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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

MARIA VALÉRIA REZENDE E FRANKLIN CARVALHO PARTICIPAM DE MESA NA FLICA

FLICA 2017:


Maria Valéria Rezende e Franklin Carvalho participam de mesa na Flica
Autores falam sobre “Memória, obsessões e outras matérias-primas da ficção na sexta-feira, dia 6 de outubro.

Dois autores premiados participam da mesa “Memória, obsessões e outras matérias-primas da ficção” na sexta-feira, dia 6 de outubro, na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Maria Valéria Rezende Franklin Carvalho participam do evento e contam, no bate-papo, com a mediação de Milena Britto.

Maria Valéria Rezende nasceu em Santos (SP), onde viveu até os 18 anos. Em 1965, entrou para a congregação de Nossa Senhora – Cônegas de Santo Agostinho. Dedicou-se sempre à educação popular, primeiro na periferia de São Paulo. A partir de 1972, no Nordeste, vivendo em Pernambuco e depois na Paraíba, no meio rural, até 1988. Desde então, em João Pessoa, onde está até hoje.

Em 2001, lançou seu primeiro livro de ficção, batizado de “Vasto mundo”. É também autora de “Voo da guará vermelha”, ”Modo de apanhar pássaros à mão”, “Quarenta dias” (ganhador do Prêmio Jabuti na categoria romance, em 2015). “Outros cantos” foi selecionado pelo programa Petrobras Cultural, ganhador do prêmio Casa de Las Américas na categoria Literatura Brasileira. 

Céus e terra - Franklin Carvalho é autor do romance “Céus e terra”, que venceu a edição 2016 do Prêmio Nacional Sesc de Literatura, do Serviço Social do Comércio. A obra, que ficou à frente de 793 concorrentes, foi lançada em novembro. Embora seja ficção, o romance surgiu a partir de pesquisas sobre Antropologia da Morte realizada com vistas a obter vaga em mestrado na Universidade Federal da Bahia.  

Jornalista, pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho e assessor de imprensa, o baiano, natural de Araci, tem 48 anos e é autor de dois livros de contos independentes, “Câmara e cadeia” (2004) e “O encourado” (2009). Em 2015, recebeu o 2º lugar no Prêmio de Jornalismo Barbosa Lima Sobrinho - Direitos Humanos, da Seção Bahia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), na categoria Webjornalismo. 

Flica 2017 - A sétima edição, que acontece entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

Todos os anos, escritores de diversos matizes se reúnem para debater e interagir com o público, que tem acesso gratuito a todas as atrações do evento. A festa costuma atrair mais de 20 mil visitantes a Cachoeira. Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica. 

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, Coelba e da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

Serviço
Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2017
Quando: 5 a 8 de Outubro 
Onde: Cachoeira/Ba

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Mais informações à imprensa:
Laboratório da Notícia - 3272 4263 /WhatsApp: (71) 9 8794-1251
Facebook: Laboratório da Noticia

Twitter: @laboratoriodanoticia

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A ESTREIA LITERÁRIA DE MARGARIDA FAHEL – Cyro de Mattos


A Estreia Literária de Margarida Fahel

                                      Cyro de Mattos


           Com o romance Nas dobras do tempo (2015), Margarida Fahel  faz sua estreia na literatura de boa qualidade produzida por autores nascidos no Sul da Bahia, uns focando a temática do cacau,  outros desenvolvendo assuntos dos mais diversos da natureza humana, sem dependência de geografia humana  exterior,  como é o caso das vozes femininas de Elvira Foeppel e  Sonia Coutinho.
   
           O romance  Nas dobras do tempo  tem como tema o amor, com suas dores e flores, solidões tantas, e logo desponta  com pontos positivos no texto construído  através de  técnica moderna na forma de narrar. Costurado   por vozes de mulheres que chegam do silêncio como ondas e que se estendem nas dobras do tempo como um lençol enorme, o monólogo interior neste romance é usado  para externar situações da alma, ora agudas, ora ternas,  trazendo à tona surpresas,  que ultrapassam os limites do acontecimento e se fazem solidárias.

