Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Mirian Warttusch. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mirian Warttusch. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A GRANDIOSIDADE DE DEUS – Mirian Warttusch

A Grandiosidade de Deus


Diante de uma frondosa árvore, me ajoelhei...
E para Ti, meu Pai, frente à natureza então orei...
Te agradeci por tanta e tão linda suntuosidade,
Em tudo estás... em tudo vejo a Tua Santidade!

Parece orar comigo, a natureza, agradecida...
No seu orvalhar, eu diria que chora,  comovida...
Como se fossem bênçãos  de Tuas Mãos,  a irradiar,
O sol nascendo, resplandece, com seus raios a brilhar!

Tamanha paz me invade quando venho aqui, orar,
E frente à Tua natureza,  Contigo me encontrar.
É tão grandioso me sentir invadido pelo Teu amor!
Como é pequeno o homem, diante de Ti, Senhor!


Mírian Warttusch

* * *

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

SOU POETA E CANTADOR – Mirian Warttusch

Sou  Poeta e Cantador


Sou alegre cantador,
Componho lindas canções
Sou poeta e trovador,
Sei comover corações!


Assim que amanhece o dia
Nos jardins, por entre as flores,
Arapongas, cotovias,
Borboletas multicores.


Vem festejar o meu canto
A se alastrar pelos prados,
Tantos pássaros – que encanto!
Me brindam com seus trinados.


Mãe Natureza agradece
Essa humilde serenata.
E a lua do alto desce,
Vestida de luz e prata!


Fim de tarde; e a passarada,
Silente a se recolher,
Volta aos ninhos em revoada,
Antes da noite nascer.


É assim que ao fim do dia,
Agradeço ao Criador,
Componho linda poesia,
E a declamo com fervor.


Ser poeta ou passarinho,
É a mesma coisa, não sabe?
Cantamos com tal carinho,
Que a porta do céu se abre!



                            Mírian Warttusch

* * *

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

COMIGO VOCÊ PECOU - Mírian Warttusch


                       Comigo você pecou



  
Em matizes de um mural, grafitei todo meu sonho;
Desvendei tantas auroras, tive um despertar risonho.
Nada disso me comove, sem você nada sou eu.
Céu se abre, mar se fecha, um sonho bom que morreu.
Nada disso tem sentido sem prova de amor maior.
Quem frustra o outro é pequeno, o que existe de pior.
Veredas, sóis, salamandras, feitiço que extasiou!
Nunca fui de mais ninguém, comigo você pecou…

Sempre que te olhei nos olhos, incrível dizer assim,
Pude ver tanta paixão que tu tinhas sim, por mim.
Hoje eu olhei novamente, e quanta decepção…
Não vi mais amor nenhum, confrangeu meu coração.
Delirantes desvarios, senti sem poder tocar
Nenhuma vez, mais, teu corpo, isto dói, é de matar!
Veredas, sóis, salamandras, feitiço que extasiou!
Nunca fui de mais ninguém, comigo você pecou!

Paradigmas notáveis, amar neste desconforto,
É como perder um filho - que tristeza - num aborto.
Nem bem, se eu tudo quisera, me darias nesta vida;
Já fui eu sei, algum dia, tua mulher preferida.
Sem piedade, desmembraste, cada fibra do meu ser.
Não me deixaste o amanhã, até pra poder morrer.
Veredas, sóis, salamandras, feitiço que extasiou!
Nunca fui de mais ninguém, comigo você pecou!

Mírian Warttusch

* * *

domingo, 13 de agosto de 2017

MEU GRANDE PAI – Mirian Warttusch

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho Original
Meu grande Pai


Que grande homem tu foste, meu paizinho!
Missão maravilhosa, Deus te reservou
Doação, bondade, justiça e só carinho,
Amor eterno aos semelhantes dedicou

Passou um anjo e te levou consigo
Para morar no céu, junto a Jesus
Pois como Ele, de todos foste amigo
E carregaste, sem queixas, tua cruz!

