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sábado, 15 de fevereiro de 2020

TIPOS REGIONAIS - Helena Borborema


            Itabuna, a partir dos seus primórdios como Arraial e Vila até chegar a Cidade, conheceu diversos tipos humanos integrados na sua vida, no seu dia-a-dia. Em tempos mais recuados, quando matas frondosas ainda cobriam grande parte do seu território e homens trabalhadores e honestos iniciaram um grande trabalho de desbravamento para plantar cacau, tipos humanos nos mais diferentes misteres foram aqui surgindo.

            Representado por sergipanos e sertanejos, o primeiro tipo humano - além dos índios - que se integrou na região, nela se fixando, foi o LAVRADOR. Coube a ele o papel de desbravador, quando derrubou a mata, plantou, fez roça de cacau. Foi ele o homem que, superando grandes dificuldades do meio com coragem e confiança no seu próprio valor, fez surgir, dentro da mata, as grandes plantações de cacau, e abriu trilhas que iriam unir as diversas partes de uma imensa região. Muitos transformaram as suas lavouras em grandes fazendas. Num dia-a-dia difícil, corajoso, fazendo economia, comprando novas plantações, iniciando outras, esses lavradores acabaram por acumular fortuna, tornando-se senhores de grande riqueza. A sua produção valia pelo peso, a arroba, e aquele que colhia de mil arrobas para cima era intitulado CORONEl.

            O coronel - e eram vários na Região Cacaueira - acabou por se tornar homem de muita importância entre os seus conterrâneos. Já tendo constituído família, os coronéis passaram a viver na cidade. Construiram um casas confortáveis, viviam cercados de prestígio, com grande influência na vida política, social e econômica da cidade.

            Em alguns casos, a figura do coronel esteve ligada à do JAGUNÇO. Este era o assalariado, vindo de outras bandas da região e até de outros estados, muitas vezes foragido da justiça. Carregando em si a influência do meio onde nasceu ou se criou, ou por atavismo, o jagunça se prontificava para qualquer ação criminosa. Buscando abrigo em fazendas, a troco de dinheiro ou proteção se colocava ele a serviço do patrão para cumprir qualquer ordem, fosse para matar, bater ou incendiar roças dos inimigos do seu chefe e protetor. O jagunço não tinha escrúpulos nem piedade; a ele só importava a ordem do patrão.

            Com o tempo, pela ação da Justiça e a civilização que se foi instalando, a figura dos jagunços acabou por desaparecer, uns eliminados pelos fuzis da polícia que vinha para combatê-los, enquanto outros acabaram na cadeia.

            Nos tempos atuais, há ainda remanescentes do jagunço, mas com outra denominação: são os pistoleiros de aluguel, matadores que ainda agem nas grandes e pequenas cidades sob as ordens de outros chefes, não mais os coronéis, e levantam outras bandeiras de banditismo.

            A cidade teve também os seus tipos peculiares. Um deles foi o AGUADEIRO, figura comum e necessária numa época em que a cidade não tinha ainda o serviço de água encanada. Toda a água consumida pela população, para o gasto e para beber, vinha do rio e cisternas, e era distribuída pelo aguadeiro, homem que tinha por meio de vida levar a água de casa em casa, transportada em quatro barris que iam pendurados a cangalha, no lombo de um burrico tangido por ele pelas ruas da cidade. Havia os aguadeiros de água do rio e os que distribuíam só água de beber tirada das cisternas. Cada aguadeiro já tinha sua freguesia certa. Em casa, a água era filtrada e mantida nos próprios filtros e talhas ou potes, dentro dos quais era costume se colocar um pedaço de enxofre. Até a instalação da rede de água encanada na cidade, eram os aguadeiros os seus únicos condutores. Ao lado do aguadeiro, tirando o seu sustento das águas do rio, estava a LAVADEIRA. Quando o Cachoeira ainda corria desimpedido e as máquinas de lavar eram inexistentes na cidade, a roupa toda da população era lavada nas águas mansas dos trechos limpos do rio, água corrente. As lavadeiras, que chegaram a formar grandes grupos, alegravam as margens do Rio Cachoeira e davam-lhe colorido com a variedade de cores das roupas estendidas ao sol sobre os lajedos e gramado da beira do Rio. De pele tostada pelos raios solares, com as pernas mergulhadas na água, elas mourejavam diariamente sobre os lajedos, num trabalho cansativo, mas necessário a elas e à freguesia. Algumas lavadeiras até almoçavam lá mesmo na beira do rio, ao abrigo de alguma moita ou arbusto frondoso que as protegia da inclemência do sol.

