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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ORAÇÃO PELA GRAÇA DE DEUS - Geraldo Maia

Oração pela graça de Deus


Puxa, como você está linda!
Uma rainha com súditas em volta da mesa
Brilho e champanhe da melhor safra
joias magnificas e o teu sorriso marca
em tua face o quanto estás feliz e triunfante
nos braços do teu amor garboso amante
a dedicar a ti todo amor e carinho
olho de longe e não ouso chegar perto
medo de contaminar com o meu aspecto triste
esse momento de júbilo e de alegria
não quero perturbar com a minha dor
a realização plena do teu novo amor
Fazem de certo um belíssimo casal
'feitos um para o outro' diria o clichê
apenas o coração em silêncio grita 'por quê?'
Se jurastes me amar por toda a tua vida
Se dissestes a todos que eu era a tua vida
Se plantastes em mim que eras a minha mulher
e que ficarias sempre ao meu lado até
que a morte, mas na realidade, um outro,
nos separe, e o coração assiste a tudo quase louco
e pensa: ' será que toda essa felicidade
às custas do sofrimento alheio
toda essa traição que atinge o coração em cheio
com indiferença cruel, toda essa maldade
de mentir sem se importar com a vida do outro
será que esses amantes cúmplices impiedosos
vão mesmo ser felizes às custas de destruir
a felicidade do próximo ou será que existe
algum tipo de justiça que os possa alcançar?
Eu vejo os dois esbanjando sorrisos
brindando ao amor sem nenhum escrúpulo
amor que custou o abandono de quem
só dedicou amor e serviu fiel
a quem não deu o mínimo valor
Eu quero ficar também feliz pelos dois
mas não consigo, apenas me refugio no silêncio
e saio devagar para o carinho da noite
e no canto do olho de tocaia uma gota
de esquecimento mansamente
rola em oração ao colo imenso de Deus
que me consola e me ampara
e cala o meu pranto com Sua Graça.


Geraldo Maia

* * *

BLACK MIRROR MOSTRA LADO SOMBRIO DA NATUREZA HUMANA FOMENTADO PELA TECNOLOGIA MODERNA

29 de dezembro de 2016

“Conheci um coração puro que recusava a desconfiança. Era pacifista, libertário e amava com um único amor abrangente toda a humanidade e os animais. Sim, uma alma de elite, com toda a certeza. Pois bem, durante as últimas guerras religiosas, na Europa, retirou-se para o campo. Escreveu na entrada de sua casa: ‘De onde quer que você venha, entre e seja bem-vindo.’ Quem, segundo o senhor, respondeu a este belo convite? Os milicianos, que entraram como se a casa fosse deles e o estriparam.” – Albert Camus, A Queda

Aproveitando a época mais calma do ano em termos de trabalho, em clima quase de férias para quem nunca tira férias, tenho dedicado mais tempo às séries da Netflix, e com isso pude avançar bem na que estou vendo no momento. Trata-se de “Black Mirror”, com episódios quase sempre marcantes, impactantes, que apontam para o telespectador um espelho e mostram aquilo que está lá, em nosso âmago, mas que tentamos esconder – dos outros e de nós mesmos.

Depois de ver um político que precisa fazer sexo com um porco ao vivo para salvar uma princesa sequestrada, sob o júbilo do povo curioso (o mesmo que sempre frequentou linchamentos em praça pública), um urso de desenho animado que ridiculariza todo o sistema e acaba quase eleito, uma moça que acorda sem memória e é perseguida enquanto todos à sua volta simplesmente tiram fotos, gente que “pedala” e vive confinada em cubículos só sonhando com a fama, vi ontem um episódio que se chama justamente “Queda livre”. Retrata uma espécie de Uber de pessoas, com cada um dando notas aos outros, e sua nota é fundamental para tudo na vida.

Uma metáfora ao dinheiro e ao status que cada um tem, mas potencializado pela tecnologia moderna. Essa é a temática da série, em resumo: nossa natureza é isso, nada tão bonitinho como gostamos de crer, e as redes sociais têm estimulado esse lado mais individualista e narcísico em nós. Tudo por cliques, por “curtidas”, para ser “amado” por todos, numa tremenda prisão cansativa em que o genuíno é sacrificado pelo artificial.

Tem sido o tema recorrente de textos e livros do filósofo Luiz Felipe Pondé. Os jantares “inteligentinhos”, os filhos adolescentes que só pensam em salvar crianças africanas e bichinhos, os locais que precisam ser visitados nas viagens de férias porque todos visitam, a ausência de qualquer preconceito etc. A vida transformada num desgastante espetáculo para os outros, sob uma ditadura do politicamente correto em que você precisa aparentar ser a alma mais abnegada e descolada do planeta. Ainda que seja preciso sorrir e falar belas palavras para a “amiga” da escola que transou com seu namorado.

