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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

NEGRA SABINA - Cyro de Mattos


Negra Sabina
Cyro de Mattos


Cerâmica do piso brilhando. Móveis lustrados. Vidros sem um fio de poeira. Comida deliciosa, pratos variados, cheiro provocante, tempero divino.

Incomum disposição nos trabalhos de casa.

Outra não existia no mundo. A família elogiava. Nem ligava.

 Fechava a porta da cozinha. Não queria ver marido e esposa duelando na sala.  Nem pai com o filho. Batalhas acirradas.

Nunca quis ter seu homem. Pra que ter filho, pobre e preto? Carregar mais peso neste mundo? Bastava-se na sua cruz pessoal. Acostumada com o destino.  Doçura nunca lhe pertenceu neste mundo cheio de amarguras.
 
Tempão trabalhava para aquela gente fina. De cabelo louro, olho azul, pele branca como vela.

Um dia, a pergunta constante, ninguém sabia explicar o sumiço da foto.  Quem tinha feito aquilo?  A moldura vazia na parede. Sem o retrato do neto da patroa.  Procurou-se por todos os cantos. A patroa abriu, fechou gavetas.
 
Coisa estranha, intrigante.

Negra Sabina era empregada de confiança. Nunca tinha sumido nada no apartamento.

Então como foi acontecer?  “Se quiser, vá até meu barraco. É perto daqui. Procure lá.” Resposta da patroa, nervosa.: “O que é isso? Nunca falamos que foi você.”

Para que ia querer o retrato da criança loura, cabelos finos, olhos azuis como o mar?

Colocara o retrato do menininho no seio.

À noite no barraco. Diante da foto protegida por mãos generosas. Cantava baixinho:

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Vem pegar nenê
Que tem medo
De careta.

Igual como a tataravô fazia com o neném da sinhazinha. Na casa-grande do engenho.


Cyro de Mattos é escritor e poeta. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Publicado em Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, França, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Premiado no Brasil e exterior. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia e de Ilhéus. Comendador da Ordem do Mérito do Governo da Bahia.

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O ACADÊMICO, ESCRITOR, POETA E FILÓSOFO ANTONIO CICERO É O CONFERENCISTA DA SEGUNDA PALESTRA DO CICLO DE CONFERÊNCIAS “O QUE FALTA AO BRASIL?”

O Acadêmico e escritor Antonio Cicero faz a segunda palestra do Ciclo O que falta ao Brasil?, coordenado pela Acadêmica e escritora Rosiska Darcy de Oliveira. O tema será A implantação dos Direitos Humanos. O evento está programado para o dia 8 de agosto, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Os Ciclos de Conferências, com transmissão ao vivo pelo Portal da ABL, têm o patrocínio da Light.

Serão fornecidos certificados de frequência.

O Ciclo terá mais três conferências no mês de agosto, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: O amor pelo que somos, com o Acadêmico e cineasta Carlos Diegues no dia 15; Porque ficamos para trás, com o Acadêmico e economista Edmar Bacha no dia 22; e Um futuro pior que o passado? Reflexões na antevéspera do bicentenário da Independência, com o diplomata Rubens Ricupero no dia 29.

O ACADÊMICO

Antonio Cicero, escritor, poeta e filósofo, é autor dos livros de poemas Guardar (1996), contemplado com o “Prêmio Nestlé de Literatura”, A cidade e os livros (2002) e Porventura (2012), que recebeu o Prêmio ABL de Poesia, o Prêmio Jabuti de Poesia e foi finalista do Prêmio Telecom de Literatura. É também autor dos livros de ensaios filosóficos O mundo desde o fim (1995), Finalidades sem fim (2005), finalista do Prêmio Jabuti, e Poesia e filosofia (2012).

Organizou, ainda, o livro de ensaios Forma e sentido contemporâneo: poesia (2012) e, em parceria com o poeta Waly Salomão, o volume de ensaios O relativismo enquanto visão do mundo (1994). Com Eucanaã Ferraz, organizou a Nova antologia poética de Vinicius de Moraes (2003).

É autor de inúmeras letras de canções e tem como parceiros, entre outros, compositores como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

Em 2012, foi agraciado com o “Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade”.

