A Academia Brasileira de Letras dá
continuidade ao seu Ciclo de Conferências do mês de novembro, intitulado Em
busca de novos horizontes: economia e disciplinas afins, com palestra do
economista Gustavo Franco. O tema escolhido é Economia e
Literatura. A coordenação é do Acadêmico e economista Edmar
Bacha. O evento será realizado no dia 21 de novembro, às 17h30, no
Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson, 203 – Castelo, Rio de
Janeiro. Entrada franca.
A Acadêmica e escritora Ana
Maria Machado é a coordenadora-geral dos Ciclos de Conferências de
2019.
Os Ciclos de Conferência, com
transmissão ao vivo pelo Portal da ABL, têm o patrocínio da Light.
Serão fornecidos certificados de
frequência.
A intitulação Em busca de
novos horizontes: economia e disciplinas afins, segundo o Acadêmico Edmar
Bacha, refere-se à relação da Economia com outras disciplinas, como
História, Literatura e Direito.
O Ciclo de Conferências Em
busca de novos horizontes: economia e disciplinas afins terá mais uma
palestra, na quinta-feira, dia 28/11, no mesmo local e horário, com a
conferencista Elena Landau, sobre o tema Economia e
Direito.
O Conferencista
Gustavo H. B. Franco está entre os
mais importantes e influentes economistas do país. Começou sua carreira no
setor público em maio de 1993, como Secretário Adjunto de Política Econômica
quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o Ministério da Fazenda.
Foi presidente do Banco Central
do Brasil e também diretor da Área Internacional do Banco Central entre 1993 e
1999. Teve participação central na formulação e operacionalização do Plano
Real, bem como nos debates associados à estabilização e às reformas que se
seguiram.
Depois de deixar o Banco Central,
fundou a Rio Bravo Investimentos, instituição líder em investimentos
alternativos no Brasil. Com cerca de R$ 13 bilhões sob gestão, a Rio Bravo está
associada, desde 2016, à Fosun, um dos mais destacados grupos privados
chineses.
Participa e participou de diversos
conselhos consultivos e de administração (empresas como NuBank, Banco Daycoval,
Pottencial Seguradora, Unik, BM&FBovespa, Via Varejo, Telemig entre
outras), é professor do Departamento de Economia da PUC-Rio (desde 1986) e
escreve regularmente para O Globo e O Estado de S.
Paulo.
Franco organizou diversos livros
sobre intersecções entre economia e literatura reunidos em uma coleção iniciada
em 2005 dos escritos de Machado de Assis,
Fernando Pessoa, Goethe e Shakespeare.
É bacharel (1979) e mestre (1982) em
economia pela PUC do Rio de Janeiro e PhD (1986) pela Universidade de Harvard.
Reproduzimos a seguir uma carta aberta que o Pe. David
Franscisquini — sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria, em Cardoso
Moreira (RJ) — enviou ao Dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos
Deputados.
* * *
Prezado Senhor Rodrigo Maia,
Permita-me fazer algumas apreciações e, ao mesmo tempo,
demonstrar minha indignação pela maneira como vem sendo conduzida a política
brasileira, de modo particular pelas duas casas legislativas, cuja Câmara dos
Deputados é presidida pelo senhor.
Como sacerdote no interior do Estado do Rio de Janeiro, no
meu contato direto com os paroquianos posso afirmar que as ponderações que
farei são compartilhadas por grande parte deles que anelam todo o bem que se
possa fazer por esse Brasil, nascido sob o signo da Cruz.
De um fato, estou seguro, a maioria absoluta da população
brasileira está desagradada e desaprova a maneira de os nossos deputados e
senadores conduzirem o processo de recuperação moral e institucional do País
desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro.
Pelo que tenho ouvido, a postura do Parlamento tem decepcionado
e muito o público brasileiro, que percebe a má vontade de seus representantes
em votar projetos originários do poder executivo, ora desfigurando-os, ora
desidratando-os, ora postergando as suas votações.
Desapontamento esse que não atinge apenas questões
econômicas, mas sobretudo àquilo que diz respeito à ordem moral e familiar.
Sendo a família a “célula mater” da sociedade, com ela esfacelada não
haverá ordenação harmônica, estável e duradoura possível na vida social.
Para o magistério tradicional da Igreja não se pode violar o
direito fundamental do ordenamento familiar, pois sem ele os desígnios mais
altos do bem-estar e a própria sobrevivência da sociedade estariam
comprometidos. E a essência familiar é constituída por um homem e uma mulher, e
isso foi determinado por Deus ao criá-los, dizendo: crescei e multiplicai-vos e
enchei toda Terra.
