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sábado, 13 de abril de 2019

"A BAHIA NÃO É RESISTÊNCIA; A BAHIA É SÍMBOLO DO ATRASO, Por Bernardo Guimarães Ribeiro



O filósofo da baianidade, o grande governador Otávio Mangabeira, gostava de dizer que “a Bahia está tão atrasada que, quando o mundo se acabar, os baianos só vão saber cinco anos depois”.
Mangabeira estava correto, só errou no cálculo. A Bahia está muito mais que cinco anos atrasada. A explicação? A expressiva votação com mais de 75% no atual governador e de mais de 60% no candidato derrotado à Presidência da República, ambos do Partido dos Trabalhadores, dá conta de que os influxos da ruptura ainda não nos atingiram. Expliquemo-nos:

No plano nacional, a Bahia, juntamente com o Piauí e Maranhão, foram os Estados que registraram maior percentual de votos em Haddad, todos com percentual acima de 60%.

Bastou esse fato para que esquerdistas, em geral, e petistas entoassem o mantra da resistência. A retórica não poderia ser mais tola – são simplesmente três dos Estados mais pobres da Federação, ocupando, os três, as seis últimas posições do índice de desenvolvimento humano – IDH.

Ademais, Maranhão e Piauí são também as unidades onde a relação entre pessoas que dependem do bolsa-família em comparação à população total é maior, respectivamente 48 e 39% , enquanto a Bahia, por seu turno, é o Estado com o maior número de beneficiários e maior aporte de recursos em termos absolutos.

Retomando o foco no Estado da Bahia, um erro de avaliação muito frequente no mundo das estatísticas é tomar o efeito pela causa. Enquanto a ampliação de programas de transferência de renda deveria ser interpretada como sintoma de atraso e subdesenvolvimento, curiosamente, em terrae brasilis, é compreendido como o contrário. Logo, a maior dependência de uma população a benefícios governamentais, ao reverso do que propõe a esquerda, apenas expõe a incompetência dos gestores em modificar o panorama socioeconômico.

No caso da Bahia, em especial, a contradição ganha contornos de esquizofrenia na medida em que diversos outros dados logram demonstrar a queda vertiginosa do Estado em índices oficiais comparativos. Em relação à Segurança Pública, temos nada menos que cinco das dez cidades mais violentas do País; na Educação, outro importante parâmetro de IDH, estamos na rabeira, tendo alcançado o inacreditável penúltimo lugar na última avaliação do MEC; no Turismo, histórico setor produtivo e arrecadador, nosso desempenho vem minguando ano a ano a olhos vistos, com o fechamento de um sem-número de hotéis tradicionais, diminuição de voos, culminando com a ruína do único centro de convenções do Estado no ano de 2016. A situação é tão vexatória, que se registrou em 2018 a Bahia como o Estado de pior desempenho no setor no Brasil; e, por fim, a saúde está na UTI. Dos 28 estados, segundo a análise de alguns dados, a Bahia ocupa a 22ª posição, sendo sucedida por nada menos que Piauí (24º) e Maranhão (28º). Há quem veja mera coincidência, mas não é.

Comecei com ele e terminarei rememorando o saudoso Otávio Mangabeira em mais uma passagem: “pense num absurdo: na Bahia tem precedentes”! Pessoas letradas e bem formadas fazem desse cenário tenebroso a construção de um arquétipo completamente irreal e delirante, tratando a Bahia como um modelo de resistência frente ao novo Brasil que desponta. Não há resistência, mas teimosia e histeria, reflexo de personalidades mimadas, que apenas aceitam as regras do jogo quando estão vencendo, além de manipuladoras, por proclamarem uma autoridade moral pela visão de mundo que defendem.

Infelizmente, 12 anos de petismo na Bahia conduziram as pessoas à completa perda do referencial. Doze anos formaram uma geração inteira de jovens percebendo o caos social como algo natural e trivial. E, diante de tantas incertezas, o bolsa-família é a única certeza de muitos de que algo pior não irá acontecer. A quem interessa a mudança quando a “resistência” escolhe um lado? A Bahia não é resistência; a Bahia é símbolo do atraso."

