Total de visualizações de página

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ROMANCISTA CRISTOVÃO TEZZA FAZ NA ABL A PALESTRA DE ENCERRAMENTO DO CICLO “REALISMO EM QUESTÃO’” SOB COORDENAÇÃO DO ACADÊMICO GERALDO CARNEIRO

A Academia Brasileira de Letras encerra seu Ciclo de Conferências do mês de agosto de 2017, intitulado Realismo em questão, com palestra do romancista Cristovão Tezza. A coordenação será do Acadêmico e poeta Geraldo Carneiro.

A conferência, intitulada “Literatura e autorrepresentação”, está programada para o dia 29 de agosto, terça-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2017.

Serão fornecidos certificados de frequência.

Acadêmico Geraldo Carneiro convida para o Ciclo de 
conferências "Realismo em questão"

 “De que forma as máscaras de autor e narrador se confundem na obra de ficção? A chamada "autoficção" é um fenômeno contemporâneo ou tem raízes profundas na história literária? O que está em jogo na separação gramatical entre primeira e terceira pessoas e na fronteira subjetiva entre realidade e ficção?”. Estas são algumas das questões centrais que serão abordadas, de acordo com Cristovão Tezza, em sua palestra.

Saiba mais

Cristovão Tezza é autor dos romances Trapo, O fotógrafo, Breve espaço, Um erro emocional, O fantasma da infância, O professor e A tradutora, entre outros. Seu livro O filho eterno, de 2007, recebeu os mais importantes prêmios literários do Brasil, foi publicado em uma dezena de países e adaptado para o cinema. É colunista quinzenal da Folha de S. Paulo. Lançou duas coletâneas de crônicas: Um operário em férias e A máquina de caminhar. Em 2012, publicou O espírito da prosa, sua autobiografia literária.
23/08/2017



* * *

4 AULAS DE GESTÃO ESTRATÉGICA - Fernando Costa

1ª AULA

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:

- Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?

O corvo responde:

- Claro, porque não?

O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Conclusão: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.

2ª AULA

Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo.

Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.

Conclusão: Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.

3ª AULA

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada mágica.

Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.

O gênio diz:

- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!

- Eu primeiro, eu primeiro, grita um dos funcionários! Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida... Puff e ele foi.

O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas! Puff e ele se foi.

Agora você, diz o gênio para o gerente.
- Eu quero aqueles dois folgados de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

4ª AULA

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras.

Ao se aproximar lentamente,observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa. Quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:

- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.

O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!

Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.



Portanto,
Antes de falar, escute...
Antes de escrever, pense...
Antes de gastar, ganhe...
Antes de julgar, espere...
Antes de desistir, tente...


Head of IT



* * *

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O IMORTAL? - Washington Cerqueira

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
O imortal?


Talvez seja um entendimento comum, para uns, e para outros não. Posso dizer que no mínimo causa interpretações das mais diversas a figura do “imortal”.

Imortal é o mesmo que dizer que este ou aquele não morrerá? Porque ao se referir a um membro de Academias de Letras, fala-se: Agora, és um imortal!. Mas de que morte estamos falando: da morte física, da moral, dos valores, da coragem, da dedicação, do amor, do caráter, da família, da fé, da caridade, da retidão, da honestidade, do respeito, da tolerância, da paz, da amizade?

Refletindo, pensando, me interrogando, vêm respostas cada vez mais confusas para uma simples inquietação, e quando as rebato, o discernimento indica-me que o simples pode tornar-se confuso, e o confuso muito simples, a depender da forma como se é visualizado. Na minha concepção, a imortalidade de qualquer pessoa, não apenas dos Confrades e Confreiras, se dá no conjunto de atitudes, praticadas antes da Morte Física, esta que apenas deixa alguns quilos de carne que em pouco tempo é tomada pela decomposição e carnificina.

A Imortalidade Plural se dá quando as pessoas se despem de suas Vaidades e procuram exercitar a moral e os bons costumes, cavando masmorras aos vícios, construindo aqui o “Templo” em que gostaria de viver com fé e caridade, respeitando os limites e as fraquezas dos seus semelhantes em nome da Paz do amor, Amor às famílias, respeitando a Pátria e toda a humanidade. Ainda me interrogo: onde está o Ser Imortal? A minha Imortalidade, onde está? E a sua Imortalidade?

Considerando que a Imortalidade esta colocada no infinito, construí-la de forma fracionada, de nada adiantará. Aos acadêmicos (as) resta a consciência de que tudo que se é escrito, o é feito pensando em deixar transparente como contribuição contundente para o bem estar da humanidade. Conclamo a todos de forma coletiva para que em tudo que façam, procurem fazê-lo da melhor forma estando sempre despido da “VAIDADE” que nada mais é que uma carapaça que ilude de forma cruel e perversa àquele que por ela se deixa conduzir.