Foi uma
vitória quase miraculosa o povo brasileiro ter tirado do poder a esquerda que
há décadas vinha meticulosamente destruindo os valores morais de nossa
sociedade, não só pelo péssimo exemplo que davam, mas também por leis cada vez
mais permissivas, tornando-a frágil, degradada e sem qualquer perspectiva de
futuro.
Nos últimos anos do PT, tais desvios já vinham se
conformando em perseguição religiosa àqueles que por dever de consciência
religiosa reagissem contra a introdução de leis sobre homofobia, identidade de
gênero, aborto, equiparação do casamento monogâmico entre um homem e uma mulher
com as uniões de pessoas do mesmo sexo e adoção de crianças pelos mesmos.
Nesse contexto, foi criado um ambiente favorável ao vício, à
delinquência e à corrupção generalizada, que em contrapartida inibia a virtude,
a honra e a dignidade da grande maioria dos brasileiros. Com efeito, tudo
caminhava para o descalabro e para o caos. Infelizmente, o câncer que carcomia
a ordem não foi totalmente extirpado.
Suas metástases ainda seguem fazendo estragos não pequenos
nas duas Casas Legislativas, frustrando assim os mais nobres anseios da
sociedade. É dever dos governantes exercerem seu poder dentro dos parâmetros da
justiça à procura do bem-estar social. Isto, Sr. Deputado, é um princípio
universal e tem demonstrado que, quando bem cumprido, traz desenvolvimento, paz
e progresso moral e material para as nações.
Caso tal princípio não seja observado, ocorrerá exatamente o
contrário, só trará desgraças, atrasos e até convulsões sociais, como afirma
Santo Agostinho em sua obra “A Cidade de Deus”, quando as nações
violam a Lei de Deus, não existindo céu nem inferno para as mesmas, o prêmio ou
castigo será conquistado nesse mundo, como podemos constatar hoje na Venezuela!
Exemplos patéticos foram as ditaduras comunistas e nazistas
do século passado, e que ainda perduram neste tão conturbado início deste
milênio. Esperamos bem que nessa fase da vida pública brasileira, nossos
políticos — muitos deles imbuídos de ideologias ateias e comunistas — não
continuem nos conduzindo por essas vias tenebrosas. Estaremos atentos e
dispostos a cumprir nosso dever diante do Criador a fim de evitar tal desgraça
para nossa Pátria. Disso Vossa Excelência pode estar seguro, pois o povo
brasileiro já deu provas concretas de sua determinação e coragem.
Com efeito, os valores morais e civilizatórios advindos do
Cristianismo são as bases de uma sociedade sadia. Basta conhecer um pouco da
história da civilização ocidental para perceber o quanto a Igreja Católica
contribuiu para tirar as nações europeias do verdadeiro caos advindo com a
queda do Império Romano em meados do século V.
Ao longo dos séculos, os ensinamentos cristãos foram pouco a
pouco transformando os costumes e as leis pagãs, substituindo-as pelos sábios
ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Inúmeros frutos atestam a
transformação em todos os ramos e atuação do homem, tanto no campo intelectual,
quanto no espiritual, assim como na arte, nos costumes, nas leis, na política,
na vida familiar, que ninguém pode negar ou subestimar o valor histórico da
ação benfazeja da Igreja em todos os setores da vida do homem.
Ninguém tem o direito de destruir esta grande conquista da
humanidade, que foi a cristianização dos costumes e das leis, pois
retornaríamos ipso facto à barbárie. E o bom senso popular proclama
que é exatamente esse o desejo da esquerda para o Brasil, pelo papel de
relevância que o nosso País vem ocupando no concerto hodierno das nações. Ao
observar as discussões que ora vêm ocorrendo no Senado e na Câmara, pode-se
concluir que — infelizmente — nada de relevante vem sendo feito para a
construção de nosso futuro, pelo contrário, o boicote é total.
Volto a
afirmar que o fundamento da sociedade é a família. Ela só será bem constituída
se for nos moldes cristãos, ou seja, monogâmica e indissolúvel, que é direito
dos pais formarem seus filhos dentro da moralidade. Tudo o que fugir disso é
inaceitável e fatalmente, cedo ou tarde, nos conduzirá à ruína.
Atualmente são tantos os fatores de degradação que podem
colaborar para abalar a família, que é dever imperioso dos legisladores zelarem
pela sua fundamental proteção e defesa. Tenham certeza de que não é fazendo
concessões aos erros modernos que poderão salvá-la, na verdade, isso só a
enfraquecerá mais.