Como deve ser cansativo viver o tempo todo pelas aparências! Como a personagem de Jodie Foster em “Deus da Carnificina”, de Polanski. Escrevi sobre isso em Esquerda Caviar:

O filme Deus da carnificina, de Roman Polanski, é uma sátira à hipocrisia do politicamente correto, com Judie Foster fazendo o papel de uma típica representante da esquerda caviar, que se coloca sempre acima dos outros no campo moral.

Ela é capaz de tudo perdoar em nome da “civilização”. É tão descolada que até passou sua lua de mel na Índia! Mas, em certo momento, desabafa: “Por que tudo tem que ser sempre tão exaustivo?”. Usar sempre aquela máscara cansa.

A personagem abraça as causas das pobres crianças africanas, mas, no fundo, esconde seu ódio a tudo aquilo em volta, seu recalque à sua vida medíocre com seu marido acomodado, um simples vendedor de latrinas sem ambição. Eis como Pondé resume a figura em um artigo sobre o filme:

Ela escreve livros sobre Darfur e a miséria na África e, em meio a seus berros contidos de histérica, ela decreta que quem não se preocupa com a pobreza mundial não tem caráter. Tenta passar a imagem de que ama e perdoa a todos, inclusive o filho da Winslet que bateu em seu filho, mas no fundo é uma passiva agressiva, aquele tipo de mulher descrita por Woody Allen, que fala baixinho, mas fere fundo com sua saliva venenosa e cruel.

Em certo momento, o marido afirma que o “amor” que ela sentia pelos negros do Sudão tinha estragado tudo nela. É uma tirada ácida, mas que aponta para essa característica da esquerda caviar com perfeição. Ela “amava” os pobres distantes, mas isso era pura hipocrisia, uma forma de entorpecimento próprio. A esquerda caviar usa a “preocupação” com a desgraça alheia como troféu de sua suposta superioridade moral. As minorias oprimidas são seus mascotes.

Quem não quer – ou não sente a necessidade – de ligar o “FODA-SE” de vez em quando, de deixar aquilo que realmente sente vir à tona e falar mais alto? Claro, há o outro extremo que me parece igualmente nefasto: o “sincericídio”, aquele que não tem filtro algum entre o que pensa e o que sai de sua boca, o bruto incapaz de qualquer “mentirinha social” para agradar ou para não ofender tanto os demais.

Aristoteles já dizia que o homem é um “animal político”, e que somente um deus ou um bruto poderia abrir mão disso, da vida em civilização. E viver em sociedade significa engolir alguns sapos, aceitar com alguma maturidade o espetáculo da vida, o teatro, as máscaras que usamos em público, ou mesmo em casa. Nem um casal suportaria a verdade o tempo todo. Alguma hipocrisia se faz necessária para viver entre os seres humanos (qualquer marido que precisa sempre responder se a roupa da esposa está bonita entende isso). Como não existe deus entre nós, só mesmo um bruto, um bárbaro poderia virar as costas totalmente ao “sistema” e cuspir em todas essas convenções sociais meio falsas.

Um bruto ou, claro, um ser completamente imaturo, e também movido por vaidade, ainda que diga o contrário. Ou seja, um sociopata ou alguém infantil. Penso em Stockmann, na peça Um Inimigo do Povo, escrita pelo norueguês Henrik Ibsen no século XIX. Após descobrir que os famosos banhos da cidade estavam contaminados, esperava obter grande respeito e admiração por parte dos demais habitantes. Afinal, sua descoberta mostrava os riscos para a saúde de todos. Mas Stockmann ignorara os fatores políticos e econômicos, já que os banhos eram a principal fonte de renda da cidade.

Aos poucos, mesmo seus supostos aliados, que declaravam apoio pela frente, o atacaram pelas costas, se voltando contra ele. Toda a cidade passou a repudiar o autor da infeliz descoberta, preferindo ignorar os fatos, como se assim estes pudessem, num passe de mágica, desaparecer. Dr. Stockmann agiu diferente, e mesmo que sozinho, sem apoio, escolheu a verdade pura, e enfrentou a maioria. Acabou tachado como um inimigo do povo, na tentativa de ajudá-lo.

