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terça-feira, 6 de março de 2018

ACONTECIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS SÃO DESTAQUES EM CIRCULANDO O MUNDO


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Odilia Maria Portugal Guimarães, brasileira, residente em Niterói (RJ), é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), licenciada em História, Geografia e Sociologia, professora aposentada da rede estadual (RJ) e particular e escritora, com dois livros publicados: “Circulando o Mundo” e “Conversando com Antepassados”.

“É ser um incentivo para que as pessoas acreditem que muitas vezes, diferentemente do que parece, nem tudo está perdido. E que a vida pode nos surpreender com acontecimentos misteriosos e extraordinários.”
Boa Leitura!

Escritora Odilia Portugal, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a escrever sobre fatos reais?

Odilia Portugal - Em primeiro lugar sou grata pela oportunidade de poder falar sobre  meu trabalho nesta revista. Mesmo tendo exercido o cargo de professora durante muitos anos lecionando história e geografia, na verdade me considero uma estudante. Uma estudante da vida, por um viés espiritual, que procura conhecer os mistérios e a força que movimenta e sustenta cada um de nós. A realidade da vida é, por si só, fonte inesgotável de lições e ensinamentos, e alguns acontecimentos merecem ser contados.

Como vem sendo a seleção de histórias a serem escritas?

Odilia Portugal - Inicialmente, resolvi relatar acontecimentos fortes ocorridos comigo mesma. Na sequência, alguns amigos me contaram momentos difíceis que viveram, em que se apresentaram soluções inesperadas e misteriosas. Em seguida, comecei a pesquisar, em outras fontes, acontecimentos milagrosos e extraordinários. Quando percebi já havia escrito alguns contos então publiquei meu primeiro livro.

Baseado em fatos reais você tem publicado o livro de contos “Circulando o Mundo”. Apresente-nos a obra.

Odilia Portugal - É uma obra de ficção, inspirada em acontecimentos reais que a mim chegaram de alguma forma. São narrados alguns milagres, mistérios ou acontecimentos extraordinários. As circunstâncias, nomes, lugares e datas são fictícios; só a essência, a modificação da realidade e a transformação ocorrida são reais. O que existe em comum entre os contos é o encantamento, o inexplicável, o inesperado e a gratidão.

Sabemos que cada texto apresentado na obra tem um pouco da Odilia Portugal. Apresente-nos a história de um dos textos publicados como exemplo.

Odilia Portugal - O estudo da espiritualidade se tornou fundamental para mim depois de uma viagem que fiz ao Norte do Brasil, há alguns anos, em circunstâncias permeadas de mistérios. Este encontro com a espiritualidade é relatado no conto “Circulando o Mundo”, porque é impossível eu falar de acontecimentos extraordinários sem me lembrar que também vivenciei alguns deles. Outros dois contos: “Lago do Arara” e “Um dia e o Rei” são também momentos especiais vividos por mim. Nestes casos alguns nomes são trocados, mas as histórias são verdadeiras, exatamente como são narradas.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de “Circulando o Mundo”?

Odilia Portugal - Meu principal objetivo, com esses contos, é lembrar que muitas coisas que acontecem estão além da compreensão racional e materialista. É a alegria de ver a vida movimentada por uma força que circula o mundo e que é invisível aos olhos materiais. É ser um incentivo para que as pessoas acreditem que muitas vezes, diferentemente do que parece, nem tudo está perdido. E que a vida pode nos surpreender com acontecimentos misteriosos e extraordinários.

Além de “Circulando o Mundo”, você publicou “Conversando com antepassados”. Apresente-nos a obra.

Odilia Portugal - Trata-se de um romance no qual é narrada a vida de uma mulher cuja família veio do Líbano no início do século passado, e que teve uma infância muito difícil a começar pelas palavras de maldição proferidas no dia de seu nascimento pelo próprio pai. Uma história de superação, lutas e vitórias.

Qual a relação de “Conversando com antepassados” com a doutrina espírita?

Odilia Portugal - Podemos dizer que tem uma relação com a doutrina espírita, porque fala de causa e efeito, perdão, superação, lutas e vitórias. Existe um trecho: “quando uma criança está para nascer toda a família e amigos se preparam para recebê-la, é uma alegria. Quando o espírito precisa desencarnar, outros esperam por ele do outro lado, há uma preparação também. Deus não o abandona, manda seus mensageiros de luz para receber com amor e carinho o espírito no plano invisível”. Por aí podemos ver a existência do viés espiritual. Na verdade, “Circulando o Mundo” tem mais a ver com a doutrina espírita, porque nele falo claramente de manifestações espirituais. Mas nenhum dos dois é vinculado a qualquer religião, mesmo eu sendo uma estudante da alta espiritualidade.

