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sexta-feira, 30 de junho de 2017

QUEM FOI VICTOR HUGO E PORQUE A GOOGLE DEDICA UM DOODLE

29.06.17

Victor Hugo ou Victor-Marie Hugo foi um famoso poeta, estadista e ativista dos direitos humanos nascido a 26 de fevereiro de 1802 na commune de Besançon, no Doubs, leste da então prestes a ser dissolvida Primeira República Francesa.

Considerado já na altura um menino precoce, ainda muito jovem se tornou escritor, tendo em 1817, ainda com apenas 15 anos, sido premiado pela Academia Francesa por um de seus poemas. Ainda não tinha completado os seus 30 anos, e Victor Hugo já era um prestigiado poeta, dramaturgo, artista e romancista.

doodle de 30 de Junho de 2017 é dedicado a homenagear algumas das suas obras mais conhecidas, incluindo O Corcunda de Notre-Dame (1831) e a coleção de poesias As Contemplações (1856). Mas sobretudo destacar a obra mais concisa de Victor Hugo, a lendária novela Os Miseráveis, que se desenrola com base na injustiça social, redenção e revolução.



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Desejo 

Vítor Hugo


Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

Abaixo a música de Frejat:



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quinta-feira, 29 de junho de 2017

JUBA E UIARA EM NOVA DATA NA AABB ITABUNA

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Juba e Uiara na Cabana do Tempo
AABB: Sexta Super Musical passa de 30/06 para 07/07

Devido ao encerramento da temporada junina, a apresentação do grupo Flô que se Xêre, marcada para 30/06 na AABB Itabuna (Ressaca do São João), foi suspensa. A Sexta Super Musical retorna na sexta seguinte (07/07) com atração já definida: a dupla Juba Gonzaga e Uiara Oliveira, como sempre a partir de 8 da noite na Cabana do Tempo.

Toda semana a Sexta Super Musical apresenta os mais reconhecidos músicos – cantores e instrumentistas – do sul da Bahia. Sempre na Cabana do Tempo, que tem esse nome porque foi erguida onde o clube começou, 51 anos atrás.
  
A presidente da AABB, Maruse Dantas, informa que, no horário do evento, a entrada e o estacionamento dentro do clube são liberados para todos, sócios e não sócios. “Pode vir com os amigos, a família e até as crianças que todo mundo entra e se diverte. Tem música ao vivo da melhor qualidade, parque infantil bem equipado, serviço de bar e restaurante com um atraente cardápio”. Ao que o vice-presidente social Raul Vilas Boas acrescenta: “É o melhor point de sextas à noite na cidade”.

O endereço da AABB Itabuna é Rua Espanha s/n, São Judas, com acesso pela Av. Juracy Magalhães, Ponte Vila Zara para quem vem do litoral. Já para quem vem do interior, o acesso é via Beira-Rio (Av. Aziz Maron), passando pelo Shopping e bairro Conceição. Os telefones do clube são (73) 3211-2771 e 3211-4843 (Oi fixo).


Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9.8888-8376 (Oi) / (73) 9.9112-8444 (Tim)

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Tim) / (73) 9.8877-7701 (Oi)

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ESCRITOR LUIZ RUFFATO ABRE NA ABL O CICLO DE CONFERÊNCIAS “CADEIRA 41”, SOB COORDENAÇÃO DA ACADÊMICA ANA MARIA MACHADO

A Academia Brasileira de Letras abre seu ciclo de conferências do mês de julho de 2017, intitulado Cadeira 41, com palestra do escritor Luiz Ruffato. A coordenação será da Acadêmica e escritora Ana Maria Machado. O tema escolhido foi Todos contra Júlia!. Entrada franca.

O evento está programado para terça-feira, dia 4 de julho, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A intitulação Cadeira 41 remonta aos tempos de fundação da ABL, em 20 de julho de 1897. Criada nos mesmos moldes da Academia Francesa, o máximo de Acadêmicos era de 40, o que continua até os dias de hoje. Este ciclo, no entanto, pretende apresentar quatro nomes que poderiam ocupar, em suas épocas, uma dessas cadeiras e, que, por razões diferentes e individuais, não se tornaram membro da Academia: Júlia Lopes de Almeida, Lúcio Cardoso, Lima Barreto e Clarice Lispector.

Acadêmica Ana Maria Machado convida para o ciclo de conferências Cadeira 41

A Acadêmica Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é, também, a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2017.

De acordo com o palestrante, Júlia Lopes de Almeida (1862-1934) é um dos maiores escritores brasileiros – assim mesmo, no masculino, segundo afirmou – e, no entanto, os principais manuais e compêndios de história da literatura nacional sequer registram seu nome em notas de rodapé.