Seria ele um homem com a coragem moral de manter sua integridade e convicção apesar da enorme pressão popular contra sua pessoa, ou alguém com postura infantil e sem qualquer jogo de cintura, no fundo agindo assim para superar a estima que seu irmão político tinha perante a população? Parece claro que a inocência de Stockmann beira o absurdo, e que sua convicção confunde-se com fanatismo até, ao se mostrar disposto a ignorar totalmente a pólis e até a destruí-la em nome da verdade irrestrita.

Temos ainda Cordélia em Rei Lear, de Shakespeare. A filha mais jovem do rei, e também a favorita, recusa-se a tecer elogios artificiais em evento público em que cada filha recebe sua herança em forma de propriedade. Ela acha que não é correto usar palavras vazias para expressar seus sentimentos, e não é capaz de abusar da retórica como suas irmãs mais velhas, que possuem o dom da palavra, ainda que falsas no conteúdo. Ela seria mais genuína ou apenas mais infantil, ao não superar esse obstáculo em nome do jogo político em curso? Shakespeare, ao desenrolar a história como uma grande tragédia após este ato de recusa de Cordélia, parece acreditar na segunda hipótese.

Não ser capaz de nenhum ato de elogio artificial pode ser não um sintoma de integridade, mas de infantilidade ou barbarismo. Dito isso, claro que nossa realidade parece inclinada ao outro extremo, a essa obsessão com as “notas” que vamos receber dos outros, até de desconhecidos. E, como alertava Baltasar Gracián, “Para ser benquisto, o único meio é vestir-se com a pele do mais simples dos animais”. Schopenhauer ia em linha semelhante ao afirmar que “quem tem de produzir o bom e o autêntico e evitar o ruim tem de desafiar o juízo das massas e de seus porta-vozes e, portanto, desprezá-los”.

Não acho que seja saudável ou possível “desprezar” totalmente o juízo dos outros, o julgamento que fazem a nosso respeito. Somos “animais cívicos” e a opinião dos outros deve ser levada em conta. Mas com certo equilíbrio. O excesso de preocupação com o que os outros pensam de nós pode levar a uma prisão insuportável, a um comportamento completamente artificial, sempre em busca de “curtidas”, de uma “nota” boa perante a sociedade. Quem vive para isso não vive mais de verdade, não vive para si, não passa de um zumbi, de um robô.

Quais são seus reais interesses? Quais são suas paixões genuínas? Você quer tanto mesmo aquele carro novo ou é só para mostrar aos outros? Você está mesmo desfrutando desse prato elaborado nesse caro restaurante ou só pensando na foto que vai tirar para impressionar os demais? Quer mesmo ir àquele lugar ou é só porque é o que se espera de quem tem certo nível social passar as férias lá, no lugar da moda? Você está mesmo feliz o tempo todo ou essas fotos incessantes de sorrisos em lugares bonitos com boa companhia são só para parecer feliz, para inglês ver?

“Nem uma criança de dois anos que acaba de ganhar um balão parece tão feliz”, espeta o irmão da personagem principal do episódio da série, que se esforça com esmero em ser “querida” por todos. Atenção, SPOILER: Até ela surtar. Acho importante buscar um equilíbrio entre as inofensivas “mentiras sociais” e a sinceridade, sendo que essas mentiras são mais toleráveis quando ditas para não ofender gratuitamente os outros, e não para ganhar pontos para nós mesmos. Alguma pitada de artificialidade será necessária para se viver em sociedade. Mas como valorizo mais o genuíno!

Sempre me cansou muito essa tentativa de parecer ser “cool”, estar na “moda”, sorrir o tempo todo um sorriso falso para seduzir os demais, bajular todo mundo, adular os famosos, ricos e poderosos, agir feito um político em campanha 24 horas por dia. Essa é minha visão do inferno! E esse meu inferno está se tornando realidade para a sociedade, com a mãozinha que as redes sociais têm dado à nossa natureza humana vaidosa, insegura, desamparada. Onde isso vai acabar? A distopia retratada em “Black Mirror” dá uma ideia. E ela é assustadora!

Espero que consigamos reverter esse quadro. Mais genuinidade, com boas doses de maturidade: eis o que desejo a todos em 2017. Feliz Ano Novo!

Rodrigo Constantino


SOBRE /  RODRIGO CONSTANTINO

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.





