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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

PILOTO INDONÉSIO DIZ QUE O ESPÍRITO SANTO O MOVEU PARA ACELERAR A DECOLAGEM ANTES QUE O TERREMOTO E O TSUNAMI ACONTECESSEM

Piloto conta que sentiu impulsionado pelo Espirito Santo a decolar antes do previsto, fazendo com que os passageiros fossem salvos dos terremoto e tsunami que atingiu Palu.

outubro 11, 2018

Capitão Icoze Mafella, direito, e seu co-piloto naquele dia fatídico. Imagem cedida por: Icoze Mafella / Instagram

Um piloto de linha aérea cristã disse que o Espírito Santo o incentivou a apressar a partida de seu voo Batik Air de Palu levando 140 passageiros, talvez salvando muitas vidas enquanto o desastre se desenrolava ao redor deles, segundo o site God Reports.
O Capitão Icoze Mafella falou sobre a experiência em uma igreja de Jacarta no domingo, 30 de setembro.

Mafella, um cristão devoto, disse que se sentiu desconfortável e começou a cantar canções de adoração na cabine do piloto no voo de Ujung Pandang para Palu na sexta-feira, 28 de setembro.

“Normalmente eu apenas cantarolei, mas naquele dia eu queria louvar ao Senhor o melhor que pude“, lembrou ele.

 “Eu acho que você deveria fazer um CD de canções de adoração”, disse seu co-piloto muçulmano, brincando.

Mafella disse à congregação que quando eles estavam prestes a aterrissar no aeroporto de Palu, o vento estava excepcionalmente forte e ele “ouviu uma voz em seu coração” direcionando-o a circular novamente antes de aterrissar.

Mafella disse que se lembrou de ter cuidado extra com o pouso e recitou o Salmo 23.

Depois que o avião pousou, Mafella disse que o Espírito Santo o incitou mais uma vez que ele precisava se apressar enquanto estava no chão. Ele instruiu a tripulação do avião a fazer uma pequena pausa antes de o avião decolar para Ujung Pandang, com seu destino final sendo Jacarta.

“Eu nem saí do cockpit e pedi permissão à torre de controle para partir três minutos antes do previsto”, lembrou ele.

Recebendo o OK do Controlador Aéreo Anthonius Agung, o capitão e sua tripulação se preparavam para a partida. Ele disse que sentiu tanta urgência que rompeu com os procedimentos de vôo padrão e assumiu alguns dos deveres de seu co-piloto, a fim de acelerar o tempo de folga.

Chegou a hora da partida e o avião de Mafella disparou pela pista.
“Eu não sabia por que, mas minha mão continuou empurrando a alavanca, fazendo com que o avião acelerasse quando decolou”, disse ele.

Quando o avião disparou pela pista, o terremoto começou a atingir Palu. Ambos os pilotos sentiram o avião se deslocar da esquerda para a direita, de acordo com God Reports.

“Se eu tivesse decolado três minutos depois, não teria conseguido salvar os 140 passageiros, porque o asfalto da pista de pouso estava subindo e descendo como uma cortina ao vento“, disse ele.
Mafella disse que tentou falar com a torre de controle, mas não houve resposta no rádio.

Depois que o avião pousou em Ujung Pandang, ele descobriu sobre o terremoto e o tsunami em Palu. Mais tarde, ele soube que Agung, o controlador de tráfego aéreo, garantiu que o avião decolasse com segurança antes de pular da torre de controle ao ser derrubado pelo terremoto. Angug morreu depois devido aos ferimentos.

“Neste momento difícil, durante os segundos de decisão, ele esperou por mim até que eu estivesse a salvo antes de ele pular“, disse Mafella. “É por isso que eu o chamo de meu anjo da guarda.“
O capitão também lembrou aos membros da igreja que é importante ouvirmos a voz de Deus.“E, aconteça o que acontecer, devemos estar calmos, não em pânico, para que possamos ouvir claramente a voz de Deus vindo a nós pelo Espírito Santo”, disse ele.


https://www.portalpadom.com.br/piloto-indonesio-diz-que-o-espirito-santo-o-moveu-para-acelerar-a-decolagem-antes-que-o-terremoto-e-o-tsunami-acontecessem/


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TRECHO ADAPTADO DO LIVRO "DEZ LEIS PARA SER FELIZ" – Augusto Cury



Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.