Que grande honra o Senhor me concedeu:
Ser tua filha dileta e tão querida!
Assim, meu pai por certo não morreu,
Pois continua em mim, pulsando a sua vida!

Sinto bater seu coração no peito,
O mesmo azul do seu, tem meu olhar.
Todo meu ser com tanto amor foi feito
Numa noite azul, brilhante de luar...

Tão afins éramos, amigos, confidentes,
Vivemos sempre, em união e muito amor.
Somos assim, meu pai, teus descendentes,
Frutos de tua ternura e do teu fervor.

Cicatriz eterna, na alma tão ferida
- Ser órfã de amor, ó quanta dor encerra -
Não me permito, entanto, chorar tua partida
“Foi muito linda, tua passagem pela terra” !

Em silêncio, tristonha, caminhando,
O teu cortejo segui, muito calada...
 Mas ao final, um lenço te acenando,
“Até um dia, meu pai”! Falei emocionada!

Em despedida, brilharam todas as estrelas,
E os pássaros canoros, trinaram num gemido...
Todas as flores se abriram! E pudemos vê-las,
De orvalho chorar ao ter se despedido.

E a natureza linda, com seu verde intenso
Que tantas vezes te ouviu orar,
Hoje se verga, com respeito imenso,
Abre as ramagens pra teu séquito passar.

Dobrai os sinos, tristes, tão solenes,
Todos os anjos, “por favor, cantai”!
Cânticos lindos, sublimes e perenes,
Pra receberem, no céu, MEU GRANDE PAI!


MÍRIAN WARTTUSCH

* * *

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

MEU PAI É O MÁXIMO! - Mírian Warttusch

Meu pai é o máximo!


Sabem aquele amigo que você espera que seu pai seja? Conselheiro, humano, sempre presente, um super-homem, um pai herói? Assim era meu pai e no dia em que ele se foi, me senti órfã em toda a acepção da palavra, pois desde menina sempre fomos tão ligados, que eu imaginava, nunca nos separaríamos.

Era incrível seu carisma! Me ensinou coisas maravilhosas que todos os pais deveriam ensinar aos seus filhos, o respeito, a honestidade, a integridade e a fé e foi quem primeiro me fez sentir amor pela natureza, pois minha infância foi ponteada de lindíssimos dias que passávamos na Mata Paula Souza e ele me contava histórias maravilhosas sobre aquela pequena floresta incrustada no coração do nosso bairro, e nesses passeios cantávamos felizes, e para chegarmos ao local meu pai me levava na garupa de sua bicicleta; um dia nos perdemos na mata e meu pai ficou realmente muito preocupado, mas recordo que não senti medo, pois ele me passava muita segurança, era o meu protetor - meu pai herói -  uma pessoa realmente iluminada!

Muitas vezes o Juca nosso amigo, nos acompanhava; tinha uma voz tão linda e privilegiada – havia ganho vários prêmios em concursos de calouros – que nos deixava embevecidos ao cantar e tocar violão e nós fazíamos verdadeiras serenatas ao ar livre e voltar para casa era sempre algo doloroso, tal a felicidade que sentíamos nesses contatos tão maravilhosos com a natureza.

Lembro-me bem dos animais e aves que muitas vezes vimos e nunca esqueço de um tatu bola que alguém matara e deixara ali, e nessas trilhas os caçadores dizimavam os tatus que então imperavam em nosso bairro e foi graças a eles que a região foi batizada de “Tatuapé”! Mas a magnífica floresta foi sendo aos poucos derrubada, tanto mais a população do bairro crescia e hoje, em seu lugar, se instalou o Morumbizinho de São Paulo, o luxuosíssimo Jardim Anália Franco.

