Total de visualizações de página

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

VÍTIMA DE ENCANTOS MIL - Ana Maria Machado

Vítima de encantos mil

Qualquer que seja o ganhador da eleição, a cidade corre o risco de perder muito. Continuar a perder. Já vem perdendo desde que deixou de ser a capital federal, há mais de meio século, e herdou vários ônus sem manter os bônus. Talvez a carga mais pesada, entre tantas, seja uma bagunça administrativa sem tamanho, num jogo de empurra entre órgãos que nunca podem nem querem resolver os problemas, porque jamais se consegue estabelecer se as dificuldades são da esfera municipal, estadual ou federal. Mas os efeitos da má gestão recaem sobre os cariocas. 
Abastecimento de água e saneamento talvez sejam o exemplo mais óbvio desse jogo, mas não o único. Moradia popular, (in)segurança pública, vexaminosa precariedade dos transportes, trânsito infernal configuram outra constelação de exemplos, ligados entre si, interdependentes de instâncias diferentes. Seguem a receita de complicar para não resolver, ainda que todo mundo acene com promessas. 
Estamos fartos e temos motivos. Ainda agora, quando a saída do Beltrame assinala outra perda, a da esperança, e se esvai a perspectiva de paz que as UPPs pareceram abrir, nos vemos patinando no mesmo ponto, sem sair do lugar — enquanto não piorar.
A segurança pública está ligada a uma situação geral. Não depende diretamente da prefeitura. Não pode ser discutida sem que se examine a militarização da polícia. Inclui as armas e as drogas que vêm de fora. Precisa levar em conta a falta de recursos, a diminuição dos royalties do petróleo, os excessos e distorções da folha de pagamento, a falta de uma política nacional no setor — que funcione e decida se considera a República como um todo ou se dá real autonomia federativa aos estados. E, no caso de uma cidade como o Rio, é indispensável que o poder público se faça presente muito além da mera ocupação territorial — como o ex-secretário Beltrame cansou de enfatizar, desde o início da implantação da primeira UPP. Precisa haver habitação decente, postos de saúde, escolas, transporte eficiente, coleta de lixo regular, possibilidade de que ambulância, bombeiro, correio e polícia cheguem a todo canto. Se a única mudança é passar do nome de favela ao de comunidade, é só conversa. 
Mas não dá para fazer essas intervenções urbanas se não for possível garantir as desapropriações necessárias, coibir novas invasões, enfrentar as ligações entre mandachuvas locais e autoridades em gabinetes. Para não falar nos transportes, sempre apontados como braços do crime organizado, pelas possibilidades que oferecem para lavagem de dinheiro. 
A certeza da impunidade se manifesta em todas as áreas. Vai além da corrupção e da desenvoltura crescente do crime organizado em todas as suas ramificações. Recai sobre o meio ambiente, de modo espantoso. Com ódio ao que a cidade tem de bom e atrapalha o ganho fácil.
“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil”, garante o hino. Pois que se liquide com isso...
“Rio que mora no mar”, cantou a bossa nova. Então que se acabe com o mar. Parece uma cruzada pela poluição das águas, na baía, nas lagoas, nos aterros variados, eliminando ilhas, emporcalhando os rios que descem em cascatas pela floresta e viram cloacas pelo caminho. A literatura nos fala de dezenas de praias que não existem mais, há fotos de canoas na areia ao pé da Igreja de Santa Luzia. Hoje se filmam despejos de esgoto in natura na Enseada de Botafogo, no costão de São Conrado, no sistema lagunar da Barra da Tijuca. 
“Rio, serras de veludo”, continuava a canção. Pois então, que se derrubem os morros, se eliminem as matas, se invada o que puder. Chegando à estupidez de querer transformar o Jardim Botânico em área habitacional, sob proteção de políticos. Uma cidade tão absurda que os cuidados com árvores, jardins e parques ficam por conta da Comlurb, a do lixo.
“Sorrio pro meu Rio, que sorri de tudo...” Pois agora, na polarização política que nos assola, as pessoas andam quase rosnando quando mostram os dentes. É essa a tristeza maior. O Rio já vem perdendo tanto. Não pode perder sua alma, o espírito carioca de acolher e zombar, se divertir com irreverência, criando pontes de humor entre as diferenças.
Polo de atração, transformada em megalópole superpopulosa e atulhada, o destino da cidade não pode ecoar a bela foto de Lalo de Almeida esta semana na “Folha”: a copa gloriosa de um ipê-amarelo destacada no veludo verde da floresta, atraindo os olhares como estrela brilhante a guiar na noite escura. Indica o caminho aos madeireiros clandestinos. Basta sobrevoar, anotar as coordenadas, proteger-se por baixo das copas das outras árvores e ir lá derrubar. Nenhuma autoridade impedirá. 
Como o Rio. Sucumbe, vítima da própria beleza. De seus encantos mil, cobiçados por milhões.
O Globo, 29/10/2016
-------

