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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

LUZES DE NATAL NOS EUA GASTAM MAIS ENERGIA DO QUE A ETIÓPIA EM UM ANO INTEIRO

Apenas a energia usada na iluminação representa 14% de toda a demanda dos EUA. | Foto: Blulz60/iStock by Getty Images
As luzes de natal consomem, em média, 6,63 bilhões de kWh ao ano.
29 de novembro de 2016

As decorações natalinas fazem parte das tradições de final de ano em muitos países. No Brasil existem cidades famosas por seus enfeites e luzes e nos EUA não é diferente. O país, que tem até concursos para escolher as melhores decorações, gasta mais energia para manter os enfeites natalinos do que toda a eletricidade consumida na Etiópia durante o ano inteiro.

De acordo com o Departamento Norte-Americano de Energia (EIA), as luzes de natal consomem, em média, 6,63 bilhões de kWh ao ano, enquanto toda a população da Etiópia usa 5,30 bilhões de kWh anuais. O gasto dos EUA chega a ser superior ao dobro do que é usado no abastecimento anual do Camboja.

As estatísticas mostram a necessidade de uma mudança no consumo, cultura e também nas fontes energéticas. Apenas a energia usada na iluminação representa 14% de toda a demanda dos EUA. Comparando com outros países, esse é um consumo muito alto. Na Coréia do Sul, por exemplo, 14% é a fatia destinada a todo o consumo doméstico.

Para reduzir essa dependência das redes de transmissão e das fontes não renováveis de energia, é necessário utilizar equipamentos mais eficientes, trabalhar a conscientização e ainda investir em tecnologias para a produção de energia limpa.

Um estudo feito pelo governo norte-americano estima que seja possível economizar até 5,97 bilhões dos quilowatts nas decorações de natal, apenas investindo em equipamentos mais eficientes e sistemas inteligentes.

 Redação CicloVivo



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RENAN FOI JULGADO POR SEUS ADVOGADOS – O Antagonista

Renan foi julgado por seus advogados
Brasil 08.12.16

A manobra para resgatar Renan Calheiros “foi costurada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e pelo menos outros quatro ministros”, segundo o Estadão.

Dois deles atuaram clandestinamente como advogados do presidente do Senado.

Diz O Globo:
“Renan Calheiros conversou por telefone com um ministro do STF na segunda-feira, após saber que havia sido afastado por uma decisão liminar de Marco Aurélio Mello.

Logo depois, ele conversou por telefone com outro ministro do STF. Foi este ministro que o orientou a não receber o oficial de Justiça”.

Renan Calheiros foi julgado por seus advogados de defesa.



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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TEM SENTIDO ISSO? - Antonio Nunes de Souza

Tem sentido isso?

O primeiro poema que aprendi em minha vida, no início da juventude, apareceu um poeta que foi fazer um recital no cinema (em S. Amaro da Purificação esses eventos literários, eram comuns), e declamou sendo muito aplaudido:

NÃO ENTENDO

Não entendo, não entendo,
Pelas ruas da cidade,
Havia um louco dizendo:
As casadas sempre puras,
As viúvas procedem bem,
As mocinhas coitadinhas,
De donzelas o nome tem!
No entanto os asilos
Vão enchendo de pequeninos,
Meu Deus me responda:
De quem são esses meninos?

Infelizmente, pelos sessenta anos passados, não lembro-me quem ele falou que era o autor (uma pena), mas, curiosamente, peguei o programa do espetáculo e terminei decorando esse histórico e sempre atual poema!

Temos a desditas de ver, atualmente e crescentemente, o número absurdo de milhões de crianças abandonadas, a grande maioria sem a felicidade de encontrar abrigos em instituições governamentais, vivendo precariamente em suas favelas, embaixo das pontes, construções abandonadas, bancos de jardins ou embaixo de marquises! Mais lamentável ainda é ter a tristeza de vê-las remexendo latas de lixo e apanhando restos contaminados para se alimentarem.

Repugna-me e sinto dor no coração, principalmente quando vejo nos jornais, revistas e televisões, grupos enormes de dondocas, atores e atrizes, fazendo campanhas fervorosas para salvar os cães e gatos abandonados, mostrando seus animaizinhos de estimação com roupinhas, colares, laços de fitas, maletas especiais para transportes, planos de saúde, etc.

Em nenhuma hipótese sou contra os animais domésticos, acho claro e lógico que seus donos tenham cuidados especiais, porém, que suas preocupações externas e públicas sejam com nossas crianças que, logicamente, são humanas e vivem sofrendo num mundo desigual e desumano!

Reafirmo que não tem sentido isso, ou seja, as grandes preocupações e movimentos, muito mais pelos gatos e cachorros que com as crianças, pois, comprovadamente, com essa vida de desprezo, discriminação e abandono, terminam como já presenciamos, se transformando em verdadeiros marginais e bandidos!

Falei apenas citando os cães e gatos, mas, conheço um rato branco que tem vida de príncipe: Casa, comidinha, cama e roupinhas lavadas!


Antonio Nunes de Souza, escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras– AGRAL


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CYRO DE MATTOS: HISTÓRIAS DOS MARES DA BAHIA - Lançamento

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
C O N V I T E

Histórias dos mares da Bahia – Cyro de Mattos

"O livro reúne contos de dezesseis grandes autores brasileiros, e cada um dos contos retrata o mar enquanto ambientação da história. Alguns narradores seguem o modo tradicional de narrar, outros, com elementos de composição moderna, chegam mesmo a fundir os limites da prosa e do poema".



