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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

É PRECISO SABER A HORA DE SAIR DE CENA - Marcel Camargo

Ter a consciência de que é chegada a hora de partir para outras paragens será um dos maiores bens que poderemos fazer a nós mesmos e a quem amamos de fato. Estender-se além do permitido, além do que já saturou e deu o que tinha que dar, em nada nos ajudará.

O momento certo de se retirar do emprego, de casa, de uma relação, equivale a salvar vidas: a nossa e a de quem se beneficia também. Ter a consciência de que é chegada a hora de partir para outras paragens será um dos maiores bens que poderemos fazer a nós mesmos e a quem amamos de fato. Estender-se além do permitido, além do que já saturou e deu o que tinha que dar, em nada nos ajudará.

Há pessoas que se recusam a se aposentar, agarrando-se ao serviço como algo sem o qual não se vive. Outros se aposentam, mas continuam na lida. Embora alguns ainda consigam se manter inteiros por anos e anos, muitos acabam por comprometer uma imagem que, até ali, era imaculada. Perdem-se por bobeira, por simplesmente não querer desfrutar de um descanso mais do que merecido. Mal sabem o tanto de vida que existe além dos escritórios.

Da mesma forma, existem os relutantes em aceitar que o relacionamento terminou, que a amizade extinguiu, que nada mais há a ser regado por ali, além de terrenos infecundos. A pouco e pouco, distanciam-se da própria dignidade, na luta vã por continuar namorando, casado, amigo que seja, quando não se encontram mais possibilidades de florescer afetividade naquele lugar.

E há quem não se permite desistir de nada nem de ninguém, como se alguma coisa ou pessoa nesse mundo fosse propriedade de outrem. Sentem-se donos do que, na verdade, a vida nos empresta, para que aprendamos que o aquilo é nosso de fato é tão somente o que possuímos aqui dentro de nossos corações, nada mais do que isso. Pessoas e coisas saem de nossas vidas, mas a essência do que foi verdadeiro jamais se despedirá de nossas almas.

A passagem do tempo carrega consigo muito do que achávamos ser eterno e imutável, obrigando-nos a nos despedir de muito daquilo que relutávamos em deixar para trás. Mas não tem jeito, o que tiver de ser, será; o que tiver que ir, vai-se; o que for para sempre, há de permanecer, mesmo que nas nossas mais doces lembranças. É preciso saber a hora de sair de cena, no palco e na vida. É assim que tudo de bom se eterniza onde existiu verdade e amor.

MARCEL CAMARGO
"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".

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SEXTA-FEIRA TEM LEO JORGE NA AABB ITABUNA. DIA 8, 8 DA NOITE

Leo Jorge na Cabana do Tempo

AABB abre as portas para a musicalidade de Leo Jorge

Na programação desta sexta (8/12/2017), a partir de 8 da noite, quem se apresenta na AABB Itabuna é o cantor e instrumentista Leo Jorge Rebouças (foto). A abertura para a Sexta Super Musical é uma retribuição da presidente da AABB, Maruse Dantas, à preferência da comunidade itabunense e da região por sediar no clube os eventos mais concorridos da cidade.

Não precisa ser sócio nem vir junto com sócio pra entrar”, destaca Maruse. “E pode estacionar dentro do clube, com todo conforto e segurança”.

Segundo Raul Vilas Boas, “É música de qualidade pra ouvir ao vivo com a família, os amigos e até as crianças”. Raul é vice-presidente social e responsável pela agenda musical da Cabana do Tempo.

O serviço próprio de bar e restaurante oferece petiscos, tira-gostos, bebidas prontas e preparadas na hora a preços menores que em outras casas de padrão na cidade. Além disso, o clube não cobra couvert artístico nem 10% de gorjeta.

A AABB Itabuna fica na Rua Espanha s/n, travessa da Rua Europa Unida, São Judas. O acesso é pela Ponte Calixto Midlej (Vila Zara) para quem vem de Ilhéus, ou pela Beira-Rio – via Shopping e bairro Conceição – para quem vem da BR-101. Os telefones do clube são (73) 3211-4843 e 3211-2771 (Oi fixo).

Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9 9112-8444 (Tim) / 9 8888-8376 (Oi)

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9 8877-7701 (Oi) / 9 9133-4523 (Tim)

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ACADÊMICO MEDEIROS E ALBUQUERQUE (1867-1934) É O HOMENAGEADO DA SEGUNDA PALESTRA DO CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘MEMÓRIA REVERENCIADA’

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A Academia Brasileira de Letras encerra seu ciclo de conferências do mês de dezembro de 2017, intitulado Memória reverenciada, com palestra do Acadêmico e Embaixador João Almino, sobre o tema Medeiros e Albuquerque, irrequieto inovador.

A coordenação do ciclo é do Acadêmico e Jurista Alberto Venancio Filho e tem como conferencista o Acadêmico e Embaixador João Almino. O evento está programado para o dia 12 de dezembro, terça-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2017.

Memória reverenciada presta homenagem a dois Acadêmicos fundadores da ABL, que estariam completando 150 anos de nascimento em 2017: Oliveira Lima (1867-1928), cuja palestra foi realizada na semana passada, e Medeiros e Albuquerque (1867-1934). As biografias podem ser lidas no portal da ABL.

Serão fornecidos certificados de presença.

06/12/2017




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O ÚLTIMO GOLE – Wagner Albertsson

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O ÚLTIMO GOLE

APEGAR-SE   A UM BEM MATERIAL E TRANSFORMÁ-LO
EM RAZÃO MAIOR DA TUA EXISTÊNCIA,
É PERIGOSO PARA NÃO DIZER, RIDÍCULO.
JÁ HOUVE CASOS, POR EXEMPLO, DE PESSOAS 

QUE MORRERAM POR UM CELULAR USADO,
POR UMA BICICLETA QUEBRADA,
POR UMA PRANCHA DE SURF 

E ATÉ POR UM BONÉ DE GRIFFE.
MAS O MAIS CHOCANTE, PARA MIM. FOI  LER NO JORNAL 
QUE  DOIS MENDIGOS 

DIGLADIARAM-SE ATÉ A MORTE  
PELO ÚLTIMO GOLE DE AGUARDENTE  
NUM JARDIM PÚBLICO 
DE UMA GRANDE  METRÓPOLE  
DO PRIMEIRO MUNDO.

WAGNER ALBERTSSON

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V O L T A


Volta


Adentrei como fosse velho conhecido. Passeei pelos corredores daquela imensa casa. Minha imaginação criou asas. Pra um outro plano viajaram as dores. Ali apenas eu e meus sentidos aguçados. Nada cortante, nada que causasse rumores... Apenas eu e minha vontade alva como bandeira sagrada de paz. 

Viajei pelos aposentos, mirei cada detalhe. E até dos entalhes busquei vivificar intenções, como fosse um analista de sentimentos profundos. Vislumbrei o sol nas janelas. Percebi que no céu desenhavam-se aquarelas. E no mesclar de cores, visualizei mensagens diretas de metas concretas... Verdadeiros sinais da estrada do Bem... 

E percebi que ali residi... Durante minutos, Horas, Dias, Vidas, Sei lá! Não podia precisar, pois naquele momento o tempo não se permitia mensurar. E pelo aroma do perfume singelo, leve, inebriante que se espalhava por todo o lugar, pude constatar que ali não morei sozinho, Ali existiram histórias profundas contidas em alfarrábios que precisam ser relidos, remexidos, revirados. 

Uma sensação de leveza e uma adorável impressão de que braços me envolviam. Não como tentáculos, mas como carícias macias, tenras e doces... E dos meus olhos lágrimas brotaram. Uma sensação estranha... Chorava! Mas em minhas entranhas o que penetrava era uma sensação branda de um bem estar duradouro. Algo imorredouro que jamais ficará pra trás. 

E quando na sala principal deparei-me com um imenso quadro, pude ver minha vida retratada: Eu e alguém. Uma figura de alhures, uma fada encantada. Sim! Aquela era minha amada e aquela um dia foi minha casa, e aquele quadro que venceu o tempo por certo ficou como vestígio, sinal de uma vida onde minha felicidade foi por momentos retratada, de instantes onde as nuances do bem querer embalavam meu corpo e alma... 

Um tempo vivido, um tempo que deixara saudades... Coisas etéreas, sensações que voavam, Momentos perenes, mensagens vivas, Um tempo eterno, um sol de esfuziante brilhar, Uma viagem onde os anjos me levaram para um estágio de minha vida, onde eu ainda me permitia amar.