Meu pai trabalhava muito para nos dar conforto e bem estar; era Gerente Industrial do Lanifício Santa Branca, situado à rua Almirante Calheiros no Tatuapé e durante a época – anos 50 - em que se instalou  no Brasil uma das mais graves crises energéticas, o então Presidente da empresa, sr Carlos Casnatti, um abastado e generoso imigrante italiano, que fez de sua indústria uma das mais renomadas, respeitadas  e conceituadas do ramo têxtil no país, via com desgosto sua fábrica parar pelos constantes cortes de energia que duravam bem de meia hora a quarenta minutos por dia.

Decidiu, assim, importar um gerador de força da Alemanha, que chegou ao porto do Rio de Janeiro em meados do ano de 1955, mas não pode ser desembarcado pois a planta com o croquis da máquina havia se extraviado na viagem e meu pai, por falar fluentemente o alemão e conhecer profundamente o ramo da mecânica e eletricidade, foi escalado para entrar no gerador, que tinha bem uns três metros de comprimento, verificar peça por peça, montar uma nova planta, que passou pela aprovação de dois engenheiros da alfândega e então pode desembarcar. São histórias que me orgulho de contar.

Entanto, apesar de seu trabalho exaustivo na tecelagem, dedicava grande parte do seu tempo, também para atender a comunidade “Bezerra de Menezes”, localizada à rua Omachá no Bairro da Penha – por 40 anos esteve ativo naquela entidade - cuidava das instalações elétricas, fazia todos os consertos hidráulicos e além disso saía todos os sábados com a perua do Abrigo para angariar alimentos no Ceasa e se tornou um verdadeiro ídolo, tão amigo era dos idosos! Ajudava-os a comer, lhes dava banho, confortando-os e lhes dando amor, e isto não denegria a sua imagem de homem de negócios, ao contrário, por sua irrestrita humildade, sempre o senti respeitado por todos que o  conheciam como “alemão”.

Fazia palestras no Auditório do Abrigo e  era um orador que emocionava pela profundidade dos seus discursos e sempre me lembrarei de meu pai como uma pessoa muito especial, que certamente viverá não somente no meu, mas no coração de quantos puderam conviver com ele, tal a grandiosidade do seu coração, e é graças a tudo que de melhor esse homem foi não somente para nós, sua família, quanto para seus amigos e aqueles de quem ele tão carinhosamente cuidou, que nesta semana dedicada aos pais, quero render-lhe minha filial homenagem e agradecer-lhe emocionada pela maravilhosa infância que me proporcionou, e quem lhe agradece, pai, é aquela menina que ainda vive dentro de mim, fazendo com que eu me sinta sempre jovem e cheia de amor pela vida, pois isto você me ensinou muito bem, encarar tudo com otimismo e jovialidade, não importando nossa idade biológica.

E quero dizer-te, pai, que mais ainda te admiro já que tua infância foi triste e desprotegida, pois ainda uma criança, viveste o drama de ter teus pais separados e nenhum dos dois te queria, e muitas vezes - nos contavas – chegaste a dormir no Mercado da Cantareira e comer as frutas que os comerciantes jogavam fora. Mas tiveste um anjo bom que te ajudou,  uma mulher grandiosa, a segunda esposa de vovô – ela viveu muito pouco, pois morreu ao dar à luz uma menina, tua única irmã, Ema -  que, com pena daquele lindo e loiro menininho que tu eras, conseguiu matricular-te no Colégio Alemão na Moóca. Ela te estimava, mas vovô não queria os vínculos do passado no seu novo lar, e cada vez que vovó te mandava lá da Penha, com uma moedinha na palma da mão, para que tu fosses ter com teu pai na Vila Prudente, e ela pudesse estar com seu novo companheiro, conhecido como Joanim, lá chegando, ele te dava outra moedinha e te mandava de volta; rejeitado, tu não tinhas para onde ir.