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AUTOR DE CHACINA EM CAMPINAS ESCREVEU CARTA SOBRE SEU PLANO




Em São Paulo

01/01/2017

Autor de chacina em Campinas escreveu carta sobre seu plano

O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, que matou a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas a tiros durante o réveillon em Campinas, na noite deste sábado, 31, escreveu cartas revelando seus planos de matar a família.
Os textos, um direcionado ao filho e o outro a uma namorada, haviam sido enviados para amigos antes do crime e foram obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Veja a seguir alguns trechos. Foram excluídas citações que ele faz de outras pessoas e acusações sem comprovação. Foram deixadas apenas as partes em que ele relata seu plano de matar a família e comentários políticos. Também foi mantida a sua própria grafia.

"Não tenho medo de morrer ou ficar preso, na verdade já estou preso na angustia da injustiça, além do que eu preso, vou ter 3 alimentações completas, banho de sol, salário, não precisarei acordar cedo pra ir trabalhar, vou ter representantes dos direito humanos puxando meu saco, tbm não vou perder 5 meses do meu salário em impostos.

Morto tbm já estou, pq não posso ficar contigo, ver vc crescer, desfrutar a vida contigo por causa de um sistema feminista e umas loucas. Filho tenha certeza que não será só nos dois quem vamos nos foder, vou levar o máximo de pessoas daquela família comigo, pra isso não acontecer mais com outro trabalhador honesto. Agora vão me chamar de louco, más quem é louco? Eu quem quero justiça ou ela que queria o filho só pra ela? Que ela fizesse inseminação artificial ou fosse trepar com um bandido que não gosta de filho.

Descrição: http://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1483355108683Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1483355113482
No Brasil, crianças adquirem microcefalia e morrem por corrupção, homens babacas morrem e matam por futebol, policiais e bombeiros morrem dignamente pela profissão, jovens do bem (dois sexos) morrem por celulares, tênis, selfies e por ídolos, jornalistas morrem pelo amor à profissão, muitas pessoas pobres morrem no chão de hospitais para manter políticos na riqueza e poder!

Eu morro por justiça, dignidade, honra e pelo meu direito de ser pai! Na verdade somos todos loucos, depende da necessidade dela aflorar!

A vadia foi ardilosa e inspirou outras vadias a fazer o mesmo com os filhos, agora os pais quem irão se inspirar e acabar com as famílias das vadias. As mulheres sim tem medo de morrer com pouca idade.

Aproveitando, peço aos amigos que sabem da minha descrença, que não rezem e por mim, se fazerem orações façam por meu filho ele sim irá precisar! Quero ser enterrado com a cabeça para baixo se garante que assim posso ir pro inferno buscar a velha vadia (que era até ministra de comunhão na igreja) que morreu antes da hora.
Demorei pra matar ela pq me apaixonei por um anjo lindo!
(...)

Ela não merece ser chamada de mãe, más infelizmente muitas vadias fazem de tudo que é errado para distanciar os filhos dos pais e elas conseguem, pois as leis deste paizeco são para os bandidos e bandidas. A justiça brasileira é igual ao lewandowski, (um marginal que limpou a bunda com a constituição no dia que tirou outra vadia do poder) um lixo!

Se os presidentes do país são bandidos, quem será por nós?

Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha!

Não posso dizer que todas as mulheres são vadias! Más todas as mulheres sabem do que as vadias são capazes de fazer!

Filho te amo muito e agora vou vingar o mal que ela nos fez! Principalmente a vc! Sei o qto ela te fez chorar em não deixar vc ficar comigo qdo eu ia te visitar. Saiba que sempre te amarei! Toda mulher tem medo de morrer nova, ela irá por minhas mãos!"

"(...) eu ia matar as vadias (eu já tinha a arma e raspei a numeração pra não prejudicar quem me vendeu, ela precisava de dinheiro). Família de policial morto não recebe tantos benefícios com a família de presos. Cadê os ordinários dos direitos humanos? Estão sendo presos por ajudar bandidos né? Paizeco de bosta.

Sei que me achava um frouxo em não dar uns tapas na cara dela, más eu não podia te dizer as minhas pretensões em acabar com ela! Tinha que ser no momento certo. Quero pegar o máximo de vadias da família juntas.

A injustiça campineira me condenou por algo que não fiz! Espero que eles sejam punidos de alguma forma.

Chega!! Ela tem que pagar pelo que fez."




* * *

SONHO DE ANO NOVO - Eglê S Machado

Sonho de Ano Novo


Para o Novo Ano eu trago um sonho,
uma  reserva de ternura,
e o desejo de contribuir para reverter
ou pelo menos reduzir
a iminente convulsão social
causada pela corrupção
que leva nações ao desemprego,  ao  medo.

Com a convicção de que vale a pena  lutar
sabendo que nem tudo são  rosas,
porém não deixando que
prevaleçam os espinhos, que machucam.

