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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

CNBB E ELEIÇÃO 2018: COERENTE NA INCOERÊNCIA - Marcos Costa


18 de Fevereiro de 2018
Marcos Costa

Se alguém esperava que a CNBB se pronunciasse sobre os valores morais (como a defesa da família e da propriedade) a propósito das eleições de 2018, ficou totalmente frustrado com as recentes declarações do Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo e Brasília e presidente da Conferência Episcopal, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2018. [foto acima]

Esqueceu-se o purpurado do clamor popular contra o aborto e a ideologia de gênero?

“Em entrevista após o lançamento da campanha, em Brasília, o presidente da entidade [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] e arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, informou que a Igreja não apoiará, nas eleições deste ano, candidatos que promovam o discurso da violência.” Ele reafirmou a posição da Igreja Católica favorável ao Estatuto do Desarmamento, o qual foi rejeitado pelos brasileiros no plebiscito de 2005, pois retira do cidadão de bem o direito de defesa.

Continua o Cardeal: “Nós queremos candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não [queremos] candidatos que promovam ainda mais a violência”.

Talvez S. Emcia. se esqueceu de que Raul Castro ou Nicolás Maduro não são candidatos às eleições brasileiras de 2018. Ou estará se referindo a Stédile, que comanda impunemente as invasões de propriedades? Ao MST? Ou então à CPT ou ao CIMI, que tentam jogar água “benta” da “Teologia da Libertação” nas invasões “indígenas”?

Não tomamos aqui uma posição partidária em face dos candidatos. Lutamos em defesa de valores morais, valores perenes da Civilização Cristã.

A missão da Igreja é defender os valores morais, e como afirmou São Pio X, a civilização “é tanto mais verdadeira, mais durável, mais fecunda em frutos preciosos quanto mais puramente cristã; tanto mais decadente, para grande desgraça da sociedade, quanto mais se subtrai à ideia cristã” (Encíclica Il Fermo Proposito, de 11 de junho de 1905).

Se estamos em uma sociedade de violência, a CNBB deve ir à raiz do problema e pregar os (esquecidos) valores morais.


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sábado, 17 de fevereiro de 2018

DOM CESLAU – Campanha da Fraternidade 2018


15/02/2018

“Porque se multiplica a iniquidade, vai esfriar o amor de muitos” (Mt 24,12).

Com a quaresma, no Brasil se realiza a Campanha de Fraternidade, cujo tema é “A Fraternidade e superação da violência”.

A violência hoje se manifesta gritante em várias formas: corrupção, assaltos, morte e agressividade nos gestos e nas palavras. Assim, quase aumenta a crença em nossa incapacidade de vivermos como irmãos.

O Papa Francisco nos anima na sua mensagem para CF 2018 dizendo: “Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas.

A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, (...) São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Reflitamos sobre a nossa atuação nestas pequenas coisas em vista a superação da violência.

Com a minha benção e oração. Uma boa e santa noite.

Dom Ceslau
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17/02/2018

A Campanha de Fraternidade nasceu em 1962 por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, na época Arcebispo de Natal. O objetivo foi arrecadar fundos para as obras da Caridade.
Desde 1964 tornou-se o movimento a nível nacional assumido pela CNBB. Desde aquela época, além da arrecadar fundos para as obras de caridade, tornou-se o instrumento de evangelização. Na perspectiva destes 54 anos da CF podemos distinguir nitidamente três fases:

1ª – renovação interna da Igreja (1964-1972);

2ª - Realidade social do povo: denunciando o pecado social e promovendo a justiça (1973 – 1984;

3ª - a atual: A Igreja e situações existenciais do povo (1985 – 2018).

A CF-2018 toca o ponto nevrálgico: Fraternidade e violência. Somos convidados refletir, mas principalmente nos engajar na luta pela paz, começando pelas pequenas coisas que aponta o Papa Francisco. (veja reflexão de ontem). O Manual da CF18,  se pode adquirir nas Livrarias Católicas nos ajuda a empreender está complexa realidade. Ele trata de:

1. Múltiplas formas de violência; Violência como sistema no Brasil; as vítimas da violência hoje;
2. Sagrada Escritura – que nos diz? Comunhão rompida pelo pecado; NT – Jesus anuncia o Evangelho da reconciliação e da paz; a Igreja convida promover o diálogo que leva para a paz;
3. Ações para superar a violência em nível da: pessoa, família, comunidade e sociedade.

Sejamos pacíficos e venceremos a violência.
Com a minha benção e oração pela paz no seu coração e na sua família. Boa Noite.
Dom Ceslau.

Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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