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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

SÍNODO DA AMAZÔNIA: QUE OS BISPOS FALEM DE CRISTO E NÃO DE SINCRETISMO


4 de outubro de 2019

Roma, 4 de outubro de 2019

            Que o Sínodo Especial para a Região Pan-Amazônica seja a oportunidade para um verdadeiro reavivamento do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, evitando qualquer tentação ao sincretismo religioso.

            Este é o apelo lançado pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira aos padres sinodais, que se reúnem em Roma de 6 a 27 de outubro.

            Hoje pela manhã, um representante do Instituto, o jornalista Nelson Ramos Barretto, entregou no Vaticano mais de 22 mil assinaturas recentemente coletadas durante campanha organizada pelos jovens voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, que em 20 dias atravessaram vastas regiões amazônica.

            Em carta enviada ao cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, o presidente do Instituto, Adolpho Lindenberg, lembrou o trabalho meritório realizado pela Igreja na América ao longo dos séculos, destacando também como o Brasil sempre foi chamado de “Terra da Santa Cruz”.

            A maioria da população da região amazônica — escreve Adolpho Lindenberg — pede à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos “que não atue como uma caixa de ressonância de teorias que estão longe de ter a aprovação da comunidade científica e que poderiam jogar esse imenso território no atraso social e econômico”.

            “Essas teorias — acrescenta ele —, embora amplamente divulgadas pelos poderosos deste mundo, como as Nações Unidas, inúmeras ONGs extremamente ideológicas e a grande mídia, não representam o sentimento comum do homem da rua daquela região, como nossos jovens puderam ver e comprovar”.

            Para amanhã, 5 de outubro, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira organizou um fórum internacional, que será realizado no Hotel Quirinale, na Via Nazionale, das 9h30 às 18h00.

No evento, falarão o príncipe imperial do Brasil, Dom Bertrand d’Orleans e Bragança, autor do livro Psicose Ambientalista, recentemente citado pelo presidente Jair Bolsonaro; o Prof. Luiz Carlos Molion, meteorologista da Universidade Federal de Alagoas; o advogado Jonas Marcolino Macuxí, líder da etnia Macuxí de Roraima, na Amazônia.

                Em seguida, intervirão no fórum José Antonio Ureta, da Association Tradition, Famille, Propriété (TFP) da França; James Bascom, diretor do escritório de TFP de Washington; o Prof. Stefano Fontana, Diretor do Observatório Card. Van Thuận da Doutrina Social da Igreja e Prof. Roberto de Mattei, presidente da Fundação Lepanto. Julio Loredo, presidente da TFP italiana e autor de Teologia da Libertação – Um salva-vidas de chumbo para os pobres será o moderador.

                O programa do fórum de 5 de outubro no link:




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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

ESPERAR É SABER – Péricles Capanema


29 de setembro de 2019

“Passeata dos Cem Mil”, em 26 de junho de 1968, no Rio de Janeiro

Péricles Capanema

“Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”

É conhecido, os dois versos, símbolos das agitações de 1968 no Brasil, fazem parte de “Caminhando”, letra de Geraldo Vandré (ou “Para não dizer que não falei de flores”), ainda hoje repetidos a propósito de tudo e de nada. Não vou aqui discorrer sobre as disputas no interior da esquerda (inclusive a terrorista) refletidas nos mencionados versos. Quem conhecia as táticas revolucionárias, era a ilusão, poderia precipitar acontecimentos, passar por cima de atitudes prudenciais, enfatizadas por outros setores da esquerda, que postulavam a necessidade de esperar, em vista da apatia da opinião pública brasileira.
 “Pelas ruas marchando indecisos cordões”. O conhecimento traria a tática revolucionária eficaz, geradora da hora revolucionária, desencadearia engajamento nos vacilantes e apáticos; finalmente, causaria o acontecimento revolucionário decisivo.

Balelas. O amazônico acontecimento era outro. Ainda que escamoteado naqueles tempos em tantas análises, a apatia da opinião pública, que não aderia à pauta revolucionária, emperrava as possibilidades das correntes revolucionarias e inviabilizava seus planos. O povão estava noutra. Ainda hoje está noutra.

Com efeito, para ódio das lideranças comunistas e comunistoides, naquele ambiente de guerra fria, de choques entre comunismo e democracia liberal, entre religião e ateísmo, de tensões entre Rússia e Estados Unidos, o desinteresse popular pela esquerda no Brasil não publicado (ou divulgado) impedia o triunfo do programa revolucionário, favorecedor do bolchevismo.