Leitura complementar
A Biblioteca Rodolfo Garcia disponibiliza seu acervo para pequisa e leitura de obras relacionadas ao tema desta conferência, como "O mundo desde o fim [texto] : sobre o conceito de modernidade", "A reconstrução dos direitos humanos : um diálogo com o pensamento de Hannah Arendt" e "Diálogo [texto] : Direitos Humanos no século 21".
Para consultar mais materiais como os citados, acesse o link abaixo e visite os "Levantamentos bibliográficos" realizados para este evento.



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10 DE AGOSTO: DIA DE JORGE AMADO – singularidade


Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
(Pequim, 1987 - singularidade)


           Em Pequim, Fan Weixin, tradutor para o chinês de livros de língua portuguesa, de brasileiros traduziu José de Alencar e Herberto Salles, traz-me exemplar de tradução de Dona Flor e seus dois maridos, edição modesta, porém decente, Fan está contente com a repercussão do romance da moça baiana.

            Folheio o volume, relembro cenas de amor, dona Flor e Vadinho, os dois na cama, a rosa-chá e a pimenta malagueta, desconfiado pergunto a Fan Weixin:

            - Como traduziste as patifarias de Vadinho?

            Os lábios do tradutor abrem-se num sorriso malandro, quase brasileiro:

            - Ao pé da letra.

            No fim desse mesmo ano hospedamos na casa do Rio vermelho um jovem casal de amigos chineses. Ele é Ho-Ping, filho de Eva e Emi Siao (Siao Sam), Eva fotógrafa alemã, Emi um dos poetas mais famosos da China, foi íntimo amigo de Maiakowski*, deputado, biógrafo de Mao, durante vários anos representante da China no secretariado do Conselho Mundial da Paz, na Tchecoslováquia. Ho-Ping, dito Pupsik, nasceu em praga, alguns meses antes de Paloma: pais bobocas, inventávamos no Castelo dos Escritores* futuro noivado entre os dois infantes. Eva e Emi regressaram à China, gramaram dezesseis anos de prisão durante a mal denominada Revolução Cultural, Emi saiu da cadeia muito enfermo, logo faleceu.

            Ela é Ting-Li, esposa de Ho-Ping, filha de Liu Chao Shi, que foi Presidente da República Popular da China, Secretário-Geral do Partido Comunista, liquidado politicamente e assassinado durante os anos infelizes do domínio da Banda dos Quatro – os assassinos inventaram que Liu Chao Shi morrera num desastre de avião.

            Jovem casal encantador, trocam pernas nas ruas da Bahia, adoram a cidade, o casario, a culinária, os mercados, o povo alegre cordial. Nos intervalos dos passeios, no Jardim da casa do Rio Vermelho, Ting Li lê Dona Flor e seus dois maridos em chinês e em inglês. Pergunto e o que acha das duas traduções. Pensa um pouco, responde:

            - Ambas são boas, gostei das duas. Em inglês a história é mais picante, em chinês é mais romântica. Para você ter uma ideia dá singularidade de cada uma: em chinês dona Flor chama Vadinho de volta com o coração, em inglês ela o chama com aquilo o que tem debaixo das calcinhas.

            - E como se diz em chinês aquilo o que ela tem debaixo das calcinhas?

            Tim lê sorri, encabulada, pronuncia uma palavra, soou-me linda, um trino de pássaro, me esqueci, que pena.


*Maiakowski (18903/1930, poeta soviético.
**Castelo de Dobris, perto de Praga, onde J.A. viveu com a família de 1950 a 1952.


(NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM)
Jorge Amado
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            “Nenhum de meus detratores, esses tantos que não perdem vaza para dizer mal de mim, sabichões cuja missão crítica é negar qualquer valor a meus livros, nenhum deles conhece tão bem minhas limitações de escritor quanto eu próprio, deles tenho plena consciência, não permito que me iludam os oropéis e os confetes.

            Sei também, de ciência certa, existir nas páginas que escrevi, nas criaturas que criei, algo imperecível: o sopro de vida do povo brasileiro. Não carrego vaidade, presunção, e sim, orgulho.”

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JORGE AMADO - Quinto ocupante da Cadeira 23 da ABL, eleito em 6 de abril de 1961, na sucessão de Otávio Mangabeira e recebido pelo Acadêmico Raimundo Magalhães Júnior em 17 de julho de 1961. Recebeu os Acadêmicos Adonias Filho e Dias Gomes.

