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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

DEPUTADOS REJEITAM VOTAÇÃO NOMINAL DO PACOTE ANTICORRUPÇÃO

Com a decisão, não haverá registro da posição de cada um no painel.
Deputados articulam emenda com anistia para quem praticou caixa 2.

24/11/2016
Bernardo Caram Do G1, em Brasília

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou na tarde desta quinta-feira (24) um requerimento para que todas as votações que envolvem o pacote de medidas anticorrupção fossem nominais, ou seja, com registro no painel eletrônico do voto de cada deputado. Antes, os parlamentares aprovoram regime de urgência para a tramitação da proposta.
Partidos de oposição defendiam que as votações em plenário fossem nominais para que ficasse explícita a posição de cada deputado na votação de uma eventual emenda de anistia para quem praticou caixa 2 antes da edição da lei. Sem o registro no painel eletrônico, a votação será simbólica, isto é, o presidente perguntará quem aprova ou não, e os deputados levantarão as mãos ou permanecerão como estão.


O requerimento havia sido apresentado pelo PSOL. Grandes bancadas, como as de PMDB, PT, PSDB, DEM e PR, orientaram os deputados das bancadas a se posicionarem contra a votação nominal.
Após o resultado, alguns deputados pediram verificação nominal para a votação do requerimento, mas a solicitação foi negada, sob o argumento de que não havia número de deputados suficiente para fazer o pedido.
Um princípio de tumulto e gritaria se iniciou no plenário. “É evidente que há má fé. É evidente que se prepara uma maracutaia. Está se preparando para que a sociedade não possa conferir quem votou pela anistia do caixa 2”, disse o líder do PSOL, Ivan Valente (SP).
“Está se materializando o grande acordo”, criticou o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).
A emenda
Uma proposta de emenda ao pacote de medidas de combate à corrupção prevê
anistia ao caixa 2 nas esferas penal, civil e eleitoral. O documento, sem assinatura, circulava desde a madrugada desta quinta-feira (24) nos corredores da Câmara.
saiba mais
Nesta quarta, foi aprovado em comissão especial o relatório do pacote de medidas de combate à corrupção. O texto precisa passar pela análise do plenário e pode sofrer alterações com a apresentação de emendas pelos parlamentares.
Entre as possibilidades aventadas, está a apresentação da emenda que poderia anistiar quem praticou caixa 2 antes da edição da lei.
O texto teria sido negociado em uma reunião entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes e deputados de vários partidos para articular a aprovação do trecho.
Pacote anticorrupção
Veja abaixo quais foram as propostas de combate à corrupção apresentadas pelo relator do projeto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS):
Medida 1 - Prevenção à corrupção, transparência e teste de integridade
(o teste foi derrubado)

Prevê a aplicação de teste de integridade no serviço público, sem consequência penal, apenas no âmbito administrativo. O objetivo é flagrar o servidor em algum ato de corrupção. Os tribunais terão que divulgar informações sobre o tempo de tramitação de processos com o propósito de agilizar os procedimentos.
Medida 2 - Crime de enriquecimento ilícito de funcionários públicos
Torna crime o enriquecimento ilícito de servidores, além de prever o confisco dos bens relacionados ao crime.
Medida 3 – Aumento das penas e inserção de tipos na Lei de Crimes Hediondos
Eleva a pena para diversos crimes, incluindo estelionato, corrupção passiva e corrupção ativa. Esses delitos serão considerados hediondos quando a vantagem ou prejuízo para a administração pública for igual ou superior a dez mil salários mínimos vigentes à época do fato.
Medida 4 – Aperfeiçoamento do Sistema Recursal Penal
Regulamenta o pedido de vista, que é o prazo adicional pedido por um juiz para analisar um processo antes de proferir o seu voto.
Medida 5 – Agiliza a tramitação da ação de improbidade administrativa
Acelera os procedimentos da ação de improbidade. Nos casos em que a prática do ato de improbidade administrativa também configurar infração penal, a legitimação será feita exclusivamente pelo Ministério Público. O acordo será celebrado apenas com quem quiser colaborar primeiro.
Medida 6 - Ajustes na prescrição penal
Prevê mudanças na lei para dificultar a ocorrência da prescrição de penas, que é quando o processo não pode seguir adiante porque a Justiça não conseguiu conclui-lo em tempo hábil.
Medida 7 - Nulidades Processuais
Altera regras para declarar situações que acarretam na anulação de processos.
Medida 8 - Responsabilização dos partidos políticos e tipificação do caixa dois eleitoral
Os candidatos que receberem ou usarem doações que não tiverem sido declaradas à Justiça eleitoral irão responder pelo crime de caixa dois, com pena de dois a cinco anos de prisão. O texto prevê multas para os partidos políticos.
Medida 9 - Ação de extinção de domínio e perda ampliada
Com o objetivo de recuperar o lucro do crime, o texto prevê o chamado “confisco alargado”, em casos como o de crime organizado e corrupção para que o criminoso não tenha mais acesso ao produto do crime para que não continue a delinquir e também para que não usufrua do produto do crime.
Medida 10 – Reportante (whistleblower)
Dá amparo legal para quem fizer denúncias em defesa do patrimônio público e a probidade administrativa, além de questões relacionadas a direitos humanos, sistema financeiro e prestação de serviços públicos, entre outros tipos.
Medida 11 - Acordo penal
Permite a realização de acordos entre defesa e acusação no caso de crimes menos graves, com uma definição de pena a ser homologada pela Justiça. O objetivo é tentar simplificar os processos.



