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sábado, 10 de outubro de 2020

FRASES E POEMAS DE BRÁULIO BESSA



Sonhe sempre e seja grato pelo sonho que já tem

Repare em cada detalhe que te faz bem.

O pouco que hoje é seu já é muito para alguém!

***

Seja sempre inquieto e vez por outra paciente,

parece contraditório soa meio diferente

mas às vezes pisar no freio

também é andar para frente

***

Só eu sei cada passo por mim dado

nessa estrada esburacada que é a vida,

passei coisas que até mesmo Deus duvida,

fiquei triste, capiongo, aperreado,

porém nunca me senti desmotivado,

me agarrava sempre numa mão amiga,

e de forças minha alma era munida

pois do céu a voz de Deus dizia assim:

- Suba o queixo, meta os pés, confie em mim,

vá para luta que eu cuido das feridas.

***

Recomece! Se refaça! Relembre o que foi bom.

E se um dia lá na frente, a vida der uma ré,

Recupere a sua fé, e recomece novamente.

***

Remarque aquele encontro. 

Reconquiste um amor.

Reúna quem lhe quer bem. 

Reconforte um sofredor.

Reanime quem está triste 

e reaprenda na dor.

***

E o amor é a própria cura

Remédio para qualquer mal

Cura o amado e quem ama

O diferente e o igual

Talvez seja essa a verdade:

É pela anormalidade

que todo AMOR é normal!

***

Nem toda lágrima é dor, 

nem toda graça é sorriso, 

nem toda curva da vida 

tem uma placa de aviso, 

nem sempre que você perde 

é de fato um prejuízo.

***

Acredite no poder
da palavra “Desistir"
tire o D coloque o R
que você vai Resistir.
Uma pequena mudança
às vezes traz esperança
e faz a gente seguir.

 

Bráulio Bessa nasceu no município de Alto Santo, no Sertão do Ceará, no ano de 1986. Com 14 anos aprendeu a amar a poesia de seu conterrâneo Patativa do Assaré (1909-2002), depois que uma professora passou um trabalho escolar de pesquisa sobre o grande poeta de cordel

 



https://www.pensador.com/

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

AS HABITAÇÕES – Gibran Khalil Gibran



As Habitações

 

            Então, um pedreiro aproximou-se e disse: “Fala-nos das habitações”.

            E ele respondeu e disse:

            “Construí com vossos sonhos um abrigo no deserto, antes de construir uma moradia no recinto da cidade.

            Porque, da mesma forma por que voltais para casa no crepúsculo, assim faz o viajante que vive em vós, o sempre distante e solitário.

            Vossa casa é vosso corpo mais largo.

            Cresce ao sol e dorme no silêncio da noite, e ela também tem sonhos. Vossa casa não sonha e, sonhando, escapa da cidade para o bosque ou a colina?

            Ah! Se eu pudesse enfeixar vossas casas na minha mão e, como um semeador, dispersá-las nas florestas e nas campinas.

            Fossem os vales vossas ruas e as veredas verdejantes vossas aleias, para que pudésseis procurar-vos um ao outro através dos vinhedos e voltar com a fragrância da terra nas vossas roupas.

            Porém, o tempo dessas coisas ainda não chegou.

            No seu temor, vossos pais juntaram-vos demasiadamente perto uns dos outros. E este medo sobreviverá algum tempo ainda. E durante esse tempo, as muralhas de vossas cidades separarão vossos campos de vossos lares.

 

            E dizei-me, povo de Orphalese, que possuís vós nessas habitações? E que objetos guardais atrás dessas portas trancadas?

            Acaso possuís a paz, esse impulso tranquilo que revela vossa potência?

            Possuís as recordações, essas abóbadas cintilantes que amarram os cumes do espírito?

            Possuís a beleza que conduz o coração dos objetos confeccionados com madeira e pedra para a montanha sagrada?

            Dizei-me, possuís tudo isto em vossas casas?

            Ou tendes somente o conforto, e a cobiça do conforto – esse desejo furtivo que entra em casa como visita, e depois torna-se hóspede, e depois dono?

            Sim, e torna-se também domador e, com forcado e açoite, reduz a títeres vossos desejos mais amplos.

            Embora suas mãos sejam de seda, seu coração é de ferro.

            Ele embala-vos até dormirdes, só para rondar vosso leito e zombar da dignidade de vosso corpo.

