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sábado, 17 de agosto de 2019

BOLSONARO, O TOSCO - Alberto Saraiva


Bolsonaro, o tosco
Alberto Saraiva

E não é que é verdade? O cara atropela as palavras, engole outras, passa por cima de algumas regras gramaticais, solta palavrões.

Mas vamos dar uma olhadinha nos seus antecessores, que ainda estão vivos:

SARNEY: Um intelectual. Membro da ABL. Escritor e poeta. O multimilionário "dono" do Maranhão. Deixou o país quebrado, após sucessivos e malsucedidos planos econômicos. E com uma inflação que, só no último mês do seu mandato (ampliado para 5 anos, sabe-se lá como) foi superior a 80%. Num mês!

COLLOR: Nascido em berço de ouro. Bom orador, teve educação de 1o. Mundo. Multilíngue. Foi impichado por corrupção. Indiciado em vários processos, teve bens apreendidos. Não está preso graças à leniência do STF.

FHC: Outro intelectual. Professor catedrático da USP. Professor visitante da Sorbonne. Ao cabo de seu segundo mandato (conseguido sabe-se lá como!) entregou a inflação sob controle, mas com o Brasil no FMI. Passou a faixa para Lula, seu velho companheiro de palanque e de ideias socializantes.

LULA: Um farsante, semianalfabeto, comia os plurais com a mesma gula com que devorava propinas, álcool e amantes, como nunca na história deste país. Levou 8 anos enganando, trapaceando, roubando. Está preso, condenado em 2a. Instância, em vias de ser condenado também no TRF-4 num outro processo. E com uma outra condenação na 13a. Vara de Curitiba. É réu em mais um monte, no Rio e em Brasília.

DILMA: A economista que não sabia nada de economia, a anta que não consegue construir uma frase com sujeito, verbo e complemento nos seus devidos lugares. Com a "expertise" de quebrar uma loja de 1,99, foi bem mais longe: quebrou um país inteiro. Foi impichada. E acaba de ter prisão preventiva requerida, mas ainda não deferida pela Justiça.

TEMER: A finesse em pessoa. Nunca elevou a voz. Nunca disse uma frase que não fosse rebuscada, com direito a mesóclises empoadas e gongóricas. Chefiou por décadas o MDB, um partido que saqueou o país também por décadas - e não por mera coincidência. Está em prisão domiciliar, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Aí Bolsonaro, menino pobre, estudante de Colégio Militar e Capitão reformado, sucede a essa súcia de letrados e iletrados, espertos e corruptos, carreiristas e punguistas (e até ex-terrorista!), quebra todas as regras sujas de se fazer política e é trucidado por ser tosco com as palavras? Por não ser politicamente correto? Por falar o que pensa, sem rodeios? Por corajosamente dar nome aos bois? Por enfrentar sem medo a mídia que o massacrou na campanha? E que continua massacrando um presidente legitimamente eleito?

Como deputado, estava no Congresso quando todos esses presidentes exerceram o poder roubando, ou aliciando partidos e deputados com ministérios, cargos e até dinheiro vivo, o Mensalão que o diga. O Petrolão também.

Mas ele nunca se deixou contaminar. Era uma voz isolada no Plenário e nas Comissões. E desprezado pelos colegas de tantas legislaturas, que nunca davam as assinaturas necessárias para que seus projetos andassem na Casa.

Quando conseguia as assinaturas, seus projetos eram engavetados pelos presidentes da Câmara - e muitos deles foram processados e/ou foram (ou estão) presos - como Ibsen Pinheiro, Severino Cavalcanti, João Paulo Cunha, Michel Temer, Eduardo Cunha.

Ele sobreviveu incólume àquele antro!

Bolsonaro é uma total e absoluta exceção à regra de como se faz política no Brasil. Um alienígena completo. Que se elegeu sem partido importante, sem dinheiro, sem a mídia, sem as corporações, sem nada além de seu discurso conservador, que reverberou nas redes sociais por quem viu nele - com toda a razão - um político que iria fazer diferente de quem o antecedeu. E ele está fazendo.

