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terça-feira, 11 de setembro de 2018

CONHECENDO E DISSEMINANDO A MENSAGEM (VII) – Clóvis Silveira Góis Júnior


4.7. O Êxodo


            Aquela igreja foi aos poucos se esvaziando em decorrência de vários fatores, principalmente da busca por melhorias financeiras. Já em 1923, boa parte dos componentes da família França Batista se deslocara para a região de Sapucaieira (Ilhéus) em busca de desbravar as matas para introdução de agricultura de subsistência que iria permitir a introdução de víveres e consequente sustentação dos filhos e agregados. Dentre aqueles desbravadores é importante realçar os seguintes nomes: Pedro França Batista e sua esposa Ernestina França Batista; Lúcio França Batista e sua cônjuge, Maria Rosa; e José Francisco Araújo e sua companheira, Jovina França Batista. Esta evasão não deixou de minar a força adventista de Boqueirão.

            Chegando a Ilhéus, reuniram-se em locais distintos até chegar ao ambiente da atual congregação, Simiro (1923 a 1928), Itapoã (1928 a 1930) e Sapucaieira (1930 em diante).  Tendo em vista a rejeição inicial por parte dos índios nativos, as conversões locais se arrastaram de forma lenta. O templo que existe atualmente foi inaugurado em 26 de dezembro de 1970, permanecendo como grupo até 1985, quando em nove de dezembro passou à categoria de igreja. Atualmente, uma numerosa congregação aguarda o momento certo para comemorar o centenário da chegada do Adventismo à região.

            Até 1929, onze anos depois do primeiro batismo, ainda encontramos registros da permanência de igreja de Boqueirão nas publicações oficiais. O South American Bulletin, editado nos Estados Unidos, em 1929, vol.5, número 6, em nota escrita por E. H. Wilcox, demonstra também a inconstância do homem à terra, sempre em busca de melhores lugares para continuar a luta pelo sustento e manutenção da vida:

                                        “O trabalho prosperou e cresceu.  E
                                        até breve havia uma igreja de 40
                                         membros num lugar conhecido como
                                         Boqueirão. Hoje a igreja não é tão
                                         grande, pois alguns membros se
                                          mudaram para outras partes, onde
                                            hoje outras Escolas Sabatinas têm
                                            surgido. Alguns mudaram-se para a
                                             cidade de Itabuna, onde hoje temos a
                                             desenvolver um trabalho próspero”.

            João Roberto Ramos saiu da localidade na década de 30, com grande parte dos filhos e netos.

            Concomitantemente às conferências realizadas na cidade de Itabuna em 1925, o pastor Gustavo Storch realizou trabalho evangelístico no Boqueirão, quando teve “o privilégio de batizar dez preciosas almas”.

            Tempos depois , em virtude do êxodo dos irmãos em busca das zonas urbanas ou mesmo outros locais rurais que os sustentassem melhor com suas respectivas famílias, aquela primitiva comunidade de crentes foi dissipada. Nada mais restava dos tempos áureos.

            Uma jovem senhora, irmã Avelina Marques (filha de Francina Evangelista dos Santos), residente em Boqueirão, tendo adquirido um exemplar do livro O Grande Conflito, vendido pelo colportor Generoso de Oliveira, promoveu a leitura comunitária para sua família,  vizinhos e trabalhadores rurais, o que gerou novo ânimo e interesse da maioria, tendo sido reavivados os cultos sabáticos da localidade. A igreja foi reativada e adoração acontecia na residência de Anatálio Batista (filho de Pedro Batista), o qual, também, era responsável pela direção do grupo. Esta segunda leva de adventistas também deixou a região. Hoje não existe um único representante de nossa igreja no Boqueirão.


(A GÊNESE DO ADVENTISMO GRAPIÚNA Cap. 4.7.)
Clóvis Silveira Góis Júnior

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MORRE NO RIO DE JANEIRO, AOS 95 ANOS, O ACADÊMICO, JURISTA, SOCIÓLOGO E ESCRITOR HELIO JAGUARIBE.