Sonho amar e proteger,
não tripudiar, não discriminar;
sentir vergonha de ser aplaudida
por odiar e vilipendiar!

Sonho com um mundo de paz,
almas em paz semeando a paz;
crianças respeitadas e confiantes,
protegidas por adultos sem temores.

Sonho com jovens serenos
na plenitude de seus voos juvenis
amando e curtindo a fase mais bela da vida,
longe de vícios, destemidos, audaciosos,
e libertos de sentimentos fúteis!

Sonho contemplar meus filhos
vivendo na esperança e da esperança,
corações íntegros, sem medos, brilhantes,
trabalhando por um mundo menos hostil.

Quero seguir apaixonada pela poesia
e com os amigos poetas poetizar a vida,
percebendo nos olhares e sorrisos carinhosos
a afeição pela nossa arte.

Sonho ser  possível
participar de um engajamento
pela melhoria da saúde do meu povo!
Usar a voz e ser ouvida
clamar por uma paz sem trégua,
por uma luz sem sombras,
uma velhice sem solidão
participando da vida em família
tendo vez e voz.

E ao findar o ano
sonho ter a ventura
de celebrar a vitória do bem,
ser premiada com uma consciência tranquila,
coração sem mágoas
sincronizado com uma alma leve,
na gostosa sensação do dever cumprido!

E continuar amando,
fazendo  feliz e sendo feliz!
- Afinal não custa sonhar...
FELIZ ANO NOVO!



Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL





* * *

domingo, 1 de janeiro de 2017

2016: O ANO DO DESPERTAR DOS “OTÁRIOS”

31 de dezembro de 2016
Último dia de 2016, um ano que muitos querem ver para trás, de preferência esquecido. A maioria formada por gente de esquerda. É claro que a aguda crise econômica brasileira, com seus 12 milhões de desempregados nas costas, impede uma comemoração muito grande deste ano que se encerra. Fruto das incríveis trapalhadas ideológicas, da incompetência e da infindável corrupção do PT, a crise serviu como um banho de água fria – ou melhor: gelada -, durante os 365 dias corridos do ano. Mas há, sim, muito o que celebrar, apesar disso.

A começar pela própria reação da esquerda. Quanto mais jurássica essa esquerda, maior o pânico que demonstra publicamente. Foi um annus horribilis para essa turma, o que já prova que não pode ter sido de todo ruim para seres decentes e pensantes. Se o PT, o PSOL, o PCdoB, a UNE, a CUT, o MST, os socialistas em geral e os “jornalistas” da GloboNews estão em prantos, então coisas boas devem ter acontecido. E, de fato, aconteceram.

O Brexit tem sido lamentado por muitos que, da noite para o dia, tornaram-se defensores da globalização. É claro que não defendem a globalização liberal coisa alguma, e sim uma visão globalista do mundo, ou seja, mercados cada vez mais controlados pelos estados, de preferência caminhando na direção de um estado global, com George Soros nos bastidores puxando os fios como de uma marionete.

A vitória de Trump foi outro marco desse mesmo fenômeno: a elite aprisionada na bolha não entendeu até agora o grito de protesto dos americanos, que não foram contra a globalização em si, mas contra o establishment “progressista”. E essa vitória expôs todas as mentiras da grande imprensa, seu viés, sua torcida, tudo disfarçado de jornalismo isento. Tiveram que criar esse papo de “pós-verdade” só para esconder a perda do monopólio da mentira. Momentos divertidos, portanto, ver a choradeira dessa patota ridícula.

O acordo de “paz” com os terroristas das Farc sendo rejeitado pela população foi outro acontecimento positivo e hilário em 2016. Os “especialistas” tendo que engolir que o “homem comum” não considera inteligente negociar a “paz” se ela significar se curvar de costas diante de marginais foi algo sensacional.

Mas tivemos, claro, as tragédias na Síria, as com maior destaque, a Venezuela implodindo de vez, e a continuação de problemas graves pelo mundo todo, na maioria dos casos um resultado de políticas defendidas pela esquerda, como o socialismo, o multiculturalismo, o desarmamento de civis, o estado controlador etc. O mundo, definitivamente, não é um parque de diversões infantil onde a retórica pomposa impera sobre a natureza humana, como os “progressistas” gostam de acreditar.

E, voltando ao Brasil, tivemos o impeachment de Dilma Rousseff, a pior presidente de toda a nossa história, uma figura abjeta que inacreditavelmente chegou ao poder, em tempos de profundo sonambulismo dos eleitores. Como não aplaudir um ano em que alguém como Dilma é enxotada do poder, com o massacre do PT se seguindo nas urnas? “Só isso” já é motivo para festejar com a melhor champanhe que seu bolso for capaz de comprar.

