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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ITABUNA CENTENÁRIA: UM POEMA - A dor de existir, por Paulo Bezerra

A Dor de Existir


Eu não quero escrever poesia
mas... sobre poesia.
Sobre este instante mágico,
Sublime, maior e calmo, de criar.

Eu não quero descrever o tempo
mas... dizer de minha forma de deixá-lo passar
E observar-lhe as nuances.

Eu não quero o fenômeno descrito
mas... o fenômeno revelado e terno
E a exposição explícita do meu sentir.

Eu não quero dizer de meu amor,
de como ele é, como nasceu.
mas... de como ele se vai
de como está e caminha a cada dia.

Eu não quero dizer que ouço estrelas
mas... de como elas se dão para mim
da contemplação de suas rotas certas.

Eu quero ser apenas um repórter dos meus ais!


(O ESTRO QUE ILUMINA O SER)
Paulo Bezerra
 ...............

PAULO BEZERRA – Juiz do Trabalho da 19ª Região – AL
Presidente da JCJ de União dos Palmares – AL
Poemas escritos em União dos Palmares
Dedicatória:
A meu filho Moacir, pedaço maior de minha sensibilidade.

A todos aqueles que têm, como eu, no peito, um pouco de sentir.

* * *

“IGREJA DA EUTANÁSIA”: NO FUNDO INCONFESSÁVEL DO AMBIENTALISMO RADICAL

15 Aug 2017

Exibicionista, inumana, blasfema a 'Igreja da Eutanásia' não vai obter o que quer.
Mas agita uma bandeira para a qual tendem os "moderados" do ambientalismo
política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Andando pelas ruas, é frequente bater os olhos em novas igrejas das mais inesperadas denominações, em sua maioria de inspiração evangélica ou de cultos e práticas orientais,

Mas nos arraiais ambientalistas radicais surge de vez em quando alguma seita ainda mais inesperada. É o caso da Igreja da Eutanásia, fundada no ano de 1992 em Boston, EUA, por Chris Korda.

Antinatalista, transgênero e vegana, Chris, nascida em 1962, é sobrinha-neta do magnata húngaro Sir Alexander Korda, muito conhecido na indústria cinematográfica britânica, e filha única do renomado escritor e romancista Michael Korda, antigo editor-chefe da rede de livrarias Simon & Schuster.

O dogma fundamental de sua igreja é único, muito simples e de acordo com as crenças verdes radicais: “Salva o planeta, suicida-te”!

Essa igreja verde se autodefine como “associação sem fins lucrativos cujos esforços se encaminham para restabelecer o equilíbrio entre os seres humanos e as demais espécies da Terra”, noticiou o jornal “El Mundo, de Madri.

Dito equilíbrio planetário só seria possível com uma redução voluntária e massiva da população humana.

Parece uma singularidade de alguns exaltados, mas temos recolhido neste blog abundantes testemunhos de arautos do antinatalismo verde que ocupam altas posições no establishment político-midiático, possuem fortunas enormes e são recebidos com sorrisos nos ambientes vaticanos impregnados pela encíclica Laudato Si’.

A nova religião – não é tão nova assim – tem quatro pilares. O Islã tem cinco, mas nenhum é tão extremista quanto os desta:

Ei-los: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo e, por fim, 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo.

Essas normas estão resumidas num só mandamento, exibido no alto de sua página web: “Não procriarás”. Não incluímos o link em virtude do conteúdo altamente pornográfico de algumas de suas páginas.

A homepage do site da “Church of Euthanasia” inclui um demagógico contador do crescimento da humanidade: seus dígitos progridem a quase quatro novas unidades por segundo.

Adeptos fazem passeata. Nenhum deles quer se suicidar,
mas se acham bem sucedidos convencendo que os homens estão 'matando o planeta'

A demagogia é fácil e, comenta “El Mundo”, poderiam ser acrescentados contadores das espécies que desaparecem, das árvores que caem, do desmatamento no Brasil, do aquecimento global, do aumento do nível dos mares, etc., etc.

O culpado por todos esses males apavorantes é um só: o ser humano e seu desejo de ter filhos!

“Estamos presenciando a extinção massiva das espécies. A cada hora desaparece uma. Se formos falar das florestas tropicais úmidas, o ritmo de desaparecimento se multiplica por quatro”, sentencia a “pastora verde” Korda.