Onde podemos comprar seus livros?

Odilia Portugal - Meus livros foram publicados com meus próprios recursos e não estão disponíveis em livrarias por não achar interessante as propostas por elas oferecidas. Podem ser pedidos pelo e-mail circulando.omundo@gmail.com pelo qual são dadas mais informações.

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Odilia Portugal - Continuar escrevendo textos que sejam agradáveis, tragam boas mensagens e auxiliem a refletir sobre a vida e seus mistérios. No momento estou preparando um livro com novos contos e crônicas e trabalhando no blogdequemeomundo.com.br.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Odilia Portugal. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Odilia Portugal - Agradeço a oportunidade de divulgar meu trabalho, convidando a todos a lerem meus livros e a interagirem no blog. Existem palavras tais quais “sempre” e “nunca”, entre outras que, a meu ver, devem ser usadas com muito critério, porque a vida pode se expressar em mistérios e nos surpreender...

Serviços:
Blog:dequemeomundo.com.br

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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DOM CESLAU STANULA - Concilio Vaticano II


01/03/2018

Dos 21 Concílios Ecumênicos, todos importantes, mais próximo de nós foi o Vaticano II.
Chama-se Vaticano II, porque se realizou no Vaticano e foi o segundo realizado no Vaticano. O Primeiro foi na Basílica de S. Pedro, entre 1869 e 1870, convocado pelo papa Pio IX. Teve que encerrar os trabalhos por força da ocupação de Roma pelas tropas de Garibaldi. O Segundo foi inaugurado no dia 11 de outubro de 1962, pelo Papa São João XXIII. Participaram mais de 2.000 bispos do mundo inteiro, Superiores Gerais das Congregações e Ordens religiosas, além dos peritos em várias áreas de ciência, e principalmente em teologia, e observadores das outras denominações religiosas.

O objetivo desse Concilio foi apresentar todo o deposito de fé, toda a revelação divina em forma accessível às exigências do nosso tempo, por isso teve caráter prevalentemente pastoral.
O Concílio foi encerrado no dia 08 de dezembro de 1965. (continuaremos).

Com o a benção e a minha oração. Uma serena e repousante noite.
Dom Ceslau
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02/03/2018
O fruto dos trabalhos do Vaticano II.

Com a preocupação de não modificar a doutrina, mas  comunica-la através de uma formulação mais clara que atinja o homem de hoje, os padres conciliares se  dedicaram ao estudo,  discussões, consultas etc., para finalmente votar as propostas que expressavam a integridade e unidade na fé para serem promulgadas como documentos conciliares.

Todo este trabalho frutificou em 16 documentos divididas em três categorias: 04 constituições, 03 declarações e 09 decretos.

As Constituições expõe verdades de fé e os elementos essenciais da Igreja: a Sacrosanctum Concilium (sobre a Liturgia); a Lumen Gentium (sobre a Igreja); a Dei Verbum (sobre a revelação divina); a Gaudium et Spes (relação da Igreja com o mundo moderno).

 As Declarações expõe a visão da Igreja sobre determinadas questões importantes da sociedade: a Gravissimum Educationis (sobre a educação católica); a Nostra Aetate (da relação entre a Igreja e os não-cristãos); a Dignitatis Humanae (questão da liberdade religiosa).

Os Decretos apresentam as normas disciplinares e pastorais que nasceram da reflexão conciliar: o Unitatis Redintegratio (do Ecumenismo); o Orientalium Ecclesiarum (das igrejas orientais católicas); o Optatam Totius (da formação dos presbíteros); o Perfectae Caritatis (sobre a vida religiosa); o Christus Dominus (os bispos); o Apostolicam Actuositatem (trata do apostolado dos leigos); o Ad Gentes (a atividade missionária da Igreja); o Presbyterorum Ordinis (da vida do presbítero); e, o Inter Mirífica (trata de meios de comunicação social). (continuará).

Deus te abençoe. Com a minha oração. Uma boa e repousante noite.
Dom Ceslau.
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03/03/2018
A minha reflexão de ontem precisa de um esclarecimento.