Havia um matiz a pôr em relevo, existe forte ainda hoje: aderia de fato ao programa revolucionário apenas fatia minoritária da burguesia, do dinheiro ou da inteligência, enquistada sobretudo no alto empresariado, no clero, na academia e nos meios de divulgação. É a opinião publicada (diferente de opinião pública), gente muito divulgada. E, outrora como hoje, pois o quadro nas linhas gerais se mantém inalterado, tal fatia do público de forma arbitrária se julgava e ainda se julga porta-voz popular.

Convém lembrar, o ápice das mencionadas agitações foi a batizada pela mídia “Passeata dos 100 mil”, realizada em 26 de junho no Rio de Janeiro, várias vezes glosada entre outros por Nelson Rodrigues. Abaixo pincei um de seus comentários mais pertinentes:

“Vocês se lembram da Passeata dos Cem Mil, a famosíssima Passeata dos Cem Mil? Os meus leitores, se é que os tenho, já repararam que eu a cito muito. E por quê? Quem quiser entender as nossas elites e o seu fracasso encontrará nos Cem Mil um dado essencial. Não havia, ali, um único e escasso preto. E nem operário, nem favelado, e nem torcedor do Flamengo, e nem barnabé, e nem pé-rapado, nem cabeça de bagre. Eram os filhos da grande burguesia, os pais da grande burguesia, as mães da grande burguesia. Portanto, as elites. E sabem por que e para que se reunia tanta gente? Para não falar no Brasil, em hipótese nenhuma. O Brasil foi o nome e foi o assunto riscado. Picharam o nosso Municipal com um nome único: — Cuba. Do Brasil, nada? Nada. As elites passavam gritando: — “Vietnã, Vietnã, Vietnã!”.

Já disse, a situação continua hoje no miolo parecida à exposta pelo jornalista recifense décadas atrás: o povo distante das metas revolucionárias e um naco das elites, em parte por mimetismo e subserviência a modas estrangeiras, a elas atrelado. Formam um Brasil desnaturado, repito, mimetista e subserviente. Falador, expansivo — e divulgado. O mutismo toma conta da maioria. Será preciso que para felicidade nossa um dia os mudos falem. Para expandir uma boa influência.

É útil entronizar tal situação no alto de nossas reflexões ao analisar a presente crise a propósito da Amazônia e das queimadas que ali acontecem. Tal crise é muito mais presente no Brasil divulgado (o Brasil da opinião publicada) que no Brasil mudo. Aliás, a crise no presente está tomando rumo favorável ao Brasil. No curto prazo.

E no longo prazo? Só Deus sabe. É o que mais interessa, contudo. Desta crise, sob olhar de longo prazo, só vou pôr aqui em evidência um aspecto saneador, indispensável para sua boa solução, mas desconhecido quando não silenciado, como se poderá ver abaixo. Nunca devíamos nos esquecer dele.

Em síntese, agora um pouco utópico, mas que volte a ter relevância decisiva gente que represente de fato o Brasil no que tem de melhor em todos os âmbitos. É representação natural, nascida do fato, transcende a representação parlamentar e tende a moldá-la. Conta na vida real, ex facto oritur ius. Se não caminharmos nessa direção, o Brasil terá dias tristes pela frente. No caso, que seja excelente na correção, na inteligência, na habilidade, na firmeza. O clima seria outro, outros seriam os rumos e os resultados.

Existem ainda entre nós pelo menos raízes que, desenvolvidas, poderão dar origem a densa vegetação e finalmente dominar a paisagem, resgatando assim a imagem pátria, hoje maculada por quem não lhe quer bem. Será maneira de apagar incêndios, abafar queimadas, eliminar sequelas prejudiciais decorrentes da presente crise, se conduzida desastradamente. E de futuras.

Sem tal pano de fundo, o senso da necessidade de que o Brasil tenha uma representação à sua altura, será a bem dizer impossível escapar do ambiente tóxico em que a boçalidade, primarismo, oportunismo, arrogância, prepotência envenenam, por exemplo, as relações entre Brasil e França, de momento o entrevero mais doloroso, mas não único. É urgente que o vento leve embora tal fumaça e se restaure o clima puro, fresco, oxigenado, que em tempos passados começava a existir. Só nele os dois países poderão buscar seus melhores objetivos, sem sequelas de choques desnecessários, para dizer o mínimo. Pode demorar, é certo, mas que haja um trabalho nessa direção e se esperem os bons resultados. Esperar é saber.

