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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DO TEXTO AO TEXTO - Agenilda Palmeira

Do Texto ao Texto

          Existe uma máxima consagrada pelos mais diversos conselheiros de escrita – quase um mantra universal – Segundo a qual escreve melhor quem é um leitor contumaz. A sentença é apenas parcialmente válida.

          Escreve melhor aquele que, bom leitor, também exercita muito a escrita ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação de símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido comparando e incorporando o lido ao vivido, ou seja requer que o indivíduo mantenha o comportamento ativo diante da leitura. Pois a leitura é um dos grandes, se não o maior, ingrediente da civilização. Aprendemos a ler a realidade em nosso cotidiano social.

          Desde criança, identificamos atitudes agressivas, diferenciando-as das receptivas. A convivência em sociedade nos ensina a perceber que lugares devemos frequentar, que comportamentos devemos adotar ou evitar em determinadas situações. Adquirindo nossa cultura, aprendemos a ler nosso grupo social, interiorizando os pequenos rituais estabelecidos para as relações sociais. Tomamos consciência também de que somos permanentemente “lidos”, o que nos leva a utilizar nosso comportamento como uma forma de linguagem, capaz de agradar, despertar simpatia, agredir, demonstrar indiferença. Com isso a história da comunicação humana é extensa.

          O suficiente para oferecer toda a sorte de experiência com a escrita. De Texto ao Texto exige alguns pontos fundamentais para serem evitados entre eles os vícios de linguagens como: movimentar a cabeça enquanto lê, não produz nenhum efeito positivo; regressar no texto durante a leitura, pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto provoca seção a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido, o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. É preciso sempre manter uma sequência e não ficar indo e vindo ao texto. Necessitamos é buscar uma leitura eficiente pois a leitura é um dos grandes, se não o maior, ingrediente da civilização, pois ela é uma atividade ampla e livre.

          Ler e escrever são a tônica para interpretar texto. Eles podem ser visto como uma unidade cujo o sentido é alcançado pela articulação de partes intencionais menores – ideias, palavras e sentenças aleatoriamente há um conjunto de fatores que garante que um texto seja um texto: Situacionalidade, informatividade, coerência, coesão, intencionalidade, intertextualidade e aceitabilidade . Na questão interpretativa leva em conta também um aprendizado social inclui ainda formas de pensar a realidade. Aprendemos a penas, exemplificando que devemos buscar conhecimentos técnicos e científicos para ingressar no mercado de trabalho de maneira vantajosa, porque o mundo social é permanentemente leitor e leitura dos seus indivíduos. Nossa cultura nos transfere conhecimentos sobre a realidade e formas de pensá-la.

          Indo do texto para texto a interpretação de um texto parte sempre de algumas perguntas que podemos fazer sobre aquilo que lemos. O mundo se move com as perguntas. Uma exposição pode ser vista como uma “resposta” a uma questão. E, como a dissertação é um texto expositivo de caráter analítico – argumentativo, ela também pode ser vista nestes termos. Infelizmente não há espaço para tratarmos neste artigo. Nesta última parte vamos trabalhar um pouco com a multiplicidade de sentidos. Em um texto é necessário prestar atenção no modo como as palavras são empregadas. Muitas vezes, a multiplicidade de sentidos é intencional, visando a criar um efeito de humor ou ironia.

          A semântica é um item importantíssimo na interpretação textual. As frases podem ser articuladas por mecanismos lógicos e pelo contexto, nas relações lógicas nós temos: O pressuposto, ideia implícita, a dedução, indução. De texto ao texto. Podemos concluir as relações de significações como a segmentação, seleção de palavras e rede de sentido, ideologia, estereótipos e outras vozes. Multiplicidade de sentidos: polissemia e ambiguidade, relações lógicas e a ortografia. Num texto encontramos a intenção do autor que são as funções da linguagem: Função poética, função emotiva, função referencial, função apelativa e função fática.