Ana Maria Machado - Sexta ocupante da Cadeira nº 1 da ABL, eleita em 24 de abril de 2003, na sucessão de Evandro Lins e Silva e recebida em 29 de agosto de 2003 pelo acadêmico Tarcísio Padilha.

* * *

CARTA DA DRA. VALÉRIA PERRUCCI, MÉDICA PERNAMBUCANA QUE TRABALHA LEGALMENTE NOS EUA.

Carta da Dra.Valeria Perruci

Hoje, eu que moro aqui nos USA escrevi  no meu grupo de médicos sobre as eleições:

Bom dia, minha gente!

Hoje acordamos com um novo presidente. Sei que muitos de vocês e o Mundo estão apavorados com a notícia.
Mas, para nós que vivemos aqui, principalmente para a classe Medica foi uma opção melhor ou menos pior do que a Hillary.
A mídia mundial e a Globo que acompanhei Tudo por Aqui não explica a situação como um todo, infelizmente. Tenho acompanhando de perto essa campanha, muito difícil para nós. Não gostamos muito do Trump. Como pessoa, como todos sabem, mas estamos mais aliviados com o partido dele, os Republicanos. 
Estamos sofrendo por oito anos com o partido do Obama. Uma forma de PT, como aí no Brasil. 
Ele implantou o Obamacare. Um sistema de saúde que arrasou a nossa classe Médica.
Muitos pacientes não podiam mais escolher médicos, pagar os planos de saúde. Os planos chegaram a 700 dólares ou mil ao mês, restringiram as opções de escolha de médicos e Quem não tivesse pelo menos o plano dele teria que pagar multas altíssimas no imposto de renda, etc. e muitas outras restrições.
Ele estava mandando uma espécie de bolsa família para os pretos americanos e muitos deles começaram a ter filhos e não trabalhar. A criminalidade subiu muito e os americanos ficaram muito mais pobres, sem empregos depois que muitas fábricas foram manipuladas pelos chineses. 
Vocês que viajam por aqui podem sentir e ver gente nas ruas de NY e Chicago pedindo esmolas, o que não acontecia antes. E uma situação complexa para quem está de fora. O governo estava tomando conta de tudo. O governo dele foi um governo como um PT daí, que não funciona nem aí e muito menos aqui. Agora, esta é a prova de que o povo quer mudanças. 
Se a Hillary ganhasse essa situação continuaria. Vocês entendem? Please, please não me odeiem. Não tínhamos opção.
Todos os dois eram candidatos ruins, mas ele como partido foi melhor para nós; tivemos que passar por cima da pessoa Trump e ir pelo partido. 
O povo não aguentava mais a situação.
Foi uma eleição muito ruim, mas ainda acho que para nossa classe médica ele foi a opção menos ruim.            

A Hillary está sob investigação criminal e talvez não pudesse governar mesmo que eleita. Já se falava de "impeachment", se ela ganhasse!

Acho que nos livramos do PT.  É uma situação muito complexa e agora vamos rezar para ele governar esse país em paz. Foram meses de luta para tirar um poder viciado e cheio de corruptos. Como também existe por Aqui. 

