Total de visualizações de página

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

ABL: CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘O BARROQUISMO BRASILEIRO’ APRESENTA NA ABL PALESTRA DO JURISTA E EX-MINISTRO NELSON JOBIM



A Academia Brasileira de Letras dá continuidade a seu ciclo de conferências do mês de novembro de 2018, intitulado O barroquismo brasileiro, com palestra do jurista e ex-ministro Nelson Jobim. O tema escolhido para sua palestra será O juridiquês como legado barroquista. O evento está programado para quinta-feira, dia 22 de novembro, às17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. A coordenação é do Acadêmico e jornalista Merval Pereira. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

O ciclo terá mais uma palestra, no dia 29, quinta-feira, no mesmo local e horário, com Denise Maurano e o tema A arte e a alma barroca brasileira.

O CONFERENCISTA

Nelson Azevedo Jobim graduou-se, em 1968, como Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ocupou os cargos de membro e Presidente do Supremo Tribunal Federal de 1997 a 2006, Ministro da Justiça, Ministro da Defesa, Presidente do Conselho Nacional de Justiça e de Ministro e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Jobim atuou como advogado de 1969 a 1994; de 2006 a 2007; e de 2011 até 2016.

13/11/2018


* * *

IMPRESSIONANTE: PAI REVELA AS 10 LIÇÕES QUE APRENDEU APÓS PERDER O FILHO DE 3 ANOS.




Após perder filho de  3 anos, homem escreve 10 regras que todo pai deveria seguir

Nem sempre a ordem da natureza é seguida como se espera ou gostaria e o filho pode partir antes dos pais, assim  como aconteceu com Richard Pringle, que teve de suportar o falecimento do filho por hemorragia cerebral, Hughie, de apenas 3 anos.

O pai fez um testemunho impressionantemente sensível no Facebook, após o luto de um ano do filho Hughie, em que compartilha 10 coisas que aprendeu desde que o menino partiu.

Veja as 10 regras que Richard Pringle criou:

#1 Você nunca pode beijar ou amar demais.

#2 Você sempre terá tempo. Pare o que você está fazendo, nem que seja por um minuto. Nada é tão importante que não possa espera.

#3 Tire o tanto de fotos e grave o máximo que você conseguir, porque um dia isso pode ser tudo que você terá.

#4 Não gaste dinheiro, gaste tempo. Você acha que o que você gasta importa? Não importa! O que importa é o que você faz. Pule em pula-pula, caminhe, nade no mar, construa um acampamento, divirta-se. Isso é tudo que eles querem. Eu não lembro nada que comprei para o meu filho, só o que eu fiz.

#5 Cante junto. Minhas memórias mais felizes com meu filho é ele nos meus ombros ou no carro e nós cantando nossas músicas favoritas. Memórias são criadas com música.

#6 Aprecie as pequenas coisas. Ficar junto a noite, colocar para dormir, ler histórias, jantares juntos, preguiça de domingo. Aprecie os momentos pequenos. Eles são os que eu tenho mais saudade. Não os deixem passar desapercebidos.

#7 Sempre dê um beijo de despedida nas pessoas que você ama. E se você esquecer volte e os beije. Você nunca sabe quando será a última vez que você terá essa chance.

#8 Faça as coisas chatas ficarem divertidas. Seja bobo, conte piadas, ria, sorria e divirtam-se. Elas serão tarefas chatas só se você as fizer assim. A vida é muito curta para não se divertir.

#9 Mantenha um diário. Anote tudo o que seu pequeno fizer. As coisas engraçadas que eles falam, as coisas fofas que eles fazem. Nós só fizemos essas coisas depois que Hughie se foi. A gente queria se lembrar de tudo. Agora nós fazemos isso por Hettie e vamos ter tudo escrito para quando nós formos mais velhos teremos essas coisas para olhar.

#10 Se você tem seu filho com você, lhe dê um beijo de boa noite. Coma café da manhã com ele, leve-o na escola, na faculdade, o veja se casando. Você é abençoado. Nunca se esqueça disso.