A língua oficial da Igreja Católica continua o LATIM.

Por isso todos os documentos da Igreja levam o título das primeiras palavras como inicia o documento em Latim. Por exemplo: a Exortação Apostólica sobre o amor na família do Papa Francisco, inicia em latim assim:

“Amoris laetitia quae in familiis viget laetitia est quoque Ecclesiae” isto é “Alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja”. E o documento está hoje conhecido no mundo inteiro por: Amoris Laetitia (e a abreviação: AL). Por isso ontem coloquei os documentos conciliares do Vaticano II em Latim e tradução em português, o que, pode ser, dificultou entendimento do meu pensamento. Mas isto foi importante, porque as abreviações que vamos encontrar nos textos quaisquer serão em Latim. Por ex. LG = Lumen Gentium a (Constituição do Vaticano II sobre a Igreja).

Com a minha benção e oração, uma boa noite e ótimo fim da semana.
Dom Ceslau.

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Continuação das reflexões
05/03/2018

Faz três anos que celebramos 50 anos do encerramento do Vaticano II. Mas ainda falta muito para que as orientações e a luz que foi acesa na BB Igreja para “ventilar a Igreja” – como dizia o Papa São João XXIII fossem introduzidas plenamente.

O Papa Francisco ao iniciar o seu pontificado disse: “quero a Igreja pobre para os pobres”. Coincidentemente, há 50 anos antes o Papa São João XXIII teve a mesma ideia e da mesma forma se expressou. Muitas mudanças foram introduzidas, depois do Concilio Vat II na América Latina e no Brasil.
Muitas mudanças entraram radicalmente. Surgiram CEBs (Comunidades Eclesiais de Base).

Propagaram-se inúmeros movimentos, como os Cursilhos, ECC, o Treinamento de Liderança Cristã (TLC), a Renovação Carismática Católica (RCC), o Neocatecumenato, Focolares, Equipes de Nossa Senhora, etc.

É o novo vento do Espírito Santo que começou a soprar a partir o Vaticano II. Mas ainda falta muito para chegarmos para uma plena renovação na Igreja segundo a vontade de Jesus.  É a nossa tarefa de todos: leigos e cristãos ordenados.

Dediquei, mas tempo para a reflexão sobre Vaticano II para que todos, principalmente os leigos, tivessem mais clara a ideia o que foi este Vat. II, e a sua importância para a renovação da vida na Igreja.

Com a benção e oração. Boa noite.
Dom Ceslau.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.

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segunda-feira, 5 de março de 2018

OSCAR 2018: ‘A FORMA DA ÁGUA’, VENCEDOR DA NOITE, LEVA OSCAR DE MELHOR FILME


Ao todo, filme levou quatro estatuetas, incluindo a de melhor diretor, para o mexicano Guillermo Del Toro

Por Redação
5 mar 2018

Cena do filme 'A Forma da Água', de Guillermo del Toro (Reprodução/Divulgação)

Ao contrário de filmes como Corra!, com suas viradas assustadoras, o Oscar comemorou seus 90 anos com uma festa-padrão. Apesar de todo o clima político que cercava o evento, não houve discursos arrebatados — Frances McDormand foi a honrosa e maravilhosa exceção — nem surpresas na distribuição dos prêmios. A Forma da Água, do mexicano Guillermo Del Toro, fez aquilo que se esperava dele e levou a maior parte das estatuetas da noite, incluindo as de melhor filme e diretor.
Em um discurso em que lembrou que é imigrante — e desterrado –, o mexicano Guillermo Del Toro procurou insuflar coragem e esperança. “Quando criança, eu via filmes no México e achei que isso nunca fosse acontecer comigo. Chutem a porta e façam acontecer”, disse, com a estatueta principal do Oscar nas mãos.

Dunkirk ficou em segundo lugar em número de prêmios, com três estatuetas de categorias técnicas. Três Anúncios para um Crime, cotado para o principal troféu da noite, ganhou nas categorias de melhor atriz, para Frances McDormand, e ator coadjuvante, com Sam Rockwell. Viva – A Vida É uma Festa, Blade Runner 2049 e O Destino de uma Nação ficaram, cada um, com duas estatuetas. O último ganhou em melhor maquiagem e deu a Gary Oldman seu primeiro Oscar de melhor ator. Viva levou os prêmios de melhor animação e trilha sonora.

