O diplomata e ex-Ministro da
Fazenda Rubens Ricuperoé o palestrante convidado da última
conferência do ciclo O que falta ao Brasil?, que tem como
coordenadora a Acadêmica e escritora Rosiska Darcy de Oliveira. O
tema será Um futuro pior que o passado? Reflexões na antevéspera do
bicentenário da Independência. O evento será realizado no dia 29 de agosto,
quinta-feira, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson,
203 - Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.
A Acadêmica e escritora Ana Maria
Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.
Os Ciclos de Conferências, com
transmissão ao vivo pelo portal da ABL, têm o patrocínio da Light.
Serão fornecidos certificados de
frequência.
O Convidado
Rubens Ricupero nasceu em São
Paulo (1.° de março de 1937), foi diplomata de carreira e aposentou-se após
ocupar a chefia das embaixadas do Brasil em Genebra, Washington e Roma. Exerceu
os cargos de Ministro do Meio Ambiente, da Amazônia Legal e da Fazenda (governo
Itamar Franco). Entre 1995 e 2004, dirigiu, como Secretário-Geral, a
Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em
Genebra. No mesmo período, foi Subsecretário-Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU).
Atualmente é Diretor da Faculdade
Armando Álvares Penteado (FAAP) em São Paulo. Foi professor de História das
Relações Diplomáticas do Brasil do Instituto Rio Branco e de Teoria das
Relações Internacionais da Universidade de Brasília. É autor de vários livros e
ensaios sobre história diplomática, relações internacionais, desenvolvimento
econômico e comércio mundial. Seu livro A diplomacia na construção do
Brasilrecebeu o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes da Academia
Brasileira de Letras em 2018.
O Acadêmico Ariano Suassuna, autor de importantes obras
como “O santo e a porca” e “O auto da compadecida”, escreve, em 1957, “O
casamento suspeitoso”, uma comédia de costumes nordestinos escrita em forma de
peça. Suas personagens são caricaturadas e fazem uso de linguagem e expressões
próprias da região Nordeste brasileira.
Em 2019, uma parceria entre a Academia Brasileira de
Letras e a Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena promove
apresentações teatrais da peça “O casamento suspeitoso” adaptadas para o
formato de leitura dramatizada. Com um pouco mais de uma hora de duração,
jovens e adultos poderão se encantar com uma divertida história que tem como
tema central o casamento por interesse ou, como o dito popular, o “golpe do
baú”. A apresentação é realizada pelo grupo de alunos e ex-alunos da Escola e
tem a direção de Cecília Vaz.
Na história, Lúcia vem do Recife, acompanhada do seu amante
e de sua mãe, para casar-se com um ingênuo herdeiro de uma fortuna na cidade de
Taperoá, interior da Paraíba. Os golpistas, porém, não esperavam se deparar com
a esperteza da dupla de empregados, Cancão e Gaspar, que armam várias situações
para provar que Lúcia é uma impostora e interesseira. Mas ao perceber que será
desmascarada, a trambiqueira tentará reverter a situação, criando uma cilada
para os dois serviçais. Em quem o herdeiro acreditará?
Quanto à vulgaridade dos meios cômicos de que lanço mão, é
coisa que não me incomoda absolutamente. Não tenho nenhuma tendência para a
finura – pelo menos para isso a que os distintos chamam de finura. Ao humor
educado e delicado deles, prefiro o rasgado e franco riso latino, que inclui,
entre outras coisas, uma loucura sadia, uma sadia violência e um certo
disparate.”
- Comentário de Ariano Suassuna publicado em 1984 na 6.a
edição de O casamento suspeitoso.
Os personagens Canção e Gaspar, que dão um show à
parte, retomam a tradição do teatro popular.
“Eles são a dupla circense que o
povo, com seu instinto certeiro, batizou admiravelmente de o palhaço e o
besta”, comentou Suassuna.
O casamento suspeitoso será apresentado no dia 28
de agosto, quarta-feira, às 15h15 no Teatro R. Magalhães Jr.,
na Academia Brasileira de Letras. A entrada é franca.
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Como chegar no evento
Academia Brasileira de Letras
Teatro R. Magalhães Jr.
Av. Presidente Wilson, 203 - 1º andar
Castelo
Rio de Janeiro - RJ
Brasil (21) 3974-2500
”O jornalista José Roberto Guzzo, colunista da Exame,
produziu uma das mais lúcidas análises sobre o presente e o futuro do governo
do Presidente Jair Bolsonaro.
Sob o título, "O Brasil já é um país diferente", o
renomado jornalista desenvolveu a seguinte reflexão:
”O presidente da República pode ser ruim, ou muito ruim,
conforme a definição que deixar o leitor mais confortável.
Também pode ser bom, caso se leve em conta a opinião dos que
acham que ele está sempre certo.
Na verdade, para simplificar a conversa, o presidente pode
ser o que você quiser.
Mas os fatos que podem ser verificados na prática estão
dizendo que seu governo, depois dos primeiros sete meses, é bom — ou, mais
exatamente, o programa de governo é bom, possivelmente muito bom.
Esqueça um pouco o Jair Bolsonaro que aparece em
primeiríssimo plano no noticiário, todo santo dia, em geral falando coisas que
deixam a maioria dos comunicadores deste país em estado de ansiedade extrema.
Em vez disso, tente prestar atenção no que acontece.
O que acontece, seja lá o que você acha de Bolsonaro, é que
seu governo está conseguindo resultados concretos.
Mais:
É um governo que tem planos, e tem a capacidade real de
executar esses planos.