Analiso então em rápidos traços a situação mais candente na crise atual, França e Brasil. A maior fronteira da França é com o Brasil. Mais importante que a linde extensa, a perder de vista, é a preservação e melhoria já de mais de século das relações especiais de apreço e consideração existentes entre os dois países; diria mais, tantas vezes de encanto mútuo. O francês já foi a segunda língua de todo brasileiro educado. E por sintomático repiso (já evoquei as palavras outras vezes) o que disse Fernand Braudel (1902-1985), dos maiores intelectuais franceses do século XX: “Foi no Brasil que me tornei inteligente. O espetáculo que tive diante dos olhos era um tal espetáculo de história, um tal espetáculo de gentileza social que eu compreendi a vida de outra maneira. Os mais belos anos de minha vida, eu passei no Brasil”.

Também emblemático, fato narrado por Gilberto Amado (1887 – 1969) em suas memórias deixa ver a relevância de se manter tal clima. Corria 1933, o homem público sergipano havia sido convidado para falar sobre Direito Penal na Sorbonne para professores de Direito e pessoas ligadas à área jurídica. Auditório benévolo, mas muito exigente, parte da alta cultura francesa ali presente. Um professor da Sorbonne, Georges Dumas (1866 – 1946), amigo do conferencista, o havia apresentado sob luz favorável. A expectativa era grande. Gilberto Amado assim começou sua conferência: “En venant du Brésil, ce pays du soleil, vers la France, je viens de la lumière vers la clarté” [Vindo do Brasil, este país do sol, para a França — venho da luz para a clareza]. Conquistados e encantados com o gancho, os presentes aplaudiram vivamente. A conferência foi um êxito. Antes de começar a lição, vê-se bem, o conferencista, na época das maiores expressões da inteligência brasileira, inclinava-se contente diante de uma das principais características da cultura francesa e a homenageava. Ali as elites da inteligência, de um e outro país, se oscularam para bem dos povos francês e brasileiro. É insano desprezar acervos assim, nutridos pela História, existentes nos mais variados âmbitos da vida social, determinantes, quando bem utilizados, para as relações benéficas entre os povos. Sem tal perfume, as reações entre a França e o Brasil (e também relações com outros países) terão sempre um travo azedo.

Falei da inteligência. Tratarei agora da inteligência, tato e firmeza. Um último fato. Há maneiras superiormente eficazes de lidar com os atentados à soberania e nós já as presenciamos. Em 1905 e 1906 (o caso Panther) foi violada a soberania brasileira em Itajaí, caso de marinheiro que trabalhava na canhoneira Panther. De um lado, estava uma das grandes potências do mundo, grande poder militar, a poderosa Alemanha do imperador Guilherme II. De outro, um país fraco e agrícola, com as relações exteriores a cargo do barão do Rio Branco (1845-1912) [Foto ao lado]. Hábil, seguro, educado e firme, o barão conduziu o caso de modo a que, a Alemanha julgasse melhor pedir desculpas formais ao Brasil. Qualquer biografia objetiva do barão do Rio Branco descreve bem o incidente. Por nota datada de 2 de janeiro de 1906, o representante alemão no Brasil, barão de Teutler, asseverou, não houvera intenção alguma de se desrespeitar a soberania do Brasil, bem como reiterou os votos de amizade. Mais ainda, informou que os responsáveis pelo incidente seriam submetidos a julgamento militar. Aqui está nota da pena do chefe da diplomacia brasileira: “O Governo Brasileiro aprecia devidamente a retidão e presteza com que o Governo Imperial procedeu no exame e decisão deste caso, dando mais uma prova dos seus elevados sentimentos de justiça. Não pode, entretanto — quaisquer que sejam os usos das marinhas de guerra em outros países — deixar de lamentar que o Comandante da Panther tivesse incumbido oficiais e praças da sua guarnição de fazer indagações em terra, mesmo obrando com a maior reserva e prudência, para verificar o paradeiro de um desertor, tanto mais quanto o mesmo Comandante declara que contava com a boa vontade das autoridades territoriais, às quais compete, incontestavelmente, praticar as diligências de polícia necessárias para a descoberta, captura e entrega de desertores”.

Por que recordo tudo isso? Preliminarmente, para tirar do mutismo (ou melhor, do olvido e do desconhecimento) fatos que merecem ser divulgados. Em segundo lugar, para subir os padrões de comparação, é sempre estimulante ter diante dos olhos modelos de excelência. Em terceiro, para lembrar a importância de criar ambiente permeado de elevação, em que floresçam a compreensão e a admiração mútuas (prévio ao surgimento de problemas), que facilite o bom encaminhamento das soluções. Todos os brasileiros que prestam esperam que passem as nuvens tóxicas, acabem as queimadas em nossa reputação (e as desautorizadas na Amazônia), para que o ar se torne cada vez mais impregnado de civilidade, inteligência e busca efetiva dos interesses nacionais. Como no exemplo de Gilberto Amado e do barão do Rio Branco que, nos casos relatados, agiram de maneira eficaz favorecendo interesses do Brasil. Esperemos e trabalhemos com paciência, com a esperança de chegar a bom porto. Em muitas ocasiões, esperar é saber.



