande preparar um churrasco com picanha argentina bem mole, como foi esse jogo! Ah! Ah! Ah! Braaasiiiill!


Garçom limpe aqui a mesa, e traga uma rodada de conhaque Dreher e umas calabresas cortadas para tira-gosto. Quero tirar o gosto ruim dessa derrota desgraçada para esses argentinos miseráveis. Qualé “Hermanos” que nada!

Se não fosse o Gabriel de Jesus ter perdido o pênalti, o jogo teria empatado e, nos pênaltis, nosso goleiro é o melhor do mundo. Seria a sopa no mel!

Pior de tudo mermão, foi que apostei e ainda dei um gol. Perdi dois mil e vou tomar a maior gozação no trabalho!

Garçom traz mais cervejas meu filho! Quero afogar minhas mágoas antes de ir para casa. Essa foi uma grande decepção. Sempre achei que Tite não era bom técnico. Sinceramente, eu preferia que fosse Dunga que é guerreiro e tem garra!

Agora, com a cara mais cínica, esse timezinho de merda vai disputar o terceiro lugar. Grande porcaria e eu, retado como estou, vou torcer contra!

Essas são duas prováveis reações que veremos hoje a noite, depois do jogo Brasil x Argentina. Os brasileiros só aprenderam a ganhar o primeiro lugar, e não raciocinam que todas as seleções vieram participar com seus melhores e mais bem treinados jogadores, com o pensamento de vencer a competição!

Espero que a primeira reação seja a agraciada!


Antonio Nunes de Souza escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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domingo, 23 de junho de 2019

COTAS? É DISCRIMINAÇÃO! - Antonio Nunes de Souza

Em outra oportunidade, há bastante tempo, cheguei a falar sobre esse fato observando alguns pontos de vista, naturalmente indo de encontro de muitas pessoas, inclusive as orientações governamentais e seus decretos, para mim, impensados!

Imagino que seria muito mais justo e correto, oportunizar com igualdades de condições os negros, pardos e índios, dando para eles as mesmas condições de escolas qualificadas, creches, auxílios financeiros e assistência médica, pois, com essas proteções, temos certeza que serão melhorados os níveis de intelectualidades, tornando as oportunidades iguais para todos!

Por que razão instituir “cotas” para os negros, mestiços e índios?

Será que eles são menos inteligentes?

Com certeza absoluta são tão inteligentes como qualquer outra etnia, ou raça como comumente se diz. Apenas são completamente esquecidos, mal assistidos, enfrentam discriminações sociais, moram e se alimentam pessimamente e, pela pobreza e falta dos itens citados, aqueles que conseguem estudar, tornam-se péssimos alunos porque passam o dia trabalhando para ajudar a manutenção da família. Aí entra a desproposita “cota”, colocando nas universidades alunos sem as qualificações necessárias, somente porque são negros, mestiços ou índios. Isso é uma incoerência absurda! E o que ocorre normalmente é que essas pessoas “cotistas” não conseguem acompanhar o seguimento das aulas e, infelizmente, desistem antes de terminar as suas formações!

Discriminar dando “cotas” é uma demonstração de que essas pessoas são uns coitadinhos e merecem benevolências! Creio ser isso um absurdo e falta de um critério justo e sensato!

Tenho convicção que não estou sozinho nessa opinião, uma vez que muitas associações já se rebelaram e são completamente contra essa atitude insólita de com uma forma paliativa, agradar uma fatia dessa perseguida e desprezadas de pessoas!



Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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