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sexta-feira, 1 de abril de 2022

A VOLTA DO FUTURO - Carlos Diegues


A eleição de Fernanda Montenegro para a ABL é uma vitória do Brasil que nós amamos.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) vive, desde sexta-feira passada, um momento novo e brilhante em sua história. Não somente na sua história particular, como também novo e brilhante na História contemporânea do país.

Sexta-feira, dia 25 de março, tomou posse como membro da Academia nossa grande Fernanda Montenegro, eleita para isso no final do ano passado.

Fernanda não representa apenas o que existe de melhor no teatro brasileiro, uma síntese excepcional da interpretação que um ser humano pode fazer de um outro ser humano, mas também a imagem de uma forma de pensar o Brasil e o mundo que nasceu com a sua geração de artistas e intelectuais. Antes, na minha juventude, dona Arlete me lembrava as melhores tradições de nosso teatro a caminho do cinema. Hoje, ela é a lembrança de tudo que aprendi a compreender e amar nesse país tão difícil e tantas vezes traído.

Não sei como e onde ela aprendeu esses sentimentos todos e essa cultura tão vasta e antiga de coisas que se tornaram nossos costumes porque seus amigos e amigas, sobretudo parceiras e parceiros, assim desejaram. Hoje, grande parte do que sabemos de onde viemos devemos certamente a Fernanda por tudo que ela nos mostrou nos palcos e depois nas telas de cinema.

Em 1973 fiz um filme contando as histórias de famílias de minha terra que meu avô me contava às gargalhadas. O personagem principal vinha da Europa e descobria comigo essa misteriosa cultura local, se atrelava de tal maneira a ela que acabava sem fôlego no varandão da Casa Grande. Como a famosa atriz não teve como vir dublar o filme no Brasil, foi Fernanda quem me socorreu, emprestando ao personagem sua voz tão cheia de significados de coisas que não eram ditas. Fernanda Montenegro tornou-se minha Joanna Francesa e sei que devo a ela grande parte do sucesso de estima desse filme. Fernanda soprava e sussurrava as verdades que Joanna ia descobrindo e assumia o que ela vinha assumindo.

Mas o que faz de Fernanda Montenegro uma enorme representante de tudo que amamos nesse país tão difícil de ser, nesse momento, amado, não sai necessariamente de suas lembranças do passado e de costumes que não eram seus. Sai do que ela aprendeu e agora nos ensina, confiando em que ainda vivemos numa sociedade que, por pior que pareça, será sempre repositório de esperanças que não se perdem. Porque a verdade não morre, mesmo que desfaleça em aparência e nos deixe meio perturbados com isso.

A eleição de Fernanda Montenegro para a ABL é uma vitória do Brasil que nós amamos e não queremos perder de vista. Com ela a nos chamar nossa atenção, isso não acontecerá nunca mais. Mas, por via das dúvidas, insistimos em contemplar dona Arlete e a farta família que formou com Claudio e Nanda, fazendo com que recuperemos nossa confiança num futuro que ainda podemos, se tivermos o mesmo caráter que eles, viver intensamente.

O poder exercido por em quem nunca confiamos, não pode ser mais poderoso e definitivo que o amor e a fé que temos em nossos verdadeiros heróis. Em mais alguns breves meses, estaremos acordando do pesadelo em que vivemos durante esses últimos anos, graças ao acaso de eleições desprezadas e desprezíveis. Aí poderemos novamente olhar para a frente, como sempre fizemos, porque lá estará nossa certeza de que é para ali que o Brasil, apesar de tudo, ruma. E lá estarão também e para sempre as mãos e um sorriso em que aprendemos a amar e a confiar, esse sim, como um de nossos guias. As mãos e o sorriso de Fernanda Montenegro.

O Globo, 28/03/2022

https://www.academia.org.br/artigos/volta-do-futuro

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Carlos Diegues - Décimo ocupante da Cadeira 7 da ABL, eleito em 30 de agosto de 2018 na sucessão do Acadêmico Nelson Pereira dos Santos e recebido pelo Acadêmico Geraldo Carneiro em 12 de abril de 2019.

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quinta-feira, 31 de março de 2022

BENTO XVI: “MORRER NA PÁSCOA É UM DOM DE DEUS”



Pierre-Philippe MARCOU | AFP

Francisco Vêneto - 

O Papa Emérito já fez diversos comentários serenos e repletos de esperança e paz a propósito da morte cristã

Morrer na Páscoa, para quem crê na Ressurreição de Cristo, é certamente um privilégio repleto de significado. Por ocasião do sexto aniversário de falecimento da Madre Angélica, fundadora da pioneira rede católica norte-americana de televisão EWTN, a agência de notícias ACI Digital, que pertence ao mesmo grupo, recordou uma inspiradora declaração do Papa Emérito Bento XVI a respeito da data em que a religiosa partiu deste mundo: o Domingo da Ressurreição de 2016, que recaiu no dia 27 de março. Ela tinha 92 anos e havia passado os últimos quinze às voltas com as difíceis sequelas de um derrame cerebral.