            Zomba também de vossos sentidos normais e deita-os na penugem macia como um vaso frágil.

            Na verdade, vossa paixão pelo conforto assassina as paixões mais nobres de vossa alma e, depois, zombeteira, marcha no seu enterro.

 

            Mas vós, filhos do espaço, vós, os inquietos no repouso, vós não caireis em armadilhas nem sereis domesticados.

            Vossa casa não será uma âncora, mas um mastro.

            Não será uma fita reluzente que recobre um ferimento, mas uma pálpebra que protege o olho.

            Não dobrareis as asas para poder atravessar as portas, nem curvareis a cabeça para não bater nos tetos, nem retereis vossa respiração para não sacudir e abalar as paredes.

            Não morareis em tumbas feitas pelos mortos para os vivos.

            E apesar de sua magnificência e esplendor, vossa casa não conterá vosso segredo nem abrigará vossa nostalgia.

            Pois aquilo que é ilimitado em vós mora no castelo do céu, cuja porta é a bruma da aurora e cujas janelas são os cânticos e os silêncios da noite.”

             

(O PROFETA)

Gibran Khalil Gibran

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Gibran Khalil Gibran - Poeta libanês, viveu na França e nos EUA. Também foi um aclamado pintor. Seus textos apresentam a beleza da alma humana e da Natureza, num estilo belo, místico, conseguindo com simplicidade explicar os segredos da vida, da alegria, da justiça, do amor, da verdade.

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“UMA APAIXONADA RECRIAÇÃO”

 


          É por todos esses motivos que O Profeta desperta tanto interesse: Lendo-o, o leitor sente-se transportado nas asas da poesia e da fé a um mundo encantado, e entretanto real, onde sabe que não poderá viver, mas aonde gosta de retornar de tempos em tempos, como gostamos de visitar os cimos das montanhas para nos refrescarmos e fortificarmos, embora saibamos que não poderemos residir nessas alturas.

          Numa invocação do tempo da juventude, em que definia sua missão e predizia seu futuro, Gibran afirmava:

            “Vim para viver na glória do amor e na luz da beleza... Vim para exprimir o que adormece no coração de cada um de nós... O que hoje sinto na minha solidão, o futuro o exibirá para todos. E o que digo numa só voz, o futuro o repetirá em cem vozes.

            A profecia realizou-se textualmente para O Profeta. À parte os milhões de exemplares da edição inglesa, a voz é repetida em muitas línguas e muitos países, desde a Noruega até a China.

            A ambição do autor da presente tradução é de lhe ter conservado, nesta nova forma, a chispa sagrada que é o fundamento de sua popularidade através do mundo. Pois como disse Bárbara Young, “a tradução de Gibran nunca será mera tradução, mas apaixonada recriação”, através da qual a mensagem feita de amor e de beleza deve continuar a irradiar seu calor e sua luz.

 

APRESENTAÇÃO

Mansour Challita

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Editora Vozes Ltda.

BRASIL 1974


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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Os Pingos Nos Is - 08/10/20 - COMENTARISTAS PARTICIPAM DA LIVE DE BOLSONARO

ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO: Piadas



Piadas

 

Mãe: - Sofia, lave bem as mãos, os pés, o pescoço e as orelhas, pois amanhã a diretora vai visitar a escola.

Sofia: - Sim, mamãe, já lavei tudo.

Mãe: - Como assim, filhinha, tão rápido?

Sofia: - Sim, mamãe, é que lavei só do lado que passa a diretora.

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Na delegacia:

- Chefe, o preso fugiu.

- Como foi possível? Você não vigiou todas as saídas, como recomendei?

- Sim, mas ele saiu pela entrada.

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Um rico estava tentando explicar para um pobre o que é ladrão quando, a certa altura da conversa, diz:

- Para você entender melhor o que estou explicando, digamos, por exemplo, que eu meta a mão no seu bolso e tire daí uma nota de 100 reais. O que sou?

- Só pode ser mágico, uai!

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- Cumpadre, te dô essa penca de banana se ocê adivinhar quantas tem nesta dúzia.

- Ah, cumpadre! Assim fica difícil, só contando, né?

- Bão, se contar até eu acerto...

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A mulher fala com o marido que está deitado no sofá:

- Por que você não procura um serviço? O trabalho nunca matou ninguém...

- Eu sei, querida, só que eu não quero ser a primeira vítima...