A classe médica foi em peso a favor do Trump,  mesmo sendo ele a opção menos ruim.
O meu grupo de médicos, somos 212 médicos, a classe de aviadores do meu namorado e todos os meus amigos , universidades , latinos LEGAIS foram Trump. Aí já diz alguma coisa para vocês. 
Muito do que vocês ouvem por aí não chega uma informação completa. Sorry!!!
Me desculpe, pois sei que todos vocês estão tristes, mas não mudará para nós que somos educados, trabalhadores e legais .Vocês poderão me visitar a qualquer hora. Vamos rezar para ele ter no Senado pessoas do bem para reger essa minha segunda pátria . 

Mais informações  depois.

No final nada muda para as famílias, amigos e nossa vida de paz.

Rezaremos para um governo de Paz. 
Darei informações em breve.


(Enviado por Samsung Mobile)

* * *

domingo, 13 de novembro de 2016

DE DOMINGO E RENOVO... - Eglê S Machado

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
DE DOMINGO E RENOVO...


Eis que é domingo de novo:

Aclamando nova aurora

Seja na vida, um renovo,

A pipocar mundo afora!...



Eglê S Machado
Academia Grapina de Letras-AGRAL 



===

UM POUCO DE INTERNETÊS – Agenilda Palmeira

Um pouco de internetês
Agenilda Palmeira

          A internet é a mais completa e dinâmica fonte de informações do planeta, que modificou vários aspectos da vida desde a maneira como fazemos amigos até o comércio mundial. No começo do ano de 2009 mais de um bilhão de pessoas tinham acesso à rede. Ela (a internet) firmou-se como ferramenta de comunicação para organizações, governo e pessoas. Por promover a liberdade de expressão e o acesso de direitos civis, como a cultura e a educação. A Organização das Nações Unidas (O.N.U) declarou há dois anos o acesso a internet como direito fundamental do ser humano. A internet evoluiu em uma velocidade espantosa, novas ferramentas são criadas e outras caem em desuso.
          Atualmente, as redes sociais on-line são os canais que mais crescem em número de usuários, só perdendo em tempo de navegação para os portais de acesso a rede de informação.           A internet e sua importância nos acontecimentos nos países árabes desde o fim de 2010 mostrou o poder dela na formação de grupos sociais e no espaço político. Ativistas tunisianos e egípcios usaram o twiter e o facebook para protestar contra a falta de democracia, os protestos derrubaram os ditadores desses países, que estavam no poder há mais de trinta anos. Em junho do ano em curso o Brasil também saboreou a força da internet na formação de grupos sociais para se articularem para os manifestos nas ruas das capitais dos principais Estados da Federação.
          Cerca de dois bilhões de pessoas têm acesso à internet, trinta por cento da população mundial. No Brasil, cerca de setenta e oito milhões de brasileiros acessam a rede segundo dados do IBGE de 2009. As redes sociais tornaram-se um fenômeno mundial, os portais como Facebook, que permitem ao usuário criar um perfil público e em seguida montar uma lista articulada de relacionamentos. Os principais já reúnem mais de um bilhão de usuários. Há diversos tipos de rede, que agrupam interesses específicos dos usuários. 
          O Brasil continua a crescer no acesso das redes, tanto dos computadores como à internet, em grande parte pela queda do preço de acesso e do aumento da rede. Em dois mil e onze, o número de computadores em uso chegou a oitenta e cinco milhões, de acordo com os dados da Fundação Getúlio Vargas. Isso significa que quatro entre nove brasileiros têm um computador em casa, ou no trabalho. Em dois mil e doze a expectativa foi de um computador para cada dois habitantes. Segundo dados da World States, instituição que monitora a rede, o número de brasileiros que acessaram a internet subiu aproximadamente 32 milhões para aproximadamente sessenta e oito milhões do fim de 2005 a março de 2011. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 2009, realizada anualmente pelo IBGE dos cinquenta e oito milhões e seis mil domicílios investigados, quase trinta e cinco por cento tinham um computador.
          Os jovens continuam a ser os internautas mais assíduos no Brasil. Entre a população com mais de vinte e nove anos, apresenta proporções superiores a cinquenta por cento de acesso à internet. O pico é entre o grupo de quinze e dezessete anos, cuja porcentagem chega a setenta e um por cento.
          Redes sociais deseducam? Há os que afirmam que a internet e os SMS pioram a escrita de crianças e adolescentes. A ideia generalizada de que o uso prolongado de tecnologia da comunicação necessariamente corrói anos de esforço de alfabetização. Estudo realizado por universidades americanas, acreditam que novos usos de tecnologias como a de celulares para digitar e enviar escritos e não só para teclar chamadas, estimulam o desenvolvimento de novas habilidades. Escrever mensagem de texto para celular é diferente de redigir um post a ser publicado no facebook e redigir um e-mail a um amigo que, por sua vez, terá características diferentes de um e-mail enviado a um superior hierárquico. São formas diferentes de uso da língua, não melhores, nem piores, porque são novos usos linguísticos decorrentes da influência da tecnologia.
          As redes sociais tem usos próprios da língua, criou código e, por definição, um usuário que transmite em diferentes normas linguísticas saberá que não se digita um SMS de mesma forma como se escrevem parágrafo jornalístico. O papel da escola é lembrar que em certos momentos devemos nos expressar de forma mais livre e, em outros, de modo mais organizado. É necessário que a escola reconheça as múltiplas formas de escrever e parta do ponto em que os alunos estão no aprendizado para ajudá-los a valorizar, quando preciso, textos com diferentes níveis formais, mais complexos e estruturados. As redes sociais e celulares são usados para comunicação ao vivo, não está em cogitação a melhoria da escrita.
          A internet tornou ainda mais comum a crença fácil na etimologia popular que não explica nada, mas alimenta a imaginação do leigo curioso. Forró aparece na internet como originária do inglês for all quando na realidade é a abreviatura de forro bodó. As fantasias que a internet ajuda a espalhar sobre os ditos populares. Quem tem boca vaia Roma o correto é vai. Batatinha quando nasce... espalha a rama pelo chão. O correto é se esparrama pelo chão. Mais importante que ser “o país dos internautas” é discutir a qualidade da participação dos brasileiros na rede.

