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domingo, 4 de dezembro de 2022

ENCONTRO DE ESCRITORES NA PENÍNSULA DE MARAÚ

 Mario de Lima, produtor do encontro


Debater o livro e a leitura tem se tornado uma prática comum na Bahia, colocando o estado de uma vez por todas na rota dos eventos nacionais literários. Sem fugir a esta tendência, o distrito de Barra Grande, na península de Maraú, na Bahia, se prepara para um encontro de escritores, ponto inicial da futura festa das letras no paraíso baiano. Nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, em Barra Grande, ocorrerá o primeiro Encontro de escritores que reunirá importantes nomes da literatura baiana. Confirmaram presença: Állex Leilla, João Filho, Wladimir Saldanha, Herculano Assis, Heitor Brasileiro, Pawlo Cidade, Gustavo Felicíssimo, Mario de Lima e Santiago Fontoura. Para Mario de Lima, um dos curadores do evento, "o livro é um farol fincado nos sonhos projetando luz e sabedoria sobre a realidade do leitor. Encontros e festas literárias possibilitam isso”.

O evento acontecerá no espaço multicultural Morada do Saber, em Barra Grande, e contará com oficinas de contos e poesia, feira de livros, show musicais e rodas de conversa com participação interativa da plateia do início ao fim do debate, diferente das mesas comuns de discussão em nesses encontros. Acompanhe a programação.

 

PROGRAMAÇÃO

DIA 8 DE DEZEMBRO (QUINTA)

18h — Palestra de abertura com o poeta João Filho.

Tema: A influência do modernismo na poesia brasileira contemporânea;

19h30 — Coquetel de abertura e recepção dos participantes com fala inspiradora de Mario de Lima, escritor e morador de Maraú, seguido do lançamento do seu novo livro: Será o Benedito? Cantos de liberdade no Vale do Cricaré.

20h — Apresentação musical com o Duo + um Samba

 

DIA 9 DE DEZEMBRO (SEXTA)

9h — Oficina de criação literária. Tema: HAICAI.

Duração: 3 horas.

Facilitador: Gustavo Felicíssimo, haijin e editor da Mondrongo;

18h — Debate com os poetas João Filho e Wladimir Saldanha

Tema: O novo underground estético na poesia

Seguido do lançamento dos novos livros dos autores

19h30 — Bate-papo com os escritores Állex Leilla e Pawlo Cidade.

Seguido do lançamento dos novos livros de ambos

DIA 10 DE DEZEMBRO (SÁBADO)

9h — Continuação da Oficina de criação literária e conclusão com a apresentação dos haicais produzidos durante a atividade; 

18h — Debate: O modernismo na poesia de Sosígenes Costa

Com Heitor Brasileiro Filho e Herculano Assis

19h30 — Sarau aberto com participação dos convidados e de toda a comunidade, incluindo recital com os haicais produzidos na oficina de criação literária;

20h30 — Encerramento.


Mais informações pela página do evento no Instagram @FliMaraú

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sexta-feira, 8 de julho de 2022

 

5ª Festa Literária de Ilhéus começa no 

próximo dia 13 com conferência de 

Viviane Mosé

 



Com o tema “Literatura e utopias do imaginário”, a 5ª edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) será realizada de 13 a 16 de julho, promovida pela Editus - Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) - e Academia de Letras de Ilhéus (ALI), com apoio da Ilhéus FM, Bahia FM Sul, TV Santa Cruz, Hotel La Dolce Vita, Secretaria Municipal de Cultura, Governo do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon e Secretaria de Esporte, Emprego e Renda; Cesol e patrocínio da Bahiagás. 

A FLI integra dois grandes eventos literários já consagrados na região: a Feira do Livro da UESC e o Festival Literário de Ilhéus (FLIOS).

A iniciativa é composta por atividades culturais, comercialização de livros, ações para o público infantil, workshops e rodas de conversas, e tem como objetivo valorizar a institucionalização da literatura universal sulbaiana, fomentar a leitura e a formação de novos escritores.

A abertura oficial acontecerá dia 13, às 19 horas, no Sindicato Rural, à Rua Eustáquio Bastos, no centro histórico de Ilhéus, quando ocorrerá a entrega do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia – comemorativo pelos 26 anos de criação da Editus - e conferência com a psicóloga e escritora Viviane Mosé

A Festa Literária de Ilhéus conta também com o apoio da Pró-reitoria de Extensão da Uesc (Proex) e do PROLER, e este ano homenageia ao professor, escritor e babalorixá Rui do Carmo Póvoas. A programação, no dia 14, conta com bate-papo sobre “A poesia modernista na contemporaneidade”, às 9 horas, também no Palácio Paranaguá, com a participação dos escritores Aleilton Fonseca, André Rosa, Cátia Hughes e Geraldo Lavigne.

Logo mais, às 14 horas, no mesmo local, nova mesa de bate-papo vai tematizar a obra de “Fernando Leite Mendes, um cronista esquecido”, com as presenças dos escritores Ivo Korytowski, Pawlo Cidade e Wilson Mendes. Em seguida, às 16 horas, a mesa reunirá as escritoras Elisa Oliveira, Kali Oliveira, Luh Oliveira e Neila Brasil, para debater sobre “A arte e a vez de escrever para crianças”. Às 18 horas, haverá lançamento coletivo de livros na Academia de Letras de Ilhéus.