           O tempo desfia lembranças  nas confissões postas em certo epistolário, nas  situações  retiradas de um diário,   que guarda  segredos na poeira dos dias ao invés de joias.  Além disso, espantos, nessa mesma ideia do amor, fundamentam-se nos  acenos da memória para dar   conhecimento das  vias  percorridas por  duas linhagens no rio da vida.
 
           Na teia romanesca bem urdida pelo tempo fragmentado,  o  texto  vai sendo juntado com  pedaços da vida, formando um mosaico cujo corpo transita  à feição de interioridades  do coração,  entre  tristezas e alegrias.  Constituído de mergulhos na eterna duração do tempo,  que se curva no âmago de  criaturas vivendo a umidade dos sonhos e a secura dos desejos, essas  vozes femininas  ora chegam de longe  impregnadas  de incandescente ternura, ora renascem das cinzas  nas cores que comovem  na saudade.

           Fundem-se  no presente diante dos  idênticos sentimentos de quem as escuta, como se viessem com o propósito de  unir momentos distantes de duas pessoas em um só, numa só palavra, num só gesto,  num só amor. No  intuito de reavivar    a natureza humana  de  uma  mesma unidade, revestem-se de confissões, admirações e lamentos,  até que o tempo se decida na conversão dos ais, das cicatrizes do efêmero,   dos brilhos ligados  à vida nos  gestos calmos.

           Esse senhor soberano, o tempo, que sabe das  coisas e dos  caminhos,  aqui  se mostra  vestido de delicadezas, mesmo nos momentos aguçados de tristeza, e que   vão  sendo apresentados pelas vozes dessas  mulheres vividas  em momentos diferentes, distantes,  mas que  o souberam em horas  similares do amor. Entrelaçadas  muitas vezes com o sofrimento, suas vozes  terminam com uma explicação em forma de visões,   pressentimentos e intuições.
 
           Nessas quatro mulheres, a bisavó Marie Bertha, a  avó Marie Élise, a mãe Maria Teresa e a filha  Luísa - enovelam-se  com os fios eternos do sonho a teia romanesca,  tecida com cuidado e sem pressa na pele do  tempo. Em linguagem descontínua e digressiva, para romper com a narrativa linear do romance tradicional, o discurso  tantas vezes lírico,   indo e vindo no flash-back, refere-se à vida em grito, sua fluência nas dores,  conduzida por gesto  de esperanças, nas  purezas, no medo, nos  amores. Até nas dores, nas tristezas fabricadas por esse  senhor soberano,  aquele  que tudo sabe, escorre e lambe, acontecem  situações que tocam uma música com as teclas do bem. O romance percorre  espaços cadenciados com afeto para no  final  chegar à paz,  não fosse a  autora dotada de um sensibilidade acurada posta a serviço do amor como a verdade que faz o sentido.
        
O mundo imaginado por Margarida Fahel nos dá a sensação de que essas mulheres, embora distantes no tempo, sempre andaram  juntas, tamanha é a união de suas vozes , que vão e voltam, chegam do silêncio como a pureza das brisas para o fluxo e o refluxo de  constatações segundo os critérios do tempo. Não se perderam nas rugas, na prata dos cabelos,  estiveram em cada dia, hora e minutos,   todas elas na mágica suprema  que o rio da vida plasma. Escreve  nas águas  tudo que é acontecimento, escorre seu curso  por entre os sulcos da descida, e que  a memória guarda.  

           Assim,  na foto  que a memória retém,  na carta que  ata lembranças e acende o coração nos rumores  das distâncias, percebemos  a  tristeza escondida no rosto sério da bisa Bertha, por  trás das  ordens, na cozinha às negras, no canavial aos escravos, na roça de cacau  aos trabalhadores. Também escutamos pulsações sublimes  no sorriso mais doce de outras personagens nucleares,  na serenidade do gesto,  numa certa e singela ironia. Escutamos gritos em silêncio,  que ferem a aparente calma do corpo e contagiam  a vida, como diz Luísa Bresson Koch Monteiro, personagem  que conta sua história e, ao mesmo tempo,  escuta as de seus antepassados, num tempo em que mulheres não  contradiziam, sempre devotadas e obedientes, segundo os costumes da época, reservando-se por isso ao esquecimento e exílio as  que  se rebelavam.  