No
preâmbulo de nossa Constituição está dito que mesma foi promulgada sob a
proteção de Deus. Sendo assim, as leis devem ser conformes com a Sua santa
vontade. Caso contrário não proporcionarão a harmonia, a paz e o progresso
almejado por todos.
Apenas para
constar, mais uma observação. A mídia, pelo menos a grande imprensa escrita ou
televisiva está cada vez mais desacreditada, porque tem corroborado no sentido
de destruir os valores da civilização cristã em nossa sociedade. Felizmente a
população ordeira e laboriosa tem tido opções no acesso à informação idôneas e
de qualidade, sem o cunho político esquerdista e marxista que domina nas TVs
abertas, por meio das redes sociais, e isso foi uma conquista. O Brasil espera
que os nossos legisladores não queiram votar leis que possam cercear a
liberdade de expressão e o acesso à informação idônea e de qualidade.
Nascido sob
o signo da Cruz, o primeiro ato oficial do Brasil foi a celebração da Santa
Missa. Nascido cristão, assim deveremos nos manter numa nação soberana,
imponente e varonil. Pedimos a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida,
que vele pelo povo brasileiro, e ilumine os nossos governantes a fim de que
façam uma administração dentro dos valores morais e cristãos, assegurando para
esta grande nação e a este povo ordeiro, laborioso e pacífico um futuro de paz,
harmonia e autêntico progresso.
“Atordoados pelos resultados das urnas de 2016 e 2018,
sobrou para os derrotados, no sonho de um retorno ao poder, manter um retrato
negativo do país com fins eleitoreiros.”
14/11/19
Foto: Helvio
Ao final da Segunda Guerra, os generais de Hitler, certos da
derrota inevitável, poupavam o combalido ego do “führer” de novos dissabores.
Temerosos, peneiravam as más notícias que chegavam ao bunker, deixando o
ditador convenientemente iludido.
Na comédia “Adeus, Lênin”, uma velha senhora comunista entra
em coma e não presencia a derrubada do Muro de Berlim. Ao despertar, tempos
depois, a capital alemã já era outra. Com dó da mãe, seu filho esconde dela os
últimos acontecimentos, fazendo-a crer que Berlim Oriental continuava como
sempre: atrasada, feia e comunista.
Os discursos do ex-presidente assim que ele saiu da cadeia
fizeram-me lembrar ambas as histórias. Preso por mais de um ano, paparicado e
endeusado pela militância, Luiz Inácio colecionou elementos para criar uma
avaliação equivocada de si mesmo, de sua influência, de seu carisma e – o mais
grave – do Brasil que seguiu em frente.
Prisão não é fácil mesmo, embora a dele fosse cheia de
regalias. Certamente, todos que o visitavam enfeitavam as grades com elogios,
esperanças, exortações à “resistência”, recados carinhosos – tudo perfeitamente
compreensível, até por questões humanitárias. O problema é que, ao saírem, tais
visitantes deixavam o ex-presidente em uma companhia desonesta: a imagem
congelada de um passado recente. Atordoados pelos resultados das urnas de 2016
e 2018, sobrou para os derrotados, no sonho de um retorno ao poder, manter um
retrato negativo do país com fins eleitoreiros. No entanto, esqueceram-se de
que os responsáveis por tal desastre eram eles mesmos.
Assim, a esquerda continuará ofegante, soprando as brasas
indispensáveis ao calor costumeiro de seus discursos. Pergunta: quem ainda se
inflamará com isso, além dos de sempre? Pouco a pouco, novos ventos arejam a
vida do brasileiro. Surgem boas notícias; a maioria quase sempre ignorada pela
grande imprensa. Jornalista que não sou – mas apenas um cidadão que gosta de escrever
–, listei alguns indicadores interessantes.
A Caixa Econômica vai fechar o ano de 2019 com um lucro
maior que o dos bancos Bradesco e Itaú. As alíquotas de importação de 498 bens
de capital e 34 bens de informática e telecomunicações foram zeradas. A taxa de
crédito imobiliário se aproxima do nível menor da história. A construção civil
captou R$ 4,4 bilhões na Bolsa e prepara uma expansão marcante. Bilhões de
dólares do exterior virão para revolucionar nossa infraestrutura ferroviária.
A Embraer saiu do prejuízo e lucrou R$ 26 milhões no segundo
trimestre; a receita líquida cresceu 19%. Um site especializado mostra que o
Brasil registrou uma queda de 22% nas mortes violentas no primeiro semestre do
ano – e continua baixando. O INSS passou um pente-fino em benefícios suspeitos;
cancelou 254 mil deles e poupou R$ 4,37 bilhões na brincadeira.