Albertina Mayer era o nome de vovó, de origem polonesa – nascera na fronteira entre a Rússia e a Polônia – conhecera  vovô José tão logo chegara ao Brasil, em 1903, indo para a colônia agrícola em Curitiba, e nada do que o governo prometera era real, pois as árvores que eles precisavam derrubar, podiam ser abraçadas por vários homens e assim, decidiram vir para São Paulo tentar a sorte, vovó como tecelã e vovô como eletricista, mas ele realmente não trabalhava, vivendo às custas de sua mulher e assim, corajosamente, ela optou pela separação, pois, além de beber demais, vovô era tão agressivo, que chegou a matar o segundo bebê que vovó esperava, chutando com violência sua barriga; após perder esse bebê, ela passou a ter sérios problemas de saúde, que se agravaram ao longo dos anos e depois do casamento de papai – ele estava então com 19 anos -  ficou por muito tempo internada na cidade de Santo Ângelo num Alojamento de quarentena para doenças infecto-contagiosas, para tratamento de hanseníase, e quem alertara papai sobre a doença dela, fora mamãe, que percebera algumas manchas brancas pelo corpo de vovó. Papai temia o contágio, pois eu e minha irmã éramos muito pequenas, e sofria as críticas da família pelo afastamento de vovó do seu convívio, mas ninguém queria ficar com ela em sua casa – todos moravam na rua Betari, próximo ao Colégio dos Padres e onde é hoje o Shopping Penha.

Vovô era mesmo muito violento, e mamãe conta que quando ela estava esperando minha irmã nascer – era a primeira filha – ele fez com que ela ficasse na rua, um dia inteiro, não a deixando entrar em casa, pois queria o violão de papai para vender e mamãe não queria dar, e ele esperou papai chegar e, numa tocaia, à frente de nossa casa, ele atacou papai com um canivete, nada grave, pois com medo, ele fugiu covardemente. Sumiu de verdade e apenas sabíamos que ele morava nos cortiços do Brás, jogado pelas calçadas, bêbado como um enjeitado e papai o procurava, dando-lhe dinheiro, penalizado por essa situação, mas ele não queria ajuda e meu pai chegou a conseguir algumas internações para tratamento do vício, mas ele sempre dava um jeito de fugir, muitas vezes vestindo apenas o camisolão do hospital e foi somente quando estava muito doente mesmo, com a perna gangrenada, que ficou em nossa casa por uns 15 dias, até morrer, e como não tinha um acompanhamento médico de sua doença, precisou ser autopsiado e o camburão da polícia veio retirá-lo  de madrugada em nossa casa, colocando-o num horrível caixão de alumínio, que jamais vou esquecer enquanto viver; nenhum médico amigo nosso quis fazer o laudo do óbito, pois temiam implicativas posteriores.

Assim, me pergunto, por que alguns se transformam em marginais, pois apesar de não ser tão simples, é possível ser um homem de bem, mesmo frente a tantas dificuldades. Meu pai  tinha tudo para seguir o mau caminho, mas foi um exemplo! E quanto me orgulho dele! Teus netos, que adoravas, Fábio, Maurício e Jairo (meus filhos) e Fernando, Cíntia e Mariana (filhos de meu irmão Gilberto) te guardarão para sempre em seus corações, como o avô inesquecível das horas mais queridas!

Nosso tributo eterno a você, meu grande e maravilhoso pai, Alfredo Wartusch!

Qualquer dia lhes conto outras lindas histórias sobre meu pai e eu.


TU ÉS MEU PAI!


Na cor azul do teu olhar cansado,
Doce remanso a espargir amor,
No brilho vítreo, desse olhar amado,
Leio-te a alma, meu pai, meu confessor!

Das tuas mãos, todo carinho tive;
Lembranças boas, lembranças preciosas.
Tão grandes mãos, amparo no declive,
Prontas pro trabalho - mãos laboriosas,

No teu semblante, vejo o meu semblante:
Os mesmos olhos, na mesma feição...
Se sou assim, de ti, tão semelhante,
É igual ao teu também meu coração.

Lembro-me ainda, quando era menina,
Nesta lembrança em que minh’alma pousa,
As belas tardes – que coisa divina!
Que nós passávamos no Paula Souza!