Tem a sutileza de um rinoceronte? Sim. Tem a coragem dos destemidos? Também sim. Tem os cacoetes das raposas da política? Definitivamente não. E ainda bem que não, dados os exemplos acima.

Ele não é, nem nunca foi um Rolls Royce. Está mais pra um tanque de guerra, daqueles que passam por qualquer terreno para abrir caminho para a Infantaria, que vem atrás. E a Infantaria (desarmada) somos nós, o povo.

Para Bolsonaro, todo mato é caminho. Selva! E ele vai (vamos) chegar lá. Não interessa se o homem é um tosco, ante o quanto é verdadeiro. E comprovadamente honesto.

O resto é choro de corruptos, mimimi de contrariados e o coro de mal informados pela mídia, que não engole o fato que um presidente se elegeu à sua revelia.

Alberto Saraiva, sem esquecer que o tanque andou de Rolls Royce na posse, para desespero de quem achou que ele ficaria no caminho, derrotado. Ou morto.


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Alberto Saraiva:

Nascido em 06 de junho de 1953 em VelosaCelorico da BeiraPortugal,] veio para o Brasil com os pais com menos de um ano de idade. Foi criado em Santo Antônio da Platina, interior do Paraná, e com 17 anos foi para a capital paulista com o objetivo de cursar medicina.

Assumiu uma pequena padaria da família no Brás, bairro de São Paulo, quando o seu pai foi assassinado num assalto ao estabelecimento. Entre seus estudos e o trabalho no comércio da família montou em 1988 um restaurante especializado em comida árabe chamado Habib's na Rua Cerro Corá, bairro da Lapa.

Este restaurante transformou-se numa rede de lojas próprias e franqueadas, espalhadas pelo Brasil, e António Saraiva é presidente, além do Habib's, da rede Ragazzo, da Arabian Bread (pães), da Ice Lips (sorvetes), da Promilat (laticínios), e da Vox Line (call center).

Obras
Alberto Saraiva, 25 Verbos para construir sua vida. Editora Planeta do Brasil, 2016.
Alberto Saraiva - Os mandamentos da lucratividade. Editora: Campus, 2004

 (Wikipédia)

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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

CUIDADO COM OS CAROLAS! – Marcos Luiz Garcia


16 de agosto de 2019
Marcos Luiz Garcia


         Após participarem de uma épica caravana que percorreu durante o mês de julho boa parte da Amazônia legal, os quase 50 jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira retornaram às suas respectivas sedes em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador e São Paulo.

         Suas fisionomias expressavam grande alegria pelo êxito do empreendimento, apesar de alguns percalços, facilmente superados graças ao ânimo forte que os move. Cerca de 20 mil pessoas subscreveram suas listas em defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia. As assinaturas serão encaminhadas ao Sínodo que se reunirá no próximo mês de outubro em Roma e que tem como um dos objetivos transformar a região amazônica em uma área independente do Brasil e dos demais países aos quais ela pertence.

        Assim, a nossa campanha [foto ao lado] desmascara o plano em gestação e expõe as verdadeiras intenções do Sínodo da Amazônia.

         Anteriormente à caravana, uma dupla do Instituto recolheu várias entrevistas de índios, brancos e outros brasileiros indignados com a terrível perspectiva da perda de tão preciosa parte do nosso País.

         Furioso com a campanha, o Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, emitiu uma declaração para ser lida em todas as igrejas sob sua jurisdição incitando os católicos a não aderirem ao nosso abaixo assinado.

         Conversando com três dirigentes da caravana, eles disseram que a declaração de Dom Roque não surtiu qualquer efeito, nem mesmo por ocasião da segunda campanha que fizeram em Porto Velho, de regresso do Peru; o povo assinou normalmente, como se nada tivesse acontecido.

         Ora, antigamente as coisas eram diferentes. O que o clero dizia era lei. Essa mudança no público merece toda a atenção, pois algo novo está acontecendo.