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SERINHAÉM – AZUL DO MAR PROFUNDO: NOVO LIVRO DE TICIANO LEONY SERÁ LANÇADO NO PRÓXIMO DIA 1 DE DEZEMBRO

Serinhaém – azul do mar profundo

Novo livro de Ticiano Leony será lançado no próximo dia 1 de dezembro


Tendo o mar como fonte de inspiração, Ticiano Leony lança seu mais novo livro, Serinhaém – azul do mar profundo. O contador de história, podendo ser considerado um dos melhores da sua geração, fará o lançamento no próximo dia 1º de dezembro, a partir das 18h30, na loja de Carlos RodeiroBahia Marina.

Editado pela Caramurê Publicações, o livro conta com 224 páginas onde além do texto homônimo ao título da publicação, tem contos como “O amigo cubano”, “Uma carta fora do Baralho”, “Quem tem com que me pagar”, “Cais da Salvação” e “Os Santos”. 

“Dizem que meus casos são bons, distraídos, alguns engraçados e outros muito plausíveis, reais e até tristes. Acontece que os casos não são meus, não me pertencem. Eu apenas os compilo e escrevo, procurando lhes dar a veracidade necessária”, revela o autor. 

“Este novo livro de Ticiano Leony confirma o acerto da decisão que ele tomou de se dedicar à literatura. Por causa dela, ele ganhou em muitos sentidos e nós ganhamos também porque, para além do talento nato, este autor reuniu bagagem de mais de meio século para compartilhar com o seu leitor a narração de histórias vividas e refletidas e convertidas em arte”, disse o bacharelAntônio Luiz Figueira, que assina a orelha. 

Ticiano conta casos ouvidos e vividos. Em nenhum momento esconde sua inspiração nos casos do dia a dia das gentes com as quais conviveu, anotados em papeizinhos que depois de transcritos vão para o livro. “Claro que enrolo, floreio, construo o ambiente mais apropriado, até mudo de lugar a narrativa para disfarçar e não constranger quem me confiou um segredo, uma particularidade”, conta o cronista.

Serinhaém contém também histórias cujo cenário é a Salvador dos últimos 50 , 60 anos, prendendo o leitor, entrevendo relações interpessoais entre amigos, de pai para filho e entre patrão e empregados que segundo Figueira podem contribuir para “estudos sociológicos da capital baiana” desses anos.

O autor é engenheiro formado pela Universidade Federal da Bahia, já foi fazendeiro e empresário. Este é o seu terceiro livro. Em 2014, publicou “Baraqueçaba, Casos do Acaso”  em 2015, “Orobó, O Périplo Apoteótico de um Sertanejo Assinalado” todos pela Caramurê Publicações. Nesses últimos, os personagens são da terra. Agora, em Serinhaém o ambiente é o mar, o sol, o horizonte e os personagens são os pescadores, navegadores, saveiristas e marujos, as criaturas são os peixes e o tempo é a chuva, o vento e as tempestades.