Augusto Cury (1958) é um médico psiquiatra, professor e escritor brasileiro, famoso pelos seus livros na área de psicologia. É o autor da Teoria da Inteligência Multifocal.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

ELEIÇÕES: BRASIL, TERRA DE SANTA CRUZ – Pe.David Francisquini


7 de outubro de 2018

Primeira Missa — Óleo de Victor Meirelles — Museu Nacional (RJ). Nossa Pátria nasceu à sombra da Cruz, presente no altar em que se celebrou a primeira Missa, cujo oficiante foi o franciscano Frei Henrique de Coimbra.
 ♦  Pe. David Francisquini*

Na sua labuta diária, o agricultor adquire habitualmente um grau de conhecimento e perspicácia que poucas pessoas em outros ofícios conseguem obter. Ele conhece a sua terra, sabe o que ela pode produzir ou não. No contato com a ordem estabelecida por Deus na natureza, o homem do campo conhece o tempo, as estações, o momento de semear e de colher, sabe tratar a terra como propriedade sua, pois a mão que semeia é a mesma que cuida.

A variedade do plantio obedece a algumas regras claras, baseadas até há pouco na experiência. Mesmo cuidando da terra, o agricultor é obrigado a ter os olhos voltados para o céu, pois se guia pelas estrelas, pelo sol, pela lua, pelas nuvens ou a ausência delas. Ouve e sabe interpretar o canto dos pássaros, a voz dos animais nas matas, o coaxar dos sapos nas lagoas, o movimento das formigas. Sabe sentir a secura ou a umidade do ar, a direção do vento. Os menores sinais emitidos pela natureza lhe servem de orientação.

Em suma, o agricultor é um sábio, como o confirma São Lucas. Ao ver levantar-se uma nuvem no poente, logo ele poderá dizer: “aí vem chuva”; e assim sucede. E quando sente soprar o vento do Sul, poderá dizer: “a temperatura vai subir”; e assim sucede. Assim como o lavrador adquire a sua sabedoria pela experiência e perspicácia, chegando a conhecer o caminhar da História, um povo verdadeiro — e não a massa manipulada pela mídia — é capaz de reconhecer a saúde ou a doença da sociedade em que vive, sobretudo, se assistido por graças especiais do Espírito Santo.

O que vem ocorrendo no Brasil de hoje demonstra que muita coisa mudou. O brasileiro vem dando mostras de que passou a conhecer melhor a terra onde nasceu. Por ter aprofundado sua análise política, tornou-se capaz de fazer juízo de valor e agir em consequência.

Devido ao sofrimento, nosso povo amadureceu e passou a colocar em xeque os meios de comunicação, que procuravam pensar, interpretar e dar todas as soluções por ele…

Nestas eleições, as coisas mudaram: o povo brasileiro vê e julga tais meios, os interesses que os movem e a ideologia à qual servem, e os vem colocando na contramão da História.
Tudo se passou e vem se passando como se a alma do brasileiro tivesse sido trabalhada por uma graça divina, e o Brasil parecesse querer retomar seu verdadeiro rumo histórico encetado por Nóbrega, Anchieta e os colonizadores que aqui aportaram.

Volta a aflorar nos corações de nossa gente que a família deve ser preservada e os filhos educados na moralidade dos princípios cristãos e ordeiros, pois Deus é o Ser supremo que deve ser adorado, seguido e reconhecido acima de tudo.

Com as certezas revigoradas, aumentou nos brasileiros a convicção de que a vida é algo sublime e inviolável, devendo ser respeitadadesde a concepção até a morte natural. Tornou-se claro que o Estado não deve ideologizar as crianças como algo híbrido e indefinido no seu próprio ser.

O brasileiro tem presente em seu espírito estas palavras de Nosso Senhor: “Ai daquele que escandalizar um desses pequeninos que crê em mim, melhor lhe fora que lhes pendurassem ao pescoço a mó de um moinho, e que o lançassem ao fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo!”.

Por tais razões, o brasileiro não se sente representado pelos políticos de esquerda que procuram introduzir a ideologia de gênero, o pseudo casamento homossexual, o aborto, as drogas e a prostituição. Percebe que os políticos socialo-comunistas querem introduzir uma ideologia nefasta que aniquile a nossa tradição e, sobretudo, a fidelidade do nosso povo à doutrina e à lei de Jesus Cristo.