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NULIDADE RELATIVA - Merval Pereira


Mesmo sem entrar no mérito da decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) vier a tomar, na conclusão do julgamento sobre qual o alcance da nova regra que exige que o réu delator fale antes dos demais réus nas alegações finais dos julgamentos, houve na sessão de ontem momentos que são definidores da posição de vários ministros, não sem frequência discordantes entre si, mas ontem com algumas concordâncias heterodoxas.

O ministro Marco Aurélio Mello tirou o presidente Dias Toffoli do sério ao classificar a decisão de “jeitinho brasileiro”, pois não existe nada que indique na legislação em vigor que réus são diferentes entre si.

Para Marco Aurélio, que se orgulha de estar quase sempre na contramão de seus pares, o STF está legislando sobre um tema que não lhe compete, que deveria ficar a cargo do Legislativo. Ele também foi contra que o plenário definisse uma orientação a ser seguida pelo sistema judiciário como um todo.

Disse que uma decisão generalista deixará de lado aspectos específicos de cada caso, impedindo milhares de réus que se considerem prejudicados em seus julgamentos de recorrer. Isso porque a decisão do plenário de anular a condenação de um ex-gerente da Petrobras por ter sido ouvido ao mesmo tempo que seus delatores, deve ser estendida apenas aos que reivindicaram, e não foram atendidos, desde a primeira instância, essa prerrogativa de ser ouvido depois do delator.

Marco Aurélio alegou, concordando com o ministro Alexandre de Moraes, que haverá um tratamento desigual para casos semelhantes. O ministro Ricardo Lewandowski lembrou que réus que não tiveram condições de pagar um bom advogado podem ter perdido a chance de exigir essa prerrogativa que agora o STF tornou obrigatória.

Lewandowski e Moraes consideram que a nulidade é absoluta, enquanto Marco Aurelio não vê nulidade alguma. A maioria parece considerar que ela é relativa, e o que se discute é como demarcar a validade da decisão nos julgamentos já realizados.

A exigência de provar o prejuízo causado pelo não cumprimento dessa determinação é o ponto mais polêmico, porém importante, da proposta de Toffoli

Marco Aurélio disse que a decisão seria favorável aos tubarões, e que dificultaria o combate à corrupção. Mexeu com dois de seus pares, o próprio Toffoli, que em sua fala respondeu indiretamente, lembrando que a decisão vai alcançar todos os réus, não apenas os da Lava Jato, e ajudará também os mais pobres, e o ministro Gilmar Mendes, seu velho desafeto, que lembrou que sempre esteve a favor do combate ao crime, mas sem a utilização de outros crimes. Citou decisões que tomou para dizer que “aqui ninguém pode me dar lição de moral”.

O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, acabou apoiado pela maioria do plenário na sua proposta de definir uma tese para ser seguida pelo Judiciário em todos os níveis. Em nome da segurança jurídica e do interesse social, viu sua tese ser apoiada pelo ministro Luis Roberto Barroso, que deu os argumentos técnicos para confrontar a tese de Lewandowski, que exigia um quorum de 8 votos para aprovar o que chamou de “modulação” proposta por Toffoli.

Desde a semana passada o ministro Gilmar Mendes repetia que o STF não faria uma modulação, que trata de inconstitucionalidades, mas definiria os termos da decisão. Tratava de evitar a armadilha do quorum qualificado, no que foi apoiado pela maioria.

O ministro Gilmar Mendes aproveitou a ocasião para tratar do assunto a que mais se dedica, falar mal dos procuradores de Curitiba e do ministro Sergio Moro, a quem acusou de transformar a prisão preventiva em “instrumento de tortura” para obter confissões dos presos: “Quem defende a tortura não pode fazer parte desta Corte”, asseverou, referindo-se à possibilidade de Moro vir a ser indicado por Bolsonaro para uma vaga no STF.

Tanto ele quanto o presidente Dias Toffoli usaram e abusaram de pausas dramáticas nas suas falas, Toffoli rebatendo as criticas de Marco Aurélio, sem citá-lo, mas olhando-o fixamente. Gilmar, para citar trechos do The Intercept que revelaram, segundo sua indignação, atitudes dos procuradores da Lava Jato contra ministros e o próprio Supremo Tribunal Federal.