           Tantas lágrimas, tantas e tantas alegrias! Saudades, muitas saudades! Tantas coisas na memória, tantas coisas e  rostos e falas inscritas na memória, nas células, na pele gravadas!

           Romance de disposições líricas, que é arrastado nos altos e baixos da corrente anímica,  tomando nos caminhos e descaminhos das criaturas como referência as  dobras perenes do tempo,  a estrutura não se configura com   tendência para completar-se com o épico e o trágico  por uma exigência da representação dramática da vida, decorrente da própria essência, nem tampouco por incapacidade da autora. Da vida quer a ideologia desse romance fornecer a utopia apenas  como uma  representação ideal,    desprovida  de tensão perturbadora dos sentidos,  com o delírio de gestos  lancinantes do comportamento humano, em  redemoinho de conflitos gerados  por entre uma paisagem  rotulada de maldita, sob o domínio do inferno.
 
           Apesar dessa ausência do elemento trágico, melhor e intenso,  diante  do qual o mundo vivido é marcado por episódios na luta pela terra, dotando suas passagens com cenas extraordinárias  impregnadas do drama,  não   deixa de tocar  nas feridas do sistema organizado,  com base  na  escravidão do trabalho exercido pelos negros vindos da África. De  aludir  à norma  que relegava a mulher ao código da resignação,  imposto pelo homem com o seu privilegiado mandonismo.

           O tempo histórico do romance,  no vaivém das lembranças,  situa-se  a partir do  final  do século  XIX, quando Ilhéus era uma vila,  a economia hesitante baseava-se  no cultivo da cana de açúcar e  lavouras de pouca duração. Alcança  os  primeiros passos tímidos da lavra cacaueira, depois da abolição da escravatura, e  se reencontra na rota do progresso movido pela força do cacau, que torna  a Vila dos Ilhéus,  antes  de casas feias, ruas estreitas e descuidadas,  em um município poderoso. Das gentes que chegam da Europa,  alemães e franceses,  em fins do século XIX, para pisar o chão de um novo mundo,  conquistá-lo com o trabalho e dele haurir  as benesses, são tiradas algumas  personagens que convencem  em razão da beleza de caráter e firmeza de  vida.
   
           A perspectiva literária que a autora encontra para a montagem  de  Nas dobras do tempo, fora da efervescência da lavoura cacaueira com seus dramas gerados pela conquista da terra,  resulta em  fatura valorosa  de sua missão como ficcionista moderna. No diário da bisavó Bertha, no cofre, em que não se guardou  joias, nas dores sepultadas com as cores da dureza,   em   retalhos de vida  descobertos no sofrimento da avó  Élise, nas tristezas do avô Hans, nas  saudades do avô Pierre, e “como pássaro saído de uma cartola mágica, a verdade sobre Anísio”, o negro de olhos verdes, tudo que se desprende deste romance em forma do doloroso e do afetivo faz lembrar os versos do poeta, dizendo, “quando em ti  existo/,  e eras tu e a realidade/, em que te respiro e observo/, perduro e  me fui  e fico."

           Numa outra linhagem, como em círculos que se atam, estendem-se,  associam-se,  paralelamente  à linhagem da família de Maria Teresa  Koch Monteiro, outros pontos nodais do novelo romanesco  são desatados, ferindo  na  abordagem  elegante a  miséria amarrada aos rastros da verdade quando então fora  encoberta pelos passos desgraçados da  escravidão dos negros.

           Anísio e Jovanina. Anísio, Justina, e Maria Adelaide. Anísio, Justina,  Maria Adelaide e Ivan. Ivan e eu, Luísa... Eu, a depositária desses retalhos. Todos eles, agora costurados com fios de dor e de amor. Um grande lençol tecido e bordado  pela aparente incoerência  do destino.

