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sábado, 22 de junho de 2019

INTOLERÂNCIA POLÍTICA - Merval Pereira


O presidente Jair Bolsonaro deu várias mostras nos últimos dias daquilo que já havia sido evidenciado desde o início do governo: o que considera lealdade é mais importante para ele do que competência. E de que não admite diversidade de pensamentos em qualquer instância do governo.

O que ele fez com o presidente do BNDES, Joaquim Levy, foi demiti-lo publicamente ontem, ao anunciar que ele está “com a cabeça a prêmio” há muito tempo, e que já está “por aqui” com ele, que não estaria cumprindo o que combinara ao ser nomeado.

Isso porque Levy indicou para uma diretoria do BNDES Marcos Pinto, que trabalhou na gestão de Lula como chefe de gabinete de Demian Fiocca na Presidência do BNDES, de quem era assessor quando Fiocca foi vice-presidente.

Fiocca encaminhou a indicação de Marcos Pinto para a diretoria da CVM em 2012, na gestão de Guido Mantega. Essa relação de Marcos Pinto com a gestão petista irritou Bolsonaro, que exigiu publicamente sua demissão, ameaçando demitir Levy amanhã se não cumprisse sua ordem.

Por trás da confusão com Marcos Pinto está a irritação de Bolsonaro com o próprio Levy, a quem aceitou no BNDES por insistência do ministro da Economia Paulo Guedes. A desconfiança do presidente recai até sobre pessoas que o auxiliaram muito de perto, como os ex-ministros Gustavo Bebiano e o general Santos Cruz, de quem era amigo há 40 anos. Faz jus a um conselho que recebeu de seu pai, que dizia para confiar apenas nele e na sua mãe.  Foram vítimas de intrigas do mesmo grupo, comandado pelo filho Carlos e pelo guru esotérico Olavo de Carvalho.

O ministro da Justiça Sérgio Moro também passou pelo mesmo problema que atinge agora o ministro da Economia Paulo Guedes. Os dois supostamente tiveram carta branca de Jair Bolsonaro para escolher seus assessores, e foram desautorizados pelo presidente.

O caso de Moro foi menos grave do que o de Guedes agora, mas exemplar de uma intolerância incomum nos governos recentes, com exceção de uma atitude pontual de Michel Temer, que demitiu um garçom nos primeiros dias de presidente por considerá-lo um espião petista.

Moro foi obrigado a cancelar a nomeação da cientista política Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Presidente do Instituto Igarapé que estuda violência urbana e propõe medidas como desarmamento e descriminalização das drogas, a ideia da nomeação era justamente colocar uma voz divergente no Conselho, para que ele exercesse seu papel em plenitude, isto é, debater teses e sugerir opções ao ministro.

Nos governos anteriores, Francisco Weffort, fundador do PT, foi ministro da Cultura de Fernando Henrique por 8 anos; os economistas Marcos Lisboa e Murilo Portugal foram assessores importantes de Palocci quando era ministro, e o próprio Joaquim Levy foi ministro da Fazenda de Dilma.

Os petistas boicotaram os economistas que consideravam tucanos, mas só Levy foi demitido. Dilma era mais próxima de Bolsonaro em termos de intolerância política do que Lula, que sabia aceitar assessores que não fossem petistas de carteirinha.
Com a crescente autonomia do Congresso em relação ao Palácio do Planalto, Bolsonaro parece estar retomando uma política de contato direto com o eleitor, que tentara no início de sua gestão. Radicalizando posições para contentar seu núcleo principal de eleitores.

O próprio ministro Paulo Guedes, que no início do governo disse que daria “uma prensa” no Congresso e teve que recuar, voltou a tentar pressionar os parlamentares com críticas duras contra a proposta da Comissão Especial da Previdência.
O mais provável é que queira passar a ideia de que não gostou da proposta, para que os deputados tenham a sensação de vitória sobre o governo e não façam novas alterações. 
  
Também ontem, Bolsonaro usou o Twitter para pedir que a população pressione os senadores para manterem seu decreto que flexibiliza o porte de armas. 

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado decidiu revogar os decretos que permitem o porte de armas de fogo a cidadãos e colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.

O presidente, que já dissera que não acreditava que os senadores fossem votar “contra o povo”, agora pede que os eleitores os pressionem.