Serviço​
Serinhaém – azul do mar profundo
​Autor:  Ticiano Leony
Editora:​ Caramurê Publicações
​Paginas: 224 pp
​Valor: R$ 40​,00​
Lançamento, dia 1, a partir das 18h30 na loja de Carlos Rodeiro, Bahia Marina.

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OBS: ENVIAR RESPOSTA SOMENTE PARA O EMAIL jornalismo@laboratoriodanoticia.com.br

Mais informações à imprensa:
Laboratório da Notícia - 3272 4263
WhatsApp: (71) 9 8794-1251
Facebook: Laboratório da Noticia
Twitter: @laboratoriodanoticia

Instagram: @laboratoriodanoticia 

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FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES - Augusto Cury

Filhos brilhantes alunos fascinantes

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.


Augusto Cury - é um escritor de psiquiatria e libertação do EU para se tornar diretor da sua própria história. Seus livros já venderam mais de 25 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 70 países. 
Wikipédia

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DO TEXTO AO TEXTO - Agenilda Palmeira

Do Texto ao Texto

          Existe uma máxima consagrada pelos mais diversos conselheiros de escrita – quase um mantra universal – Segundo a qual escreve melhor quem é um leitor contumaz. A sentença é apenas parcialmente válida.

          Escreve melhor aquele que, bom leitor, também exercita muito a escrita ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação de símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido comparando e incorporando o lido ao vivido, ou seja requer que o indivíduo mantenha o comportamento ativo diante da leitura. Pois a leitura é um dos grandes, se não o maior, ingrediente da civilização. Aprendemos a ler a realidade em nosso cotidiano social.

          Desde criança, identificamos atitudes agressivas, diferenciando-as das receptivas. A convivência em sociedade nos ensina a perceber que lugares devemos frequentar, que comportamentos devemos adotar ou evitar em determinadas situações. Adquirindo nossa cultura, aprendemos a ler nosso grupo social, interiorizando os pequenos rituais estabelecidos para as relações sociais. Tomamos consciência também de que somos permanentemente “lidos”, o que nos leva a utilizar nosso comportamento como uma forma de linguagem, capaz de agradar, despertar simpatia, agredir, demonstrar indiferença. Com isso a história da comunicação humana é extensa.

          O suficiente para oferecer toda a sorte de experiência com a escrita. De Texto ao Texto exige alguns pontos fundamentais para serem evitados entre eles os vícios de linguagens como: movimentar a cabeça enquanto lê, não produz nenhum efeito positivo; regressar no texto durante a leitura, pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto provoca seção a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido, o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. É preciso sempre manter uma sequência e não ficar indo e vindo ao texto. Necessitamos é buscar uma leitura eficiente pois a leitura é um dos grandes, se não o maior, ingrediente da civilização, pois ela é uma atividade ampla e livre.

          Ler e escrever são a tônica para interpretar texto. Eles podem ser visto como uma unidade cujo o sentido é alcançado pela articulação de partes intencionais menores – ideias, palavras e sentenças aleatoriamente há um conjunto de fatores que garante que um texto seja um texto: Situacionalidade, informatividade, coerência, coesão, intencionalidade, intertextualidade e aceitabilidade . Na questão interpretativa leva em conta também um aprendizado social inclui ainda formas de pensar a realidade. Aprendemos a penas, exemplificando que devemos buscar conhecimentos técnicos e científicos para ingressar no mercado de trabalho de maneira vantajosa, porque o mundo social é permanentemente leitor e leitura dos seus indivíduos. Nossa cultura nos transfere conhecimentos sobre a realidade e formas de pensá-la.

          Indo do texto para texto a interpretação de um texto parte sempre de algumas perguntas que podemos fazer sobre aquilo que lemos. O mundo se move com as perguntas. Uma exposição pode ser vista como uma “resposta” a uma questão. E, como a dissertação é um texto expositivo de caráter analítico – argumentativo, ela também pode ser vista nestes termos. Infelizmente não há espaço para tratarmos neste artigo. Nesta última parte vamos trabalhar um pouco com a multiplicidade de sentidos. Em um texto é necessário prestar atenção no modo como as palavras são empregadas. Muitas vezes, a multiplicidade de sentidos é intencional, visando a criar um efeito de humor ou ironia.

