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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

ABL ELEGE CARLOS (CACÁ) DIEGUES PARA A CADEIRA 7, NA SUCESSÃO DO CINEASTA NELSON PEREIRA DOS SANTOS



A Academia Brasileira de Letras elegeu, quinta-feira, dia 30 de agosto, o novo ocupante da Cadeira 7, na sucessão do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos, falecido no dia 21 de abril deste ano. O vencedor foi o também cineasta Cacá Diegues, que recebeu 22 votos. Participaram da eleição 24 Acadêmicos presentes e 11 por cartas (três não votam por motivo de saúde). Os ocupantes anteriores da cadeira 7 são: Valentim Magalhães (fundador) – que escolheu como patrono Castro Alves –, Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa.
 
O NOVO ACADÊMICO

Carlos (Cacá) Diegues nasceu em Maceió, Alagoas, no dia 19 de maio de 1940, filho do antropólogo Manuel Diegues Jr. e de Zaira Fontes Diegues. Cinéfilo desde a adolescência, também era poeta e trabalhava como jornalista.
Em 1958, aos 18 nos de idade, teve seus poemas publicados no Jornal do Brasil pelo ensaísta e crítico Mario Faustino, que o apresentou como uma revelação na poesia brasileira. Por essa mesma época, participou ativamente do movimento cineclubista no Rio de Janeiro, quando se integrou à nova geração de cineastas que buscava registrar a verdadeira imagem do Brasil, num movimento que seria conhecido como Cinema Novo, sob a liderança de Nelson Pereira dos Santos.

Depois de realizar alguns curta-metragens, Cacá estreou profissionalmente em 1962, dirigindo um dos episódios do filme “Cinco vezes Favela”, produzido pelo Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE – um filme que se tornaria uma das obras inaugurais do Cinema Novo.

Ao longo de sua carreira de cineasta, realizou mais de 20 filmes de longa-metragem, entre os quais “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “Chuvas de verão” (1978), “Bye Bye Brasil” (1980), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas” (1987), “Tieta do Agreste” (1995), “Orfeu” (1999), “Deus é brasileiro” (2003), “O maior amor do mundo” (2005) e agora “O grande circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima. Todos esses filmes foram lançados comercialmente em diferentes países do mundo, nas salas de cinema e na televisão, além de sua presença e de prêmios nos festivais internacionais mais importantes, como Cannes, Veneza, Berlim, San Sebastian, Toronto, Nova York, Mar del Plata e outros.

Cacá publicou alguns livros, nem sempre sobre cinema, tendo começado com Ideias e Imagens, de 1988. Seus livros mais recentes são "Vida de Cinema”, mais de 600 páginas sobre o Cinema Novo, e “Todo Domingo”, uma coletânea de seus textos publicados semanalmente no jornal Globo. Recebeu homenagens de diversas naturezas, no Brasil e no mundo, entre as quais o titulo de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês; o Prix de la Célebration du Centenaire du Cinématographe, do Instituto Lumière de Lyon; o Golden Reel Award, do Grupo HBO; o Lifetime Achievement Award, concedido pela cidade de Chicago; o Prêmio Roberto Rosselini, pelo conjunto de sua obra, dado pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema da Itália; eleito Personalidade do Cinema Latino-Americano, pela Associação Internacional de Críticos (Fipresci); Ordem do Mérito Cultural de Portugal; Comendador da Ordem de Rio Branco, do governo brasileiro; Comendador da Ordem do Mérito Cultural do Brasil; e outros.

Casado com a produtora de cinema Renata Magalhães, Cacá tem um filho e 3 filhas.

30/08/2018



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BOLSONARO FOI BOLSONARO – Adriano Soares da Costa




29/08/ 2018

Adriano Soares da Costa é um grande doutrinador de direito eleitoral. Olha o que ele escreveu, que resume com exatidão a entrevista de ontem:

 Ligue o vídeo abaixo:




Jair Bolsonaro foi entrevistado no Jornal Nacional por Bonner e Renata Vasconcelos. Mais uma vez, os entrevistadores se portaram como escoteiros que acham que o politicamente correto do Leblon vale para o Brasil e que eles, empregados da Rede Globo - embora contratados como pessoas jurídicas - seriam representantes do povo brasileiro.