* * *


terça-feira, 20 de novembro de 2018

A ARTE DA DELEGAÇÃO por Joaci Góes


A arte da delegação

 Ao advogado e querido amigo Rubens Pessoa.

Pela qualidade da equipe que vem escalando, pode-se afirmar, sem risco de contestação, que o Presidente Jair Bolsonaro é um discípulo exemplar do megaempresário norte-americano, nascido na Escócia, Andrew Carnegie (1835-1919), considerado o expoente das boas técnicas de delegação que o levaram de rapaz pobre a um dos homens mais ricos do mundo, liderando em campos vitais como a exploração de petróleo e produção de aço. 

O epitáfio por ele escrito, para encimar o seu túmulo, reza: “Aqui jaz um homem que soube se cercar de pessoas melhores do que ele próprio”. Ao dividir o exercício do poder com gente do calibre de Sérgio Moro e Paulo Guedes, Bolsonaro segue, também, a avaliação de Carnegie, segundo quem “Não será líder quem quiser fazer tudo solitariamente, ou ganhar todos os créditos pelas conquistas alcançadas”.

No processo em curso da formação do Ministério, a cada dia enriquecido com nomes acima de qualquer suspeita, o Presidente eleito vai batendo novos recordes, que se somam aos já conquistados. Com efeito, não se conhece precedente, na história da humanidade de quem tenha chegado ao poder, por via democrática, de modo tão solitário, sem qualquer dos componentes reputados indispensáveis à realização desse difícil e ambicionado mister, como dinheiro, apoio político, apoio da mídia, tempo de televisão. 

A candidatura Bolsonaro, a exemplo do processo de formação dos grandes rios  - que se iniciam por pequenos regatos que se vão acrescendo de novos afluentes -, começou com encontros com pequenos grupos que, convertidos em apóstolos da causa, incorporaram multidões crescentes, que desembocaram com força indomável no largo oceano da adolescente, mas sólida, democracia brasileira. Albert Einstein cunhou uma reflexão que explica o fenômeno Bolsonaro: “Há uma força motriz mais poderosa do que o vapor, a eletricidade e a energia atômica; é a força da vontade”.

Não se conhece, igualmente, na história brasileira, na linha dos ensinamentos de Andrew Carnegie, precedente de quem haja, tão voluntariamente, fracionado o próprio poder, atraindo para sua equipe, sem medo de sombras, nomes que usufruem do mais alto prestígio dentro e fora do País. Até então, quem mais havia realizado, no particular, foi o Presidente Rodrigues Alves que só aceitava, para compor o seu ministério, quem, segundo seu juízo, dispusesse de atributos para exercer a Presidência da República.

No plano estadual, o saudoso governador de São Paulo, Franco Montoro, valeu-se desse saudável princípio, só convidando para compor o seu secretariado quem tivesse atributos para governar o seu grande Estado. Sinal, indisfarçável, de confiança e vocação para a grandeza. O resto é preconceito ou despeito dos que querem o aumento das agruras do povo brasileiro, desde que isso os conduza de volta ao poder de que foram defenestrados por excessos de descompostura na gestão do interesse público.

Os brasileiros, em geral, sobretudo os que integram o partido do quanto pior melhor, também, deveriam seguir o sábio e definitivo conselho de Andrew Carnegie: “À proporção que amadureço, presto menos atenção no que as pessoas dizem, e passo a atentar no que fazem”.

É mais do que hora de reconhecermos o excelente começo do novo Presidente, deixando de enfatizar o que de impróprio ele haja dito e focar no que ele está fazendo. Desejar-lhe boa sorte é o mesmo que desejar boa sorte ao Brasil. Torcer contra o novo governo é torcer, sobretudo, contra as populações mais carentes do nosso desditoso País!

Sobre a discutida decisão do juiz Sérgio Moro ao aceitar ser Ministro da Justiça, ficamos com a conclusão expressa em vídeo que circula mundo afora: - Sérgio Moro não deixou a Justiça para ingressar na política (com minúscula); ele ingressou na Política (com maiúscula) para fazer JUSTIÇA.


