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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

GOSTO DE GENTE... – Elires Sartori


Gosto de gente... 


Gosto de gente com a cabeça no lugar... de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade. Gosto de gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema.

Gosto de gente que se emociona com uma canção suave, um bom filme,  um bom livro, um gesto de carinho, um abraço de afago. Gente que ama  e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais, admira paisagens , poeira e escuta.

Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências... Gente que tem tempo para dar espaços  para as emoções  dentro de si, emoções que fluem  naturalmente  de dentro do seu ser. Gente que gosta de fazer coisas que gosta, sem fugir dos compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes  que sejam.

Gente que colhe, orienta e se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto. Gosto de gente  de coração desarmado, sem ódio  e preconceitos baratos, com muito amor dentro de si.

Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, Apanha  e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentora suas lágrimas e sofrimentos. Gosto muito de gente assim... e desconfio  que é desse tipo de gente que DEUS também gosta.

Elires Sartori

 "Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail..com

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O DIABO E A CARNE - Marco Lucchesi


O diabo e a carne  


Não posso dissociar Carlos Heitor Cony de meu antigo professor do Salesianos, em Niterói, José Inaldo Alonso. Foi este quem me levou ao romance “Pilatos”, fascinado pelo estranho rumor de suas palavras.

Colegas de seminário, Carlos Heitor e José Inaldo não chegaram a padres. E, no entanto, nenhum deles perdeu a visão do mundo como liturgia, cujo centro era Roma. Munidos de adágios latinos, foram bater às portas da Suma teológica, para adoção da dialética tomista. Guardaram ambos a visão técnica e elegância do conceito, mas logo se tornaram agostinianos. Leram O diabo de Papini e Os grandes cemitérios sob a lua, de Bernanos, pintaram quadros e tiveram filhos.

Carlos Heitor Cony fez parte de uma constelação inicial que incluía um traço de diversidade que abarcava tanto a vocação plural de Alceu Amoroso Lima quanto as memórias poéticas de Antonio Carlos Villaça, os romances de Lúcio Cardoso e de Otavio de Farias, os poemas de Murilo Mendes e Jorge de Lima.

Cony criou um mundo literário singular. Homem de ampla cultura, nunca se desligou do presente, do Brasil e do mundo. Quase memória é um de seus livros mais reconhecidos, redesenhou a figura do pai na literatura brasileira e trouxe Cony de volta para uma nova geração de leitores, como quem renasce de um longo silêncio.

E houve ainda O piano e a orquestra. Daí em diante sua obra não saiu de meu campo visual. Admirava o fato de navegar rio acima, contra a corrente, jamais prisioneiro de um lugar, de uma voz, de uma tendência. Espírito rebelde, sempre a ler o mundo a contrapelo. Uma espécie de Papini moderno, com a sua dialética sem concessão, estilo que correspondia a uma atitude complexa diante da modernidade, liquida ou gasosa, à qual aderia com método, ou dela se afastava, com uma leve polêmica de fundo neotomista.

Gostava de ópera e amava as igrejas de Roma, que conhecia em detalhes. Antepunha Lima Barreto a Machado de Assis, os charutos cubanos aos toscanos. Preferia Caravaggio a Guido Reni, Michelangelo a Bernini.  A pincelada mais densa, o corte mais profundo. 

Seu pensamento era um contraste irrequieto, fruto de escolhas excludentes. Um mosqueteiro pronto ao ataque, entre o diabo e a carne.
  
O Brasil foi a sua razão dominante e possuía uma forma toda sua de ler a história recente. Mesmo que nem sempre concordássemos, era impossível não ler seus artigos, não se sentir desafiado pela inteligência de suas posições. Um duelo importante no campo das ideias, justo quando o país se mostra cada vez mais deserto de ideias.
  
Cony gostava de “Os Bruzundangas”, de Lima Barreto, esse país estranho e paralelo ao nosso, íntimo e remoto, misto de rascunho e loucura.  Esse modelo negativo de país é um espantalho que obriga a repensar nossos caminhos. Um momento de intensa crise.