Introduzir num currículo escolar erros dessa monta é romper com o nosso passado, é cavar a própria sepultura para nela se cair num futuro próximo. Uma tirania irreverente, uma crueldade satânica, desrespeitadora da própria natureza, a qual impõe a diversidade estabelecida por Deus entre um homem e uma mulher. É a repetição do “non serviam” de Lúcifer.

Trata-se de algo que contraria a própria racionalidade de ser homem e mulher. E o povo brasileiro vem se afirmando contrário a essa mentalidade impingida goela abaixo. Nosso povo é religioso, temente a Deus, e mexer com os seus filhos é atingir os olhos da nação brasileira.

As eleições estão aí, e o povo brasileiro anela por um Brasil que respeite a lei natural e, sobretudo, as Leis de Deus. Um Brasil profundo e real que diz não à ideologia de gênero, não à destruição da família, não à eliminação dos bons costumes e da moral, um Brasil que reconhece o casamento entre um homem e uma mulher como fundamento de uma sociedade sadia.

Assistimos nestes dias de eleições a algo de sintomático: um povo que se levanta contra certa mídia, contra os políticos corruptos e desordeiros, contra os partidos de esquerda que procuram utilizar todos os subterfúgios para tomar o poder e impor seus nefastos objetivos para forjar um anti-Brasil.

Um povo que deseja o seu Brasil de volta, um povo que afirma que a nossa bandeira jamais terá a foice e o martelo, um povo que deseja um Brasil respeitador de suas mais belas tradições. Ele rejeita o comunismo e o socialismo, que negam a Deus e a vida futura.

Ainda que de modo meio inconsciente, o brasileiro faz a sua profissão de fé, tornando-se apto assim a ser contemplado por esta promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Todo aquele, portanto, que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai que está nos Céus.”

Mas para aqueles que infelizmente não professam essa mesma fé — aqueles que, por exemplo, colocam a nossa atual Constituição acima dos preceitos de Nosso Senhor —, Ele também deixou um ensinamento: “Aquele que me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus. Não julgueis que vim trazer a paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada”.

É a luta pela fidelidade aos princípios cristãos! É a luta dos brasileiros contra os corruptos, os poderosos agentes de Satanás, que desejam eliminar da Terra de Santa Cruz a civilização cristã.

Os valores da nação brasileira estão impressos na alma do nosso povo. Nós os recebemos dos nossos antepassados, cujo heroísmo impregnado de fé continua a latejar em nossos corações. Que a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, continue a proteger o Brasil!
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Comentários:


8 de outubro de 2018

Estou totalmente de acordo com P. Francisquini. Se pode dizer que há décadas Dr. Plínio Corrêa de Oliveira e a TFP puseram sementes em todas as cidades do Brasil, de anticomunismo católico, de opção aos valores cristãos, ao invés da luta de classes da esquerda católica. É uma alegria imensa ver esta graça de regeneração da sociedade brasileira. Assim chegaremos até a gesta de Deus pelos brasileiros, conforme discurso de Plínio Corrêa de Oliveira nos distantes anos quarenta!

MARIO HECKSHER
8 de outubro de 2018

Tudo que o Padre Francisquini fala é verdade. Lamentavelmente, o Estado Brasileiro foi “aparelhado” pelos malfeitores e o nosso bom povo corre sério risco de ser dominado pelos comunistas, que desejam a destruição da Igreja, da família e o total afastamento dos homens e mulheres das Leis de Deus.





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ABL: PROFESSORA E SOCIÓLOGA MARIA CECÍLIA LONDRES FONSECA FAZ PALESTRA NA ABL SOBRE A TRAJETÓRIA PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO


A Academia Brasileira de Letras dá continuidade ao seu ciclo de conferências do mês de outubro de 2018, intitulado Patrimônio Cultural Brasileiro: abordagens, desafios, políticas, com palestra da professora e socióloga Maria Cecília Londres Fonseca. A coordenação será do Acadêmico, historiador e professor Arno Wehling e o tema escolhido foi Uma breve trajetória do patrimônio cultural brasileiro: políticas, atores, perspectivas. O evento está programado para quinta-feira, dia 11 de outubro, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Maria Cecília adiantou um resumo de sua palestra: “Partindo do princípio de que os repertórios de bens culturais reconhecidos pelas políticas culturais como patrimônio de determinadas coletividades podem ser entendidos como formações discursivas, constituídas com base na atribuição de determinados sentidos e valores, o objetivo é abordar, a partir desse ponto de vista, como essa prática social vem se desenvolvendo no Brasil desde sua implantação”.