           A Luísa, a sempre amada por Ivan, advogado brilhante, culto, vítima de traição por um colega de escritório, que o levaria a uma prisão injusta, coube  a missão de emendar e estender este lençol aos que desejem percorrer as trilhas do amor vivido por personagens criados com alma, sensibilidade arguta, narrativa  que nos prende com intensidade de vida.  Na trama do destino, e ouso  dizer  por escolha existencial,  coube a Margarida Fahel,  construir um romance  denso e cativante, de narradora de fôlego, imaginação com  asas largas do lirismo, dando-nos  certezas sobre o difícil e complexo gesto do viver,  como essa que diz , sem hesitar,   com tanta pureza, plena de verdade,  que só o amor salva. E mais perdura se flui com o perfume do jasmim.


Referências

 FAHEL, Margarida. Nas dobras do tempo, editora Mondrongo, Itabuna, Bahia, 2015.

STAIGER, Emil. Conceitos fundamentais da poética, Edições Tempo Brasileiro, Rio, 1972.
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Cyro de Mattos - Ficcionista e poeta. Publicado em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, dinamarquês, russo. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. É membro titular da Academia de Letras da Bahia,da Academia de Letras de Ilhéus e membro fundador da Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ITABUNA CENTENÁRIA: UM POEMA - A dor de existir, por Paulo Bezerra

A Dor de Existir


Eu não quero escrever poesia
mas... sobre poesia.
Sobre este instante mágico,
Sublime, maior e calmo, de criar.

Eu não quero descrever o tempo
mas... dizer de minha forma de deixá-lo passar
E observar-lhe as nuances.

Eu não quero o fenômeno descrito
mas... o fenômeno revelado e terno
E a exposição explícita do meu sentir.

Eu não quero dizer de meu amor,
de como ele é, como nasceu.
mas... de como ele se vai
de como está e caminha a cada dia.

Eu não quero dizer que ouço estrelas
mas... de como elas se dão para mim
da contemplação de suas rotas certas.

Eu quero ser apenas um repórter dos meus ais!


(O ESTRO QUE ILUMINA O SER)
Paulo Bezerra
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PAULO BEZERRA – Juiz do Trabalho da 19ª Região – AL
Presidente da JCJ de União dos Palmares – AL
Poemas escritos em União dos Palmares
Dedicatória:
A meu filho Moacir, pedaço maior de minha sensibilidade.

A todos aqueles que têm, como eu, no peito, um pouco de sentir.

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“IGREJA DA EUTANÁSIA”: NO FUNDO INCONFESSÁVEL DO AMBIENTALISMO RADICAL

15 Aug 2017

Exibicionista, inumana, blasfema a 'Igreja da Eutanásia' não vai obter o que quer.
Mas agita uma bandeira para a qual tendem os "moderados" do ambientalismo
política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Andando pelas ruas, é frequente bater os olhos em novas igrejas das mais inesperadas denominações, em sua maioria de inspiração evangélica ou de cultos e práticas orientais,

Mas nos arraiais ambientalistas radicais surge de vez em quando alguma seita ainda mais inesperada. É o caso da Igreja da Eutanásia, fundada no ano de 1992 em Boston, EUA, por Chris Korda.

Antinatalista, transgênero e vegana, Chris, nascida em 1962, é sobrinha-neta do magnata húngaro Sir Alexander Korda, muito conhecido na indústria cinematográfica britânica, e filha única do renomado escritor e romancista Michael Korda, antigo editor-chefe da rede de livrarias Simon & Schuster.

O dogma fundamental de sua igreja é único, muito simples e de acordo com as crenças verdes radicais: “Salva o planeta, suicida-te”!

Essa igreja verde se autodefine como “associação sem fins lucrativos cujos esforços se encaminham para restabelecer o equilíbrio entre os seres humanos e as demais espécies da Terra”, noticiou o jornal “El Mundo, de Madri.

Dito equilíbrio planetário só seria possível com uma redução voluntária e massiva da população humana.

Parece uma singularidade de alguns exaltados, mas temos recolhido neste blog abundantes testemunhos de arautos do antinatalismo verde que ocupam altas posições no establishment político-midiático, possuem fortunas enormes e são recebidos com sorrisos nos ambientes vaticanos impregnados pela encíclica Laudato Si’.

A nova religião – não é tão nova assim – tem quatro pilares. O Islã tem cinco, mas nenhum é tão extremista quanto os desta:

Ei-los: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo e, por fim, 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo.