Ao ler, aproveite o texto como base para uma profunda reflexão. Quem sabe, é possível que Você descubra em que grau de Imortalidade se encontra agora. REFLITA!


Washington Farias Cerqueira

Membro da AGRAL- Academia Grapiúna de Letras.

* * *

COMIGO VOCÊ PECOU - Mírian Warttusch


                       Comigo você pecou



  
Em matizes de um mural, grafitei todo meu sonho;
Desvendei tantas auroras, tive um despertar risonho.
Nada disso me comove, sem você nada sou eu.
Céu se abre, mar se fecha, um sonho bom que morreu.
Nada disso tem sentido sem prova de amor maior.
Quem frustra o outro é pequeno, o que existe de pior.
Veredas, sóis, salamandras, feitiço que extasiou!
Nunca fui de mais ninguém, comigo você pecou…

Sempre que te olhei nos olhos, incrível dizer assim,
Pude ver tanta paixão que tu tinhas sim, por mim.
Hoje eu olhei novamente, e quanta decepção…
Não vi mais amor nenhum, confrangeu meu coração.
Delirantes desvarios, senti sem poder tocar
Nenhuma vez, mais, teu corpo, isto dói, é de matar!
Veredas, sóis, salamandras, feitiço que extasiou!
Nunca fui de mais ninguém, comigo você pecou!

Paradigmas notáveis, amar neste desconforto,
É como perder um filho - que tristeza - num aborto.
Nem bem, se eu tudo quisera, me darias nesta vida;
Já fui eu sei, algum dia, tua mulher preferida.
Sem piedade, desmembraste, cada fibra do meu ser.
Não me deixaste o amanhã, até pra poder morrer.
Veredas, sóis, salamandras, feitiço que extasiou!
Nunca fui de mais ninguém, comigo você pecou!

Mírian Warttusch

* * *

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

TEVE MEDO DA DESPEDIDA - Ariston Caldas



Teve Medo da Despedida


A data não saía de sua cabeça – próximo dia 16.

Olhava a folhinha na parede aos pés da cama quase encabulado e sentia vontade de rasgá-la; número preto, meio de semana. Como ia preparar-se para a despedida? Tinha medo de lacrimejar na hora das emoções, não seria bem para um sujeito adulto beirando os quarenta, no meio de gente, todo mundo vendo.

Despediu-se poucas vezes vida a fora; lembrava, por exemplo, quando abraçara um amigo de infância que mudou-se para o Ceará; de outras despedidas, simples: “boa viagem, lembre da gente”. Agora, próximo dia 16, quem ia embora era Leni. Nem adiantaram as ponderações; “preciso sair daqui”, ela dizia decisiva, passagem comprada, cadeira 10, dia 16; malas arrumadas. “Destino”.

Nunca mais ia afagar as mãos de Leni, abraçá-la nos encontros, discutir assuntos com ela, vislumbrar o beijo ardente de sua boca que teria gosto único. Tentaria esquecer tudo logo depois do dia 16, procuraria outras, buscando esquecer o cheiro do corpo de Leni, inolvidável, sutil, envenenando seus sentidos.

Contava os dias pelos dedos – segunda, terça, quarta... Pouca coisa para a data definida, pela manhã, logo depois do sair do sol, rodoviária movimentada, pessoas comprando passagens, embarcando, desembarcando; outras, sentadas esperando, assistindo televisão com imagens tremidas, estridente. E se fosse uma manhã chuvosa? A tristeza seria maior, Leni chegaria embrulhada numa capa de matéria plástica verde, cheia de bolsos, um capuz cobrindo-lhe o cabelo claro, somente o rosto de fora, borrifado; ela panharia o porta-espelho portátil, um lenço e passaria a olhar-se, retocando o batom, retirando o capuz, jogando-o para trás, ajeitando o cabelo. O ônibus já na plataforma ligado para sair; lia a placa na frente, estava escrito o destino. Leni sorria nervosa, duas valises. Ela teria esquecido alguma coisa? Certamente não. A arrumação vinha sendo feita cuidadosamente – roupas, objetos de maquilagem, sapatos, sutiãs, adereços; ela não teria esquecido nada; ele sabia, na ponta da língua, todos os pertences de Leni – sandálias, bermudas, vestidos; tudo estaria arrumado nas duas valises de couro com atracadeiras fortes; na bolsa tiracolo, escova de pentear, perfume, batom, grampos e pó-de-arroz. Leni estaria sorridente, mas nervosa, vislumbrando a viagem longa, as novidades pela frente, a paisagem. “Destino”.

