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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ALUNO QUE PROCESSOU PROFESSOR POR TER TOMADO CELULAR EM SALA DE AULA PERDE CAUSA NA JUSTIÇA

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Aluno que processou professor perde causa na justiça
O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Júnior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, (em 2014) julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.
De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".
Na negativa, o juiz afirmou que "o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”. O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ensinar é um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma". Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.
Ainda considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
E declarou:
"Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os reality shows, a ostentação, o ‘bullying intelectivo', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor:
"No país que virou as costas para a educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu múnus com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor."
ISTO DEVERIA SER LIDO EM TODAS AS SALAS DE AULA DO BRASIL E POR TODOS OS BRASILEIROS!
(Recebi por e-mail, sem menção de autoria)
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NOTA: Juiz capixaba que em sentença reconheceu o valor dos professores brasileiros recebe título de cidadão sergipano.
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domingo, 30 de outubro de 2016

A ARTE DO ARTISTA, por João de Paula

A Arte do Artista

Viva a arte de elevado nível que enobrece os nossos sentimentos. Viver é uma arte.

Mentir é uma arte. 
Existem pessoas que estudam gestos e atitudes para falar mentiras como se fossem verdades.
A arte do artista é nobre! 
Existe a arte do mentiroso; a arte do falsário, do trapaceiro, do inimigo, a arte do maligno e do falso conselheiro.
Vamos vivenciar e contemplar a grande arte que vem de Deus, que é de Deus, porque a beleza vem de Deus.  
Vamos ser excelentes artistas na edificação de templos às virtudes e ao bom exemplo, referenciando a arte do amor e de Deus.
Vamos aplaudir a arte do bem e de colorir a vida, colorir o mundo, a rua, a praça, a nossa casa, a calçada e o nosso muro com a beleza  que encanta os olhos e o nosso coração, bem como florir muito mais os nossos jardins.
Viva a arte de escrever e transmitir mensagens positivas e otimistas, por uma vida mais feliz, por um mundo encantado, por um amor amplo e de historias que unem pessoas em torno da arte do bem.
Você é uma obra magnífica de Deus. Uma grande obra prima, um presente valioso. Você é importante. 
Viva a arte do artista, o artista que pinta, o artista que borda, o artista  que ri e que chora, o artista que ora, o artista que trabalha,  que estuda, que traças  linhas e que encanta com seu talento e dedicação a vida da gente.
O artista que fala a língua da gente...
Viva a arte de servir e de fazer o bem.
Viva o artista que com seu pincel e imaginação, que busca todos os dias  pintar a beleza que vem de Deus e reúne gratidão, mediante a vida tal como ela é.
Vamos ser artista do bem e da atualidade. Artista da generosidade e da multiplicação do que é bom, belo e duradouro, sincero e real.
Viver é uma arte!
Viva a sinceridade!
Viva a verdade! 
Viva o amor! 
Viva a arte de elevado nível que enobrece os nossos sentimentos e nos tornam amados de Deus.
Seja um grande artista!


João Batista de Paula – Escritor e Jornalista

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POEIRAS DE ITABUNA, por Expedita Maciel

Imagem: FOTOMONTAGEM ICAL
Poeiras de Itabuna
Expedita Maciel*

Há! Itabuna Centenária,
Se Teus filhos tivessem investido em teu bem-estar
Retribuindo um pouco do muito que deste a eles,
Não estarias  a chorar com a poluição e morte do Rio Cachoeira,
Rio que te banha, enfeita, e torna o brilho das luzes à noite, mais romântica.
Hoje o Rio Cachoeira está preto, feio, sem vida, fedorento, incomodando até quem vive ao relento.

As altas árvores que contavam história do Jardim Vitória, cantavam vitórias, pensando que ficariam livres do ruído da máquina motosserra que as fez tombar;
Os Eucaliptos, aletrinas, jaqueiras,  altas castanheiras  que ao tombar   levaram o abrigo e o repouso das aves variadas, que alegres gorjeavam ao amanhecer e ao entardecer de volta como uma prece, achando que acordariam sempre no Parque da Cidade, tão prometido pelos políticos e com todas as suas árvores purificando o ar, lugar para passear; e enfeitando a cidade pintando com um lindo tons de verde, como existe em várias capitais os seus jardins botânicos!

