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domingo, 7 de janeiro de 2018

PALAVRA DA SALVAÇÃO (60)

Solenidade da Epifania do Senhor – Domingo 07/01/2018

Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.
Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.
Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão sobre a Epifania do Senhor:
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“E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino” (Mt 2,9)

Teilhard de Chardin, paleontólogo jesuíta, manifestou, repetidas vezes, o desejo de que a solenidade da Epifania mudasse de nome, ou ao menos de prefixo. A solenidade de hoje deveria denominar-se “dia-fania” em lugar de “epi-fania”, para ressaltar que festejamos o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo se revela em plena transparência, como fundamento de tudo e de todos, fonte e fim, alfa e ômega.

Teilhard não vê o relato dos Magos como uma “verdade fotogrática”, mas como uma verdade que nos ilumina sobre Aquele que enche o universo com sua presença dinâmica, sobre Aquele que dá sentido à nossa história, tornando-a “diá-fana” (transparente). Porque, neste mistério, não se trata propriamente de uma repentina irrupção de quem é o Salvador, senão muito mais de uma misteriosa e silenciosa “dia-fania”, mediante a qual o recém-nascido em Belém deixa “transparecer” o verdadeiro rosto do Deus misericordioso e compassivo. Nele, Deus se humaniza para também des-velar (tirar o véu) e deixar trans-parecer a verdadeira e divina identidade de cada ser humano, escondida na interioridade de cada um.

Nosso eu profundo é habitado por “magos” e “herodes”: impulsos de vida e impulsos de morte, busca da verdade interior e busca do poder, caminho de “saída de si” e caminho de “auto-centramento”... O Nascimento de Jesus desvela e ilumina nosso interior e nos coloca diante deste desafio: qual dos dois dinamismos nós alimentamos? Qual caminho marca a nossa vida? O caminho dos Magos ou o medo de Herodes?

Continuam acontecendo atualmente as famosas peregrinações que levam a Meca, a Santiago de Compostela, a Jerusalém, a Roma..., mas, na verdade, segundo o evangelho de hoje, a primeira e mais importante de todas é a peregrinação dos Magos que vão até Jesus, guiados pelo canto e pelo chamado de sua Estrela (a Estrela de Deus, a Estrela de cada um).

Os Magos consultavam os astros do céu para compreender o caminho da humanidade na terra.  Examinando os céus, descobriram uma estrela brilhante como nenhuma outra. E ficaram fascinados com o seu fulgor. Deixaram-se conduzir por inquietações e buscas, talvez não oficialmente “religiosas”, mas sim profundamente humanas, que pulsam no interior de cada pessoa; perguntaram, comunicaram o que tinham visto, seguiram adiante em tempos de obscuridade e, como recompensa de sua busca, “encontraram o Menino com Maria sua mãe”.

Foi assim a longa jornada dos Magos, seguindo o caminho que a luz da estrela lhes indicava. E ao final de longa peregrinação chegaram ao lugar procurado. Eles, então, ficaram iluminados, não pela luz da estrela, mas pela luz da criança, pois é na simplicidade e pobreza dela que resplandece a Luz de Deus.

Os Magos retornaram, depois, a seus países, agora convertidos em portadores da Nova Luz. O encontro com o Senhor os transformou. Todo encontro com Jesus era e é um encontro que transforma radicalmente. Alguns encontros são fundantes, são como uma pedra angular sobre a qual podemos começar a construir algo novo; outros encontros reavivam e ativam os fundamentos de nossa vida.
Hoje também estamos vendo sinais. Em nossas vidas sempre há alguma estrela que nos guia até Belém. Podemos nos assustar e permanecer paralisados, olhando as estrelas, mas os sinais não nos são dados para ficarmos pasmados, mas para nos deixar interpelar e responder. Algumas vezes nos convidarão à interioridade e outras nos mobilizarão a fazer caminho, mas sempre nos tirando da acomodação e nos abrindo horizontes. Os sinais nos comprometem e nos dinamizam. Precisamos ler e interpretar para onde as “estrelas”, que aparecem no horizonte da vida, nos conduzem.