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Um ônibus estava no seu ponto final, em uma ladeira, quando, para alívio de 60 passageiros apertados e impacientes, ele partiu ladeira abaixo. Um homem de certa idade começou a seguir o ônibus desesperadamente.

 Um bêbado que estava no ônibus viu a cena e gritou:

- Esquece, amigo! Você não vai conseguir alcançar a gente, nunca!

E o senhor ofegante:

- Eu não posso desistir! Sou o motorista!

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- João, o meu relógio caiu no chão e parou.

- E daí? Você queria que ele saísse andando pelo quarto?

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No bar:

- Você sabia que o Chicão morreu de piada?

- Mas como? Piada não mata ninguém.

- Ah é! É porque você não viu o peso da pia que tinha mais ou menos 50 quilos e que caiu em cima dele.

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Vendo um homem uniformizado, um bêbado pediu:

- Quer me chamar um táxi?

- Não sou porteiro – retrucou o homem -, sou almirante.

- Então chame um navio para me levar em casa.

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O pescador metido a esperto usava a aba do chapéu de palha virada para trás. Um outro viu e, curioso, perguntou por que ele usava o chapéu assim. E ele respondeu: Para os peixes pensarem que eu estou indo embora!

 

Fonte:

FOLHINHA DO CORAÇÃO DE Jesus 2018 

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

VARIAÇÕES EM TORNO DA LEI DO TALIÃO – Giovanni Boccaccio

 


           Ouvi contar, que viviam há muito tempo atrás em Siena, dois bons burgueses, de nome um, Spinelloccio Tamena e o outro, Zeppa de Mino. Estavam ambos na flor da idade, moravam na mesma rua e estimavam-se muito. Casados, cada qual possuía uma linda mulher. Spinelloccio, que ia a miúde à casa de Zeppa, estivesse ele ou não, apaixonou-se pela esposa do vizinho e tão bem lhe soube fazer a corte que não tardou em obter-lhe os favores. Tais relações duraram longo tempo sem que o marido enganado desconfiasse da traição. Entretanto, a familiaridade reinante entre sua mulher e o amigo acabou por lhe inspirar inquietação e a fim de esclarecer se eram ou não fundadas suas suspeitas, resolveu certo dia esconder-se à hora em que Spinelloccio costumava visitá-lo. Este, mal chegando, procurou-o e como a dona da casa, que o supunha na rua informasse que estava ausente, pôs-se logo a beijá-la e ela a retribuir beijo por beijo. Zeppa, que assistia às carícias do lugar onde se escondera, silenciou, para ver qual seria o resultado desse jogo. Em resumo: - viu sua mulher com Spinolloccio entrar no quarto de dormir e fechar a porta à chave.

            É fácil imaginar com deve Zeppa, ter ficado indignado com esta dupla traição. Considerou, no entanto, que seus gritos, longe de diminuírem o ultraje, somente viriam aumentar sua vergonha, achou melhor não dar o alarma e contentou-se em conjeturar um meio de se vingar sem fazer escândalo. Imediatamente, sua imaginação forneceu-lhe um meio muito conveniente.

            Tendo Spinelloccio saído, entrou Zeppa, no quarto e encontrou a esposa a ajeitar o penteado desfeito.

            - Que fazes aí, minha mulher? – perguntou-lhe.

            - Não estás vendo?

            Sim, de fato vejo e vi também outra cousa que bem quisera não haver presenciado. – Relatou-lhe então o que assistira. A mulher, tomada de pavor, percebendo que não havia meio de negá-lo, tudo co0nfessou e em prantos, pediu-lhe perdão.

            - Não me poderias fazer injúrias maior – disse o marido – eu te perdoarei, mas sob a condição de fazeres o que eu te ordenar.

            - Serás obedecido.

            - Pois bem! Quero que marques uma entrevista com Spinelloccio, para amanhã as nove horas; chegarei um minuto depois dele; assim que me ouvires manda-o esconder-se nesse grande cofre e fecha-o à chave. Feito isto, dir-te-ei o resto. Segue minhas ordens com presteza e juro-te que te perdoarei e até mesmo esquecerei tua afronta.

            A mulher tudo prometeu para merecer o perdão, cumprindo com exatidão as instruções do marido.

            Às nove horas do dia seguinte, Spinelloccio e Zeppa estavam juntos. O primeiro, que combinara com a esposa do amigo ir encontrá-la nessa hora, pretextou um almoço ao qual disse não poder faltar, a fim de poder despedir-se.

