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quarta-feira, 24 de maio de 2017

LULA CAIU NA FOGUEIRA - Por Felipe Moura Brasil

Lula caiu na Fogueira


24 de Maio de 2017
               
Gravação é a única prova admitida pelo PT – de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler – muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

“Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler”, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio – e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no ‘Guiness Book’ do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir – e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que “foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise” pelo marido, “já sabendo que sua utilização seria de Lula”.

De quebra, “reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula” e “que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia”.

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas”; e também que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos – além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras – que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os “gambá”.



(O Antagonista)
Felipe Moura Brasil

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terça-feira, 18 de abril de 2017

"O IMPEACHMENT FOI A MELHOR COISA QUE PODERIA TER OCORRIDO PARA O NOSSO PAÍS"

Brasil 17.04.17

 
Janaína Paschoal escreveu ao O Antagonista sobre este um ano do impeachment de Dilma Rousseff:


"Após um ano do afastamento de Dilma Rousseff, vieram a público fatos ainda mais graves do que aqueles debatidos durante o processo de impeachment. Em sua delação (não contestada pelos envolvidos), Marcelo Odebrecht afirma ter se reunido com Graça Foster, no Hotel Transamerica em São Paulo, para tratar do pagamento de propinas. Só o que interessava a Graça era saber se além do PMDB, o PT também seria beneficiado. Marcelo diz que, relativamente a um contrato, Graça não entregou o combinado e ele foi pessoalmente falar com Dilma. Marcelo falou abertamente a Dilma que PMDB e PT haviam sido pagos pelo contrato. No lugar de denunciar os crimes, Dilma pediu a Mantega e a José Eduardo Cardozo que intermediassem o conflito entre Marcelo e Graça. Ou seja, ela queria que a Odebrecht continuasse sendo contemplada."

Mas não é só, acrescentou uma das advogadas do impeachment:

"Emílio Odebrecht confirmou o que escrevemos em nossa denúncia, ao trazer detalhes das operações feitas com a ditaduras parceiras do petismo. Lula garantiu a liberação do dinheiro pelo BNDES e, depois, Dilma perdoou a dívida. Como faláramos, já em setembro de 2015, o conluio entre Odebrecht, Lula e Dilma é inegável. No lugar de enfrentar os fatos, como fez durante todo o processo de impeachment, o advogado de Dilma ressuscita a teoria da vingança. Trata-se de uma cortina de fumaça para, novamente, fugir de explicar as graves imputações. Aproveitam o fato de haver muitos políticos e partidos acuados, para tentar dar cores à ficção do golpe. A estratégia deles é a maior prova de sua culpa."

Janaína completou:

"O que veio à tona após o afastamento de Dilma prova que fizemos um grande bem ao país, tirando esse partido do poder. A prova que Dilma sempre soube e participou ativamente de tudo é que, apesar das revelações, ela continua fazendo cara de paisagem. Ela é muito mais esperta do que parece. Enganados fomos nós. Como sempre disse, que caia quem tiver que cair, não tenho partido nem político de estimação. O impeachment foi a melhor coisa que poderia ter ocorrido para o nosso país. Se voltássemos no tempo, pediria o impeachment de novo. A única diferença seria que a delação da Odebrecht seria anexada."





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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

AS TREVAS DE JANETE- O Antagonista

As trevas de Janete
Brasil 22.02.17 


Dilma Rousseff deu uma pedalada nas contas de luz.
E o rombo de 62,2 bilhões de reais terá de ser pago pelos consumidores nos próximos oito anos.

O Antagonista publicou ontem:

A conta de luz de todos os brasileiro vai ficar mais cara em 7%, em média, neste ano.

O aumento da tarifa, noticia o Jornal Nacional, foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e servirá para indenizar as empresas transmissoras de energia, que aceitaram renovar seus contratos de concessão com o governo, em 2013, de forma antecipada.

O valor total da indenização soma R$ 62 bilhões, que serão cobrados nas contas dos consumidores durante oito anos, até 2024, portanto.

Em 2012 e 2013, Dilma Rousseff interveio no setor elétrico com o objetivo de reduzir a tarifa de energia na canetada.
Não deu certo, claro.

A conta chegou e vai continuar chegando por oito anos.*

Dilma Rousseff é assombrosamente incompetente. Mas o desfalque no setor elétrico faz parte de seu estelionato eleitoral. Ela apagou a luz da democracia.

[...]

*Leia mais

“O PT destruiu o setor elétrico”

O Financista 31.08.16 

O Brasil vive uma temporada de rescaldo. Para cada lado que se olha, encontram-se ruínas fumegantes de setores atingidos pelas políticas desastrosas dos governos petistas. Um dos mais afetados é o elétrico, praticamente quebrado pela intervenção de Dilma, em 2012. “O PT fez uma política de terra arrasada no setor”, resume Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura. Confira os principais trechos da conversa com O Financista.