Foi tudo um sonho que se tornou um pesadelo! Só arranhas céus  e  selva de pedras vai tomando lugar do verde que te quero verde,
Hoje tuas aves estão em árvores baixas, em estreitas avenidas com alta poluição sonora e o pássaro canoro não gorjeia como antes.

Que saudade daquele bate papo e de algumas paqueras dos velhos ricos  e jovens da nossa querida cidade;
Nos fins da tarde, na praça  Adami e Camacan; onde na Cinquentenária, hoje Avenida  Centenária,  se batia um papo rápido  para botar negócios em dia, e se ia tomar no café Pomar:  o cafezinho, ou , um gostoso sorvete no anoso Danúbio do Expedito;
Suas noites Itabuna eram tranquilas; Jantava-se no Estrela do Sul, na BR 101, com funcionamento de uma bela  boate. Na Maralina  a turma jovem dançava discoteca sem toque de violência; e bons filmes se via nos cinemas Plaza , Oasis e no Cine Itabuna.

Bons tempos Itabuna!  Bar muito frequentado na esquina do Marabá, na Praça do Banco do Brasil, famoso chão de Estrelas no Beira Rio, onde a alta sociedade fazia seu gostoso  bate papo, dançava, ria, e negócios faziam em nome do doce progresso.

Dia do seu aniversário era festejado com Garbo!
Sete de Setembro com desfile espetacular de fanfarras, presentes as dos colégios da Rede Municipal, o Imeam, e da rede Estadual, sem falar da presença das Fanfarras dos colégios de Ilhéus .  
Não vivíamos reféns  do medo; da falta de segurança, das perseguições políticas, da necessidade de puxar saco para se manter no seu emprego;
Salvação para ti Itabuna! Só do anjo que o Senhor enviar
Como enviou para Sodoma e Gomorra , para que todos e tudo não morram se houver homens justos.  Salve Deus o Criador; Só em vós está o poder de restaurar e recuperar  à natureza e Itabuna.
Mudando os corações dos homens que tem  poder nesta cidade;
Dando-lhes consciência para que com ciência  consigam reparar  o mal feito a ti.

Viva a cidade!
Viva os homens de bem!
Viva o verde!
Viva à Natureza!
Viva o progresso!
Viva seus amados filhos!

São José  padroeiro desta cidade
Una-se a nós  para pedir a Deus
Salvação para esta cidade
Levantar,
Sacudir a poeira
E  dar a volta por cima.

*Expedita Maciel Viana,
cearense,  recebeu o Titulo de cidadania Itabunense em Julho 2011.
Autora do Livro: “Vim, vi e venci”.


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sábado, 29 de outubro de 2016

ESPERANÇA - Wagner Albertsson

ESPERANÇA

SE EU PENSASSE
SÓ EM MIM,
O QUE SERIA DO OUTRO?
DE TANTO  TE AFOGAR
EM TI MESMO
ACABASTE PERDENDO
TEU SEMELHANTE.
POR QUE DEVO
ME INCOMODAR
COM A FOME DO OUTRO,
SE O MEU ESTÔMAGO ESTÁ CHEIO?
POR QUE SE INCOMODAR 
COM O SEM-TETO,
SE EU TENHO ONDE MORAR?
POR QUE ME INCOMODAR
COM O FRIO ALHEIO
SE TENHO AQUECEDOR?
SE DEUS SE IMPORTASSE 
SÓ COM ELE? O QUE SERIA DE NÓS?

WAGNER ALBERTSSON

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A ESCRITA INSULAR_ AÇORES, REGIÃO HOMENAGEADA PELA 62ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Casas na Ilha Terceira
A escrita insular
Região homenageada pela 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, o Arquipélago dos Açores guarda um passado e uma cultura cuja familiaridade aos porto-alegrenses transcende os livros de História.