       Lembro-me de que no ano de 1982 — precisamente no dia 14 de dezembro — a “Folha de S. Paulo” publicou um excelente artigo de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira [foto ao lado] intitulado “Cuidado com os pacatos”. O artigo advertia as esquerdas para o avanço açodado do esquerdismo no Brasil, com a recente eleição para importantes postos do governo de elementos empenhados na comunistização do Brasil.

         Tal avanço era impulsionado por cinco poderes. Além dos três poderes clássicos do governo, havia um quarto poder, representado pela grande mídia, e um quinto, representado pela esquerda católica, ou seja, pelo clero de esquerda.

         O artigo previa que, a continuarem as coisas assim, futuramente haveria uma virada pela indignação do brasileiro atingido em sua pacatez, estado psicológico ao qual nosso povo é mais afeito.

         Evidentemente a esquerda não deu importância às advertências de Dr. Plinio e continuou a comprimir o Brasil com uma crescente comunistização do País.

         Qual o efeito? Está aí. Em dado momento os brasileiros deram um “basta” e ocorreu a virada direitista mais forte de nossa história. Estamos vendo as consequências: de PT, PSDB, PC do B. PSOL etc., o povo nem quer ouvir falar. O mesmo acontece com a grande mídia, sobretudo a Rede Globo.

         Os pacatos viraram a mesa…

         Ora, a bandeira da ecologia esquerdista, empunhada pela estrutura da Igreja, está sendo socada a ferro e a fogo pelo clero da esquerda como se este não tivesse outra opção para sair de seu fracasso total. Por temor desse fracasso e visando criar uma “mística” que atraia o povo católico, os bispos decidiram criar artificialmente um “mártir” para ser o Padroeiro de sua manobra.

         Além disso, estão usando as mesmas táticas do passado, o mesmo teor de teologia da libertação, a mesma argumentação com que propulsionaram a esquerdização petista, para fazer “os fiéis” engolir sua nova doutrina comuno-panteísta.

         Ora, em pelo menos um ponto os promotores dessa manobra estão completamente enganados. O povo católico, apesar de estar diminuído por culpa da mesma esquerda católica, já não tributa ao clero a mesma adesão irrestrita de antigamente. A própria modernização da Igreja com a consequente descaracterização do clero está destruindo a antiga aura dourada que o envolvia e o levava a ser aceito sem restrições.

         Hoje o católico, embora pacato, analisa mais, julga mais, e se cala. Cala-se até o dia em que uma pequena gota fizer a taça da indignação transbordar. O clero de esquerda não está mais imune neste ponto.

         Prevalecendo-me do artigo de Dr. Plinio, gostaria de dirigir uma palavra aos Srs. Bispos do Sínodo e Padres de esquerda:

         — Cuidado com os carolas! Pois a carolice que lhes foi útil em tempos passados já não os favorecerá na hora de uma reação indignada nos dias de hoje! Os carolas estão ficando fartos de serem enganados!



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ITABUNA CENTENÁRIA, UM POEMA: Sara - Antonio Nunes de Souza

Sara
Antonio Nunes de Souza

 
Essa mulher é a saudade sentida
É a dor de uma longa partida
É o sentimento de uma trágica morte.
Essa mulher é um espinhoso caminho
É o sofrimento de um pássaro sem ninho
É a sina de um homem sem sorte.

Essa mulher é um desprazer constante
É o retrato de um ríspido semblante
É a expectativa do juízo final.
Essa mulher é a própria insensibilidade
É a junção de toda maldade
É a imagem que se imagina do mal.

Porém, essa mulher tem um misterioso encanto
E quando a sós ela tira seu manto
Torna-se o desejado pecado da sedução.
Essa mulher de dia me atormenta
Mas, a noite me acalenta
E me ama com muita paixão!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A ASSUNÇÃO: PRÊMIO PELOS SOFRIMENTOS DA CO-REDENÇÃO


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Ligue o vídeo abaixo:


Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.


Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da dEle, se desse diante do olhar humano.

Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos céus.

Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo esperando a Ascensão para irem se assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Ali só os anjos estavam lá.

Então Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus.

E enquanto Redentor nosso, Ele abriu o caminho dos Céus para os homens.

Também era preciso que Ele, que sofreu todas as humilhações, tivesse todas as glorificações.

E glória maior e mais evidente não pode haver do que o subir aos Céus.

Porque significa ser elevado por cima de todas as coisas da terra e unir-se com Deus Pai transcendendo esse mundo onde nós estamos para se unir eternamente com Deus no Céu Empíreo.

Jesus Cristo quis que Nossa Senhora tivesse a mesma forma de glória.

Assim como Ela tinha participado como ninguém do mistério da Cruz, que Ela participasse também da glorificação dEle.

A glorificação dEla se deu sendo levada aos céus.

Foi uma assunção e não uma ascensão. A ascensão foi a de Nosso Senhor ao céu por Sua própria força e poder.
 


A coroação no Céu foi a culminação da Assunção. 
Fra Angelico  (1395 – 1455). Galeria degli Uffizi, Florença

A assunção não é igual. Nossa Senhora não subiu ao Céu por um poder próprio, mas pelo ministério dos anjos. Ela foi carregada aos céus pelos Anjos.

Foi a grande glorificação dEla nesta terra, prelúdio da glorificação dEla no Céu.

No momento em que Ela entrou ao Céu, Ela foi coroada como Filha dileta do Padre Eterno, como Mãe admirável do Verbo Encarnado e como Esposa fidelíssima do Divino Espírito Santo.

Nós devemos conceber a Assunção como um fenômeno gloriosíssimo.

Infelizmente, os pintores da Renascença para cá não souberam descrever a glória que cercou este espetáculo.

Quando se quer glorificar alguém, todo mundo se põe nos seus melhores trajes, na casa se exibem os melhores objetos, se ornamenta com flores, tudo aquilo que há de mais nobre é exibido para glorificar a pessoa a quem se quer homenagear.

Esta regra da ordem natural das coisas é seguida também no Céu. Então é claro que o maior brilho da natureza angélica, o fulgor mais estupendo da glória de Deus deve ter aparecido no momento em que Nossa Senhora subiu ao Céu.

Muitas vezes na história a presença dos anjos se faz sentir de um modo imponderável, embora não seja uma revelação deles.

Mas nesta ocasião, deveriam estar rutilantíssimos, num esplendor invulgar.

É natural também que o sol tenha brilhado de um modo magnífico, que o céu tenha ficado com cores variadas refletindo a glória de Deus como numa verdadeira sinfonia.



Assunção, igreja de São Cipriano, Londres 

É natural que as almas das pessoas que estavam na terra tenham sentido essa glória de um modo extraordinário, a verdadeira manifestação do esplendor de Deus em Nossa Senhora.

Nenhum dos esplendores da natureza podia se comparar com o esplendor pessoal de Nossa Senhora subindo ao Céu.

À medida que Ela ia subindo, como num verdadeiro monte Tabor, a glória interior dEla ia transparecendo aos olhos dos homens.

O Antigo Testamento diz dEla: omnis glória eius filia regis ab intus ((Ps 44, 10) – toda a glória da filha do rei lhe vem de dentro.

Com certeza essa glória interna dEla se manifestou do modo mais estupendo quando, já no alto de sua trajetória celeste, Ela olhou uma última vez para os homens, antes de deixar definitivamente esse vale de lágrimas e ingressar na glória de Deus.

Foi o fato mais esplendorosamente glorioso da história depois da Ascensão de Nosso Senhor.

Comparável apenas com o dia do Juízo Final em que Nosso Senhor Jesus Cristo virá em grande pompa e majestade para julgar os vivos e os mortos.

Junto com Ele, toda reluzente da glória dEle, aparecerá também Nossa Senhora. Nós devemos considerar aí a impressão que tiveram os apóstolos e os discípulos quando A viram subir ao Céu.

A tradição narra que o apóstolo São Tomé duvidou da Ascensão. Por isso foi convidado por Nosso Senhor a meter a mão na chaga sagrada do flanco dEle.