Bolsonaro foi Bolsonaro. Diferentemente de Ciro Gomes, Bolsonaro se apresentou de cara limpa, sendo quem é, conservando o mesmo discurso e o defendendo sem meias palavras. Disse que policial que matasse bandido armado mereceria medalha; falou com firmeza contra a erotização de crianças nas escolas e contra o kit-gay; expôs a hipocrisia do discurso de igualdade de gêneros quando disse que os salários dos dois apresentadores do Jornal Nacional era maior para Bonner (Renata Vasconcelos se perdeu totalmente nessa hora...); citou textualmente as palavras de Roberto Marinho sobre a “revolução democrática de 1964 feita pelos militares” (os filhos de Roberto Marinho não honraram as suas palavras como Bolsonaro o fez); sobre Paulo Guedes, diante da insistência de Bonner sobre problemas eventuais na relação de ambos, Bolsonaro alfinetou o entrevistador falando sobre casamento, juramento de fidelidade eterna e separação, invocando indiretamente no imaginário feminino a figura de Fátima Bernardes; e fez um encerramento redondo com todos os valores que defende.

Com mais uma entrevista dessas, Bolsonaro ganha no primeiro turno, eleito com a ajuda da Rede Globo e de seus editoriais tolos. Como eu disse ontem, a melhor estratégia era tirar aquele ar de superioridade da dupla do JN, quebrar a falsa neutralidade, atacar a hipocrisia do discurso politicamente correto. Bolsonaro fez com sobras o dever de casa: não se combate criminosos armados com rosas..., não se sai bem de uma sabatina dessas sem tratar os entrevistadores como adversários que querem sangrar a sua imagem. Bolsonaro fez isso e saiu muito bem.

É simplista a afirmação que a criminalidade se combate na bala. Bolsonaro diz algo que a intelectualidade tenta fazer cara de horror, mas que a indignação das vítimas da violência armada pedem: em épocas brutais, pulso. Bolsonaro se porta como macho alfa em um cenário político de invertebrados, de discursos empolados ou de conversa econômica cansativa, de números estranhos à realidade das dores dos viventes em favelas, subúrbios e grotas.

Sinceramente, Bolsonaro saiu maior do que entrou no estúdio do JN. Devorou Bonner e Renata, simplesmente porque os tratou como infantes engomadinhos. E é o que a maioria pensa e acha. Deu certo!

(Recebi via WhatsApp)

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“EU NÃO VOU DIZER UMA PALAVRA SOBRE ISSO”

31 de agosto de 2018 
♦  Roberto de Mattei *

“Eu não vou dizer uma palavra sobre isso.” Com esta frase, pronunciada em 26 de agosto de 2018 no voo de volta de Dublin a Roma, o Papa Francisco [foto abaixo] reagiu às impressionantes revelações do arcebispo Carlo Maria Viganò [foto acima], que o colocavam diretamente em causa. Para a jornalista Anna Matranga (NBC), que lhe perguntara se era verdade o que foi escrito pelo ex-núncio nos Estados Unidos, o Papa respondeu: “Li essa declaração esta manhã. Eu a li e sinceramente tenho que lhe dizer isso, para você e para todos aqueles que estão interessados: leia, cuidadosamente, a declaração e faça seu próprio julgamento. Não vou dizer uma palavra sobre isso. Eu acredito que a declaração fala por si, e você tem capacidade jornalística suficiente para tirar conclusões. É um ato de confiança: quando tiver passado algum tempo e você tiver tirado conclusões, talvez eu fale. Mas eu gostaria que sua maturidade profissional fizesse esse trabalho: vai te fazer bem, de verdade. Fica bem assim.”

Um arcebispo rompe o clima de silêncio e conivência e denuncia, com nomes e circunstâncias específicos, a existência de uma corrente filo-homossexual favorável a subverter a doutrina católica em relação à homossexualidade” e a presença de “redes de homossexuais difundidas atualmente em muitas dioceses, seminários, Ordens religiosas, etc.”, que “encobrem o segredo e a mentira com o poder dos tentáculos de um polvo e esmagam vítimas inocentes, vocações sacerdotais e estrangulam toda a Igreja”. Diante dessa voz corajosa que rompe o silêncio, o Papa Francisco se cala e confia aos meios de comunicação de massa a tarefa de julgar segundo seus critérios políticos e mundanos, muito diferentes dos critérios religiosos e morais da Igreja. Um silêncio que parece ainda mais grave do que os escândalos revelados pelo arcebispo Viganò.