“Autora da obra-prima A falência (1901), exemplo maior do romance realista, Júlia foi cogitada para ocupar uma das cadeiras na fundação da Academia Brasileira de Letras, mas acabou preterida, como uma espécie de prêmio de consolação, por seu marido, Felinto de Almeida, bom pai, bom esposo, mas poeta medíocre. Em um momento em que as mulheres não tinham nenhum espaço no meio intelectual, a sociedade, Júlia foi pioneira na literatura infantil (seus contos infantis datam de 1886), pioneira no jornalismo (colaborou por mais de 30 anos no jornal O País), pioneira na defesa dos direitos da mulher, além de abolicionista e republicana. O silêncio que ainda hoje recai sobre ela é inadmissível, fruto de uma sociedade machista e de uma crítica literária conservadora e provinciana”, adiantou Ruffatosobre sua palestra.

Cadeira 41 terá mais três palestras, às terças-feiras, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 11, Valéria Lamego, É quase tudo ficção: Lúcio Cardoso e o crime do dia; 18, Felipe Botelho Corrêa, Lima Barreto em revista; e 25, Nádia Battella Gotlib, O legado de Clarice Lispector.

Saiba mais

Luiz Ruffato publicou os seguintes romances: Eles eram muitos cavalos (2001); De mim já nem se lembra (2007); Estive em Lisboa e lembrei de você (2009); Flores artificiais (2014); e Inferno provisório (2016). Lançou, ainda, As máscaras singulares (2002), poemas; Minha primeira vez (2014), crônicas; e A história verdadeira do Sapo Luiz (2014), infantil.

Seus livros conquistaram os prêmios Machado de Assis, APCA, Jabuti e Casa de las Américas e estão editados, também, na Alemanha, Argentina, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Macedônia, México e Portugal. Ruffato foi escritor-residente na universidade de Berkeley (EUA), é colunista semanal do jornal El Pais-Brasil e consultor de literatura do Instituto Itaú Cultural. Em 2016, recebeu o Prêmio Internacional de Literatura Hermann Hesse, na Alemanha.

28/06/2017



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TACÃO DE FERRO - Nelson Gallo

Tacão de ferro


            O título eu o tomei emprestado duma novela de Jack London, mas serve perfeitamente para ilustrar o caso que passamos a narrar.

            Ao sul de Ilhéus, vasta região era governada por mão de ferro. O senhor das terras, da liberdade e até da vida – é o que dizem - de muitos habitantes do lugar, era quem decretava as leis. Certa vez, a fim de se certificar se existiam ladrões na localidade, ordenou que ninguém fechasse portas nem janelas das suas residências e casas comerciais, pelo período de oito dias. Respeitado como era, todos obedeceram. E, felizmente, ninguém foi roubado.

            Um dia, o todo poderoso fazendeiro seguia pela estrada,  montado num bonito cavalo, quando encontrou um trabalhador ocupado em consertar a cerca.

            - Belarmino, você fuma? – gritou o fazendeiro.

            - Patrão, eu fumava – respondeu o interpelado, jogando fora o cigarro – Mais se o patrão não qué, se o patrão não gosta, eu dêxo o viço...

            - Me dê lume – ordenou o fazendeiro.

            Com mãos trêmulas, o trabalhador entregou-lhe a caixa de fósforos, o coronel acendeu o seu próprio cigarro e guardou a caixa no bolso. Em seguida levou a mão ao bolso trazeiro das calças e o pobre e atemorizado trabalhador, julgando que o homem fosse retirar dali um revólver e atirá-lo, ajoelhou-se implorando clemência. Todavia, o temido coronel apenas retirou a carteira recheada de dinheiro, escolheu uma cédula de cinco cruzeiros e atirou aos pés do trabalhador:

            - Toma, idiota, para comprar outra caixa de fósforos.