            Dois outros tipos eram vistos comumente nas ruas: o CARVOEIRO e o VENDEDOR DE LENHA. Não existia o gás de cozinha, assim toda a casa, por melhor que fosse, usava o fogão à lenha ou a carvão. O Carvoeiro vendia o seu produto em sacos que eram levados na cangalha de burros, e a lenha era vendida em feixes amarrados de cipó e  transportados também em animais.

            Com relação aos comestíveis, como não havia mercados, as donas-de-casa se valiam dos vendedores ambulantes de ovos, galinhas, peixes e carnes de carneiro, porco, mercados em tabuleiros, além da feira e dos açougues. Para o dia-a-dia, quando necessário, era nas quitandas que elas iam encontrar o que precisavam. A QUITANDEIRA, outro personagem da antiga Itabuna, tinha a sua quitanda sortida de verduras e tempero verde, funcionando em geral num pequeno vão de uma só porta. À luz de um fifó, muitas permaneciam até o início da noite, esperando a sua freguesia.

            Um personagem de destaque na comunidade itabunense era o COMERCIANTE de loja. Esse tipo de casa comercial tinha em geral grande sortimento e vendia de tudo: tecidos de seda e algodão, guarda-chuva, artigos para presentes, mosquiteiros, meias, sapatos, galochas – estas últimas muito procuradas em virtude das chuvas frequentes na cidade e das ruas enlameadas. Sortidas lojas alimentavam o comércio de Itabuna. Havia ainda o comerciante dono da VENDA. Uma boa venda tinha de tudo: sacos de feijão , arroz, farinha, milho seco, mantas de charque bem curtido expostas abertas, às vistas do freguês, barricas de bacalhau importado e, sobre o balcão, vidros com bombons e fumo em rolo. Vendia ainda fósforos, querosene, biscoito, manteiga, corda, vassouras tamancos, esteiras, breu, azeite doce, bolacha, cera de abelha, anzol, creolina, sal grosso, cachaça, vinagre, vinho e produtos outros.

            Outro elemento conhecido era o TROPEIRO. Vindo das fazendas de cacau, num tempo em que as estradas de rodagem eram reduzidas, o tropeiro entrava na cidade tangendo a sua tropa. Pés descalços, empunhando um chicote, instigava os passos dos animais que conduzia e que, obedientes, caminhavam sob o peso dos sacos de cacau em direção dos armazéns da cidade, onde a enorme carga seria trocada por grandes quantias em dinheiro.

            Foi administrando uma variedade imensa de atividades, das mais simples às mais complexas e exigentes, além da sua grande lavoura de cacau, do seu forte comércio e com o trabalho dos mais humildes aos de maior relevância de seus habitantes, que Itabuna cresceu. Como uma árvore de grande porte, nascida com as raízes fincadas na lama, ela brotou para o espaço azul em busca do Sol, cheia de seiva, plena de vida, ávida de desejo de crescer e frutificar.

(RETALHOS)
Helena Borborema

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ITABUNA – Gabriel Nascif

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ITABUNA


MINHA ITABUNA,
cidade recém-nascida
dos conflitos coronelísticos
e das brigas pelas arrobas
de cacau...

MINHA ITABUNA,
tu és como uma criança
de olhar silencioso,
crescendo despercebida
com esse teu aroma
cacauicultado,
varrendo
a solidão
do RIO CACHOEIRA.