Fábricas de caminhões e implementos agrícolas agora só
aceitam encomendas para entrega em 2021. Vem aí uma produção recorde de grãos –
previstos 245,8 milhões de toneladas, 3,9 milhões a mais em relação à safra
anterior. Estamos brilhando na produção de café, ovos e leite, este último com
destaque para Minas Gerais. Novos mercados internacionais se abrem.
Movimentos como o MST – aqueles que estripavam vacas prenhes
por motivos ideológicos – sumiram.
O Banco do Brasil anuncia lucro líquido de R$ 4,543 bilhões
no terceiro trimestre, uma alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano
passado. O famigerado risco país atingiu o menor nível desde 2013. Taxa Selic
nos 5%. Inflação controlada. Em consequência, o desemprego começa a cair;
devagar, mas vai.
Que bom, hein? Então, não contem nada disso pro Lula. É
sacanagem.
AUTOR
Fernando Fabbrini
Escreve todas as quinta-feiras no caderno Magazine, de O
Tempo
Imagem de Sta. Isabel na catedral de Fulda [Foto: Frederico
Viotti]
Em apenas 24 anos de vida, atingiu um auge de santidade,
tanto no trono quanto ao ser despojada dele. Um portento de caridade em meio a
contínuo sofrimento.Sua festa liturgia é celebrada no dia 17 de novembro.
“Parece que Deus deu ao mundo esta gloriosa princesa para
fazer ver até onde podem ir a força da humildade cristã e o amor à cruz, o
desapego das coisas da Terra, o espírito de pobreza na felicidade de um ilustre
nascimento, e o desejo de se despojar para revestir os pobres de Jesus Cristo”,
escreve um dos biógrafos da Santa.[1]
Santa Isabel nasceu em Presburgo (hoje Bratislava), no dia 7
de julho de 1207, numa família de santos. Era filha de André II, rei da
Hungria, ilustre por sua piedade e justiça, e de Gertrudes, filha do Duque da
Caríntia, da família dos Condes Andechs-Meran. Por sua mãe, Isabel era sobrinha
de Santa Edviges, duquesa da Silésia e da Polônia. Por seu irmão Bela IV,
grande e santo rei que sucedeu a seu pai no trono, foi tia de Santa Cunegundes,
que conservou a virgindade no casamento com Ladislau, rei da Polônia, e de
Santa Margarida da Hungria, que se santificou no claustro.
O segundo irmão de Isabel, Colomã, foi rei da Galícia e
príncipe da Rússia, e guardou continência perpétua com a bem-aventurada Salomé
da Polônia, sua esposa.[2] Por
fim, Santa Isabel da Hungria foi tia-avó de outra grande Santa, sua homônima,
rainha de Portugal e prima segunda de Santa Inês de Praga.
Sem dúvida, uma glória para a Idade Média a de possuir
tantos santos nos mais altos escalões da sociedade. Diz um de seus biógrafos que
Isabel “ainda não tinha três anos, e já dava sinais inequívocos de
santidade precoce. Seu coração e seu espírito se abriram para as verdades da
fé, ao mesmo tempo que aos sentimentos de caridade”.[3]
Na corte da Turíngia
Santa Isabel menina fiando para os pobres – Marianne Stokes,
1895. Coleção privada.
Em 1211, o landgrave Herman I,[4] duque
da Turíngia, príncipe de Hesse e da Saxônia e conde palatino, pediu ao rei da
Hungria a pequena Isabel em casamento para seu filho Luís. Em consequência,
seguindo os costumes da época, a menina foi enviada à Alemanha aos quatro anos
de idade, para ser educada com o futuro esposo, que tinha na ocasião 11 anos.
“A corte da Turíngia era, nesse período, famosa por sua
magnificência. Seu centro era o imponente castelo de Wartburg, esplendidamente
localizado num monte na floresta turíngia próximo de Eisenach, onde o landgrave
Herman vivia cercado de poetas e menestréis, de quem era generoso patrono. Não
obstante a turbulência, a vida puramente secular da corte e a pompa dos que a
cercavam, a pequena cresceu como criança muito religiosa, com evidente
inclinação para a prece e a piedosa observância de pequenos atos de
mortificação”.[5]
À medida que crescia, iam se acentuando em Isabel
inclinações piedosas. Não era raro ela parar durante os brinquedos em que se
entretinha com outras meninas nobres, para com elas irem visitar a capela ou
rezar alguma oração. Também gostava de as levar ao cemitério, onde lhes
dizia: “Lembrai-vos de que um dia nos veremos reduzidas a pó e a nada.