Texto de Bernardo Guimarães Ribeiro
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CINEASTA CARLOS (CACÁ) DIEGUES TOMA POSSE NA CADEIRA 7 DA ABL E AFIRMA, EM SEU DISCURSO, SOBRE O BRASIL DE HOJE: ‘HÁ UM DESEJO LATENTE DE VALORIZAR A VULGARIDADE’



O cineasta Carlos (Cacá) Diegues tomou posse nesta sexta-feira, dia 12 de abril, na Cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon, na sucessão do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos (falecido no dia 21 de abril do ano passado). O novo Acadêmico foi eleito no dia 30 de agosto do ano passado.

Cacá Diegues foi recebido, em nome da ABL, pelo Acadêmico, poeta e tradutor Geraldo Carneiro, que destacou: “Carlos José Fontes Diegues – o nosso Cacá – já nasceu assinalado pela brasilidade. Tudo o que faz, como artista e intelectual, traz a marca do Brasil. Em resposta aos tempos negros da ditadura militar, Cacá Diegues fez de seu cinema um lugar de celebração da vida e da cultura brasileira. Desde os anos 60, Carlos Diegues se distingue também como jornalista, intelectual e pensador. Mas parece que seu destino é mesmo o de fundir o cinema e a poesia. Por mais que a realidade seja sua parceira, seu tempo é sempre o tempo da utopia”.

Em seu discurso de posse, o novo Acadêmico afirmou: “O Cinema Novo brasileiro não foi, senão, a chegada tardia do modernismo ao nosso cinema. Era preciso produzir um cinema para a nação, mas também inventar uma nação no cinema. Nossas melhores cabeças do século XX sonharam com esse projeto de Brasil. Agora, os tempos são outros. Temos sofrido um vendaval de paixões polarizadas e histéricas. Há um desejo latente de valorizar a vulgaridade e o homem dito “normal”, aquele que só reproduz os piores valores de nossa ignorância, sem sonhos nem fantasias, num horizonte sombrio e sem surpresas. A criação, hoje, corre o risco de se tornar prisioneira dessa consagração da platitude, onde o único valor reconhecido e respeitado é o da morte elevada a uma desimportância consagradora”.

Após o discurso, o Presidente da ABL convidou o Acadêmico Merval Pereira para fazer a aposição do colar; o Acadêmico Arnaldo Niskier (decano presente) para entregar a espada; e o Acadêmico Zuenir Ventura para entregar o diploma. O Presidente, então, declarou empossado o novo Acadêmico. Os ocupantes anteriores da cadeira 7, além de Nelson Pereira dos Santos, foram: Valentim Magalhães (fundador) – que escolheu como patrono Castro Alves –, Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa.

 
O NOVO ACADÊMICO

Cacá nasceu em Maceió, Alagoas, no dia 19 de maio de 1940, filho do antropólogo Manuel Diegues Jr. e de Zaira Fontes Diegues. Cinéfilo desde a adolescência, também era poeta e trabalhava como jornalista. Foi eleito para a Cadeira 7 da ABL, no dia 30 de agosto deste ano, na sucessão do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos.

Em 1958, aos 18 nos de idade, teve seus poemas publicados no Jornal do Brasil pelo ensaísta e crítico Mario Faustino, que o apresentou como uma revelação na poesia brasileira. Por essa mesma época, participou ativamente do movimento cineclubista no Rio de Janeiro, quando se integrou à nova geração de cineastas que buscava registrar a verdadeira imagem do Brasil, num movimento que seria conhecido como Cinema Novo, sob a liderança de Nelson Pereira dos Santos.

Depois de realizar alguns curta metragens, Cacá estreou profissionalmente em 1962, dirigindo um dos episódios do filme “Cinco vezes Favela”, produzido pelo Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE – um filme que se tornaria uma das obras inaugurais do Cinema Novo.