Nesse estranho interregno, sua obra guarda o brilho de um mundo aberto e inacabado.

O Globo, 07/02/2018


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Marco Lucchesi - Sétimo ocupante da cadeira nº 15 da ABL, eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Pe. Fernando Bastos de Ávila , foi recebido em 20 de maio de 2011 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha. Foi eleito Presidente da ABL para o exercício de 2018.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ROSA DE SHARON


Rosa de Sharon

Há uma passagem na Bíblia onde Deus nos compara as Rosas de Saron. para entendermos essa analogia, temos a seguinte explicação:

Saron era uma terra de difícil sobrevivência, uma terra no deserto, árida e muito quente.

Mas Saron tinha a terra ideal para produzir as rosas mais perfumadas que já se viu na terra, onde apenas uma pétala chegaria a produzir uma grande quantidade do mais valioso perfume.

Essas flores possuíam um valor tão alto que os cultivadores na época de floradas costumavam colocar guardas armados para guardar seus cultivos.

As Rosas de Saron são flores cultivadas em terras difíceis, debaixo de um forte sol escaldante, em meio a terreno pedregoso, cheio de espinhos, onde a água é difícil de encontrar, e os predadores são muitos, pois ela é uma flor muito apreciada.

Meditando na comparação de Deus e as rosas de Saron assim somos nós para Deus, flores cultivadas no meio das provas, das dificuldades, das angústias, testados no fogo ardente, humilhados pelos que poderiam nos amar, perseguidos por aqueles que não amam a Deus, e não reconhecem em nós a beleza das flores e seu perfume.

E, quando começamos a exalar nosso perfume, muitos tentam roubar nosso dom, nossa linguagem, nossa virtude, a alegria de servir a Deus e a confiança de que venceremos, colocando em nós tristezas que até chegam a muitas das vezes nos afastar do jardim de Deus.

Mas assim como os cultivadores das rosas de Saron colocam guardas armados, Deus também coloca seus anjos armados com espadas de fogo como guardas dos seus fiéis, pois aqueles que exala perfume são perseguidos pelo adversário, mas são guardados por Deus.

O perfume do cristão é o seu testemunho, seu temor, sua obediência, a capacidade de suportar as provas sem murmurar, é um doce perfume, e ter em si o dom maior, o amor é o mais caro perfume que temos, e por essa razão Deus comparará aqueles que tem essas características as rosas de Saron.

Somos as flores que produzem o mais valioso perfume: A glória,  obediência, o temor, a consagração, a reverência e toda honra que é dada a um único Deus que fez o céu a terra e tudo quanto neles há!
Perfume esse que o próprio inferno se levanta para tentar roubar.

Mas nada pode te tocar ROSA DE SARON, porque a teu respeito foi dada a ordem aos anjos para te guardarem em todos os teus caminhos.         

VOCÊ É ESSA ROSA!

(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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O FESTIVAL PÔR DO SOL PROMETE AGITAR AS TARDES DE DOMINGO EM ITABUNA


Depois de algum tempo sem produzir eventos em Tabocas, a Associação Cultural Amigos do Teatro - ACATE, volta a cena cultural da cidade prometendo agitar a avenida Beira Rio, tendo como pano de fundo o pôr do Sol às margens do Cachoeira e também o mais novo cartão postal da cidade que é a Passarela da histórica Ilha do Jegue.

Com uma proposta de unificar, socializar e difundir as diversas modalidades artísticas e culturais do imenso celeiro que é a cultura de Itabuna, a ACATE traz uma proposta que não é novidade, pois os festivais não competitivos se espalham por todas as regiões do país, mas são de fundamental importância para divulgação de artistas emergentes e consolidação dos já consagrados numa troca de experiências frenéticas que é semelhante às grandes festas literárias ou festivais de MPB, gastronômico dentre outros.

