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domingo, 24 de maio de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Divina Família – Geraldo Maia

Divina Família

Geraldo Maia


Lá em casa habita um Deus
em todos os lugares,

Um Deus que é Pai e Mãe
antes de existirem lares,

Um Deus que é Filho fruto
da pureza com a santidade;

E um Espírito que paira
sobre os rios e os mares.


Lá em casa mora
uma Santíssima Trindade,

Que trabalha sem parar
por amor e piedade;

Seu foco é a remissão,
sua meta é a salvação,

Seu princípio é o fim
da morte e do pecado.


Minha casa é a que Jesus
constrói em cada passo,

Me abrigo a Seus pés,
me alimento de Seu verbo,

Me visto de Sua luz,
e tudo o que carrego

é o amor que Ele me deu,
meu Deus Eterno.


Geraldo Maia
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto) Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA. Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon. Trabalha na empresa Folha Notícias. Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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domingo, 8 de março de 2020

EM CANTAR – Geraldo Maia



Em Cantar


A mulher quando chega
parece um milagre;
sua presença se espalha
por toda parte,
e não sabemos se o que se passa
é lentidão de raio
ou ensaio de eternidade.
A mulher quando chega
é como se a beleza do mundo
de repente se
condensasse num tela viva
em constante movimento e graça
e não sabemos se o que se passa
é traço de loucura
ou distorção de sanidade.
Se é magia pura,
ou apenas a tarefa cotidiana
de trançar com sonho e realidade
o tecido da existência
sobre o qual pouco sabemos
a não ser que se revela
quando chega
a mulher.

Geraldo Maiassanto
  
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Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

CARTA A UMA LINDA PROFESSORA – Geraldo Maia


Linda professora, que posso dizer a não ser que durante mais de três décadas militei na esquerda, acreditei nas teses do socialismo comunismo, mas quando vi importantes escritores, poetas e artistas como Jorge Amado, Pablo Neruda, Juan Gelmon, Mario Benedetti, Maiakovski, Vargas Lhosa, só para citar alguns, abandonarem essas teses que ceifaram mais de cem milhões de vidas inocentes, diante da revelação dos crimes de Stalin, Mao, Even Hocha, Fidel, Santos, Ortega, Radic, Morales, Lula, Dilma, Dirceu, Palocci, etc, eu ainda, por um tempo, fiquei ao lado dessa esquerda que depois percebi melhor só visa o poder pelo poder. Por isso roubou tanto, mais de três trilhões de reais, para ficar ‘eternamente’.

Mas depois que foram também sendo revelados os crimes cometidos pela esquerda no Brasil, iguais ou ‘melhores’ que os da direita, me afastei da militância política, mesmo tendo contribuído para a criação do PV e logo depois da Rede, ainda teimosamente acreditando no discurso e algumas práticas da Marina Silva. Não adiantou nada. Marina vendeu a Rede a profissionais dessa esquerda escrota, sem amor, sem ética, sem valores, sem princípios, sem família, sem moral, sem verdade, sem honestidade, porque, segundo essa esquerda ensina, todas essas coisas terão a sua versão socialista substituindo essa cultura burguesa através do ‘realismo socialista’ imposto aos artistas de um modo geral para fazer propaganda do estado totalitário que, segundo as cartilhas socialistas, não precisa de Deus, afinal a cosmovisão de Deus precisa ser destruída para dar lugar ao domínio da cosmovisão marxista leninista.

Então, diante de tantos crimes cometidos por essa esquerda escrota vindo à tona, começa a ser criado nas pessoas um sentimento contra essa mesma esquerda que assalta os cofres públicos porque está apenas ‘desapropriando’ a grana burguesa roubada do povo que essa esquerda julga defender, mas na verdade trata-se de uma pseudo vanguarda que quer as benesses do poder em nome do povo.

Aí chega Bolsonaro, de extrema direita?

Ruim?

Quem acha?

Alguém fez melhor que ele? Em quase vinte anos no poder, ou mais? Como nunca deu certo em lugar nenhum, nem na França ateia, nem nos colonizadores Portugal, Espanha, Itália, Holanda e Reino Unido, em suas versões mais moderadas, e nem em ditaduras de extrema esquerda como Cuba, Coreia do Norte, China (uma espécie de ditadura capitalista de estado),e nem com a versão gramsciana de marxismo cultural a esquerda conseguiu algum sucesso.