          A semântica é um item importantíssimo na interpretação textual. As frases podem ser articuladas por mecanismos lógicos e pelo contexto, nas relações lógicas nós temos: O pressuposto, ideia implícita, a dedução, indução. De texto ao texto. Podemos concluir as relações de significações como a segmentação, seleção de palavras e rede de sentido, ideologia, estereótipos e outras vozes. Multiplicidade de sentidos: polissemia e ambiguidade, relações lógicas e a ortografia. Num texto encontramos a intenção do autor que são as funções da linguagem: Função poética, função emotiva, função referencial, função apelativa e função fática.

          A semântica nos tempos verbais é outro veículo nesta caminhada do texto ao texto. Presente do indicativo apresenta aspectos: habitual, durativo, sentido universal ou atemporal, futuro próximo, futuro indeterminado. Futuro do presente: além do próprio futuro pode expressar o presente. Finalizando, ler e interpretar é uma necessidade, porque ler é viver!.             

Agenilda Palmeira, professora.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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A ORAÇÃO CRISTÃ COM A CRIAÇÃO - Papa Francisco

A oração cristã com a criação
Papa Francisco

Nós te louvamos, Pai, com todas as suas criaturas, 
que são saídas de tua mão poderosa. 
Eles são o seu, e estão cheios de sua presença 
e sua ternura. 
Louvado sejas '!

Filho de Deus, Jesus, 
para todas as coisas foram criadas. 
Você tem tomado forma no ventre de Maria, 
você foi parte desta terra, 
e você olhou para este mundo com olhos humanos. 
Hoje você está vivo em cada criatura 
com o seu glória do ressuscitado. 
Louvado sejas '!

Espírito Santo, que com sua luz 
dirige este mundo para o amor do Pai 
e acompanhar o gemido da criação, 
você também vive em nossos corações 
para nos levar a bom. 
Louvado sejas '!

Senhor Deus, Uno e Trino, 
bela comunidade de amor infinito, 
ensina-nos a contemplar 
a beleza do universo, 
onde tudo fala de você. 
Ela desperta nosso louvor e nossa gratidão 
por tudo o que você tem que ser criado. 
Concede-nos a graça de sentir intimamente unida 
com tudo o que existe. 
o amor de Deus, mostra-nos o nosso lugar neste mundo 
como instrumentos de seu amor 
por todos os seres da terra, 
porque nenhum deles é esquecido por você. 
Ilumine os donos do poder e dinheiro 
porque eles não cair no pecado da indiferença, 
Eu amo o bem comum, promover o fraco, 
. e cuidar do mundo que habitamos 
os pobres e a terra estão chorando: 
Senhor, dê-nos o seu poder e sua luz, 
para proteger cada vida, 
para preparar um futuro melhor, 
por isso o teu reino 
da justiça, da paz, do amor e da beleza. 
Louvado sejas '! 
Amém.

Dado em Roma, junto de São Pedro, em 24 de Maio, Solenidade de Pentecostes, do ano de 2015, o terceiro de Pontificado.
Franciscus


Fonte: ENCÍCLICA Laudato YES ' DO PAPA FRANCIS para casa assistencial comum  

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WALY DE OLIVEIRA LIMA - Biografia Por Eglê S Machado

Waly de Oliveira Lima - Biografia 


WALY DE OLIVEIRA LIMA é Patrono da Cadeira 39 da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL, ocupada pela poetisa Eglê Santos Machado. É também patrono da Cadeira 06 da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – ALJUSBA, ocupada pelo Advogado Deusdete Machado de Sena Filho.

Foi Promotor público, professor e cronista. Nasceu na cidade de Vitória da Conquista, BA, no dia 29 de dezembro de 1919 e faleceu  no dia 30 de junho de 1999 em Itabuna, BA.

Segundo dos três filhos  do  Coletor de Rendas Nelson Álvares de Lima e de dona Zelima de Oliveira Lima viveu na cidade natal até os cinco anos, quando a família mudou-se para Jequié onde o menino iniciou seus estudos. Tempos depois a família transferiu-se para a cidade de Uruçuca. Ali Waly viveu infância e adolescência, até ser  enviado, juntamente com os irmãos Wilde e Wilson para estudar em Salvador, no Colégio Maristas. Seus pais permaneceram em Uruçuca.