O Globo, 16/06/2019

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Merval Pereira - Oitavo ocupante da cadeira nº 31 da ABL, eleito em 2 de junho de 2011, na sucessão de Moacyr Scliar, falecido em 27 de fevereiro de 2011, foi recebido em 23 de setembro de 2011, pelo Acadêmico Eduardo Portella.

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ALIMENTE SUA ALMA - Kate Spreckley


À medida que observamos e nos conectamos conscientemente com os processos evolutivos em andamento, somos capazes de sentir a abundante energia que está disponível para nós agora. Envolver-se com todo o poder dessa energia inflama uma força criativa dentro de nós que podemos utilizar para criar nossa nova realidade.

Quanto mais nos expandimos em nossa essência da alma, mais acesso temos a essa energia e poder criativos. Com mais acesso, podemos direcionar essa força para a manifestação física, criando uma realidade que é dirigida e guiada por nossa alma.

Explore seus pensamentos, seus sentimentos e as novas possibilidades que lhe estão sendo apresentados agora. Esteja atento aos seus pensamentos, suas ações e seus atos. Examine suas atitudes e suas ações. Certifique-se de que tudo o que você diga e tudo o que você faça seja da mais elevada integridade.

Você está procurando manifestar as necessidades e desejos de seu ego, ou as esperanças e sonhos de sua alma? Você é capaz de ser flexível e adaptável, ou está tentando controlar os resultados? Você está sendo influenciado pelos padrões e programação do passado ou está receptivo aos estímulos internos de sua alma? Não deixe o passado retê-lo. Agora é o momento de ser consciente, decidido, corajoso e ousado.



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sexta-feira, 21 de junho de 2019

GENERAL AUGUSTO HELENO DISSE:



“Dirijo-me aos brasileiros e brasileiras de bem.

O depoimento do Ministro Sérgio Moro, ontem, 19 junho, no Congresso Nacional, foi mais um triste capítulo da História do Brasil.

Governado, por mais de vinte anos por uma verdadeira quadrilha, o País foi vítima de um gigantesco desvio de recursos, que envolveu grandes empresas privadas e estatais; fundos de pensão; governantes e políticos (em todos os níveis).

Alguns protagonistas desse criminoso projeto de poder e enriquecimento ilícito participaram, com a cara mais lavada do mundo, dessa inquisição ao Ministro Sérgio Moro.

Uma total inversão de valores colocou um herói nacional, que decidiu enfrentar essa máfia, colocar na cadeia os marginais e recuperar boa parte do que foi subtraído de todos nós, frente a frente com indiciados e condenados pela Lava Jato.

O brilhante desempenho do Ministro, colocando seus pretensos detratores no devido lugar, fortaleceu a certeza de que um novo Brasil está surgindo.

Uma das metas do governo Bolsonaro é resgatar, pelo exemplo, os valores básicos da cidadania.

Estamos juntos, brasileiros e brasileiras de bem.

 Não esmoreçam.

Força, coragem e fé.

BRASIL ACIMA DE TUDO. DEUS ACIMA DE TODOS.”

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(GENERAL AUGUSTO HELENO, MINISTRO DO GSI GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL) 



JUNHO – Luiz Gonzaga Dias


Junho 


Manhãs brumosas, pálidas de neve,
E de frio deixas pela aurora.
Cortina densa, que o sol mal se atreve,
A romper quando as nuvens vão embora.

De branca cabeleira, branca leve
Que o despontar do dia descolora
A garoa insistente a espaço breve,
Anda pela colina e vale a fora.

Na campina orvalhada, verdejante,
O lirismo é um ósculo ondejante,
No bucolismo louro das espigas...

Mês de junho, fogueiras, tradição.
Vinhos... flores... foguetes... São João!
No estrídulo das festas e cantigas.


(IMAGENS MUTILADAS - 1963)
Luiz Gonzaga Dias

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quinta-feira, 20 de junho de 2019

EVOLUÇÃO DE ITABUNA – Carlos Pereira Filho



              Muitas vezes Carlos Sousa conversava na farmácia com o Dr. Nilo de Santana, sobre o desenvolvimento extraordinário do município.