Mais Programação – No dia 15, com atividades também no auditório do Sindicato Rural, a partir da 9 horas, o bate-papo será com Elis Matos, Iran Melo e Tales Pereira/ Tallýz Mann sobre o inquietante tema “Todas, todos e todes: uma questão de gênero e linguagem”. Às 14 horas, os professores e comunicólogos Edgard Abbehusen, Julianna Torezani e Rita Virginia Argollo, conversarão sobre “Redes sociais: entre a arte e o controle.”

Os poetas Fabrício Brandão, Jane Hilda Badaró, Maria Luiza Heine e Tcharly Briglia se reúnem à mesa, às 16 horas, para discutir sobre “Poesia, arte e internet”. Às 18 horas, acontecerá um sarau lítero-musical.

No último dia do evento, 16 de julho, às 10 horas, o bate-papo sobre o tema “Corpos dançantes: música, literatura e artivismo” contará com as presenças de Karen Ramos, Milena Magalhães e Thiago Soares. Às 15 horas, o sul-africano Mlungisi Mkhonza conversará com os professores Rodrigo Bomfim e Rodrigo Felha sobre “Favela, juventudes e narrativas do mundo”.

A programação terá continuidade às 17 horas, com o lançamento de livros da Editus. Em seguida, às 18 horas, a conferência de encerramento será com o escritor carioca Jeferson Tenório sobre “O avesso da pele”, vencedor do Prêmio Jabuti 2021. Depois, previsto para às 19h30min, será apresenta o show da artista Ligia Callaz, também no Palácio Paranaguá.

Workshops e Feira de Livros – A programação da 5ª Festa Literária de Ilhéus oferece também dois workshops gratuitos, que acontecem na Academia de Letras de Ilhéus. Um sobre o tema “A Arte da Escrita”, a ser ministrado pelo premiado escritor Ivo Korytowski, no dia 14, das 9 às 12 horas. E o segundo, no dia 15, nesse mesmo horário, sobre o tema “Transformando Ideias em Contos”, com a professora e escritora Neila Brasil.

Já no Museu do Cacau, ao lado do Sindicato Rural, haverá a tradicional Feira de Livros, com descontos de até 50%.

Para outras informações sobre o evento e seus participantes, além de inscrições para as atividades, acesse o site: https://doity.com.br/festaliterariadeilheus.

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segunda-feira, 28 de março de 2022

MANOEL CARLOS DE ALMEIDA NETO TOMA POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



Mesa composta por Vercil Rodrigues (Academia de Letras Jurídicas), René Albagli (Ex-reitora da UESC), Jane Hilda (Secretária Geral), Pawlo Cidade (Presidente da ALI), Tenente Paulo (18º CSM) e Jacson Cupertino (Presidente da OAB/Ilhéus). 

Foto: José Nazal


 



          Autoridades civis, militares, política, amigos, familiares e acadêmicos da casa e das coirmãs Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) de Itabuna e da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), foram prestigiar a posse do mais novo imortal da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), Dr. Manoel Carlos de Almeida Neto, na sexta-feira, 25/3, às 19h na sede da instituição no Centro Histórico.

          O novo membro da “Casa de Abel”, ocupa Cadeira 39, antes pertencente a um dos fundadores da instituição, José Cândido de Carvalho Filho, que foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 


          
A prestigiada solenidade de posse foi presidida pelo acadêmico-presidente Pawlo Cidade (Cadeira 13) e a saudação ao novo membro da Academia de Letras de Ilhéus, ficou a cargo do acadêmico Edvaldo Brito (Cadeira 28), ex-professor de Direito de Manoel Carlos, que na oportunidade fez um breve escorço das Academias de letras, que têm por modelo a “Académie Francaise”, criada em 1635 por Armand-Jean Du Plessis, cardeal de Richelieu, apontando mudanças que ocorreram ao longo desse mais de quatrocentos anos de história. “As academias hoje não são apenas espaço ocupados por literatos, mais o lugar de variadas manifestações artísticas e culturais”.

            Em seu discurso, o agora imortal da ALI destacou o perfil pessoal e profissional do seu antecessor, José Cândido de Carvalho Filho, falecido em abril de 2019, e do patrono da Cadeira 39, o político e jurista baiano José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu.

 

O acadêmico

 


          Manoel Carlos de Almeida Neto é membro da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), onde ocupa a Cadeira 29, que tem como patrono o jurista Orlando Gomes, é também doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Advogado e vice-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB, o novo membro da ALI foi professor da Faculdade de Direito da USP (2020-2022) e da Faculdade de Direito da UESC (2005-2006), secretário-geral da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Obras lançadas

 

          Manoel Carlos é autor das obras “O novo controle de Constitucionalidade Municipal” (editora Forense), “Direito Eleitoral Regulador” (RT), “Juiz Constitucional” (RT), dentre outras. A posse na ALI coincide com o lançamento nacional da sua mais recente obra, “O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”, considerado pelo ex-presidente da República e membro da Academia Brasileira de Letras, José Sarney, um “trabalho insubstituível na literatura de nosso Direito Constitucional”. Sarney assina o prefácio do livro.

          O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, é outra personalidade a falar do livro. “Com rigor acadêmico e destacada originalidade, esta obra do professor Manoel Carlos de Almeida Neto, fruto de longa e proveitosa pesquisa de pós-doutorado na Faculdade de Direito da USP, revisita os últimos duzentos anos da história político-institucional do país para desvendar os fatores reais do poder que deram vida e decretaram a morte das distintas Constituições brasileiras, propiciando aos leitores uma reflexão sobre as raízes sociológicas determinantes da fragilidade de nossa democracia”, escreveu.

 




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