Segundo Ari Rodrigues, idealizador da ação, a primeira edição do Festival Pôr do Sol é um projeto piloto que se emplacar, movimentará o cenário artístico cultural desta cidade. Rap, Forró e Rock, Literatura, Gastronomia, Contação de histórias, Poesias, Lançamentos de Livros, Artesanatos e muito mais é o que promete a organização do evento. “Como não temos patrocínio, contamos com nossos parceiros, que viabilizaram a realização deste evento” ressalta a presidente da ACATE Eva Lima que chega recentemente de uma jornada por dez cidades do interior realizando um projeto de sua autoria contemplado pelo FAZCULTURA.

A programação começará a partir das 16hs. com as seguintes atrações:
Aulão de Zumba com o Studio S Dance
Contação de histórias com o projeto Letras que Voam da FICC
Apresentação do Raaper Mano Sabota
Apresentação do Coral – Vocal Orion
Número de dança Malandros com Aldenor Garcia
Número de Tango com o grupo Conectango
Show com a Banda Cangaceiros do Forró
Show com a Banda Caput Rock

Esta é a programação que vai acontecer no palco. Paralelo a isso, vão estar acontecendo lançamentos de livros no stand da editora Mondrongo, visitação e também lançamentos de livros no stand da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL, contação de histórias e brincadeiras infantis no stand do projeto Letras Que voam, Chá de tortas doces e salgadas no stand do Instituto Luz do Novo Mundo e bebidas e comidas nas diversas barracas além de chocolates artesanais que estarão a venda também na praça.
A expectativa é que a segunda edição do projeto aconteça ainda neste semestre.

SERVIÇO
O que? Projeto Festival Pôr do Sol
Onde? Avenida Firmino Alves, em frente ao Módulo Center
Dia e hora? Dia 4 de Março das 16 às 22h.

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OS APELIDOS ENTRAM EM CAMPO - Cyro de Mattos


Os apelidos entram em campo

          
         O humor acontecia no Campo da Desportiva e entrava para o anedotário com os apelidos dos jogadores. Balaco, Galeão, Puruca, Pedra, Tuta, Zé Prego, Sapateiro, Tenente Cotó, Ruído, Pipio,  Jeguinho, Lubião, Bacamarte e Mil e Quinhentos. No  tempo da Associação, São Cristóvão, Grêmio, Itabuna e Janízaros,  primeiros anos do Campo da Desportiva, os apelidos soavam como fantasia ou um sinal de identificação de inteira verdade.

          Apareceram tempos depois jogadores com o apelido de Camamu,   Mão-de-Tripa, Porroló. Galalau, Pantaleão, Nonô Piquete. Carrapeta,   Gajé. Chicletes,  Mundeco, Bita.  Pintado Alfaiate, Ferrugem  e  Diaço.  Dois jogadores tiveram o apelido  de Jeguinho em épocas diferentes. Eram  parentes, tio e sobrinho, jogaram no Janízaros como  zagueiro central.  Bacamarte também foi o apelido de dois zagueiros. Um  jogou na Associação, o outro no Flamengo de Paulo Ribeiro. Eram defensores vigorosos.  O chute violento de cada um deles  explodia como um tiro de bacamarte.
 
        O  apelido era tirado do sobrenome do jogador.  Carpóforo, Mangabeira, Barros, Marinho e Wense, que de vez em quando aparecia no jornal escrito como Vence. Fazia alusão a um bicho. Caxinguelê, Peba e Macaquinho. Bacurau, atacante, gostava de marcar gol no fim do segundo tempo, as sombras do entardecer  começando  a dificultar a visão da bola.

       Às vezes,  a expressão composta de nome e apelido formava o chamamento inusitado.  Eliezer Melgaço, Orlando Anabizu, Ronaldo Chiranha, Edson Gasolina, Alberto Pastor, Valdemir Chicão. Ou consistia em um composto sonoro, com  entonação agradável de ser pronunciada.  Carlos Riela, Fernando Riela, Plínio Assis.  Alguns apelidos revelavam que o seu dono era um jogador de recursos técnicos e possuía um futebol de alto nível. Doutor Clóvis, Professor Juca, Mestre  Delicado.