Esta é a Grande Peregrinação que os profetas haviam prometido, como um caminho que leva para a Nova Jerusalém da Paz e da vida. Mas, segundo o evangelho de Mateus, essa Peregrinação da Luz não leva a Jerusalém (cidade dominada pelo Rei Herodes e pelos sacerdotes cumplices da morte), mas a Belém, que é a “Casa do Pão”, a “Casa da Lua”, pois alimenta e ilumina homens e mulheres que, na noite da existência, buscam um sentido para a própria vida. Por isso, uma peregrinação que continua sempre aberta.

Esta é também a nossa peregrinação em direção à nossa Belém interior; a vida mesma é entendida como caminho de desvelamento de nossa verdadeira identidade e de descoberta da nossa própria verdade (o que é mais divino em nós). No encontro com Aquele que é a Luz e que ilumina todo ser humano, ativa-se a “faísca de luz” que todos levamos em nosso coração.

Epifania, portanto, é a festa da “estrela de Deus”, que não só ilumina o caminho da humanidade; ela é a grande Festa de Iniciação, de “descobrimento da própria luz”, ou seja, da Luz do Deus de Jesus em nossa própria vida.  Por isso, no sentido mais profundo, todos somos “phos-phoros” (fós-foro) ou “phos-phorantes”, portadores de luz, lamparinas de Deus neste mundo envolto em trevas; cada um de nós é uma estrela de Deus no imenso mar de constelações. Somos luz de Deus, porque Deus é nossa luz, a lâmpada de sete luzes que é a única Luz de verdade em nossa existência.

Por isso, Epifania não é só hoje, epifania é sempre, é nossa vida. Frente ao Rei Herodes e frente a todos os Reis e Sacerdotes do poder estabelecido, que só buscam o domínio sobre os outros (que são capazes de matar, porque não tem outra riqueza), emergem, no relato de Mateus, os “magos e magas”, que realizam o caminho de iniciação, que os leva à verdade de sua própria vida, a verdade do Deus dos pobres, a verdade de Belém.

Todos somos “magos-magas”, homens e mulheres que buscam a Deus, em gratuidade, em reverência, em constante surpresa... Por isso, desde a Idade Média, os Magos aparecem como sinal de reverência amorosa, no caminho de iniciação que temos de fazer para o encontro de nossa verdade original. A Estrela dos magos é o mesmo Jesus, cuja luz brotou em Belém, para iluminar, a partir dali, a todos os homens e mulheres. Por isso, os magos nos ajudam a descobrir Aquele que é a Luz, para que, a partir do encontro com Ele, nós mesmos sejamos luz, sejamos Cristo, feito epifania (manifestação) e diafania (transparência) de Deus na terra. Nós somos os “magos e as magas”, milhares de homens e mulheres de luz, estrelas de Deus espalhadas pela imensidão do universo do Criador.

O presente dos magos (ouro, incenso e mirra) é nossa própria vida, que se faz dom de Deus, para nós mesmos e para os demais. Somos ouro, o de maior valor, mas não em forma de capital monetário para comprar e vender, mas como beleza da vida que se faz dom-presente para ser compartilhado. Somos incenso, o melhor odor do Natal, o perfume mais precioso, para exalar santidade, amor, compaixão… em meio a um ambiente fétido de morte e exclusão. Somos mirra, unguento do amor, como o que usavam os noivos, unguento da vida com o qual se despedia dos mortos, esperando a ressurreição. 
Nossa vida mesma é um presente que viemos oferecer a Deus e aos outros, no transcurso da noite luminosa de nossa existência, dirigida para Jesus.

Texto bíblico:  Mt 2,1-12

Na oração: O relato dos Magos nos convida a ir ao encontro do ano novo por outro caminho. Depois do encontro com o Menino Jesus, não deveríamos regressar à nossa terra pelo mesmo caminho pelo qual viemos. Transitar por um caminho novo é que deveria caracterizar o começo deste novo ano. E esta mudança de estratégia deveria ser criativa, buscando alternativas desconhecidas e novas para enfrentar os desafios que a realidade na qual vivemos nos apresenta. A criatividade não está em dizer ou fazer coisas raras ou extraordinárias, mas em saber dizer e fazer o mesmo com outra motivação, com outra inspiração, de maneira que o resultado seja sempre melhor.

