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sábado, 3 de abril de 2021
ENTREVISTA
Entrevista com o professor universitário Samuel Leandro Oliveira de Mattos, recém-empossado presidente da Academia Grapiúna de Letras - AGRAL, a primeira a ser fundada na cidade de Itabuna e que completa 10 anos.
Quando e quem foram os fundadores da Academia Grapiúna de
Letras (AGRAL)?
SAMUEL LEANDRO – A AGRAL foi fundada em 4 de abril de 2011, portanto, há 10 anos. Os fundadores, pioneiros, que também compuseram historicamente a sua primeira diretoria foram: Ivan Krebs Montenegro (Presidente, Cadeira 10), Vercil Rodrigues (Vice-Presidente, Cadeira 1), Washington Farias de Cerqueira (Secretário Geral, Cadeira 3), Antônio da Silva Costa (Tesoureiro, Cadeira 8), Jorge Ribeiro Carrilho (2º Tesoureiro, Cadeira 7), Ramiro Nunes de Aquino (Diretor de Eventos, Cadeira 9) e José Carlos Oliveira (Diretor de Biblioteca, Cadeira 4).
Quais são os objetivos e finalidades da Academia Grapiúna de
Letras (AGRAL)?
SAMUEL LEANDRO – A AGRAL objetiva “o cultivo da língua e da literatura brasileiras, a preservação da memória cultural nacional, com destaque para Itabuna e para a Bahia, e o amparo e estímulo às manifestações da mesma natureza, inclusive nas áreas das ciências e das artes”. Isso significa promover ações de difusão de obras e autores, estimular novos escritores junto a escolas, realizar ações de valorização da língua, da literatura e dos literatos brasileiros, particularmente os baianos e sulbaianos.
Quais foram as ações desenvolvidas nesses 10 anos da AGRAL que merecem destaques?
SAMUEL LEANDRO – Gostaria muito que o Ivann Krebs Montenegro, nosso Presidente Emérito pudesse responder a esta pergunta. Ele, pois, saberia, como ninguém, elencar as atividades desenvolvidas nesse período. Igualmente, o jornalista Ramiro Aquino o faria como muito mais detalhes do que eu. Em todo caso, destaco eventos realizados no objetivo de promover a literatura, o teatro, a música e outras artes: Celebração sobre a “Amizade na vida e na obra de Vinicius de Moraes”, apresentações da Rapsódia Grapiúna, pela sua própria autora, a Professora e Confreira Zélia Lessa; recitais de poesia; visitas a locais de valor histórico-cultural, a exemplo da Casa Jorge Amado (em Ferradas, seu local de nascimento); participações em eventos de academias coirmãs, dentre outras ações. Observo também que, nas reuniões regulares da AGRAL, há um constante compartilhamento de informações e saberes diversos. Há declamações, palestras etc. de modo que os confrades e confreiras simultaneamente ensinam e aprendem.
Quais são os critérios para ser aceito como imortal da
AGRAL? E se existe alguma cadeira vaga atualmente?
SAMUEL LEANDRO – Os critérios são os seguintes: “intelectuais que tenham publicado trabalhos em quaisquer meios escritos de informação pública ou eminentemente cultural em qualquer dos gêneros de literatura, ou obra científica ou artística de valor cultural e prioritariamente de valor literário”.
Quanto a vagas, sim, há. Há cinco cadeiras a serem ocupadas, em função do passamento de acadêmicos, quais sejam: Cadeira de nº 6, cujo patrono é José Haroldo Castro Vieira (antes ocupada Professor Antônio da Silva Costa); a de nº 10, cujo patrono é Afrânio Peixoto (antes ocupada pela Professora Agenilda Palmeira); a de nº 13, cujo patrono é Anísio Teixeira (antes ocupada por Dom Ceslau Stanula); a de nº 24, cujo patrono é Jorge Emílio Medauar (antes ocupada pela Escritora e Poetisa Jasmínea Benício dos Santos Midlej) e a de nº 27, cujo patrono é Luiz Gama (antes ocupada pelo Professor Odilon Pinto). Há, ainda, uma cadeira, nunca antes ocupada: a de nº 38, da patronesse Valdelice Soares Pinheiro. Portanto, ao todo, há 6 vagas.
A AGRAL aceita como membro de seu quadro intelectual de outras cidades e/ou regiões?
SAMUEL LEANDRO - Sim. O nosso estatuto prevê a membresia de 20 acadêmicos correspondentes, que podem ser oriundos de qualquer parte do país ou do exterior.