De acordo com um testemunho do secretário pessoal de Bento XVI, dom Georg Gänswein, o Papa Emérito afirmou, na época, que morrer em pleno Domingo de Páscoa “é um dom de Deus”. Em dezembro do mesmo ano, Bento afirmou a repórteres da rede que a Madre Angélica havia sido “uma grande mulher, muito corajosa”.

O próprio Bento XVI, ainda como pontífice reinante, havia concedido a ela, em 2009, a medalha “Pro Ecclesia et Pontifice”, a mais alta condecoração que os Papas podem outorgar a um religioso ou leigo na Igreja Católica.

Serenidade e paz perante a morte

Bento XVI já fez diversos comentários serenos e repletos de esperança e paz a propósito da morte cristã, que, afinal, é uma transição desta vida passageira para a vida plena em Deus na eternidade.

Em 7 de fevereiro de 2018, por exemplo, o Papa Emérito enviou uma carta ao jornal italiano Corriere della Sera confirmando a natural deterioração da sua saúde física e afirmando, com grande simplicidade, que já estava “em peregrinação a caminho de Casa”. Ele escreveu na ocasião:

“Só posso dizer que, na lenta diminuição das forças físicas, estou interiormente em peregrinação para Casa. Para mim, neste último trecho do caminho, às vezes um pouco esgotador, é uma grande graça estar rodeado de amor e bondade tamanhos que eu não poderia ter imaginado”.

Em outubro de 2021, ao saber da morte de um grande amigo sacerdote, o pe. Gerhard Winkler, Bento XVI escreveu uma carta aos padres da abadia de Wilhering, na Áustria, para lhes oferecer os seus pêsames. No texto, o Papa Emérito afirma:

“Ele chegou agora ao outro mundo, onde tenho a certeza de que muitos amigos já o aguardam. Espero me unir logo a eles”.

A serenidade diante do final da vida terrena é um sinal de fé. É a consciência de que a vida ilumina a morte e, portanto, a morte ilumina a vida. A morte, afinal, é apenas uma passagem.

 

https://pt.aleteia.org/2022/03/28/bento-xvi-morrer-na-pascoa-e-um-dom-de-deus/?utm_campaign=EM-PT-Newsletter-Daily-&utm_content=Newsletter&utm_medium=email&utm_source=sendinblue&utm_term=20220329

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AS ASNEIRAS DO GUEDES – Artur Azevedo

   


        Não é precisamente um conto o que hoje vou escrever.

           

            Voltou do seu passeio a São Paulo o Guedes – o Guedes sabem? – o maior asneirão que o sol cobre, aquele mesmo que respondeu aqui há tempos quando numa roda lhe perguntaram se tinha filhos:

            - Tenho uma filha já adúltera.

            - Adúltera?!

            - Sim, senhor, adúltera; vai fazer 17 anos.

            - Adulta quer o senhor dizer...

            - Ou isso. É uma boa menina; só tem um defeito: é muito luxuriosa.

            - Luxuriosa?!

            - Sim, senhor, luxuriosa: gosta muito de luxar.

            - Ah!

           - Mas lá está minha mulher para lhe dar bons conselhos... sim, porque minha mulher é muito sensual.

            - Sensual?!

            - Sim, senhor, sensual: tem muito bom senso.

                           ***

            Pois é como lhe digo: tive o prazer de encontrar ontem esse precioso Guedes, cujas asneiras, colecionadas, dariam um volume de trezentas páginas, ou mais.

            Eu estava num armarinho da rua do Ouvidor, onde entrara para cumprimentar a minha espirituosa amiga dona Henriqueta, que andava, como sempre, fazendo compras, enchendo-se de caixinhas e pequeninos embrulhos, adquiridos aqui e ali.

            O Guedes, mal me viu, correu a dar-me um abraço, dizendo:

            - Li no “O País” a notícia do seu aniversário...

            E recuando dois passos, tomou uma atitude solene, deixou cair as pálpebras, e acrescentou:

            - Faço votos para que você tenha um futuro tão brilhante como o que passou.

           Agradeci comovido essa manifestação de apreço envolvida num disparate, e apresentei o Guedes à minha espirituosa amiga dona Henriqueta, que mordia os lábios para não rir.

            - Apresento-lhe, minha senhora, o mais extraordinário reformador da língua portuguesa: o Guedes, o grande Guedes, que acaba de chegar de São Paulo, onde esteve a passeio.