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

FRANÇA: PROIBIÇÃO DE CELULARES NAS ESCOLAS

2 de agosto de 2019 


A França proibiu aos alunos de até 15 anos usarem o celular no horário escolar, inclusive durante os recreios.

O ministro da Educação disse ser “uma mensagem de saúde pública para as famílias. É bom que as crianças não fiquem tanto tempo diante do smartphone. Melhor seria que nunca o fizessem antes dos sete anos de idade”

Muitas escolas já interditavam sua utilização nas aulas. Os pais pediam essa medida, e o presidente Macron obteve muitos votos prometendo acabar com os celulares nas horas de estudo.

A iniciativa cresce também na Espanha.

Há esperança de que os alunos aprendam a conversar entre si e desenvolvam qualidades sociais para se encaixarem bem no trabalho e na vida familiar.




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10 DE AGOSTO: DIA DE JORGE AMADO – os anarquistas


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(Rio de Janeiro, 1954 – os anarquistas)


            Deslumbra-me a conversa dos dois velhos anarquistas, o escritor e a operária: o mundo liberto das injustiças e dos preconceitos, nem o poder do Estado, nem a lei fosse qual fosse. Trinta anos depois escreverei um romance, Tocaia Grande, nascera naquele dia quando dona Angelina chorou de emoção ao abraçar Thomas da Fonseca*.

            Tomas da Fonseca, prosador ilustre, em Portugal mais do que ilustre, uma legenda viva, símbolo da resistência ao fascismo, da audácia do pensamento livre: o sonho da sociedade sem fronteiras de qualquer espécie. Angelina D’Acol Gattai, imigrante italiana, tinha quatro anos de idade quando desembarcou no Brasil, a família de camponeses vênetos de Pieve di Cadore veio trabalhar nas fazendas de café de São Paulo após a abolição da escravatura. Aos nove anos Angelina entrou de operária têxtil numa fábrica do Brás, na pauliceia desvairada. Fez-se anarquista ao conhecer Ernesto, os Gattai vieram de Florença, atravessaram o mar nos porões imundos para realizar o sonho do agrônomo Giovanni Rossi: fundar nas selvas do Paraná a Colônia Cecília, experiência de sociedade anarquista na América, sob o patrocínio de Dom Pedro II, Imperador  - já então era o Brasil um país surrealista.

            A colônia durou quatro anos, a mesquinhez do cotidiano a liquidou, mas as ideias libertárias afirmaram- se e floresceram na cidade de São Paulo das primeiras indústrias e dos grêmios das classes laboriosas. Angelina namorou o mecânico Ernesto nas reuniões e festas operárias - imigrantes italianos, espanhóis e portugueses encontravam-se, discutiam, discursavam, declamavam, encenavam peças. As poesias e as canções anarquistas da península, as peças de Pietro Gori: Angelina, primeira-dama do palco proletário. Ressoava o canto da Catalunha em fogo: donde vas com paquetes y listas / que tan pronto te veo correr/ voy al Congreso de las anarquistas/ que reclaman um derecho: vivir/ Escúchame um momento se quieres / Anarquista, que quiere decir? / Es la imensa falange obrera / que reclama um derecho: vivir! Os poemas de Guerra Junqueiro, os livros de Thomas da Fonseca, a italiana Angelina, anarquista brasileira, declamava o vate português, sabia de memória trechos incendiários do prosador. Mesmo quando o marido Gattai subiu na vida, de motorista dos Prado, paulistas quatrocentões, passou a agente dos automóveis Alfa Romeo, de libertário virou militante do Partido Comunista, Angelina manteve intacta a quimera, o sonho.

            Ancião, as barbas brancas desciam-lhe sobre o peito, de passagem pelo Rio, Thomas da Fonseca veio me visitar, ao escritor como ele também proibido em Portugal, amigo de seu filho Branquinho*, eu o recebi no alvoroço da admiração, abertos os braços do bem-querer: jamais uma visita me honrara tanto. Enquanto conversávamos política e letras, Zélia saiu correndo em busca de dona Angelina, por feliz acaso também no Rio, em nossa casa, para comunicar que seu ídolo, dela, Angelina, estava na sala tomando cafezinho.