Estas pessoas que jazem aqui tiveram vida como nós, e agora estão mortas, como
nós estaremos também. Ajoelhai-vos, e dizei comigo: ‘Por vossa Paixão e Morte,
e pelas dores de vossa queridíssima Mãe Maria, livrai das penas essas pobres
almas, Senhor; e por vossas chagas sacratíssimas, salvai-nos’”.[6]
Isabel dava aos pobres tudo o que tinha, e ia à cozinha do
castelo à procura de alimentos que pudesse levar-lhes. Às vezes, para desgosto
dos que tinham sua tutela, dava mesmo parte de sua veste ou seu calçado.
“Por acaso te pesa demais a coroa?”
Castelo de Wartburg
A menina tinha somente nove anos, em 1216, quando morreu o
landgrave Herman, que tinha sido para ela um verdadeiro pai. Seu futuro esposo
era ainda muito jovem para governar, por isso a regência passou para a mãe
deste, a duquesa Sofia. Esta via com desprazer os crescentes atos de piedade da
sua futura nora.
Um dia, tendo ela levado sua filha Inês e Isabel à igreja,
na festa da Assunção, Isabel ajoelhou-se diante de um grande crucifixo, tirou
da cabeça a pequena coroa e prosternou-se profundamente. A duquesa
reagiu: “Que fazes? Uma jovem de tua estirpe deve manter-se erguida, e não
se lançar ao solo como as beatas. Por acaso te pesa demais a coroa?”. Desfeita
em prantos, a menina respondeu: “Não vos enfadeis, Senhora. Está aqui meu
Deus e meu rei, este doce e misericordioso Jesus, coroado de espinhos. E posso
estar diante dele coroada de pérolas?”.[7]
Todos, na corte, julgavam excessiva a piedade da jovem
princesa, menos o seu futuro esposo. Tudo faziam para desviar o amor que o
príncipe Luís lhe professava. Um dia, mostrando uma montanha aos seus
cortesãos, ele lhes disse: “Vedes essa montanha? Pois ainda que me désseis
uma quantidade de ouro maior, eu não consentiria jamais em apartar-me do
carinho de Isabel”.
Perfeito casal cristão
Igreja Santa Maria Madalena, Vendôme, França [Foto:
Frederico Viotti]
Ao ser celebrada a boda dos dois príncipes no castelo de
Wartburg, no ano de 1220, Luís tinha então 20 anos, e Isabel quase 14. Havia
uma afinidade de alma muito grande entre esposo e esposa. Luís apreciava a
virtude de Isabel, e Isabel a retidão e piedade do marido. “A um valor
legendário nos torneios e nos combates, Luís unia uma inocência inverossímil em
um cavaleiro rodeado de todos os prestígios do poder, do luxo e dos perigosos
azares de uma vida agitada”.[8] Por
isso o casamento foi muito feliz.
Muito conhecido é o milagre das rosas, pois todas as
biografias de Santa Isabel a narram, e o mesmo também ocorreu com Santa Isabel
de Portugal. Apesar de o marido ser muito compreensivo para com suas caridades,
uma vez Santa Isabel se viu em apuros. Tinha acabado de pegar em seu manto uma
boa quantidade de carne, ovos e outros alimentos, e dirigia-se à cidade para dar
aos pobres.
Nesse instante encontrou-se com o marido, que vinha da caça.
Este, vendo-a vergada sob o peso que carregava, perguntou-lhe o que trazia em
seu manto. Ela, olhando para o céu, abriu o manto, e nele estavam belíssimas
rosas encarnadas e brancas, sendo que estavam em pleno inverno. Diante do
milagre, o marido a tranquilizou e guardou consigo uma das rosas milagrosas.
A “paixão” de Santa Isabel
De sua união com Luís, Santa Isabel teve três filhos:
Hermano, nascido em 1222; Sofia, em 1224; e Gertrudes, em 1227.
Entretanto,
esse feliz matrimônio durou pouco. Em 1227, acolhendo à voz do Sumo Pontífice
que convocava uma quinta cruzada para reconquistar o Santo Sepulcro, Luís, como
verdadeiro príncipe cristão, alistou-se para acompanhar o imperador Frederico
II. Apesar de sua aflição, disse-lhe Isabel: “Não permita Deus que tu
fiques a meu lado contra sua adorável vontade, mas antes bem que Ele te conceda
a graça de fazer sempre e em tudo seu adorável beneplácito”.[9]
O valoroso príncipe morreu da peste em Otranto, antes de
chegar a Jerusalém. Apesar de não ter sido canonizado pela Igreja, a voz do
povo alemão o chama de santo, bem como à sua filha Gertrudes.