Essas normas estão resumidas num só mandamento, exibido no alto de sua página web: “Não procriarás”. Não incluímos o link em virtude do conteúdo altamente pornográfico de algumas de suas páginas.

A homepage do site da “Church of Euthanasia” inclui um demagógico contador do crescimento da humanidade: seus dígitos progridem a quase quatro novas unidades por segundo.

Adeptos fazem passeata. Nenhum deles quer se suicidar,
mas se acham bem sucedidos convencendo que os homens estão 'matando o planeta'

A demagogia é fácil e, comenta “El Mundo”, poderiam ser acrescentados contadores das espécies que desaparecem, das árvores que caem, do desmatamento no Brasil, do aquecimento global, do aumento do nível dos mares, etc., etc.

O culpado por todos esses males apavorantes é um só: o ser humano e seu desejo de ter filhos!

“Estamos presenciando a extinção massiva das espécies. A cada hora desaparece uma. Se formos falar das florestas tropicais úmidas, o ritmo de desaparecimento se multiplica por quatro”, sentencia a “pastora verde” Korda.

Nessa base, a Igreja da Eutanásia prega uma cruzada de cruz invertida em nível global contra todas as formas de crescimento além do humano: o econômico e o tecnológico, por exemplo.

Não só os humanos precisam ser dizimados em proporções que nem Hitler, Stalin ou Mao sonharam, mas os que ficarem devem adotar um nível de vida análogo ao pré-histórico.

A verborragia anti-humana tem muito eco no jet-set planetário, especialmente quando se volta contra a fonte desses “males”: o Deus da Bíblia e os ensinamentos cristãos.

Esses põem o homem no centro da Criação e o definem como feito à imagem e semelhança de Deus, medida, por isso mesmo, de todas as coisas e que governa todo o criado.

A “pastora verde”, ou vermelha, pelo sangue derramado, reconhece que de imediato sua guerra está perdida. Com tais absurdos não poderia ser diferente.

Mas ela tem um segundo objetivo por baixo de suas espalhafatosas e inverossímeis pregações. Korda explica:

“Não podemos impedir que os humanos matem a Terra, mas podemos fazer que se sintam culpados por isso. E podemos convidá-los a se inculparem não tendo filhos, consumindo o mínimo possível e, finalmente, se suicidando”.

Desanimar ter filhos é o objetivo imediato. Cientistas "verdes"
e clérigos progressistas vêm atrás mas com ares moderados.
A meta é idêntica, mas a Igreja da Eutanásia está mais na frente.

Leis que aprovam a eutanásia até quando solicitada por crianças já vigoram em países como a Holanda, onde é uma causa de morte em contínua ascensão.

Os membros dessa congregação se sentem bem interpretados quando são qualificados de a primeira religião “anti-humana”, como já o fizeram pertinentemente vários polemistas cristãos ou simplesmente humanistas.

A reverenda Korda esclarece que sua congregação não exige de seus membros o suicídio, mas sim que acalentem pensamentos suicidas.

E se o membro vier a praticar esse crime e pecado “que brada ao Céu e clama a Deus por vingança”, converte-se automaticamente em santo.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas, essa igreja espalhou um vídeo combinando imagens pornográficas com outras em que mostrava impactos assassinos de massa com fundo de música eletrônica composta pela pastora.

Até 2003, o site distribuía um manual de instruções especificando passo a passo como se suicidar asfixiando-se com o gás hélio. Ele foi tirado do ar após um homem de 52 anos fazer uso da fórmula e o grupo verde religioso sofrer uma tempestade legal.

A pergunta mais óbvia faz rir a reverenda: por que ela não se suicidou?

Ela acredita que tem uma missão evangelizadora que é mais importante: difundir a palavra de sua religião e conscientizar os homens.

Alguns os qualificam de seita suicida, outros de meros provocadores que querem chamar a atenção.

Mas, o certo, diz “El Mundo”, é que eles funcionam como um “ministério da propaganda” de um movimento que vai muito além de suas estreitas paredes e está bem instalado nas cúpulas da “cultura da morte”.