(O SORRISO DO CACAU)

Nelson Gallo

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A CNBB AGRAVA MAIS UMA VEZ A EXCLUSÃO SOCIAL

29 de junho de 2017
Péricles Capanema

Em comunicado de 17 de maio, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), com expressões como as abaixo transcritas, agrediu o relatório da chamada CPI da FUNAI/INCR, a qual solicitara o indiciamento de 14 missionários: “A CPI da FUNAI/INCRA mostrou-se parcial do início ao fim dos trabalhos. Criada e relatada por ruralistas para atender os interesses ruralistas e atacar os povos originários. Descomprometidos com a verdade, os ruralistas tentam criminalizar mais de uma centena de lideranças indígenas, indigenistas, religiosos e cientistas sociais. Tentativa de retorno ao escravagismo no campo e venda do território brasileiro para estrangeiros por parte dos ruralistas [suposto objetivo dos deputados ruralistas e de seus apoiadores]. Chama atenção a forma racista de os ruralistas se referirem a lideranças e povos indígenas. Trata-se de ranço colonialista que acentua o preconceito contra os povos originários de nosso país. Outrossim, preocupa a onda de massacres cruéis cometidos por fazendeiros e seus jagunços contra povos indígenas, quilombolas e camponeses Brasil afora”.

Longe da concórdia, que nasce da caridade, esse é o tom do órgão que supostamente coordena as atividades de missionários cuja missão é arrancar os indígenas do paganismo e conduzi-los ao Catolicismo. Labuta de pregação, convencimento e conversão de fato altamente civilizatória. Tarefa de harmonia e de inclusão.

Missão é uma coisa; trabalho efetivo, outra. Exemplo da atividade real: intolerante, o CIMI investe contra os fazendeiros. Alguém no Brasil acredita que exista “onda de massacres” promovida por fazendeiros, dirigida contra índios, quilombolas e camponeses? E que os ruralistas procuram reinstalar a escravidão no campo e vender suas terras a estrangeiros? O órgão, unido à CNBB, prejudica os pobres ao jogá-los contra o agronegócio, que está evitando a quebra do Brasil e a precipitação numa miséria como a da Venezuela e Cuba, para onde nos conduzirá a ação das correntes que apoiam o CIMI, como MST, CPT, CUT, entidades e partidos afins.

Em comunicado de 22 de junho, a CNBB apressou-se em defender o CIMI: “O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília – DF, nos dias 20 a 22 de junho de 2017, manifesta seu total apoio e solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) diante das infundadas e injustas acusações que recebeu da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Funai e Incra. O indiciamento de missionários do CIMI é uma evidente tentativa de intimidar esta instituição tão importante para os indígenas. Tenha-se em conta ainda que as proposições da CPI se inserem no mesmo contexto de reformas propostas pelo governo, especialmente as trabalhista e previdenciária, privilegiando o capital em detrimento dos avanços sociais. Tais mudanças apontam para o caminho da exclusão social”. Assinam o documento Dom Sérgio da Rocha, cardeal-arcebispo de Brasília, Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, e Dom Leonardo Steiner, bispo-auxiliar de Brasília, respectivamente, presidente, vice-presidente e secretário-geral da CNBB.

O avanço social no Brasil está ligado ao estímulo dos investimentos, tanto o público como o privado, os quais dependem fortemente de reformas sensatas nos âmbitos trabalhista e previdenciário. Fracassando, minguarão as aplicações, a produtividade tenderá a estacionar. Na prática, a proposta da CNBB petrifica o atraso. E, no bojo de outras de igual inspiração, favorecerá o retrocesso, com o agravamento da miséria. De passagem, avanço social autêntico é o que propicia, com proporção, condições para que os membros do corpo social atinjam a plenitude de suas potencialidades, e não o que favorece desnaturadas políticas igualitárias.


Dois pontos finais a destacar. Primeiro, convém ter em vista dados divulgados pela revista EXAME e, em particular, pelo Dr. Evaristo de Miranda [foto ao lado]. Existem hoje no País 584 terras indígenas, as quais ocupam 114.699.057 ha, por volta de 14% do território nacional. Deambulam no Brasil 869,9 mil indígenas, aproximadamente 0,42% da população. Estes 0,42% povoam os 14% do território nacional que lhes são destinados? Que nada. Um em cada três dos índios (36,2%) reside nas cidades, 63,8% habitam áreas rurais. Entre os que estão fora das terras indígenas, só 12,7% falam alguma língua indígena. Dentre os íncolas das terras demarcadas, 78,9 mil se declaram de outra raça, dos quais 70% pardos. Dos 869,9 mil, 147,2 mil não sabem a qual etnia eles pertencem. Em geral, vivem em casas. Nas terras demarcadas, 2,9% moram em ocas. Nas terras indígenas, a energia elétrica chega a 70,1% dos domicílios. 76,7 dos índios são alfabetizados em português. Resumo: em sua ação revolucionaria, o CIMI, força do atraso, afirma defender um índio que quase não existe mais, se um dia existiu. A maioria deles, como o brasileiro em geral, quer é crescer na vida.