Tão pequenina era, mas, recordo,
Daquelas matas não tinha medo não...
Não tinha medo – com isto concordo -
Por estar segura pela tua mão.

Mas, que aflição! Um dia nos perdemos,
Naquelas matas tão acolhedoras...
Ah!... De repente, com o caminho demos.
Belas surpresas, tão encantadoras!

Lembro a varanda, sempre onde ecoava,
O acorde doce da nossa canção,
E “A Marambaia” eu então cantava,
Acompanhada por teu violão.

A minha vida era uma canção...
Eu te adorava, sem te dar descanso!
Se não estavas, eu brincava, então,
Voando, como os anjos, no balanço!

Me amavas muito, pai, e preferida,
Eu abusava, até, dos meus direitos.
Sabia ser amada, ser querida,
- Pra você eu não tinha defeitos –

Quando sorrias, com teu ar de monge,
Adivinhando tudo, muito esperta,
Sabia que tu, me levarias longe,
A passear em tua bicicleta.

Com tão pouco, feliz, eu exultava!
Estar contigo, pra mim era a glória.
O tempo, ligeiro, então passava,
Cada passeio era uma vitória!

Te orgulhavas de mim, meu pai querido!
Linda menina eu era... e muito prosa,
Mesmo metida num simples vestido,
Sabia ser pra ti a mais formosa!

Sei que também recordas com saudade,
Aquele tempo de encantamento!
Tempo feliz, de tua mocidade,
Que se esfumou, levado pelo vento!

Todos os sonhos, que juntos sonhamos,
Se perpetuam na nossa lembrança;
Outrora, tão felizes, olvidamos,
Que deixarias de ser jovem, e eu criança!

Nada nos resta, mais que esta lembrança,
Que esta saudade, que este triste apelo:
Se no passado, fui tua criança,
Hoje és meu velho, de branco cabelo!

São Paulo, 8 de agosto de 1971 (Dia dos Pais)


MÍRIAN WARTTUSCH

* * * 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

OCÊ NUM PRESTA – Mírian Warttusch

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Ocê num presta


Sodade di ocê, ti digo, num tem hora,
Num tem lugá, digo di novo, e vô dizê,
Si toda essa sodade fosse colorida,
Um arcu-iris tão bunito ocê pudia vê!

Mai qui fazê se uncê num tá cumigo?
As minha zora eu passu cum tristeza.
Choro na cama, choro na privada,
Choro no quintá e em riba da mesa…

Tô te jurando – Ocê num acridita?
Intão ocê fica sem acriditá.
Eu sô tão besta! Ocê num mi merece,
Anssim pra que que eu vô cuntiá chorá?

Só me arrependo de vê isso agora,
Dispois de cum esse choro meus óio eu gastá.
Ôio vremeio, inchado - eu fiquei horriver!
Neim pro espêio eu posso mais oiá!

Se todas lágrima que de bestera derramei
- Muié marvada, foram pra vancê,
Nem no meu tanque, nem numa bacia,
Eu ti cunfesso, num ia cabê…

Vô ti dizê, anssim, com todo o coração,
Eu quero mais é que ocê chore agora.
Arrependida de te mi perdido!
Num güento mais, eu já tô indo embora!

Se o Zé Formiga, chutou tua bunda
Ocê deixô di eu, e ele num ti quis.
Muito bem feito; tô inté gostando,
Di vê vancê anssim desinfiliz.

Chora bastante, uma semana intera,
- Lembra que bão, quando ocê mi tinha?! –
Chora no pasto, chora na cochera,
No galinhero junto cás galinha.