Entre os demais indicados, destacaram-se Me Chame pelo Seu Nome (melhor roteiro adaptado), Corra! (roteiro original) e Trama Fantasma (figurino).

Jimmy Kimmel, muito mais bem comportado e contido neste ano do que em 2017, chegou a mencionar a questão do assédio sexual logo no início da festa. Ao encarar uma réplica gigante da famosa estatueta dourada, brincou, “Não tem pênis, este é o homem ideal para esta cidade (Los Angeles)”. Em seguida, citou nominalmente Harvey Weinstein, o superprodutor acusado de assédio e estupro por dezenas e dezenas de mulheres.

Neste sábado, o prêmio Framboesa de Ouro, espécie de paródia do Oscar, incluiu Weinstein entre os “mortos de 2017”.


Ligue o vídeo abaixo:

 “Do mestre contador de histórias Guillermo del Toro, vem A FORMA DA ÁGUA - um conto de fadas dos mais imaginativos ambientado no cenário dos Estados Unidos na época da Guerra Fria, por volta de 1962. No laboratório secreto e de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa (interpretada por Sally Hawkins) vive presa em uma vida de isolamento. Sua vida muda para sempre quando ela e a colega Zelda (interpretada por Octavia Spencer) descobrem uma experiência secreta. Também estão no elenco Michael Shannon, Richard Jenkins, Doug Jones e Michael Stuhlbarg."

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PACIFICAÇÃO - Rosiska Darcy de Oliveira


Pacificação


A intervenção das Forcas Armadas na segurança do Rio, bem ou mal recebida, é um fato consumado.

É muito possível que a decisão sobre a intervenção tenha atendido aos baixos interesses políticos de um presidente em agonia e seus acólitos contumazes que, mais que tudo, temem a prisão. A ninguém surpreenderia uma manobra fria e manipuladora urdida nos porões do Jaburu.

Muitas das reações contrárias à intervenção obedecem à mesma lógica do interesse político, perguntando quem ganha e quem perde em seus cálculos eleitoreiros. Lula chamou a atenção para as oblíquas pretensões eleitorais do presidente. Bolsonaro bravateou que ninguém roubará sua bandeira, como se a segurança tivesse dono. O interesse político há muito se dissociou do interesse público. A população só é visível quando as pesquisas de opinião traduzem as tragédias em prováveis votos futuros.

Do ponto de vista da população desamparada por serviços públicos em frangalhos, sofrendo na carne a violência, a questão é saber se este fato consumado será o ponto de inflexão, o freio no descontrole da segurança pública sensível no aumento da violência, territórios dominados pelo tráfico e paralisia da polícia minada pela corrupção. Ou uma bala de prata que, errando o alvo, provoque o efeito contrário, a aceleração de todos esses processos nefastos.

Estamos, portanto, diante de uma situação de altíssimo risco em que não cabem precipitações que ponham tudo a perder. Inteligência, perseverança, bom senso e capacidade de escuta serão necessários aos responsáveis da intervenção.

Se a intervenção na segurança fracassar, uma sociedade convivendo com a barbárie no seu cotidiano, tomada pela exasperação, poderia recorrer a uma candidatura truculenta que aumentaria o caos, levando de cambulhada direitos e liberdades.

Há uma aposta possível na capacidade operacional deste Exército brasileiro que, nas palavras do fundador do Viva Rio, Rubem César Fernandes, que trabalhou com os militares na bem-sucedida missão de paz no Haiti, se reinventa como força de estabilização e de pacificação. Pacificação é o que se espera das Forças Armadas no Rio de Janeiro.

A intervenção na segurança pública tem motivado em pessoas desesperadas com a espiral da violência uma retórica guerreira.
Reação explicável por um imenso cansaço, pelo desgaste das esperanças e pela confessa incapacidade do governo do estado de defender a população contra o crime organizado, encastelado em territórios ocupados, e contra o crime desorganizado que se espalha, epidêmico, em um ambiente propício de desordem e impunidade. E pelo medo com boas razões partilhado por toda a população. Essa retórica guerreira, no entanto, seria como apagar um incêndio com gasolina. O desespero, ainda que compreensível, é péssimo conselheiro.

As Forças Armadas estão assumindo uma grave responsabilidade. Se a intervenção na segurança pública for, de fato, um impulso na reconstrução do Rio, a dimensão policial e militar precisará ser completada por um leque muito mais amplo de ações sociais, como há anos vem sendo dito e redito por todos que se debruçam seriamente sobre o desafio da segurança.

