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terça-feira, 12 de outubro de 2021
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
MAESTRO CHIQUINHO – Luiz Gonzaga Dias
Maestro Chiquinho I
E muitas vezes o luar de prata,
Viu-o vagueando pela noite fria.
Peregrino do belo em serenata,
E madrigais a deusa da harmonia.
A febre do talento ensandecia,
O artista em busca da riqueza abstrata
Com a razão, a glória lhe fugia
Cedo vencido pela sorte ingrata.
Vinha às vezes beijar-lhe a testa em fogo,
A musa amante condoída e terna,
Escutando o maestro, a angústia, e o rogo...
E noites solitário a luz da lua,
Da pauta escravo na tortura eterna,
Compunha sinfonias pela rua...
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Maestro Chiquinho II
Pela cidade a banda desfilava,
Na vibração dos dias festivais.
Sonoro o instrumental ao sol brilhava,
Desferindo harmonias marciais.
Na rua, roto, olhar parado, estava,
O Maestro e autor de peças magistrais.
Indiferente ao mundo que o cercava,
Nem mesmo o glória o importava mais.
- E a banda parou! Sentida a mágoa,
Invadiu corações – ninguém resiste,
À comoção que arrasa os olhos d’água.
Na festa agora, o entusiasmo é pouco...
A banda torna a sede, muda e triste:
- O autor do dobrado
estava louco!
Luiz Gonzaga Dias
(IMAGENS MUTILADA)
* * *
O LEGADO DE ELVIRA FOEPPEL – Cyro de Mattos
Cyro de Mattos
Como Maura Lopes Cançado, autora de O hospício é Deus (1965), diário, e O
sofredor do ver (1968), contos, Elvira Foeppel deixou um legado literário
pequeno, mas expressivo. Com Chão e poesia, pequeno volume com registros
circunstanciais e anotações existenciais, fez a sua estreia em 1956, quando usa
o diário como forma para exprimir a sua visão pessoal sobre o mundo. Nesses
textos breves, já demonstra ser uma escritora preocupada com o indivíduo na
condição do existir. Comparece ao chão de memórias curtas com pontos de vista
pessoais, fazendo delas articulações agudas que ocupam espaços no sentido
incomum de ambiguidades e ferimentos, entre a introversão e a denúncia de si
mesma feita por um espírito inquieto, participante de uma força nova em nossa
literatura.
Com Círculo do medo, contos, 1960, essa escritora baiana
nascida em Ilhéus é saudada pela crítica
como autora de textos inovadores no corpo da prosa de ficção breve desenvolvida
entre nós. Elvira Foeppel introduz no conto elementos de vanguarda na estrutura
e linguagem. O episódio, a trama, o ambiente, elementos presentes numa prosa ficcional que se delineia
objetiva, dependente de uma geografia humana exterior, em níveis horizontais no
discurso, são abandonados para a construção de uma narrativa comprometida com a
linguagem motivadora de mergulhos no fluxo da vida, da atmosfera e do relevo dos personagens ,
que se aglutinam em torno de profunda percepção existencial, em cujo conteúdo o
indivíduo emerge através dos conflitos universais, perpassados de angústia,
náusea, solidão, amor, ódio e medo.
Em Chão e poesia, a maneira de registrar a vida relaciona-se
no campo expressivo próprio do eu inquietante, que comporta nos interiores
pensamentos, divagações e pequenas percepções do mundo. Circulo do medo é o
mundo ficcionalizado que se converte naquele espaço interior em que entram
sentimentos atordoantes, sugestões que assaltam à mente carregadas de estranha
beleza, além de exibir uma linguagem como instrumento de mergulho existencial
destinado à criação de uma atmosfera, que quase sempre sufoca em sua morbidez.
Observa-se que esse pequeno volume de contos é um repositório de peças de
ficção sem didatismo do narrador onisciente, devaneios inúteis, informações do
cotidiano ou lembranças sequenciadas no tempo sem verticalidades. O que sobressai é o compromisso da autora em
encarar a criação literária sem submissão à razão lógica. Inexiste assim o caso
narrado através dos momentos de princípio, meio e fim, o tema que se impõe como
resultado da recriação do real assentado na memória, no telurismo social ou
nostálgico, no documento que revela a condição humana ligada ao urbano com os
seus dramas diários adstritos à realidade circundante.
Os desajustes, abandonos, desencontros e momentos críticos
das criaturas inventadas por Elvira Foeppel situam-se no plano da poetização de
um clima, armado por quem sabe revestir a vida em torno de uma aura estética
ligada à própria existência humana. O estar no mundo desses personagens com
sentimentos em conflito valoriza-se no que tem de mais profundo pela
sensibilidade da ficcionista e em sua pesquisa da forma discursiva. Esta não se
faz no que pretende sugerir com qualquer concessão ao leitor mediano. Podem ser
destacados em Circulo do medo os contos “O fio metálico do ódio”, “O aleijado”
e “Afinal lá estava ela” como exemplos de mais autêntico mergulho nos
interiores obscuros da criatura humana.