Nessa base, a Igreja da Eutanásia prega uma cruzada de cruz invertida em nível global contra todas as formas de crescimento além do humano: o econômico e o tecnológico, por exemplo.

Não só os humanos precisam ser dizimados em proporções que nem Hitler, Stalin ou Mao sonharam, mas os que ficarem devem adotar um nível de vida análogo ao pré-histórico.

A verborragia anti-humana tem muito eco no jet-set planetário, especialmente quando se volta contra a fonte desses “males”: o Deus da Bíblia e os ensinamentos cristãos.

Esses põem o homem no centro da Criação e o definem como feito à imagem e semelhança de Deus, medida, por isso mesmo, de todas as coisas e que governa todo o criado.

A “pastora verde”, ou vermelha, pelo sangue derramado, reconhece que de imediato sua guerra está perdida. Com tais absurdos não poderia ser diferente.

Mas ela tem um segundo objetivo por baixo de suas espalhafatosas e inverossímeis pregações. Korda explica:

“Não podemos impedir que os humanos matem a Terra, mas podemos fazer que se sintam culpados por isso. E podemos convidá-los a se inculparem não tendo filhos, consumindo o mínimo possível e, finalmente, se suicidando”.

Desanimar ter filhos é o objetivo imediato. Cientistas "verdes"
e clérigos progressistas vêm atrás mas com ares moderados.
A meta é idêntica, mas a Igreja da Eutanásia está mais na frente.

Leis que aprovam a eutanásia até quando solicitada por crianças já vigoram em países como a Holanda, onde é uma causa de morte em contínua ascensão.

Os membros dessa congregação se sentem bem interpretados quando são qualificados de a primeira religião “anti-humana”, como já o fizeram pertinentemente vários polemistas cristãos ou simplesmente humanistas.

A reverenda Korda esclarece que sua congregação não exige de seus membros o suicídio, mas sim que acalentem pensamentos suicidas.

E se o membro vier a praticar esse crime e pecado “que brada ao Céu e clama a Deus por vingança”, converte-se automaticamente em santo.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas, essa igreja espalhou um vídeo combinando imagens pornográficas com outras em que mostrava impactos assassinos de massa com fundo de música eletrônica composta pela pastora.

Até 2003, o site distribuía um manual de instruções especificando passo a passo como se suicidar asfixiando-se com o gás hélio. Ele foi tirado do ar após um homem de 52 anos fazer uso da fórmula e o grupo verde religioso sofrer uma tempestade legal.

A pergunta mais óbvia faz rir a reverenda: por que ela não se suicidou?

Ela acredita que tem uma missão evangelizadora que é mais importante: difundir a palavra de sua religião e conscientizar os homens.

Alguns os qualificam de seita suicida, outros de meros provocadores que querem chamar a atenção.

Mas, o certo, diz “El Mundo”, é que eles funcionam como um “ministério da propaganda” de um movimento que vai muito além de suas estreitas paredes e está bem instalado nas cúpulas da “cultura da morte”.

A “solução final” está passando gradual e dissimuladamente em leis nacionais, recomendações da ONU ou do Parlamento Europeu, bem como em declarações internacionais tipo Acordo de Paris sobre o clima.
A máxima autoridade da Igreja da Eutanásia resume sua tarefa:

“Minha meta é passar ideias profundamente subversivas e antissociais. Isso só se faz usando os recursos da sociedade de massas.

“Em certa maneira, minha tarefa é convencer-te de que a causa é boa. E convencer-te até o ponto de fazer meu jogo e passar estas ideias para uma porcentagem crescente de público.

“Se eu conseguir te persuadir, terei êxito. Mas, pelo contrário, se achares que isto é uma charada ou uma brincadeira, eu terei fracassado na minha causa”.

Quantos que seguem as ideias da moda, com formulações vagas ou sentimentais, estão caindo no jogo, quiçá sem sabê-lo, dos apóstolos do suicídio de massa?





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ESPERANÇA E ÂNIMO - Mensagem


Esperança e ânimo


Muitas vezes nos deparamos com acontecimentos e situações que nos levam à desesperança e ao desânimo. Há momentos em que se tem a impressão de que realmente o mal prevalece, e,  que o bem é pequenino diante dele. Na verdade o mal só parece maior porque nós lhe damos importância maior do que ao bem. Tudo mera ilusão.
Fomos criados por Deus e Ele que é todo amor, bondade e justiça nos criou para o bem. Assim, não devemos dar importância demasiada àquilo que não é bom. Procuremos dar ênfase às coisas boas, ou seja, ao que realmente vale a pena.