MINHA ITABUNA,
lâmpada do Sul do Estado
que irradia um fogo como fogazal
em forma geométrica
para ILHÉUS e ITAJUÍPE
que têm o mesmo metabolismo,
o  mesmo cacau, o mesmo pau d’arco,
o mesmo vinhático, um pouco
de seringa cristalina e, ainda,
a eternidade dos versos
de Firmino Rocha. 
Gabriel Nascif
                 (O SOPRO DO CACHOEIRA) 
---

Telmo Padilha, autor de Girassol do
espanto, Ementário, Onde tombam os
pássaros, Pássaro/Noite, Canto rouco,
Voo absoluto e Poesia moderna da
região do cacau, assim se expressou
sobre este livro de Gabriel Nascif
Souza:
         
Gabriel Nascif  não é mais um poeta que surge na Região do Cacau, mas um que vem para ficar e que por certo ficará. Ficará porque possui aquelas qualidades que indicam o verdadeiro poeta, o que tem um recado a dar e sabe como fazê-lo. O SOPRO DO CACHOEIRA, que li nos originais, marca sua estreia em livro.

TELMO PADILHA

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

PRESENÇA DE FEIRA DE SANTANA – José Dantas de Andrade

           
Quando as terras do Sul do Estado da Bahia começaram a criar fama, atraindo sergipanos, sírio-libaneses, sertanejos e gente de todos os pontos do Estado e do país, o arraial de Tabocas foi um dos mais preferidos por esses imigrantes.

            Uns chegavam, já com um bom recurso financeiro para iniciar qualquer negócio, outros apenas com a roupa do corpo, a coragem e a disposição para o trabalho, todos animados pela esperança de um futuro promissor.

            Foi naquela época que também aqui chegaram os primeiros feirenses, quase todos com recursos financeiros ou portadores de uma profissão qualquer, principalmente ourives e relojoeiros. Muitos foram os que aqui estiveram estabelecidos  ou ambulantes com negócios de joias fabricadas na própria Feira de Santana pelo competente artista Marionózio de Melo, um dos melhores do país.

            Enquanto os sergipanos internavam-se pelas matas dedicando-se ao serviço da lavoura, os sírio-libaneses dominavam o comércio de tecidos, miudezas, etc., os feirenses  eram os senhores absolutos no mercado das joias, dos brincos, das argolas e dos anéis.

            Não foram poucos os que, confiados no futuro da zona,  se desfizeram de suas propriedades lá em Feira de Santana e se estabeleceram definitivamente em Itabuna, e tornaram –se  grandes negociantes ou abastados fazendeiros.

            Em 1908, quando Itabuna nos seus primeiros dias de liberdade, iniciava a marcha para o progresso, tratando de sua organização administrativa, dois ilustres cidadãos de Feira de Santana tomaram parte nesta grande arrancada, integrando o seu primeiro Conselho Municipal. Foram eles os Srs. Firmino Ribeiro de Oliveira e Antonio Gonçalves Brandão, o primeiro, presidente do Conselho, esteve à frente da Administração Municipal,  como substituto eventual do Intendente Olinto Leone e o segundo foi seu Intendente efetivo no período de 1912 a 1915.

            Também outros feirenses ocuparam cargos na administração municipal e nos serviços da justiça como:  Salvador Ayres de Almeida, Amâncio Oliveira, Ambrósio Rubens, José  Samuel da Costa, Joaquim Brandão, Álvaro do Patrocínio, Pedro Virgínio de Santana e outros.

            Ainda é digna de registro a colaboração dos feirenses no setor da música, pois grande parte dos componentes da filarmônica local, Lira de Minerva, era de Feira de Santana, inclusive os maestros Argeu Oliveira, Afonso Nolasco e Ambrósio Rubens.
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            Este registro é uma homenagem aos bravos filhos da “Princesa do Sertão”, que juntamente com os sergipanos e sírio-libaneses deram uma boa parcela de contribuição para o desenvolvimento de Itabuna, contribuição esta que vem sendo continuada através dos seus descendentes, hoje itabunenses ilustres: médicos, dentistas, advogados, funcionários públicos, serventuários da justiça, professores, operários, negociantes, fazendeiros, pecuaristas, etc. São os descendentes de: Joaquim Gonçalves Brandão, Francisco da Silva Rocha, Francisco da Silva Ribeiro, Aristóteles Pereira Suzart, Agda Borges Braitt, Antídio Borges, Crescenciano Brandão, Adalberto Brandão, Antonio Gonçalves Setenta, Salvador Brandão, Amâncio Oliveira, Everaldino Assis, David Almeida, José Alves Franco, Elísio Oliveira e outros.