Joaci Góes

15/11/2018, no jornal A Tribuna da Bahia.

* * *


ABL: MARIO GUERREIRO, PROFESSOR E FILÓSOFO, FAZ NA ABL A SEGUNDA PALESTRA DO CICLO ‘O BARROQUISMO BRASILEIRO’



A Academia Brasileira de Letras dá continuidade a seu ciclo de conferências do mês de novembro de 2018, intitulado O barroquismo brasileiro, com palestra do professor, filósofo, escritor e pesquisador Mario Guerreiro. O tema escolhido para sua palestra será Persuasão ou convencimento? O evento foi realizado na quinta-feira, dia 8 de novembro, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro.

Foram fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Sobre a conferência, Mario Guerreiro adiantou: “Está em jogo a Teoria da Argumentação no contexto da Filosofia de Platão em que os conceitos de persuasão e de convencimento desempenham um papel crucial. Procuramos compreender a natureza da polêmica entre Sócrates e os sofistas considerada paradigmática de todos os desempenhos argumentativos em que é o caso da conquista do assentimento do interlocutor, quer se trate do discurso da Filosofia, do Direito, da Política ou em qualquer outro lugar em que haja diálogo e argumentação”.

O ciclo terá mais duas palestras nas quintas-feiras de novembro, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 22, Nelson Jobim, O juridiquês como legado barroquista; e 29, Denise Maurano, A arte e a alma barroca brasileira.


O CONFERENCISTA

Mario Antonio de Lacerda Guerreiro nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Doutorou-se em Filosofia pela UFRJ em 1983. Foi professor do Departamento de Filosofia da UFRJ. Ex-pesquisador do CNPq; ex-membro do ILTC [Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência], da SBEC [Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos]; e membro fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica.

Autor de Problemas de Filosofia da Linguagem (EDUFF, Niterói, 1985); O Dizível e O Indizível (Papirus, Campinas, 1989); Ética Mínima Para Homens Práticos (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1995). O Problema da Ficção na Filosofia Analítica (Editora UEL, Londrina, 1999). Ceticismo ou Senso Comum? (EDIPUCRS, Porto Alegre, 1999). Deus Existe? Uma Investigação Filosófica (Editora UEL, Londrina, 2000). Liberdade ou Igualdade? (EDIPUCRS, Porto Alegre, 2002) Apresentou 78 comunicações em encontros acadêmicos e publicou 49 artigos.

01/11/2018

* * *

POEMAS DO NEGRO Por Cyro de Mattos (DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA)

Poemas do Negro
Cyro de Mattos

Abolição

Na zoeira do terreiro
Batucam que batucam
Tambores sem cambão.

Trepidam nesses punhos
O suor, a lágrima, o sangue
Nos rastros do negro fujão.

Todos batem nesse tambor,
Pode até não ser de fato
A tão esperada abolição.

Mas é o começo duma hora
Que se faz tão grandiosa
Como o verde na amplidão.

 África agora é uma só voz
Na esperança das manhãs
Sem o ferro do vilão.

..........

Canga

Não se logra extrair
Os ossos dessa massa,
Os músculos mutilados
No esforço dos anos.
Tuas mãos, escravas,
Alimentadas na turva
Ferida, dor sem cura.

A atrocidade no ferro
Que furou o coração,
 A enchente na vala
Que transbordou de mágoa,
Nuvens não tocadas. 
Nunca será paga a conta
Na mancha que envergonha.

Como herança os rastros
Dessa noite escura na pele
Que te lança nos muros,
Agarra-te  nas  manhãs
Com sua claridade vista
Apenas pelos não pretos.
Até quando barreiras
De tua  cor opaca farão
Da vida  uma coisa qualquer, 
Desigual, desvão sem canto?

................

Pelourinho

Como suportar?
Treze... trinta... cinquenta...
Até o último gemido.

Os outros olhando
Cada chibatada. Tristes,
Sem nada fazer.    

Ladeiras gastas.
E esse vento que recusa  
Ao largo a desgraça.

..........