          A semântica nos tempos verbais é outro veículo nesta caminhada do texto ao texto. Presente do indicativo apresenta aspectos: habitual, durativo, sentido universal ou atemporal, futuro próximo, futuro indeterminado. Futuro do presente: além do próprio futuro pode expressar o presente. Finalizando, ler e interpretar é uma necessidade, porque ler é viver!.             

Agenilda Palmeira, professora.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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A ORAÇÃO CRISTÃ COM A CRIAÇÃO - Papa Francisco

A oração cristã com a criação
Papa Francisco

Nós te louvamos, Pai, com todas as suas criaturas, 
que são saídas de tua mão poderosa. 
Eles são o seu, e estão cheios de sua presença 
e sua ternura. 
Louvado sejas '!

Filho de Deus, Jesus, 
para todas as coisas foram criadas. 
Você tem tomado forma no ventre de Maria, 
você foi parte desta terra, 
e você olhou para este mundo com olhos humanos. 
Hoje você está vivo em cada criatura 
com o seu glória do ressuscitado. 
Louvado sejas '!

Espírito Santo, que com sua luz 
dirige este mundo para o amor do Pai 
e acompanhar o gemido da criação, 
você também vive em nossos corações 
para nos levar a bom. 
Louvado sejas '!

Senhor Deus, Uno e Trino, 
bela comunidade de amor infinito, 
ensina-nos a contemplar 
a beleza do universo, 
onde tudo fala de você. 
Ela desperta nosso louvor e nossa gratidão 
por tudo o que você tem que ser criado. 
Concede-nos a graça de sentir intimamente unida 
com tudo o que existe. 
o amor de Deus, mostra-nos o nosso lugar neste mundo 
como instrumentos de seu amor 
por todos os seres da terra, 
porque nenhum deles é esquecido por você. 
Ilumine os donos do poder e dinheiro 
porque eles não cair no pecado da indiferença, 
Eu amo o bem comum, promover o fraco, 
. e cuidar do mundo que habitamos 
os pobres e a terra estão chorando: 
Senhor, dê-nos o seu poder e sua luz, 
para proteger cada vida, 
para preparar um futuro melhor, 
por isso o teu reino 
da justiça, da paz, do amor e da beleza. 
Louvado sejas '! 
Amém.

Dado em Roma, junto de São Pedro, em 24 de Maio, Solenidade de Pentecostes, do ano de 2015, o terceiro de Pontificado.
Franciscus


Fonte: ENCÍCLICA Laudato YES ' DO PAPA FRANCIS para casa assistencial comum  

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WALY DE OLIVEIRA LIMA - Biografia Por Eglê S Machado

Waly de Oliveira Lima - Biografia 


WALY DE OLIVEIRA LIMA é Patrono da Cadeira 39 da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL, ocupada pela poetisa Eglê Santos Machado. É também patrono da Cadeira 06 da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – ALJUSBA, ocupada pelo Advogado Deusdete Machado de Sena Filho.

Foi Promotor público, professor e cronista. Nasceu na cidade de Vitória da Conquista, BA, no dia 29 de dezembro de 1919 e faleceu  no dia 30 de junho de 1999 em Itabuna, BA.

Segundo dos três filhos  do  Coletor de Rendas Nelson Álvares de Lima e de dona Zelima de Oliveira Lima viveu na cidade natal até os cinco anos, quando a família mudou-se para Jequié onde o menino iniciou seus estudos. Tempos depois a família transferiu-se para a cidade de Uruçuca. Ali Waly viveu infância e adolescência, até ser  enviado, juntamente com os irmãos Wilde e Wilson para estudar em Salvador, no Colégio Maristas. Seus pais permaneceram em Uruçuca.

Fez o curso de Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Bacharelou-se no ano de 1945. Seu primeiro emprego, ainda estudante foi na Empresa Baiana de Água e Saneamento (EMBASA). Em 1946 ingressou no Ministério Público.

