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domingo, 21 de fevereiro de 2021

DIANTE DA LEI – Francisco Cândido Xavier




O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.

À vista disso, é natural compreendas que o livre arbítrio estabelece determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca.

És hoje o que fizeste contigo ontem. Serás amanhã o que fazes contigo hoje.

Chegamos no dia claro da razão, simples e ignorantes, diante do aprimoramento e do progresso, mas com liberdade interior de escolher o próprio caminho.

Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas possibilidades de mentalizar e realizar.

O governo do Universo é a justiça que define, em toda parte, a responsabilidade de cada um.

A glória do Universo é a sabedoria, expressando luz nas consciências.

O sustento do Universo é o trabalho que situa cada inteligência no lugar que lhe compete. A felicidade do Universo é o amor na forma do bem de todos.

O Criador concede às criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que se ajustem, por fim, às leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós.

 

 

Espírito: EMMANUEL

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: "Justiça Divina"

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sábado, 26 de dezembro de 2020

O NATAL DO APÓSTOLO – Chico Xavier



O Natal do Apóstolo...

 

1 Quando Simão Pedro foi arrancado aos grilhões do cárcere para o derradeiro sacrifício, sentia o coração varado de angústia, conquanto mostrasse o passo firme.

2 O velho apóstolo, que transpusera os oitenta de idade, levantava a cabeça branca, destacando-se na turba à maneira de um pai atormentado por filhos inconscientes.

3 Irmãos do Evangelho ladeavam-no, tristes, escondendo o próprio desespero, diante da serenidade com que ele, encanecido em duras experiências, se acomodava ao martírio.

4 Mulheres e crianças emaranhavam-se, cortejo adentro, para beijar-lhe as mãos. 

5 Transeuntes, ainda mesmo adversos ao Cristianismo nascente, fitavam-no, respeitosos, qual se vissem um soberano humilhado e pobremente vestido, a caminho de inesperado triunfo… 

6 E até soldados da escolta, recordando vários companheiros que Simão transfigurara, ao curar-lhes os parentes enfermos, abeiravam-se dele com veneração e carinho…

7 Apenas um dos pretorianos, Sertório Aniceto, destacado elemento na expedição, não poupava o sarcasmo.

8 Desejando quebrar a atmosfera de reverência e de êxtase que se fazia, desdobrava impropérios:

— Para diante, velho impudente! Judeu sujo! Lixo humano, que envergonharia os postes da arena!…

9 E mais à frente:

— Não abuse da crendice do povo! Ladrão imundo, chegou seu fim!…

10 Pedro, entretanto, contemplava o céu escaldante da tarde e orava em silêncio…

11 Sentia-se, agora, fatigado e incapaz! Compreendia que a Boa Nova exigia servidores robustos e rogava ao Cristo enviasse obreiros novos e valorosos para a vinha do mundo…

12 Mas não era só isso… No imo do coração, ardia-lhe a saudade do Mestre e ansiava retomar-lhe a companhia para sempre…

13 Escalando a colina, via não longe o Campo de Marte, assinalado pelo monumento de Augusto, as cintilações do Tibre espreguiçando ao sol, o casario imenso, as termas e os jardins; no entanto, regressava pela imaginação à Galileia distante, buscando Jesus em pensamento…

14 Revia o lago de Genesaré, em seus dias mais belos, e as multidões simples e generosas com que o Senhor repartia o pão e a verdade, o consolo e a esperança…

15 Por estranhos mecanismos da memória, respirava, de novo, o perfume das rosas de Betsaida, das romãzeiras de Dalmanuta, das quintas frutescentes de Magdala e dos pequenos vinhedos de Cafarnaum…

16 Apesar do calor reinante, rememorava a pesca e supunha-se envolvido pelo sopro da brisa, quando a barca sobrestava as ondas calmas.