Mírian Warttusch

* * *

sábado, 17 de junho de 2017

JUNHO - MÊS DE MACHADO DE ASSIS (XI)

SINFONIA POÉTICA 

Homenagem a Machado de Assis
Música, letra e interpretação de Mírian Warttusch
Produção musical, maestro Nelson Mids

*21/06;/1839 (Rio de Janeiro)

+29/09;/1908 (Rio de Janeiro)


"Machado de Assis, encanta o Brasil", disse eu em minha canção, e a mim encanta ainda mais! Adorei Helena, Iaiá Garcia e Capitu, personagens fortes dos seus romances, e tanto fiquei embasbacada com as tramas nas quais as enredou magistralmente esse magnífico autor, que criei uma pequena peça de teatro, plena de humor,  ciúme e sensualidade, onde essas três mulheres se encontram, tentando mudar o rumo de suas próprias histórias, num enredo bem elaborado, cujo desfecho é bastante inesperado.
-----
IDEAIS SÃO TESOUROS 
(Marcha Militar)

Ligue o vídeo abaixo:

Um hino glorioso vamos entoar
A canção mais bela agora floresceu.
Com alegria nossa alma vai cantar
Cada verso, cada rima 
Em homenagem a Machado de Assis
Este hino nasceu.
Machado de Assis encanta o Brasil
Imenso tesouro os seus ideais

De origem humilde, enfrentou preconceitos, 

Acesa trazia uma chama no peito.
Machado de Assis encanta o Brasil
Na alma vicejam orgulho e nobreza 
E disse ao vencer os seus maus momentos,
“As lágrimas não são argumentos!”

O Brasil é tão maravilhoso!
De feitos e histórias memoráveis,
Pátria de ilustres poetas
Berço de escritores tão notáveis!
Um grande sonho se cultiva dia a dia
Não esmoreça nossa vontade de vencer
Seja de fé, de esperança e alegria,
Os doces frutos que venhamos a colher.

Um hino glorioso vamos entoar
A canção mais bela agora floresceu.
Com alegria nossa alma vai cantar
Cada verso, cada rima 
Em homenagem a Machado de Assis

Este hino nasceu.




* * *

terça-feira, 13 de junho de 2017

INSUBSTITUÍVEL – Mírian Warttusch

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Insubstituível


Seria alguém, no mundo, insubstituível?
Julgam alguns, que isto é bem possível.
Cada um de nós, entanto, tenho eu certeza
Não será jamais substituído em sua natureza.

Substituir o que somos, em nossa pura essência?
Impossível, direi eu, pois nessa improcedência,
Seria negar a própria vida, ao nosso Criador,
Que nos fez nascer “únicos” com todo Seu amor.

Podemos ter sim, uns dons até que parecidos,
Mas o modo de fazer, aqui, em nós nascido,
Jamais alguém fará igual... e se o fizer,
É plágio... pode processar se se tornar mister.


Mírian Warttusch

* * *

quinta-feira, 13 de abril de 2017

AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE, PAI - Mírian Warttusch

Afasta de mim esse cálice, Pai


Jesus pergunta ao Pai, olhos postos no firmamento:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?"
Neste martírio que me faz sangrar em sofrimento,
À minha própria sorte, por que Tu me entregastes?!

"Afasta de mim esse cálice, Pai", por piedade!
Não tenho mais forças; e se prolonga o sofrimento...
São momentos de dor que sofro pela humanidade,
Meu último suspiro parece estar preso aqui dentro!

-O corte da lança no Teu peito está doendo em mim!
Também me doem as Tuas chagas, carne viva...
Imaginavas que sozinho sofrerias tanto assim?
O amor deixa marcas profundas e significativas.

Tu não me encontras quando olhas para o alto,
Imaginando que de Ti não sinto pena ou tenho dó.
É o nosso mesmo coração que bate em sobressalto...
Não percebes Filho, que Eu e Tu, somos um só?

Momento de partida, e Deus acode Seu Filho tão amado,
Sofrendo as mesmas dores, chorando o mesmo pranto...
"O verbo se fez carne", cumpriu-se o Seu legado,
Unem-se agora, o Pai, o Filho e o Espírito Santo!

Mírian Warttusch

 
"Leia o livro 'A Cabana' de William P. Young
para saber mais do maravilhoso encontro do personagem Mackenzie com a Santíssima Trindade"

* * *