Esta lepra se desenvolveu após o Concílio Vaticano II [foto abaixo, à dir.], como resultado de uma nova teologia moral que negava os absolutos morais e reivindicava o papel da sexualidade fora do casamento, hétero e homossexual, considerada como um fator de crescimento e desenvolvimento da pessoa humana. A homossexualização da Igreja se espalhou nos anos setenta e oitenta do século XX, como testemunha o livro, meticulosamente documentado, do padre Enrique Rueda, The Homosexual Network: Private Lives And Public Policy [A rede homossexual: vidas privadas e políticas públicas], publicado em 1982 [foto abaixo, à esq.].

Para se entender como a situação não fez desde então senão agravar-se, é essencial ler o estudo Homossexualidade e sacerdócio — O nó górdio dos católicos? (PoznańTheological Studies, 31, 2017, pp. 117-143), pelo Prof. Andrzej Kobylinski, da Universidade Cardeal Stefan Wyszynskide Varsóvia (https://journals.indexcopernicus.com/api/file/viewByFileId/261531.pdf). Kobylinski cita um livro intitulado The Changing Face of the Priesthood: A Reflectionon the Priest’sCrisis of Soul [A face mutante do sacerdócio: uma reflexão sobre a crise de alma do sacerdote], de Donald Cozzens, Reitor do Seminário em Cleveland, Ohio, onde o autor diz que, no início do século XXI, o sacerdócio tornou-se uma “profissão”, eminentemente exercida por homossexuais, podendo-se falar de um “êxodo heterossexual do sacerdócio”.

Há um caso emblemático que Kobylinski recorda — aquele do arcebispo de Milwaukee (Wisconsin), Rembert Weakland, aclamado expoente da corrente progressista e “liberal” americana: “Weakland encobre, há décadas, casos de abuso sexual de padres, apoiando uma visão da homossexualidade contrária à do Magistério da Igreja Católica. No final do exercício episcopal, ele também deu um desfalque enorme, roubando quase meio milhão de dólares dos cofres de sua arquidioce separa pagar seu ex-parceiro que o acusava de assédio sexual. Em 2009, Weakland fez o seu ‘coming out’, publicando uma autobiografa intitulada A Pilgrimin a Pilgrim Church [Um peregrino em uma Igreja peregrina], na qual ele admitiu ser homossexual e ter tido durante décadas relações sexuais seguidas com muitos parceiros. Em 2011, a Arquidiocese de Milwaukee foi forçada a declarar falência, devido ao alto custo das indenizações devidas às vítimas de padres pedófilos”.

Em 2004 apareceu o John Jay Report [título baseado no nome da seção especializada em justiça penal da Universidade da Cidade de Nova Iorque, que o preparou], documento preparado a pedido da Conferência Episcopal Americana, no qual foram analisados todos os casos de abuso sexual de menores por padres e diáconos católicos nos EUA nos anos 1950-2002. “Este documento de quase 300 páginas tem um valor informativo extraordinário — escreve Kobyliński. O John Jay Report demonstrou a ligação entre a homossexualidade e o abuso sexual de menores pelo clero católico. De acordo com o relatório de 2004, na grande maioria dos casos de abuso sexual, não é uma questão de pedofilia, mas de efebofilia, ou seja, uma perversão que não consiste em atração sexual pelas crianças, mas por adolescentes na puberdade. O John Jay Report mostrou que cerca de 90% dos padres condenados por abuso sexual infantil são padres homossexuais”.

Portanto, o escândalo de McCarrick não é senão o último ato de uma crise que vem de longe. No entanto, na Carta do Papa ao Povo de Deus, e ao longo de sua jornada na Irlanda, o Papa Francisco nunca denunciou essa desordem moral. O Papa acredita que no abuso sexual pelo clero o principal problema não é a homossexualidade, mas o clericalismo. Referindo-se a esses abusos, o historiador progressista Alberto Melloni escreve que “Francisco finalmente confronta o crime no plano eclesiológico: e o confia àquele agente teológico que é o povo de Deus. Ao povo Francisco diz sem rodeios que é o‘clericalismo’ que incubou essas atrocidades, não um excesso ou uma insuficiência de moral” (La Repubblica, 21 de agosto de 2018).