17 Reconstituía, enlevado, as pregações do Divino Amigo e parecia-lhe jornadear de retorno à família das crianças e dos enfermos, das mães sofredoras e dos velhinhos que ele próprio lhe entregara ao coração…

18 Atingido o local do suplício, confiou-se automaticamente aos soldados que o desnudaram, e, como se estivesse hipnotizado pela ideia do reencontro, sofregamente aguardado, quase nada percebeu dos martelos, rudemente manobrados, que lhe apresavam pés e mãos ao lenho que se lhe erguera de improviso…

19 Em derredor, escutava os protestos velados das centenas de espectadores da lamentável exibição, de mistura com as preces dos companheiros agoniados… 

20 Detido, porém, na ânsia de repouso, Pedro não via que o tempo se escoava, sem que lhe desfechassem qualquer golpe…

21 Aqui e além, grupos em orações e lágrimas salientavam-se de mãos postas; contudo, a morte tardava… 

22 Aniceto, entretanto, não o perdia de vista, e, reparando que o crepúsculo baixava, atirou-lhe pontiagudo calhau à cabeça e gritou:

— Morre, bruxo!

23 O apóstolo observou que o sangue esguichava, mas, sem qualquer reação, rendeu-se a invencível torpor, qual se fosse repentinamente anestesiado por brando sono.

24 Semelhante impressão, contudo, perdurou por momentos. O ancião, após desalgemar-se do corpo, identificou-se espiritualmente, livre e eufórico, ao pé dos próprios despojos, e, alheio à algazarra em torno, contemplou o firmamento, onde os astros se inflamavam, como se dedos invisíveis acendessem lumes deslumbrantes para uma festa no céu… 

25 Espantado, observou que um homem descia do alto, como que materializado pela fulguração das estrelas, e, decorridos alguns instantes de assombro, viu Jesus a dois passos, a endereçar-lhe o inolvidável sorriso.

26 — Mestre! — clamou, inclinando-se para beijar o chão que ele pisava. O Messias redivivo tomou-o nos braços e partiu, conchegando-o ao coração, qual se transportasse frágil criança.

27 Por várias semanas restaurou-se Pedro na estância de luz que o Cristo lhe reservara.

28 Junto dele, visitou paragens de inexprimível beleza, recolheu lições preciosas, presenciou espetáculos soberbos da grandeza cósmica e abraçou afeições inesquecíveis…

29 Quando mais integrado se reconhecia no Plano Superior, eis que o Celeste Companheiro lhe anuncia nova separação. Que o discípulo descansasse quanto quisesse, elevando-se às excelsas regiões… Ele, porém, devia ausentar-se…

— Senhor, aonde vais? — indagou o apóstolo, penosamente surpreendido.

30 E Jesus, indicando-lhe escuro recanto da vastidão, em que se adivinhava a residência planetária dos homens, informou, sereno:

— Pedro, enquanto houver um gemido na Terra, não me será lícito repousar…

— Então, Senhor, eu também…

31 E, como outrora, demandaram, juntos, os quadros de ação, em que se lhes evidenciasse o amor sublime…

32 Atraídos por centenas de vozes, atravessaram Roma, parando, por fim, em espaçoso cemitério da Via Ápia, mergulhado na sombra noturna…

33 A multidão cantava, glorificando o Senhor… Não obstante o Natal estivesse na lembrança de poucos, rememorava-se, ali, diante da imensidão constelada, a melodia dos mensageiros angélicos.

34 Simão, fremindo de emotividade, começou a chorar de alegria. Anelava ser bom, aspirava a ser irmão da Humanidade, queria auxiliar a construção do Reino de Deus e homenagear a manjedoura de Belém, ofertando algo de si mesmo, em louvor do Evangelho…

35 Nesse ínterim, aproximou-se Jesus e disse-lhe ao ouvido:

— Pedro, alguém te chama…

36 O apóstolo voltou-se e, admirado, enxergou na pequena comunidade um homem triste, carregando nos braços um pequenino agonizante… 

37 Era Aniceto, a rogar-lhe, mentalmente, se lhe compadecesse do filhinho que a febre devorava. Qual se lhe registasse a presença, expunha-lhe os remorsos que amargava e pedia-lhe perdão…

38 O antigo pescador não hesitou. Depois de oscular-lhe a fronte suarenta, afagou a criança atribulada, impondo-lhe as mãos, e, ali mesmo, magneticamente tocado por forças renovadoras e intangíveis, o menino despertou, lúcido e refeito, enlaçando-se ao pai, à feição da ave assustada que torna à segurança do ninho.