Mas não foi “só isso”. O governo Temer, justiça seja feita, iniciou um processo de reformas necessárias, que tinham sido completamente abandonadas pelo PT. Colocou gente séria na economia e no comando de estatais, comprou briga com os sindicatos para flexibilizar as leis trabalhistas obsoletas, aprovou a PEC do Teto para limitar gastos públicos, e pretende até desarmar o esquema da UNE e do PCdoB na emissão de carteiras de estudante. Pode estar aquém do que desejamos e precisamos, mas o governo Temer fez mais em poucos dias do que o PT em quase 14 anos, o que nem é tão difícil, uma vez que o PT só fez cagada e destruiu o país.

E a Folha, hoje, publica dois artigos antagônicos justamente sobre uma retrospectiva de 2016, o favorável assinado por Janaina Paschoal, e o desfavorável por José Eduardo Cardozo. Uma mulher de garra que ajudou na luta pelo impeachment, e o petista que fez de tudo para defender o indefensável. Como ainda ter dúvidas de qual lado tomar? Janaina, inclusive, chegou a mencionar Ayn Rand em seu texto:

Descrição: http://ssum.casalemedia.com/usermatchredir?s=183697&cb=http%3a%2f%2fdis.criteo.com%2frex%2fmatch.aspx%3fc%3d24%26uid%3d%25%25USER_ID%25%25Além de quebrar o círculo vicioso e o verdadeiro compadrio que existia, o processo de impeachment permitiu a conscientização acerca da importância da responsabilidade fiscal. Não foi por coincidência que, em outras esferas de poder, os órgãos de controle passaram a funcionar com maior severidade -basta olhar o número de procedimentos e até de prisões a alcançar governadores, ex-governadores, prefeitos e ex-prefeitos.

O descortinar dos ajustes estabelecidos entre governo e empreiteiras, inclusive com remessa de bilhões de dólares ao exterior, salvo entre os crentes do petismo, deitou por terra a falácia de que Lula e Dilma seriam perseguidos políticos. Se antes eram vistos como pais dos pobres, ficou claro terem sido mães para os ricos.
[…]

Nota-se que, ao mesmo tempo em que deixa de aceitar a corrupção institucionalizada, o povo brasileiro passa a questionar benesses incompatíveis com repúblicas muito mais ricas que o Brasil. Em suma, não vamos ficar calados nem diante das ilegalidades nem frente às imoralidades.

Sempre foi muito cômodo aos poderosos fazer menção ao nosso povo como cordato e conciliador, pois o cordial costuma ser submisso.

Diversamente do alardeado, 2016 não foi o ano perdido. O cidadão comum, ainda que assustado com a lama que eclodiu, voltou a acreditar que é possível tomar as rédeas do destino do país.

Parafraseando a escritora Ayn Rand em seu clássico “A Revolta de Atlas”, penso que 2016 foi o ano da revolta dos otários, aqueles que trabalham para pagar os tributos, até então, sem direito a opinar.

Um povo maduro enxerga sua realidade, por pior que seja, a fim de transformá-la. Este foi o ano de diagnosticar a difícil realidade; 2017 pode ser o da transformação.

Desejo a todos um ano novo com os pés no chão e os olhos bem abertos! A meta é impedir que volte a imperar o silêncio da cumplicidade. Nos corações, que reine a tranquilidade de que é certo fazer o certo.

Sim, concordo com ela: foi ano da revolta dos “otários”, aqueles que a esquerda enxerga como mascotes ou vacas leiteiras. Cansamos dessa elite podre mancomunada com o governo, desses “intelectuais” que defendem o socialismo, dos artistas engajados que só querem mamar nas tetas estatais, dos empresários incompetentes que só pensam em privilégios. Um ano que colocou essa turma toda na berlinda, que deu um baita calor nessa gente, não pode ter sido um ano ruim.

Um ano de derrotas para Obama, Hillary, Lula, Dilma, Farc, Soros e companhia, só pode ser um ano positivo. Um ano em que o maior tirano da América Latina finalmente bateu as botas e foi assombrar o Capeta no inferno só pode ser um ano positivo. Claro, morreu muita gente boa também, como ocorre todo ano. É da vida. Mas há muita coisa a ser celebrada nesse 2016 que termina hoje.

E que 2017 seja ainda melhor, com mais derrotas para a esquerda, com mais despertar dos “otários”.