O Acadêmico, jurista, sociólogo e escritor Helio Jaguaribe faleceu na noite do dia 9 de setembro, domingo, em sua residência, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, vítima de falência múltipla dos órgãos. Seu corpo será velado na Sala dos Poetas Românticos, no Petit Trianon, a partir das 10 horas de quarta-feira, dia 12. O sepultamento está previsto para o mesmo dia, às 15 horas, no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O Acadêmico deixa viúva, Maria Lucia Charnaux Jaguaribe, e cinco filhos, Anna, Roberto, Claudia, Beatriz e Isabel.

O Presidente da ABL, Marco Lucchesi, assim que foi informado do falecimento do Acadêmico, determinou que a bandeira da Academia fosse hasteada a meio mastro e afirmou: “Helio Jaguaribe foi um dos últimos grandes intérpretes de nosso país. Estudou o Brasil para transformá-lo, mediante uma abordagem desenvolvimentista, com a fundação do Iseb (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), nos anos cinquenta”.

Marco Lucchesi disse, ainda, que “para Helio Jaguaribe, ação e pensamento permanecem indissociáveis, como Darcy Ribeiro e Celso Furtado, que o precederam na cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras. Cientista político de alta erudição e consciência vigilante, deixou obra vasta e criativa. Cito apenas dois títulos: A dependência político-econômica da América Latina, verdadeiro clássico na área, e Um estudo crítico da história, divisor de águas da interpretação do processo histórico publicado em nosso país. Homem de gestos largos e entusiasmado, Helio continua vivo pelas virtudes de sua obra, saudosa do futuro”.

Nono ocupante da Cadeira nº 11 da ABL, Helio Jaguaribe foi eleito em 3 de março de 2005, na sucessão de Celso Furtado, e recebido em 22 de julho de 2005, pelo Acadêmico Candido Mendes de Almeida.

Helio Jaguaribe de Mattos, academicamente conhecido como Helio Jaguaribe, nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1923, diplomando-se em Direito, em 1946, pela Pontifícia Universidade Católica desta cidade. Em 1952, iniciou, com um grupo de jovens cientistas sociais, um projeto de estudos para a reformulação do entendimento da sociedade brasileira, fundando o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (Ibesp), de que foi Secretário Geral e Diretor da revista do Instituto, Cadernos de Nosso Tempo, de relevante influência no Brasil e na América Latina.

Em 1956, teve a iniciativa de promover a constituição do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), uma instituição de altos estudos, do Ministério da Educação e Cultura, no campo das Ciências Sociais, do qual foi designado Chefe do Departamento de Ciência Política. Exonerando-se de ambas as funções em 1959, por discordância com mudanças na orientação do Instituto. Passou, então, alguns anos colaborando, sem vínculos permanentes, com diversas instituições acadêmicas, no Brasil e no exterior.

Em 1964, depois de pública condenação do golpe militar, afastou-se do país e foi lecionar nos Estados Unidos: de 1964 a 1966, na Universidade de Harvard; de 1966 a 1967, na Universidade de Stanford; e de 1968 a 1969, no MIT – Massachusets Institute of Tecnology.

Retornando ao Brasil em 1969, ingressou no Conjunto Universitário Cândido Mendes onde, por alguns anos, foi Diretor de Assuntos Internacionais. Com a fundação do Instituto de Estudos Políticos e Sociais, em 1979, foi designado Decano do novo Instituto, função que exerceu até 2003. Nessa data, completando 80 anos, propôs sua substituição por um scholar mais jovem, o professor Francisco Weffort, ex-Ministro da Cultura do Governo Fernando Henrique Cardoso, que foi escolhido para o cargo. A Helio Jaguaribe foi conferido o título de Decano Emérito e, nessa qualidade, continuou ativamente suas pesquisas no Instituto.

Por sua contribuição às Ciências Sociais, aos estudos latino-americanos e à análise das Relações Internacionais, recebeu o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Johannes Gutenberg, de Mainz, RFA (em 1983); da Universidade Federal da Paraíba (em 1992); da Universidade de Buenos Aires (em 2001). Em 1996 foi agraciado, por sua contribuição às Ciências Sociais, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 1999, o Ministério da Cultura conferiu-lhe, por sua contribuição ao desenvolvimento cultural do país, a Ordem do Mérito Cultural.