39 Aniceto, no íntimo, compreendeu o socorro e a bênção que recebia e, renovado, começou a cantar em lágrimas de júbilo: “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!…” (Lc)

40 Para o rude legionário de César começava nova vida e para Simão Pedro o serviço continuou…

 

Chico Xavier. Irmão X

Livro Antologia mediúnica do Natal

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

ENTRAMOS NA ERA DA REGENERAÇÃO PLANETÁRIA – Chico Xavier

Não só a terra, mas o sistema solar inteiro já está imerso no cinturão de fótons que emana de alcyonne, o sol central da galáxia, vem recebendo sua energia para a transmutação e para o salto quântico evolutivo.....

 O cansaço e as novas frequências:
  
O cansaço físico que estamos sentindo é devido às novas frequências eletromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central. 
Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais.


O QUE FAZER?

Mentalmente:

Vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da gratidão, da compaixão, da generosidade, da benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias.
Faça diferente, Pare de reclamar e comece a agradecer, a gratidão é a energia que moldará o novo mundo.

Fisicamente:

Fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo, ao mesmo tempo em que os faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dor, desconforto ou fadiga muscular.
Coloque para dentro do seu corpo sentimentos bonitos, e saudáveis para a tua vida. 
Mergulhar na água do mar ou na água de rio corrente para entrar na frequência nova da Natureza.


Espiritualmente:

Prestar atenção na intuição, pois ela está chegando com mais força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual para adentrar em sua mente.


Relacionamentos:

Não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminou, quem ainda continuar nesta ideia passará por grandes provações.

Trabalho:

Seu espirito não está mais querendo fazer o que não faz sentido e não preenche o seu propósito de vida. 
Se não mudar ou melhorar sua relação com seu trabalho, sua vida vai ficando cada vez mais vazia, mesmo que através dele receba bastante dinheiro, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante.               
O estado da gratidão pura e silenciosa.
Sintonia consigo mesmo.


 O PROCESSO OBSESSIVO EM SUA VIDA


Nem sempre conseguimos perceber, porém principiam de bagatelas:

- O olhar de desconfiança…
- Um grito de cólera…
- Uma frase pejorativa…
- A Maledicência sem pensar..
- A ponta de sarcasmo…
- O momento de irritação…
- A tristeza sem motivo…
- O instante de impaciência…


Estabelecida a ligação com as sombras por semelhantes tomadas de invigilância, eis que surgem as grandes brechas na organização da vida ou na moradia da alma:

- A desarmonia em casa…
- A discórdia nos grupos…
- O fogo da crítica…
- O veneno da queixa…
- A doença imaginária…
- A treva do ressentimento…
- A discussão infeliz…
- A rixa sem propósito…


As obsessões que envolvem individualidades devem ser evitadas. Para isso, dispomos todos de recursos infalíveis, quais sejam:

- A dieta do silêncio;
- A vacina da tolerância
- O detergente do trabalho 
- O antisséptico da oração.



EMMANUEL - publicada em 12.02.19 na Revista Chico de Minas Xavier

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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

O VENTO... E CHICO XAVIER!


"Uma vez, em Pedro Leopoldo, eu ensinava catecismo às crianças, mas um dia me proibiram. Eu ensinava catecismo para quarenta crianças e fui proibido porque me tornara espírita.

Fiquei em casa, mas as crianças queriam o tio Chico... Então as famílias levaram as crianças lá em casa e eu fiquei com muita pena, porque na igreja elas tinham lanche.

