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sábado, 14 de dezembro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Sépia - Geraldo Maia



SÉPIA 
Geraldo Maia


te amar como a gota à pétala
sorver toda manhã de tuas entranhas
e parir o céu numa pequena tela
de ternura e te amar por estranhas

ruas de silêncio então aos poucos
alcançar o gozo cru de teu veneno
antídoto fatal rebenque em pleno
galope salto sol do delírio outros

te amarão por certo mas o meu amor
é de sépala e punhal tara de flor
de orgia é sangria fescenina

de mel e amargo trago sem fim rima
boba como água e susto ah gosto
de te amar como lágrima ao rosto

Geraldo Maia, poeta 
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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