Após um
sentimento de violenta dor, Isabel dominou-se e aceitou submissa a vontade de
Deus. Começou então para ela o que poderíamos chamar de “sua paixão”. Conforme
narram quase todas as suas biografias correntes, seu cunhado, que deveria ser o
regente em razão da minoridade de seu filho de cinco anos, deu-lhe ordem de
sair do castelo, nada levando, a não ser os filhos. Isabel apenas
murmurou: “Levaram-me tudo, mas ainda tenho Deus”.
Todos os filhos eram ainda muito pequenos, tendo a última
filha apenas dois meses de idade. Eles acompanharam a mãe em sua desgraça. Na
cidade de Eisenach, palco constante de suas incontáveis caridades, as pessoas
não a quiseram receber, por receio de descontentar o regente. Finalmente, ela
encontrou acolhida num estábulo.
Os primeiros biógrafos de Santa Isabel narram mais um fato
que veio somar-se a tantas humilhações. Um dia ela atravessava um riacho muito
barrento, no qual haviam lançado algumas pedras para facilitar a passagem. Do
outro lado vinha uma velha megera, outrora muito ajudada pela santa. Em
‘retribuição’ aos antigos benefícios, a megera deu-lhe um empurrão, caindo
Isabel na lama. A agressora ainda acrescentou: “Não quiseste viver como
duquesa enquanto o eras. Agora que te vejo pobre e caída no barro, não serei eu
quem te levantará”.[10]
Foi nessas circunstâncias que uma tia de Isabel, Matilde,
abadessa de um mosteiro beneditino em Wurzburg, veio em seu socorro e a
encaminhou depois ao tio, Eckbert, bispo de Bamberg. Algum tempo depois, os
cavaleiros que tinham acompanhado o Duque da Turíngia à Cruzada voltaram,
trazendo o seu corpo. Corajosamente enfrentaram os príncipes, irmãos do duque
falecido, e exprobaram-lhes a crueldade praticada contra a viúva de seu próprio
irmão e contra seus sobrinhos. Os príncipes não resistiram às palavras dos
cavaleiros. Pediram perdão a Santa Isabel e a restauraram em seus bens e
propriedades. Graças a isso, seu filho foi declarado herdeiro, sob a tutela do
tio.
Na Ordem Terceira de São Francisco
Crânio de Santa Isabel
Santa
Isabel foi fortemente influenciada pela espiritualidade franciscana, cuja Ordem
surgiu naquela época. Por isso, na Sexta-feira Santa de 1228, foi recebida na
Ordem Terceira de São Francisco, no convento de Eisenach, juntamente com duas
de suas damas que dela não haviam querido se separar. Foram das primeiras
terciárias franciscanas na Alemanha.
A santa renunciou então ao mundo, e instalou-se numa humilde
casa em Marburg, que seria doravante o teatro de suas virtudes.
Suas duas
filhas foram encaminhadas para serem educadas num convento, conforme costume do
tempo, onde depois uma delas professou. A outra casou-se com o duque de
Brabante.
Santa Isabel tinha por confessor o Pe. Conrado de Marburg,
que foi depois inquisidor papal, muito austero para consigo e para com os
outros. Ele exigia de Isabel uma virtude perfeita. Retirou-lhe até mesmo as
damas que a vinham acompanhando, e pôs em seu lugar mulheres rudes e severas às
quais a santa deveria obedecer.
“Nesta época de sua vida, a santidade de Isabel
manifestou-se de forma extraordinária, e seu nome tornou-se famoso em todas as
montanhas da Alemanha. Dizia-se que São João Batista vinha lhe trazer
pessoalmente a Comunhão, e que inúmeras vezes ela foi visitada pelo próprio
Jesus Cristo e pela Virgem Maria, que a consolavam em seus sofrimentos. No
processo de canonização, uma de suas amigas declarou que a surpreendeu várias vezes
elevada no ar, a mais de um metro do chão, enquanto contemplava o Santíssimo
Sacramento, absorta em êxtase contemplativo”.[11]
Santa Isabel faleceu na noite de 19 de novembro de 1231, com
apenas 24 anos de idade, sendo canonizada em 1235, tal a sua fama de santidade.
Nesse ano foi exumado o seu corpo, perfeitamente incorrupto e exalando
delicioso perfume, trasladado depois para a magnífica igreja gótica que os
habitantes de Marburgo construíram em sua honra. Seu túmulo atraía tantos
peregrinos, que chegou a rivalizar com Santiago de Compostela.