Somos chamados a reler muitas vezes nossas vidas, à luz das experiências que tivemos, e tomarmos consciência de que cada encontro nos vai configurando, até chegarmos a uma identificação mais profunda com Jesus.

Pe. Adroaldo Palaro sj


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sábado, 6 de janeiro de 2018

DOM CESLAU STANULA – Do laicato e dos leigos 3

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
03/01/2018

(Passaram festas natalinas, euforia do fim do ano. O Ano Novo está em curso. A todos os que me mandaram mensagem natalina e do fim do ano, agradeço de coração. Que Deus lhes retribua, em dobro, as lindas palavras e o bom coração).
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Estamos vivendo o ano do laicato. 
Iniciamos as nossas reflexões sobre a dignidade do leigo que lhe vem do batismo e sobre a sua missão. Pensamos retomar e continuar estas reflexões para tomar consciência da nossa missão e responsabilidade pelo mundo que é a nossa casa.

Gostaria inicialmente de falar sobre o tema, um tanto pouco refletido, que é o sacerdócio comum dos fiéis. Falamos e muito do sacerdócio ministerial, que exercem diáconos, padres e bispos. Mas dos fiéis, não se fala.

São Pedro na primeira carta diz: “Mas vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo da sua particular propriedade, a fim de proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas a sua luz maravilhosa” (1 Ped.2,9).

Com estas palavras animadoras somos: “uma nação santa” iniciemos o ano novo com confiança de que o mundo vai melhorar se compreendamos esta declaração de Deus sobre quem somos. Com a benção especial e a oração.
Dom Ceslau.

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04/01/2018
O que é o sacerdócio

Em qualquer religião o sacerdócio e  a mediação são categorias afins. Então se poderia dizer que o sacerdócio é o serviço de mediação.

O povo do Antigo Testamento que havia feto do culto a Deus o ápice da sua vida, valorizava altamente a função mediadora dos sacerdotes. Até instituiu uma categoria do povo que só se dedicava a este serviço. Era a classe dos Levitas.

E quando o povo de Deus já se assentou na terra de Canaã, sacerdotes cumprem a sua missão nos santuários, como guardas.  O Santuário para eles era considerado o sinal da presença de Deus e então os sacerdotes estavam a serviço desta presença de Deus.

O sacerdócio é a mediação entre Deus e o seu povo. Deus criou tudo o que existe. Criou para participarem da sua gloria. E o Rei da Criação é a pessoa humana. Deus escolhe algumas pessoas para se tornarem mediadores e estiverem a serviço desta mediação dentro do povo.

Como Deus nos valoriza!

Um grande abraço e a benção com a minha humilde oração por você e sua família.
Dom Ceslau.
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05/01/2018

O Sacerdócio e a mediação entre Deus e a humanidade, se realiza, segundo a tradição do Povo de Deus no A. Testamento, em várias funções.

No Antigo Testamento vemos isto assim:
Em primeiro lugar cabe aos sacerdotes consultar a Deus, sobre a sua vontade para com o povo (Num. 20, 6 ss), e transmitir-lhe  está  vontade (Ex. 34,29 ss).

Segundo lugar, ensinar as suas normas e seus mandamentos. Os sacerdotes são peritos da interpretação da Lei do Senhor. Eles explicam qual deve ser o comportamento das pessoas, segundo a vontade de Deus, e o que está certo ou errado; discernem o que está puro ou profano.

No terceiro lugar celebrar o culto, oferecendo os sacrifícios no altar para a glória de Deus.
Finalmente a tarefa dos sacerdotes é abençoar em nome de Deus (Num 6,22-27).

Em todas as funções, seja transmitindo a lei de Deus e interpretando-a, seja levando ao altar os dons oferecidos pelo povo e presidindo as orações, fazem-no em nome do povo. Com esta dupla mediação: ascendente e descendente, o sacerdote é a recordação viva da aliança de Deus com o seu povo. Então, todas as atividades do sacerdócio do Antigo Testamento tendem criar a comunhão entre Deus e o povo.