Gilmar deu mais atenção às acusações reveladas pelas conversas roubadas dos celulares dos procuradores do que ao caso em si, que tratou como mais um desdobramento dos abusos de poder cometidos pela “República de Curitiba”. No auge de sua indignação, insinuou um “fetiche sexual” entre procuradores e juízes da Lava Jato.

O Globo, 03/10/2019


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Merval Pereira - Oitavo ocupante da cadeira nº 31 da ABL, eleito em 2 de junho de 2011, na sucessão de Moacyr Scliar, falecido em 27 de fevereiro de 2011, foi recebido em 23 de setembro de 2011, pelo Acadêmico Eduardo Portella.

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

QUANDO ERA ATACADA PELOS DEMÔNIOS, SANTA FAUSTINA RECORRIA AO ANJO DA GUARDA



Philip Kosloski | Out 02, 2019

As forças satânicas não gostavam que ela levasse os outros a abraçar a misericórdia de Deus

Desde o Jardim do Éden, Satanás tem sido obstinado em suas ações para frustrar os planos de Deus. Quando ele vê alguém fazendo o bem, tirando almas de suas mãos, isso o deixa furioso.

Foi o que aconteceu com Santa Faustina, uma freira polonesa que viveu no início do século XX. Ela frequentemente recebia revelações particulares de Jesus, instruindo-a a espalhar a mensagem da Divina Misericórdia pelo mundo. Esta mensagem se concentrava no amor e misericórdia sem limites de Deus, que está pronto para aceitar até os pecadores mais endurecidos de volta ao seu rebanho.

Satanás não estava feliz e enviou uma série de demônios para amedrontá-la, esperando que ela desistisse da missão que Deus lhe confiara. Ela escreve sobre isso em seu “Diário”:

“Depois de dar alguns passos, uma grande multidão de demônios bloqueou meu caminho. Eles me ameaçaram com terríveis torturas, e ouviam-se vozes: ‘Ela roubou tudo o que trabalhamos [para conseguir] há tantos anos!’. Quando perguntei a eles: ‘De onde vocês veem em tão grande número?’, as formas perversas responderam: ‘Saia dos corações humanos; pare de nos atormentar!'”

Santa Faustina não recuou, mas pediu ajuda ao seu Anjo da Guarda.

“Vendo seu grande ódio por mim, imediatamente pedi ajuda ao meu Anjo da Guarda, e imediatamente sua figura radiante apareceu e me disse: ‘Não tema, esposa do meu Senhor; sem a permissão dele, esses espíritos não farão mal a você’. Imediatamente os maus espíritos desapareceram, e o fiel Anjo da Guarda me acompanhou, de maneira visível, até a minha casa. Seu olhar era modesto e pacífico, e uma chama de fogo brilhava em sua testa.”

Este não foi o último encontro com demônios que Santa Faustina teve, e toda vez que isso acontecia, ela rezava para seu Anjo da Guarda, que posteriormente os afugentava.

É uma crença católica que os anjos foram designados para cada indivíduo para protegê-los de todo ataque espiritual e guiá-los para mais perto do céu. Eles sempre estão prontos para vir em nosso auxílio, mas acredita-se que precisamos pedir ajuda a eles. É por isso que a Igreja incentiva o desenvolvimento de um relacionamento próximo com o seu Anjo da Guarda, recorrendo frequentemente a eles em seu momento de necessidade.

Aprenda com o exemplo de Santa Faustina e ore diariamente ao seu anjo da guarda, pedindo-lhe ajuda, especialmente em meio a tentações ou ataques espirituais.

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UM APÓLOGO: O Fósforo e a Vela


O Fósforo e a Vela


Certo dia, o fósforo disse para a vela:
– Hoje te acenderei!

– Ah não - disse a vela. 
Você não percebe que se me acender, meus dias estarão contados? Não faça uma maldade dessa...

– Então você quer permanecer toda a sua vida assim?  
Dura, fria e sem nunca ter brilhado? - perguntou o fósforo.

– Mas tem que me queimar? Isso dói demais e consome todas as
minhas forças - murmurou a vela.

Então respondeu o fósforo:
– Tem toda razão! Mas essa é a nossa missão. Você e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, apenas como fósforo, posso fazer, é muito pouco. Minha chama é pequena e curta. Mas, se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Já você é a vela. Sua missão é brilhar. Toda sua dor e energia se transformará em luz e calor por um bom tempo.
Ouvindo isso, a vela olhou para o fósforo, que já estava no final da sua chama, e disse:
– Por favor, acende-me.
E assim produziu uma linda chama...
 .............