         Havia Tombinho e Tombinha. O primeiro jogou na Associação, ponta-direita,  de estatura pequena,  o corpo redondo tombava a todo instante, era só o marcador disputar a jogada com o ombro ou encostar nele, mesmo de leve.   Tombinha jogava para o time, não aparecia durante o decorrer da partida. Poucas eram as pessoas que o conheciam quando se falava em  Manoel Marques. Se você falasse em Tombinha, as façanhas do jogador mais catimbeiro que atuou  no Campo da Desportiva eram lembradas por jogadores e desportistas.
  
         Corria no jogo  apelidos com o nome de mulher. Odete e Vanda. Do último se sabe que a alcunha veio da infância. O menino tinha os cabelos grandes e usava trança, a mãe achava-o parecido com uma menina, daí  ter dado ao filho o apelido de Vanda. De tanto os irmãos chamá-lo  pelo apelido, pegou feito visgo.   Também o craque Santinho trouxe o apelido da infância.  Familiares que viam o menino dormindo  diziam que “ele parece um santinho.”

              Uns aludiam a peixe. Piaba,  Peixe-Louro. Outros lembravam um bicho. Caxinguelê. Gato Preto, Aranha, Macaquinho, Ratinho. E ainda outros davam a entender que o jogador tinha outra nacionalidade. Sírio, Sueco, China, Gringo, Americano, Paraguaio.  Para não se falar do apelido indicando que ali no dono  estava  um jogador igual a um corredor nato. Velocidade, Carlito Agonia. Chegavam a ser reverenciados pelos seus admiradores como os filhos do vento, tanto eles corriam. O apelido de Zé Pretinho e Louro revelavam a cor do distinto jogador,  claro.

            Pelé-Cotó. Brezegue, Dinho do Roque, Rocha.  Zezé, Zezeco, Zelinho. Balancê da Mata, Mateirinho, Sami.  Boca-Rica. Charuto,  Barril, Tertu. Lau, Leto, Lua. Caxanga,  Pedrinha, Roliço. Raminho, Bento, Perivaldo. Deti, Bira, Quinho. Neguinho, Maninho, João Som, Gel, Coroinha.

             Qual desses era o melhor, o mais ou menos  e o pior? O artista e o mais eficiente? No começo, meio ou fim de carreira? Qualquer atividade humana é feita com gradações como resultado de quem a exercita. É assim também com o futebol,  um jogo coletivo no qual cabem diversos protagonistas. Nesse esporte, a individualidade  surge com o coletivo. Não importa o apelido, haverá sempre os que se sobressaem,  os que rendem pela eficiência e os que ficam no anonimato.

               Vevé,  Zeferino,  Colatino,  Madeira. Manchinha,  Caticuri, Vivi, Zezito Agonia. Marão, Tindola,  Zoinho,  Mudo.  Noca, David Pintado,  Nocha.   Macarrão, Roseno,   Daú.  Nenzinho,   Jonga,  Beca. Neném, Pinga,  Zé Neguinha,  Nininho.  Abissínia,  Bié.   Mamão.   Justo,  Bel,  Wilson Longo.  Zequinha  Carmo,   Zé Moleque,  Zé Reis. Patuca,   Mágoa, Chico.

             Cada um com a sua classe, seu esforço, sua graça. Levava o torcedor ao pequeno e prazeroso Campo  da Desportiva  para aplaudir, vaiar ou sorrir,  do primeiro ao último minuto do jogo.
     
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Cyro de Mattos – é baiano de Itabuna. Escritor e poeta, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Sul da Bahia). Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna.

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

CEL. CARLOS ALBERTO BASTOS MOREIRA A TODOS MEUS IRMÃOS EM ARMAS


Não se iludam com aplausos de intervenção de EB.

Nós não fomos feitos para isso, a não ser para policiarmos áreas em que já destruímos o inimigo praticamente de maneira total, pelo emprego total de nossas armas e poder de fogo.

Não temos o perfil de patrulhar ações pontuais, em área completamente sob o poder do inimigo. Estão nos colocando (e a nosso potencial humano combatente) numa situação de fragilidade perante a lei do politicamente correto. Qualquer militar que atira, que matar, certamente vai começar tendo sua arma recolhida, para exame balístico.