Já eram duas horas e eu só tinha água e uns pedacinhos de pão em casa.

Eram quarenta crianças...

Como eu iria alimentar aquelas crianças?

Eu fiz uma prece e pedi a Deus que me ajudasse, porque elas não podiam ficar sem comer.

Como é que eu iria fazer?

Estávamos embaixo de uma árvore.

E, então, um vento muito estranho começou a balançar as folhas da árvore.

O vento uivava entre os galhos daquela árvore.

Uma vizinha saiu e perguntou:

— Chico, que é isso? Que barulho é esse?

— O vento...

— O vento?!... E essas crianças aí?

— Catecismo!...

— Você não deu nada para elas comerem?

— Não tenho!...

— Oh, Chico! Eu tenho, aqui, bolo e pão.

  E a outra vizinha do lado também apareceu e perguntou:
— O que foi isso, Chico? Que vento foi esse?

— O vento...

— E essas crianças aí?

— O catecismo...

E assim, doze famílias se reuniram e passaram a oferecer o alimento, o lanche daquelas crianças, por causa do vento."

 ..............
"Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma coisa, doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites."

Ah, o vento!...


(Recebi via WhatsApp)

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Nas crises



Ligue o vídeo abaixo:

Nas Crises

Estarás talvez diante de algum problema que te parece positivamente insolúvel.

Não acredites que a fuga te possa auxiliar.

Pensa nas reservas de força que jazem dentro de ti e aceita as dificuldades como se apresentem.

Não abandones a tua possibilidade de trabalhar e continua fiel aos próprios deveres.

Assume as responsabilidades que te dizem respeito.


Evita comentar os aspectos negativos da provação que atravesses.

Ora – mas ora com sinceridade – pedindo a proteção de Deus em favor de todas as pessoas envolvidas no assunto que te preocupa, sejam elas quem sejam.

Se existem ofensores no campo das inquietações em que, porventura, te vejas, perdoa e esquece qualquer tipo de agressão de que hajas sido objeto.

Esforça-te por estabelecer a tranquilidade em tuas áreas de ação, sem considerar sacrifícios pessoais que serão sempre pequenos, por maiores te pareçam, na hipótese de serem realmente o preço da paz de que necessitas.

Se nenhuma iniciativa de tua parte é capaz de resolver o problema em foco, nunca recorras à violência, mas sim continua trabalhando e entrega-te a Deus.


Chico Xavier



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quinta-feira, 14 de junho de 2018

FARDOS - Chico Xavier


Fardos


Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho. Cada pessoa tolera a carga que lhe pertence. Existem fardos de todos os tamanhos e feitios.

O sacerdote sofre a tortura de um condutor de almas. O coração materno angustia-se com a sorte de seus filhos. O poderoso arca com o peso da responsabilidade de decisões que influenciam grandemente o destino alheio. O enfermo desamparado carrega as dores de sua indigência. A criança sem ninguém sofre seu pavor.

Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para não se supor indevidamente vítima ou herói. No campo das provações, todos são irmãos uns dos outros, mutuamente identificados por semelhantes dificuldades, dores e sonhos. Suporte com amor o peso de suas obrigações e caminhe. Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro. Do cascalho pesado  emerge o diamante.Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.

Talvez você se pergunte qual a carga transportada pelos maus e levianos, que aparentemente passam pela vida  isentos de provações. Provavelmente eles, sob uma falsa  aparência de vitória, vivem sob encargos  singularmente mais pesados do que os seus. Impunidade e injustiça são conceitos estranhos às leis divinas.

O céu não é um local físico  predeterminado, mas um estado de consciência. Ele somente é acessível, com seus tesouros de paz e luz, para quem está em harmonia com as leis divinas. Nada há para invejar  de quem ainda nem começou a se recompor com essas leis, por leviandade ou preguiça. Pior ainda é a situação de quem, pela desdita de praticar o mal, está adquirindo débitos perante a vida.

