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quinta-feira, 17 de junho de 2021

TRÊS REGISTROS – Cyro de Mattos

 


Três Registros

Cyro de Mattos

 

   O Gesto 

        Estava com o lado esquerdo todo paralisado, a fala comprometida. Alimentava-se por sonda. Talvez fosse irreversível seu estado.  Rezava por ele. “Se tivesse alta do hospital, provavelmente irá para uma clínica”, pensou.

       Requeria cuidados, durante 24 horas por dia. 

       Foi visitá-lo no hospital e ficou muito sensibilizada. Não entendeu nada do que ele falou. Ele pegou sua mão e deu um beijo. Era como se despedia dela. Agradecia todos os momentos que habitara com ela, envoltos na alegria e na tristeza. 

       Voltou para casa sabe como...  Lamentou daí a instante quando soube que ele acabara de falecer. Em lugar da máscara, a pele enrugada cobrindo o rosto ossudo, levava uma expressão serena, assinalada pelo gesto que fez quando lhe beijou a mão. Deixava assim para ela uma saudade formada de afeição e entendimento nos momentos que viveram juntos. 

        Durante sessenta anos de casados. O tempo havia ofertado a eles cinco filhos e quinze netos. 

 

 O Espetáculo

De repente o menino se fez homem.

De repente o homem se fez idoso.

De repente o idoso se fez velhinho.

As cortinas fecharam-se.

Não mais que de repente.

 

Presente

O pai disse que ia lhe dar um grande presente.

Estava fazendo cinco anos no domingo. 

- Pai, é esse o mar?

- É

- De quem é, pai?

- É seu.

O mar rugia sem parar. A água molhava seus pés pequenos.

Na poça que se formou ali perto, encheu de água o balde de plástico.

Ficou cavando com a pá a areia.

O vento soprava nos cabelos.

Aquele marzão era todo seu.

De contente sorriu.

Um sorriso do tamanho do mar.

 

Cyro de Mattos é ficcionista, poeta, cronista, ensaísta e autor de literatura infantojuvenil. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da UESC (Bahia).  Possui prêmios importantes. Publicado no exterior.

* * *

quarta-feira, 16 de junho de 2021

ACADEMIA GRAPÍUNA DE LETRAS PROMOVE REUNIÃO E HOMOLOGA COMISSÕES

 


No último dia 10/6, quinta-feira, às 19 horas, a Academia Grapiúna de Letras (AGRAL), sediada em Itabuna, realizou via plataforma google meet, em função da inviabilidade de reunião presencial, por causa das medidas restritivas acerca de distanciamento social, face à Covid-19, reunião ordinária e extraordinária.

Na reunião ordinária, presidida pelo acadêmico-presidente Samuel Leandro Oliveira de Matos [foto acima], com as presenças de confrades/confreiras, foram homologadas pelos acadêmicos duas importantes comissões a de Avaliação de Textos para Publicação, composta pela confreira Lílian Pereira como presidente e os confrades Jailton Alves e Samuel Mattos como membros e a Comissão de Análise e Seleção de Currículos e de Eleição de candidatos a acadêmicos da “Casa das Letras Grapiúna”, tendo o confrade Vercil Rodrigues na presidência e os confrades José Carlos Oliveira e Washington Cerqueira como membros. 

O presidente Samuel Leandro , falou da importância de cada acadêmico (a) escrever sobre seu próprio patrono ou patronesse, com vistas a futura publicação da AGRAL, e apresentou informações biográficas do seu patrono, Sosígenes Costa e um áudio, de poema seu, na voz da atriz Nevolanda Pinheiro (“Flor de Cacau”).

Encerrada a reunião ordinária, iniciou-se a extraordinária, aberta ao público, quando o professor-doutor em educação física e membro da Academia Grapiúna de Letras Samuel Macêdo Guimarães [foto abaixo], proferiu brilhante e elucidativa palestra intitulada “Acentuações Terapêuticas Corporais na Saúde Mental: Uma Contemporaneidade de Saúde Pública em tempos de Pandemia”, que pela qualidade do palestrante e da temática mereceu elogios dos acadêmicos e convidados.



Fonte: http://jornaldireitos.com/#/noticia?p=16285


ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Espiritualismo - Luiz G. Dias


Espiritualismo

Luiz Gonzaga Dias


 

Andar no mundo, errante atrás de um porto

Longínquo e falso como a fantasia,

É tentar reviver um sonho morto,

No cemitério atroz da nostalgia.

 

Pede a tua alma, resignação, conforto,

A calma estoica da filosofia,

Perdida a mágoa no caminho torto,

A existência é doce taça de ambrosia.

 

Liberta, pois, a natureza escrava,

Reconquista o espírito a paz precisa,

Da vida a marcha nada mais entrava.

 

Domando na alma a angústia que fulmina,

Hás de entender a perenal divisa:

- Só é feliz quem as paixões domina!

 

(IMAGENS MUTILADAS)

Luiz Gonzaga Dias

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terça-feira, 15 de junho de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO - Desfazendo Mitos


                     Vamos desfazer alguns mitos:


 

O amor não ilumina o seu caminho.

O nome disso é poste.

 

O amor não é aquilo que supera barreiras.

O nome disso é gol de falta.

 

O amor não traça o seu destino.

O nome disso é GPS.

 

O amor não te dá forças para superar os obstáculos.

O nome disso é tração nas quatro rodas.

 

O amor não mostra o que realmente existe dentro de você.

O nome disso é endoscopia. (rolei de rir!)

 

O amor não atrai os opostos.

O nome disso é imã.

 

O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego.

O nome disso é asma.

 

O amor não é aquilo que te faz perder o foco.