Se ela quisesse, continuaria por aqui mesmo, seria sua noiva, sua esposa. Por que entendera mudar-se para longe? Indagava-se sem entender a vida, sem compreender as ideias de Leni. E se ela não gostasse da mudança! Torcia para que isso acontecesse. E se tudo fosse ao contrário e ela arranjasse um sujeito bom situado na vida e casasse com ele! Adeus Agapito. Nunca mais daria um presente a Leni. A partida estava próxima, definida, inapelável; a cada encontro com ela o silêncio o dominava de fora a fora, inchando por dentro.

Não construiria mais a casa para morar com Leni; o juízo dela esquentou, vai-se embora definitivamente. Nunca havia prometido a Leni, somente intenções. Seria necessário prometer? Amassava as mãos dela, afagava o cabelo, beijava-lhe o rosto; tudo isso não era uma declaração de amor? A definição só viria com o noivado. Agora, quando pensava construir a casa para morar com ela, lá vinha Leni com a ideia de mudança, para os confins do mundo. “Destino. O homem põe e Deus dispõe”, pensava constrangido. Leni ia conhecer outro mundo, outras pessoas. E se ela encontrasse outro sujeito bem situado na vida! Depois do dia 16 ela estará entre multidões desconhecida, entre olhares sem nenhum afeto, alheios aos seus lábios carnudos, ao seu sorriso de encanto. Certo, porém, é que Leni vai embora, dia 16, logo depois do próximo domingo.

Chegou domingo, chegou segunda-feira e à noite ele começou a encher o juízo de cachaça, e dormiu bêbado; acordou no outro dia, sol alto; olhou para a folhinha, para o número 16, preto bem no meio; para o relógio na parede, meio-dia. O ônibus que levava Leni devia ir rodando a uns duzentos quilômetros da cidade; levantou-se ainda zonzo, esfregou os olhos sentindo-se frustrado dos pés à cabeça, mais ainda por não ter ido ao embarque de Leni; sabia lá, podia encher os olhos de lágrimas todo mundo vendo.


(LINHAS INTERCALADAS)
Ariston Caldas

* * *

CYRO DE MATTOS E MARGARIDA FAHEL: ALEGRIA DE QUEM É ÚTIL & GRATIDÃO DE QUEM RECEBE O BEM

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Cyro de Mattos / Margarida Fahel 
(diálogo de vencedores)


De: cyropm@bol.com.br
Para: mc.fahel@uol.com.br
Assunto: ENC: Romance de Margarida Fahel

Margarida, veja no link abaixo.
Ab., Cyro



----------------
De: "mc.fahel" <mc.fahel@uol.com.br>
Para: cyropm@bol.com.br
Assunto: RE: Romance de Margarida Fahel
 
"Caro amigo, 
depois de três dias sem internet, por um problema de mudança de fiação aqui em nosso prédio, abro o meu e-mail e me vejo diante de seu estudo sobre o meu  "Nas dobras do Tempo." Precisei reler, respirar e segurar o coração. Seu artigo faz muito mais bela a história contada por Luísa, por ela vivida. História de sua mãe, Maria Tereza, de sua avó Élise e de sua bisa Maria Bertha. A sua palavra brilhante e forte por certo deu uma dimensão ímpar a essa história.
É uma grande alegria e orgulho para mim ter o meu livro lido e apreciado por você, poeta e ficcionista emérito, orgulho para todos nós, filhos e caminhantes dessas plagas cacaueiras.
Agradeço, com a mais verdadeira emoção, a beleza do seu texto, poético e pleno de sua alma apaixonada pela Literatura.
Um grande e efusivo abraço.

Margarida Fahel."

----------
Recebo esse e-mail da professora e romancista Margarida Fahel.
Fico contente, contente, porque me sinto útil.
Abraços, Cyro de Mattos

----------------

Margarida Fahel - Ocupante  da cadeira 12 da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, que tem como patrono Gil Nunes Maia.

Cyro de Mattos - Membro da Academia de Letras da Bahia – ALB, da Academia de Letras de Ilhéus – ALI e da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

* * *

ITABUNA CENTENÁRIA: UM SONETO - Olhos - Oscar Benício dos Santos

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
OLHOS

Negros olhos penetrantes,
que da viuvez têm a cor,
como os tons de mel brilhantes
revelam ciúme e pudor. 

Os de íris verdejantes,
dos mares têm o furor;
das matas exuberantes,
a placidez e o verdor. 

Azuis são tranquilizantes;
cinzas, plenos de langor;
ambos astros cintilantes 

luzem, mas sem o esplendor
d’olhos castanhos distantes...
– Todos nos falam do amor!


Oscar Benício Dos Santos
Faz. Guanabara


* * *