            - Era tempo de fazer uma viagem! – explicou ele. – Foi a primeira vez que saí do Rio de Janeiro.

            - Eu também não saí ainda dessa cidade senão para ir uma vez a Petrópolis e duas a Niterói – disse dona Henriqueta.

            - Vejo então que a senhora é cortesã... – acudiu o Guedes curvando os lábios no mais amável dos seus sorrisos.

            - Cortesã?!

            - Cortesã, sim... filha da Corte...

            - Oh, Guedes! – observei baixinho. – Pois você não vê que está dizendo uma inconveniência?

            - Tem razão... Atualmente não se deve falar em Corte...

            E emendou:

            - Vejo então que a senhora é capitalista federalista

            Dona Henriqueta desta vez riu-se a perder. É provável que ao leitor não aconteça o mesmo. Paciência.

            - Ó Guedes! Vamos lá! Diga-me! Que impressões trouxe você de São Paulo?

            - Muito boas! Aquilo é uma grande terra!

            - Dizem que há lá muita sociabilidade.

            - Como?

            - Muita convivência...

            - Isso há... As famílias visitam-se... Os moços coabitam com as moças.

            - Ora essa!

            - Que entende você por “coabitar”?

            - É... é...

            - É uma indecência... uma inconveniência... uma coisa que não se diz!...

            O Guedes inflamou-se:

            - Está você muito enganado... “Coabitar” é...

            E voltando-se para um dos caixeiros do armarinho:

            - O senhor tem aí um dicionário que me empreste?

            - Pois não?

            E daí a dois minutos o Guedes tinha nas mãos os dois volumes do Aulete.

            - Muito bem! – disse eu. – Procure “coabitar”.

            Depois de folhear em vão o dicionário durante um ror de tempo, o teimoso exclamou:

            - Não dá! Não dá! Vejam...

            - Perdão: você está procurando com u: deve ser com o!

            - Tem razão. Tem razão...Onde estava eu com a cabeça?

            E o Guedes pôs-se de novo a folhear o Aulete.

            - Não dá! Também não dá com o! Veja: de coa para coação! Não dá com u nem com o!

            -  Valha-o Deus, Guedes, valha-o Deus! Você está procurando sem h? Dê cá o dicionário!

            E com um sorriso de triunfo mostrei ao Guedes a significação da palavra.

             - Olhe, leia: "Coabitar, habitar, viver conjuntamente”.

            - Mas isso...

            - Agora veja o que o Aulete acrescenta entre parênteses: “Diz-se particularmente de duas pessoas de diferente sexo”.

            - Perdão! – bradou Guedes furioso. – Perdão! Eu não disse particularmente, mas alto e bom som, e só não me ouviu que não me quis ouvir!

            E batendo com a mão espalmada sobre o balcão:

            - Eu não sou homem que diga as coisas particularmente!

 

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Artur Azevedo (Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo), jornalista e teatrólogo, nasceu em São Luís, MA, em 7 de julho de 1855, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de outubro de 1908. Figurou, ao lado do irmão Aluísio Azevedo, no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a cadeira nº 29, que tem como patrono Martins Pena.       

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quarta-feira, 30 de março de 2022

ORAÇÃO PARA APRESSAR O TRIUNFO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA



Tendo em vista a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, Dom Athanasius Schneider (bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão) compôs uma oração que aqui transcrevemos na tradução para o português feita pelo nosso colaborador Hélio Dias Viana.


Ó Imaculado Coração de Maria, Santa Mãe de Deus e nossa terna Mãe, olhai para a angústia em que vive toda a humanidade devido à propagação do materialismo, da impiedade e da perseguição à fé católica.

Em nossos dias, o Corpo Místico de Cristo está sangrando de tantas feridas causadas dentro da Igreja pela propagação impune de heresias, pela justificação dos pecados contra o Sexto Mandamento, pela busca do reino da terra em vez do reino dos céus, pelos horrendos sacrilégios contra a Santíssima Eucaristia, especialmente através da prática da Comunhão na mão e da forma protestante de celebração da Santa Missa.

Em meio a essas provações surgiu a luz da consagração da Rússia ao vosso Imaculado Coração, pelo Papa em união com os bispos do mundo. Em Fátima Vós pedistes a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados do mês. Implorai ao vosso Divino Filho que conceda uma graça especial ao Papa, para que aprove a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados.

Que Deus Todo-Poderoso apresse o tempo em que a Rússia se converta à unidade católica, a humanidade tenha um tempo de paz, e a Igreja receba uma renovação autêntica na pureza da fé católica, na sacralidade do culto divino e na santidade da vida cristã.

Ó Medianeira de todas as graças, ó Rainha do Santíssimo Rosário e nossa doce Mãe, voltai para nós os vossos olhos misericordiosos e atendei graciosamente esta nossa oração confiante.