O Financista: O que significa a atual onda de empresas e ativos à venda no setor elétrico?

Adriano Pires: O setor elétrico foi uma grande vítima dos governos petistas, a ponto de ter sido praticamente destruído. Basicamente, o que Dilma quis fazer, com a medida provisória de 2012, foi baixar as tarifas em um momento de alta dos custos. Depois, quando ganhou a eleição, ela precisou dizer a verdade: o setor estava quebrado. Veio o tarifaço na conta de luz. Isso representou, na prática, um racionamento forçado de energia, já que os brasileiros reduziram o consumo diante do preço alto. Dilma literalmente desligou o setor elétrico.

O Financista: Como empresas de um setor quebrado podem atrair compradores?

Pires: Isso depende muito do modelo que o governo Temer adotará para o setor. Os ativos à venda não são ruins. O que é necessário é uma política setorial mais pró-mercado.

O Financista: Como?

Pires: Primeiro, mudando a regulamentação das distribuidoras, que foram as mais penalizadas pela política petista. Também é preciso criar uma política de venda de ativos da Eletrobras e tornar a Aneel mais transparente. Outra coisa que devemos considerar é que, nos últimos anos, a matriz elétrica ficou mais dependente de fontes intermitentes, aquelas que dependem de algumas condições para gerar energia, como a solar e a eólica. Além disso, as usinas a fio d´água também transformaram as hidrelétricas em fontes intermitentes: se há chuvas, temos energia; caso contrário, não. Precisamos reduzir a dependência em relação ao clima. Para isso, é preciso colocar as usinas térmica na base do sistema, e não apenas como backup.

O Financista: Mas as térmicas não encarecem a energia?

Pires: No fundo, elas podem ajudar a moderar a tarifa.
Atualmente, elas só são ligadas em caso de escassez de oferta, quando as hidrelétricas estão com reservatórios baixos. Se elas estiverem na base, poderão balancear a oferta das hidrelétricas. Além disso, seriam usinas que consomem gás natural, que é mais barato e bem menos poluente. Outra iniciativa para baratear a energia é promover leilões regionais, com base nas vantagens comparativas de cada local: solar, eólica, hidrelétrica, termelétrica.

O Financista: Voltando a potenciais investidores: por enquanto, só os chineses demonstraram interesse.

Pires: As empresas chinesas são estatais e, portanto, sua lógica de investimentos é diferente da de empresas privadas. Até ontem, o Brasil apresentava um elevado risco político, econômico e regulatório. Isso praticamente proíbe investidores privados de se arriscarem por aqui. Já os chineses têm outra lógica: eles aumentam seus ganhos com uma estratégia casada de venda de equipamentos, por exemplo. Agora, com o governo Temer, os investidores privados devem voltar.

O Financista: Em quanto tempo, o setor pode se recuperar?

Pires: É difícil dizer. Primeiro, porque o PT fez uma política de terra arrasada no setor. Segundo, porque vai levar tempo para arrumar tudo. O importante é que o dever de casa começou a ser feito. Se o governo continuar nesse rumo pró-mercado, acho que já podemos atrair investidores no ano que vem. O que devemos evitar são as empresas que se dispõem a trabalhar com “taxas de retorno patrióticas” – aquelas artificialmente baixas, apenas para promover populismo tarifário. Só dois tipos de empresas aceitam isso: aquelas que estão lucrando por outros meios, como vimos com as empreiteiras da Lava Jato, e as aventureiras, que não sabem onde estão entrando: assumem riscos indevidos, quebram e deixam todos na mão.



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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

PROPINA ILUSTRADA

Propina ilustrada
Brasil 22.12.16 

O Antagonista fez uma versão ilustrada do episódio de suborno relatado pelos procuradores americanos.
Em 2009, o Brazilian Official 1, ou presidente Lula...

... reuniu-se com "another Odebrecht executive", ou Emilio Odebrecht.


Emilio Odebrecht pediu para que Lula conversasse com seu ministro da Fazenda, o Brazilian Official 4, ou Guido Mantega, sobre vantagens para a Braskem.


Guido Mantega reuniu-se com Alexandrino Alencar, ou Braskem Employee 1...


... e escreveu num pedacinho de papel que queria 50 milhões de reais em propinas para a campanha de Dilma Rousseff, ou Brazilian Official 2.


The End.





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sábado, 17 de dezembro de 2016

O PMDB É AUTÊNTICO TESTE DE STRESS DA DEMOCRACIA BRASILEIRA

O PMDB é autêntico teste de stress da democracia brasileira

16 de Dezembro de 2016
Por Mario Sabino*

Hoje o meu filho caçula completa onze anos. A data familiar me remete a uma data nacional: em maio de 2005, eclodiu o mensalão. Lá se vão mais de onze anos, portanto, que enfrentamos a organização criminosa que se instalou no poder. E não é verdade que ninguém podia imaginar que ela andava fazendo coisa ainda pior. Tudo estava na nossa frente — o petrolão, o eletrolão e outros esquemas coligados que o PT e os seus cúmplices engendraram para roubar o país do seu passado, presente e futuro.