“Lecléricalisme, voilà l’ennemi!” — “O clericalismo, eis o inimigo!” A famosa frase pronunciada em 4 de maio de 1876 na Câmara de Deputados francesa por Léon Gambetta (1838-1882), um dos expoentes máximos do Grande Oriente da França, poderia ser adotada pelo Papa Francisco. Essa frase, no entanto, é considerada a palavra de ordem do laicismo maçônico do século XIX e foi por sua aplicação que os governos da Terceira República Francesa realizaram nos anos seguintes um programa político “anticlerical” que teve como etapas a laicização completa do ensino, a expulsão dos religiosos do território nacional, o divórcio, a abolição da concordata entre a França e a Santa Sé.

O clericalismo de que fala o Papa Francisco é aparentemente diferente, mas no final das contas ele corresponde àquela concepção hierárquica tradicional da Igreja, que foi combatida ao longo dos séculos pelos galicanos, pelos liberais, pelos maçons e pelos modernistas. Para reformar a Igreja, purificando-a do clericalismo, o sociólogo italiano Marco Marzano sugere ao Papa Francisco este caminho: Pode-se, por exemplo, começar a retirar completamente dos párocos o governo das paróquias, privando-os das funções de governo (financeiro e pastoral) absoluto e monocrático das quais se beneficiam hoje. Introduzindo um elemento importante de democracia, poder-se-ia tornar os bispos elegíveis. Poder-se-ia fechar os seminários, instituições da Contra-Reforma nas quais o clericalismo como espírito de casta é ainda hoje exaltado e cultivado, substituindo-os por estruturas de formação abertas e transparentes. Pode-se, sobretudo, suprimir a regra sobre a qual o clericalismo na maioria das vezes se funda hoje (e que é também a base da grande maioria dos crimes sexuais do clero), que é o celibato obrigatório. É justamente a suposta castidade do clero, com todo o corolário de pureza e sacralidade sobre-humana que a acompanha, que estabelece a premissa principal do clericalismo” (Il Fatto quotidiano, 25 de agosto, 2018).

Quem quer eliminar o clericalismo, quer de fato destruir a Igreja. E se, em vez disso, se entende o clericalismo como o abuso de poder exercido pelo clero quando abandona o espírito do Evangelho, não há clericalismo pior do que o daqueles que renunciam a estigmatizar pecados gravíssimos como a sodomia e deixam de recordar que a vida cristã deve necessariamente terminar no céu ou no inferno.

Nos anos seguintes ao Vaticano II, grande parte do clero abandonou o ideal da realeza social de Cristo e aceitou o postulado da secularização como um fenômeno irreversível. Mas quando o Cristianismo se submete ao laicismo, o Reino de Cristo é transformado em um reino mundano e reduzido a uma estrutura de poder. O espírito militante é substituído pelo espírito do mundo. E o espírito do mundo impõe silêncio sobre o drama que a Igreja está vivendo atualmente.
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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 29-8-2018. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

http://www.abim.inf.br/eu-nao-vou-dizer-uma-palavra-sobre-isso/#.W4lzR85KjIU

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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

SER BOM É BOM? - Antonio Nunes de Souza



Deixa em princípio transparecer uma pergunta tola e ingênua, mas, profundamente analisada, chega-se a uma conclusão sábia de que a bondade nunca fez mal a ninguém, em nenhuma das circunstância das nossas vidas!

Infelizmente, a parcimônia com que utilizam esse comportamento, faz com que tenhamos medos e precauções quando estamos lidando com pessoas que não conhecemos de perto, logicamente, dando o mesmo comportamento para a outra pessoa que, talvez já tenha sido uma vítima, tome também seus justos cuidados.

Essas situações corriqueiras do dia a dia, juntamente, com as decepções “tarde e noite”, nos colocam em guardas fechadas, especulando os mínimos detalhes, no sentido das coisas andarem corretamente, não nos dando os aborrecimentos de praxe no futuro.

As já normais faltas de palavras, enganações nas propostas, falhas nas entregas, objetos ou instrumentos fora dos padrões combinados, empresas fictícias, falsos boletos bancários, etc., logicamente, deixam as pessoas apavoradas, aflitas e, completamente, desconfiadas!