Ele recebeu a Pentecostes e ficou confirmado em graça e um grande santo.

Mas conta uma tradição venerável que, porque ele duvidou da Ascensão, na hora da morte e da Assunção de Nossa Senhora ele não estava presente.

Quando chegou Nossa Senhora já estava a certa distância da terra.

E ali vemos a índole de Nossa Senhora super materna, incomparável. Quando

Foi um castigo pungente e merecido por uma culpa tão reparada. Então, conta-se que Ela sorrindo, concedeu uma graça a ele que não concedeu a nenhum outro:

Ela desatou o seu cinto e de lá de cima fez cair o cinto sobre ele, que ele recebeu – não como um perdão, porque ele já estava perdoado – mas como uma suprema graça, que era uma relíquia dEla atirada para ele do mais alto dos céus.



Assunção, col. UTS, manuscrito MS49

Assim faz Nossa Senhora quando tem algo a perdoar a algum filho muito dileto.

Ela pune às vezes, porque às vezes Ela nem sequer pune, mas Ela o faz com um sorriso tão bondoso, de um perdão tão completo e de uma graça tão grande que São Tomé poderia mostrar esse presente dizendo: “o felix culpa, ó culpa feliz! Eu tive a desgraça de duvidar de meu Salvador, mas em compensação eu tive a felicidade de receber esta relíquia direta e celeste de minha Mãe Santíssima”.

O último favor dEla, a amenidade mais extrema, a bondade mais suave Ela deu exatamente a São Tomé.

Isto nos deve encorajar.

Não há nenhum de nós que não tenha falhas, não tenha algum perdão a pedir.

Nós devemos pedir a Nossa Senhora na festa da Assunção que Ela olhe para nossas falhas, e nos dê um perdão.

Se nós chegarmos atrasados, que Ela nos dê o favor especial, particularmente rico e suave, de maneira tal que quando os acontecimentos anunciados por Nossa Senhora em Fátima nós estejamos prontos.

Em Fátima durante no milagre do sol, esse se manifestou de um modo tão esplêndido, num espetáculo de terribilidade.

Na Assunção de Nossa Senhora poderemos ir nos preparando para os grandes momentos previstos em Fátima com a certeza de que Ela nos sorrirá com a super maternidade com que tratou a São Tomé.
(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra de 10.8.1968, sem conferição do autor)

Vídeo: 



O mesmo ato da assunção, completo, em 2013

Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

https://revculturalfamilia.blogspot.com/2019/08/a-assuncao-premio-pelos-sofrimentos-da.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ValoresInegociveisRespeitoVidaFamliaEReligio+%28Valores+inegoci%C3%A1veis%29

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O FANTASMA DE ESPERANÇA - Antônio Baracho


O Fantasma da Esperança 
Antônio Baracho


Não lhe chamarei apenas de Estadista, 
porque ele ao sol se assemelha.

Sua presença difundiu luz,
Clareando o Brasil,
que emergia na escuridão.
Luz de mistura com a esperança, 
Divina esperança 
que a todos embeveceu.

E a sua voz, que afugentava as tiranias, 
tinha, ao mesmo tempo, 
o poder de congregar ideais, 
alentando as nossas angústias, 
indicando tempos bonançosos que nos aguardam... 
E era doce ouvir-lhe a voz de pássaro canoro. 
Pássaro do porvir!

Pássaro da Esperança!
Engolfando-se na escuridão da noite,
O astro desapareceu,
fisicamente sumiu-se.
Mas, esse raio de sol permanece 
juntamente com a sua voz, 
que é a própria voz do Brasil.

Por isso, 
o símbolo da nossa pátria 
eternamente verde-amarelo, 
permanecerá para todo o sempre 
Impregnado da lembrança 
de Tancredo Neves!