Ao longo de sua carreira de cineasta, realizou mais de 20 filmes de longa-metragem, entre os quais “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “Chuvas de verão” (1978), “Bye Bye Brasil” (1980), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas” (1987), “Tieta do Agreste” (1995), “Orfeu” (1999), “Deus é brasileiro” (2003), “O maior amor do mundo” (2005) e agora “O grande circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima. Todos esses filmes foram lançados comercialmente em diferentes países do mundo, nas salas de cinema e na televisão, além de sua presença e de prêmios nos festivais internacionais mais importantes, como Cannes, Veneza, Berlim, San Sebastian, Toronto, Nova York, Mar del Plata e outros.

O novo Acadêmico publicou alguns livros, nem sempre sobre cinema, tendo começado com “Ideias e Imagens”, de 1988. Seus livros mais recentes são "Vida de Cinema”, mais de 600 páginas sobre o Cinema Novo, e “Todo Domingo”, uma coletânea de seus textos publicados semanalmente no jornal Globo. Recebeu homenagens de diversas naturezas, no Brasil e no mundo, entre as quais o titulo de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês; o Prix de la Célebration du Centenaire du Cinématographe, do Instituto Lumière de Lyon; o Golden Reel Award, do Grupo HBO; o Lifetime Achievement Award, concedido pela cidade de Chicago; o Prêmio Roberto Rosselini, pelo conjunto de sua obra, dado pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema da Itália; eleito Personalidade do Cinema Latino-Americano, pela Associação Internacional de Críticos (Fipresci); Ordem do Mérito Cultural de Portugal; Comendador da Ordem de Rio Branco, do governo brasileiro; Comendador da Ordem do Mérito Cultural do Brasil; e outros. Casado com a produtora de cinema Renata Magalhães, Cacá tem um filho e três filhas.

12/04/2019


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sexta-feira, 12 de abril de 2019

TRAGÉDIAS DE ANTIGAMENTE...


1. Quando as fichas acabavam no meio da ligação feita do orelhão.

2. Ou o disco riscava bem na melhor música.

3. Você datilografava errado a última palavra da página.

4. E não tinha fita corretiva de máquina de escrever pra consertar.

5. A fita do Atari não funcionava nem depois de você assoprar.

6. O locutor falava as horas ou soltava uma vinheta bem no meio da música que você tinha passado horas esperando para gravar.

7. E depois o toca-fitas mastigava a fita.

8. O locutor não falava o nome da música quando ela terminava.

9. E você ficava anos sem saber quem cantava ou como chamava aquela música que você tinha amado.

10. Seu irmão bebia o líquido das Mini Cokes.

11. E alguém dizia que o filho do amigo do tio do vizinho tinha morrido depois de beber o líquido das Mini Cokes.

12. Alguém fumava dentro do ônibus.

13. Ou do avião.

14. Ou do elevador.

15. Você tinha que pagar multa por devolver a fita de vídeo para locadora sem rebobinar.

16. O Ki-suco vazava da garrafinha da sua lancheira.

17. E molhava as bisnaguinhas com patê.

18. Você tirava as letras das músicas em inglês tudo errado.

19. E depois descobria, no folheto da Fisk, que estava tudo errado mesmo.

20. Mas já era tarde, pois você já tinha decorado errado (e canta errado até hoje).

21. Você arranhava com todo cuidado, mas quando levantava o papel via que o bichinho do decalque do Ploc tinha saído sem uma perninha.

22. A televisão resolvia sair do ar no dia do capítulo final da novela.

23. E seu pai tinha que subir no telhado para mexer na antena.

24. E ele gritava lá de cima “melhorou?”

25. E você, embaixo, avisava: “melhorou o 5, o 7 e o 9. Piorou o 4, o 11 e o 13”.

26. E nunca todos os canais ficavam bons ao mesmo tempo.

27. Chegar à padaria e lembrar que você tinha esquecido o casco do refrigerante.

28. A Kombi que trocava garrafas velhas por picolés e pintinhos passava na sua rua um dia depois da sua mãe jogar tudo fora.