Pedindo a Deus a benção especial para você e sua família, com a minha oração.
Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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CARLOS HEITOR CONY MORRE AOS 91 ANOS

Ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio, e causa da morte foi falência múltipla de órgãos, segundo a Academia Brasileira de Letras.
Por G1
06/01/2018

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu, por volta das 23h desta sexta-feira (5), aos 91 anos. A informação foi confirmada ao G1 pela assessoria da Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual ele era membro desde 2000. Cony estava internado desde 26 de dezembro no Hospital Samaritano, no Rio. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

Com uma longa carreira de jornalista iniciada nos anos 1950 e atuação nos principais jornais e revistas do país, Cony escreveu diversos romances, como "O ventre" (1958), "Pilatos" (1973), "Quase memória" (1995), que vendeu mais de 400 mil cópias, e "O piano e a orquestra" (1996). Com os dois últimos, ganhou o prêmio Jabuti.

Também foi autor de livros de crônicas, coletâneas de contos e novelas para a TV, além de comentarista de rádio, função que exerceu até o fim da vida, na rádio CBN.

Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Era filho do jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony. Cursou humanidades e filosofia no Seminário de São José.

Começou a carreira de jornalista em 1952, como redator do "Jornal do Brasil" – e entre 1958 e 1960 colaborou no "Suplemento Dominical" do mesmo veículo, escrevendo contos, ensaios e fazendo traduções.
Carlos Heitor Cony veste o fardão de membro da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Ao fundo, sua mulher, Bia (Beatriz Lajta) segura o chapéu. Foto de maio de 2000 (Foto: Antônio Gaudério/Folhapress/Arquivo)

Seu primeiro romance foi "O ventre" (1958), que havia sido escrito em 1955, quando o autor tinha 29 anos, para um concurso promovido pela ABL. Depois, vieram "A verdade de cada dia" e "Tijolo de segurança", com os quais ganhou, por duas vezes consecutivas, o prêmio Manuel Antônio de Almeida.

Já em 1961, entrou para o "Correio da Manhã", nas funções de redator, cronista, editorialista e editor. Em 1964, após o Golpe Militar, chegou a ser preso em diversas ocasiões e se exilou na Europa e em Cuba.

Mais tarde, trabalhou por mais de 30 anos na revista "Manchete" e foi diretor de "Fatos & Fotos", "Desfile" e "Ele Ela".

Entre 1985 e 1990, dirigiu o setor de teledramaturgia da Manchete, tendo sido autor das novelas "A Marquesa de Santos", "Dona Beija" e "Kananga do Japão".

Em 1993, substituiu Otto Lara Resende como cronista da "Folha de S.Paulo". Também entrou para o conselho editorial do mesmo jornal.

Em 23 de março de 2000, foi eleito para a cadeira número 3 da ABL.

Carlos Heitor Cony foi casado por 40 anos com Beatriz Latja e tinha três filhos: Regina, Verônica e André.

Veja, abaixo, prêmios recebidos por Carlos Heitor Cony:
Duas vezes o Prêmio Manucel Antônio de Almeida, pelos romances "A verdade de cada dia", em 1957, e "Tijolo de segurança", em 1958;
Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra, em 1996;
Prêmio Jabuti em 1996, pelo romance "Quase memória";
Prêmio Jabuti em 1997, pelo romance "O piano e a orquestra";
Prêmio Jabuti em 2000, pelo romance "Romance sem palavras";
Ordre des Arts et des Lettres, em 1998, concedido pelo governo da França.



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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

VENEZUELA VIVE IMPASSE, MAS INTERVENÇÃO EXTERNA NÃO DEVE SER DESCARTADA A PRIORI

4 de janeiro de 2018
O ex-ministro do Planejamento da Venezuela (1992-1993) e ex-economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ricardo Hausmann, que é diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard, escreveu um polêmico artigo para a Project Syndicate esta semana considerando uma intervenção militar estrangeira na Venezuela como uma alternativa, uma vez que a ditadura socialista de Maduro vem destruindo o país e jogou a população no completo caos social. Diz ele:

No que se refere a soluções, por que não considerar a seguinte: a Assembleia Nacional poderia declarar o impedimento de Maduro e do vice-presidente Tareck El Aissami, narcotraficante e sancionado pelos EUA.

A Assembleia poderia indicar constitucionalmente um novo governo, que por sua vez poderia pedir ajuda militar a uma coalizão de países dispostos, incluindo latino-americanos, norte-americanos e europeus.