Sua primeira Comarca foi Monte Santo. Mais tarde foi para Campo Formoso, depois para Itambé.Foi transferido para Ubaitaba, em 1955. No ano de 1961 mudou-se para a Comarca de Itabuna onde exerceu o cargo de Promotor Público até o ano de 1971 quando, transferido para Salvador passou a atuar com muita competência na Vara de Família.

Em Itabuna todos o tinham como um Promotor de Justiça brilhante, e os mais velhos se recordam da sua atuação no júri de Pedro Dantas, um fazendeiro da região. Foi um júri famoso porque crime de mando, já que naquele tempo dificilmente alguém era condenado por crime de mando e principalmente por ser o réu, pessoa muito influente na cidade.

Ao preparar-se para um júri preferia ficar isolado. Pedia então à esposa que levasse as crianças para outro lugar, para assim ficar em silêncio, concentrado, estudando muito.

Seu grande sonho era a literatura e dizia que ao se aposentar do Ministério Público, se dedicaria  totalmente à arte literária. Não tinha predileção  por uma literatura específica.

Nas comarcas onde trabalhou, também exerceu a profissão de professor, outra grande paixão da sua vida; em Itabuna lecionou no Colégio Nossa Senhora da Glória - Gato de Botas e  na Escola Lúcia Oliveira. Tinha grande ligação de amizade com a Irmã Dalvanir, do Colégio Ação Fraternal de Itabuna, fazia palestras e escrevia jograis para o pessoal desse colégio.

Do seu casamento com Helena Luiz Carqueja nasceram  Ana Maria, Maria das Graças, Lívia, Nelson Gugé, Luiz Heleno e Marcos. Foi  um pai  responsável, alegre, brincalhão, escrevia estórias (seus filhos tinham livros de estórias escritos à mão por ele).

Ensinava geografia aos filhos levando-os de carro para mostrar-lhes nascentes de rios, para conhecerem as capitais brasileiras, visitar museus, zoológicos, parando na estrada para piqueniques;  numa dessas viagens levou os filhos até o Rio Grande do Sul. Amava viajar, conheceu quase todo o  país viajando de carro, porém nunca saiu do Brasil. Também nas horas livres gostava de ficar na fazenda, de plantar, mexer com a terra. Praticava caminhada, cultivava amigos da vida inteira. Foi irmão do ex-deputado, promotor Wilde Lima e de Wilson Lima,  Tabelião de Notas de Itabuna.

É vasta a sua obra.  Embora nunca tenha  publicado um livro Waly de Oliveira Lima deixou diversos artigos, crônicas e cartas publicados em jornais de Salvador, Itapetinga, Itabuna e outras cidades. Escreveu artigos sobre a CEPLAC, específicos sobre o cacau. Em 1996 duas crônicas suas foram publicadas na Antologia ITABUNA, CHÃO DE MINHAS RAÍZES, organizada pelo escritor itabunense Cyro de Mattos: “Meu irmão Wilson” e “O Advogado Raimundo Lima”.

Católico não praticante frequentava a missa de vez em quando. O que mais o irritava era a hipocrisia;  direto e verdadeiro, dizia detestar subterfúgios.

Acompanhou o nascimento de dez dos seus doze netos, participava dos partos, permanecia perto alguns dias após o nascimento, muito presente. Cioso da sua máquina de escrever, nunca deixou que os filhos a usassem, porém os netos faziam o que queriam com a máquina.

Irreverente, afirmava ser um ‘sujeito aporreado’ que  só fazia o que queria. Depois que se aposentou  em 1975 não tinha tanto esmero no trajar, ficava muito à vontade, achava moda ridícula.

Tinha um compromisso verbal   com Flávio Scaldaferri, do Jornal “Dimensão”  de Itapetinga, de quem era grande amigo, para publicação da sua obra, projeto que não chegou a se concretizar.