Fez o curso de Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Bacharelou-se no ano de 1945. Seu primeiro emprego, ainda estudante foi na Empresa Baiana de Água e Saneamento (EMBASA). Em 1946 ingressou no Ministério Público.

Sua primeira Comarca foi Monte Santo. Mais tarde foi para Campo Formoso, depois para Itambé.Foi transferido para Ubaitaba, em 1955. No ano de 1961 mudou-se para a Comarca de Itabuna onde exerceu o cargo de Promotor Público até o ano de 1971 quando, transferido para Salvador passou a atuar com muita competência na Vara de Família.

Em Itabuna todos o tinham como um Promotor de Justiça brilhante, e os mais velhos se recordam da sua atuação no júri de Pedro Dantas, um fazendeiro da região. Foi um júri famoso porque crime de mando, já que naquele tempo dificilmente alguém era condenado por crime de mando e principalmente por ser o réu, pessoa muito influente na cidade.

Ao preparar-se para um júri preferia ficar isolado. Pedia então à esposa que levasse as crianças para outro lugar, para assim ficar em silêncio, concentrado, estudando muito.

Seu grande sonho era a literatura e dizia que ao se aposentar do Ministério Público, se dedicaria  totalmente à arte literária. Não tinha predileção  por uma literatura específica.

Nas comarcas onde trabalhou, também exerceu a profissão de professor, outra grande paixão da sua vida; em Itabuna lecionou no Colégio Nossa Senhora da Glória - Gato de Botas e  na Escola Lúcia Oliveira. Tinha grande ligação de amizade com a Irmã Dalvanir, do Colégio Ação Fraternal de Itabuna, fazia palestras e escrevia jograis para o pessoal desse colégio.

Do seu casamento com Helena Luiz Carqueja nasceram  Ana Maria, Maria das Graças, Lívia, Nelson Gugé, Luiz Heleno e Marcos. Foi  um pai  responsável, alegre, brincalhão, escrevia estórias (seus filhos tinham livros de estórias escritos à mão por ele).

Ensinava geografia aos filhos levando-os de carro para mostrar-lhes nascentes de rios, para conhecerem as capitais brasileiras, visitar museus, zoológicos, parando na estrada para piqueniques;  numa dessas viagens levou os filhos até o Rio Grande do Sul. Amava viajar, conheceu quase todo o  país viajando de carro, porém nunca saiu do Brasil. Também nas horas livres gostava de ficar na fazenda, de plantar, mexer com a terra. Praticava caminhada, cultivava amigos da vida inteira. Foi irmão do ex-deputado, promotor Wilde Lima e de Wilson Lima,  Tabelião de Notas de Itabuna.

É vasta a sua obra.  Embora nunca tenha  publicado um livro Waly de Oliveira Lima deixou diversos artigos, crônicas e cartas publicados em jornais de Salvador, Itapetinga, Itabuna e outras cidades. Escreveu artigos sobre a CEPLAC, específicos sobre o cacau. Em 1996 duas crônicas suas foram publicadas na Antologia ITABUNA, CHÃO DE MINHAS RAÍZES, organizada pelo escritor itabunense Cyro de Mattos: “Meu irmão Wilson” e “O Advogado Raimundo Lima”.

Católico não praticante frequentava a missa de vez em quando. O que mais o irritava era a hipocrisia;  direto e verdadeiro, dizia detestar subterfúgios.

Acompanhou o nascimento de dez dos seus doze netos, participava dos partos, permanecia perto alguns dias após o nascimento, muito presente. Cioso da sua máquina de escrever, nunca deixou que os filhos a usassem, porém os netos faziam o que queriam com a máquina.

Irreverente, afirmava ser um ‘sujeito aporreado’ que  só fazia o que queria. Depois que se aposentou  em 1975 não tinha tanto esmero no trajar, ficava muito à vontade, achava moda ridícula.

Tinha um compromisso verbal   com Flávio Scaldaferri, do Jornal “Dimensão”  de Itapetinga, de quem era grande amigo, para publicação da sua obra, projeto que não chegou a se concretizar.