A paixão post-mortem de Santa Isabel
Séculos mais tarde, no dia 18 de maio de 1539, o landgrave
Felipe de Hesse, descendente em linha direta de Santa Isabel, fez celebrar pela
primeira vez o culto protestante na própria igreja onde estavam seus restos
mortais. Depois desapareceu com a urna que continha os seus ossos. Em 1548,
tendo sido feito prisioneiro pelo imperador Carlos V, Felipe foi obrigado a
restituir à igreja de Santa Isabel suas relíquias, parte das quais já se haviam
difundido pela Europa.
Depois do protestantismo, no fim da II Guerra Mundial a
Turíngia caiu no comunismo. Finalmente, em 1990, com a reunificação da
Alemanha, tornou-se mais uma vez livre, mas grande parte de sua população tinha
se tornado ateia, como os dirigentes sem-Deus que a escravizaram durante perto
de 50 anos.
[1] Msr. Paul
Guérin, Les Petits Bollandistes, Sainte Elisabeth de Hongrie, Vies
des Saintes, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo XIII, p. 500.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do
Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas.
Jesus disse: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em
que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”.
Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E
qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?”
Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque
muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’.
Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não
fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será
logo o fim”.
E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo,
um país atacará outro país. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em
muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no
céu. Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e
perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados
diante de reis e governadores por causa do meu nome. Esta será a ocasião
em que testemunhareis a vossa fé.
Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a
própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos
inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos
próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós.
Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não
perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que
ireis ganhar a vida!”
“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará
pedra sobre pedra” (Lc 21,6)
Estamos chegando ao final de mais um tempo litúrgico (Tempo
Comum); fizemos uma longa “caminhada contemplativa”, tendo os olhos fixos em
Jesus e deixando-nos ensinar por Ele. Hoje, mais uma vez, ressoa forte em cada
um de nós, o apelo de Jesus: é preciso “sair dos próprios muros”, remover as
pedras que soterram a vida dentro de nós, derrubar as muralhas que cercam nosso
coração.
O contexto é a presença de Jesus no Templo de Jerusalém e a
admiração dos discípulos diante da grandeza e da beleza do edifício. No
entanto, Jerusalém e o Templo traíram sua missão e serão destruídos pois se
fecharam em suas fronteiras, em suas seguranças e não acolheram a transformação
interior que Jesus trouxera. Com toda a sua beleza e grandiosidade o Templo
carrega sinais de morte dentro de si. A destruição do santuário é para Jesus a
consequência do fechamento interior dos seus habitantes e da recusa em acolher
a novidade do Reino. Não só o Templo, mas as realidades que parecem intocáveis
e eternas devem cair para que seja possível a Nova Jerusalém, humana e
humanizadora.
Os grandes templos costumam ser muito solenes em suas estruturas
e em seus muros. Mas, tanta pedra, com frequência, impede que a vida circule
por ali; e também impedem que os de dentro deixem-se afetar pelo movimento da
vida que se faz visível nos lugares abertos.
A imagem de um Templo construído com enormes pedras e
rodeado de grandes muros é a expressão de uma religião petrificada, fria e sem
a marca da compaixão. Jesus, o verdadeiro Templo, desmascara toda religião que
se fundamenta em edifícios vistosos, em ritos suntuosos... É só aparência que
causa espanto, mas não se sustenta. Tudo o que se fundamenta na pura
exterioridade, cai por si mesmo.
Certamente, o Templo de Jerusalém era belo, imponente,
sagrado, não só por sua forma externa (grandes e pesadas pedras), senão por sua
função social. Para os judeus, o templo simbolizava e expressava a presença de
Deus, que habitava no meio do povo. Nesse sentido, aparecia como lugar
privilegiado de oração e purificação. O santuário de Deus garantia, com seu
edifício e liturgia expiatória, a ordem da terra; o Templo era a chave e o
sentido da estabilidade do mundo. Se falhasse o templo, o mundo perderia seu
sentido e os homens ficariam sem chão, sem união com Deus, sem garantias de
vida e sobrevivência.
Jesus vincula a chegada dos tempos finais à ruína e queda
desse Templo. Tudo o que parecia ser sólido e consistente sofrerá abalos e
cairá. Só assim poderá dar lugar ao verdadeiro santuário de Deus; só
assim poderá chegar a humanidade reconciliada, o templo de verdade, que
são os homens e mulheres como presença e transparência de Deus.
Para Jesus, a verdadeira imagem de Deus é o ser humano. Por
isso, Ele entrou em conflito com o Templo onde o judaísmo oficial havia
condensado (e fechado) a sacralidade e a presença de Deus. É nesse contexto que
Jesus afirma que “não ficará pedra sobre pedra”. E não diz por desespero, mas
com uma imensa esperança, pois somente a queda do Templo poderia abrir o
caminho para o Reino de Deus, que é a nova humanidade.