FONTE: Lívia Lima Kallid (filha de  Waly de Oliveira Lima)
Itabuna, BA, 19/05/2013



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terça-feira, 22 de novembro de 2016

A PALAVRA NÃO É AMOR, É DENGO - Por Davi Nunes

A palavra não é amor, é dengo

O português, a língua imposta pelo colonizador, mesmo depois de séculos de uso, é encaixe imperfeito no nosso ori, no mutuê. É palavra presa na língua. É a língua represa nas palavras que nos desencaixam como ser no mundo. Roupa que vestimos e não cabe confortável no nosso corpo. Falo especificamente da norma padrão, a musa esquálida e pálida, a torre de marfim que é campo de concentração linguístico para torturar e dissolver gramaticalmente o nosso corpo-língua ancestral.

Observo que os nossos afetos, sentimentos transpostos através das palavras, terminologias, nomenclaturas organizadas historicamente pela hegemonia branca para nos dominar – a língua como um ferro quente na boca – demarca o lastro terrível da escravização e racismo, não pode servir como elemento simbólico, signos, para representar as formas de afeto que ocorrem entre negros e negras.

Penso que a palavra amor tão consagrada pela cultura ocidental desde a “Antiguidade Clássica” não tão clássica e antiga quanto às clássicas civilizações melanodérmicas e ancestrais, berço de tudo, seja uma dessas. A palavra amor para nós negrxs é espelho de reflexo falso, não cabe a nossa imagem nela, que é profusão humana e beleza que extrapola a sua lógica.

A palavra amor se articula no mundo branco como pré-ódio, exemplo: primeiro invadem outras nações, cometem as mais atrozes barbáries, depois contemporizam com seus tratados filosóficos, religiões, mitos, literaturas que azorragam a ideia de amor, a flor maior dos sentimentos humanos segundo eles, para construírem uma sanção positiva das suas humanidades derreadas e exercerem tranquilamente o poder sobre os outros povos. A palavra amor assim é um embuste de algo sublime que funciona para eles, pois possui uma função objetiva: criar conforto diante das suas quimeras mais profundas.

Para nós, negros, ela não funciona, é espelho falso e reflexo bifurcado tragicamente, é desencaixe cognitivo e afetivo, sofisma que nos adoece, ilusão fantasmagórica que não alcançamos e não comunga com a extensão abissal de nossos sentimentos, pois desde o início estamos além. É um signo que não comporta a densidade e beleza significativa da nossa afetividade, do nosso sentir. É o desencaixo no coração, okan, e na cabeça, ori.

A palavra que dá conta de acoplar a nossa afetividade, no caso do Brasil, de abarcar a batida mandingueira do nosso coração, da magia e poesia do encontro ancestral de negros e negras, é a palavra de origem banto da língua Quicongo, totalmente inserida na variação do português falado principalmente por negrxs chamada de dengo.  Óbvio que falo aqui do dengo em seu sentido mais profundo e ancestral, o supremo dengo. Não da significação subscrita nos dicionários brancos, que apequena os sentidos das palavras de origem africana.

O dengo durante toda a história de escravização, favelização e racismo nessa diáspora de angústia, o Brasil, foi o instante eterno de libertação expressado num simples aconchego de esperança no desconforto cotidiano. A união dos corações em sublimação ancestral, o oriki que arrepia os pelos, pois ecoa por todo o corpo o axé e o poder dos orixás. Os olhos que se entrecruzam e se fixam, pois há de haver o beijo, supremo dengo, libelo de libertação expresso no gesto. Os corações que se entrelaçam para fazerem o “corre” do quilombo intimo e movimentar os outros mocambos para construir o grande quilombo. A humanidade que se reconstrói depois de se diluir através do racismo das grandes metrópoles em frenesi no sorriso da companheira(o) no encontro sagrado depois da batalha enfrentada. O reencontro dos continentes afastados através de um juntar manhoso de faces azeviches a formarem destinos.

A palavra dengo é signo portentoso e conjuga em seu interior a palavra chamego, é a família preta em celebração do quilombo íntimo, é a África na origem, o sopro da criação original no ouvido a trazer placidez e beleza ao coração.