Assim como a vela, às vezes, é necessário passar por experiências ruins, experimentar a dor e sofrimento para que o melhor que temos seja oferecido e que possamos ser luz. E a verdade é que mar calmo não faz bons navegadores. Os melhores são revelados nas águas agitadas. 
Então, se tiver que passar pela experiência da vela, lembre-se que espalhar o Amor é o combustível que nos mantém acesos. 
Você é Luz no mundo!
Brilhe e irradie essa Luz!


(Recebi via WhatsApp sem menção de autoria)

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

ORAÇÃO PARA ESTA TARDE


TERÇA-FEIRA 1 OUTUBRO


Louvemos ao Senhor da Vida!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém.


Hino
Autor e origem do tempo,
por sábia ordem nos dais
o claro dia ao trabalho,
e a noite, ao sono e à paz.


As mentes castas guardai
dentro da calma da noite
e que não venha a feri-las
do dardo mau o açoite.


Os corações libertai
de excitações persistentes.
Não quebre a chama da carne
a força viva das mentes.


Ouvi-nos, Pai piedoso,
e vós, ó Filho de Deus,
que com o Espírito Santo
reinais eterno nos céus.


Salmo 48(49)

Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus (Mt 19,23).
I
Ouvi isto, povos todos do universo,
muita atenção, ó habitantes deste mundo;
poderosos e humildes, escutai-me,
ricos e pobres, todos juntos, sede atentos!


Minha boca vai dizer palavras sábias,
que meditei no coração profundamente;
e inclinando meus ouvidos às parábolas,
decifrarei ao som da harpa o meu enigma:


Por que temer os dias maus e infelizes,
quando a malícia dos perversos me circunda?
Por que temer os que confiam nas riquezas
e se gloriam na abundância de seus bens?


Ninguém se livra de sua morte por dinheiro
nem a Deus pode pagar o seu resgate.
A isenção da própria morte não tem preço;
não há riqueza que a possa adquirir,
nem dar ao homem uma vida sem limites
e garantir-lhe uma existência imortal.


Morrem os sábios e os ricos igualmente;
morrem os loucos e também os insensatos,
e deixam tudo o que possuem aos estranhos;
os seus sepulcros serão sempre as suas casas,
suas moradas através das gerações,
mesmo se deram o seu nome a muitas terras.


Não dura muito o homem rico e poderoso;
é semelhante ao gado gordo que se abate.


Glória ao Pai...

Leitura Rm 3,23-25ª

Todos pecaram e estão privados da glória de Deus, e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Jesus Cristo. Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Assim Deus mostrou sua justiça.

Junto a vós, felicidade, felicidade sem limites!
Delícia eterna, ó Senhor.


MAGNIFICAT

Alegrai-vos e exultai, diz o Senhor,
pois no céu estão escritos vossos nomes.

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos;
derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.


Glória ao Pai...

Preces

Louvemos a Cristo, pastor e guia de nossas almas, que ama e protege o seu povo; e, pondo nele toda a nossa esperança, supliquemos:


R. Senhor, protegei o vosso povo!

Pastor eterno, protegei o nosso Bispo N.,
– e todos os pastores da vossa Igreja. R.


Olhai com bondade para os que sofrem perseguição,
– e apressai-vos em libertá-los de seus sofrimentos. R.


Tende compaixão dos pobres e necessitados,
– e dai pão aos que têm fome. R.


Iluminai os que têm a responsabilidade de fazer as leis das nações,
– para que em tudo possam discernir com sabedoria e equidade. R.


(Intenções livres)
Socorrei, Senhor, os nossos irmãos e irmãs falecidos, que remistes com vosso sangue,
– para que mereçam tomar parte convosco no banquete das núpcias eternas. R.

Pai nosso...

ANTÍFONA MARIANA
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém


SEJAM SANTOS!
Na escola da santidade.




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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A MODERNIDADE REVERENCIANDO A IDADE MÉDIA - Paulo Henrique Américo de Araújo


26 de setembro de 2019
Evangelho da corte de Carlos Magno

Paulo Henrique Américo de Araújo

A Idade Média exerce uma atração inegável sobre a mentalidade moderna, por mais que isso pareça estranho… aos modernistas. A todo momento, livros, filmes, seriados, novelas, desenhos animados, histórias em quadrinhos se voltam para aqueles tempos, aludindo a um mundo que já não existe, um ideal ou sonho fascinante.