Ninguém nasceu para sofrer, mas sim para crescer, evoluir e ser feliz. Se há muitas pedras em nossos caminhos, causando-nos transtornos e dificuldades, não devemos desanimar, mas sim seguir adiante, confiantes e felizes por saber que temos a capacidade de ultrapassar todos os obstáculos. Somos maiores do que todos eles e acima de tudo temos  o nosso Criador, que nos ama e sempre nos dará a força e coragem necessárias para continuarmos nosso aprendizado, pois as dificuldades  nada mais são do que as lições de casa, nesta escola chamada Terra. Se não houvesse as dificuldades, não teríamos como nos desenvolvermos e evoluirmos.

Ajudemos os nossos irmãos de caminhada, muitas vezes em maiores dificuldades do que as nossas. Auxiliemos sem críticas ou cobranças. Façamos o bem somente pelo prazer de fazer o bem, pois quando ajudamos alguém, certamente é a nós mesmos que estaremos auxiliando. Lembremo-nos de que todo bem que fizermos retornará a nós, muitas vezes em maior intensidade, pois não há júbilo maior ao sentirmos que proporcionamos paz e alegria aos nossos irmãos, já que somos filhos do mesmo Pai.

Fonte: Gotas de Paz


Blog Forum Espírita

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

AVENTURAS DE UMA MENINA BOBA – Helena Borborema

Aventuras de uma menina boba


            A Rua Paulino Vieira mudou muito no seu aspecto com o passar dos anos. Continuando estreita e movimentada, teve, no entanto,  as fachadas de suas casas totalmente remodeladas, calçamento de pedra substituído por asfalto, fundos de casas transformados em lojas e, ultimamente, os passeios uniformizados. Ela já foi preferencialmente uma rua de residências, mas sem nunca deixar de ter movimento comercial. Antigamente, porém, o seu comércio era de feirantes, verdureiros e vendedores outros, que por ela passavam com suas mercadorias, oferecendo-as nas casas de família ou em direção à feira, nos dias de sábado. Por ela passavam também mercadores de carnes nos tabuleiros, carvoeiros, aguadeiros, leiteiros, padeiros, mascates e outros vendedores.

            Senhores importantes a palmilhavam diariamente, pois tinham ali suas residências.

            Por ocasião da safra do cacau, uma parte do seu trecho era tomada por uma grande tropa carregada de sacos do precioso produto, que era despejado num grande armazém do rico cacauicultor Oscar Marinho, também ali residente. A chegada da tropa na rua era uma festa para os meninos. Todos corriam para vê-la. A tropa era enorme. Os animais entravam na rua com a madrinha à frente, uma besta toda enfeitada de fitas de várias cores e um peitoral de metal reluzente tilintando pequenos sinos, indicando o caminho aos outros animais. Os tropeiros, ágeis e suarentos, iam logo descarregando os animais e transportando na cabeça os sacos para dentro do armazém, entulhando-o com a preciosa carga. Não havia empecilho para o trânsito de carros, pois esses ainda eram poucos na cidade.

            As casas da Paulino Vieira foram mudando com o tempo, as suas fachadas transformadas em vitrinas de lojas e butiques elegantes. Os feirantes e mercadores mudaram de caminho, pois as famílias foram saindo com a invasão das lojas. Nessa mudança para um comércio modernizado, algumas casas velhas foram demolidas para ceder lugar a novos prédios. No meio dessas demolições, lá se foi um sobradinho estreito, de um andar, que possuía no térreo um modesto restaurante, sempre aberto aos passantes. Em seu lugar foi erguido, anos depois, um prédio revestido de mármore, para funcionamento do Banco da Bahia, uma esquina entre a Paulino Vieira e a Avenida do Cinquentenário.