O segundo ponto eu o registro alegre, por dever de justiça. Em nenhum momento a CNBB afirma que houve unanimidade no Conselho Permanente. O que levanta a suspeita de oposição interna. A propósito, em março, Dom Odilo Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo, marcou distância em relação às posições oficiais da CNBB: “Penso que de toda maneira há necessidade de reformas tanto na lei trabalhista como na lei da Previdência. Sim, acho que é necessário fazê-las e fazê-las bem”.




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quarta-feira, 28 de junho de 2017

ARTISTAS GENIAIS DE ITABUNA - Manoel Fogueira e Oscar Ribeiro gonçalves

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Imagem: Fotomontagem ICAL
Artistas geniais de Itabuna


            Itabuna não é somente uma grande cidade do cacau e progressos comerciais; é também a terra de artistas geniais, natos, isto quer seja na pintura, na música como na poesia. Para seu engrandecimento não bastaria a cultura literária; não bastaria o trabalho literário de jornais, noticiando, diariamente, quase todos os fatos, merecendo, por isso, um cuidado especial, pois estes noticiários constituem enxertos para história, pela narração dos episódios. Itabuna é tudo isso, mas, se na sua civilização não espalhasse a existência das belas artes, não poderia refletir os raios do sol de uma  história que fosse a expressão exata e fiel de sua civilização.

            Destarte começamos pelo presente, trazendo à baila o pintor Walter Moreira, filho desta gleba, moço inteligente, dotado de grande vocação na arte da pintura. No baldio do presente se nota a seara do seu futuro. Nos trabalhos de WALTER MOREIRA se percebe o acordar de um gênio, desabrochado em belíssimas pinturas a óleo et le crayon; (e o lápis); plantas de prédios e desenhos relativos à anatomia.

            WALTER MOREIRA é um artista genial; sem ter cursado a escola de Belas Artes, revela-se em seus trabalhos um verdadeiro gênio. Sua ciência é como que infusa. E WALTER MOREIRA e descendente da família de Félix Severino do Amor Divino, pioneiro de Tabocas...

            Notável também o grande músico MARTINHO DOS SANTOS. Tocava soprano admiravelmente, na capital deste Estado (Bahia) ele era figura integrante nas melhores orquestras. Faleceu em Salvador.

            MANINHO FÉLIX tocava saxofone-alto, brilhante compositor de dobrados, os quais causaram grandes sucessos. Também era um dos rebentos de Félix Severino do Amor Divino.

            ROSEMIRO SEVERINO PEREIRA, violinista e compositor de marchas carnavalescas, cantadas em todo o Brasil.

            Quase todas essas figuras tiveram seu curso primário na escola da Sociedade Monte Pio dos Artistas com exceção de Rosemiro; este foi o criador da Filarmônica Euterpe Itabunense, havendo começado os ensaios em sua residência, Rua Ruy Barbosa, 99, transferindo-se depois para a sede do Monte Pio dos Artistas.

            WALDIR FERREIRA, pianista de relevo, realizou concertos na Europa (Paris) sendo muito aplaudido e elogiado.

            JOSÉ BASTOS, genial poeta Itabunense, este na sua passagem deixou na areia do tempo, o sinal da planta dos seus pés, como indelével marca de sua jornada através da poesia. Dentre suas produções, inserimos nesta história a seguinte poesia:

ITABUNA 

Minha terra Natal! Que te abrasa e inundas
De tanto sol! Assim entre agrestes verdores
Do Cachoeira escutando os bravios rumores,
Como a Iara gentil destas águas profundas!

Quanta poesia tens nas árvores jucundas
Que te cercam além! Nas casas multicores
Que te aureiam brilhando entre ramos e flores
E enchem de encanto e vida estas plagas fecundas.

Oh! Como sou feliz e me sinto orgulhoso,
De um dia ter nascido em teu seio faustoso
Sob o esplendor de um céu de beleza tão rara!

De me haver embalado à cantiga e ao gemido
Do Cachoeira, que rola à água profunda e clara,
Escumando aos teus pés como um jaguar ferido!

(Ensaios Históricos de Itabuna, O JEQUITIBÁ DA TABOCA – 1ª Edição 1960)

Manoel Bomfim Fogueira e Oscar Ribeiro Gonçalves.

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28 DE JUNHO - ANIVERSÁRIO DE ILHÉUS!

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28 de Junho -  Aniversário de Ilhéus!

Itabuna Centenária
Eleva uma prece aos céus,
Pela vida solidária
Da amada “Mãe” Ilhéus...

... E nossa ICAL hoje presta
Sua homenagem singela,
E une-se à grande festa
Da “Terra da Gabriela”!


Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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