FONTE: Lívia Lima Kallid (filha de  Waly de Oliveira Lima)
Itabuna, BA, 19/05/2013



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terça-feira, 22 de novembro de 2016

A PALAVRA NÃO É AMOR, É DENGO - Por Davi Nunes

A palavra não é amor, é dengo

O português, a língua imposta pelo colonizador, mesmo depois de séculos de uso, é encaixe imperfeito no nosso ori, no mutuê. É palavra presa na língua. É a língua represa nas palavras que nos desencaixam como ser no mundo. Roupa que vestimos e não cabe confortável no nosso corpo. Falo especificamente da norma padrão, a musa esquálida e pálida, a torre de marfim que é campo de concentração linguístico para torturar e dissolver gramaticalmente o nosso corpo-língua ancestral.

Observo que os nossos afetos, sentimentos transpostos através das palavras, terminologias, nomenclaturas organizadas historicamente pela hegemonia branca para nos dominar – a língua como um ferro quente na boca – demarca o lastro terrível da escravização e racismo, não pode servir como elemento simbólico, signos, para representar as formas de afeto que ocorrem entre negros e negras.

Penso que a palavra amor tão consagrada pela cultura ocidental desde a “Antiguidade Clássica” não tão clássica e antiga quanto às clássicas civilizações melanodérmicas e ancestrais, berço de tudo, seja uma dessas. A palavra amor para nós negrxs é espelho de reflexo falso, não cabe a nossa imagem nela, que é profusão humana e beleza que extrapola a sua lógica.

A palavra amor se articula no mundo branco como pré-ódio, exemplo: primeiro invadem outras nações, cometem as mais atrozes barbáries, depois contemporizam com seus tratados filosóficos, religiões, mitos, literaturas que azorragam a ideia de amor, a flor maior dos sentimentos humanos segundo eles, para construírem uma sanção positiva das suas humanidades derreadas e exercerem tranquilamente o poder sobre os outros povos. A palavra amor assim é um embuste de algo sublime que funciona para eles, pois possui uma função objetiva: criar conforto diante das suas quimeras mais profundas.

Para nós, negros, ela não funciona, é espelho falso e reflexo bifurcado tragicamente, é desencaixe cognitivo e afetivo, sofisma que nos adoece, ilusão fantasmagórica que não alcançamos e não comunga com a extensão abissal de nossos sentimentos, pois desde o início estamos além. É um signo que não comporta a densidade e beleza significativa da nossa afetividade, do nosso sentir. É o desencaixo no coração, okan, e na cabeça, ori.

A palavra que dá conta de acoplar a nossa afetividade, no caso do Brasil, de abarcar a batida mandingueira do nosso coração, da magia e poesia do encontro ancestral de negros e negras, é a palavra de origem banto da língua Quicongo, totalmente inserida na variação do português falado principalmente por negrxs chamada de dengo.  Óbvio que falo aqui do dengo em seu sentido mais profundo e ancestral, o supremo dengo. Não da significação subscrita nos dicionários brancos, que apequena os sentidos das palavras de origem africana.

O dengo durante toda a história de escravização, favelização e racismo nessa diáspora de angústia, o Brasil, foi o instante eterno de libertação expressado num simples aconchego de esperança no desconforto cotidiano. A união dos corações em sublimação ancestral, o oriki que arrepia os pelos, pois ecoa por todo o corpo o axé e o poder dos orixás. Os olhos que se entrecruzam e se fixam, pois há de haver o beijo, supremo dengo, libelo de libertação expresso no gesto. Os corações que se entrelaçam para fazerem o “corre” do quilombo intimo e movimentar os outros mocambos para construir o grande quilombo. A humanidade que se reconstrói depois de se diluir através do racismo das grandes metrópoles em frenesi no sorriso da companheira(o) no encontro sagrado depois da batalha enfrentada. O reencontro dos continentes afastados através de um juntar manhoso de faces azeviches a formarem destinos.

A palavra dengo é signo portentoso e conjuga em seu interior a palavra chamego, é a família preta em celebração do quilombo íntimo, é a África na origem, o sopro da criação original no ouvido a trazer placidez e beleza ao coração.

Davi Nunes, soteropolitano de nascença, graduado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia, é poeta, contista, e escritor de livro infantil. Em 2015 teve o livro Bucala: a pequena princesa do Quilombo do Cabula publicado pela Editora Uirapuru, além de ter o conto chamado “Cinzas” adaptado para o cinema.



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