O nome disso é miopia.

 

O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama.

Isso é insônia. (PQP!)

 

O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. 

O nome disso é dinheiro.

 

O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura.

O nome disso é esquecer a toalha molhada.  

 

O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender.

*O nome disso é vodca.

 

O amor não faz você passar horas conversando no telefone.

O nome disso é promoção da Tim, Oi, Vivo ou Claro

 

O amor não te dá água na boca.

O nome disso é bebedouro.

 

Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim.

Isso é férias.

 

O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar.

O nome disso é empregada nova.

 

O amor não é aquilo que gruda em você, mas quando vai embora arranca lágrimas.

O nome disso é cera quente.

 

 

(Recebi via Whats. Autoria não mencionada)

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segunda-feira, 14 de junho de 2021

MORRE EM BRASÍLIA, AOS 80 ANOS, O ACADÊMICO MARCO MACIEL


O Acadêmico e professor Marco Maciel faleceu na madrugada do dia 12 de junho de 2021, em Brasília. Diante da recomendação de se evitar reuniões e aglomerações por conta do coronavírus, não haverá velório.


"O Brasil perdeu um dos artífices mais sábios no cenário complexo da redemocratização. Homem discreto, delicado, como quase não há mais. Marco não firmou aliança com formas incertas e nebulosas. Seu compromisso foi o de manter-se fiel a um ideário, ao princípio de clareza e harmonia, como um grego, leitor de Aristóteles e Rousseau. Sua presença fez escola na vice-presidência da República. Jamais perdeu a consciência da liturgia do cargo. Falava pouco, agia muito, sem protagonismo vazio. Marco Maciel jamais endossou a miopia da pequena política, nem tampouco a bandeira do ódio. Foi um homem de cultura na política, atento aos ventos da História e ao futuro de nosso país", declarou o Acadêmico e Presidente da ABL Marco Lucchesi.

Marco Maciel foi o oitavo ocupante da Cadeira nº 39. Foi eleito em 18 de dezembro de 2003, na sucessão de Roberto Marinho e recebido em 3 de maio de 2004 pelo Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça. Nasceu em Recife (PE), em 21 de julho de 1940. É filho de José do Rego Maciel e de sua esposa Carmen Sylvia Cavalcanti de Oliveira Maciel. Foi Secretário da Fazenda, duas vezes Deputado Federal, Prefeito do Recife, Promotor e Consultor-Geral do Estado.

Marco Maciel começou militando na política universitária na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Nessa época conheceu, na Universidade, a estudante de Sociologia Anna Maria Ferreira Maciel, sua esposa, com quem tem três filhos: Gisela, Maria Cristiana e João Maurício. Foi Vice-Presidente da República (Quadriênios 1995-1998 e 1999-2002), Senador (1983-1990 e 1991-1994), Ministro-Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República (1986-1987) e diversos outros cargos políticos nos mais de quarenta anos de vida política que exerceu.

12/06/2021

 

https://www.academia.org.br/noticias/morre-em-brasilia-aos-80-anos-o-academico-marco-maciel

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domingo, 13 de junho de 2021

11.06.2021 - Chegada de BOLSONARO na Cidade de São Mateus - ES.

CARTA ABERTA AO SENADOR OTTO ALENCAR

Excelência,

Não sou Charlatão. Sou Médico com mais de 200.000 prontuários de pacientes atendidos por mim ao longo de aproximadamente 45 anos de atividade profissional. Nessa Pandemia Covid-19 utilizo a Ivermectina, Hidroxicloroquina como Profilaxia tanto para mim, meus familiares e centenas de amigos.

Sabe Vossa Excelência quantos foram acometidos da Doença? Zero. Também no início da sintomatologia da Covid-19, independente de exame laboratorial pois a Clínica é soberana, outras centenas de pacientes os tratei com Ivermectina, Azitromicina, Ivermectina. Sabe Vossa Excelência quantos deles morreram ou foram entubados? Zero. Se prescrevesse para estes apenas Dipirona ou água como dito por Vossa Excelência, seria o meu resultado Zero? Na Medicina como no Amor Excelência, nem nunca nem sempre.

Mas na Política, notadamente na esfera da Corrupção, vejo eu e creio que milhares de brasileiros, que o NUNCA prevalece. Tome Vossa Excelência como exemplo o caso dos 48 MILHÕES DOS RESPIRADORES. Por que tanta temeridade em expor a verdade? 

Quantos aí sim morreram por falta dos Respiradores e não provocados por condutas dos "charlatães" como carimbados que somos indevidamente por Vossa Excelência? Por que não se abrir o caminho dos Bilhões de Reais que foram endereçados para o Combate à Pandemia Covid-19? Por que não se debruçar para se identificar a razão pela qual a Bahia não seguiu a orientação do Coordenador Científico do Consórcio Nordeste ao prescrever, na qualidade de respeitado Cientista, para um Lockdown sério que aí sim poderia ter evitado muitas mortes de Baianos?

Excelência: assinei junto com mais de 651 Médicos o Documento intitulado " Manifesto dos Médicos Baianos a Favor da Vida em Defesa da Autonomia Médica e do Tratamento Imediato contra a Virose Covid-19. Aqui não existe Charlatanismo e tão pouco Corrupção.

A minha caneta é minha, Excelência. Sou regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina.

Respeitosamente,


Dr. Modesto Jacobino, Médico, CRM BAHIA 3987.

Professor Aposentado da UFBA

Vice-Diretor da Faculdade de Medicina da UFBA (Gestão Prof. Tavares Neto) por 08 anos, eleito em votação direta por mais de 90% da Comunidade da mesma.


(Recebi via Whats)

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