10/09/2018


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ATÉ QUANDO, JUSTO SENHOR, DEUS DAS VINGANÇAS? (II) – Pe. David Francisquini


11 de setembro de 2018

♦  Padre David Francisquini *

No artigo anterior, com o mesmo título em epígrafe, prometi voltar ao assunto do aborto. Apenas para recordar um ponto importante, torno a citar Santo Agostinho, quando trata dos homens que se movem por amor a Deus e aqueles que se movem por amor egoístico, colocando entre este último o pretenso “direito” da mulher de decidir sobre o seu próprio corpo no caso do aborto.

Com efeito, é com interesse — e muita preocupação — que vimos acompanhando o desenrolar da ação (ADPF 442), proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), pedindo a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Não preciso dizer que se tal proposta for aprovada as portas da legislação brasileira ficarão escancaradas para todo tipo de aborto.

Para esse Partido Socialista — na verdade radicalmente comunista —, a lei em vigor viola os princípios fundamentais. Na minha formação sacerdotal, estudei ciências naturais, ética, filosofia, sociologia e, é claro, teologia dogmática e moral, não sendo difícil, portanto, perceber a inconsistência desta ação.

Pela mesma razão, entendo a completa impossibilidade de juízes — máxime os da Suprema Corte — julgarem procedente a ação desse partido político libertário, que prega a liberdade para tudo e para todos, menos para o nascituro inocente e indefeso. É um verdadeiro absurdo sustentar o “direito fundamental da mulher” de tirar a vida de um ser gerado em seu próprio ventre.

Constitui uma gravíssima ofensa a Deus e à própria dignidade da mulher atribuir-lhe o direito de matar seu filho. Só num mundo muito decadente alguém ousaria sustentar o contrário. Se for admitido hoje o princípio de que se pode tirar a vida de uma pessoa inocente pelo simples fato de ela não ser desejada, assistiremos amanhã à matança de qualquer pessoa que venha a prejudicar o nosso egoísmo.

Em passado recente, esta macabra história tornou-se realidade em inúmeras ditaduras, na Europa e em outras partes do mundo. Jesus Cristo ensinou que “haveis de chorar e de lamentar, enquanto o mundo há de se alegrar: vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em gozo”.

Quando a mulher está para dar à luz, ela fica naturalmente preocupada. Mas sua aflição se transforma em alegria com o nascimento do filho. É uma imagem de Cristo ressurreto, que veio à luz no domingo da Ressurreição. Ele, no seio da terra, representa uma criança no ventre materno, e assim como Ele ressurgiu dos mortos, também a criança virá à luz do mundo.

Na sua epístola aos efésios (cap. 5, 22-33), São Paulo trata da sublimidade do matrimônio, comparando-o coma união de Cristo com a Igreja. Se o marido é a cabeça da mulher, Cristo é a cabeça da Igreja. Cristo ama a Igreja e se entrega a Ela para torná-La mais resplandecente e gloriosa.
Como Jesus Cristo ama a Igreja, assim o marido deve amar a sua esposa como se fosse o seu próprio corpo, porque ninguém aborreceu a sua própria carne. Antes, ele a nutre e cuida dela como Cristo procede em relação à sua Igreja, pois somos membros de seu Corpo Místico. O aborto é a violação do princípio da relação entre Cristo e a Igreja, o esposo e a esposa. Mais. Enquanto São Paulo fala de luz, de santo, de imaculado e sem rugas, o aborto fala de destruição, de trevas, de morte e de corrupção.

O fruto do primeiro momento de um relacionamento entre um homem e uma mulher se chama embrião. Ele contém em grau pequeno um ser vital que não tardará a nascer homem ou mulher. Afirmar, em nome da dignidade da mulher, que ela pode eliminar a seu bel-prazer a vida de um filho gerado em seu ventre, contraria rotundamente os princípios mais elementares da racionalidade e da sanidade mental. O livro do Eclesiastes narra que o abortado é como algo que não conheceu a luz do sol, não teve o seu nome ilustrado entre os vivos; sobretudo, não foi levado à pia batismal.

O Profeta Isaías narra o horror daqueles que morrem na guerra pelo fio da espada, cujos corpos estendidos por terra são pisoteados pelos cavalos e pelos guerreiros, comparando-os aos abortados que não têm sepultura nem honra. Com efeito, a situação do abortado é pior que a do morto na guerra, sem lar, sem o aconchego da família nem sepultura. E o abortado foi morto por uma pena capital imposta por lei humana…

Ancorada em bons teólogos e no Catecismo da Santa Igreja, a moral católica nos ensina que só é lícito matar alguém em legítima defesa da própria vida ou numa guerra justa, ou ainda no cumprimento de uma execução penal ditada por um tribunal legitimamente constituído. Nenhuma autoridade, por mais soberana que imaginar se possa, poderá autorizar ou legitimar tal prática.