(autor não mencionado)


Enviado por "Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail.com

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

OS CARDEAIS BURKE-BRANDMÜLLER-MÜLLER E “O PAPA DITADOR”

3 de dezembro de 2017
Roberto de Mattei (*)
Nas últimas semanas houve três entrevistas de alguns eminentes cardeais. A primeira foi concedida em 28 de outubro de 2017 pelo cardeal Walter Brandmüller a Christian Geyer e Hannes Hintermeier, do Frankfurter Allgemeine Zeitung; a segunda foi dada em 14 de novembro pelo cardeal Raymond Leo Burke a Edward Pentin, do National Catholic Register; e a terceira, do cardeal Gerhard Müller ao jornalista Massimo Franco, apareceu em 26 de novembro nas colunas do Corriere della Sera.

O cardeal Brandmüller [foto acima] manifestou sua preocupação com a possibilidade de se abrir uma divisão na Igreja. “O simples fato de uma petição com 870.000 assinaturas dirigidas ao Papa solicitando-lhe esclarecimentos permanecer sem resposta — como não obtiveram resposta 50 estudiosos internacionais — levanta questões. É verdadeiramente difícil de entender.” “Dirigir dúvidas ao Papa, dúvidas, perguntas, sempre foi uma forma absolutamente normal de dissipar as ambiguidades. Simplificando, a questão é a seguinte: o que ontem era pecado pode hoje sem bom? Pergunta-se também: existem realmente atos — é a doutrina constante da Igreja — que são sempre moralmente reprováveis em todas as circunstâncias? Como, por exemplo, o assassinato do inocente ou o adultério? Este é o ponto. Caso, de fato, se devesse responder à primeira pergunta com um ‘sim’ e com um ‘não’ à segunda, isso seria realmente uma heresia e, portanto, um cisma. Uma divisão na Igreja.”



O cardeal Burke, [foto ao lado] que declarou estar sempre em comunicação com o cardeal Brandmüller, formulou um novo alerta “sobre a gravidade de uma situação que nunca cessa de piorar” e reafirmou a necessidade de que todas as passagens heterodoxas da Amoris laetitia sejam esclarecidas. De fato, enfrentamos um processo que constitui “uma subversão das partes essenciais da Tradição”. “Além do debate sobre a moral, está cada vez mais erodido na Igreja o sentido da prática sacramental, especialmente no que diz respeito à penitência e à Eucaristia.
O cardeal se dirige novamente ao Papa Francisco e a toda a Igreja, frisando “quão urgente é que o Papa, exercendo o ministério que recebeu do Senhor, possa confirmar seus irmãos na fé, exprimindo claramente o ensinamento sobre a moral cristã e o significado da prática sacramental da Igreja”.

O cardeal Müller [foto ao lado], por sua vez, afirma existir o perigo de um cisma dentro da Igreja e que a responsabilidade da divisão não é dos cardeais dos dubia sobre a Amoris laetitia nem dos signatários da Correctio filialis ao Papa Francisco, mas do “círculo mágico” do Papa, que impede um debate aberto e equilibrado sobre os problemas doutrinários levantados por essas críticas:

 “Atenção: se se generalizar a percepção de que uma injustiça foi praticada pela Cúria Romana, quase por força da inércia poder-se-ia pôr em movimento uma dinâmica cismática difícil depois de reabsorver. Creio que os cardeais que expressaram suas dúvidas sobre a Amoris laetitia, ou os 62 signatários de uma carta com críticas até mesmo excessivas ao Papa devem ser ouvidos, e não liquidados como ‘fariseus’ ou pessoas revoltosas. A única maneira de sair desta situação é um diálogo claro e direto. Em vez disso, tenho a impressão de que no ‘círculo mágico’ do Papa existem aqueles que estão especialmente preocupados em espionar seus pretensos adversários, impedindo assim uma discussão aberta e equilibrada. O dano mais grave que eles causam à Igreja é de classificar todos os católicos de acordo com as categorias ‘amigo’ ou ‘inimigo’ do Papa. Fica-se perplexo que um conhecido jornalista ateu [Eugenio Scalfari, fundador do La Repubblica] se gabe de ser amigo do Papa; e, paralelamente, que um bispo católico e cardeal como eu seja difamado como adversário do Santo Padre. Não acho que essas pessoas possam dar-me lições de teologia sobre o primado do Romano Pontífice.”