Muro frio, romance publicado em 1962, tem lugar assegurado
em nossa novelística de renovação esteticista, numa época em que a literatura
brasileira converge para procedimentos de vanguarda. Quando então romancistas,
contistas e poetas procuram executar a arte literária no plano da linguagem e
no significado incomum da forma pesquisada, assim como na ficcionalização da
vida apurada pelos fios da sensibilidade, sugestões e pontuação psicológica,
elementos que apresentam com a sua fisionomia bastante impregnada de sentimentos obscuros do mundo. É uma nova literatura que obriga o
leitor a pensar a narrativa como um todo, destituída na sua construção do dizer fácil, fluente e permeado
de lugares comuns. Nesse particular, Elvira Foeppel insere-se em nosso contexto
literário como transgressora de estrutura, numa hora em que a nossa ficção
ainda não era plena de procedimentos proustianos, mansfieldianos, joycianos e
faulknerianos. Justamente quando o nosso corpo literário passa a ser inovado e
acrescido de qualidade estética por romancistas da grandeza de João Guimarães
Rosa, Clarice Lispector, Adonias Filho e do contista Samuel Rawet.
Muro frio é um romance articulado com poesia, música e
memória, centrado em uma mulher que retorna à sua cidade para alcançar e ferir,
na sua maneira de ser, pessoas na rua. Exprime pensamentos que atritam com a
existência, sinaliza a dor do nada, constata juízos e preconceitos que fazem
emergir uma angústia consciente, na qual a vida não se justifica nem é
motivada. Romance que, em sua narrativa subjetiva, formada de breves capítulos,
estende na memória um passado que tritura a infância, sentimentos espontâneos e
desejos verdadeiros. Apresenta momentos do presente que apertam o olhar agudo
de Marta no que amplamente vê, nos rumores de tudo que não chega a compreender
e que a desnuda através da agonia e insolência, conduzindo-a dessa forma por
paisagens de subsolo que perturba, espaços ocultos e tortuosos, feitos de
vertigem, verdades oblíquas e ferocidades perigosas.
Romance que fantasia a natureza humana com dolorosos
silêncios que oprimem, desvenda Marta, morta num sonho. Com o seu ritmo poético
faz pulsar um corpo de mulher possuída de ruídos selvagens, enquadrada numa
cidade velha e pequena, repetitiva e enfadonha. Lá, onde a vida qual muro frio
levanta sinais e gritos que não alteram o ritmo do viver. O espetáculo nada
generoso do tempo no relacionamento das pessoas nutre-se de uma atmosfera com
mentiras e excessos.
O estilo sugestivo, que a autora usa para criar o clima
tecido de sensações e percepções amargas, no qual se situa Marta, projeta um
campo metafórico perturbador, que funciona no texto verbal, trabalhado em nível
da forma, como momento singular da nossa emancipação literária no terreno da linguagem.
E isso se dá num corpo com mãos
femininas que tão bem sabem inventar a língua literária, habilmente usá-la na
estilização do drama e do cotidiano, como são exemplos disso Rachel de Queiroz,
Clarice Lispector, Helena Parente Cunha e Lígia Fagundes Telles.
A arte literária de Elvira Foeppel chama a atenção também
por ter a autora nascido no sul da Bahia e em nenhum momento eleger a
civilização cacaueira com o seu modo singular de vida como tema do universo
ficcional, a exemplo do que ocorre com os escritores Jorge Amado, Adonias Filho
e outros com um legado de expressão consistente. Nem sequer funde o regional com o espiritual
em busca de alcançar o universal, nem une poesia e humanismo social para retratar
a vida geograficamente localizada, dependente da realidade exterior. Sua literatura é de construção poemática, por
excelência, seu discurso também conceitua, afirma sem hesitar em seu fundo
existencial, faz com o outro pense a vida em suas verticalidades, enigmas e
abismos. Passa longe de subjetivismos
eleitos para insinuar geografias espirituais, solidões ou sensações frouxas de
nosso ser-estar precário no mundo.
A obra de Elvira Foeppel vem sendo estudada recentemente por
Vanilda Mazzoni, que, juntamente, com Alicia Duhá Lose, resgatou boa parte do
legado disperso, publicado no período de vinte e dois anos, compreendido entre
março de 1950 e 1972, em periódicos de divulgação e amenidades. Esse trabalho
cuidadoso resultou no livro Da sombra à luz, seleção de contos, publicado em
2005, pela Editus, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz.