Escolas, creches, postos de saúde, trens e ônibus dependem para funcionar da garantia da ordem pública. No caos em que estamos vivendo, restabelecer a ordem pública, reduzir a violência e estancar a corrupção é o começo,o meio e o fim do processo de pacificação.

A atitude da população do Rio não pode ser a de vítima inerte ou espectadora atenta. Sua participação não atenderá a uma receita que alguém lhe dê como tarefa. Cabe a ela mesma a autoria de suas iniciativas.

A expectativa positiva da maioria da população coexiste com a desconfiança, em muitos, de que a legítima aspiração à paz seja mais uma vez frustrada. Os fatos falarão por si. A confiança se constrói no tempo. O monitoramento das operações de pacificação é essencial na construção da confiança.

Este é o papel das lideranças comunitárias, da mídia e de todos aqueles que, na democracia, têm o direito de opinar sobre o que afeta suas vidas. Quanto maior a interação entre os militares e a população, melhor, cabendo à Justiça o exercício de sua função de balizamento dos limites da lei, como ocorreu no debate sobre a legalidade do mandado coletivo de busca e apreensão.

O futuro é incerto, sabemos, mas é sempre pelas brechas da incerteza que a esperança se infiltra. O Rio de Janeiro é resistente. Agora, mais do que resistir, é preciso pacificar. Reconhecer a queda, não desanimar e dar a volta por cima.

O Globo, 24/02/2018

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Rosiska Darcy de Oliveira - Sexta ocupante da cadeira 10 da ABL, eleita em 11 de abril de 2013. É escritora e ensaísta. Sua obra literária exprime uma trajetória de vida. Foi recebida em 14 de junho de 2013 pelo Acadêmico Eduardo Portella, na sucessão do Acadêmico Lêdo Ivo, falecido em 23 de dezembro de 2012.


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domingo, 4 de março de 2018

ATAQUE A UMA FAZENDA - Carlos Pereira Filho


Ataque a uma fazenda


            Houve um comentário geral e depois o silêncio. João Borges tinha executado Henrique Félix, penhorado e tomado a sua fazenda, alguns quilômetros acima de Itabuna.

            Ninguém se conformava com o silêncio e a resignação de Henrique Félix, um homem tão barulhento e tão valente, que perdera a fazenda e nada fizera. Algumas pessoas afirmavam que tomara medo da jagunçada de João Borges, outros que recebera dinheiro, por fora, e muitos diziam que Henrique Félix estava preparando, calmamente,  a resposta e que esperassem o que sucederia com João Borges.

            Passaram-se dias. João Borges foi morar na fazenda, com a família. Tranquilamente desfrutava o clima maravilhoso da fazenda e apreciava a paisagem magnífica do local.

            Tropas de burros subiam e desciam pela estrada que, beirando o rio, passava na frente da casa grande da fazenda. João Borges, homem ativo, gostava daquele movimento e contemplava as nuvens de poeira que os burros levantavam no seu trote. Aquela estrada era a principal de Itabuna, ligava o seu centro comercial ao seu centro produtor, até o sertão. Era um trecho da velha estrada que Felisberto Gomes Caldeira havia mandado abrir para a ligação do mar, em Ilhéus, ao sertão de Minas.

            Longe do seu espírito estava a ideia de um ataque de surpresa. Amigos que conheciam Henrique Félix, afirmavam a João Borges, que ele estava conformado, nem mais havia tocado no assunto da fazenda.

            Numa madrugada, porém, mal o galo acabara de cantar e o dia de clarear, alguém bateu forte na porta da frente da casa grande. Bateu a primeira e a segunda vez. João Borges perguntou quem era e, de fora, responderam que era de paz, que podia abrir a porta sem susto.

            Entre confiante e inquieto, confiante na mansidão da voz, inquieto, pensando no inimigo, João Borges abriu a porta da casa grande. Um susto tremendo o estremeceu, dos pés à cabeça. Henrique Félix, em pessoa, acompanhado da jagunçada foi entrando casa adentro e atirando.

            Um pânico estabeleceu-se, com mulheres gritando, em ataques, chorando, inclusive visitas, que estavam passando dias na fazenda.

            Henrique Félix foi peremptório e decisivo. Retirassem-se todos, menos João Borges, que tinha contas a ajustar com ele, naquela madrugada.