Disse, ainda, que “o foco serão os critérios de seleção desses bens, as formas de sua preservação, os atores envolvidos nesse processo, tendo em vista as justificativas para o investimento nessas políticas públicas, assim como as principais questões e perspectivas que se apresentam atualmente nesse campo em sua relação com a sociedade brasileira”.

O ciclo terá mais duas palestras nas quintas-feiras de outubro, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 18, Marcia Sant’Anna, Política urbana e patrimônio: monumento, documento e espetáculo; e 24, Ulpiano Bezerra de Menezes, Dicotomias no campo do patrimônio cultural.

A CONFERENCISTA

Maria Cecília Londres Fonseca é licenciada em Letras (PUC-RJ 1968); Mestre em Teoria da Literatura (UFRJ 1972); Doutora em Sociologia (UnB 1994); Professora de Teoria da Literatura (PUC-RJ 1970-1975); Pesquisadora do Centro Nacional de Referência Cultural – CNRC (1976-1979); e Coordenadora de Projetos da Fundação Nacional pró-Memória- FNPM (1979-1989).

Assessora do Ministro da Cultura (1995- 1998); Coordenadora de Políticas da Secretaria de Patrimônio, Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura (1999-2002); Maria Cecília também foi Membro do Grupo de Trabalho do Patrimônio Imaterial – GTPI (1998-2000); Coordenadora do nº 147 da Revista Tempo Brasileiro: Patrimônio Imaterial; representante do Brasil junto à Unesco na elaboração da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2002-2003); e no primeiro Comitê Intergovernamental criado por essa Convenção (2006-2008); Membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (2004-); e sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (2004-).

Autora de O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil, Editora UFRJ, 2017; e, com Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, de Patrimônio Imaterial no Brasil: Legislação e Políticas Estaduais, Unesco-Brasil/Educarte, 2008; Maria Cecília escreveu, também, inúmeros artigos sobre o tema do patrimônio cultural.

04/10/2018

 

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA, UM POEMA: Ariston Caldas- Rio Cachoeira


Rio Cachoeira


Há no teu húmus, neste cordão das vagas,
coisas oblíquas, imaginárias,
dançando num desespero desengonçado.

Há profundezas em tua face barrenta,
um poema inquieto nos remansos incontidos;
extravasas de dilúvio uma canção antiga
que vai morrendo num poente cor-de-chumbo.

O sol piscou amedrontado no horizonte;
o amanhecer surgiu roxo e assustado
entre folhas e pedras de barranco.
A correnteza saltou de repente
sobre os musgos, as casas e as flores.

Balada mística e de mistério
palpita de tédio, de horrores;
cantiga novas de veios correntes
traz um barulhar de queixas,
de cadáveres, de árvores mortas.

Não há explicações de ricos e de pobres.
Deus nada diria por não dever fazê-lo.
Há, vertente, uma obsessão de coisas
Nesta noite inesperadamente apagada.

Bom-dia, Cachoeira amado.
Vejo-te por um minuto humilde
entre escombros e rostos contraídos;
vejo-te numa serenata silenciosa
agora que faz luar
e o sol desponta cor de ouro.


(OBRA REUNIDA)
Ariston Caldas

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Ariston Caldas era um homem circunspecto e de muito rigor ético. Estudioso da poética clássica jamais privilegiou soneto ou verso livre. Tinha uma produção regular, a atingir o conto e a crônica, a preservar intacta a qualidade do poeta. Sonhou o romance, não obstante confessasse falta de fôlego para tal empreendimento”.  
(Fernando Caldas)


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O VOTO DO BRASIL PROFUNDO


9 de outubro de 2018

O Brasil conservador, desconhecido da grande imprensa, vota contra a esquerda e impõe uma grande derrota aos próceres da velha política

♦  Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


Não poderia ser mais clara a posição dos brasileiros nas eleições do último domingo.
Ignorando pesquisas eleitorais que davam vitória a vários candidatos da esquerda, as urnas mostraram um País desconhecido da grande imprensa.