Extraído do livro DOCUMENTÁRIO HISTÓRICO ILUSTRADO DE ITABUNA  de José Dantas de Andrade 1ª Edição - 1968

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

ITABUNA DE WALKER LUNA: Caminho

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Caminho 


            O caminho da minha cidade está impedido. Lá, não só as manhãs como as tardes, livres de desígnios, eram venturosamente abertas sob os meus pés descalços. Sobre relvas ou areias as direções me tomavam para todos os meus sentidos.

            A fé medrava na fonte –
            Ligava tudo em meu sonho: a sala grande, onde todo amor se reunia; o corredor, um lance entre a rua e o quintal.

            E as noites eram o declinar das luzes para a tranquilidade do sono.

            O caminho da minha cidade está impedido. Lá, não só as manhãs como as tardes eram venturosamente abertas sob os meus pés descalços.

            Vejo que só o céu escapou. O mesmo céu onde criei meus rebanhos. Mas hoje, até os rebanhos se perderam.


(ESTAÇÃO DOS PÉS)
Walker Luna
.....

WALKER LUNA - Filho de Itabuna, Walker Luna nasceu no dia 6 de agosto de 1925.
Publicou “Estes Seres em Mim”, “Companheiro” e “Estações dos Pés”, dentre outros livros. Lírico, seus poemas interligam-se como por um fio narrativo, um complementando o outro, atingindo níveis vertiginosos, compartilhando perplexidade, angústias, emoção que vibra o ontem e o hoje em sua dicção, solitária, ao mesmo tempo que mistifica imagens.
Dá-nos com sua poesia um testemunho de resistência luminosa, testemunho corajoso de sofrimento suportado com dignidade e altivez. Mas em seus versos, de plena lucidez nas estações que comovem, trafegam acenos que nos descobrem livres: “Exaltam-se nos tons verdes/ insinuam-se como flores/ e em sumo vital convertem-se proliferando frutos”.

(Cyro de Mattos)

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ITABUNA DE TELMO PADILHA – Itabuna

ITABUNA


Se não há montanhas,
como escalá-las? 
Se não há florestas,
Com embrenhar-me
em sombras
que não estas?
Se não há o mar,
como falar de águas
e horizontes?

Sou o cantor
desta planície
e me abismo 
em mim,
e desço aos outros
de mim,
e sofro os outros
de mim.


 ..........
TELMO PADILHA - Itabuna 
* 5 de maio de 1930
+ 16 de julho de 1997
Jornalista, membro da Academia de Letras de Ilhéus. Poeta de reflexões existenciais, que constantemente indaga-se, questiona-se, numa linguagem repleta de sutilezas. Inquieto, reafirma uma poética cuja temática indaga de forma intimista o viver, o morrer, a infância, a solidão e, ainda, sua relação com a realidade da sua terra, da cultura do cacau e do tempo que estabelece esta história que se escoa pelas frestas cotidianas. Sua poesia reside numa lírica lucidez, num abismo interior, entre a febre e insônia, expressa num processo criativo maduro e num estilo impecável.

Publicou os livros: "Girassol do Espanto"(1956); "Ementário"(1974); "Onde tombam os pássaros"(1974); "Pássaro da Noite" (1977); "Canto Rouco"(1977); "O Rio"(1977); "Vôo Absoluto" (1977); "Poesia Encontrada"(1978); "Travessia"(1979); "Punhal no Escuro"(1980) e "Noite contra Noite" (1980), todos no melhor gênero da poesia.

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ITABUNA DE FIRMINO ROCHA: Rua da Meninice em Noite de Maio

Rua da Meninice em Noite de Maio

Rua da meninice
Em noite de maio
Desperta em mim
Velhas canções
Antigas sagas,
Amoríssimas baladas
De quando os luares faziam cirandas
Histórias de moças perdidas nos bosques,
Sonhares em mim de doces afagos

Rua da meninice
Em noite de maio
Me faz parecer
Que nunca pequei,
Que nunca chorei,
Que nunca sofri.

(O CANTO DO DIA NOVO)
Firmino Rocha
 ..........