Segundo o seu entrevistador, o cardeal Müller ainda não se recuperou da “ferida” causada pela exoneração de três de seus colaboradores pouco antes de sua não recondução à frente da Congregação pela Doutrina da Fé, em junho passado. “Eram bons e competentes sacerdotes que trabalhavam para a Igreja com dedicação exemplar”, é o seu julgamento. “As pessoas não podem ser mandadas embora ad libitum, sem provas nem processo, só porque alguém denunciou anonimamente vagas críticas de uma delas ao Papa…”.

“Qual é o regime sob o qual as pessoas são tratadas assim?”, pergunta Damian Thompson em The Spectator no dia 17 de julho passado. (https://blogs.spectator.co.uk/2017/07/pope-francis-is-behaving-like-a-latin-american-dictator-but-the-liberal-media-arent-interested/). E responde que a demissão dos colaboradores do cardeal Müller “traz à mente alguns de seus predecessores mais autoritários, ou até mesmo algum ditador latino-americano que abraça as multidões e dá uma demonstração de seu estilo de vida humilde enquanto seus lugar-tenentes vivem no temor de sua cólera”.

Este aspecto do pontificado do Papa Francisco é agora objeto de um livro que acaba de ser publicado com o significativo título O Papa ditador [foto ao lado] (https://www.amazon.it/Papa-Dittatore-Marcantonio-Colonna-ebook/dp/B077M5ZH4M ). O autor é um historiador formado em Oxford que se oculta sob o nome de “Marcantonio Colonna”. O estilo é sóbrio e documentado, mas as acusações dirigidas ao Papa Bergoglio são fortes e numerosas.

Muitos dos elementos sobre os quais o autor se baseia para formular suas acusações eram conhecidos, mas o que é novo é a acurada reconstrução de uma série de “quadros históricos”: o pano de fundo da eleição do Papa Bergoglio, guiada pela “máfia de São Galo”; as pendengas argentinas de Bergoglio antes de sua eleição; os obstáculos encontrados pelo cardeal Pell ao tentar fazer uma reforma financeira da Cúria; a revisão da Pontifícia Academia para a Vida; a perseguição aos Franciscanos da Imaculada e a decapitação da Soberana Ordem Militar de Malta.

A mídia, sempre pronta a fustigar alhures qualquer episódio de desgoverno e de corrupção, silencia-se diante desses escândalos. O principal mérito deste estudo histórico é de tê-los trazido à luz. “O medo é a nota dominante da Cúria sob a lei de Francisco, juntamente com a suspeita mútua. Não se trata apenas de informantes que procuram vantagens relatando uma conversa privada — como descobriram os três subordinados do cardeal Müller. Em uma organização onde as pessoas moralmente corruptas foram deixadas no lugar e até promovidas pelo Papa Francisco, uma chantagem sutil está na ordem do dia. Um sacerdote da Cúria ironizou assim: ‘Há um ditado segundo o qual [para encontrar emprego ou ser promovido] o que conta não é aquilo que sabes, mas quem conheces. No Vaticano, ele se aplica assim: o que conta é aquilo que sabes a respeito de quem conheces.”

Em suma, o livro de Marcantonio Colonna confirma aquilo que a entrevista do cardeal Müller deixa nebuloso: a existência de um clima de espionagem e delação que o antigo Prefeito da Doutrina da Fé atribui a um “círculo mágico” que condiciona as escolhas do Papa, enquanto o historiador de Oxford o imputa ao próprio modus gubernandi do Papa Francisco, que ele compara com os métodos autocráticos do ditador argentino Juan Perón, do qual o jovem Bergoglio era um seguidor.

Poder-se-ia responder nihil sub sole novum (Eclesiastes 1:10). A Igreja viu muitas outras deficiências de governo. Mas se este pontificado está realmente levando a uma divisão entre os fiéis, como sublinham os três cardeais, as causas não podem se limitar ao modo de governar de um Papa, mas devem ser procuradas em algo absolutamente inédito na História da Igreja: o afastamento do Romano Pontífice da doutrina do Evangelho, que ele tem, por mandato divino, o dever de transmitir e guardar. Este é o cerne do problema religioso do nosso tempo.
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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 29-11-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana. 