Agenilda Palmeira
professora
Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).
 Itabuna – Bahia.


* * *

PALAVRA DA SALVAÇÃO (2)

33º Domingo Comum - 13/11/2016

Anuncio do Evangelho (Lc 21, 5-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas.
Jesus disse: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”.
Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?”
Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”.
E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu.
Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé.
Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós.
Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 ---
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:
A vinda de Jesus deve nos trazer alegria

A vinda de Jesus, no meio de nós, deve criar uma boa sensação, uma grande confiança, uma feliz expectativa.

“Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida” (Lucas 21,18).

O Evangelho que meditamos, neste domingo, traz para nós considerações importantes para aquilo que chamamos de “fim dos tempos”, uma realidade escatológica que não podemos ignorar. Faz parte da nossa fé a consumação final de todas as coisas, de que um dia tudo será consumado em Cristo Jesus, que tem renovado toda a face da Terra, e essa renovação chegará a sua consumação final.
Não podemos nos iludir nem iludir os outros, não podemos ser enganados nem enganar os outros, muitas vezes, com fantasias, afirmações apocalípticas que não correspondem à verdade. Temos de viver a feliz expectativa da vinda do Senhor sem fazer dramas, sem criar fantasias e sem falsas expectativas ou ilusões a esse respeito.
Temos de viver a santidade de cada dia, é isso que nos ajuda a apressar e viver a dimensão da presença gloriosa de Jesus no meio de nós! Digo isso, porque, durante toda a história da fé cristã, durante muitas épocas da história da humanidade, muitos erros já se cometeram a esse respeito, muitas falsas expectativas já se criaram, muitas falsas religiões já surgiram, muitos falsos profetas ontem, hoje e amanhã querem também arrancar as pessoas, puxá-las para que vivam na ilusão, na fantasia ou no medo dessa vinda do Senhor.
A vinda de Jesus no meio de nós deve criar uma boa sensação, uma grande confiança, uma feliz expectativa, mas sabendo viver a vida de cada dia, não nos desprendendo de nossas obrigações e responsabilidades, vivendo com seriedade e serenidade a nossa fé. É o nosso jeito sincero e verdadeiro de esperarmos que o Reino aconteça em nosso meio.
Talvez, alguns façam aquelas leituras apocalípticas de guerras, acontecimentos catastróficos, furações, tsunamis, governantes que se viram uns contra os outros; afinal, são, muitas vezes, elementos bíblicos que lemos nas Sagradas Escrituras. Mas a compreensão exata desses acontecimentos não é simples e fácil, e não se pode viver nessa especulação.
Devemos desejar e ansiar que o Reino de Deus venha entre nós. O nosso grito deve ser: “Maranathá, Vem Senhor Jesus! Venha renovar este mundo, santificar as realidades, venha fazer nova todas as coisas!”. Isso é justo, é cristão, é da nossa fé. Não podemos viver ilusões.
Temos de permanecer firmes na fé, passando por tribulações e dificuldades, vivendo neste mundo tão difícil e angustiante. Não é perdendo a fé que vamos permanecer de pé. Jesus, voltando hoje ou amanhã, no dia em que se fizer presente no meio de nós, ou ainda quando nós formos ao Seu encontro, precisamos de uma fé firme, confiante, de uma fé em Deus. Não podemos desirmanar diante dos acontecimentos por mais trágicos e difíceis que sejam.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.