Quais são os endereços físico e/ou virtual e telefone (s) de
contato (s) da AGRAL?
SAMUEL LEANDRO – O endereço da AGRAL é a Rua São Vicente de Paula, s/n, Centro de Itabuna-Ba, CEP nº45600-105, onde fica a Sala Zélia Lessa, local inicial das nossas reuniões.
Como anda o blog da AGRAL http://blogdaagral.blogspot.com/2012/09/academia-grapiuna-de-letras-e-sociedade.html que foi criação do confrade Ari Rodrigues Filho, então Diretor de Eventos da “Casa das Letras Grapíúna?
SAMUEL LEANDRO – Essa foi uma importante iniciativa do confrade Ari Rodrigues. Todavia, entendo que não é fácil “alimentar” constantemente um blog, de modo que seja atual, informativo, que seja uma pronta referência, em tempo real, a uma instituição. Certamente nos seja menos trabalhoso e mais eficaz investir nas redes sociais mais usadas no momento, sobretudo Facebook e Instagram. Em todo caso, este é um assunto a ser discutido diretamente com a Diretoria de Relações Públicas, o que ocorrerá em breve.
Além do senhor como presidente da AGRAL, quais são os demais
membros da atual diretoria e suas funções?
SAMUEL LEANDRO – O novo grupo gestor é assim formado: Ivann Krebs Montenegro (Presidente Emérito), Samuel Leandro Oliveira de Mattos (Presidente), Jailton Alves de Oliveira (Vice-Presidente), Zélia Possidônio dos Santos (Secretária), Jairo Xavier Filho (2º Secretário), Paulo Sérgio Bomfim (Tesoureiro), Ramiro Soares de Aquino (2º Tesoureiro), Jailton Alves de Oliveira (Diretor de Eventos), Eglê Santos Machado (Vice-Diretora de Eventos), Vercil Rodrigues (Diretor de Relações Públicas), Ari Rodrigues Filho (Vice-Diretor de Relações Públicas), Lilian Lima Pereira (Diretora de Revista, Biblioteca e Arquivo) e Paulo Lima (Vice-Diretor de Revista, Biblioteca e Arquivo).
Quais são as propostas dessa gestão para o biênio 2021-2023?
SAMUEL LEANDRO – As principais propostas são as seguintes: a) Estímulo à produção literária grapiúna, sobretudo junto a alunos de escolas públicas; b) Realização de concurso literário com patrocínio de empresas locais/regionais; c) Publicações dos próprios acadêmicos acerca dos seus respectivos patronos e patronesses; d) Realizar seminários, para a comunidade interna e externa, sobre livro, literatura e produção literária; e) Outras ações afins.
A AGRAL desenvolve parcerias com outras instituições da cidade e/ou região e/ou pretende realizar?
SAMUEL LEANDRO – Sim, a AGRAL, desde o seu nascimento, mantém parceria com a Loja Maçônica 28 de Julho, com o Lions Clube, com a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), dentre outras entidades.
Doravante, pretendemos também estreitar laços com a
Universidade Estadual de Santa Cruz (instituição na qual leciono), particularmente
com o Curso de Especialização em Gestão Cultural (pós-graduação lato sensu),
com o Núcleo de Artes da UESC (NAU, do Departamento de Letras e Artes), com o
Museu-Vitrine das Artes Visuais, com o Programa Nacional de Incentivo à Leitura
(PROLER), dentre outras instâncias da Universidade.
Outra pretensão é intensificar o relacionamento com a
imprensa regional (sites, blogs, jornais, TVs e rádios), além das academias
coirmãs, principalmente: Academia de Letra de Itabuna (ALITA), Academia de
Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), Academia de Letras de Ilhéus,
dentre outras.
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sexta-feira, 2 de abril de 2021
"TENHO SEDE!" - Pe. David Francisquini,
“Tenho Sede!”
Rica em lições e significados, a Semana Santa nos oferece inúmeros exemplos de vida e resolução que tocam nas nuvens do mistério. Um deles é a narração, pelas páginas dos evangelhos, da sede devoradora que consumia Nosso Senhor Jesus Cristo durante a paixão. Que lições tal sede nos dá?
O Divino Mestre de fato sofreu sede física pelos sofrimentos atrozes a que foi submetido, pela quantidade de sangue que derramou, e pela consequente febre que O abrasava. Essa sede simbolizava outra, que superabundava no seu espírito: a sede de redimir os homens. Para saciá-la, em vez de água, seus verdugos Lhe deram vinagre e fel.