Comentário:

Celso da Costa Carvalho Vidigal
3 de dezembro de 2017

Os fatos narrados acima aumentam a perplexidade dos católicos atentos à Verdade revelada por Nosso Senhor Jesus Cristo, contida no Novo Testamento, que, por isso são atentos às palavras do Santo Padre. São Paulo disse que “quem ensinar um evangelho diferente daquele que eu ensino, seja anátema”, quer dizer, excomungado. O Papa festeja Lutero; portanto, festeja as obras deste. Lutero, ao traduzir para o vernáculo a Sagrada Escritura, adulterou milhares de trechos da mesma. As cartas de São Paulo e o Santo Evangelho fazem parte da Sagrada Escritura. Portanto, Lutero incorreu na excomunhão declarada por São Paulo. E quem aplaude Lutero e não reprova os seus erros também incorre na excomunhão. Diante desse raciocínio, como explicar a propaganda que o Papa Francisco faz de Lutero, até mesmo “entronizando” uma imagem do mesmo no Vaticano? Levando a sério as palavras de São Paulo, deve-se dizer que Francisco I esteja excomungado? Ou as palavras de São Paulo não devem mais ser levadas a sério?!



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ITABUNA CENTENÁRIA: UM POEMA - O mais belo poema de Charlie Chaplin

Este é um poema de Charlie Chaplin, escrito em seu 70º aniversário, em 16 de Abril de 1959. É um lembrete inspirador que me tocou muito quando eu o li pela primeira vez. Era como se o ícone das grandes telas estivesse se comunicando com o meu espírito, entendendo exatamente sobre o que é a jornada da vida. Eu tinha que compartilhar esse poema com vocês, porque eu sei que ele vai soar verdadeiro para muitas pessoas que, como eu, compreendem a maturidade.

Quando comecei a amar-me,
eu entendi que em qualquer momento da vida,
estou sempre no lugar certo na hora certa.
Compreendi que tudo o que acontece está correto.
Desde então, eu fiquei mais calmo.
Hoje eu sei que isso se chama CONFIANÇA.

Quando eu comecei a me amar,
entendi o quanto pode ofender alguém
quando eu tento impôr minha vontade sobre esta pessoa,
mesmo sabendo que não é o momento certo e a pessoa não
está preparada para isso, e que, muitas vezes, essa pessoa era eu mesmo. Hoje, sei que isto significa DESAPEGO.

Quando comecei a amar-me
eu pude compreender que dor emocional e tristeza
são apenas avisos para que eu não viva contra minha própria verdade.
Hoje, sei que a isso se dá o nome de AUTENTICIDADE.

Quando comecei a amar-me,
eu parei de ansiar por outra vida
e percebi que tudo ao meu redor é um convite ao crescimento.
Hoje eu sei que isso se chama MATURIDADE.

Quando comecei a amar-me,
parei de privar-me do meu tempo livre
e parei de traçar magníficos projetos para o futuro.
Hoje faço apenas o que é diversão e alegria para mim,
o que eu amo e o que deixa meu coração contente,
do meu jeito e no meu tempo.
Hoje eu sei que isso se chama HONESTIDADE.

Quando comecei a amar-me,
tratei de  fugir de tudo o que não é saudável para mim,
de alimentos, coisas, pessoas, situações
e de tudo que me puxava para baixo e para longe de mim mesmo.
No início, pensava ser "egoísmo saudável",
mas hoje eu sei que trata-se de de AMOR PRÓPRIO.

Quando comecei a amar-me
parei de querer  ter sempre razão.
Dessa forma, cometi menos enganos.
Hoje, eu reconheço que isso se chama HUMILDADE.

Quando comecei a amar-me,
recusei-me a viver no passado
e preocupar-me com meu futuro.
Agora eu vivo somente  este momento onde tudo acontece.
Assim que eu vivo todos os dias e isto se chama CONSCIÊNCIA. 

Quando comecei a amar-me,
reconheci que meus pensamentos
podem me fazer infeliz e doente.
Quando eu precisei da minha força interior,
minha mente encontrou um importante parceiro.
Hoje eu chamo esta conexão de SABEDORIA DO CORAÇÃO.

Não preciso mais temer discussões,
conflitos e problemas comigo mesmo e com os outros,
pois até as estrelas às vezes chocam-se umas contra as outras
e criam novos mundos.
Hoje eu sei que isso é a VIDA!





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