ANTONIO BARACHO – Poeta, psicólogo.
Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL, 
ocupante da cadeira nº 11.
Tel. (73) 99102-7937 / 98801-1224

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

AS FOBIAS E OS COMPLEXOS DE INFERIORIDADE


           
Todos nós conhecemos as manifestações do medo, ainda que alguns sejam mais hábeis que outros na arte de ocultá-las. Quando as possibilidades de perigo se apresentam repentinamente no campo consciente, o sangue parece retirar-se do cérebro. Inicia-se de repente a transpiração; debilitam-se os joelhos; não se pode quase pensar e há no estômago uma sensação de vazio, de agonia, como se se houvesse recebido um golpe no plexo solar e perdido a respiração. Mesmo passado o pânico, a mente embargada pelo temor, não pode pensar em outra coisa; e as lembranças associadas com o susto passado giram de forma intolerável ao redor do indivíduo, a ponto de levá-los as bordas da loucura.

            Um destes ataques de medo, em que a emoção fica desenfreada, por assim dizer, e a razão não consegue recobrar o domínio, pode ser na meninice o ponto de partida de uma fobia que nos acossará por toda a vida. O escritor Carlos Hanson Towne descreveu uma vez como se iniciou nele, quando era já adulto, uma espantosa claustrofobia que o perseguiu por muitos anos. Parece que enquanto percorria um cárcere em missão da imprensa, o carcereiro lhe perguntou se não gostaria de provar por um momento o que significa estar encerrado numa cela. A ideia não o encantava muito, porém era difícil negar-se ao proposto, e entrou numa das celas cuja porta estava aberta e dava para um corredor no qual se encontrava. Apenas entrou e viu como a porta se trancava automaticamente, sentiu-se presa de uma angústia indescritível. Imaginou uma quantidade de coisas. O que sucederia se irrompesse um incêndio? E se seus companheiros se afastassem dali e se esquecessem de livrá-lo? Alguma coisa parecia aferrar-se em sua garganta ao pensar nas horas e anos que os sentenciados deviam passar ali sem esperança de sair; e tão intolerável se lhe tornou a angústia, que irrompeu num grito: “Por favor abram a porta!” E durante os poucos segundos que se passaram até que lhe abrissem a porta ele se sentiu quase fora de si de medo e angústia.

            “Durante muitos dias depois disto - conta ele mesmo - obcecou-me este trágico sentimento. Não podia esquecê-lo. Enquanto andava por uma avenida, a pleno Sol, recordava essa odiosa prisão, em que se apinhavam os seres humanos como animais. Nunca me sentira bem ao ter que passar por túneis ou subterrâneos; mas nunca me havia sentido excessivamente nervoso quando entrava neles. Desde aquela ocasião, fui sentindo medo crescente. Comecei a ter medo dos elevadores ... e preferia subir dezenas de degraus a usar o elevador, nos grandes edifícios. O que havia sido temor vago se tornou em medo aterrador. Sentia que era algo insensato, falta de varonilidade, isso de se deixar vencer pela cobardia, mas se aceleravam as batidas de meu coração cada vez que procurava esquecer meus nervos torturados”.

Persistência de uma fobia

            A prova Suprema foi-lhe uma viagem entre a Suíça e a Itália, na qual teve que atravessar o Simplon, pelo túnel mais longo do mundo, cujo percurso durava, então, cerca de três horas. Ao deter-se o trem e entre os lugares de parada regular, creu perder a razão. Com o tempo e a reflexão, chegou, entretanto, a dominar sua fobia. No relato de como o conseguiu é que está o valor de seu artigo.

            De fato, não nos interessa tanto saber o de que sofre a pessoa atacada de claustrofobia, ou de qualquer outra fobia, pois é muito longa a lista destes temores desarrazoados, que podem afetar pessoas inteligentes e preparadas noutros sentidos. Napoleão, por exemplo, tinha horror aos gatos (ailurofobia). Há quem tenha medo dos espaços abertos (agrofobia). Outros não podem ver sangue (hematofobia). Outros ainda temem as alturas (acrofobia). Há também a triakaidecafobia, o temor ao número treze, a cardiofobia, ou temor das enfermidades do coração, etc. Mas o que nos interessa é curar-nos dessas fobias se algumas delas temos.