Elvira Foeppel nasceu
em Canavieiras, em 15 de agosto de 1923, mas com dois meses de idade a família
transferiu-se para Ilhéus onde, na cidade de belas praias, passou a infância,
adolescência e exerceu o magistério primário até transferir-se para o Rio de
Janeiro. Foi colaboradora no Rio de Janeiro, com artigos e crônicas, das
revistas “Leitura”, “Cadernos Brasileiros” e, com maior frequência, do
“Suplemento Literário do Jornal do Brasil”, ao lado de José Edson Gomes, Judith
Grossman, Reynaldo Jardim e Assis Brasil.
Seus contos participam de antologias no Brasil. Deixou inédito Íntimos
da Morte, romance. Faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de julho de 1998.
Leituras Sugeridas
FOEPPEL, Elvira. Chão e poesia, memórias curtas, Organização
Simões Editora, Rio de Janeiro, 1956.
---------------------- Círculo do medo,
contos, Editora Leitura, Rio de Janeiro, 1960.
----------------------Muro frio, romance, Editora Leitura, Rio de
Janeiro, 1961.
------------------------ Da sombra à luz, contos, seleção de
Vanilda Salignac Mazzoni e Alícia Duhá Lose, Editus, editora da UESC, Ilhéus,
Bahia, 2004.
MAZZONI, Vanilda. A violeta grapiúna, ensaio, Editus,
Editora da UESC, Ilhéus, 2003.
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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro efetivo das Academias de Letras da Bahia, de Itabuna e de Ilhéus. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.
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sábado, 9 de outubro de 2021
DESENHOS DE ÂNGELO ROBERTO - Juarez Paraíso
Desenhos de Ângelo Roberto
Juarez Paraíso
Ângelo Roberto é conhecido na Bahia como um Mestre do
Desenho. São mais de cinquenta anos de prática intensiva na área do desenho de
bico de pena, da ilustração e da caricatura. Embora tenha domínio da
programação visual e da técnica de murais, pode-se dizer que Ângelo Roberto é
essencialmente um desenhista, pela dedicação quase exclusiva e constante.
Pertence à segunda geração de artistas modernos da Bahia, década de 1960.
Realizou o curso oficial de pintura e os cursos livres de gravura, cerâmica e
escultura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, tendo
convivido com Riolan Coutinho, Helio
Oliveira, José Maria, Henrique Oswald, Udo Knoff, Mendonça Filho, Mario Cravo
Junior, Rescala, e muitos outros notáveis artistas, responsáveis, como ele
mesmo, pela internacionalização da arte moderna na Bahia.
O desenho é linguagem artística
basilar, utilizada pelos artistas através dos tempos e em todas as áreas da
realização plástico-visual. Como forma independente de linguagem plástica,
emancipa-se a partir do Renascimento e com pontas de metal, grafites, tintas,
luz, materiais tridimensionais, incisões, técnicas as mais diversas,
tradicionais ou ultra modernas, realiza com os suportes apropriados a forma
concebida pelo artista. Vencidos os preconceitos impostos pela ausência da cor
e características do desenho acadêmico como expressão da forma sobre o suporte
bidimensional, desenho linear, (do desenhista), de manchas (do pintor), de
contrastes volumétricos, (do escultor), Picasso desenha com a luz e, na arte
contemporânea, incluindo a fantástica contribuição do computador, vale qualquer
recurso, vinculado ou não ao hibridismo reinante. Mas no momento em que são
inventadas e disputadas as técnicas mais sofisticadas como desejo e marca de
atualização técnica, o que mais seduz nos Desenhos de Ângelo Roberto é
justamente a simplicidade dos meios, dos recursos técnicos. Prevalece a
inteligência e a sensibilidade das soluções formais, transcendendo os limites
do desenho tradicional para uma concepção comprometida com o conceito de design,
pela presença constante da estruturação da forma, no sentido mais amplo do
dualismo figura-fundo e da criatividade plástica.
Depois de desenhar os mais variados temas, Ângelo Roberto
concentra-se no desenho de cavalos. São 30 desenhos de excepcional qualidade
plástica, formando um indivisível conjunto pela atração mutua de suas unidades.
É como uma sequência cinematográfica, onde cada fotograma tem a sua autonomia e
independência estética. Elegância,
agilidade, força, beleza e expressividade plástica é o que simboliza o cavalo,
tema que desde a pré-história tem sido constante na história da arte. Em
perfeita sincronização com a natureza, o artista transcende a beleza do animal,
eternizando-a através dos processos da abstração plástica.