Essa força libertaria a Venezuela, assim como canadenses, australianos, britânicos e americanos libertaram a Europa em 1944-45. Mais perto de nós, seria como quando os EUA libertaram o Panamá da opressão de Manuel Noriega, instalando a democracia e o mais rápido crescimento econômico da América Latina.

Segundo o direito internacional, nada disso exigiria a aprovação do Conselho de Segurança da ONU (o que a Rússia e a China poderiam vetar), porque a força militar seria convidada por um governo legítimo buscando apoio para o cumprimento da Constituição do país. A existência dessa opção poderia até melhorar as perspectivas das atuais negociações na República Dominicana.

Uma implosão na Venezuela não é do interesse da maioria dos países. E as condições lá constituem um crime contra a humanidade que deve ser detido por razões morais.

O fracasso da Operação Mercado Jardim em setembro de 1944, imortalizada no livro e no filme “Uma Ponte Longe Demais”, levou à penúria nos Países Baixos no inverno de 1944-45. A fome na Venezuela hoje já é pior. Quantas vidas devem ser destruídas antes que chegue a salvação?

Hoje, a folha publicou dois textos em resposta. O primeiro foi a coluna de Matias Spektor, que considerou a proposta “estapafúrdia”. Ele apresenta três motivos: a falta de alternativa de poder, a limitação geopolítica de quem poderia realizar tal intervenção, e a falta de legalidade ou legitimidade a ela. Diz ele:
A Venezuela encontra-se em seu pior momento, mas ir à guerra contra o chavismo no que seria a primeira intervenção na América do Sul no século 21 não é solução. Há alternativas para lidar com o problema que não trazem o risco embutido de uma aventura militar questionável e de resultado incerto.

Resta perguntar: quais? Que alternativas são essas, se até hoje só vemos a Venezuela afundar mais e mais no caos ditatorial? Vamos acreditar em “diálogo” ainda? Há algo menos legítimo do que o regime atual? Gostaria de saber quais alternativas concretas o especialista apresenta, pois não consigo nem imaginar quais sejam.
O segundo texto é de Xabier Coscojuela, resposta direta ao original, e que rotula a proposta de Hausmann como “desesperada”. De fato. Mas a situação na Venezuela não é de desespero? “Os males desesperados são aliviados com remédios desesperados ou, então, não têm alívio”, disse Shakespeare em Hamlet. Coscojuela, porém, rejeita a ideia, e diz:

Considero-a uma alternativa totalmente inconveniente para o país. Uma possibilidade que só geraria mais anos de instabilidade para a Venezuela.

O sensato, o conveniente, é que as negociações que estão sendo realizadas na República Dominicana terminem com acordos nos quais se inclua a eleição presidencial com garantias de respeito à vontade popular ali expressada e que também se eliminem ou se imponham limites, muito precisos, à atuação da Assembleia Nacional Constituinte.

Não tenho nenhuma dúvida de que os que governam a Venezuela não são democratas, que utilizaram e utilizarão todas as alternativas ao seu alcance para manter-se no poder, sem importar a opinião da maioria dos venezuelanos, mas é preciso tirá-los do poder mediante o voto e constituir um governo de muita amplitude porque a crise nacional é das mais graves que a Venezuela teve em toda a sua história.

Se o próprio autor reconhece que Maduro não vai sair por livre e espontânea vontade, como ele será retirado por meio do voto? Se ele manipula as “eleições”, como os votos vão derruba-lo? Entendo o argumento dele, e também de Colette Capriles, de que propor essa intervenção já serve como arma para Maduro justificar a intensificação da opressão. Mas não é por isso que será um erro considerar esta opção.

Não sei se a ideia é exequível, se há como colocá-la em prática mesmo, se haveria coordenação de vários países, ou se o governo americano tomaria uma decisão dessas de forma unilateral. Só sei que o “diálogo” não vai resolver nada, e acreditar nisso é uma quimera perigosa, típica de românticos pacifistas, os mesmos que vibraram quando Chamberlain assinou um pacto com Hitler, ou quando Obama assinou um pacto com o Irã.