29. Você descobria que todas as 36 fotos do seu aniversário tinham ficado desfocadas.

30. E algumas tinham queimado, porque o rebobinador da câmera estava meio enguiçado.

31. Quando sobrava só o lápis branco da caixa de 36

32. Você pensava que ia morrer porque engoliu uma bala Soft


Nossa vida era assim. E nem faz tanto tempo, mas nossos filhos nem têm ideia do que significa tudo isso.


(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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ACORDA, ESTADÃO! - John Kirchhofer


O jornal Estado de São Paulo, publica editorial com o seguinte tema: 'O País precisa de rumo, que deve ser dado pelo presidente. Até aqui, Bolsonaro não se mostrou nem remotamente à altura dessa tarefa, e não há razões para acreditar que algum dia estará.' #estadao
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John Kirchhofer replicou com o seguinte texto:

"A cegueira de um grande jornal

É incrível como um jornal da tradição e tamanho do Estadão, continue cego as evidências! Preso a um passado que se desmancha, frente a um presente que seus anacrônicos editores se negam a enxergar!

O mundo muda numa velocidade estonteante. A mídia impressa caminha para a falência. O exemplo da editora Abril não lhes serve para abrir-lhes os olhos.

Acorda Estadão! 

Bolsonaro não governará nem indicará “rumos”, através de discursos eloquentes, retórica brilhante, embromação de longas palavras. Bolsonaro governará com a mais poderosa forma de liderança que o mundo conhece: O EXEMPLO! A VERDADE!

Vocês fazem parte de um tempo em que a admiração por longuíssimos discursos, de uma, duas ou até três horas impressionava as massas e hipnotizava os jornalistas! 
Era o tempo do fanatismo aos discursos de Fidel Castro, Carlos Lacerda e Leonel Brizola!

Acorda Estadão!

Este tipo de comunicação Acabou!
  
As recentes eleições Americanas e aqui no Brasil, sepultaram este tipo de retórica. 

E olhe que a mudança veio como um tsunami!

99% dos jornais erraram suas previsões sobre a possibilidade de vitória de a Bolsonaro.

99% das televisões erram em seus comentários sobre as chances de Bolsonaro vencer.

99% dos Institutos de Pesquisas apostavam que Bolsonaro perderia para qualquer candidato no segundo turno.

99% dos políticos e partidos deste país, não acreditavam na possibilidade de Bolsonaro vencer as eleições.

99% dos jornalistas deste país, zombaram de Bolsonaro e riam de suas fraquezas, quando de forma franca e verdadeira dizia que não conhecia de economia e iria deixar esta área estratégica, mas mãos de um competente economista. Virou gozação nacional a piada do Posto Ipiranga do Bolsonaro.

Quebraram a cara! Todos!

Achavam ridículo um candidato à presidência se apoiar numa citação bíblica para tocar sua campanha à presidente.

E Bolsonaro, simplesmente, continuava sua pregação perante multidões crescentes:

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

Nada mais verdadeiro do que isso!

Lamentavelmente, até hoje, os intelectuais, professores e editores de jornais, não se deram por conta, de que, a verdade pode ser dita em 140 carácteres, ou menos!

A verdade cabe num Tweet!
Jornais como o de vocês, do velho Estadão, continuam na anacrônica elaboração de editoriais de 1000, 2000 ou 3000 carácteres! 
Gastam papel em vão!
Mas estão sem saída. 
 Porquê?

Porque não sabem fazer outra coisa! Se negam a acordar perante a nova política. A real política. A política da verdade. A política que nega a “articulação” política! A política que nega as mentiras políticas, a mentira e a embromação!

Acorda Estadão!

Tanto vocês como o outrora poderoso O Globo, baixam desesperadamente os preços, de suas assinaturas, de 109 para 29 reais mensais, ou seja tentam vender jornais impressos por 1 real a edição, e não conseguem sinal de reação dos consumidores!