Mas você me pergunta se eu apoio o atual governo tido como fascista.

Fascista? Mas o fascismo prega o estado totalitário, a censura da imprensa (marco regulatório do PT), da cultura com o aparelhamento de TODOS os órgãos de cultura do país, e das artes (realismo socialista imposto por Stálin) manipuladas no Brasil pela militância petista aparelhada).

O fascismo prega e pratica a perseguição e morte de minorias como LGBT, índios, ciganos, negros e dissidentes, mas isso tudo é praticado pelo socialismo, o que o “Bozo” pratica (vejo isso todo dia) é liberdade de imprensa e pensamento (os ataques contra o governo são livres e diários baseados em mentiras e verdades distorcidas), os gays são livres (o governo banca através do SUS cirurgias de redesignação sexual), os índios são livres e vivem em suas reservas por livre escolha, o estado que o “Bozo” quer é o estado mínimo, com os meios de produção na mão da iniciativa privada, que essa esquerda chama de empresários burgueses e quer eliminar essas pessoas em paredões e gulags.

Bem, eu sou contra as práticas e teses fracassadas dessa esquerda, tenham o nome que tiverem.

Mas como pode alguém inteligente e culto como você, uma professora, estar ao lado dessas teses fracassadas, obsoletas, e ainda por cima ir para um partido chamado Partido Socialismo e Liberdade. Mas onde existiu ou existe liberdade em um país socialista?

Socialismo, assim como o fascismo, prega o domínio total do estado sobre o indivíduo, considerado como um ‘zero a esquerda’. Onde o socialismo foi vitorioso? Na ex-URSS? Só quero um exemplo.

Sou contra o fracasso, a violência dessa esquerda, sua ignorância e estupidez, suas mentiras e desonestidade, seu cinismo e sua incompetência.

Quanto ao Bolsonaro, por enquanto nada tenho a dizer, observo o que fez no primeiro ano de governo, e acho açodado expor algum tipo de análise crítica. Só o cara ser honesto, hétero, crer em Deus, amar a pátria e a família, já é uma boa coisa para mim.

Mas, cara Virgínia, pensar diferente faz parte da vida, nada é igual no universo, nada, no máximo as coisas e pessoas podem ser diferentes, iguais nunca, para mim igualdade é o direito e o dever de cada um ser e estar diferente. Sob a eterna proteção de Deus. Por isso, professora, por favor não me queira mal pelo exposto, porque eu amo você sempre, por mais, e ainda bem, que seja diferente de mim.

Para começo de conversa você é mulher, uma linda, poderosa, carinhosa e maravilhosa mulher.

Beijo, carinho, te amo e fica com Deus.

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Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Geraldo Maia – Soneto que nada completa



SONETO QUE NADA COMPLETA


Nada sou nada tenho nada quero
Um só nada e nada disso é tudo
E muito que possuo de mim mesmo
o Deus universo do qual faço parte

Tão ínfima tão infinita tão
Insignificância grandiosa
Pulsa enorme imensa total
E ao mesmo tempo murcha reduz

Sua grandiosidade a um
Simples ponto de nada do que sou
Somos estamos sendo toda nossa

Minha realidade nada é por mim
Que posso ser tudo se de Deus já sou 
e nada faz completo estar sendo sem Deus.

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Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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sábado, 14 de dezembro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Sépia - Geraldo Maia



SÉPIA 
Geraldo Maia


te amar como a gota à pétala
sorver toda manhã de tuas entranhas
e parir o céu numa pequena tela
de ternura e te amar por estranhas

ruas de silêncio então aos poucos
alcançar o gozo cru de teu veneno
antídoto fatal rebenque em pleno
galope salto sol do delírio outros

te amarão por certo mas o meu amor
é de sépala e punhal tara de flor
de orgia é sangria fescenina

de mel e amargo trago sem fim rima
boba como água e susto ah gosto
de te amar como lágrima ao rosto

Geraldo Maia, poeta 
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

'DIA DO FOGO' QUEIMA A LÍNGUA DOS COMUNO-FASCISTAS – Geraldo Maia

O ‘DIA DO FOGO’ (10 de agosto) confirma que Bolsonaro diz a verdade a respeito de ONGs e petralhas infiltrados no ICMBio tão aparelhado como toda a administração atual, os verdadeiros culpados pelo fogo na floresta Amazônica.