            Segundo a explicação que nos dão os psicólogos, a causa de uma fobia deve buscar-se sempre no inconsciente. Num caso de claustrofobia, houve alguma vez na vida, com mais frequência na primeira infância, algum susto, sucesso ou pensamentos que criaram complexo relativo ao dano que pode sofrer a pessoa ao estar encarcerada em espaço exíguo. O trauma psíquico (ou dano sofrido na mente) pode haver sido esquecido, e, entretanto, o incidente que ocasionou o transtorno emotivo se aplica a outros tipos de prisão em outros lugares fechados.

            É algo de que se devem lembrar os pais ou aqueles que têm a seu cargo crianças que podem necessitar de disciplina. Às vezes prendem-nas numa despensa ou em quartos escuros, coisa que nunca deveria ser feita. Pode ser isto o começo de uma claustrofobia que se estenderá aos elevadores, submarinos, ou qualquer outro lugar de estreito confinamento. Mas, por que, entre certo número de pessoas que receberam igual trato, uns adquirem fobia e outros não? Os psicólogos o atribuem ao fato de que, nas primeiras, existe o sentimento de culpabilidade. Consideravam que mereciam castigo, e conservaram o sentimento de culpa, ou talvez por outros motivos, de maneira que se infligem inconscientemente um castigo com sua fobia.

           
Marcelo I. Fayard
(A CHAVE DA FELICIDADE E A SAÚDE MENTAL 
4ª Edição)

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ACADÊMICO E CINEASTA CARLOS DIEGUES É O TERCEIRO PALESTRANTE DO CICLO DE CONFERÊNCIAS “O QUE FALTA AO BRASIL?”


Um dos grandes nomes do cinema brasileiro, o Acadêmico e cineasta Carlos Diegues faz a terceira palestra do Ciclo de Conferências O que falta ao Brasil? na Academia Brasileira de Letras (ABL). O tema será O amor pelo que somos, sob a coordenação da Acadêmica e escritora Rosiska Darcy de Oliveira. O evento está programado para o dia 15 de agosto, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Os Ciclos de Conferências, com transmissão ao vivo pelo Portal da ABL, têm o patrocínio da Light.

Serão fornecidos certificados de frequência.

O Ciclo terá mais duas conferências no mês de agosto, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Porque ficamos para trás, com o Acadêmico e economista Edmar Bacha no dia 22, e Um futuro pior que o passado? Reflexões na antevéspera do bicentenário da Independência, com o diplomata Rubens Ricupero no dia 29.

O Acadêmico

Carlos Diegues é um dos grandes nomes do cinema brasileiro. Sua filmografia consegue o raro feito de ser, ao mesmo tempo, popular e de empenho artístico, reflexivo e de encantamento. Iniciou sua carreira cinematográfica nos anos 60 e foi um dos fundadores do movimento Cinema Novo ao lado de Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, dentre outros.

Nos anos 70 inaugura um período de grande popularidade do cinema brasileiro com o seu “Xica da Silva”, ainda hoje um dos mais cultuados filmes brasileiros. No início dos anos 80 dirige “Bye Bye Brasil”, conhecido e consagrado no mundo inteiro.

Seus filmes foram lançados comercialmente em quase todos os países, participaram e receberam diversos prêmios nos mais importantes festivais internacionais de cinema, incluindo Cannes, Veneza, Berlim, e outros, o que tornou Carlos Diegues um dos cineastas latino-americanos mais conhecidos e respeitados no mundo.


Leitura complementar
A Biblioteca Rodolfo Garcia disponibiliza seu acervo para pequisa e leitura de obras relacionadas ao tema desta conferência, como "Viva o povo brasileiro e João Ubaldo Ribeiro : antologia", "Cacá Diegues acredita na democracia cultural" e "A modernidade no Brasil : conciliação ou ruptura?".
Para consultar mais materiais como os citados, acesse o link abaixo e visite os "Levantamentos bibliográficos" realizados para este evento.



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