            Nesta rua eu, ainda bem menina, no primeiro ano primário, vinha do colégio trazendo na mão uma pasta com os livros e cadernos, após as aulas da manhã. O passeio do pequeno sobrado era o meu caminho diário. Vinha atenta às ordens de não parar no caminho, quando deparei um pequeno grupo de pessoas, talvez empregados ou comensais da pensão, fazendo um certo alvoroço com muitas risadas em torno de um amontoado de pequeninos bichos que se mexiam sem sair do lugar sobre o passeio. Aquilo despertou minha curiosidade que me deteve para perguntar que bichos eram aqueles que eu nunca tinha visto.

            - São  filhos de leão! -, respondeu alguém entre risadas.

            - Filhotes de leão? -, perguntei maravilhada.

            - Sim. Quer levar os três?

            - O senhor me dá?

            Já tinha visto leões no circo e nos livros, todos grandes, os pequeninos assim, miudinhos, nunca.

          Que coisa linda criar três leõezinhos, logo imaginei, brincar com eles e, quando estivessem mais crescidos, mansinhos, andar com eles em casa como se fossem três cachorrinhos! Era bom demais.

            A turma toda olhou para mim e, divertido, um dos homens disse: leve os três.

            Sem ter ideia do que fazia, pois só pensava no brinquedo que iam ser, prontamente, sem nojo, os peguei e os coloquei dentro da pasta, no meio dos cadernos, na maior alegria. Parti para casa feliz, mas logo caí em mim. E meus pais iam deixar que eu ficasse com aquele presente? Como iriam eles receber a novidade? O mais prudente  era mostrar depois do almoço, quando tudo estava mais calmo. Enquanto isso, era preciso guardar os três bichinhos até o momento que achasse bom. Mas onde guardar? Estava difícil encontrar um lugar onde ninguém descobrisse. Mas onde? Almocei quieta, dando tratos à bola. De repente, a ideia chegou. Já sei! Na gaveta do criado-mudo de minha mãe, peça colocada a um canto do quarto onde ela pouco mexia. Terminado o almoço, corri para a pasta escolar, peguei os bichinhos e os coloquei dentro da gaveta. E agora? Fiquei pensando, como alimentá-los? O que iriam eles comer? Valia a pena todo cuidado porque ficariam lindos quando crescessem mansinhos e eu pudesse brincar com eles.

            Fiquei sem entender o porquê do inesperado. Como pôde acontecer aquela coisa horrível que eu jamais pensara? Estava tudo calmo, eu esperando que meu pai saísse às duas horas, como fazia sempre, e minha mãe se ocupasse com alguma coisa, para eu poder, tranquilamente, olhar os meus três leõezinhos.

            Aguardava pacientemente a grande oportunidade, quando ouvi um grito partindo do quarto de minha mãe, a sua voz alterada, a chegada de uma empregada e uma enorme confusão. Três ratinhos recém-nascidos tinham sido encontrados. Como apareceram ali dentro daquela gaveta? Procurei me esconder, mas fui chamada às falas. Acho que a minha cara me denunciou ou alguma atitude suspeita me traiu. O certo é que o meu pai, que ainda não tinha saído, foi convocado, as empregadas se juntaram e eu, na maior vergonha de uma confissão pública, diante do interrogatório a que me submeteram, desembuchei toda a história. Como podia uma menina crescida, na escola, trocar filhos de ratos por leões, pegar naquela porcaria, receber coisas das mãos de estranhos, parar na rua desobedecendo ordens e trazer presente escondido para casa? Foi um rosário de culpas que minha mãe desfiou para mim, além de me mostrar o seu chinelo que iria funcionar na primeira ocasião que eu aprontasse outra armação.

            Além do conhecido chinelo, minha mãe tinha com frequência à mão, uma sola larga que ela mandava buscar na sapataria de seu Zé Gomes, que ficava perto de casa. Não adiantava eu dar sumiço na malfadada sola, porque seu Zé Gomes renovava sempre os pedidos feitos. Ele já sabia qual a finalidade, e parecia a mim que ele tinha prazer em atender os pedidos de minha mãe, pois nunca recusava. Por isso eu o odiava. A sola não funcionava realmente, mas intimidava com a presença.

            Passaram-se os anos. Eu, adulta, formada. Um dia fui convidada por seu Zé Gomes para ser madrinha de batismo de sua filha caçula. Aceitei o convite com muito prazer, com estima. Tornamo-nos compadres e eu já então agradecida, porque talvez as solas que ele forneceu tenham ajudado um bocado na eficiente pedagogia de minha mãe.