Se o suor alaga sua fronte e se a lágrima lhe visita o coração, isso é um sinal de que a sua carga já está sendo aliviada. Quem desempenha corajosamente, sem murmurações, as tarefas que lhe competem está caminhando para a plenitude de sua consciência. Provas bem suportadas, sem desânimo ou preguiça, convertem-se de forma gradativa em tesouros de entendimento, paz e luz para a ascensão  da criatura.

Lembre-se do madeiro injusto que dobrou os ombros doloridos  de Jesus Cristo. Sob as vigas duras no lenho infamante jaziam ocultas as asas divinas da ressurreição para a imortalidade. Deus criou o mundo Estruturado por leis  perfeitas, belas e justas. Nesse harmônico concerto, por certo você não foi esquecido. Sua vida não é regida por acasos. As provações que o visitam visam a fortificá-lo, lapidá-lo, despi-lo de inferioridades que o infelicitam há longo tempo.

Não imagine, sequer por um momento, que o Pai Amoroso que Jesus nos revelou possa ser cruel.As provas duram o tempo estritamente necessário para ajudá-lo a adquirir os valores e aprender as lições  de que necessita. Reduza sua quota de dores, dedicando-se ao bem com determinação e vigor. Dê um basta nas reclamações e nos vícios, alegrando-se ao executar as tarefas que a vida lhe confiou. Fardos e dificuldades não são desgraças, mas desafios a serem vencidos e superados, com otimismo e esperança.

 "Gotas de Crystal" <ppscrystal@yahoo.com.br>

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sábado, 17 de fevereiro de 2018

CREDORES NO LAR – Chico Xavier


Credores no lar


No devotamento dos pais, todos os filhos são joias de luz; entretanto, para que compreendas certos antagonismos que te afligem no lar, é preciso saibas que, entre os filhos companheiros que te apoiam a alma, surgem os filhos-credores, alcançando-te a vida, por instrutores de feição diferente.

Subtraindo-te aos choques de caráter negativo, no reencontro, preceitua a eterna bondade da Justiça Divina que a reencarnação funcione, reconduzindo-os à tua presença, através do berço. É por isso que, a princípio, não ombreiam contigo, em casa, como de igual para igual, porquanto reaparecem humildes e pequeninos.

Chegam frágeis e emudecidos, para que lhes ensines a palavra de apaziguamento e brandura.

Não te rogam a liquidação de débitos, na intimidade do gabinete, e, sim, procuram-te o colo para nova fase de entendimento.

Respiram-te o hálito e escoram-se em tuas mãos, instalando-se em teus passos, para a transfiguração do próprio destino.

Embora desarmados, controlam-te os sentimentos. Não obstante dependerem de ti alteram-te as decisões com simples olhar.

De doces numes do carinho, passam, com o tempo, à condição de examinadores constantes de tua estrada.

Governam-te os impulsos, fiscalizam-te os gestos, observam-te as companhias e exigem-te as horas.

Reaprendem na escola do mundo com o teu amparo; todavia, à medida que se desenvolvem no conhecimento superior, transformam-se em inspetores intransigentes do teu grau de instrução.

Muitas vezes choras e sofres, tentando adivinhar-lhes os pensamentos para que te percebam os testemunhos de amor.

Calas os próprios sonhos, para que os sonhos deles se realizem.

Apagas-te, a pouco e pouco, para que julguem em teu lugar.

Recebes todas as dores que te impõem à alma, com sorrisos nos lábios, conquanto te amarfanhem o coração.

E nunca possuis o bastante para abrilhantar-lhes a existência, de vez que tudo lhes dás de ti mesmo, sem faturas de serviço e sem notas de pagamento.

***
Quando te vejas, diante de filhos crescidos e lúcidos, erguidos à condição de dolorosos problemas do espírito, recorda que são eles credores do passado a te pedirem o resgate de velhas contas.