Isolamento, melancolia e identidade. Questões de natureza pungente aproximam os povos gaúcho e açoriano. Região homenageada pela 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, o Arquipélago dos Açores guarda um passado e uma cultura cuja familiaridade aos porto-alegrenses transcende os livros de História e atinge o caráter mais subjetivo de um povo. Lá, como cá, há preocupação com a identidade coletiva e a forma como ela diferencia esse povo mais isolado daquele que habita o grande centro (o Sudeste brasileiro aqui, o continente europeu lá).
A melancolia provocada pela insularidade açoriana, sentimento próximo do distanciamento cultural dos gaúchos em relação ao país localizado ao Norte do Rio Mampituba, convida à reflexão sobre seu lugar no mundo. Essa perspectiva, aliada a um isolamento forçado — geográfico para açorianos, cultural para os gaúchos —, cria uma visão de mundo que será celebrada na 62ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Monte Brasil em Angra do Heroísmo
Oito escritores açorianos integram a programação especial do evento e apresentam para o público gaúcho as tradicionais e as novas questões da literatura açoriana. Nuno Costa Santos, Madalena San-Bento, Urbano Bettencourt, Joel Neto, Vasco Pereira da Costa, Eduíno de Jesus, Francisco Cota Fagundes e Paula de Sousa Lima trazem consigo, além das histórias de sujeitos que emigraram e partiram para o mundo, o vigor da literatura açoriana. Autores que situam a moderna escrita do arquipélago num lugar de dinamismo e contemporaneidade, compromissado com as questões do sujeito e da literatura atual.
Diferentes editoras da Região mostrarão, ainda, o melhor da literatura açoriana que inclui alguns dos mais importantes nomes da cultura portuguesa, como Antero de Quental, Vitorino Nemésio e Natália Correia, entre outros. E diferentes momentos musicais, de dança e mostras, que decorrerão ao longo dos dias, trarão à 62ª Feira do Livro de Porto Alegre um pouco mais de outras dimensões da rica cultura açoriana.

Ilhéu Maria Vaz em Ponta Delgada
Novo velho destino
O Brasil inexiste na perspectiva migratória do açoriano contemporâneo, embora sejam muitos os movimentos, oficiais ou não, de aproximação às comunidades açorianas existentes no Sul do nosso país. Há um esforço permanente de resgate da História da geração que partiu para povoar tanto o Rio Grande do Sul no século XVIII quanto muitas outras regiões em diferentes épocas.
Esse movimento repete-se agora, em 2016. Na bagagem, a comitiva de escritores traz consigo as impressões de um povo que olha para si e para o mundo e tenta redescobrir sua identidade diante das novas fronteiras contemporâneas. O instrumento dessa redescoberta é a escrita. Pela escrita, Porto Alegre e os Açores se aproximam, se reconhecem e resgatam um vínculo nascido no século XVIII. A 62ª Feira do Livro de Porto Alegre é o território desse novo povoamento. Bem-vindo, Açores.

Ilhéus das Cabras e Angra do Heroísmo.
Saiba mais: Região Autônoma dos Açores
É um arquipélago formado por nove ilhas vulcânicas de perímetros distintos (Corvo, Flores, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Terceira, São Miguel e Santa Maria) localizado no Atlântico Norte, entre 37º e 40º de latitude Norte e 25º e 31º de longitude Oeste — no meio do caminho entre o Velho e o Novo Mundo.
O governo descentralizado espalha-se por diferentes ilhas, tendo a sua sede na ilha de São Miguel, cidade de Ponta Delgada. A Assembleia Legislativa, com 57 deputados, situa-se na cidade da Horta, ilha do Faial, e a Diocese, com o Bispo das Ilhas dos Açores, tem a sua sede em Angra do Heroísmo, cidade patrimônio mundial, na ilha Terceira.
Oficialmente, o arquipélago foi descoberto em inícios do século XV e ainda nesse século começou a ser povoado por pequenos grupos de famílias provenientes de diferentes partes do Reino de Portugal, da Bretanha e Flandres, bem como, em menor número, de outros países europeus. Seus quase 250 mil habitantes desfrutam, hoje, de uma economia estável, um alto índice de desenvolvimento humano e de uma sociedade segura e igualitária. Os Açores são parte integrante também da União Europeia e a sua Autonomia Política e Legislativa celebra este ano o 40º aniversário da sua consagração na Constituição da República Portuguesa de 1976.
 
Fotos: visitazores.com e Governo dos Açores.


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

CONHEÇA A OBRA DO MESTRE HM. - Kleber Galveas

Conheça a obra do mestre HM.