A destruição do Templo será o início de uma nova e mais alta
construção humana. Só ali, onde acaba um tipo de ordem fundado e centrado no
templo, pode chegar o Reino de Deus.
A expressão usada por Jesus – “não ficará pedra sobre pedra”
– desvela também nossa construção interior, muitas vezes sustentada sobre as
pedras do preconceito e da intolerância, rodeada de muros que excluem,
ambientes frios que alimentam a cultura da indiferença. Construção centrada na
mera aparência, que pode provocar assombro; no seu interior, vazio.
Deus não se deixa prender nos templos: “meu Pai é adorado em
espírito e verdade”. O verdadeiro Tempo é a vida; a verdadeira religião é
aquela que sustenta as relações, reconstrói os vínculos, acolhe e integra o
diferente. Templo vivo que humaniza e é espaço de humanização. Na vida, há uma
tendência sempre presente em todos nós: construir muros, elevar grossas
paredes...; exteriormente, parecem belíssimos, mas nos dificultam alimentar as
relações interpessoais. São os muros religiosos, políticos, raciais, sociais...
Temos demasiados muros e paredes que nos impedem viver a cultura do encontro.
São paredes que nos impedem ver a luz da verdade também presente nos outros;
paredes que nos atrofiam e não nos deixam sentir afetados pelos sinais que cada
dia Deus nos envia através dos acontecimentos da vida.
Corremos o risco de viver em mundos-bolha; podemos construir
nossa vida encapsulada em espaços feitos de hábito e segurança, convivendo com
pessoas semelhantes a nós e dentro de situações estáveis.
É difícil romper e sair do terreno conhecido, deixar o
convencional. Tudo parece conspirar para que nos mantenhamos dentro dos limites
politicamente corretos. Todos podemos terminar estabelecendo frontei-ras
vitais, sociais e religiosas impermeáveis ao diferente. Se isso acontece,
acabamos tendo perspectivas pequenas, visões atrofiadas e horizontes limitados,
ignorando um mundo amplo, complexo e cheio de surpresas. Muitas vezes “vemos” o
diferente, mas só como notícia, como o olhar do espectador que sabe das “coisas
que acontecem”, mas não sente e nem se compadece por elas.
Por isso, o maior perigo é buscar segurança numa patologia
religiosa: emoção petrificada, conceitos e pré-conceitos petrificados, imagem
de Deus petrificada, atitudes petrificadas, religião petrificada (legalismo,
moralismo, perfeccionismo...). Somos submetidos ao grande risco de ficarmos
imobilizados, emparedados em nosso corpo, murados em nossos pensamentos, em
nosso coração e em nosso espírito.
Um coração petrificado se expressa numa atitude de
intolerância e insensibilidade frente aos outros.
Normalmente, a petrificação interior é sempre recheada de
devocionismos externos, repetitivos, de moralismos estéreis... O legalismo
intransigente e inflexível desemboca no orgulho e na vaidade, levando a pessoa
a assumir o lugar de Deus, fazendo-se juiz dos outros. Cura d’Ars dizia
que “os santos têm o coração líquido”; ou seja, ser santo é ser flexível,
manso, não petrificado, sensível... O ser humano, na sua essência, é um ser
fluído. Resgatar em nós a “fluidez do ser” é reencontrar nosso ser em
movimento, nosso ser em marcha. O fluído está sempre em movimento.
Ao falar de fluidez pensamos na qualidade cristalina e
poderosa da água viva que brota do nosso “eu profundo”. Aceitar, com fluidez,
cada momento, é deixar nossa vida deslizar como um rio, acolhendo as surpresas
do percurso. Seremos mais fluídos, mais “líquidos”, à medida que substituirmos
o medo pela confiança, pela abertura, pela não-resistência, pela descontração,
pelo amor oblativo...; para vencer a rigidez devemos ter mais ternura e humor
em relação a nós mesmos e aos outros.
A rigidez só é boa na pedra, não no ser humano.
Texto bíblico: Lc 21,5-19
Na oração: É importante ir descobrindo em nossa vida
que a experiência de fé deve estar atravessada pelo serviço incondicional aos
outros; é assim que vamos sentindo a presença de Deus em nossa existência e é
assim que vamos construindo o verdadeiro Templo de Deus, que não se identifica
com edificações ostentosas, mas com a comunidade de seguidores(as) de Jesus,
inspirando-se na sua Palavra e no seu modo de viver.
- Situações de sua vida em que se sente “emparedado”,
“petrificado”, “rígido”..., atrofiando o fluir da vida.