Claro que ser bom é muito bom, porém, como ter esse comportamento cheio de lisuras, se sabemos que do outro lado as intenções tem provado, na grande maioria, que são malévolas?

O que jamais devemos fazer é entrar para o bloco dos “sujos”, disputando para ver quem é o mais ruim. Ao contrário, meu amigo! Vamos trabalhar para fazer a esses oportunistas desonestos que, ser ruim, nunca será um vencedor, pois, cedo ou tarde a casa cai e seus esfomeados lucros vão embora da mesma forma que vieram, pois, sempre existirá alguns mais ruins que eles, que não os perdoarão!

Só posso dizer que “ser bom é bom”, inclusive deixando a sua consciência aliviada por estar sendo um exemplo de humanitarismo, solidariedade, respeito e cidadania!


Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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A NOITE DE BOLSONARO NO JN - Anderson Miranda



Texto abaixo de um não eleitor de Bolsonaro até ontem.  Veja com que lucidez ele descreve a noite de Bolsonaro no JN


Hoje a Globo mostrou explicitamente o que todos nós já deveríamos saber: que não tem qualquer interesse  nas melhorias que o país precisa. Provou que não tem nenhum compromisso com a (imensa) responsabilidade social que carrega como formadora de opinião. 

Apresenta uma "entrevista" com o atual principal candidato à Presidência da República  e, ao invés de extrair dele os seus projetos de governo, tenta desqualificá-lo com afirmações que em nada ajudam ao eleitor indeciso o saneamento das dúvidas sobre as propostas de determinado candidato, tal qual um bom debate eleitoral exige. 

Parei pra ouvir os planos do candidato para os próximos 4 anos do país, e o que me apresentaram foi um show de horrores.

O que eu vi foram dois fantoches querendo desesperadamente, e com toda a parcialidade do mundo, promover uma pseudo-entrevista  claramente direcionada para desconstruir uma candidatura. Foi enojante.

Todos sabem minha opinião sobre Jair Bolsonaro. Não tem, tampouco terá meu voto. 

Porém, hoje ele fez com a rede Globo o que muitos de nós temos vontade, mas nunca teremos oportunidade: fez o maior veículo de comunicação do país passar vergonha em seu principal jornal, ao vivo e sem cortes, e em horário nobre. Colocou Bonner e Renata literalmente no bolso. Recolocou a imagem da Globo no lugar de onde jamais deveria ter saído: na lama.

Sem partidarismo ou ideologia política, lavou a alma dos brasileiros. Merece minhas sinceras palmas. Hoje ele realmente foi um "mito".

Autor: Anderson Miranda


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ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Mágoas do coração - Marcial Salaverry



Quanta tristeza e revolta existe dentro de um coração magoado... Alguém que sofre por uma paixão não correspondida, é capaz de fazer as maiores loucuras para se vingar daquele que a desprezou.

Se a tentativa de vingança é justa ou não, não cabe aqui discutir.
O que se deve ponderar, é que nenhuma atitude de vingança é racional, principalmente nesses casos de amor não correspondido, pois da mesma maneira que uma pessoa se apaixona por alguém, esse alguém pode não se apaixonar por ela. Em não havendo a reciprocidade de sentimentos, nada há para se fazer.

De nada adianta insistir, implorar, muito menos brigar. Se por um motivo qualquer não se conseguiu conquistar o coração de alguém... a única solução será esquecer esse alguém... procurar varrê-lo da memória, pois quanto mais ficar falando nessa pessoa, mais ela estará presente em sua cabeça, e mais dificilmente será esquecida.
A atitude mais lógica num caso desses, certamente será procurar esquecer quem não quis seu amor, e simplesmente continuar a viver sua vida normal.

Para esquecer uma mágoa de amor, nada melhor do que outro amor... ajuda a esquecer bem depressa. Poder-se-á argumentar que os amores não estão aí, à disposição, para serem colhidos.

Certo, mas se ficarmos apenas curtindo a "dor de cotovelo", e procurando descobrir maneiras para "ferrar" o culpado de nossa tristeza, será mais difícil ainda esquecê-lo.
Então o melhor é sair de vez de sua vida, e que esse alguém siga sua existência em paz.

Quanto mais tentativas fizermos para prejudicá-lo, mais estaremos mostrando o tamanho de nossa mágoa, e mais nossos inimigos estarão "curtindo" nossa infelicidade.