            - Ainda não é hora do almoço, portanto não vás tão cedo.

            - Não me incomodarei de chegar antes da hora, porque tenho de tratar de negócios com o dono da casa na qual vou almoçar.

            E se despediu, dirigindo-se para a residência de sua amante. Mal adentraram ao quarto, Zeppa se fez ouvir na escada. A mulher, fingindo-se apavorada, convence o conquistador a enfiar-se no cofre, tranca o mesmo e sai do quarto. Surge Zeppa e pergunta-lhe se o almoço está pronto.

            - Ficará pronto em um minuto.

            - Acabo de deixar Spinelloccio – replicou o marido – ele hoje vai almoçar fora com um amigo e já que sua esposa ficará completamente só, vai e convida-a para vir almoçar conosco.

            A dama, a quem a lembrança de sua falta e o receio de ser punida tornava obediente, atendeu à ordem do marido e tanto insistiu com a vizinha, a quem convenceu que não deveria aguardar o marido, que afinal a levou consigo. Recebeu-a Zeppa, com grandes demonstrações de amizade e depois de fazer sinal à mulher para que fosse à cozinha, tomou a outra pela mão e levou-a para o quarto cuja porta fechou com o ferrolho.

            - Que significa isto? – perguntou a visitante – Foi para isto que me convidou para almoçar? É esta, então, a amizade que dedica a meu marido?

            - Antes de se ofender, minha senhora, - respondeu Zeppa, segurando-lhe a mão e aproximando-se do cofre – queira ouvir o que lhe tenho para dizer, gostava muito de seu esposo como se meu irmão fosse. Quanto à amizade que ele me devota, ignoro se é sincera; o que sei, é que ela não o impede de dormir com minha mulher, como com a senhora. Ontem mesmo o fez, quase às minhas vistas. Ora, justamente porque gosto dele é que tenciono usar de represálias e limitar a isso toda a minha vingança. Assim como ele possuiu minha esposa, é justo que eu possua a dele. É o mínimo que posso exigir. Se me recusa esta satisfação informo-lhe que não me será difícil surpreendê-lo e tratá-lo de um modo que nenhum dos dois haverá de apreciar.

            A dama recusava-se a crer que o marido lhe fosse infiel, mas Zeppa, relatou-lhe o que fizera para obter a certeza. Essas particularidades acabaram por persuadi-la.

            - Já que o senhor resolveu vingar-se em mim, do ultraje do meu marido, estou disposta a consentir, mas sob a condição de que farás as pazes com sua mulher; eu, por meu turno, perdoo de bom grado o que ela me fez.

            - Fique tranquila – replicou Zeppa – encarrego-me de tudo e, comprometo-me a lhe ofertar uma das mais belas joias que se possam ver. A seguir, pôs-se a beijá-la apaixonadamente, conduzindo-a delicadamente para cima do cofre e ali a usou quanto tempo quis.

            Spinelloccio, a que tudo ouvira, sentiu tamanha cólera que julgou estourar de raiva e se o temor pelo ressentimento de Zeppa não o detivesse, não haveria insulto que não dirigisse à mulher, embora estivesse encerrado daquela forma. Considerando, porém, que o ofensor era ele, e que o amigo apenas lhe retribuía cornos por cornos, decidiu ser mais do que nunca seu amigo.

            A vizinha, no entanto, descendo do cofre, solicitou a joia prometida. Zeppa abrindo a porta do quarto, chamou a mulher, que ao entrar, disse à visitante:

            - Você me devolveu um pão por um bolo.

            - Minha mulher, - disse o marido interrompendo-a – abre este cofre. – Depois, voltando-se para a vizinha surpresa por ver ali o esposo, disse-lhe:

            - Cá está, minha bela senhora, a joia prometida.

            Seria difícil dizer qual dos dois teve maior vergonha, se Spinelloccio, que sabia de como acabavam de traí-lo, ou se sua mulher, por ver que o marido ouvira tudo quanto ela dissera e fizera com Zeppa. Saindo do cofre, disse Spinelloccio, sem entrar em explicações:

            - Estamos quites, meu vizinho; e se quiseres atender à minha sugestão, continuaremos bons amigos como dantes. Já que a única coisa que nos faltava compartilhar eram nossas mulheres, sou de opinião de que as tenhamos em comum.