            Sem ajuda oficial, perturbado pela ação da política, pelos choques de ambições, que resultavam em assassinatos, assim mesmo crescia, se multiplicava em riquezas, se desdobrava em frente de trabalho. Principalmente depois das ligações rodoviárias o movimento se agigantava, o comércio aumentava, as pequenas indústrias se fixavam, os estabelecimentos de crédito cresciam, os lavradores possuíam uma mentalidade mais evoluída e tinham consciência do que se chamava solidariedade de classe.

            Mais de dez mil casas enchiam a cidade e a população não passava de noventa e seis mil habitantes, no município.

            Nas matas tudo estava povoado e cultivado. Ele, Carlos Sousa, na sua profissão havia percorrido a área do município. Conhecia a zona pecuária do Salgado e do Colônia, até a Fartura. Conhecia a zona do cacau de Jussari de Buerarema de Mutuns, de Ribeirão da Lama, do Boqueirão. Não existia nessa superfície territorial de 2731 quilômetros quadrados um palmo de terra ruim, inaproveitável. Onde acabava o cacau principiava o gado. A mentalidade de todo o cidadão era produzir e enriquecer.

            Havia o sentido de crescer e evoluir. Os “coronéis” ricos mandavam os filhos para as academias se ilustrarem. Não queriam que os filhos ficassem ignorantes como eles, que mal assinavam o nome. Nesse passo o município iria longe, muito longe, em civilização, em riqueza, em independência econômica. O cacau dava para tudo, pagava tudo, cobria as despesas e ainda sobrava algum dinheiro. O delegado Reinaldo Sepúlveda estava fazendo uma campanha muito grande contra o banditismo. Rolava a história do crime de Antônio Capenga, ligada à história do crime de José Luís, da Avenida Itabuna, na cidade de Ilhéus.

            Antônio Capenga tinha empreitado a eliminação de Garangau, seu filho de criação, que, por sua vez, empreitara um crime monstruoso, a mando de um fazendeiro de cacau, para se apoderar da propriedade de José Luiz, seu vizinho.

            Contava a imprensa que os contratados para o crime foram eliminados para não ficar uma pista.

            Um deles tomou uma sopa envenenada e morreu. Outro tomou um tiro e caiu fulminado. O último, Garangau, quando dormia tranquilo havia sido enforcado pelo pai de criação. E, por sua vez, o pai de criação, Antônio Capenga, desapareceu abatido a tiros e machadadas.

            A polícia estava atordoada.O doutor Reinaldo Sepúlveda junto ao regional de ilhéus, doutor Almir Brandão pinto, se esforçavam para descobrir o mistério que envolve tantas mortes, porém debalde.

            Chegaram a prender fazendeiros como Porfirio Ribeiro e tentaram um processo contra Otoniel Lima, mas não conseguiram coisa alguma.

            Esse Otoniel Lima era um homem forte, de uma natureza brava como as selvas do cacau. Nada o abalava, nem o demovia. Não tinha medo de coisa alguma, nem de polícia, nem de ameaças, nem de outro homem. Carlos Sousa gostava dele, pela lealdade e linha de conduta.

            Quando gostava, não via culpa nem crime nos amigos. Quando não gostava, era capaz de mandar matar, ou de matar pessoalmente.

            Que lhe importava que dissessem ser o autor de tantas mortes se não provavam coisa alguma?

            E não provaram nada, o processo rolou, foi para o tribunal e este mandou arquivá-lo e dele saiu inocente o acusado.

            Nessa época, a guerra europeia continuava acesa EO povo esqueceu os crimes cometidos. As forças aliadas se preparavam para o desembarque nas costas da França invadida e dominada.

            Quando o País entrou em guerra, os itabunenses se levantaram com o Brasil. Então, quando os navios foram torpedeados, os populares se revoltaram e prenderam os súditos do Eixo, invadindo e depredando a residência de dois alemães construtores, nazistas de primeira água.

            Até Emílio Niela, brasileiro nascido em Jequié, estava ameaçado de ser preso. A firma inglesa na qual era empregado havia muitos anos, aproveitou a oportunidade e o denunciou como italiano, porque assim se livraria do funcionário sem indenização.

            Niela provou que era brasileiro dos mais legítimos e continuou a desfrutar a sua liberdade, levando os exploradores ingleses a pagarem a sua indenização.