A expectativa dos brasileiros é a de que os juízes do Supremo Tribunal Federal julguem com reta consciência esta questão, não se deixando influenciar por pressões daqueles que defendem a cultura da morte, nem mesmo por alguma convicção ideológica própria que vá nesse sentido, mas que pautem seu voto na lei natural, na Lei de Deus e na Constituição brasileira, que garantem o direito à vida desde a concepção.

Em oração e sempre vigilantes, rogamos a Nossa Senhora Aparecida que proteja o Brasil do pecado do aborto que brada aos céus e clama a Deus por vingança. Que os brasileiros sejam obedientes aos preceitos de Deus, que nunca desampara seus filhos.

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria — Cardoso Moreira (RJ).


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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

QUEM SOU EU! - Expedita Maciel

Quem sou eu?
sou aquela que custou a entender que quando se aceita
o que a vida tem para nos oferecer sem revoltas
e lamúrias :tudo fica mais fácil e mais bonito
a Vitória tem sabor gostoso de Triunfo:
os louros são mais verdes e dourados

Quem sou eu?
Sou aquela que acorda depois de um sonho bom e
fica procurando cadê a realidade e, arregaça as mangas
e vai luta, que está na hora de trabalhar
e com o coração cheio de amor e muita gratidão, vai com satisfação  trabalhar, depois do dia de trabalho, encerra mais um dia pensando: amanhã se Deus quiser voltarei, e penso triste em quem não tem emprego, ou não tem gratidão pelo seu ganha pão, penso que gosta mesmo é de ser um mamão,
quer comer na mão, pois vai é chorar onde ninguém ver,
é como chorar no deserto que até a lágrima é sufocada pela terra
solta dos ventos do deserto, a vida de quem não sonha
não produz ilusões, desejos de viver e ser melhor,
é uma vida é seca é árida é pior que agreste ou pântano.

Quem sou eu?
sou aquela que leva uma topada ou pedrada apanho as pedras e edifico os meus castelos de sonhos que se misturam com realidade
e torno a minha vida mais feliz fico mais cantante e cantando louvo e agradeço a a Deus, cantando te encontrei chorando te perdi mas não perdi a alegria Fé e a vontade de viver e vencer eu sou aquela que tem Fé que Deus está sempre comigo, caminhando com Jesus Cristo, guiando meus passos para não ser atropelada e nem tropeçar na estrada da vida

Quem sou eu?
sou aquela que sempre com sorrisos nos lábios e
pronta para meu próximo servir
Firmei os meus pés na Fé em Cristo Jesus,
Maria e José e se puder e Deus quiser nesta Fé

Eu viverei Sempre
no coração com portas abertas por Jesus de Nazaré
e serei preenchida de Saúde, Paz e Amor e, que junto venha a prosperidade pois já na idade que estou preciso,
para viver com mais sabedoria e dedicar mais meu tempo livre a dizer que vale a pena viver se a vida e o coração não são pequenos

Viva a Deus!
que me mostrou quem sou e a que vim.
e que se Deus é por mim quem será contra mim?




Expedita Maciel

Autora do livro VIM VI E VENCI



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RADICALISMO GOELA ABAIXO DO POVO – Péricles Capanema


10 de setembro de 2018

♦  Péricles Capanema

Na entrevista coletiva de 29 de agosto, por ocasião do lançamento de seu livro, José Dirceu foi didático: “Temos um programa radical e a maioria do Parlamento precisa ser combinada com uma grande pressão popular”. Como exemplo de pressão popular, citou o cerco da militância à Câmara e ao Senado.

 A intimidação de legisladores — aqui entra o uso inescrupuloso de dossiês, às vezes chega até a ameaças à família, sequestros e morte — constitui tática revolucionária antiga, empregada na Revolução Francesa, a torto e a direito na Revolução Comunista e, mais recentemente, amplamente utilizada na Venezuela. Aplicá-la no Brasil é congruente com as raízes doutrinárias do PT, na prática o sucessor do Partido Comunista. Basta que a ocasião se apresente e seja politicamente conveniente. O leninismo continua vivo.