Firmino Rocha (Itabuna, 7 de junho de 1910 - Ilhéus, 1 de julho de 1971).
Cronologicamente ligado à segunda geração do Modernismo baiano, Firmino apresenta como marcas de estilo o lirismo e o misticismo. Seu poema mais conhecido é Deram um fuzil ao menino, um protesto pacifista contra a Segunda Guerra Mundial.
"Ilhado em sua cidade do interior, de maneira heróica e santa assume o lado do sonho, da loucura iluminada, para escutar os frêmitos de todos os mistérios”, escreveu sobre ele o também poeta Cyro de Mattos.
Publicou os livros O canto do dia novo (1968) e Momentos, além de diversas obras de literatura de cordel. Em 2008, alguns de seus poemas foram reunidos na coletânea Firmino Rocha; poemas escolhidos e inéditos.
Em homenagem ao poeta, a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) promove periodicamente o Festival Multiarte Firmino Rocha.

(Wikipédia)

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ITABUNA DE JOÃO DE PAULA: João de Paula, um filho adotivo de Itabuna

Um Filho Adotivo de Itabuna


João Batista de Paula. Cearense da terra da atriz internacional Florinda Bulcão, Uruburetama. Ele vive em Itabuna desde 1984, onde constituiu seu patrimônio, exerceu a profissão de professor e dedicou sua vida à arte de escrever.


Agradecimentos -  Ao fundador e administrador do Blog Saber-Literário, professor e escritor Rilvan Batista de Santana; ao vereador de Itabuna Milton Santos Gramacho; à empresaria Vitória Santana, Revista Vitória; ao jornalista Adeildo Marques, presidente do Clube dos Poetas Sul da Bahia; e ao jornalista, escritor e advogado, Vercil Rodrigues, Jornal Direitos; e também à poetisa Eglê Santos Machado, do blog Itabuna Centenária, Artes & Literatura-ICAL, por me proporcionarem a Boa Fama.

Agradecimentos especiais: A Deus e à minha esposa, Expedita Maciel, que em todos os sentidos da vida manifestou seu apoio e amor.

Palestras-  Autoajuda, mensagens de otimismo e de bem-estar.

Tatuagens - Jamais.

Piercings
 - Não combina comigo.

Casamento
 – União perfeita. Bem casado com a poetisa Expedita Maciel.

Quer filhos – Já encontrei uma família pronta.

Cirurgias -  Nunca. Continuo na melhor idade.

Ossos partidos - Não. 

Coração quebrado – Algumas vezes, por causa da maldade que reside na mente humana; e restaurado a seguir, por causas dos sentimentos bons e nobres. 

Disparar uma arma – A arma da Bandeira Rósea do Amor; da bondade, gentileza e da cortesia. Sou fã de filmes de bang-bang, mas prefiro a arte circense.

Experiências paranormais 
– Não tenho, mas acredito na espiritualidade, principalmente; e que os mortos, estão além-túmulo.

Ver alguém morrer – Não. Não vi. Já participei de encaminhamento do corpo, para que o Divino Amado Mestre Jesus, pudesse fazer um encaminhamento do mesmo.

Jantar num karaokê – Não tenho status de vedete, infelizmente sem talento para canto e palco. Gosto de musica do tipo de André Rieu, ou instrumental. Adoro bons restaurantes.

Pets – Acredito que os animais são criaturas de Deus. Aprecio: Gatos, iguanas, um cão, peixes orientais, tartarugas, lagartixas. Adoro contemplar a beleza dos animais. Gosto de visitar Zoológicos.

Briga de bar – Sou da paz e amor, bem e belo. Não costumo frequentar bares, não. Nunca.

Esquiar
 – Só nas dunas de areia de Aracati e Trairi, no Ceará. Esquiar sentado numa esteira de folha de coqueiro.


Andar de moto – Uma maravilha. O perigo mora ao lado, mas pouco importa. Adoro veículos do tipo Land Rover.

Cair de uma moto – Por sorte, nunca. Graças a Deus.

Andar à cavalo - Durante estadia em hotel fazenda, em Itacaré ( Ba). E na fazenda dos meus avós, em Baturité, no Ceará. Não sou muito amante, não. 