Do meu lado, só posso agradecer pela confiança dos leitores, visível nos números. Fecho 2016 com 160 mil seguidores no Facebook, quase 90 mil seguidores no Twitter, mais de 50 mil curtidas em minha fan page, quase 40 mil inscritos no meu canal do YouTube, uma média de 70 mil visualizações diárias em meu blog, quase 80 mil curtidas na página do Instituto Liberal, e centenas de pessoas consumindo meus cursos na Kátedra.

Ou seja, enquanto o Brasil ainda afunda pela visão ideológica equivocada, sigo fazendo meu trabalho com alcance cada vez maior, mostrando a mais gente as causas desse nosso fracasso. E pretendo acelerar o ritmo em 2017, pois o Brasil tem pressa!

Rodrigo Constantino


SOBRE /  RODRIGO CONSTANTINO

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.




* * *

ANO NOVO - Wagner Albertsson

ANO NOVO

SABOREIE O NOVO ANO
QUE CHEGA,
SINTA A CONSISTÊNCIA
DO QUE É NOVO E DESAFIADOR.
CREIA EM TUDO
QUE FOI POSTO NO PAPEL
PARA ESSE NOVO ANO,
POIS EU
ACREDITO MUITO EM VOCÊ.

REALIZE 
O QUE FOI REDIGIDO
NO TEU CORAÇÃO.

EU SEI QUE
TUDO É MAIS FÁCIL
NOS SONHOS
E EM PAPÉIS
SUBMISSOS.

MAS A TUA PERSEVERANÇA
TRANSFORMARÃO
EM REALIDADE
OS TEUS MAIS 
"IMPOSSÍVEIS" DESEJOS 
NESSE NOVO ANO.

VOCÊ NÃO É
MAIS UM GRÃO DE AREIA 
NO PLANETA;
É UM EVEREST DIVINO 
NO UNIVERSO.

DEUS CONFIA EM VOCÊ 
E EU TAMBÉM.



WAGNER ALBERTSSON

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (7)

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus - Domingo 01/01/2017

Anúncio do Evangelho (Lc 2,16-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo: Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura. Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. E todos os que ou viram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

http://liturgia.cancaonova.com/

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:

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"Um Menino é a resposta de Deus às nossas perguntas"
“Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12)

Natal: estamos em um tempo que nos fala do essencial: um Deus que se faz carne, o divino que se faz humano; o eterno se estremece diante do que é terno; o infinito abraça amorosamente a fragilidade...  Viver este mistério é viver em Deus, compreender até onde chega a loucura de amor de um Deus que se humaniza para que nos humanizemos. “A humanidade de Cristo é a humanidade vivida à maneira de Deus, ou melhor, vivida por Deus” (José Arregi).

“Deus se humanizou”: tal expressão revela que a Misericórdia de Deus significa também ternura. Apareceu um Menino: apareceu a ternura e a doçura do Deus que salva. Na fragilidade de uma criança se esconde e se revela a grandeza divina. Uma antiga tradição religiosa afirma que a maior seriedade de Deus aconteceu quando Ele virou menino. Louca aventura amorosa de Deus! No rosto de uma criança se faz visível a Misericórdia que desce sempre mais abaixo, que nasce no ventre da terra e se faz terra fértil.

Segundo Jacob Boehme, místico medieval, Deus é uma Criança que brinca... É nessa atmosfera “infantil” que Deus se aproximou de nós. Não veio como um imperador poderoso nem como um sumo-sacerdote ou um grande filósofo. Deus pode ser encontrado não na estrada suntuosa do domínio e do poder, mas na estrada da doação, da partilha, da solidariedade... A única explicação da “descida” de Deus é seu “amor compassivo”. Ele mergulhou na nossa fragilidade fazendo-se uma criança pobre, que nasce na periferia, no meio de animais, deitada numa manjedoura... para que ninguém se sentisse distante d’Ele, para que todos pudessem experimentar o sentimento de ternura que  uma criança desperta e sobre quem nos dobramos, maravilhados. Criança não infunde medo; todos se aproximam dela. Pequenino com os pequeninos, Deus nos faz proclamar silenciosamente:
                “Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande...” (Adélia Prado).
É a fragilidade de uma criança que ativa em nós a atitude da expectativa, da novidade, do assombro... Cada nascimento é um sinal, um imenso milagre, uma bela promessa, um profundo chamado. Viver é milagre. Só ser já é milagre. E o maior milagre é a ternura que cuida, nutre, consola. Isso é “Deus”.