José Dirceu [nas fotos acima, com Fidel Castro] se dirigia em especial a petistas e a membros de correntes ideológicas a ele próximas; em verdade anunciava plano de transformar o Brasil tão logo factível em uma Venezuela — a marcha do radicalismo goela abaixo do povo rumo ao bolivarianismo. Para tanto, estimulava a militância a procurar eleger tantos quantos possíveis para a Câmara e o Senado, ademais de tentar colocar Haddad no segundo turno das próximas eleições. E aí fazê-lo vitorioso.

O dirigente petista acha que haveria suficiente transferência de votos de Lula para seu ungido (ou seu poste), o que lhe garantiria a vaga em 28 de outubro: “Para a margem de transferência de votos ser dentro do que a gente espera, 20 ou 30 dias são mais que suficientes. A Justiça decidirá até 17 de setembro. Teremos tempo para cada eleitor tomar conhecimento de que Lula é Haddad e Haddad é Lula”.

Observou, ladino: “Eu não diria que é um programa com a faca no dente, porque esta expressão é praticamente de confronto aberto”. Caso se despisse da cautela de político matreiro, diria a realidade, é programa faca no dente, não há dúvida. Outra questão é se a liderança do PT conseguirá executá-lo, não dependerá apenas do fanatismo revolucionário de dirigentes e militância. Como reagirá o povo?

O PT tem cartas boas nas mãos em seu intento de venezuelizar (ou cubanizar) o Brasil. Faz décadas (já era assim no período militar), a esquerda, em seus vários graus de radicalidade, “grosso modo”, domina a universidade, os seminários, as redações e os clubes grã-finos. É um câncer que deitou gigantescas metástases e que só poderá ser curado por trabalho ideológico sério ao longo de anos e anos a fio. Não é rósea nossa situação. Kerensky pavimentou a via para Lênin; os girondinos facilitaram o caminho para os jacobinos. O Brasil, triste sina, está apinhado de kerenskys e de girondinos. Não constroem estradas, mas as pavimentam, para que outros nelas trafeguem.

Um exemplo, talvez o mais conhecido. Na Jovem Pan, FHC comentou a possibilidade do segundo turno entre Bolsonaro e Haddad ou entre Bolsonaro e Alckmin. Perguntado sobre possível aliança entre PT e PSDB, respondeu sereno: “Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o PT espera a mesma coisa, mas dependendo das circunstâncias, eu não teria nenhuma objeção a isso”.

A declaração irritou apoiadores de Alckmin; afinal, era o maior líder tucano confessando, a vitória petista não despertava objeção nele. FHC precisou arranjar uma saída de momento. Contudo, a posição de FHC não deveria surpreender, era coerente com princípios seus e conduta.

Existem nas situações acima ventiladas consonâncias profundas quanto a objetivos. “Pas d’ennemis à gauche” (não há inimigos à esquerda), lembrando fórmula cunhada em fins do século XIX. Em encontro com intelectuais no Rio de Janeiro, abril de 2014, ambiente descontraído, FHC se deixou levar: “Hoje, se eu disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!”. Prosseguiu: “O Chávez só me chamava de ‘Mi maestro’. Eu dizia para ele: ‘Baixinho, por favor’”.

Falava de consonâncias. Elas influenciam fundo, por vezes são determinantes nas atitudes.

Via de regra, contudo, para os revolucionários, é melhor que tais sintonias passem despercebidas, pois podem chocar opinião pública desavisada. “Baixinho, por favor”. Quando não é possível escondê-las, é sempre a diretriz. A nossa bússola, para esclarecimento do povo, aponta rumo oposto, brado alto e nítido contra o conluio deletério, ainda para muitos oculto.

O artigo já estava pronto quando houve o horrendo atentado contra Jair Bolsonaro. Graças a Deus, depois da angústia inicial, parece que caminha bem sua recuperação. O artigo continua atual, talvez tenha até aumentado de atualidade. Não julgo que deva modificá-lo.


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HÁ UM ANO, MAGNO MALTA DENUNCIOU O PLANO PARA MATAR BOLSONARO (VEJA O VÍDEO)


Adelio não é louco. É terrorista e estava no estrito cumprimento de uma missão.

10/09/2018

A intolerância com Jair Bolsonaro é coisa antiga.