Davi Nunes, soteropolitano de nascença, graduado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia, é poeta, contista, e escritor de livro infantil. Em 2015 teve o livro Bucala: a pequena princesa do Quilombo do Cabula publicado pela Editora Uirapuru, além de ter o conto chamado “Cinzas” adaptado para o cinema.



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TERREMOTOS E CASTIGOS DIVINOS

Uma das cenas desoladoras do forte terremoto (6,2º) que atingiu o centro da Itália, em 24 de agosto último. Acima, a cidade de Pescara del Tronto.
Terremotos e Castigos Divinos
22 de novembro de 2016
Roberto de Mattei

A partir de 24 de agosto deste ano a Itália foi sacudida por uma série de terremotos violentos que, transcorridos dois meses, não dão sinal de diminuir. São milhares, segundo os sismólogos, com intensidade e magnitude diversas. Até o momento eles provocaram um número limitado de vítimas, mas sérios danos a igrejas e edifícios públicos e privados, despojando dezenas de milhares de italianos de seus bens e de suas casas.
O terremoto de 30 de outubro, o mais grave desde o de 24 de agosto, foi sentido em toda a Itália, de Bari a Bolzano, e teve seu símbolo no colapso da Basílica de Núrsia [foto]. A notícia de sua destruição correu o mundo. Construída sobre o local do nascimento de São Bento, dela restou apenas uma frágil fachada. Todo o resto desapareceu em uma nuvem de poeira. Muitos meios de comunicação, como a CNN americana, enfatizaram a natureza simbólica do acontecimento, exibindo a imagem da catedral desmoronada na página inicial de seus sites.
Em Núrsia, a Basílica antes e depois do terremoto do dia 30 de outubro