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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A ESTANTE – CONTO DE FERREIRA GULLAR

A ESTANTE
 March 26, 2013


Naquele novo apartamento da Rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante que caberia todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na Rua Garcia D’Avila com Barão da Torre.

O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de Moraes. 

Estava ali há uma semana e nem decorara ainda o número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota da encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento.

Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227. “Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração.

— Visconde de Pirajá 127 — respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço na nota.

— Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante.

— Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo.

— A estante é grande, dá muito trabalho… Digamos, três semanas.

Contei as semanas. Não via chegar o momento de ter no escritório a estante sonhada, onde enfim poderia arrumar os livros por assunto e autores. E, mais que isso, sentir-me um escritor de verdade, um profissional, cercado de livros por todos os lados. No dia da entrega, voltei do trabalho apressado para ver minha estante.

— Como é, veio? — perguntei ao entrar.

— Veio o quê?

— Como o quê? A estante!

Não viera. Seu Joaquim não cumprira com a palavra empenhada, ah português filho de… Telefonei para ele sem dissimular, no tom da voz, minha irritação. E ele:

— Como não cumpri? Andei com dois homens de cima para baixo da rua e não encontrei o tal número que o senhor me indicou. Não existe na Rua Visconde de Pirajá o número 127, senhor Ferreira.

Fiquei sem ação. Dera a ele o número errado.

— Diga-me o número certo e sua estante estará em sua casa amanhã mesmo.

Fiquei sem palavra. Se não era 127, qual número seria? Não era 227, disso tinha certeza… E o Joaquim ao telefone:

— Qual o número, seu Ferreira?

— É 217, seu Joaquim… É isso, 217.

— Muito bem, 217. Já anotei. Amanhã terá sua estante.

Não tive. Ao chegar em casa e verificar que a estante não estava lá, conclui que havia dado de novo o número errado ao marceneiro. E corri para o telefone a fim de me desculpar.

— Seu Joaquim, é o senhor Ferreira… da estante.

— O senhor está querendo brincar comigo?
Fui tomado por um frouxo de riso, enquanto seu Joaquim, indignado, dizia que não ia mais entregar estante nenhuma, que eu fosse buscá-la, pois já era a segunda vez que subira e descera a Visconde de Pirajá, carregando aquela estante enorme, etc. etc…


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SEXTA SUPER MUSICAL APRESENTA MEMÉ SANTANA NA AABB

Memé Santana na Cabana do Tempo da AABB
Quem vai “sextar” 9/12 na AABB Itabuna é Memé Santana

 “Sextar” é se apresentar na Sexta Super Musical da Cabana do Tempo, o espaço da AABB que resgatou o prazer de sair à noite em Itabuna. E nesse dia 9/12, a partir das 8 da noite, quem vai “sextar” é Memé Santana, com direito a música internacional, música brasileira e hits que levam a uma sonora viagem por épocas inesquecíveis.
Memé é cantor e instrumentista dos mais requisitados do sul da Bahia. Sempre acompanhado pelo bom baterista Fabiano Sousa, desfila um repertório que agrada a muitos e bons gostos.
E por falar em gostos, os mais deliciosos tira-gostos e pratos, preparados por uma experiente equipe de cozinheiras, são servidos nas mesas da Cabana do Tempo. Sem falar das mais refrescantes bebidas, tanto prontas como preparadas na hora.
Maruse Dantas, presidente da AABB Itabuna, lembra que nem gorjeta (10%) nem couvert artístico são cobrados na nota. E Raul Vilas Boas, vice-presidente social, acrescenta: “O clube tem um parque bem equipado, colado na Cabana. É o único lugar da cidade que você pode sair à noite levando as crianças, com toda segurança”.
   
Serviço

Entrada no clube: liberada para sócios e não sócios sexta-feira à noite.
Estacionamento: dentro do clube, gratuito, também liberado no horário.
Gastronomia: pratos, tira-gostos, bebidas prontas e preparadas na hora, servidos por garçons nas mesas.
10% de gorjeta e couvert artístico: não são cobrados.
Equipamento disponível: parque (playground) para as crianças.
Endereço: Rua Espanha s/n – São Judas – Itabuna/BA
Telefones: (73) 3211-4843 / 2771 (Oi fixo)

 Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9.9112-8444 (Tim) / 9.8888-8376 (Oi)

 Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.8877-7701 (Oi) / 9.9133-4523 (Tim)

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GARÇA TRISTE – Oscar Benício dos Santos

Clique sobre a foto para vê-la no tamanho original
Garça Triste
  

Olha, aquela garça que viste 
pousada num seco galho,
debandou sozinha e triste
das irmãs, por um atalho.


Agora só, subsiste 
qual gota seca de orvalho,
e solitária insiste
como um mudo chocalho;


Pois não canta essa ave,
que na sua mudez grave
vê morrer o Cachoeira,


hoje tênue d’água fio,
que já foi um rio bravio 
– perdeu ágil corredeira. 



Oscar Benício Dos Santos
Faz. Guanabara


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