Busca auxiliá-los e sustentá-los com abnegação e ternura, ainda que isso te custe todos os sacrifícios, porque, no justo instante em que a consciência te afirme tudo haveres efetuado para enriquecê-los de educação e trabalho, dignidade e alegria, terás conquistado, em silêncio, o luminoso certificado de tua própria libertação.

Emmanuel
Luz no Lar
Chico Xavier


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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO - Você e os outros

Você e os outros


Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.

Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração. 
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio. Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo.

Sorria à criança.

Cumprimente o velhinho.

Converse com o doente.

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

Francisco Cândido Xavier.
Da obra: Apostilas da Vida.




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terça-feira, 3 de outubro de 2017

CORAGEM NO CAMINHO – Chico Xavier

Se chegaste aos dias anuviados de pranto, à vista de ocorrências infelizes, acende a luz da esperança e caminha adiante, olvidando na retaguarda o que te possa parecer aflição e desengano.

Outro dia, com novas emoções, espera-te amanhã, renovando-te a vida.

Circunstâncias inesperadas te deslocaram da segurança em que vivias, arrojando-te nas dificuldades do começo da existência…
Esquece quantos te surgiram por instrumentos de inquietação e lembra-te de que as oportunidades de trabalho continuam brilhando para os que não se deixam vencer pelo desânimo.

Pessoas queridas talvez se te hajam transformado em obstáculos à paz, compelindo-te á travessia de espessas nuvens de lágrimas…

Esquece os que se acomodaram com atitudes irrefletidas e pensa nas dedicações sinceras que te felicitam as horas.

Alguém a quem amas, enternecidamente, haverá falhado nos compromissos assumidos, relegando-te ao abandono…

Esquece o menosprezo de que terás sido objeto e conserva a imagem desse alguém no tesouro de tua gratidão pela felicidade que te deu e prossegue em frente, na certeza de que a vida te ofertará estradas novas para a aquisição de alegrias diferentes.

Acontecimentos calamitosos te impeliram a vacilar nos fundamentos da fé, ainda insegura…

Esquece, porém, os fatos amargos e adianta-te na jornada para diante, valorizando os recursos espirituais de que dispões, recordando que o Céu continua alentando a última planta das últimas faixas do deserto e revigorando o verme da mais oculta reentrância de abismo.

Seja qual seja o tipo de provação que te incline ao desalento, vence o torpor da tristeza e segue para a vanguarda de tuas próprias aspirações.

Da imensidão da noite, nascerá sempre o fulgor de novo dia.
Não te permitas qualquer parada nas sombras da inércia.

Trabalha e prossegue em frente, porque a bênção de Deus te espera em cada alvorecer.

Espírito: MEIMEI. Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Palavras do Coração”


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sábado, 23 de setembro de 2017

CARIDADE DO PENSAMENTO - Chico Xavier


Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.
Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as ideias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.

Xavier, Francisco Cândido. 
Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

OS POBRES DE ESPÍRITO - Chico Xavier

Setembro 8, 2017

Quando Jesus reservou bem-aventuranças aos pobres de espírito, não menosprezava a inteligência, nem categorizava o estudo e a habilidade por resíduos inúteis.

O Senhor, aliás, vinha enriquecer a Terra com Espírito e Vida.

O Divino Mestre, ante a dominação da iniquidade no mundo, honrava acima de tudo a humildade, a disciplina e a tolerância.

Louvando os corações sinceros e simples, exaltava Ele:

– os que se empobrecem de ignorância;

– os que arrojam para longe de si mesmos o manto enganoso da vaidade;

– os que olvidam o orgulho cristalizado;

– os que se afastam de caprichos tirânicos;

– os que se ocultam para que os outros recebam a coroa do estímulo no imediatismo da luta material;

– os que renunciam à felicidade própria, a fim de que a verdadeira alegria reine entre as criaturas;

– os que se sacrificam no altar da bondade, cultivando o silêncio e o carinho, a generosidade e a elevação nos domínios da gentileza fraterna, para que o entendimento e a harmonia dirijam as relações comuns no santuário doméstico ou na vida social e que se apagam, a fim de que a glória de Jesus e de seus Mensageiros fulgure para os homens.