            Também esses ingleses eram conhecidos como os mais ferrenhos exploradores da lavoura cacaueira. Verdadeiros especuladores, que agiam no município como sugadores da economia. O chefe era um inglês, que morava nem Londres, e vivia dos lucros dos colonos brasileiros. Nunca havia plantado um pé de cacau e colhia sessenta mil arrobas, nas fazendas tomadas aos cultivadores de cacau. Para isso, atraía o lavrador como freguês, financiava-o, tratava-o bem, e quando surgia uma crise, executava a dívida e arrematava a propriedade em leilão público.

            Uns ladrões amparados pela lei e pelas libras inglesas. Só mesmo um país sem governo concordava com semelhantes espoliações em massa.

            Niela nunca mais poupou os ingleses imperialistas, que a guerra teve a virtude de enfraquecer economicamente e politicamente. Tanto assim que as cartas de Londres anunciavam que o chefe da firma havia perdido tudo com a conflagração. Não fossem as fazendas de cacau, estaria ele reduzido à miséria. O que possuía na Inglaterra a guerra devorou, destruiu, liquidou, como os inúmeros lavradores que caíram nas garras da sua firma.


(TERRAS DE ITABUNA – CAPÍTULO XXVII)
Carlos Pereira Filho  

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O BRASIL NUNCA OUVIU TANTAS VERDADES E, PARA ALGUNS, ISSO É DIFÍCIL


O caso brasileiro é único no mundo. É muito maior do que o Brexit, é gigante perto da eleição de Trump.

Não tivemos o impacto de uma mudança radical, como a entrada em massa dos muçulmanos no Reino Unido. Não elegemos um bilionário numa eleição com dois partidos, como nos EUA. Elegemos um capitão do Exército, sem dinheiro, sem televisão, sem apoio, sem celebridades. Mostramos ao mundo a quintessência da democracia.

Bolsonaro não baixou a cabeça. Peitou uma das maiores empresas de mídia do planeta, os artistas formadores de opinião, a elite acadêmica, as milícias sociais, a máquina Estatal, o Stablishment. 

Todo o poder estabelecido convulsionava contra o candidato, numa tentativa desesperada de manter seus benefícios escusos. E, ainda assim, ele venceu. 

Gramsci, na década de 40, disse: "Não tomem quartéis, tomem escolas. Não ataquem tanques, ataquem ideias".

O filósofo Socialista esqueceu, porém, que o capitalismo evolui e, com sua evolução, DEU VOZ AO POVO. A grande mídia não é mais o principal propagador de notícias. A escola não é mais o principal propagador de conhecimento. Com o advento da internet, podemos nos informar, podemos pesquisar e, principalmente, PODEMOS FALAR.

Atentaram contra a vida do presidente, deixaram-no fora dos compromissos de campanha e, de pijamas e pantufas, NÓS O ELEGEMOS.

Derrubamos um plano de poder de 3 décadas, detentor de uma militância violenta e um Estado aparelhado, sem encostar em armas, sem NENHUMA intervenção.

Tristes dos "artistas" que não vêem a beleza do movimento. Tristes dos estudantes que não vêem a importância do momento. Vocês se orgulham de fazer parte da "resistência".

EU ME ORGULHO DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA!


BRASIL ACIMA DE TUDO
DEUS ACIMA DE TODOS
.


Da página do Facebook de Fabio Patriota

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SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO



Ligue o vídeo abaixo:


01.Terra, exulta de alegria,
louva teu pastor e guia
teus hinos, sua voz.

02.Tanto possas, tanto ouses
em louvá-lo não repouses
sempre excede o teu louvor.

03. Hoje a Igreja te convida
ao Pão Vivo que dá Vida
vem com ela celebrar.

04. Esse Pão, que o mundo creia
por Jesus na Santa Ceia
foi entregue ao que escolheu.

05. Nosso júbilo cantemos,
nosso amor manifestemos,
pois transborda o coração.

06. Quão solene a festa, o dia,
que da Santa Eucaristia
nos recorda a instituição.

07. Novo rei e nova mesa,
nova Páscoa e realeza
foi-se a páscoa dos judeus.

08. Era sombra o antigo povo,
o que é velho cede ao Novo
 foge a noite, chega a Luz.

09. O que Cristo fez na ceia,
manda a Igreja que o rodeia
repeti-lo até voltar.

10. Seu preceito conhecemos
pão e vinho consagremos,
para a nossa salvação.

.......................
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:



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