Estão apavorados com a falência eminente da ex-gigante Folha de São Paulo!

Acorda Estadão!

Não é baixando o preço por edição, nem entrega gratuita de jornais, que fará ressuscitar os Cadernos de Classificados!

As antigas edições de domingo, que chegavam a pesar mais de um quilo de papel, hoje está na faixa de 400 a 300 gramas! E assim caminham para ZERO gramas de papel impresso!

Eu sou assinante, mas não leio mais o papel impresso! Só leio a edição digital em meu iPad!

Não me sinto mais satisfeito em gastar horas lendo um jornal escrito por professores, intelectuais, doutores, jornalistas, todos sem prática! Todos teóricos! Todos que formaram o séquito dos 99% que apostaram contra a vitória de Bolsonaro! Todos, viajantes de uma Época que ACABOU!

Acorda Estadão!

O povo está cheio de suas opiniões pessimistas! 
O povo quer esperança!
O povo quer verdade!
O povo não quer as armações de suas jornalistas buscando “arruinar” o mandato de um presidente recém-eleito!

Não adianta escrever mil páginas negando o que foi ouvido da boca de sua jornalista. Não adianta trocar sinais e afirmar mil vezes que era “fake news”! Pois não eram apenas poucas palavras que sinalizaram a verdade. Foram edições e editoriais sinalizando a verdade! 

De que adianta esta afirmativa de que “não há razões para acreditar que algum dia estará” Bolsonaro, estará preparado para nos dar um “rumo”?

Ledo engano dos senhores.

Basta o exemplo. Pequenos atos como cancelar um jantar com show, ao custo de 290.000 reais, que sairiam do bolso do contribuinte, via Embratur, e a demissão da presidente do órgão, para que se dê o rumo a este país!

Se o sentido de “rumo”, for o mesmo de “articulação”, “conversa”, e outras mais, usadas para esconder o toma lá dá cá, acho que realmente não teremos. Bolsonaro realmente é um cabeça vazia de “ideias” para sangrar os cofres públicos!

Eu, sinceramente, não quero o mal para tão tradicional órgão de imprensa. Mas se puder lhes dar um conselho de leitor, lhes diria: Tomem outro rumo.

Cordialmente

John Kirchhofer"

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quinta-feira, 11 de abril de 2019

ESPERANÇA! - Antonio Nunes de Souza



 A definição da palavra “esperança” é simples e, ao mesmo tempo, complexa em função das expectativas depositadas nas ações, atos, sonhos, projetos, etc., que fazem com que as pessoas vislumbre sucesso em seus empreendimentos financeiros, doenças, artes, literatura e, certamente, no amor desejado, contando com a correspondência e reciprocidade!

O “sentimento” da esperança, talvez por uma dádiva celestial, é cultivado entre todas as pessoas independentes de sexos, cores e condições sociais. Qualquer pobretão tem o direito de ter esperanças em suas experiências de um modo geral, principalmente, quando a referência maior é com relação a área financeira. Normalmente, sempre depositamos uma carga enorme de esperanças, quando estamos desenvolvendo, ou planejando algo, relativo aas nossas melhorias de vida. Se duvidar, as esperanças são mais ‘solicitadas” em função do vil metal do que da própria saúde. Estranho, mas, é verdade! Pensa-se logo: “Com o dinheiro eu compro a saúde!” Afirmação errônea, mas muito usada!

Não é de se estranhar, quando as esperanças das pessoas se voltam para o lado político. Uma vez que, as ações políticas tem uma responsabilidade grande de nos dar as necessidades básicas, principalmente educação e segurança.

Na falta dos administradores de nos dar o que temos de direito, fica em nossa mente a pouca esperança de que aconteça alguma coisa essencial! Mas, geralmente, ficamos somente “esperançosos”.

Porém, apesar das incertezas com relação as nossas valiosas esperanças, temos que jamais deixar de acreditar e forçar de algum modo, para que as nossas necessidades sejam realizadas, alimentando nossa grande esperança que, um dia, as coisas serão melhores!