***

sábado, 12 de novembro de 2016

AOS 95 ANOS, DONA IVONE LARA RECEBE PRÊMIO MÁXIMO DA CULTURA BRASILEIRA

Aos 95 anos, Dona Ivone Lara recebe prêmio máximo da cultura brasileira
12/11/2016
Ao lado da sambista estavam o cineasta Fernando Meireles, o ator Carlos Vereza e o coreógrafo Carlinhos de Jesus, também homenageados
Principal condecoração pública da Cultura, a Ordem do Mérito Cultural foi entregue a 30 personalidades e seis instituições brasileiras na noite desta segunda-feira (07/11), em evento no Palácio do Planalto presidido pelo ministro da Cultura Marcelo Calero. A cerimônia, que contou com a presença do presidente da República Michel Temer e da primeira-dama Marcela Temer, teve como grande homenageada a sambista Dona Inove Lara, que recebeu a comenda máxima de grã-cruz.
“Nossa matriarca do samba é um  capítulo retumbante da memória afetiva do Brasil. Salve Dona Ivone Lara! Salve o samba”, bradou Calero ao fim do discurso inicial que abriu os trabalhos da homenagem.
O gênero musical foi celebrado por meio de quatro apresentações musicais regidas por Neguinho da Beija Flor, Márcio Gomes, Áurea Martins e André Lara. O Hino Nacional ficou a cargo de Fafá de Belém.
Dividida em três categorias – Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro -, a Ordem de Mérito Cultural agraciou grandes nomes da cultura nacional e as respectivas contribuições alcançadas no exercer do ofício. Entre os homenageados, o artista plástico Vik Muniz, o cantor Jorge Aragão, a arte-educadora Ana Mae  Barbosa e o ator Carlos Vereza.
“Nesta noite, tive a chance de apertar a mão de tantos artistas que sempre admirei de longe,” comentou em tom informal o presidente Michel Temer. Ele aproveitou a oportunidade para revelar: “Aumentamos em mais de 40% o orçamento do Ministério da Cultura em 2017”, arrancando aplausos do público presente. O veterano Carlos Vereza, conhecido pela postura antipetista e crítica ao governo de Dilma, prometeu cobrar. “Além do orçamento do MinC, também foi firmado investimento no audiovisual, favorecendo o cinema nacional. Neste momento de crise, é ousado e gratificante escutar isso”, disse o ator, que contabiliza quase seis décadas de carreira na tevê, nos palcos e no cinema.
Criado em 1995, a Ordem laureou mais de 500 representantes da cultura e das artes brasileiras. Os candidatos podem ser indicados por qualquer cidadão e passam pelo crivo de uma comissão técnica.



* * *

MIRIAN WARTTUSCH & EGLÊ S MACHADO: Dueto

AMAI OS PEQUENINOS


Não ignores jamais
O teu irmão pequenino:
Por ser o amor dom divino
Nunca se ama demais!...

Eglê Machado

*

Venham a mim os pequeninos
Já disse o Senhor Jesus.
Palavras de tanta luz,
Amemos, pois os meninos.

Mírian Warttusch


***