A Venezuela vive um grande impasse. Não há saída fácil. É sempre assim com experimentos socialistas: todos terminam em miséria, terror e escravidão. E a imensa maioria só caiu com luta, com intervenção externa, com muita pressão. Com “diálogo” realmente não temos caso na história para contar…

Rodrigo Constantino

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Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.
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OS DESBRAVADORES DO SUL - José Pereira da Costa

Os desbravadores do Sul


           Desbravada com amor e sangue, a região do cacau tem sido a maior entre as demais do nosso Estado através das rendas, basta dizer que ela contribui com 70% da receita estadual. Desta região sai a maior parcela de divisas para os cofres da Nação, através da exportação do cacau. Foi desta região que partiram as sementes do cacau para outros estados de nossa federação e o Espírito Santo está produzindo cerca de 500.000 arrobas deste produto nascido na Bahia, através dos municípios de Linhares, São Mateus e Colatina, daquelas sementes levadas daqui no ano de 1918, pelos colonos Filigônio Peixoto e Antonio Negreiro Pego,  onde será muito breve  a cifra elevada para um milhão de arrobas, ou seja, 250.000 sacas, visto a existência ali de grande área de terra, ainda devolutas, prestável para o cultivo do cacau, e mais ainda com a ajuda financeira da Ceplac.

            É de se esperar também que para o crescimento da lavoura cacaueira naquele estado, se acaba uma vez por todas com aquela hereditária questão de limites com Minas Gerais, para sossego dos colonos que tanto têm sido prejudicados. Quanto a nós, os colonos do passado, como hoje os de Vitória do Espírito Santo, fomos também bafejados por esta entidade de crédito, embora já bem tarde poucos dos desbravadores fossem beneficiados em suas propriedades, entretanto gozarão em nosso os nossos sucessores. A meu ver, se o cacau não desaparecer com as estações incertas como estamos vendo, será amanhã a Ceplac  a maior casa bancária do país, com esta renda fabulosa de 15% entre uma produção de 3.500.000 sacas de cacau por ano, ou seja, de sete em sete anos, 3.500.000 sacas de cacau, livres de todas as despesas, esta entidade receberá de mãos beijadas produto do cacau nestes últimos setenta anos nas terras incultas da antiga capitania do São Jorge dos Ilhéus, que estiveram em sua maioria, cerca de quatro séculos em franco abandono inclusive a cidade de Ilhéus apontada como tapera pelo coronel Antonio Pessoa da Costa e Silva no seu discurso de posse na Intendência naquela cidade em 2 de janeiro de 1900, hoje, cidade modelo bem como mais cidades, vilas, 12 arraias uma cidade de primeira grandeza, Itabuna, com cerca de 150 mil habitantes, vila da espécie de Jussari, e a arraias como São José não falando da produção de cacau que naqueles tempos passados estava estagnada em 250 mil sacas de 60 quilos. Tudo isso devemos à guerra de Canudos que, por sua causa, abriram-se os caminhos para esta região onde o povo dos demais estados do Brasil se avizinharam, principalmente os de Sergipe, hoje a colônia de maiores possibilidades.

            Entre os desbravadores estava João Pedro de Sousa Leão. João Pedro aportou em Tabocas no ano 1906 onde se estabeleceu como negociante grossista em molhados e grande comprador de cacau, dentre todos os compradores de cacau existente na época, fora João Pedro de Sousa Leão o mais destacado, no que diz respeito ao capital como Antônio Soledade, Astério Rebouças, Everaldino Assis, Manoel Ferreira Carneiro, João Pestana Branca, Antônio Emídio, João franco e Ambrosino. Seu poderio monetário junto com o seu irmão padre Olímpio, e do usineiro Tomé Dantas da Costa, seu genro, ajudavam a triplicar a sua fortuna adquirindo muitas propriedades rurais e vários prédios da cidade. Honestamente aqui viveu  até 1930 voltando depois para Sergipe, sua terra natal, para construir uma Igreja Católica Apostólica Romana na cidade onde nasceu. Depois que inaugurou a obra em 1940 veio a falecer. Sua grande família aqui residente a esta hora, é homenageadas por esta minha história, recordando o grande amigo de Itabuna e de todos os que o conheceram, principalmente a sua freguesia.