A “solução final” está passando gradual e dissimuladamente em leis nacionais, recomendações da ONU ou do Parlamento Europeu, bem como em declarações internacionais tipo Acordo de Paris sobre o clima.
A máxima autoridade da Igreja da Eutanásia resume sua tarefa:

“Minha meta é passar ideias profundamente subversivas e antissociais. Isso só se faz usando os recursos da sociedade de massas.

“Em certa maneira, minha tarefa é convencer-te de que a causa é boa. E convencer-te até o ponto de fazer meu jogo e passar estas ideias para uma porcentagem crescente de público.

“Se eu conseguir te persuadir, terei êxito. Mas, pelo contrário, se achares que isto é uma charada ou uma brincadeira, eu terei fracassado na minha causa”.

Quantos que seguem as ideias da moda, com formulações vagas ou sentimentais, estão caindo no jogo, quiçá sem sabê-lo, dos apóstolos do suicídio de massa?





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ESPERANÇA E ÂNIMO - Mensagem


Esperança e ânimo


Muitas vezes nos deparamos com acontecimentos e situações que nos levam à desesperança e ao desânimo. Há momentos em que se tem a impressão de que realmente o mal prevalece, e,  que o bem é pequenino diante dele. Na verdade o mal só parece maior porque nós lhe damos importância maior do que ao bem. Tudo mera ilusão.
Fomos criados por Deus e Ele que é todo amor, bondade e justiça nos criou para o bem. Assim, não devemos dar importância demasiada àquilo que não é bom. Procuremos dar ênfase às coisas boas, ou seja, ao que realmente vale a pena.

Ninguém nasceu para sofrer, mas sim para crescer, evoluir e ser feliz. Se há muitas pedras em nossos caminhos, causando-nos transtornos e dificuldades, não devemos desanimar, mas sim seguir adiante, confiantes e felizes por saber que temos a capacidade de ultrapassar todos os obstáculos. Somos maiores do que todos eles e acima de tudo temos  o nosso Criador, que nos ama e sempre nos dará a força e coragem necessárias para continuarmos nosso aprendizado, pois as dificuldades  nada mais são do que as lições de casa, nesta escola chamada Terra. Se não houvesse as dificuldades, não teríamos como nos desenvolvermos e evoluirmos.

Ajudemos os nossos irmãos de caminhada, muitas vezes em maiores dificuldades do que as nossas. Auxiliemos sem críticas ou cobranças. Façamos o bem somente pelo prazer de fazer o bem, pois quando ajudamos alguém, certamente é a nós mesmos que estaremos auxiliando. Lembremo-nos de que todo bem que fizermos retornará a nós, muitas vezes em maior intensidade, pois não há júbilo maior ao sentirmos que proporcionamos paz e alegria aos nossos irmãos, já que somos filhos do mesmo Pai.

Fonte: Gotas de Paz


Blog Forum Espírita

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

AVENTURAS DE UMA MENINA BOBA – Helena Borborema

Aventuras de uma menina boba


            A Rua Paulino Vieira mudou muito no seu aspecto com o passar dos anos. Continuando estreita e movimentada, teve, no entanto,  as fachadas de suas casas totalmente remodeladas, calçamento de pedra substituído por asfalto, fundos de casas transformados em lojas e, ultimamente, os passeios uniformizados. Ela já foi preferencialmente uma rua de residências, mas sem nunca deixar de ter movimento comercial. Antigamente, porém, o seu comércio era de feirantes, verdureiros e vendedores outros, que por ela passavam com suas mercadorias, oferecendo-as nas casas de família ou em direção à feira, nos dias de sábado. Por ela passavam também mercadores de carnes nos tabuleiros, carvoeiros, aguadeiros, leiteiros, padeiros, mascates e outros vendedores.

            Senhores importantes a palmilhavam diariamente, pois tinham ali suas residências.