Houve um tempo em que os homens eram capazes de ler as mensagens de Deus em todos os acontecimentos que escapavam à vontade deles, cada um dos quais tem um significado expresso na linguagem do símbolo, que não é uma representação convencional, mas a mais profunda expressão do ser das coisas.
O racionalismo moderno, de Descartes a Hegel e de Marx ao neocientificismo, quis racionalizar a natureza, substituindo a verdade do símbolo pela interpretação puramente quantitativa da natureza. O racionalismo está hoje em crise, mas, abeberando-se em suas fontes intelectuais, do nominalismo ao evolucionismo, a cultura pós-moderna criou um novo sistema simbólico que, ao contrário dos antigos sistemas, não se reporta à realidade das coisas, mas a deforma como num jogo de espelhos. O código simbólico que se exprime em todas as formas de comunicações pós-modernas, dos tweets aos talk-shows, visa criar emoções e despertar sentimentos, recusando-se a compreender a razão profunda das coisas.
A Basílica de Núrsia [foto], por exemplo, é um símbolo da arte, da cultura e da fé, cuja destruição evoca para os meios de comunicação a perda do patrimônio artístico da região central da Itália, mas não a imagem do colapso da fé ou dos valores fundamentais da civilização cristã.
Por exemplo, embora o vocábulo “terremoto” seja usado na linguagem cotidiana para indicar transtornos culturais e sociais, para a mídia ele nunca pode significar uma intervenção divina, porque Deus só pode ser apresentado como misericordioso, jamais como justo.
Os que falam de “castigo divino” incorrem imediatamente na difamação da mídia, como aconteceu com o Padre Giovanni Cavalcoli [foto], cujas recentes palavras na Rádio Maria foram definidas pelo substituto da Secretaria de Estado, Mons. Angelo Becciu, como “declarações ofensivas aos crentes e escandalosas aos não crentes”.
Mas, se há escândalo, é aquele causado pela tomada de posição do prelado vaticano, que demonstra ignorar a teologia católica e o ensinamento dos Papas, como Bento XVI, que na audiência de 18 de maio de 2011, falando sobre a oração de intercessão de Abraão por Sodoma e Gomorra, as duas cidades bíblicas punidas por Deus pelos seus pecados, afirma:
“O Senhor estava disposto a perdoar, desejava fazê-lo, mas as cidades estavam fechadas num mal totalizador e paralisador, sem sequer poucos inocentes, a partir dos quais começar para transformar o mal em bem. Pois é precisamente este o caminho da salvação, que também Abraão pedia: ser salvos não quer dizer simplesmente evitar a punição, mas ser libertados do mal que habita em nós. Não é o castigo que deve ser eliminado, mas o pecado, aquela rejeição de Deus e do amor que já traz em si o castigo. O profeta Jeremias dirá ao povo rebelde: ‘Valeu-te este castigo a tua malícia, e as tuas infidelidades atraíram sobre ti a punição. Sabe, portanto, e vê como te foi funesto e amargo abandonar o Senhor teu Deus’” (Jr 2, 19).”
Como esquecer que entre agosto e setembro de 2016 foram celebradas na Itália as primeiras uniões civis? “Reconstruiremos tudo”, disse o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi.
Mas, em 23 de julho de 2016, o mesmo Renzi apôs sua assinatura no decreto de aplicação da Lei nº. 76/2016, ou Lei Cirinnà, que legaliza o casamento homossexual na Itália. Esta lei é um terremoto moral, porque abate as paredes da Lei divina e a natural. Como imaginar que essa lei calamitosa seja privada de consequências? Aqueles que não renunciaram ao bom senso percebem-no imediatamente. Hoje o homem se rebela contra Deus e a natureza se rebela contra o homem. Ou melhor, o homem se rebela contra a Lei natural, que tem o seu fundamento em Deus; e a desordem da natureza explode.
A lei Cirinnà não destrói as casas, mas a instituição da família, produzindo uma devastação moral e social não menos grave do que aquela material causada pelo terremoto. Quem pode negar-nos o direito de pensar que a desordem da natureza é permitida por Deus como consequência da negação da ordem natural praticada pelas classes dirigentes do Ocidente? E, uma vez que os símbolos permitem diversas leituras, como culpar aqueles que veem na fachada de uma basílica o símbolo daquilo que hoje, sob o aspecto humano, parece restar da Igreja Católica: uma pilha de escombros? As declarações de Mons. Becciu, um dos colaboradores mais próximos do Papa Francisco, são a expressão de um mundo eclesiástico em ruínas que atrai sobre si outras ruínas.
Da promulgação da Exortação Amoris Laetitia às honras prestadas a Lutero em Lund, o Papa Francisco certamente não ajudou a restaurar a ordem neste mundo em frangalhos.
O Papa repetiu que não se deve construir muros, mas derrubá-los. Pois bem, as paredes colapsam, mas com elas desmoronam a fé e a moral católica, rui a civilização cristã, que em Núrsia, local de nascimento de São Bento, tem o seu berço simbólico.
Ainda assim, se a basílica caiu, a estátua de São Bento permaneceu de pé, no centro da praça em frente. Em torno dela reuniu-se um grupo de monges, freiras e leigos, rezando o terço [foto ao lado]. Esta é também uma mensagem simbólica, que nos fala da única reconstrução possível: aquela que se faz de joelhos, rezando.
Além da oração, deve também haver ação, luta, testemunho público da própria fé na nossa Igreja e na civilização cristã, que ressurgirão dos escombros. Nossa Senhora o prometeu em Fátima. Mas antes do triunfo do Coração Imaculado, a Santíssima Virgem também previu um castigo planetário para a humanidade impenitente. Devemos ter a coragem de lembrá-lo.
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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 5-11-16. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana. 