Escravo

Uma mão
Feito casca
Não lava
A outra
Feito lixa.

Ásperas
As duas
Feito bucha
Limpam
As duas
No esmero
Do senhor.

Limpam
As sobras
Ou  largura
Depois de lá
De dó em dó.

Perto
De o dia
Clarear
Até o sol 
Morrer.

...............
Zumbi

Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Ritmo da liberdade.
Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Batuque da igualdade.
Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Manual da fraternidade.
Falo Zumbi,
Digo Palmares
Sem o açúcar insaciável.
Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Gente em grito, indignada.
Falo Zumbi,
Digo Palmares,
No abismo a África salta.

......................
Cyro de Mattos é jornalista, cronista, contista, romancista, poeta e autor de livros para crianças. Publicado em Portugal, Itália, França, Espanha, Alemanha, Rússia, Dinamarca, México e Estados Unidos. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

* * *

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: As Pombas - Raimundo Correia

As Pombas


Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... Mais outra... Enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada,
Sopra, aos pombais, de novo, elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam
E eles aos corações não voltam mais...


RAIMUNDO CORREIA 
ANTOLOGIA NACIONAL,
de Fausto Barreto e Carlos de Laet, 31ª ed.,
Livraria Francisco Alves, 
São Paulo, 1954.
...............................
          
RAIMUNDO DA MOTA AZEVEDO CORREIA nasceu em 1859, a bordo de um navio, em águas do Maranhão. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo e exerceu a magistratura, tendo sido promotor e juiz. Era, em tudo, de escrupulosa honestidade e retidão. Faleceu em Paris, em 1911.
            Era um introvertido, uma alma inquieta e torturada pelo sentido transitório e doloroso da vida; daí o travo de amargo pessimismo que sentimos nos seus poemas.
            Mas, a par desse traço característico da poesia do poeta juiz, avulta um inigualável colorido descritivo, que mais se acentua diante da melancolia e dos aspectos fugitivos da paisagem.
            Raimundo Correia, que escreveu alguns dos sonetos mais belos da língua portuguesa, figura entre os maiores poetas parnasianos, ao lado de Olavo Bilac, com o qual irmanou-se no culto da forma perfeita.
            Sua obra poética resume-se nos seguintes livros: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias (1882), Versos e Versões (1887), Aleluias (1891) e Poesias (1898).
-------------------
Raimundo Correia foi o fundador da cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e foi sucedido por Osvaldo Cruz.

* * *

MAIS MÉDICOS!?



"Existe um fato importante a ser ressaltado,  nessa coisa do programa "Mais Médicos",  em relação a Cuba.

Nada ainda não foi solicitado a Cuba, pois o novo governo só toma posse em janeiro. Portanto, a decisão da retirada foi uma ação unilateral do governo cubano, baseada em declarações feitas pelo Bolsonaro e/ou membros de sua equipe.

O fato concreto é que essa saída apressada e repentina teve a intenção de não permitir ao novo governo brasileiro, que quando empossado, teria meios legais para fazer uma identificação de cada um que estava aqui antes de embarcar e, portanto, poderia identificar espiões e correlatos.

Teria nas mãos provas materiais que mostrariam ao mundo a farsa do governo cubano (e da OPAS) e quem sabe até identificar venezuelanos infiltrados.  Aliás, a prova que isso ocorreu dessa forma é que imediatamente um grupo de quase duzentos já saíram (foram retirados) e recebidos efusivamente pelo governo cubano no aeroporto, conforme eles mesmos noticiaram.

Como foi feita a seleção desses que já saíram?

Como saíram?

Quem pagou?

 Qual companhia aérea?

Foram vários voos ou não?

Como se encontraram para partir juntos?

Quem coordenou essas ações?

Onde estavam trabalhando?

E outras muitas perguntas não estão sendo feitas, nem pela imprensa que auxilia tumultuar o processo e desvia a atenção pública dessas questões, nem pelas autoridades do Ministério da Saúde e da OPAS que faz a intermediação os contratos."


(Recebi via WhatsApp - Autor não mencionado)

* * *