Uma ressalva necessária é que a indústria do entretenimento apresenta castelos, reis, príncipes, princesas e cavaleiros medievais sempre carregados de deturpações, como bruxaria, esoterismo, degradações morais, exagerado romantismo e incontáveis outros desvios, muito distantes da Idade Média real; mas relegam a um seletivo esquecimento os aspectos reais mais atraentes, sobretudo o fato de que a civilização medieval nasceu do Sangue precioso de Nosso Senhor Jesus Cristo derramado na Cruz e da ação benemérita da Santa Igreja Católica. Não obstante, é forçoso constatar que vez por outra o mundo contemporâneo se inclina diante dos verdadeiros legados medievais, e em certas ocasiões o faz sem perceber.

São Alcuíno de Iorque apresenta um manuscrito a Carlos Magno (afresco) – Victor Schnetz, séc. XIX. Museu do Louvre, Paris.

Para demonstrar esta afirmação, recorro a um artigo de Antônio Prata na “Folha de S. Paulo”, em 21-4-19.1 O autor relata como desde jovem havia se acostumado a escrever seus trabalhos usando no computador a fonte Arial, mas em certa ocasião um problema técnico o obrigou a usar a fonte Times New Roman. Após o desagrado inicial com esses caracteres que lhe pareciam antiquados, confessa que passou a simpatizar com as serifas (pequenos traços e prolongamentos ornamentais acrescentados nas extremidades das letras), pois constatou a firmeza e solidez que o estilo Times transmitia. Consequentemente, a fonte Arial começou a lhe parecer um amontoado de “palitos de fósforo”, e reconheceu que suas crônicas, escritas ao longo de muitos anos, teriam ganhado em qualidade e beleza utilizando o Times New Roman.

Remontando aos tempos de Carlos Magno

Os milagres de Notre-Dame – Jean Miélot, séc. XV. Coleção Philippe “le Bon”, Biblioteca Nacional da França, Paris.

Qual a origem desse estilo de escrita? A resposta envolve uma curiosa descoberta e uma reverência que a modernidade presta à Idade Média, sem o perceber. Não se engane o leitor, a denominação Times New Roman não quer dizer “novos tempos romanos” ou “tempos do novo romano”. Nada mais equivocado. Primeiramente, o termo “Times” se refere ao jornal “Times” de Londres, que na década de 1930 estabeleceu como padrão de impressão a tão conhecida fonte.

Até aqui, portanto, nada parece haver de medieval. Mas de onde vem o termo New Roman? Na realidade, o padrão adotado pelo jornal “Times” fizera pequenas alterações em um padrão tipográfico existente há mais de 500 anos; o qual, por sua vez, remonta a uma época ainda mais distante, levando-nos aos tempos de Carlos Magno. Quem nos relata as origens da tipologia New Roman (“novo romano”) é o Prof. Thomas F. Madden,2 da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos.

Em fins do século VIII, Carlos Magno chamou a si a restauração do antigo Império Romano, e o projeto se consolidou no ano 800, quando de sua coroação como Imperador pelo Papa São Leão III, em Roma. Carlos Magno estabeleceu sua capital em Aix-la-Chapelle, também chamada “New Rome”, ou seja, “Nova Roma”.

Tornava-se necessário preservar a cultura romana, que ia definhando após tantos anos de decadência. O Renascimento Carolíngio foi propulsionado por um grupo de intelectuais, tendo como líder o famoso monge Alcuíno de Iorque. Além de muitos outros legados, ele nos deixou a escrita dita “romana”. Vem dessa época também a “minúscula carolíngia”, isto é, a diferenciação que nos parece hoje tão banal entre as letras maiúsculas e minúsculas, até então desconhecida.

Representação de Gutenberg revisando as primeiras provas da impressão da Bíblia

Com Alcuíno à frente, iniciou-se um árduo trabalho de pesquisa e cópia dos antigos escritos e documentos romanos. Nessa época já se conhecia na Cristandade a importância dos monges copistas na reprodução e conservação de escritos religiosos e litúrgicos dos séculos passados. Mas esse trabalho não abrangia os manuscritos sobre assuntos temporais, que eram simplesmente ignorados pelos copistas em geral. Carlos Magno e Alcuíno notaram essa lacuna, e contrataram copistas para esses importantes documentos, pagando-os com rendas do próprio Reino.

A empreitada não era simples. O Imperador e Alcuíno exigiram que as cópias fossem feitas usando um tipo de letra de fácil leitura, para favorecer estudos das gerações futuras; e os espaços entre as letras, principalmente entre as palavras, deveriam ser bem definidos, para melhor legibilidade; tudo isso sem esquecer o ornato — as serifas, mencionadas acima.