Uma atitude superior é o que se impõe. Estufar o peito, empinar o nariz, e ir em frente. Será muito mais fácil esquecer de tudo, e "curar" o coração magoado.

Um sábio provérbio oriental diz: "Um coração alegre não precisa de remédios".

Essa é a atitude mais sábia... Bola pra frente na vida. Outros amores virão. Se por acaso não vierem, o coração estando alegre, será muito mais fácil conquistarmos o amor que mais nos interessa, que é o amor próprio. Este é o maior amor que devemos ter e cultivar.

Sentimentos de ódio e de rancor só trazem dor e mágoa, e além disso, atrapalham a volta da alegria ao coração, e esta faz muita falta, não tenham a menor dúvida.

Não resta a menor dúvida de que esses sentimentos de vingança acabam por envenenar a alma, impedindo-nos de raciocinar com clareza, pois uma atitude violenta, sempre poderá gerar uma resposta idêntica, transformando o que seria um simples desentendimento, num campo de batalha, nunca trazendo bons resultados para quem quer que seja.

Sabendo acalmar nosso furor, poderemos pensar melhor, chegando facilmente à conclusão de que atitudes negativas não conduzirão a nada de bom. De que nos servirá ver o "inimigo" destruído? Nossa mágoa não estará curada com isso... pelo contrário, estará sempre presente na nossa ideia, enquanto arquitetamos planos maquiavélicos para derrubar outra pessoa.

Ora, o sol nasceu pra todos. Todos têm o mesmo direito à vida. Vamos deixar que cada qual viva sua vida, e vivamos a nossa numa boa, em paz, sem nos preocuparmos se fulano ou sicrano está bem ou mal. Curtamos nossa existência, vivamos em paz, que logo todas as mágoas serão esquecidas, e logo teremos "alegria no coração", não nos fazendo mais falta o amargo remédio da vingança.

Bem, com essa ideia na cuca e com muita alegria no coração, quero convidar todos os amigos e amigas a um brinde com a melhor das bebidas que existe... uma gostosa "Batida de Amor e Compreensão". Gostosa, e faz um tremendo bem para o coração e o espírito, não tenham a menor dúvida...

Depois do aperitivo desses, fica mais fácil ter UM LINDO DIA...


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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

OSMAN LINS É O TEMA DA PALESTRA DE ENCERRAMENTO DO CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘CADEIRA 41’



A Academia Brasileira de Letras encerra seu ciclo de conferências do mês de agosto, intitulado “Cadeira 41”, com palestra do escritor e jornalista Hugo de Almeida, sob coordenação da Acadêmica Ana Maria Machado. O tema escolhido foi Osman Lins, 40 anos depois, mais atual.

Serão fornecidos certificados de frequência.

Hugo de Almeida adiantou que, em sua palestra, abordará desde os primeiros passos de Osman Lins como autor de Avalovara e Lisbela e o prisioneiro, no interior de Pernambuco, até a consagração como grande escritor brasileiro, traduzido em vários países.

 Osman Lins viveu apenas 54 anos, mas deixou rica e vasta obra, de gêneros diversos – conto, romance, teatro, ensaio. Tratarei, sobretudo, da atualidade da ficção osmaniana, de sua fortuna crítica, a partir da estreia com O visitante, em 1955, romance premiado pela ABL, até A rainha dos cárceres da Grécia, publicado em 1976, dois anos antes da morte do autor. E, claro, refletir sobre a questão do Ciclo de Conferências “Cadeira 41”: Osman Lins na Academia?”

O CONFERENCISTA

O escritor e jornalista Hugo Almeida é doutor em Literatura Brasileira pela USP, com tese sobre o romance A rainhados cárceres da Grécia, de Osman Lins. Publicou mais de dez livros de ficção. Também organizou e prefaciou o volume de ensaios Osman Lins: o sopro na argila, lançado em 2004, em homenagem aos 80 anos de nascimento do romancista pernambucano. Em 2014, organizou, com Rosângela Felício dos Santos, Quero falar de sonhos, volume de artigos críticos de Osman Lins anteriores a Avalovara. Em 2016, publicou a coletânea de contos Nove, novena: variações, pelos 50 anos das narrativas osmanianas.

24/08/2018



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