Ser hospitalizado
 - Não. Nunca.

Doar sangue
 – A última vez faz muito tempo.

Prisão 
– Não, graças a Deus. Ave Maria!

Pôr-do-sol na praia – Adoro. Observando na varanda do apartamento, na praia, na cidade.

Esportes extremos
 - Boxe. Só como torcedor. Adoro caminhar à beira mar. Nada mais. 

Transportes públicos - Muitas vezes o ônibus e o táxi.

Acidentes de carro
 - Não.

Acampar - Não. Sempre gostei do luxo e do conforto dos hotéis.

Plantar uma árvore - Plantei árvores e flores.

Escrever uma carta a mão
- Espalhei milhares de cartas poéticas pelo Brasil, para os amigos e amigas.

Escrever livros
 -  Sim. Eles estão entre nós: Flores para um mundo melhor; Você e Importante; Viva Bem; A Bela Face do Mal; e a Bíblia do Inconveniente- O impossível acontece. Costumo dizer que são livros que geram felicidades.

Sair na tevê – Tive a feliz oportunidade de ser entrevistado umas quatro vezes, no radio e na televisão, referentes a publicação de meus livros; campanha compaixão animal; campanha flores para um mundo melhor; e campanha do agasalho e presentes de natal para crianças carentes.

Homenagens - Já fui homenageado no Jornal ‘Direitos’, com uma página, para eu falar numa entrevista das minhas andanças culturais. Fui homenageado pela Revista Vitória, Jornal do Estudante. Homenagem pelo Sindicato dos Motoristas, pela CDL, por Associação de Moradores, etc.

Bebedeira – Amo e adoro: água de coco, suco, chá, leite. Não bebo bebida alcoólica. Não deixa de ser relaxante, por que cada coisa tem o seu sabor todo especial.

Fazer um discurso – Não é minha cara. O melhor que fiz foi ao receber o Título de Cidadão Itabunense, em 1998, na Câmara de Vereadores. Em minha cidade na Câmara de Vereadores e no Colégio que estudei:  o Maria Julia Maia Bonfim, fiz discurso de agradecimento pela rica homenagem. Adoro escrever piadas, mensagens de humor e de autoajuda. Pura emoção.

Subir a um palco – Participei de muitos encontros literários e de campanhas políticas, além de estimular a vida pautada no bem, na honestidade, na sinceridade, ou mais. 

Está apaixonado – Sim. Sempre. Apaixonado pela minha esposa, meu lar doce lar. Apaixonado pelos meus amigos e amigas. Apaixonado por Deus,  por saúde e pelo dinheiro. Uma  paixão e um amor que  transformam a paisagem habitual. Se eu mudo, tudo muda. O amor gera felicidade.

Você ama música
 – Sim. Em casa, horas e mais horas de música, mesmo ao ler ou escrever. Certa vez organizei um CD com as músicas da minha vida, boleros, instrumentais e mantras. 

Acredita em um deus
 – Creio, sim. Sou devoto da Virgem Santíssima e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Frase do dia – “Não importa os meios, o importante são os fins”. Não gosto, não concordo, desde que  mentir, enganar e a trapacear estejam presentes nos atos e ações.

Você gosta de neve – Demais. A primeira vez que vi nevar estava em Gramado, no Rio Grande do Sul, fazendo turismo. Achei fantástico, completamente mágico, virei criança ao contemplar a beleza da criação e da mãe natureza.

Você gosta de chuva
 – Sou amante da chuva. Ela me deixa contente. Só não pode ter goteira. Em casa observo pelas vidraças. Adoro também, àquela chuva “molha bobo”. 

Você gosta de dias ensolarados
 – Vivo em terras ensolaradas: Bahia e Ceará. É espetacular, mas gosto muito de dias frios e chuvosos.



João de Paula – Escritor e Jornalista.