            Essa história dos ratos, além da decepção que me causou pelo logro em que caí, me ficou na lembrança e me faz recordá-la, sempre que passo pelo fundo do antigo Banco da Bahia, no passeio da Paulino Vieira. Parece que vejo gravado na parede de mármore branco: Por aqui passou um dia uma menina boba.


(RETALHOS)
Helena Borborema
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HELENA BORBOREMA -  Nasceu em Itabuna. Professora de Geografia lecionou muitos anos no Colégio Divina Providência, na Ação Fraternal e no Colégio Estadual de Itabuna. Formada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Itabuna. Exerceu o cargo de Secretária de Educação e Cultura do Município. (A autora)

Conhecida professora itabunense, filha do Dr. Lafayette Borborema, o primeiro advogado de Itabuna. É autora de ‘Terras do Sul’, livro em que documento, memória e imaginação se unem num discurso despretensioso para testemunhar o quadro social e humano daqueles idos de Tabocas. Para a professora universitária Margarida Fahel, ‘Terras do Sul’ são estórias simples, plenas de ‘emoção e humanidade, querendo inscrever no tempo a história de uma gente, o caminho de um rio, a esperança de uma professora que crê no homem e na terra’.  

(Cyro de Mattos)

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SÉRIE “MPB NA ABL” DE AGOSTO APRESENTA O SHOW “HAMILTON DE HOLANDA – BANDOLINS”

A série “MPB na ABL” de agosto apresentou, na Academia Brasileira de Letras, o show “Hamilton de Holanda – Bandolins”. A produção foi de Didu Nogueira: “Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, que contagia plateias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios”, afirmou o produtor.

De acordo com Didu Nogueira, Hamilton de Holanda, 41 anos, 36 anos de música, carrega na bagagem a fusão do incentivo familiar com o Bacharelado em Composição pela Universidade de Brasília e a prática das rodas de choro e samba. “Essa identidade permite que ele transite com tranquilidade pelas mais diferentes formações (solo, duo, quarteto, quinteto, orquestra), consolidando, assim, uma maneira de expor ideias musicais e impressões sobre a vida com o coração na ponta dos dedos”.

Atualmente, depois de adicionar duas cordas extras – 10 no total –, Hamilton de Holanda reinventou o bandolim e libertou o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros, segundo os produtores do show. “O aumento do número de cordas, aliado à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração a se aproximar do bandolim e de conceber formações com uma nova instrumentação. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa. Nos EUA, a imprensa logo o apelidou de Jimmy Hendrix do bandolim”.

07/08/2017

VÍDEOS RELACIONADOS
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MPB na ABL


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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

DESABAFO DE UMA SENHORA NO SUPERMERCADO


Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas, já que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
-Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:
-Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

E a velha senhora responde:

-...Você está certo, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Sabe por quê?

-Naquela época, as garrafas de leite, refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.

-A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e as garrafas eram reutilizadas muitas vezes.

-Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.

-Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.

-Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões.

-...Mas você está certo:

-Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

-Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis.

-Roupas secas não se conseguia usando máquinas bamboleantes de 220 volts, mas era -a energia solar e eólica que realmente secavam nossas roupas.

-Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, -e não roupas sempre novas.

-...Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.

-Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto.

-E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado -não sei como?...

-Na cozinha, tínhamos que 'bater' tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fizessem tudo por nós.

-Quando embalávamos algo frágil, usávamos jornal amassado, não plástico-bolha ou pets de plástico que duram séculos para se degradar.

-Naqueles tempos não se usava um motor à gasolina para cortar a grama, mas um cortador de grama que exigia músculos.

-O exercício era extraordinário, e não precisávamos ir a uma academia e usar esteiras elétricas.

-...Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

-Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos -plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

-As canetas recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.

-Usávamos navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte...

-...Na verdade, tivemos uma verdadeira 'onda verde' naquela época: 

-Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou o ônibus,as crianças iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.

-Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede.

-Nós não precisávamos usar um GPS para chegar num restaurante, só íamos ao pizzaria mais próximo.

-...Sua geração que não quer abrir mão de nada e pensa que a minha época foi responsável.

-Então, a atual geração não deve falar da MINHA geração, mas resolver o problema que a SUA vem causando ao meio ambiente... 

Tenham um bom futuro, se puderem, é claro!