Em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), até a véspera das eleições considerada a grande favorita para uma das vagas no Senado Federal, ficou em quarto lugar. Não era apenas uma derrota eleitoral, mas uma confirmação do impeachment por ela sofrido há dois anos.

Em São Paulo, o também grande favorito ao Senado, Eduardo Suplicy (PT), ficou em terceiro lugar, não conseguindo se eleger.

Os números não mentem. O PT perdeu 7 senadores e 13 deputados federais. O PSDB, por sua vez, teve resultado semelhante, perdendo 4 senadores e 25 deputados federais.

No lugar desses políticos, novas lideranças surgiram, boa parte delas defendendo bandeiras contrárias à esquerda.

Até recentemente, os jornais preferiam não ver esse aspecto conservador do eleitorado, desse Brasil profundo que não costuma sair nos jornais e que não é retratado nas novelas “progressistas” da televisão brasileira.

Na manhã de segunda-feira, logo após as eleições de domingo, as manchetes eram claras: “Onda conservadora muda o mapa político“ (O Globo[1]), “Onda conservadora cria bancada bolsonarista no Congresso” (El Pais[2], Espanha), “A nova onda conservadora no Brasil“ (Carta Capital[3]), “Bolsonaro surfa na onda conservadora” (O Estado de S. Paulo[4]), “Eleições 2018: Onda conservadora dá 46% a Bolsonaro, que enfrenta Haddad no 2º turno” (Folha de S. Paulo[5]) etc.

Mais do que uma “onda”, trata-se de uma sadia reação conservadora. Seria longo enumerar suas causas, mas transcreveremos um trecho escrito pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 1982, que bem explicam, com impressionante clarividência, o que se passou no Brasil governado pela esquerda:

“Se a esquerda for açodada na efetivação das reivindicações ‘populares’ e niveladoras; se se mostrar abespinhada e ácida ao receber as críticas da oposição; se for persecutória através do mesquinho casuísmo legislativo, da picuinha administrativa ou da devastação policialesca dos adversários, o Brasil sentir-se-á frustrado na sua apetência de um regime bon enfant, de uma vida distendida e despreocupada. Num primeiro momento, distanciar-se-á então da esquerda. Depois ficará ressentido. E, por fim, furioso. A esquerda terá perdido a partida da popularidade. […]”[6]

A esquerda perdeu a partida da popularidade. A direita, por sua vez, precisará ouvir a voz do País. Assim, não perderá a Opinião Pública.

Muitos dos candidatos adaptaram seus discursos para agradar esse eleitorado. Nesse momento, em que tantos se apresentam como “de direita” e contra o “politicamente correto”, é preciso cobrar deles a coerência entre o discurso e a prática.

Fazendo eco à “Carta Aberta ao Futuro Presidente” que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira publicou nos dias que antecederam ao 1º. Turno eleitoral: “Esperamos que o próximo Presidente saiba ouvir a voz dos brasileiros e seja fiel ao Brasil que todos queremos.
Uma nação livre da esquerda “bolivariana”, que desejou transformar nosso País, nascido aos pés do Cruzeiro do Sul e que tem como símbolo máximo o Cristo Redentor, em uma terra sem Tradição, sem Família e sem Propriedade e, por isso mesmo, sem futuro”[7].

Enquanto aguardamos o 2º Turno, agradeçamos a Nossa Senhora a enorme benção que foi essa vitória conservadora em nosso País nesse último dia 7 de outubro. Que Nossa Senhora do Rosário, cuja festa foi instituída pelo Santo Papa Pio V em honra da vitória na Batalha de Lepanto, ocorrida precisamente em um dia 7 de outubro, no ano de 1571, nos proteja e nos guie nesse momento histórico.
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Fontes:
[1] https://oglobo.globo.com/brasil/onda-conservadora-muda-mapa-politico-23138877
[2] https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/07/politica/1538947790_768660.html
[3] https://www.cartacapital.com.br/politica/a-nova-onda-conservadora-no-brasil
[4] https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,bolsonaro-surfa-na-onda-conservadora,70002538108
[5] https://aovivo.folha.uol.com.br/2018/10/08/5548-aovivo.shtml
[7] Carta Aberta ao Futuro Presidente, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, https://ipco.org.br/carta-aberta-ao-futuro-presidente/