Geralmente se usava para documentos escritos, naquela época, o pergaminho (pele de animais), material caro e de confecção difícil. Mas as novas exigências traziam como consequência o pouco aproveitamento dos espaços nos pergaminhos. E também contrariavam a tendência da época, que por motivo de economia e melhor utilização dos pergaminhos forçava os copistas a escrever letras muito próximas umas das outras e com estilo verticalizado, dificultando em boa medida a leitura e o entendimento.3

Carlos Magno proporcionou a verba para que todos esses obstáculos fossem superados. O projeto rendeu frutos incontestáveis, pois mais de cem mil documentos não religiosos da Antiguidade foram copiados, dos quais sete mil chegaram até os nossos dias.4

A tipologia “clássica” passou a dominar

Infelizmente, com a morte do grande Carlos e o período caótico que se seguiu, o método de cópia criado por Alcuíno foi deixado de lado; e as letras nítidas embelezadas com serifas, da época carolíngia, ficaram esquecidas por 600 anos. Então algo surpreendente aconteceu, fazendo-as voltar à luz. Que surpresa foi essa?

Em 1450, Gutenberg apresentou ao mundo uma das mais importantes invenções da História: a imprensa de tipos móveis, uma máquina para reprodução de documentos escritos. O difícil trabalho dos copistas tornou-se assim desnecessário, mas os homens envolvidos na utilização do invento se depararam com um problema: encontrar um padrão tipográfico ideal para a máquina de imprensa.5

Não nos esqueçamos de que esses eram homens da Renascença, por isso rejeitavam tudo o que dizia respeito àquela “época de trevas” medieval. Queriam desencravar um tipo de letra proveniente da Antiguidade clássica, romana, pois aí estava a “verdadeira civilização”, segundo eles.

Iniciaram-se as pesquisas. Foram evitados solertemente documentos sobre temas religiosos ou litúrgicos dos monges copistas, facilmente reconhecíveis, pois eram registrados com caracteres comprimidos, apertados, “grotescos” até.

Mais pesquisas, e finalmente encontraram manuscritos com grafia diferenciada, não relacionados com o cristianismo ou a Igreja Católica. Eram mais recentes, inspirados em antigos escritos clássicos “profanos”. Além disso traziam letras espaçadas, bem legíveis – uma padronização distante daquela “época de trevas” e perfeitamente adequada ao desejo dos pesquisadores.

Satisfeitos, aqueles renascentistas implementaram na máquina de imprensa a tal tipologia “romana clássica”. Não suspeitavam que fosse justamente o estilo de letras desenvolvido por Alcuíno e promovido por Carlos Magno, dois homens símbolos da mesma Idade Média que tais renascentistas tanto menosprezavam.

A partir das rudimentares máquinas do século XV, a tipologia “clássica” passou a dominar todas as formas de imprensa e publicações escritas. Mais recentemente foi incorporada aos sistemas de informática, e até nos métodos chamados virtuais os caracteres medievais reinam incontestes.

Os mesmos homens que desprezaram ou desprezam a herança medieval acabaram agindo, sem o saberem, no sentido contrário aos seus próprios preconceitos, uma espécie de revide histórico às avessas!

 “E Deus zombará de seus inimigos”, diz a Escritura (Salmos 2-4). Também assim a Idade Média se vingou de seus críticos.

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Como vimos no início, o cronista Antônio Prata, ao destacar a solidez e beleza da fonte Times New Roman, na realidade se curvou ante o gênio medieval. O mundo moderno faz o mesmo a todo momento, sem o saber. Apesar de representarem uma rejeição aos ornatos medievais, mesmo as fontes sem serifas, como a Arial, têm sua origem no estilo dos tempos de Carlos Magno. O leitor que tem diante dos olhos este texto, seja na versão impressa ou eletrônica, o lê no mesmo padrão proveniente da Idade Média. Não há, portanto, como fugir da reverência a essa época histórica. Todos lhe prestam homenagem, mesmo os seus adversários.
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Notas
Fonte: Revista Catolicismo, Nº 824, Agosto/2019.


2. The Modern Scholar: The Medieval World, Part II: Society, Economy, and Culture (The Modern Scholar) Audio CD – 2009, Thomas F. Madden, Universidade de Saint Louis.

3. Geralmente designa-se como gótico esse estilo de escrita.

4. Nesse conjunto encontram-se obras de Cícero, Marcial, Estácio, Lucrécio, Terêncio, Júlio César, Boécio, dentre outros.

5. Na Alemanha, as primeiras impressões utilizaram tipos góticos, como a famosa Bíblia de Gutenberg. Na Itália, o mesmo não ocorreu, como se vê mais adiante no mesmo artigo.



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