Dizia o pintor Pablo Picasso que tornar-se criança leva tempo, e poderíamos acrescentar que somente o encontro com o Deus Menino nos devolve a pureza e a inocência primordiais. Quando nos fazemos presentes junto à Criança eterna, então brota em nós o impulso para a renovação de vida, o despertar da inocência escondida, o encontro com novas possibilidades de ação que correm em direção ao futuro.

O Natal é essa ternura que ilumina a história humana, o cosmos do qual somos parte. É a confissão de que a bondade gera e sustenta a vida. É crer que tudo está eternamente movido por um pulsar profundo, criador, maior e mais poderoso que o universo, mais terno e pequeno que o coração de um recém-nascido. É a promessa de que o bem prevalecerá.

Ao recuperar o olhar de assombro e de espanto no interior da Gruta de Belém, nossa mente se abre à imaginação e ao sonho, começamos a considerar as infinitas possibilidades para ser e conviver, brota a alegria do novo, do que está nascendo a cada instante, de explorar recursos inéditos e desconhecidos.
Natal é o tempo para acolher com ternura o que é germinal, o pequeno, o que nasce nos movimentos sociais e humanitários alternativos e nos grupos eclesiais que se empenham por um mundo novo e por uma Igreja mais sintonizada com o sonho de Deus. É o momento de sair para os excluídos, para aqueles que não podem chegar até nós.

Ao entrar na gruta para contemplar o Menino-Deus, conectamos, ao mesmo tempo, com o mais profundo do coração humano, carregado de compaixão e generosidade. A bondade humana é uma faísca que pode se atrofiar, mas jamais se apagar. São necessários alguns momentos densos para que esta chama seja ativada. A vivência do Natal é um deles.

Da “Gruta de Belém” à “gruta interior”: esta é a aventura que nos leva a crescer, amar e compartilhar com os outros o dom da vida; aprender a ver nas pessoas a grande reserva de bondade, altruísmo e generosidade que carregam dentro de si; nunca conformar-nos com a injustiça e a violência, semeando cordialidade e gentileza a todos (as); e, sobretudo, ser mestres da esperança. “...porque é de infância, meu filho, que o mundo precisa” (Thiago de Mello).

O Menino Deus, em Belém, nos oferece uma maneira nova de olhar a realidade e a fragilidade de tantas pessoas. A contemplação de Jesus em seu nascimento nos ensina a contemplar a fragilidade e a exclusão humana como uma forma de presença de Deus. Deus está entre nós como fragilidade, nos excluídos, nos pobres, nas carências de todo tipo, em cada uma de nossas limitações. Por isso mesmo, sair, descer ao encontro das carências humanas, é uma forma de peregrinação para o coração do Deus mais vivo e surpreendente. Com os mesmos passos com que nos aproximamos da fragilidade dos que sofrem, também nos aproximamos de Deus.

A partir dessa debilidade podemos sentir que passa por nós a força de Deus, seu santo braço, que transforma, com nossa ajuda, toda a realidade.  Se Deus correu o risco de encarnar-se, de nascer pobremente e crescer como salvação a partir da exclusão deste mundo, já não há excluídos para Ele, ninguém fica fora d’Ele. E o lugar principal para a festa é ali onde Ele aparece: nos aforas, onde não há lugar, onde tudo parece esgotar-se e é condenado a crescer em meio às ameaças e às intempéries das situações humanas.

O Nascimento de Jesus é um atrevimento, uma verdadeira ousadia, uma surpresa inimaginável...; na verdade, o Natal é a manifestação do impossível que se faz possível no coração de Deus.
“Ele é o eterno Menino, o Deus que faltava; o divino que sorri e que brinca; o menino tão humano que é divino” (Fernando Pessoa).

Agora temos um Deus menino e não um Deus juiz severo de nossos atos e da história humana. Quê alegria interior sentimos quando pensamos que seremos julgados por um Deus Menino! Ao invés de condenar-nos, ele quer conviver e entreter-se conosco eternamente.

Texto bíblico:  Lc 2,1-14

Na oração: Que saibamos escutar a nossa criança interior que clama por ser amada, acolhida, curada de tanta mesquinhez, intolerância, e indiferença.
O Natal é como um poema; nele Deus se revela como uma Criança, pois nos mostra que a vida é sempre dom, novidade que destrava a humanidade para expandi-la por inteira. Que o Deus Menino que vai nascer nos mostre o caminho da verdadeira beleza da vida, e a graça de nunca perdermos a alegria de ser e viver.
Deus seja louvado!
Um abençoado Natal a todos!

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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