            Gritos, apelos, lágrimas não comoveram o atacante. Retirassem-se, todos, imediatamente. Num canto da sala, meio encolhido, acobardado, acabrunhado, impotente, sem ação, pálido, com os olhos desmesuradamente abertos e cabelos vermelhos arrepiados, João Borges acompanhava todos os movimentos daquela cena trágica e inesperada, naquela madrugada que indicava ser a última da sua vida.

            Depois que Henrique Félix tangeu de casa, as mulheres de camisolas, com cabelos desgrenhados, mortas de medo, fulminadas pela aspereza daquele ataque selvagem, comandado por um bruto, sem noção de coisa alguma, virou-se para um dos seus “capangas” e ordenou: - Fuzile este homem.

            O capanga, imediatamente, manobrou a repetição e a apontou, contra João Borges.

            Já João Borges estava ajoelhado, no chão, pedindo, implorando, pelo amor de Deus, que não o matasse, não cometesse aquele ato. Ele entregaria a fazenda, não queria mais aquela fazenda, renunciaria a tudo, perderia o dinheiro. Deixassem-no, com a vida, somente com a vida. As lágrimas caíam, o corpo tremia todo, o pavor se estampava na sua face dura de homem duro, conquistador das selvas.

            Henrique Félix riu-se, com aquele seu riso, acanhada o cínico. O “capanga” esperava, somente, a ordem de fazer fogo, de apertar o gatilho. Henrique Félix suspendeu a ordem de fuzilamento. João Borges foi expulso da casa grande e de cabeça baixa, desceu estrada abaixo para Itabuna.

            No dia imediato, o assalto da fazenda, era o assunto forçado das rodas, nas ruas de Itabuna. Na porta da farmácia do Tourinho, a rodinha fazia os comentários. E Tourinho, com aquele espírito que o dominava dizia: esse Henrique Félix é um artista. Levou a melhor.  Naturalmente conseguiu o que desejava do seu credor e desta ou daquela forma ganhou na embrulhada. Também, concluiu, a lição foi boa. Esses usurários, que emprestam dinheiro para ficar com as fazendas alheias, merecem isto mesmo; deveria é ter morrido até.

(TERRAS DE ITABUNA, Cap. XVIII)
Carlos Pereira Filho.

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À MARGEM DA INTERVENÇÃO NO RIO: CRIMINALIDADE, DROGAS E VALORES MORAIS


4 de Março de 2018 
  

Marcos Costa

Caro leitor, qual seria a sua reação se encontrasse em um dos cotidianos de maior tiragem do Brasil, ou, melhor ainda, na recente Campanha da Fraternidade lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), este título: Valores Morais, a solução para a criminalidade e para as drogas!

Valores Morais? Infelizmente, a defesa desses valores não se encontra na Campanha da CNBB.
 Mas vem da área civil, um primeiro lampejo de onde procurar a solução do Brasil contemporâneo.

“El País”, conhecido diário madrilenho, reproduz em sua edição-Brasil, de 27 de fevereiro último, esta frase de Raul Jungmann: “[…] pela frouxidão dos costumes, pela ausência de valores, pela ausência de capacidade hoje de entender os limites entre o que é lícito e ilícito passam a consumir drogas”.

Não é objetivo neste artigo entrar em questões meramente politico-partidárias. Faz parte de nossa meta o retorno aos valores morais, alicerce de toda sociedade, sobretudo da Civilização Cristã.

Foi-se o tempo da Revolução da Sorbonne (1968) com a sua golfada de orgulho e sensualidade: “É proibido proibir”. São 50 anos desde que nossos pais foram deformados pela quebra dos valores morais.

Felizmente, talvez suscitado pela própria Providência Divina, começa a levantar-se no Brasil uma reação sadia — embora não inteiramente explicitada por falta de líderes que a interpretem —, como o demonstraram bem as manifestações gigantescas na capital paulista, no Rio e em incontáveis cidades brasileiras. Sim, nossas manifestações gigantescas não foram apenas para o impeachment de Dilma Rousseff. Os cartazes, as faixas, os slogans clamavam por uma Reconstrução do Brasil [foto ao lado].

Nessa geração que agora acorda e vai tomando força por sua afirmatividade nas Redes Sociais (falo das redes sadias tão odiadas pelo PT e pela mídia de esquerda) está a solução do Brasil.
Solução, sim, se soubermos pautar a nossa conduta pelos eternos e sempre novos valores morais.