Foi por meio de uma verdadeira guerra que Jesus Cristo
conquistou o seu reino, que não era deste mundo, mas que se travou aqui na
Terra para que fosse completo. Ele se tornou homem, padeceu e morreu na Cruz
para nos salvar, além de nos deixar a Igreja, seu Corpo Místico.
Na pena de Plinio Corrêa de Oliveira, a Igreja “em
suas instituições, em sua doutrina, em suas leis, em sua unidade, em sua
universalidade, em sua insuperável catolicidade, é um verdadeiro espelho no
qual se reflete nosso Divino Salvador. Mais ainda, Ela é o próprio Corpo Místico
de Cristo”.
Enquanto tal, a Igreja forjou e plasmou a civilização
cristã, passando a reinar nos corações e na sociedade. Em sua agonia mortal no
Horto das Oliveiras, Nosso Senhor anteviu o que se passa hoje com a perda da
fé, a descristianização da sociedade, a perfídia dos corações, dentro e fora da
Santa Igreja. E sofreu por tudo isso!
O que nos diria nas atuais circunstâncias? — Quae
utilitas in sanguine meo? (Qual a utilidade do meu sangue?). Ele nos
olharia com infinita compaixão, constatando a perda de milhões de almas todos
os dias, vendo a impiedade grassar em todos os rincões da Terra.
Veria também a indiferença e a frieza daqueles que poderiam
ser chamados de pupila de seus olhos e delícias do seu coração, os preferidos
do seu divino amor e predileção. Qual a utilidade do meu sangue se a borrasca e
a escuridão continuam a cobrir toda a Terra? Não se vê uma nesga de luz.
Que utilidade é esta de seu sangue? Durante a Crucifixão,
até as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram como que proclamando que Ele
era rei dos vivos e dos mortos. Sua ardente sede de almas, representada pela
sede física, simbolizava o zelo divino em purificar a Terra.
Para Santo Agostinho, Aquele que parecia homem sofreu tudo
isso, e todos os que estavam escondidos de Deus, sofreram. Assim se cumpriram
as Escrituras: “E na minha sede me deram a beber vinagre” (Sl
68, 22). “Tenho sede”, como se dissesse: Isso precisa ser
feito. Os judeus eram o vinagre, resultado da degeneração do vinho dos
patriarcas e profetas.
Antes de expirar, Jesus pôs aos olhos de todos o cumprimento
da Lei, o que foi predito, o complemento de toda sua obra salvadora,
servindo-se de exemplo para os seus discípulos e seguidores: “Tudo está
consumado”, o sacrifício estava completo, a honra de Deus havia sido
expiada e as portas do céu abertas.
Jesus Cristo perseverou até o fim, e sofreu sua Crucifixão,
Paixão e Morte vencendo o mundo, o demônio e a carne. A vitória da Cruz
luminosa e resplandecente passou a reinar em todas as instituições, sobretudo a
familiar, como elemento saudável e vivificador da sociedade cristã.
Sua sede incomensurável foi a de sofrer por nós e de
conceder novamente aos homens aquilo que os nossos primeiros pais perderam, ou
seja, a beleza, a pureza de nossos corações, a graça divina para estarmos
constantemente em comunicação com o nosso Criador. E como seus filhos
regenerados pelo Deus encarnado, sermos agradáveis a toda Trindade Santíssima.
Pelas chagas de Jesus Cristo fomos todos curados. As suas
feridas, espinhos e açoites se tornaram fonte inexaurível para nossas
reflexões, além de um tesouro também inesgotável para haurirmos forças e zelo
para trabalhar pela glória de Deus e a salvação das almas.
Resta-nos recorrer à Mãe de todas as mães nos momentos de
aflição, à Mãe Dolorosa que acompanhou seu divino Filho em todos os passos da
Paixão, e pedirmos a Ela a graça de ter sempre diante dos nossos olhos o
Redentor sofredor e chagado, como Ela O contemplava na Paixão.
_________________
*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso
Moreira (RJ).
https://www.abim.inf.br/tenho-sede/
AMADO GALILEU - Cyro de Mattos
Amado Galileu
Cyro de Mattos
Para Alfredo Perez Alencart
Contam que nasceu numa manjedoura, o berço de palha. Foi anunciado por
uma estrela, no céu toda acesa de Deus. Os bichos cantaram: Jesus nasceu! Jesus
nasceu! Os pastores tocavam uma música serena nas suas doces flautas. São José,
o pai, o que tinha mãos no labor de enxó, plaina e formão, soube que de agora
em diante ia talhar a mais pura fé do seu constante coração. Virgem Maria, mãe
do menino, dizia baixinho: Pobrezinho quando for um homem, de tanto nos amar,
vai morrer na cruz.