(TERRA, SUOR E SANGUE – LEMBRANÇA DO PASSADO – HISTÓRIA DA REGIÃO CACAUEIRA - Cap. XVIII)
José Pereira da Costa


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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

UM GRANDE IMPASSE - Sherney Pereira

Um grande Impasse

          Caminhava livre pelas ruas do arraial, uma vaca muito bonita, que atendia pelo nome de “Beleléu”.

            Era um animal arisco, de propriedade de Manoel Ramos, e andava pregando susto, dando carreira em quem encontrasse pela frente. Todos temiam aquela “fera”. As crianças saíam às ruas sob as recomendações dos pais: “Tenham cuidado com  Beleléu!” O povo vivia revoltado com aquela situação. Um dia, encetaram um movimento, que visava pedir a prisão da vaca.

            Homens, mulheres e criança, reuniram-se na casa de Manoel Ramos e fizeram ver a ele o quanto era prejudicial a permanência de “Beleléu” vagando solta no arraial. Haveria de se dar um jeito no problema, o que não podia continuar era aquele clima de pavor que se instalara ali, simplesmente por causa de uma vaca. Sentindo-se pressionado, Manoel Ramos caçou a cabeça e diante do povo fez o seguinte juramento:

           - Calma, minha gente! Eu exijo apenas que vocês me deem um tempo, para que eu providencie um lugar onde prender minha vaquinha. Dentro de vinte e quatro horas, todos estarão livres da Beleléu. Eu prometo.

            Agora, sozinho, Manoel Ramos se pôs a matutar, procurando uma solução. A quem recorrer? Eis que de repente, lembrou-se do seu compadre Valmir Félix, um dos filhos de Manoel Félix Cardoso, somente ele poderia solucionar o problema, aceitando “Beleléu” na sua propriedade. Tudo foi feito conforme Manoel  pensou. Foi ter com o compadre que o autorizou  colocar a vaca junto ao seu gado. Tudo voltou ao normal, o povo passou a ter tranquilidade, Manoel Ramos também se viu livre da pressão popular e,  melhor para Beleléu, que agora tinha outras condições de vida, na pastagem verdejante de Valmir Félix.

            Naquela ocasião, eu e meu irmão Alfredo, que morreria afogado aos vinte anos de idade, no Rio Cachoeira, estudávamos na Escola Aloísio de Carvalho, em terras de Manoel Félix  Cardoso.

            Um dia, eu tive que ir sozinho à escola, porque o meu irmão estava doente. O dia amanhecera muito lindo, e o sol matinal rutilava pelas castanheiras. Peguei os livros e segui rumo à escola, temendo tão somente o encontro com Beleléu: eram exatamente sete horas da manhã, e ao abrir a cancela que dava acesso à fazenda, logo vi que eu seria o primeiro aluno a chegar, mas pude ver, também, que o meu caminho estava obstruído pelo gado que se concentrava no meio da estrada.

            Um pouco mais distante estava a vaca de Manoel Ramos, vigilante, pois havia dado cria a um lindo bezerro. E agora, o que fazer? Retornar para casa, ou aguardar que o gado se dispersasse? Eu teria que encontrar uma solução, pois passar por ali era impossível, seria realmente uma grande aventura.

            Estava eu absorto nos meus pensamentos quando, de súbito,  surgiu de dentro do mata uma figura esquálida, portando um estilingue, pendurado no pescoço, e uma capanga do lado. Era meu compadre Valdir – compadre de fogueira  -, pelo qual, ainda hoje, tenho profunda  admiração. Ele se aproximou de mim e, ao perceber a minha preocupação, foi logo indagando:

            - O que é que há, compadre; algum problema? Compadre, já faz quase meia hora que estou aqui, esperando que o gado saia da estrada para que eu possa passar. E o pior de tudo, é que o diabo da Beleléu está parida, e deve estar virado no demônio!