Isso não existe para nós na guerra, nossa destinação.

Somos totalmente diversos de uma destinação da honrosa policia, por princípios de emprego. O policial atira se a voz de prisão não for respeitada, o Exercito é feito para atirar primeiro e quem não quiser morrer que se renda, totalmente diferente.

A Policia é muito mais capaz de atuar nesses eventos pontuais de desordem. Nós somo profissionais do aniquilamento, embora muitos que já se tornaram "vovôs" tenham perdido a noção desse conceito.

Temo muito por nossos rapazes, soldados, demais graduados e oficiais... largados numa arena e tendo um braço amarrado...

Não se esqueçam de ou por isso me critiquem: nós somos profissionais do aniquilamento do inimigo e só somos aptos a patrulhar áreas onde nosso potencial já se fez totalmente sentido.

Não somos policia. Policia é coisa especializada, nós somos o caos e a guerra. Temo a desmoralização... as armas recolhidas para balística pelos "direitos humanos", etc, etc... Temo o tenente preso e abandonado pelos chefes (como já aconteceu no Alemão), temo a proximidade de conversas com o inimigo, temo mais um escândalo.

C2-50 Manual de Campanha da Cavalaria ... art...paragrafo ... "é terminantemente PROIBIDO entabular conversações com o inimigo. Qualquer tentativa deste, nesse sentido, deve ser repelida pelas armas ".

O que vai dar para fazer sem que a "justiça" (que está em posição de emboscada) não condene o guerreiro que seguiu o regulamento?

Eu não consentiria a menos que houvesse Lei Marcial e estado de Guerra.

Eu gosto de soldados...

E quando uma mãe manda seu filho para servir ao Exercito, ela até sabe que ele pode morrer em alguma guerra, mas jamais se conformará se ele for preso por atirar em vagabundo.


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CNBB E ELEIÇÃO 2018: COERENTE NA INCOERÊNCIA - Marcos Costa


18 de Fevereiro de 2018
Marcos Costa

Se alguém esperava que a CNBB se pronunciasse sobre os valores morais (como a defesa da família e da propriedade) a propósito das eleições de 2018, ficou totalmente frustrado com as recentes declarações do Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo e Brasília e presidente da Conferência Episcopal, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2018. [foto acima]

Esqueceu-se o purpurado do clamor popular contra o aborto e a ideologia de gênero?

“Em entrevista após o lançamento da campanha, em Brasília, o presidente da entidade [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] e arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, informou que a Igreja não apoiará, nas eleições deste ano, candidatos que promovam o discurso da violência.” Ele reafirmou a posição da Igreja Católica favorável ao Estatuto do Desarmamento, o qual foi rejeitado pelos brasileiros no plebiscito de 2005, pois retira do cidadão de bem o direito de defesa.

Continua o Cardeal: “Nós queremos candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não [queremos] candidatos que promovam ainda mais a violência”.

Talvez S. Emcia. se esqueceu de que Raul Castro ou Nicolás Maduro não são candidatos às eleições brasileiras de 2018. Ou estará se referindo a Stédile, que comanda impunemente as invasões de propriedades? Ao MST? Ou então à CPT ou ao CIMI, que tentam jogar água “benta” da “Teologia da Libertação” nas invasões “indígenas”?

Não tomamos aqui uma posição partidária em face dos candidatos. Lutamos em defesa de valores morais, valores perenes da Civilização Cristã.

A missão da Igreja é defender os valores morais, e como afirmou São Pio X, a civilização “é tanto mais verdadeira, mais durável, mais fecunda em frutos preciosos quanto mais puramente cristã; tanto mais decadente, para grande desgraça da sociedade, quanto mais se subtrai à ideia cristã” (Encíclica Il Fermo Proposito, de 11 de junho de 1905).

Se estamos em uma sociedade de violência, a CNBB deve ir à raiz do problema e pregar os (esquecidos) valores morais.


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