Aquele, assim, que souber fazer-se pequenino, embora seja grande pelo conhecimento e pela virtude, convertendo-se em instrumento vivo da Vontade do Senhor, em todos os instantes da jornada redentora, guardando-se pobre de preguiça e egoísmo, de astúcia e maldade, será realmente o detentor das Bem-Aventuranças Divinas na Terra e no Reino Celestial, desde agora.

Do livro Vida e Caminho, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



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domingo, 30 de abril de 2017

O TALENTO ESQUECIDO - Chico Xavier

O Talento Esquecido
ABRIL 24, 2017


No mercado da vida, observamos os talentos da Providência Davina fulgurando na experiência humana, dentro das mais variadas expressões. Talentos da riqueza material, da intelectualidade brilhante, da beleza física, dos sonhos juvenis, dos louros mundanos, do brilho social e doméstico, do poder e da popularidade.

Alinham-se, à maneira de joias grandes e pequenas, agradáveis e preciosas, estabelecendo concorrência avançada entre aqueles que as procuram.
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Há, porém, um talento de luz acessível a todos. Brilha entre ricos e pobres, cultos e incultos. Aparece em toda parte. Salienta-se em todos os ângulos da luta. Destaca-se em todos os climas e sugere engrandecimento em todos os lugares.

E o talento da oportunidade, sempre valioso e sempre o mesmo, na corrente viva e incessante das horas.

É o desejo de doar um pensamento mais nobre ao círculo da maledicência, de fortalecer com um sorriso o ânimo abatido do companheiro desesperado, de alinhavar uma frase amiga que enterneça os maus a se sentirem menos duros e que auxilie aos bons a se revelarem sempre melhores, de prestar um serviço insignificante ao vizinho, plantando o pomar da gratidão e da amizade, de cultivar algum trato anônimo de solo, onde o arvoredo de amanhã fale sem palavras de nossas elevadas intenções.
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Acima de todos os dons, permanece o tesouro do tempo.

Com as horas os santos construíram a santidade e os sábios amealharam a sabedoria.

É com o talento esquecido das horas que edificaremos o nosso caminho, no rumo da Espiritualidade Superior, na aplicação silenciosa com o mestre que, atendendo compassivamente às necessidades de todos os aprendizes, prometeu, com amor, não somente demorar-se conosco até ao fim dos séculos terrestres, mas também asseverou, com justiça, que receberemos individualmente na vida, de acordo com as nossas próprias obras.
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Da obra: Caridade. Médium Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
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terça-feira, 18 de abril de 2017

DOIS MESES ANTES - Chico Xavier

ABRIL 17, 2017


Grande confeitaria paulista, ao anoitecer. Clientela numerosa.

Quando Olavo Dias, denodado trabalhador da seara espírita, se aproxima do caixa para efetuar o pagamento de certa compra, surge a atordoada:

– Ladrão! Ladrão! Pega o ladrão! Pega! Pega!

Alia-se um guarda a robusto balconista e agarra pobre homem, extremamente mal vestido, que treme ao apresentar grande pacote nas mãos.

– Ele roubou de um freguês – grita o caixeiro, como que triunfante ao guardar a presa.

Quase todos os rostos se voltam para o infeliz.

O policial apresta-se para as providências que o caso lhe sugere, mas Olavo Dias avança e toma a defesa.

– Não é um ladrão – explica – e não admito qualquer violência.

E no propósito de ajudá-lo, Olavo mente, afirmando:

– É meu empregado e, decerto, retirou o pacote julgando que me pertencesse.

Enérgico, toma o embrulho, devolve-o ao gerente, pede desculpas pelo engano e afasta-se com o desconhecido, dando-lhe o braço, como se o fizesse a um parente, diante dos circunstantes perplexos.