            - “Mas que bobagem, meu compadre! -  disse-me ele – já viu homem ter medo de vaca? Venha comigo...” Com uma pedra na mão, ele seguiu na frente, e eu o acompanhava um tanto desconfiado, morrendo de medo,  tinha certeza da grande carreira que íamos levar. Ao aproximar-nos, o gado levantou-se e “Beleléu”, que já estava de prontidão, ergueu o rabo, baixou a cabeça,  e investiu com fúria demoníaca, querendo acabar com a gente. Eu, que me mantinha à distância, saí em desabalada carreira e, em poucos segundos, pude alcançar a cerca, preferindo trepar na cancela para maior segurança. Quando corri,  ouvi um estalo seco, e fiquei mais apavorado, ao imaginar que “Beleléu” tivesse quebrando os ossos do meu compadre. Enganei-me, porque foi tudo  ao contrário: Valdir havia arremessado uma pedra certeira,  e tal foi o ímpeto com que o fizera,  que a vaca não conseguira o seu intento, pois ficara com a perna balançando no ar.

            Ainda trêmulo, desci da cancela e fui procurar os livros que haviam caído durante a carreira. Enquanto os procurava, ouvia as lamentações do “super-homem”. Olhei nos seus olhos, vi que as lágrimas escorriam pela face pálida do magricela, enquanto fazia um apelo patético:

            - “Pelo amor de Deus, meu compadre! Ninguém pode saber do acontecido. Se os meus pais souberem  de uma desgraça dessas, eles me matam”.

            Prometi não revelar  nada para ninguém, pois, apesar de ter repudiado o comportamento perverso do meu compadre, também fui capaz de reconhecer que ele agira daquela maneira na tentativa de proteger-me.

            No dia seguinte, a confusão estava generalizada. Manoel Ramos, ao tomar conhecimento do incidente, ficou indignado, e logo atribuiu a culpa  a Valmir Félix; foi à sua casa e deu-lhe uma xingadela, exigindo indenização, sob a alegação de que ele quebrara a perna da sua vaca, ao tentar ordenhá-la.

            Originou-se uma grande confusão. Manoel Ramos e Valmir Félix ficaram inimigos por muitos anos. Com a perna quebrada e ainda amamentando, Beleléu foi aos poucos perdendo a beleza de vaca saudável que era, e Manoel Ramos, desgostoso,  resolveu vendê-la  a Zé Barcaceiro que ainda a aproveitou para o abate.

            Assim, desaparecia para sempre a vaca mais famosa que já “pintou” na história do Salobrinho. Houve quem gostasse do
seu desaparecimento, pois com a sua morte, acabaria de uma vez por todas o  pavor daquela gente, que muitas vezes ficara impossibilitada  de andar nas ruas.

            Manoel Ramos, depois deste episódio, ainda viveu muitos anos no Salobrinho. Fez as pazes com Valmir Félix, nunca mais teve dúvidas quanto à culpa do compadre no caso “Beleléu”, e morreu tendo a certeza de que foi ele o responsável  direto por tão grande prejuízo.../

 (Salobrinho - ENCANTOS E DESENCANTOS DE UM POVOADO)
Sherney Pereira

* * *

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Cuide do seu falar...

Cuide do Seu Falar


Antes de falar... Escute...
Antes de escrever... Pense...
Antes de gastar... Ganhe...
Antes de julgar... Espere...
Antes de orar... Peça perdão... E também perdoe...
Antes de desistir... Tente...

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.

Algum tempo depois, descobriram que era inocente.
O rapaz foi solto, após muito sofrimento e humilhação, e processou o homem.

No tribunal, o homem disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal...
E o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel.
Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa.
Amanhã, volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel
que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! -respondeu o homem.
- O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar
e já não sei onde estão!

Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais
consertar o mal causado.
Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!

Queridos, "Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras".
Nunca se esqueça:
Quem ama não vê defeitos...
Quem odeia não vê qualidades...
No entanto, o verdadeiro amigo vê as duas coisas.
Sejamos senhores de nossas línguas para não sermos, escravos de nossas palavras!...

No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é... E, outras vão te odiar pelo mesmo motivo.
Acostume-se!...
Quem ama não vê defeitos... Quem odeia não vê qualidades...
E, quem é amigo... vê as duas coisas!...

Preste atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras.
Preste atenção em suas palavras, pois elas se tornarão atos.
Preste atenção em seus atos, pois eles se tornarão hábitos.
Presta atenção em seus hábitos, pois eles moldarão seu caráter.
Preste atenção em seu caráter, pois ele determinará seu DESTINO!...

Mesmo que haja contrariedades ou adversidades, lute...
Supere tudo, e seja feliz...

(Autor desconhecido)



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