(Autor não mencionado)

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FLIPELÔ E CAMPUS PARTY TERMINAM COM GRANDE SUCESSO

13/08/2017
Sayonara Moreno - Correspondente da Agência Brasil

O colorido letreiro da #FLIPELÔ foi cenário de muitas fotos no PelourinhoSayonara Moreno/Agência Brasil

Dois grandes eventos dos universos das letras e das tecnologias foram encerrados neste domingo (13) em Salvador com sucesso de público e movimento: a primeira edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) e a Campus Party, evento de destaque mundial na área de tecnologia e informática.

Com saraus, mostras e exposições, a Flipelô teve cinco dias de evento em homenagem ao escritor baiano Jorge Amado, que faria 105 anos na última quinta-feira (10). Entre os casarões coloniais do Centro Histórico de Salvador, no Largo do Pelourinho, em frente à sede da Fundação Casa de Jorge Amado, um colorido letreiro com o nome #FLIPELÔ foi cenário de fotos de turistas e participantes da Festa Literária.

A Flipelô teve a participação de mais de 200 convidados em 60 atividades - incluindo mesas de debates, saraus, contação de estórias, exposições e espetáculos de dança e música – o público particpante disse esperar pela próxima edição da festa, com outros homenageados e a presença cada vez maior de escritores e artistas de diversas áreas.

Para a professora de Língua Portuguesa, Carolina Almeida, destacou a festa literária, a leitura e a integração das vertentes culturais como elementos fundamentais para a construção do conhecimento e a inserção social. “Com esse evento, constrói-se a cultura do livro, que a gente não tinha, achei essa ideia bem legal para Salvador. As obras de Jorge Amado são tão importantes que, naturalmente, serão levadas para a eternidade”, comentou.

Saiba Mais
Durante estes cinco dias, passaram pela Flipelô importantes nomes da literatura, como Pasquale Cipro Neto, Talita Rebouças, Antônio Torres e Alexandra Lucas Coelho; a biógrafa de Jorge Amado, Josélia Aguiar; e a escritora mineira Conceição Evaristo, que participou de uma mesa sobre a resistência das mulheres negras, sobretudo na literatura.

Conceição Evaristo foi o destaque da Flipelô, na opinião da estudante de Letras Joelma Conceição, por abordar a invisibilidade da mulher negra na sociedade. “Ela é um exemplo para mim, me sinto identificada com ela, porque venho do trabalho doméstico, assim como ela, e não me sentia inserida na sociedade, não me enxergava representada. Hoje, essa voz negra que dá voz a outras mulheres negras é uma coisa incrível, na qual me espelho muito”, comentou a universitária, de 39 anos.

A programação da Flipelô prosseguiu até o fim da tarde deste domingo, com saraus, mostras audiovisuais, lançamentos de livros e contação de histórias. Tudo o que aconteceu no evento pode ser consultados no site www.flipelo.com.br.

Campus Party Bahia
Também neste domingo, em Salvador, jovens e estudantes se despediram do mundo da tecnologia e inovação da Campus Party, uma feira mundial que aconteceu pela primeira vez na Bahia e inovou ao ser realizado em um estádio de futebol, a Arena Fonte Nova. 

Num dos portões de acesso ao estádio, ônibus se enfileiravam para que os participantes – chamados campuseiros – retornassem para suas cidades de origem, em caravanas. Entre eles, estava a estudante de Sistemas de Informação, Vitória Trindade, de 19 anos. Ela conta que, na volta, a bagagem é maior, devido à carga de conhecimento adquirido durante os cinco dias de evento.

“Adorei tudo, a robótica, as competições, as ideias apresentadas que foram muito boas e sustentáveis. Muito bom saber que estamos nas mãos de jovens tão promissores e criativos, quero muito ser como um deles”, disse a estudante, da cidade de Jequié, a 350 quilômetros de Salvador.

A Campus Party Bahia terminou, oficialmente, na noite de ontem (12), com a premiação de vencedores de competições, palestras de encerramento, apresentação dos organizadores e voluntários e apresentação de orquestra. Ao todo, 4 mil jovens se inscreveram para acampar nas conhecidas barracas de camping da Campus Party. Além disso, cerca de 40 mil pessoas circularam na área aberta ao público, onde houve exposições de inovações tecnológicas, incluindo robôs e simuladores de voo.

Edição: Augusto Queiroz



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