Os três reis magos foram chegando,
vieram de longe, muito longe, atravessaram montanhas e desertos. Traziam, como
presente para o menino, mirra, incenso e ouro. Ajoelharam-se. Não eram dignos
de tocar naquela palha, mas bastava agora que fizessem o bem ao próximo seriam
salvos. Abelhas com os seus zumbidos de ouro vieram colocar afeto e mel no
coração de cada um dos reis.
Contam mais que foi um menino que
brincava como qualquer menino, mas que gostava de ficar às vezes sozinho,
olhando para a linha do horizonte. Quando ficou rapaz, não teve dúvida, havia
sido o escolhido entre os seres humanos para ultrapassar aquela linha. Para
conseguir a façanha teria que fazer uma mágica em que disseminasse uma rosa na
manjedoura dos ares. Juntar todas as mãos numa só mesa onde todos seriam
irmãos.
Teve que trazer as sementes dadas
pelo Pai para plantar cirandas nas areias do deserto. Os sentimentos daquele
homem com olhar de mendigo e profeta correram nas águas doces do rio, seguiram
no vento manso, que soprou a flor sozinha na plantinha do brejo. Foram levados
pela borboleta até o lugar onde o amor sempre permanece.
Ora, vejam só, sair por aí de mãos
dadas como criança e espalhar num instante só ternura nessa terra? Convencer os
homens de que viver vale a pena desde que a vida seja exercida numa comunhão em
que não haja desigualdade, injustiça, opressão? A vida sem solidão, a vida como
uma dança, a vida sem agressão? Os bichos sem matança e a mata sem queimada?
Sem veneno as nuvens na chuva despejando a poluição?
Os donos do poder no sistema
organizado não perdoaram a afronta. Traçaram o mais pérfido calvário. Fizeram
que carregasse uma cruz pesada. Puseram uma coroa de espinho na cabeça,
cuspiram, chicotearam. Ó desamor, quão amarga é a tua memória! Morra o
rebelado, o falso profeta, o demolidor da ordem, o falso fazedor de milagre? Os
que estavam cegos investiam, urravam, não se cansavam. Até que decretaram a
crucificação. Não aceitaram que no seu lugar ficasse o ladrão, que para ali
fora apenado com a crucificação pelos crimes cometidos.
Mas o que se viu, depois de perversa
infâmia, é que até hoje toca um sino na cidade e na campina, só para nos dizer
que do menino se fez o homem, em duras pedras no caminho. Vestido de aleluias,
ressuscitou, ressuscitou, por ser divino e eterno só nos quer o bem.
Esse amado galileu.
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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Publicado nos Estados Unidos, Dinamarca, Rússia, Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC.
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BOM JESUS, O REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES
Plinio Corrêa de Oliveira
Aos pés desta imagem do Bom Jesus — ou seja, do Cristo
Flagelado — poder-se-ia colocar o seguinte dístico: “As minhas
cogitações não são as vossas cogitações, nem as vossas vias são as minhas vias” (Isaías
55, 8). É o que Jesus bem poderia dizer aos que O flagelavam, mas também a
todos que não têm amor a Deus a ponto de desejar sofrer por Ele.
Nota-se na fisionomia de Jesus uma persistência, uma firmeza de propósito dentro da dor, e uma deliberação como a de quem diz que me matem, irei até o fim do meu caminho, porque este é o rumo que escolhi: Haja o que houver, irei até o fim do meu caminho; ainda que sozinho, ainda que abandonado, ainda.
Quando eu passo diante desta imagem, rezo a jaculatória: “Ó
Bom Jesus, vítima pelos nossos pecados, tende piedade de nós!”. Ele sofreu a
fim de obter para nós a contrição, o arrependimento de nossos pecados. Qualquer
um que recorra a Ele é acolhido com bondade, misericórdia, naturalidade. Até
Judas Iscariotes, arrependendo-se e pedindo perdão, seria acolhido
misericordiosamente com esse olhar do Bom Jesus.
Consideram-se as dores de Nosso Senhor e as lágrimas de
Nossa Senhora como um tesouro da Semana Santa. Mas essa consideração, essa
atmosfera de Semana Santa, deve manter-se sempre, e não apenas por uma semana.