Homero Massena fez sua última exposição em 1968. Não havia nenhuma galeria no Espírito Santo. Ela aconteceu na entrada do Carlos Gomes. O teatro estava caindo aos pedaços. Uma reforma completa foi iniciada logo após, e Massena foi convidado a pintar o teto. Ele tinha 84 anos, subiu escadas íngremes altíssimas e retocou o seu trabalho. Após serem fixadas as dezoito placas de compensado naval, que havia pintado em Jucutuquara.
Massena revolucionou nossa pintura. Até 1951, data da inauguração da Escola de Belas Artes do ES, preponderava aqui a escola da Irmã Tereza Monteiro Novaes, no Colégio do Carmo. Ela estudou pintura com Carlos Reis em Vitória e com acadêmicos famosos no Rio. Foi mestra dedicada por mais de meio século. Com suas discípulas produziu obras para culto das igrejas católicas, eventos cívicos e decoração de residências. Iniciou centenas de capixabas na pintura. Uma dessas foi minha mãe, de quem tenho dois óleos de 1938. A Escola do Carmo era de maneiristas: o desenho bem acabado e as figuras representadas com contornos bem definidos recebiam a cor como complemento. Faziam, na verdade, belíssimos desenhos coloridos.
Na escola do Massena a pintura se liberta. O desenho continua a ser feito com rigor de perspectiva, claro–escuro, com definição de espaços e equilíbrio. Perde a sua função de contorno e ganha importância como estrutura, orientando a cor aplicada com pinceladas soltas, tintas diluídas, criando veladuras ricas em matizes. É a pintura com suas tintas cozinhadas na paleta e texturas representando a natureza dos materiais, o movimento, a luminosidade local e a emoção. Tudo isso com fatura (resultado pictórico) original e extrema economia de materiais, até no tema. Sua sensibilidade e habilidade nos coloca em comunhão com a natureza capixaba.
Impressionista ciente das transformações provocadas pela luz na forma e na cor dos objetos, certo de que o branco puro e o preto inexistem na natureza e de que a linha do horizonte é abstração, Massena pesquisa ao ar livre, ganhando dimensão como antropofágico. Digerida a técnica que absorveu nos grandes centros, como Rio e Paris, ele foi capaz de criar um estilo próprio e inconfundível, representando nossa natureza com elegância. O artista perenizou trechos da nossa terra, nossa gente, nossos costumes, e nos emociona. 
Massena viveu de 1885 a 1974. Assistiu ao nascimento da República e ao homem pisar na lua. Acompanhou a evolução dos transportes, do cavalo para os carrões e aviões; o aparecimento do radio, TV... Viu a interação entre sua obra e a arquitetura moderna quando Juscelino quis uma tela sua, para inaugurar o gabinete da presidência, no Palácio do Planalto.
Nós, capixabas, depositários da pintura mais antiga exposta nas Américas (Convento da Penha) e da pintura mais antiga feita no Brasil (Reis Magos em Nova Almeida), passamos a ter, com Massena, a sétima escola oficial de Belas Artes no Brasil, hoje, CA da Ufes.
Rever a sua obra, na hora em que acontecem profundas transformações na paisagem e no estilo de vida dos capixabas, pode nos proporcionar reflexões muito interessantes, para ajudarmos a construir o futuro. 
No dia 30 de outubro de 2016, o Museu Atelier Homero Massena completa 30 anos com portas abertas. Você é bem-vindo.


Kleber Galvêas, pintor. Tel. (27) 3244 7115 www.galveas.com outubro, 2016

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REMINISCÊNCIAS – Oscar Benício dos Santos

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Reminiscências


Agradáveis ou más reminiscências
são rosas da existência colhidas:
Umas – alegres, exalando essências! 
Outras – murchas, de pétalas despidas!

Flores amanhadas e recolhidas:
Lúgubres – como da dor o lamento!
Ou vivas – rosas, dálias, margaridas!
Benfazejas, se nos servem d’alento.

Pinçadas do passado pro presente:
alegrias, amores, decepções...
Flores sutis do jardim da mente,

cultivadas nos invernos e verões
da vida passada e assim ausente,
do presente, das nossas sensações!
 

Oscar Benício Dos Santos
Salvador, 28/ 10/ 03


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