Dobrando, porém, a primeira esquina, dirige-lhe a palavra, admoestando:

– Ora essa, meu caro! Sou espírita e um espírita não deve mentir. Entretanto, fui obrigado a isso para defendê-lo. 
O interpelado mergulha a fronte nas mãos ossudas e explica em lágrimas:

– Doutor, roubei porque tenho seis filhos com fome… Sou doente do peito… Não acho serviço…

– Bem, bem – falou Olavo, comovido –, não estou aqui para fazê-lo chorar.

Condoído, abriu a bolsa, deu-lhe o concurso possível e perguntou-lhe pelo endereço.

O infeliz declarou chamar-se Noel de Souza, deu os nomes da esposa e dos filhos e informou residir nas proximidades da Vila Maria, em modesto barracão.

O benfeitor, realmente sensibilizado, prometeu visitá-lo na primeira oportunidade, e, finda uma semana, ei-lo de automóvel a procurar pela casinha distante.

Depois de algum esforço, localizou-a.

Encontrou a senhora Souza e os seis filhinhos esquálidos, mas o dono da casa não estava. 
Saíra para angariar socorro médico.

Olavo, tocado de compaixão, fez quanto pôde pela família sofredora e, ao despedir-se, ouviu a dona da casa dizer-lhe sob forte emoção:

– Um dia, se Deus quiser, Noel há de retribuir o senhor por tudo o que está fazendo…

Precisando deixar S. Paulo, em função da vida comercial, Olavo recomendou os novos protegidos a diversos companheiros, e esqueceu a ocorrência.

II
Decorridos seis meses, Olavo, certo dia, chega apressado ao aeroporto de grande cidade brasileira.

Precisava viajar urgentemente, mas não tem passagem. Arriscar-se-á, no entanto, à aquisição de última hora.

Retendo pequena pasta, procura na multidão um amigo que o precedera, minutos antes, com o fim de ajudá-lo, até que o vê a pequena distância, acenando-lhe a que se apresse.

O problema está resolvido. Basta que apresente a documentação necessária.

Avança, presto, mas alguém cruza o caminho. Sente-se abraçado numa explosão de ternura.

Olavo tenta quebrar o impedimento afetivo, mas reconhece Noel de Souza e estaca, surpreendido.

– Você… aqui?

O amigo está humildemente trajado, mas limpo e alegre.

– Sim, doutor, preciso vê-lo – confirma o interlocutor.
 – Agora, não – falou Olavo, contrafeito.

Como se não lhe anotasse o azedume, o outro tomou-lhe o braço e arrasta-o docemente para fora do raio de visão do companheiro que o espera.

– Souza, não me detenha, não me detenha… – roga Olavo, inquieto.

– Escute, doutor, preciso agradecer-lhe…

E como se não lhe pudesse escapar da mão, Olavo escuta-lhe a fala entediado e impaciente. Noel refere-se à esposa e aos filhos e repete frases de gratidão e carinho.

Depois de alguns instantes, Dias, revoltado, desvencilha-se e abandona-o sem dizer palavra. Alcança o amigo, mas é tarde. 
O avião não pudera esperar.

Acabrunhado, vê, de longe, o aparelho de portas cerradas, na decolagem.

Bastante desapontado, busca Noel de Souza para ouvi-lo com mais atenção, já que perdera a viagem. Entretanto, por mais minuciosa a procura, não mais o encontra.

Daí a quatro horas, recebe trágica notícia.

O aparelho em que disputara lugar caíra de grande altura, sem deixar sobreviventes.

Intrigado, regressa a S. Paulo e corre a visitar a choupana de Noel.
Quer vê-lo, abraçá-lo, comentar o acontecimento. Mas, no lar modesto de Vila Maria, veio a saber que Souza desencarnara dois meses antes.

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Do cap. 21 do livro Almas em Desfile, de Hilário Silva, psicografado pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.


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