            Por ocasião da safra do cacau, uma parte do seu trecho era tomada por uma grande tropa carregada de sacos do precioso produto, que era despejado num grande armazém do rico cacauicultor Oscar Marinho, também ali residente. A chegada da tropa na rua era uma festa para os meninos. Todos corriam para vê-la. A tropa era enorme. Os animais entravam na rua com a madrinha à frente, uma besta toda enfeitada de fitas de várias cores e um peitoral de metal reluzente tilintando pequenos sinos, indicando o caminho aos outros animais. Os tropeiros, ágeis e suarentos, iam logo descarregando os animais e transportando na cabeça os sacos para dentro do armazém, entulhando-o com a preciosa carga. Não havia empecilho para o trânsito de carros, pois esses ainda eram poucos na cidade.

            As casas da Paulino Vieira foram mudando com o tempo, as suas fachadas transformadas em vitrinas de lojas e butiques elegantes. Os feirantes e mercadores mudaram de caminho, pois as famílias foram saindo com a invasão das lojas. Nessa mudança para um comércio modernizado, algumas casas velhas foram demolidas para ceder lugar a novos prédios. No meio dessas demolições, lá se foi um sobradinho estreito, de um andar, que possuía no térreo um modesto restaurante, sempre aberto aos passantes. Em seu lugar foi erguido, anos depois, um prédio revestido de mármore, para funcionamento do Banco da Bahia, uma esquina entre a Paulino Vieira e a Avenida do Cinquentenário.

            Nesta rua eu, ainda bem menina, no primeiro ano primário, vinha do colégio trazendo na mão uma pasta com os livros e cadernos, após as aulas da manhã. O passeio do pequeno sobrado era o meu caminho diário. Vinha atenta às ordens de não parar no caminho, quando deparei um pequeno grupo de pessoas, talvez empregados ou comensais da pensão, fazendo um certo alvoroço com muitas risadas em torno de um amontoado de pequeninos bichos que se mexiam sem sair do lugar sobre o passeio. Aquilo despertou minha curiosidade que me deteve para perguntar que bichos eram aqueles que eu nunca tinha visto.

            - São  filhos de leão! -, respondeu alguém entre risadas.

            - Filhotes de leão? -, perguntei maravilhada.

            - Sim. Quer levar os três?

            - O senhor me dá?

            Já tinha visto leões no circo e nos livros, todos grandes, os pequeninos assim, miudinhos, nunca.

          Que coisa linda criar três leõezinhos, logo imaginei, brincar com eles e, quando estivessem mais crescidos, mansinhos, andar com eles em casa como se fossem três cachorrinhos! Era bom demais.

            A turma toda olhou para mim e, divertido, um dos homens disse: leve os três.

            Sem ter ideia do que fazia, pois só pensava no brinquedo que iam ser, prontamente, sem nojo, os peguei e os coloquei dentro da pasta, no meio dos cadernos, na maior alegria. Parti para casa feliz, mas logo caí em mim. E meus pais iam deixar que eu ficasse com aquele presente? Como iriam eles receber a novidade? O mais prudente  era mostrar depois do almoço, quando tudo estava mais calmo. Enquanto isso, era preciso guardar os três bichinhos até o momento que achasse bom. Mas onde guardar? Estava difícil encontrar um lugar onde ninguém descobrisse. Mas onde? Almocei quieta, dando tratos à bola. De repente, a ideia chegou. Já sei! Na gaveta do criado-mudo de minha mãe, peça colocada a um canto do quarto onde ela pouco mexia. Terminado o almoço, corri para a pasta escolar, peguei os bichinhos e os coloquei dentro da gaveta. E agora? Fiquei pensando, como alimentá-los? O que iriam eles comer? Valia a pena todo cuidado porque ficariam lindos quando crescessem mansinhos e eu pudesse brincar com eles.

            Fiquei sem entender o porquê do inesperado. Como pôde acontecer aquela coisa horrível que eu jamais pensara? Estava tudo calmo, eu esperando que meu pai saísse às duas horas, como fazia sempre, e minha mãe se ocupasse com alguma coisa, para eu poder, tranquilamente, olhar os meus três leõezinhos.