 Mas quando se fala de aparelhagem petralha a imprensa toda faz de conta que não ouviu, não viu e não diz nada. A reportagem da Globo mostra e prova que o ICMBio mais alguns fazendeiros e ONGs foram os verdadeiros responsáveis pelos incêndios criminosos na Amazônia. A ponto de a própria rede Globo, inimiga cruel do governo e de Bolsonaro, em mais um milagre de Deus, publicar reportagem confirmando a fala do presidente e mostrando para todo mundo quem realmente tocou fogo na floresta. 

E não precisamos do bandido Macron nem de europeu nenhum para cuidar da nossa floresta amazônica, e nem outra floresta nossa qualquer. A Amazônia pertence ao Brasil e aos outros países que compõem a região amazônica. 

Perguntinha: Com que cara vão ficar os que, como Marina Silva (grande decepção ao aliar-se aos comuno-fascistas extremistas), tentaram "queimar" Bolsonaro e o Brasil para o resto do mundo?

Espero que as outras mídias façam como a Globo nesse episódio e pelo menos uma vez na vida publiquem a verdade.

Se preciso for, pegaremos em armas para defender nossa soberania. Ficou claro, Macron e Cia?


Geraldo Maia - Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto) Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA. Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon. Trabalha na empresa Folha Notícias. Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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domingo, 19 de maio de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Desertos – Geraldo Maia


DESERTOS
Geraldo Maia


Se o sol perder o ânimo
Se a lua entrar em pânico
Se a chuva errar de alvo
Se o mar se por a salvo

Se a terra abortar
O estupro do átomo
Se o vulcão devorar
As luas de asfalto

Se o vento escapar
Pelos horizontes
Se o amor implodir
Nos indiferentes

E se o rio engasgar
E se a ponte fingir
E se a rua ruir
E se o riso rasgar

E se o olhar tropeçar
E cair no espelho
E se o cheiro do tempo
Estiver vencido

E se o gosto do veneno
For o antídoto

E se tocar der barato
E se ouvir for calar
E se falar for sem rosto

E se o efeito de pensar
For imediato
E se todo sentimento
Investir no mercado

E se as cédulas
Rasgarem as celas
Sem piedade
E se as selvas
Salvarem as cidades
Do vírus
Civilizado

Então está revelado: é hora de se
Despir
Do deserto das casas

É hora de se vestir asas de
Audácia
E sobrevoar a culpa do
Perdão
E se exercitar nos
Gestos
Deus no coração


Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

A LENDA DO PLANETA AZUL – Geraldo Maia



22.04.2013

(Pelo dia do querido planeta Terra!)


Era o planeta mais lindo da via látea
Flores e aves cantavam por toda parte,
Seres humanos felizes dançavam com a lua,
O sol repartia seus raios para o milagre da chuva.


Dizem que se dedicavam à arte do amor
e celebravam a vida sem nenhum temor;
Se amavam por toda parte porque era bonito,
Semeavam o sêmen o arroz o trigo e o milho.


Moravam pequenas cidades piramidais,
Viviam em paz entre si e os animais
Em pleno gozo e ternura em plena harmonia
Até o fim do universo e o começo do dia.


Era o planeta onde havia solidariedade
Ali cada um exercia a sua diversidade,
Se era aceito por ser igual ser diferente
E nada tinha mais valor que a vida e sua semente,


As leis eram as que haviam na natureza:
Viver uma aventura de eterna beleza
O Todo era uno e tudo era um Ser Divino
E a vida era só uma questão de menina e menino.