Devemos considerar sempre os padecimentos não só físicos, mas também os
padecimentos de alma de Jesus e de Sua Mãe Santíssima.
Esta imagem atroz e sublime, com esse olhar ímpar, apresenta
bem os padecimentos do corpo, entretanto mais ainda os da alma. Poderia ser
chamado “Santo Cristo do Grande Poder”, ou “Cristo Rei”, ou ainda “Rex
Regum et Dominus Dominantium” — Jesus Cristo, Rei dos Reis e Senhor
dos Senhores!
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio
Corrêa de Oliveira em 22 de dezembro de 1983. Esta transcrição não passou pela
revisão do autor. [Fotos PRC].
https://www.abim.inf.br/bom-jesus-o-rei-dos-reis-e-senhor-dos-senhores/
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quinta-feira, 1 de abril de 2021
VAI EM PAZ, MEU AMIGO Por Lídia Formigli Rebouças
Vai em paz, meu amigo
Lídia Fomigli Rebouças
Confesso que fiquei revoltada com a notícia de que um policial militar havia sido morto pela própria polícia devido a um suposto surto, e fiquei em choque quando descobri que era o meu amigo e vizinho.
O que chamam de surto foi um momento de lucidez em um mundo de loucos, um momento de coragem sufocado pela covardia dos seus pares.
Quem conheceu Wesley deve compreender sua revolta. Pessoa honesta, trabalhadora, que construiu com suas próprias mãos um prédio de três apartamentos para dar um pouco de conforto aos pais. Era patriota, anti-comunista ferrenho, estudava muito sobre comunismo e marxismo cultural. Ajudou na campanha de Bolsonaro.
O suposto surto de Wesley se dá pelo fato de que ele sabia nitidamente o objetivo das ações que estão sendo impostas pela ditadura sanitarista, ele compreendia claramente que o governo comunista baiano está usando a força policial como mecanismo de opressão e instalação da miséria, usando o povo contra o próprio povo.
O surto de Wesley é o surto dos que fugiram da ignorância e compreendem o momento presente em toda sua gravidade, ao contrário dos que dormem ou agem feito zumbis levados pelo senso comum ou pela mídia.
O grito de Wesley pode ter sido solitário, diante da inércia dos seus companheiros que preferem garantir a sua zona de conforto pessoal ao invés de se rebelar contra a tirania que está sendo imposta, entretanto, seu grito não foi em vão e ecoará na consciência de muitos.
https://www.facebook.com/lidia.formigli
Lídia Formigli Rebouças
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quarta-feira, 31 de março de 2021
8 DE JULHO – Antônio Baracho
Antônio Baracho*
Fui assistir a semifinal do jogo BRASIL X ALEMANHA com um
forte pressentimento. Na véspera a minha vizinha convidou-me para comemorarmos
o seu aniversário, na referida data, junto às amigas. O pior é que segundo a
aniversariante, o Brasil, repetidamente em outras ocasiões, jogando na mesma
data, tinha obtido resultado adverso. Não deu outra. No entanto são
coincidências que fazem parte do cotidiano.
O que aconteceu dentro do campo tem relação com o que acontece fora. Ouvi muita gente dizer que não confiava no futebol brasileiro e que precisávamos de mais educação, saúde, segurança etc. A nossa psicosfera gerava um clima de dúvida e desesperança antes da copa do mundo. O Brasil precisava de um choque de realidade, por mais cruel que fosse. Diz Tostão, craque do time tricampeão em 1970 e hoje lúcido crítico. "É um sistema viciado, incompetente e promíscuo, baseado numa estrutura política de troca de favores que começa desde as categorias de base. A derrota só reflete isso".
Mas, para amenizar o texto transcreverei o ensaio poético que fiz durante uma partida de futebol, no mês de abril de 1978. Época que eu tinha mais prazer de ir aos estádios com os meus amigos e o Esporte Clube Vitória sagrou-se campeão.
VIM, VI E VENCI
Rola a bola no gramado
De que o vermelho e preto
É a cor da guerra e a cor da morte.
Num confronto torcida x torcida.
Vejo nesses comportamentos os anseios,
De repente o silêncio total:
De cara
com o goleiro é goooooolllllll......
VIM, VI E VENCI!
*Antônio Baracho, membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL), ocupante da cadeira nº 11. Email: antoniobaracho@hotmail.com.
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