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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

EXCLUSIVO: DESPREZO À POPULAÇÃO BRASILEIRA

Democratas no Iasp: "Anistia cozinhada às escondidas por maus brasileiros"
Brasil 21.11.16 
Em instantes, as entidades que defendem a democracia brasileira divulgarão o manifesto abaixo, no Instituto dos Advogados de São Paulo.
Leiam em primeira mão:

DESPREZO À POPULAÇÃO BRASILEIRA

No momento em que se aprofundam investigações acerca da corrupção envolvendo prestadoras de serviços à administração pública e agentes políticos de diversas esferas e de diferentes partidos, surgem notícias da criação de anistia a beneficiários de recursos não contabilizados, bem como de propinas e até mesmo daqueles que dissimularam ou ocultaram valores ilicitamente recebidos.

O delito chamado de Caixa 2 está previsto como falsidade ideológica no art. 350 do Código Eleitoral, consistente em deixar de registrar na contabilidade recursos recebidos. Se o legislador optar por melhor redação da figura penal, tal não consiste em apagar o fato delituoso realizado no passado e adequado ao descrito no Código Eleitoral. Muito menos, significa qualquer perdão ou apagamento de corrupção ou lavagem de dinheiro travestida em contribuição eleitoral, por ser depositada na conta de partido político.

Constitui um tapa na cara da sofrida população brasileira pretenderem os parlamentares legislar em causa própria, para se auto beneficiar e escapar da justiça penal pela porta dos fundos por via de anistia que concedem a si mesmos.

Há, nesta proposta de lei, uma traição ao compromisso que fazem os deputados ao tomar posse de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, pois se afronta gravemente o princípio da moralidade, dado elementar de nossa constituição, bem como se atinge o sentimento de honradez do povo brasileiro, cansado da corrupção que destruiu o patrimônio da Nação, criando imenso descrédito para a já abalada democracia brasileira.

Em benefício do nosso povo e para preservação do Estado de Direito Democrático, representantes de entidades da sociedade civil e de movimentos sociais vêm manifestar sua indignação à proposta sibilina, oculta e desonesta de alguns deputados que pretendem, pela anistia, se auto proteger ou proteger políticos correligionários.

Esta iniciativa revela o imenso desprezo que dispensam os parlamentares ao sentimento de justiça vivenciado por toda a população. Deve a sociedade brasileira repudiar esta anistia cozinhada às escondidas por maus brasileiros que se dizem seus representantes.



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CAMPEÃO DO CITADINO DE FUTEBOL SAI SÁBADO (26) NA AABB ITABUNA

Clique sobre as fotos, para vê-las no tamanho original
Citadino de futebol tem grande final sábado na AABB
             
COTEF (de Itabuna) e Thumy Gás (de Buerarema) disputam o título de campeão do XII Campeonato Citadino de Futebol MiniCampo da AABB Itabuna. A grande final será no campo de grama natural do clube nesse sábado (26) às 15h00.

Não existe vantagem prévia para nenhum dos dois times. Será campeão quem vencer a decisão – que é em jogo único – no tempo normal. Persistindo o empate, não haverá prorrogação: a disputa vai direto para a cobrança de pênaltis.

O Citadino 2016 começou no mês de julho. Além de Thumy Gás e COTEF, participaram mais 11 equipes: Drogarias Velanes, Aragão Plásticos, Shopping Jequitibá, AABB-30, Oportunity Contabilidade, Claridente, Mr. Sheik, World Print, Axé da Sorte, Madeireira Mauá e Daniel San.

No sábado à tarde a entrada e o estacionamento dentro do clube estão liberados para sócios e não sócios. A AABB oferece serviços de bar e lanchonete ao lado do campo, além de parque infantil e áreas verdes para as crianças brincarem enquanto os adultos assistem aos jogos. Quem gosta de um futebol bem jogado não pode perder.


Fotos:
COTEF (de vermelho) e Thumy Gás disputam o título.


Contatos (DDD 73) – João Xavier: 9.9138-3444 (Tim), Rodrigo Xavier: 9.8853-4607 (Oi) e Marcos Lima: 9.9152-6360 (Tim).

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (DDD 73) 9.8877-7701 (Oi) / 9.9133-4523 (Tim)

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