Geraldo Maia, poeta 
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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sábado, 9 de março de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Vácuo – Geraldo Maia



VÁCUO
 

O vento parou de repente,

parece uma montanha invisível,

uma casa sem sentido,

e levou a lua para o gelo,

compartilhou segredos com as copas das árvores,

alguém quis chegar na janela

e confessar pecados das sombras,

mas o vento ficou impassível,

precisava se manter assim

até que movesses um riso na tua demora,

apenas caprichos ao vento,

birra de brisa,

exagero de furacão,

o imenso parque de diversões dos tornados,

o sopro na ferida depois do mercúrio,

o zinco afiado das favelas,

a porta impassível do parque onde se reúnem

para os ensaios dos assovios,

e ainda está lá, parado diante da luz azul,

disposto a ficar ali até que resolvas doar

um segundo de tua respiração

para o cochicho das fábricas,

para a ladainha da saudade

que fica ali parada

sem saber direito o que fazer

para escapar do vácuo de tua ausência.

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Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,

Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

SAMPASSOM - Geraldo Maia


Sampassom

Anhanguera
Anhanguera
Anhangabaú
Anhangabaú

Mongaguá
Mongaguá
Araçariguama
Araçariguama

Jaraguá Jaguara
Jaraguá Jaguara
Vai Jaguariúna
Vai Jaguariúna

Mandaqui
Mandaqui
Pro Capão Redondo
Pro Capão Redondo

Peri-Peri
Peri-Peri
Na rua da Móoca
Na rua da Móoca

Itaim Bibi
Itaim Bibi
Muita Aricanduva
Muita Aricanduva

Jaceguava
Jaceguava
Pro Embu das Artes
Pro Embu das Artes

No Ibirapuera
No Ibirapuera
Tem Tatuapé
Tem Tatuapé

Viaduto do Chá
Viaduto do Chá
Rola na Paulista
Rola na Paulista

Itaquaquecetuba
Itaquaquecetuba
Não tem Consolação
Não tem Consolação

Tucuruvi
Tucuruvi
Bem no Curucutu
Bem no Cucurutu

Butantã tã tã tã tã
Butantã tã tã tã tã
Ficou de Tremembé
Ficou de Tremembé

Morumbi
Morumbi
Lá na Casa das Rosas
Lá na Casa das Rosas

Água Espraiada
Água Espraiada
Ainda Itapura
Ainda Itapura

Sapopemba
Sapopemba
Mandinga de Moema
Mandinga de Moema

Pirajussara
Pirajussara
Toma Guarapiranga
Toma Guarapiranga



Geraldo Maia, poeta 
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.
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(25/01/2019 – Aniversário de São Paulo)

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA, UM POEMA: Quando poema rota - Geraldo Maia



Quando poema rota

Queria escrever depois do almoço
gotas de sais faíscam no prato
sobras de um fato com crase
quase um menino com dedos famintos
a futucar meu riso com sua míngua
depois do almoço arroto a rota 66
pavê de sobremesa só quem é cego
e não vê que o menino tem cárie 
no carinho e uma tatuagem de silêncio 
no cotovelo cai a moeda a perna se abre 
embaixo da mesa cabe uma coxa sem trânsito
mas tudo em volta emerge urgem 
coquetéis e motos bomba no cruzamento
entre judeus e palestinos em barricada de pássaros e pátina e pálpebras
forçar a barra para o ritmo não ficar binário 
e não passar por otário na polícia
minha mulher fugiu com o talão de cheque 
do antigo amigo de infância
e eu perdi o jogo do corinthians que perdeu o campeonato mundial de sopapos
depredaram tudo no elevador antes do garçom chegar 

com sua máquina portátil de débito em crédito
mas eu insisto e não acredito em papai noel
não acredito em cornos sem furos
não acredito em muros sem Berlim
não acredito enfim em traições
a não ser as que vi
aspirina pirei
às de topázio
e o menino está pagando de comer
pedi um prato de spaghetti ao sugo
e juro que é real
esse poema é real
a fome do menino é real
FHC pagou de real no circo
Na real ele quer liberar geral
e geraldo é o meu primeiro nome
geraldo
apenas geraldo
sete letras
não dá para ver lá no fundo do universo
Não?
Antonio Milton faça o favor
Ilumine aqui com sua verve
esse cantinho do infinito
onde ínfimo perambulo
com um embrulho de poeira
onde guardo o pó do meu pecado
e creio que Deus é tão concreto
quanto Amor.



Geraldo Maia

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