Amém!

+ Athanasius Schneider

 

https://www.abim.inf.br/oracao-para-apressar-o-triunfo-do-imaculado-coracao-de-maria/

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terça-feira, 29 de março de 2022

DEPUTADOS BAIANOS OUTORGAM COMENDA 2 DE JULHO AO POETA E ESCRITOR CYRO DE MATTOS

 


A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou projeto de resolução da autoria do deputado Marcelinho Veiga (PSB) que concede a Comenda 2 de Julho ao poeta e escritor Cyro de Mattos, um dos ficcionistas e poetas mais importantes da literatura contemporânea, na Bahia e no Brasil.

Segundo o deputado Marcelinho Veiga, essa Comenda 2 de julho é mais do que merecida. “A história de Cyro de Mattos lhe respalda. Parabéns! São mais de 60 anos compromissados com as letras e a cultura”. Membro da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, ele é autor de 64 livros pessoais, de diversos gêneros, e além disso tem 15 livros publicados no exterior.

Entre os membros da Academia de Letras da Bahia que foram homenageados com a Comenda 2 de Julho figuram Luís Henrique, Cid Teixeira, João Carlos Salles, Mãe Stella de Oxóssi e Joaci Góes.


https://costadocacau.blog.br/deputados-baianos-outorgam-comenda-2-de-julho-ao-poeta/


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segunda-feira, 28 de março de 2022

MANOEL CARLOS DE ALMEIDA NETO TOMA POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



Mesa composta por Vercil Rodrigues (Academia de Letras Jurídicas), René Albagli (Ex-reitora da UESC), Jane Hilda (Secretária Geral), Pawlo Cidade (Presidente da ALI), Tenente Paulo (18º CSM) e Jacson Cupertino (Presidente da OAB/Ilhéus). 

Foto: José Nazal


 



          Autoridades civis, militares, política, amigos, familiares e acadêmicos da casa e das coirmãs Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) de Itabuna e da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), foram prestigiar a posse do mais novo imortal da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), Dr. Manoel Carlos de Almeida Neto, na sexta-feira, 25/3, às 19h na sede da instituição no Centro Histórico.

          O novo membro da “Casa de Abel”, ocupa Cadeira 39, antes pertencente a um dos fundadores da instituição, José Cândido de Carvalho Filho, que foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 


          
A prestigiada solenidade de posse foi presidida pelo acadêmico-presidente Pawlo Cidade (Cadeira 13) e a saudação ao novo membro da Academia de Letras de Ilhéus, ficou a cargo do acadêmico Edvaldo Brito (Cadeira 28), ex-professor de Direito de Manoel Carlos, que na oportunidade fez um breve escorço das Academias de letras, que têm por modelo a “Académie Francaise”, criada em 1635 por Armand-Jean Du Plessis, cardeal de Richelieu, apontando mudanças que ocorreram ao longo desse mais de quatrocentos anos de história. “As academias hoje não são apenas espaço ocupados por literatos, mais o lugar de variadas manifestações artísticas e culturais”.

            Em seu discurso, o agora imortal da ALI destacou o perfil pessoal e profissional do seu antecessor, José Cândido de Carvalho Filho, falecido em abril de 2019, e do patrono da Cadeira 39, o político e jurista baiano José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu.

 

O acadêmico

 


          Manoel Carlos de Almeida Neto é membro da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), onde ocupa a Cadeira 29, que tem como patrono o jurista Orlando Gomes, é também doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Advogado e vice-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB, o novo membro da ALI foi professor da Faculdade de Direito da USP (2020-2022) e da Faculdade de Direito da UESC (2005-2006), secretário-geral da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Obras lançadas

 

          Manoel Carlos é autor das obras “O novo controle de Constitucionalidade Municipal” (editora Forense), “Direito Eleitoral Regulador” (RT), “Juiz Constitucional” (RT), dentre outras. A posse na ALI coincide com o lançamento nacional da sua mais recente obra, “O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”, considerado pelo ex-presidente da República e membro da Academia Brasileira de Letras, José Sarney, um “trabalho insubstituível na literatura de nosso Direito Constitucional”. Sarney assina o prefácio do livro.

          O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, é outra personalidade a falar do livro. “Com rigor acadêmico e destacada originalidade, esta obra do professor Manoel Carlos de Almeida Neto, fruto de longa e proveitosa pesquisa de pós-doutorado na Faculdade de Direito da USP, revisita os últimos duzentos anos da história político-institucional do país para desvendar os fatores reais do poder que deram vida e decretaram a morte das distintas Constituições brasileiras, propiciando aos leitores uma reflexão sobre as raízes sociológicas determinantes da fragilidade de nossa democracia”, escreveu.

 




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