            Zeppa aceitou a oferta e os quatro almoçaram juntos na mais perfeita união. Daí para diante, cada mulher teve dois maridos e cada marido duas mulheres, sem que jamais houvesse entre eles a menor desinteligência em torno do fato.

 

(CONTOS DE ALCOVA)

Compilados por Yves Idílio

 

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GIOVANNI BOCCACCIO

 

          “Quando Deus criou Giovanni, duplicou a criação”.

            Com estas simples palavras um crítico, certa vez, definiu fielmente a vida e a obra de Boccaccio.

           Tudo o que escreveu é vida, é alegria e acima de tudo é gargalhada. Nada respeitou, nem religiões, nem preconceitos, nem ideais, mas no fundo suas conclusões tinham um quê, ainda que disfarçado, de moralismo, medroso e receoso...

            Nada melhor para retratá-lo do que suas próprias palavras referindo-se aos interesses comerciais da família que ele deixava em completo abandono: - “Que meu pai trate disso: corre-lhe ouro nas veias; nas minhas corre sangue”.

            Com Rabelais, Boccaccio forma a dupla máxima da sátira e do humor, quase que se poderia dizer referindo-nos às suas obras, nesse gênero: Depois deles – O Dilúvio.

            Com “VARIAÇÕES EM TORNO DA LEI DO TALIÃO”, o “conteur” irreverente do ‘Decameron’, nos dá uma demonstração da sua verve incomparável e do seu modo simplista e indiferente de acomodar as coisas...

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SANTO ROSÁRIO — Poderosa arma contra o demônio e seus sequazes

7 de outubro de 2020

 


Neste dia 7 de outubro celebramos a festa do Santo Rosário. Essa festividade foi instituída pelo grande Papa São Pio V em ação de graças pela vitória alcançada na batalha de Lepanto (1571) contra o poder maometano, prestes a invadir a Europa.

 

“O Santo Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus”

(Santo Afonso de Ligório)

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 “Nunca será considerado um bom cristão, quem não reza o Santo Rosário”

(Santo Antônio Maria Claret)

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“Rezar meu Rosário é minha doce ocupação e uma verdadeira alegria, porque sei que enquanto o rezo estou falando com a mais amável e generosa das mães”

(São Francisco de Sales)

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 “A devoção do Santo Rosário cotidiano defronta-se com tantos e tais inimigos, que julgo uma das mais assinaladas mercês de Deus perseverar na mesma até a morte”

(São Luís Grignion de Montfort)

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 “Amar a Senhora e rezar o Rosário, porque o Rosário é a arma contra os males do mundo”

(São Pio de Pietrelcina)

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 “O Santo Rosário contém todo o mérito da oração vocal e toda a virtude da oração mental”

(Santa Rosa de Lima)

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 “Dai-me um exército que reze o Rosário, e eu vencerei o mundo”

(Papa São Pio X)

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“O Rosário flagela o diabo”

(Papa Adriano VI)

 

https://www.abim.inf.br/santo-rosario-poderosa-arma-contra-o-demonio-e-seus-sequazes/


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terça-feira, 6 de outubro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Onde estás? – Castro Alves



Onde Estás?

Castro Alves


É meia noite... e rugindo

Passa triste a ventania,

Como um verbo de desgraça,

Como um grito de agonia.

E eu digo ao vento, que passa

Por meus cabelos fugaz:

“Vento frio do deserto,

Onde ela está? Longe ou perto?”

Mas, como um hálito incerto,

Responde-me o eco ao longe:

“Oh! Minh’ alma, onde estás?...”

 

Vem! É tarde! Por que tardas?

São horas de brando sono,

Vem reclinar-te em meu peito

Com teu lânguido abandono!...

‘Stá vazio o nosso leito...

‘Stá vazio o mundo inteiro,

E tu não queres qu’eu fique

Solitário nesta vida...

Mas por que tardas, querida?...

Já tenho esperado assaz...

Vem depressa, que eu deliro

Oh! minh’amante, onde estás?...

 

Estrela – na tempestade,

Rosa – nos ermos da vida;

Íris – do náufrago errante,

Ilusão – d’alma descrida!

Tu foste, mulher formosa!

Tu foste, ó filha do céu!...

... E hoje que o meu passado

Para sempre morto jaz...

Vendo finda a minha sorte,

Pergunto aos ventos do norte...

Oh! minh‘amante, onde estás?...

 

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ANTÔNIO DE CASTRO ALVES

* 14/04/1847 - +  06/07/1871

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