O que são e como alimentar os valores morais nessa geração? Isso fica para outra ocasião.



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PALAVRA DA SALVAÇÃO (68)

3º Domingo da Quaresma – 04/03/2018

Anúncio do Evangelho (Jo 2,13-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”
Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”.
Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?”
Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”.
Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?”
Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM:

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Religião sem templos?

“Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo…” (Jo 2,15) 

A Quaresma nos oferece os grandes sinais da vida e da mensagem de Jesus: das tentações (1º. dom.) e transfiguração (2º. dom.) à expulsão dos comerciantes do Templo (3º. dom.). Este terceiro sinal, vinculado com a construção do novo Templo (formado pela vida dos cristãos, unida à vida de Cristo), está no centro da mensagem de Jesus. E revela-se uma ocasião privilegiada para denunciar a tendência da religião cristã em distanciar-se da mensagem de Jesus e deixar-se contaminar pelo poder, pela riqueza, pela vaidade... Todos devemos nos empenhar em destruir muitas coisas do “velho templo” que fomos construindo ao longo da história. 

João, à diferença dos outros evangelistas, situa o relato da expulsão dos comerciantes do Templo no começo do ministério de Jesus. O espaço do Templo tinha se convertido em mercado, e se encontrava dominado pelos comerciantes da religião, vendedores e sacerdotes. Com sua atitude, Jesus combate uma religião que está a serviço do “deus-dinheiro”, deixando de ser mediação de vida, de comunhão e partilha dos bens. Evidentemente, este não é o templo de Jesus, que veio chamar e convocar aqueles que não podem comprar “bois-ovelhas-pombas”. Jesus expulsou os mercadores-vendedores do templo porque estes expulsaram Deus de suas vidas e da realidade cotidiana; queriam ter Deus sob seu controle para se enriquecer com o sagrado. 

Por que este gesto violento de Jesus para com aqueles que dominavam o templo e manipulavam Deus em favor de seus interesses? Porque, para eles, o primeiro e o intocável era “o ritual” e “o sagrado” (com todas as suas consequências). Enquanto que, para Jesus, o primeiro e o intocável, era “o humano” (a vida humana, o respeito ao humano, a dignidade de todos os seres humanos por igual). Jesus se situou do lado da vida e da felicidade dos seres humanos. De fato, as preocupações de Jesus não foram nunca nem as observâncias rituais do templo, nem a inviolabilidade do sagrado, nem a dignidade dos sacerdotes, nem os poderes da religião... As preocupações de Jesus foram: a saúde das pessoas (relatos de curas), a mesa da partilha e da inclusão (relatos de refeições), a reconstrução das relações entre os humanos (o sermão da Montanha). 

Jesus foi um profeta leigo; não foi sacerdote, nem funcionário da religião, nem mestre da lei, nem nada parecido. Mais ainda, Jesus viveu e falou de tal maneira que logo entrou em conflito com os dirigentes da religião de seu tempo, os sacerdotes e os funcionários do Templo, que eram os representantes oficiais do “religioso” e do “sagrado”. 

Se há algo que é claro e é repetido tantas vezes nos Evangelhos é que os “homens da religião” não suportaram o Evangelho de Jesus, centrado na vida e não no Templo. E não o suportaram porque eles   viram, em Jesus, um perigo e uma ameaça aos seus privilégios. Enquanto o projeto deles era defender e manter o Templo com seus ritos e normas, com suas dignidades e privilégios, com seus poderes sobre o povo, o projeto de Jesus centrava-se na cura dos enfermos, na proximidade junto aos mais pobres, aos pequenos, aos pecadores e a todo tipo de pessoas desprezadas e rejeitadas pelos dirigentes religiosos. Tudo isto é o que Jesus privilegiou, inclusive transgredindo as normas da religião, enfrentando os escribas, fariseus, os sacerdotes e atuando com violência contra aqueles que utilizavam o templo como negócio, até convertê-lo em “casa de comércio”. O Compassivo não quer sangue, nem incenso, nem ritos...; quer compaixão, ternura, quer justiça, quer que todos vivam e vivam intensamente. 

Sabemos que em toda religião o determinante está no sagrado. No projeto de Jesus, o centro de tudo está no humano, na dignidade e na felicidade das pessoas, na vida. Jesus não suprimiu o sagrado, mas o deslocou do religioso ao humano. Este é o verdadeiramente sagrado para Jesus. Seu projeto não é projeto “religioso”, mas a vida humana; o central na sua vida não foi o religioso, mas o humano e a humanidade. 