Tudo estava na nossa frente, mas a esmagadora maioria de nós se recusava a ver. Seja porque a economia, dopada pelo crédito abundante, parecia ir bem, seja porque havia a crença de que um governo do PT, esquerdista, era necessariamente uma etapa a ser vencida para a consolidação da democracia brasileira.

Tal crença encontrou solo fértil na sociologia tucana. O raciocínio era de que Lula, em especial, significava o teste de stress ideológico que a democracia não havia conseguido superar em 1964, com João Goulart. Quando estourou o mensalão, não foram poucos os tucanos que viram "golpismo" na forma como a imprensa tratou o escândalo. Como se a roubalheira provada e mensurada fosse um exagero das mesmas forças que impediram que o país ultrapassasse o teste de 1964. Essa mentira apregoada pelo petismo (e repetida no petrolão) florescia como verdade ainda que relativa nas cabecinhas sociológicas tucanas. Sim, roubaram, fizeram, está certo, porém a direita é demasiado moralista e…

… Onze anos mais tarde, estamos aqui, não mais com o PT, ainda bem, mas ainda com o PMDB. Esse PMDB que, desde os anos 90, cresceu à sombra da sociologia tucana e floresceu sob o manto da ideologia petista.

O PMDB, eu já disse, é endógeno ao país. O espetáculo repugnante que ele nos proporciona é mais brasileiro do que os dos partidos que o alimentaram. O PMDB existe desde antes da sua fundação. Os seus efeitos deletérios foram descritos pelo escritor Lúcio Cardoso, em 1949: “Não sei que caos é este a que se referem nossos articulistas políticos, e que, segundo eles, já se aproxima. Engano: há muito estamos nele. O Brasil é um prodigioso produto do caos, uma rosa parda de insolvência e de confusão. A verdade é que já nos acostumamos com isso, não dói mais, como certas doenças malignas.”

O PMDB é um tumor maligno que precisa nos causar dor, para que possamos vencê-lo. O PMDB é o autêntico teste de stress da democracia brasileira.


*Mario Sabino acaba de lançar o livro "Cartas de um antagonista — Jornalismo na selva selvagem brasileira", que reúne artigos inéditos e textos publicados nesta newsletter.
Para comprar o livro, clique em Cartas de um antagonista



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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

RENAN FOI JULGADO POR SEUS ADVOGADOS – O Antagonista

Renan foi julgado por seus advogados
Brasil 08.12.16

A manobra para resgatar Renan Calheiros “foi costurada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e pelo menos outros quatro ministros”, segundo o Estadão.

Dois deles atuaram clandestinamente como advogados do presidente do Senado.

Diz O Globo:
“Renan Calheiros conversou por telefone com um ministro do STF na segunda-feira, após saber que havia sido afastado por uma decisão liminar de Marco Aurélio Mello.

Logo depois, ele conversou por telefone com outro ministro do STF. Foi este ministro que o orientou a não receber o oficial de Justiça”.

Renan Calheiros foi julgado por seus advogados de defesa.



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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

RATAZANAS DEVEM SER EXTERMINADAS - Mario Sabino

Ratazanas devem ser exterminadas
18 de Novembro de 2016
Por Mario Sabino

Muitos cidadãos que bradaram contra o PT e pediram o impeachment de Dilma Rousseff relutam em voltar às ruas para evitar que o PMDB e partidos aliados melem a Lava Jato. Não porque sejam peemedebistas; não porque achem Michel Temer um ótimo presidente; não porque estejam felizes com a nossa situação econômica.

Os cidadãos relutantes têm medo de que o país não consiga superar a queda de outro presidente, se tal for o caso. Ter medo, no entanto, significa dar aval para que a Lava Jato seja ferida de morte pelas ratazanas do Congresso.

O medo dos cidadãos relutantes é alimentado por colunistas que atacam os procuradores e o juiz Sérgio Moro. Esses colunistas afirmam, sem nenhum rubor de vergonha, que a Lava Jato fere o estado de direito; esses colunistas sugerem, sem nenhuma evidência concreta, que a economia vai desmoronar de vez se as investigações avançarem sobre os atuais ocupantes do poder.

Balela. Tudo vem sendo feito dentro da lei. Quanto mais limparmos o país, mais forte será a nossa democracia; quanto mais limparmos o país, mais sólida a nossa economia se tornará.

As ratazanas estão acuadas — e, quando acuadas, guincham alto e avançam sobre quem as acua. Não tenhamos medo de terminar o serviço. Ratazanas devem ser exterminadas. Todas elas.

O Antagonista

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