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ITABUNA DE TÂNIA SUZART: Meu segundo Chão

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Itabuna
  
Itabuna, meu segundo chão.
Terra que me acolheu,
ainda jovem, estudante do magistério
e me abraçou anos depois,
já casada, exercendo a profissão.
Cidade natal de dois dos meus três filhos, onde os criei, eduquei e vi tornarem-se pessoas do bem.
Aqui encontro pessoas que fazem da minha vida um eterno aprendizado.
Quando aqui cheguei, tudo era pequeno... E feliz.
Cidades evoluem e,
com o crescimento se expõem a mudanças que acarretam dor e perplexidade.
Hoje, quase tudo mudou. A cidade cresceu... E continua feliz.
Amo Itabuna.
Torço por seu progresso.
Gosto da sua gente.
Parabéns Itabuna!
Que teu Centenário venha e te renove a cada dia! 


Tânia Maria Suzart Ribeiro –  Nasceu em Itapebi (BA). Adolescente, foi para Ilhéus estudar no Instituto Nossa Senhora da Piedade, onde cursou o Ginasial e o primeiro ano de Magistério. Mudou-se para Itabuna, onde se formou no Colégio Divina Providência. Recém-formada regressou à sua terra natal onde trabalhou como professora. Casou-se com o Engenheiro Agrônomo da Ceplac, José Ribeiro de Santana e pouco tempo depois, pela transferência do marido, veio morar em Itabuna. Seus três filhos nasceram e foram criados em Itabuna. Lecionou na Escola Agrupada Fernando Cordier, até se aposentar. É também artista plástica e considera Itabuna o seu segundo chão.


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ITABUNA DE EGLÊ S MACHADO: Itabuna, Princesa Centenária

ITABUNA, PRINCESA CENTENÁRIA  
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Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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sábado, 8 de abril de 2017

ITABUNA QUERIDA – Jasmínea Benício dos Santos Midlej

Itabuna querida


Itabuna! Itabuna! Minha terra querida! Sua natureza canta desde a aurora ao por do sol!

Itabuna! Itabuna! Cheia de vida a pulsar e a vibrar, nos seus pássaros que cantam, nas flores que desabrocham, no alvorecer das suas manhãs lindas e primaveris! No velho Rio Cachoeira, que contorna a sua eira, num permanente ondular!... Nos seus arranha-céus que começam a pintar, sua bela paisagem de cidade progressista!

Você é a verdadeira imagem da terra-mãe carinhosa, de seus filhos orgulhosos de sua pureza, que nos diz muito baixinho, quase em segredo, ao ouvido,  sorrindo, sinceramente: "eu amo a todos vocês, meus filhos, mui queridos, também amo igualmente os filhos vindos de longe, de todos os recantos do Brasil, destacando-se os sergipanos, que foram os primeiros a este solo pisar... 

Bravos homens, obreiros, cheios de esperança, aventureiros saíram de sua terra maltratada pela seca, e aqui chegaram esperançosos, para desbravar com amor, este rico solo encantador!... Salientando-se também os estrangeiros: libaneses, sírios, espanhóis e portugueses. Principalmente os dois primeiros, também grandes desbravadores, que vieram de tão longe, para com seu suor vencer!

E venceram, e progrediram e me deram muito de si, mostrando-me grande afeição, e diziam com muito orgulho: você, Itabuna querida, é a nossa Segunda  mãe, nossa vida!

Agora, ouçam com atenção eu amo a todos vocês! Ricos, pobres, brancos e pretos, brasileiros e estrangeiros, pois são todos, sem exceção, meus filhos do coração!"


(DEVANEIOS E SAUDADE)

Jasmínea Benício dos Santos Midlej

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

DIA 07 DE ABRIL DE 2017 - POSSE DE DOM CARLOS ALBERTO NA DIOCESE DE ITABUNA

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Carlos Alberto dos Santos
Bispo da Igreja Católica
Hierarquia
Papa
Atividade Eclesiástica
Diocese
Nomeação
Predecessor
Mandato
2017 -
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral
Nomeação episcopal
Ordenação episcopal
Lema episcopal
PER MARIAM ADEUCHARISTIAM
("Por Maria a Eucaristia")
Brasão episcopal
Descrição: BishopCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento
Tobias Barreto, Descrição: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/be/Bandeira_de_Sergipe.svg/20px-Bandeira_de_Sergipe.svg.png Sergipe
2 de outubro de 1955 (61 anos)
Nacionalidade
Funções exercidas
- Bispo de Diocese de Itabuna (2017- )