            Aguardava pacientemente a grande oportunidade, quando ouvi um grito partindo do quarto de minha mãe, a sua voz alterada, a chegada de uma empregada e uma enorme confusão. Três ratinhos recém-nascidos tinham sido encontrados. Como apareceram ali dentro daquela gaveta? Procurei me esconder, mas fui chamada às falas. Acho que a minha cara me denunciou ou alguma atitude suspeita me traiu. O certo é que o meu pai, que ainda não tinha saído, foi convocado, as empregadas se juntaram e eu, na maior vergonha de uma confissão pública, diante do interrogatório a que me submeteram, desembuchei toda a história. Como podia uma menina crescida, na escola, trocar filhos de ratos por leões, pegar naquela porcaria, receber coisas das mãos de estranhos, parar na rua desobedecendo ordens e trazer presente escondido para casa? Foi um rosário de culpas que minha mãe desfiou para mim, além de me mostrar o seu chinelo que iria funcionar na primeira ocasião que eu aprontasse outra armação.

            Além do conhecido chinelo, minha mãe tinha com frequência à mão, uma sola larga que ela mandava buscar na sapataria de seu Zé Gomes, que ficava perto de casa. Não adiantava eu dar sumiço na malfadada sola, porque seu Zé Gomes renovava sempre os pedidos feitos. Ele já sabia qual a finalidade, e parecia a mim que ele tinha prazer em atender os pedidos de minha mãe, pois nunca recusava. Por isso eu o odiava. A sola não funcionava realmente, mas intimidava com a presença.

            Passaram-se os anos. Eu, adulta, formada. Um dia fui convidada por seu Zé Gomes para ser madrinha de batismo de sua filha caçula. Aceitei o convite com muito prazer, com estima. Tornamo-nos compadres e eu já então agradecida, porque talvez as solas que ele forneceu tenham ajudado um bocado na eficiente pedagogia de minha mãe.

            Essa história dos ratos, além da decepção que me causou pelo logro em que caí, me ficou na lembrança e me faz recordá-la, sempre que passo pelo fundo do antigo Banco da Bahia, no passeio da Paulino Vieira. Parece que vejo gravado na parede de mármore branco: Por aqui passou um dia uma menina boba.


(RETALHOS)
Helena Borborema
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HELENA BORBOREMA -  Nasceu em Itabuna. Professora de Geografia lecionou muitos anos no Colégio Divina Providência, na Ação Fraternal e no Colégio Estadual de Itabuna. Formada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Itabuna. Exerceu o cargo de Secretária de Educação e Cultura do Município. (A autora)

Conhecida professora itabunense, filha do Dr. Lafayette Borborema, o primeiro advogado de Itabuna. É autora de ‘Terras do Sul’, livro em que documento, memória e imaginação se unem num discurso despretensioso para testemunhar o quadro social e humano daqueles idos de Tabocas. Para a professora universitária Margarida Fahel, ‘Terras do Sul’ são estórias simples, plenas de ‘emoção e humanidade, querendo inscrever no tempo a história de uma gente, o caminho de um rio, a esperança de uma professora que crê no homem e na terra’.  

(Cyro de Mattos)

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SÉRIE “MPB NA ABL” DE AGOSTO APRESENTA O SHOW “HAMILTON DE HOLANDA – BANDOLINS”

A série “MPB na ABL” de agosto apresentou, na Academia Brasileira de Letras, o show “Hamilton de Holanda – Bandolins”. A produção foi de Didu Nogueira: “Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, que contagia plateias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios”, afirmou o produtor.

De acordo com Didu Nogueira, Hamilton de Holanda, 41 anos, 36 anos de música, carrega na bagagem a fusão do incentivo familiar com o Bacharelado em Composição pela Universidade de Brasília e a prática das rodas de choro e samba. “Essa identidade permite que ele transite com tranquilidade pelas mais diferentes formações (solo, duo, quarteto, quinteto, orquestra), consolidando, assim, uma maneira de expor ideias musicais e impressões sobre a vida com o coração na ponta dos dedos”.

Atualmente, depois de adicionar duas cordas extras – 10 no total –, Hamilton de Holanda reinventou o bandolim e libertou o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros, segundo os produtores do show. “O aumento do número de cordas, aliado à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração a se aproximar do bandolim e de conceber formações com uma nova instrumentação. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa. Nos EUA, a imprensa logo o apelidou de Jimmy Hendrix do bandolim”.

07/08/2017

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