Ângelo
Roberto é principalmente um artista da linha e do tracejado, das
impressionantes tramas de bico de pena. O contraste elegido é simples, mas
eficaz. O completo domínio artesanal do artista tece uma incrível tessitura
gráfica, um incrível trabeculado, estrutura linear composta por traços pacientemente
superpostos, com mais ou menos transparência, jamais obstruindo a passagem da
luz que emana do papel. A volumetria é reduzida e controlada com sutileza e o
segredo está no controle da transparência e da natureza da textura visual, na
dependência da acumulação e posição espacial do tracejado retilíneo, sendo
notável as passagens da luz entre as figuras e o fundo. Mestre do bico de pena,
Ângelo Roberto já produziu centenas de desenhos de grande beleza plástica
(gráfica). Com os atuais desenhos demonstra uma prodigiosa imaginação e memória
visual no desafio de um só tema e com o máximo de economia dos recursos
materiais. Um sensível e intenso sentimento de harmonia emana da conjugação de
linhas, atraindo o movimento do olhar, seduzido pela suavidade do ritmo criado
pelo artista. A expressividade plástica sobrepõe-se à simples configuração
temática, graças ao desenho despojado e contemplado pelo talento do artista,
pela depurada percepção seletiva e notável poder de síntese, próprio dos
grandes desenhistas figurativos.
A anatomia natural é substituída pela anatomia artística.
Assumindo a posição de frontalidade para as imagens naturais, o artista concebe
a redução da cabeça conferindo mais força e elegância corporal. Com magistral
interpretação, Ângelo Roberto utiliza-se do movimento continuo para a
configuração básica da imagem virtual do cavalo, representando a sua energia incontida, e, mesmo em
posicionamento estático, o movimento dirigido cria as tensões visuais
necessárias para a estruturação rítmica
do conjunto. A dimensão do desenho
torna-se espaço-temporal. O artista alcança a síntese dos movimentos pela
constante modulação da linha, com dimensões e intensidades precisas e, ao
contrário do congelamento da reprodução fotográfica do movimento, Ângelo
Roberto pratica com talento e maestria os processos de abstração da forma
natural, através da linha, das deformações dimensionais e da abstração
monocromática.
Nos atuais desenhos, o artista introduz suavemente a cor em
alguns desenhos, mas também como forte contraponto à estrutura gráfica, quando
o círculo de cor intensa cria um novo e poderoso fulcro de atração visual, com
tendência a monopolizar a atenção do perceptor, não fosse a atração
irresistível da riqueza formal dos cavalos. Ao contrário, contribui para
intensificar o jogo de tensões visuais, enfatizando as distensões e contrações
do movimento dirigido, do ritmo criado pelo artista. O círculo também cria o
espaço cenográfico e de integralização temática, definindo a concepção espacial
dos desenhos em termos de dupla composição, pois a visualização plástica
imediata realiza-se no bidimensional pela frontalidade das imagens e pelo
suporte branco do papel, branco que também pode ser percebido como profundidade
espacial expandida para os limites da imaginação, quando interpretado o círculo
como o Sol.
Juarez Paraíso
Artista plástico, Professor Emérito da Universidade Federal
da Bahia, Membro da Academia de Letras da Bahia e da Associação Brasileira de
Críticos de Arte
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sexta-feira, 8 de outubro de 2021
ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: À Dinamene – Luís de Camões
À Dinamene
Luís de Camões
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na Terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E, se vires que pode merecer-te
Alguma coisa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te
Quão cedo de meus olhos te levou.
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Luís Vaz de Camões – o príncipe dos poetas portugueses e um
dos maiores do mundo, nasceu em 1524 e faleceu, aos 56 anos, em 1580. Seu poema
épico Os Lusíadas é justamente considerado uma das obras-primas do espírito
humano e por isso o colocam ao lado de Homero e Vergílio. Disse o filósofo
alemão Schlegel que Camões, sozinho, vale por uma literatura. Estudou em
Coimbra. Frequentou a corte de D. João III, onde passou a cortejar a dama do
Paço Dona Catarina de Athaide (a Natércia de seus versos). Esses amores o
levaram à desgraça, à prisão e ao desterro, donde retornou com Os Lusíadas,
aparecidos em julho de 1572. Lutou na África e na Índia. Escreveu também peças
de teatro e poesias líricas, tão célebres quanto o seu poema épico. Seus sonetos
são dos mais notáveis que se escreveram e bastariam eles para o consagrarem
como um dos gênios da humanidade.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2021
LANÇAMENTO DO LIVRO "O GIGANTE E A BICICLETA E OUTRAS BELAS CRÔNICAS”
Às 19h, na quinta-feira, dia 14 de outubro de 2021, pela plataforma do Youtube e retransmitida pela rede Facebook.
Com:
Cyro de Mattos
Ivo Korytowsky
Jane Hilda Badaró.
Participação Especial: Wilson Leite Mendes
Mediador: Pawlo Cidade
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