A acusação de ser o deputado o intolerante, é mero subterfúgio para esconder o mal que acomete a ideologia esquerdista.

Não suportam e não admitem o pensamento contrário.

São extremamente agressivos e invasivos, não respeitam ninguém.
Não tratam quem pensa diferente como adversário, mas como inimigo ‘mortal’.

No vídeo, o senador revela e demonstra que o plano de esfaquear Bolsonaro vem sendo traçado há muito tempo pela esquerda.

Adelio não é louco. É terrorista e estava no estrito cumprimento de uma ‘missão’.

O vídeo abaixo é de agosto de 2017.



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domingo, 9 de setembro de 2018

COMO SUAVIZAR AS ONDAS DA VIDA - Gloria Wendroff



Ligue o vídeo abaixo:

Se teu coração fosse um oceano, que tipo de oceano gostarias que ele fosse? Agitado, tumultuoso? Tranquilo, sereno? Conscientemente escolherias o oceano tranquilo, um oceano ideal para um veleiro, suavemente ondulado pela brisa. Não escolherias um oceano tempestuoso, um furacão, um tufão, um ciclone, um redemoinho no mar. Sabes muito bem que escolherias um oceano calmo. Entretanto, amado, o que tens escolhido com mais frequência? Um coração turbulento.

Quantas vezes por semana te agarras ao teu coração? Quantas vezes por semana ele desaba? Quem é que escolhe para onde teu coração vai? Mesmo em mares turbulentos, manterias teu equilíbrio. Mas, com teu coração  deixas que aconteça qualquer coisa, que ele vá para qualquer lado; para cima, para baixo, para a extrema esquerda, para a extrema direita, para frente e para trás, deste jeito ou daquele jeito… fazes uma tormenta do teu coração, mesmo quando ele está seguro no porto. Teu coração não precisa ser selvagem. Teu coração não precisa ser uma “ópera de sabão”, uma telenovela.

Teu coração não precisa ser um navio na tormenta. Tem pena do teu coração, e deixa que ele enfrente a vida com calma. Não há nenhuma necessidade de destruíres teu coração. Dizes que queres paz, entretanto o que tens vivido? Mesmo quando há uma tempestade na vida, não precisas maltratar teu coração. Corações são feitos para o amor, não para perturbação. Corações são destinados a velejar suavemente pela vida. Faz as pazes com teu coração. Se teu coração fosse um navio, nem sempre o navegarias a todo vapor. Serias um proprietário mais amável; permitirias que teu coração tivesse momentos de descanso.

Sê um mestre gentil para o teu coração. Não o faças passar por acessos de raiva. Sê agradável ao teu coração. Diga ao teu amigo fiel: Calma, calma, coração. Não precisas viver numa tempestade; fica em águas tranquilas. Providenciarei para que descanses de atividades horríveis. Sou grato a ti. Bates por mim tantas vezes a cada minuto; entretanto, podes tomar fôlego entre uma batida e outra.

Vou afrouxar as rédeas e deixar que caminhes numa pulsação tranquila. Isto é o mínimo que posso fazer por ti. Não te farei trabalhar tão duro de agora em diante. Vou te conduzir às águas serenas. Vou te mostrar como remar ao longo da vida como se estivesses numa canoa sobre águas cantantes. Vou acalmar-te e abençoar-te. Permitirei que vivas em paz e tranquilidade. Não vou mais aborrecer-te.. Seja o que for que aconteça, não vou mais chicotear-te.

Não vou deixar-te irritado, nem acelerado nem aborrecido. Deixarei que sejas o coração que Deus me deu; não vou mais permitir que te agites. Peço que me desculpes, meu coração, por toda perturbação que tenho causado a ti. Tens sido um coração bom, fiel e esforçado, e não mais o farei trabalhar tão duro. De agora em diante, vou ser uma bênção para ti. Nós – eu e tu, querido coração – velejaremos para cima e para baixo pelos Altos Mares do Amor, e isto é o que nos ocupará. Ouço tua batida, meu coração, e ela é firme e uniforme. Obrigado por permaneceres junto a mim e por me mostrares como suavizar as ondas da vida.

"Gotas de Crystal 20" uchacrystal@yahoo.com.br
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MÚSICA:  Sentiments > ERNESTO CORTAZAR  

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