Como pode-se ter esperanças se você não luta pelos seus ideais?

Seja um guerreiro, pois, a “esperança” é a última que morre!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quarta-feira, 10 de abril de 2019

CARLOS ALBERTO SERPA ABRE NA ABL O CICLO DE CONFERÊNCIAS DO MÊS DE ABRIL, INTITULADO ‘A EDUCAÇÃO NO BRASIL DE HOJE’



Educador Carlos Alberto Serpa abre na Academia Brasileira de Letras, o ciclo de conferências “A educação no Brasil de hoje”, sob coordenação do Acadêmico e professor Arnaldo Niskier. O evento está programado para o dia 11 de abril, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Perspectivas do ensino médio brasileiro, tendo como palestrante Simon Schwartzman; e Os desafios da educação a distância, com Celso Celso Niskier.
 
O CONFERENCISTA

Carlos Alberto Serpa formou-se Engenheiro Industrial e Metalúrgico pela PUC-RJ, em 1964. É Presidente da Fundação Cesgranrio desde 1971. Foi agraciado com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais a Medalha do Mérito Educacional no grau de Comendador, a Medalha Educacional Justiniano de Serpa, conferida pelo Governo do Estado do Ceará; Prêmio Cidadania, concedido pelo jornal A Folha Dirigida; a Medalha João Ribeiro, outorgada pela Academia Brasileira de Letras, e a Ordem do Mérito Cultural, concedida, em 2016, pelo Ministério da Cultura.

Dentre os cargos que Carlos Alberto Serpa exerceu e exerce, destacam-se: Professor associado da PUC-RJ (desde 1964); Diretor do Departamento de Ciências dos Metais e Metalurgia da PUC/RJ (1965 – 1970); Diretor de Admissão e Registro da PUC-RJ (1967-1970); Coordenador Geral do Projeto MEC-Uniplan (1970-1971), quando diagnosticou e depois assessorou a implantação da reforma universitária em todo o país; Vice-Reitor de Desenvolvimento da PUC-RJ (1971-1975); Presidente da Associação Brasileira de Acesso ao Ensino Superior (1971-1981); Presidente da Comissão Nacional de Vestibular Unificado (Convesu) do MEC (1971-1976); Vice-Reitor Administrativo da PUC/RJ (1972-1973); Primary Member da International Association for Educational Assessment (desde 1974); Reitor Interino da PUC-RJ (1974); Conselheiro Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro (1975-1979); Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Educação (desde 1990); Criador do Projeto Sapiens (1990); Presidente da Academia Brasileira de Educação (desde 1992); Reitor da Universidade Gama Filho (1999-2000); Conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (1996-1998); Membro do Conselho de Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica/RJ (desde 2002); Membro do Conselho Superior da International Association of University Presidents – Iaup (desde 2007); Presidente da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro (desde 2008); Membro do Conselho Diretor das “Faculdades Católicas”, Associação Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (desde 2008); Diretor Geral da Faculdade Cesgranrio (2016); Provedor da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

04/04/2019


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FRAGMENTOS - O PEQUENO PRINCIPE



Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte.

O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos  para a mesma direção. 

Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante.

Não exijas de ninguém senão aquilo que realmente pode dar.

Em um mundo que se fez deserto, temos sede de encontrar companheiros. 

Nunca estamos contentes onde estamos.

Será como a flor.

Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu.
Todas as estrelas estão floridas.

Para enxergar claro, bastar mudar a direção do olhar. 

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. 

O amor verdadeiro não se consome, quanto mais dás, mais te ficas.

Só os caminhos invisíveis do amor libertam os homens.

O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.

Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Sois belas, mas vazias. Não se pode morrer por vós.

Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco.

Ela sozinha é porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei.

Foi a ela que pus a redoma.

Foi a ela que abriguei com o para-vento.

Foi dela que eu matei as larvas.

Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes.

É a minha rosa.



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