            Dona Angelina, não acreditou: Thomas da Fonseca, ali em pessoa? Impossível. Repreendeu a ousadia da filha, que, com tal atrevimento, lhe faltava ao respeito, levando na chalaça suas ideias e seus mitos. Fez-se necessário que eu a fosse buscar para que viesse à sala e, em lágrimas, beijasse as mãos ossudas do Ancião. Ficaram a conversar.

            Dona Angelina declamou trechos dos livros de Thomas da Fonseca, sabia páginas inteiras de memória, agora era os olhos do escritor que se iluminavam. A tertúlia prosseguiu em utopia, Zélia e eu ouvintes deslumbrados.

*Thomas da Fonseca (1877/1968), escritor português, líder anarquista.
**Branquinho da Fonseca (1905/1974), escritor português.


(NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM)
Jorge Amado

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JORGE AMADO - Quinto ocupante da Cadeira 23 da ABL, eleito em 6 de abril de 1961, na sucessão de Otávio Mangabeira e recebido pelo Acadêmico Raimundo Magalhães Júnior em 17 de julho de 1961. Recebeu os Acadêmicos Adonias Filho e Dias Gomes.

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BolsonaroTemRazão... COLETIVA EM SOBRADINHO/BAHIA COM PRESIDENTE JAIR BOLSONARO

FATALIDADES DA VIDA! - Antonio Nunes de Souza


Depois de uma série de problemas em minha vida, com a morte prematura dos meus pais, para acabar de me deixar completamente transtornado, minha mulher, grávida de seis meses, é tragicamente atropelada por um indivíduo completamente bêbado!

Eu estava ao lado dela, vínhamos do supermercado, não aguentei ver a cena e, mais que depressa, fui contra o canalha atropelador, mesmo sem antes socorrer minha mulher. Agarrei-o pelo pescoço e, não fosse as pessoas que se aproximaram, eu teria matado o assassino asfixiado.

Chamaram o Samu, mas, infelizmente minha mulher já estava morta. Eu parecia um louco querendo a todo custo me soltar das mãos dos populares, para matar o crápula que tinha provocado o acidente. Ele, com o aperto que lhe dei, achava-se desmaiado ao lado do carro!

Rapidamente chegou a polícia, um carro levou o motorista preso, completamente cambaleante, e eu super aflito chorava copiosamente vendo a minha querida mulher totalmente contorcida e lavada em sangue. Me acalmei um pouco, o pessoal do supermercado pegou um lençol e cobriu Margarida (esse era o seu nome), enquanto esperavam o carro do departamento criminal para leva-la para os procedimentos de praxe!

Passado todo transtorno de enterros, etc., infelizmente, eu fiquei debilitado de tal forma que, por sugestão da empresa que eu trabalhava, me aconselharam a procurar um psicólogo/analista, no sentido de regularizar a minha mente, através de análises. Como eu era um excelente funcionário, deram-me três meses de licença sem a necessidade de encostar-me no INPS.

Aí começou a mudar a minha vida. Me indicaram uma psicóloga como competentíssima e eu, prontamente fui a procura dela.
Liguei, marquei consulta e, no dia previsto, fui e me apresentei. Ela, uma pessoa simpática e agradável que, mesmo sem esbanjar belezas, era uma mulher bastante sorridente e sensual!

Começamos a nossa primeira consulta, me colocou num divã super confortável, e eu comecei a contar toda minha tragédia e os reflexos provocados pelo acontecido. Fechei os olhos e, com algumas lágrimas escorrendo, desabafei completamente todas as minhas dores. Ela calada e, como boa ouvinte, algumas vezes me estimulava para que falasse tudo com os mínimos detalhes. E eu, com clareza, desembuchava as minhas mágoas.

Resultado é que, com a continuação, fomos nos identificando, com minha melhora, passamos a jantar fora algumas vezes e, como sempre acontece, o paciente se apaixonou pela médica e a médica se apaixonou pelo paciente. Fato que não é raro nos divãs de analistas, ou na medicina em geral!

Como vivo em Brasília e ela também, juntamos nossos “paninhos” e estamos morando juntos na maior felicidade, os filhos dela me adoram, somos da mesma idade, beirando os cinquenta, e eu continuo na empresa na função de contador.

Veja como as vezes certas fatalidades, sempre depois, nos propiciam prazeres e felicidades inesquecíveis!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL 

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