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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

TICIANO LEONY LANÇA SEU QUINTO LIVRO





Cafundó – Tempo de Vingança será lançado no próximo dia 18 de outubro


No próximo dia 18 de outubro, a partir das 18 horas, no restaurante Casa de Tereza, Ticiano Leony lança seu quinto livro. Batizado de Cafundó – Tempo de Vingança a obra foi dividida em 17 capítulos, a vingança é a base da trama.

Tudo começa com a fuga de um sertanejo da seca, indo de uma região ao norte de Alagoas, quase Pernambuco e chega à região sudoeste da Bahia onde reina o cacau. Vivendo literalmente destes frutos, tem com a filha de um cacauicultor de médio porte seis filhos, duas moças e quatro rapazes.

Para educar os filhos, o casal os envia para morar em Vitória da Conquista. Lá eles se transformam em ladrões de automóveis e de cargas de caminhões. Acabam descobertos por um casal jovem e resolvem, por influência de um deles, praticar uma “queima de arquivo”. Mas os jovens tinham família conhecida e querida. Amigos que promovem a vingança pela morte dos dois, eliminando toda a família, um a um.

“Ticiano Leony nos conta esta história como quem está numa varanda em noite chuvosa, ao lado dos seus ouvintes, trazendo de memória um grande caso. Assim acompanhamos a trajetória da família Macedo na zona rural de Vitória da Conquista, que consegue sair da pobreza deixando atrás de si um rastro de pólvora”, disse Saulo Dourado, que assina a orelha do livro.

De acordo com Ticiano Cafundó é qualquer lugar perdido entre vales de difícil acesso. No caso é uma alusão figurada a um lugar aonde a verdade não chegou, mas onde a vingança fez morada.
Desenvolvido a partir de um caso de polícia jamais resolvido, envolve personagens imaginários para dar solução ao caso. “É uma obra de ficção, embora plausível. Sendo um livro curto, não há muito o que resumir sob pena de contar a história toda. Envolve amor, desprezo, ira, comiseração, desespero, lágrimas e fracassos. Há de ler, para entender até que ponto vai o rancor que alimenta a vingança”, disse o autor.

“As obras de Ticiano Leony apresentam um relevante contexto histórico e cultural, relatando com perfeição os costumes e a arquitetura social dos grapiúnas, com síntese apurada sobre hábitos alimentares, vida religiosa e familiar, expondo o comportamento de trabalhadores, fazendeiros, oficiais, profissionais liberais e um sem número de artífices da esfera popular, merecendo do leitor anotações que irão enriquecer seu pensamento”, disse a juíza de direito, Nícia Olga Andrade Dantas, que assina a orelha do livro.

De acordo com a juíza, o escritor retrata fielmente o linguajar regional e transmitindo ao leitor informações inéditas, é primoroso nos detalhes e nas descrições de fatos e do ambiente, da natureza exuberante e dos hábitos do cotidiano.

Este é o quinto livro de Leony, que é engenheiro formado pela Universidade Federal da Bahia, já foi fazendeiro e empresário.  O primeiro foi batizado “Baraqueçaba, casos do acaso”.
O segundo “Orobó, o périplo apoteótico de um sertanejo assinalado”. O terceiro “Serinhaém – azul do mar profundo” e o quarto “Pirangy, um caso escuso”,todas publicadas e editadas pela Caramurê publicações.

Ticiano é um escritor que com maestria permeia entre a ficção e a realidade. Seu talento entusiasma o leitor, fazendo que este mergulhe no seu universo criado ou real”, disse Fernando Oberlander da Caramurê Publicações.


Serviço 

O quê: Cafundó -Tempo de Vingança
Quando: 18 de outubro
Dia e Horário: (Quinta-feira) 18 horas
Onde: Casa de Tereza
Endereço: Rua Odilon Santos, 45 - Rio Vermelho
Autor:  Ticiano Leony
Editora: Caramurê Publicações
Paginas: 123
Valor: R$ 42,00

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