Por isso, Jesus prescindiu do Templo para relacionar-se com Deus. Ele se encontrava com o Pai não no espaço sagrado do Templo, nem no tempo sagrado do culto religioso, mas no espaço cotidiano do encontro com as pessoas. Seu Templo era a convivência com as pessoas, sobretudo as mais excluídas. 

Jesus foi um piedoso israelita que teve uma forte experiência de Deus, a quem chamava Pai e que fomentava a oração não no templo, mas no monte, nos lugares solitários e silenciosos. Sua “religiosidade” não estava vinculada ao templo nem aos rituais sagrados. 

Frente ao projeto que chamava “Reinado de Deus”, Jesus foi questionando uma religião que desumanizava as pessoas. Ele mesmo foi relativizando os pilares da religião: o sábado, a “pureza” legal, o pecado, o Templo, o culto, os sacrifícios, as doutrinas... Pouco a pouco, foi colocando tudo em questão, infringindo suas normas e atacando a hipocrisia de um culto a Deus que desprezava as pessoas. 

Para aqueles que veem em Jesus o novo Templo onde habita Deus, tudo é diferente. Quem deseja viver a fundo e encontrar-se com Deus (“os verdadeiros adoradores do Pai), não é preciso ir a um templo ou outro, frequentar uma religião ou outra. É necessário aproximar-se de Jesus, entrar em seu projeto, seguir seus passos, viver sob o impulso do seu Espírito. 

Neste Novo Templo, que é Jesus, para adorar a Deus não bastam o incenso, as aclamações nem as liturgias solenes. Os verdadeiros adoradores são aqueles que vivem diante de Deus “em espírito e em verdade”. A verdadeira adoração consiste em viver com o “Espírito” de Jesus e na “Verdade” do Evangelho. Sem isto, o culto é “adoração vazia”. 

Nós dizemos que a religião é um meio (mediação) para nos relacionar com Deus. Mas nem sempre caímos na conta que a religião com seus rituais (templos, ritos, o sagrado, os sacerdotes, a normativa religiosa...) ocupam tanto espaço e alcançam tanta importância na experiência dos indivíduos e da sociedade que Deus acaba ficando deslocado da vida e desfigurado em sua imagem de Pai/Mãe de misericórdia. O que acontece, com muita frequência, é que a religião, seus ritos, suas hierarquias e suas normas, em lugar de fazer-nos aproximar de Deus e fazer-nos pessoas melhores, na realidade fazem é complicar nossa relação com Deus e, sobretudo, dificultam nossas relações sociais, religiosas ou simplesmente humanas. 

No Reino de Deus não se requer “templos” mas corpos vivos. Estes são os santuários de Deus, onde brilha Sua presença e Seu amor, onde as pessoas vivem dignamente. Jesus não veio para continuar a linha religiosa tradicional. Veio para propor uma humanidade restaurada a partir do princípio da centralidade da vida das pessoas que vivem com dignidade. Sobre esta base é possível sonhar e construir outra maneira de viver e outra maneira de ser. 

Neste Novo Templo, que é a vida dos(as) seguidores(as) de Jesus, não se faz discriminação alguma, nem se fomenta a desigualdade, a submissão e o medo. Não há espaços diferentes para homens e mulheres. Em Cristo já “ não há varão e mulher”. Não há raças eleitas nem povos excluídos. Os únicos preferidos são os necessitados de amor e de vida.

Necessitamos, sim, de igrejas e templos para celebrar e fazer memória de Jesus como Senhor, mas Ele é nosso verdadeiro Templo. Os templos físicos não podem ser fronteiras que dividem o sagrado do profano, mas espaços onde vivemos a sacralidade de toda a vida. 

Texto bíblico:  Jo. 2,13-25    

Na oração:  As portas do “novo Templo”, que é Jesus, estão abertas para todos; ninguém está excluído.
Podem entrar nele os pecadores, os impuros, os excluídos, os marginalizados da religião...
O Deus que habita em Jesus é de todos e para todos.
Somos também o “novo templo”, morada do Espírito, presença que alarga nosso interior para que todos possam ali ter acesso.
- Quem são os “frequentadores” do seu “templo interior”? 

Pe. Adroaldo Palaoro sj
http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1220-religiao-sem-templos

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