Enfim, é um governo que tem uma equipe muita boa fazendo o
trabalho que lhe cabe fazer.
O ministro Paulo Guedes tem um plano, e seu plano está sendo
transformado em realidades — a começar pela aprovação de uma reforma da
Previdência que todos os cérebros econômicos do Brasil julgavam, até outro dia,
ser uma impossibilidade científica.
A reforma tributária virá; seja qual for sua forma final,
ela deixará um país melhor.
Uma bateria de outras mudanças, basicamente centradas no
avanço da liberdade econômica e na faxina administrativa para melhorar a vida
de quem produz, está a caminho — diversas delas, por sinal, já foram feitas e
estão começando a funcionar.
Guedes é um ministro de competência comprovada, e sua
equipe, que ele deixa em paz para trabalhar, tem qualidade de país
desenvolvido.
É bobagem, simplesmente, apostar contra ele.
Os ministros Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, Bento
Albuquerque, de Minas e Energia, e Tereza Cristina, da Agricultura, são craques
indiscutíveis — e estão mudando, em silêncio, o sistema nervoso central das
estruturas de produção do país.
Há mais.
O ministro Sérgio Moro, que seria destruído numa explosão
nuclear, está mais vivo do que nunca.
Há todo um novo ambiente, voltado para as realidades e para
a produção de resultados, em estatais como a Petrobras ou a Caixa Econômica
Federal, a Eletrobras ou o BNDES.
As mudanças, aí e em muitos outros pontos-chave do Estado
nacional, estão colocando o Brasil numa estrada oposta à que vem sendo seguida
desde 2003 — e é claro que a soma de todos esses esforços, por parciais,
imperfeitos e deficientes que sejam, vai criar um país diferente.
Os avanços são pouco registrados na mídia?
São.
O governo comete erros, frequentemente grosseiros?
Comete.
Suas propostas sofrem deformações, amputações e alterações
para pior?
Sofrem.
O presidente é uma máquina de produzir atritos, problemas de
conduta e confusões inúteis?
É.
Mas nada disso tem impedido, não de verdade, que o governo
esteja conseguindo obter a maioria das coisas que quer.
Já conseguiu uma porção delas em seus primeiros sete meses.
Não há fatos mostrando que vá parar de conseguir nos
próximos três anos e meio.
O governo Bolsonaro é ruim?
De novo, dê a resposta que lhe parecer melhor.
Mas sempre vale a pena lembrar que a maioria das coisas só é
ruim ou boa em comparação com outras da mesma natureza.
O atual governo seria pior que o de Dilma Rousseff ou de
Lula?
E comparando com o de Fernando Collor, então, ou o de José
Sarney?
Eis aí o problema real para quem não gosta do Brasil do
jeito que ele está — o governo Bolsonaro não vai ser um desastre.
A possibilidade de repetir o que houve nos períodos citados
acima é igual a zero.
Impeachment?
Sonhar sempre dá.
Mas onde arrumar três quintos contra Bolsonaro no Congresso?
Na última vez que a Câmara votou uma questão essencial, a
reforma da Previdência, deu 74% dos votos para o governo.
Melhor pensar em outra coisa — ou aceitar o fato de que o
homem vai estar aí pelo menos até 2022."“
Em artigo intitulado “China encontra dificuldades para
vender seus produtos”, publicado em 16 de julho no “The New York Times” e
reproduzido por “O Estado de S. Paulo”, Keith Bradsher confirma mais uma vez
indícios, rumores e fatos sobre a fragilidade do castelo de cartas chinês.
Bombada pela mídia e favorecida por gigantesca injeção de
investimentos e fábricas do capitalismo ocidental (EUA e Europa) e asiático
(sobretudo Japão), a China veio a se tornar a segunda economia do mundo.
Entretanto, observadores mais argutos sempre apontaram que a
economia da China não era saudável. É notório, pois ela não tem agricultura nem
pecuária suficientes para alimentar sua população, dependendo, portanto, de
vultosas compras de alimentos. A China vive da importação de matéria prima para
suas fábricas produzirem e exportarem seus produtos; sem matéria prima ela vai
à falência.
Mais uma fragilidade
“A China tem fábricas demais que produzem bens
demais. Em consequência da guerra comercial punitiva deflagrada
pelos Estados Unidos, o seu maior cliente no exterior não está mais
comprando como antes. Por isso, a China procura novos clientes, entretanto, esta
também poderá revelar-se uma façanha difícil. No mês passado, o país retomou os
seus esforços para criar uma zona de livre comércio na região da Ásia-Pacífico,
com o improvável objetivo de conseguir algum acordo até novembro. Se for
bem-sucedido, o pacto poderá abrir mercados
da Austrália à Índia.
“Pequim tenta também manter vivas complexas conversações
tríplices que reduziriam as barreiras comerciais entre
China, Japão e Coreia do Sul. Em termos gerais, o país está
reduzindo unilateralmente suas próprias tarifas sobre produtos procedentes do
mundo todo, e ao mesmo tempo, em caráter de retaliação, aplica tarifas mais
altas sobre os bens produzidos nos EUA.”
Em jogo, a saúde da economia chinesa
“A China está assoberbada pelo excesso de capacidade de
produção de itens básicos no comércio global.
“O que está em jogo é a saúde da economia chinesa. No
mês passado, a China informou que o seu crescimento encolheu registrando o
seu menor ritmo dos últimos 30 anos, aproximadamente, em parte porque a guerra
comercial com o governo Trump começou a afetar o seu crucial setor de
exportações. As companhias multinacionais agora tentam transferir suas
operações para outros países a fim de evitar uma guerra comercial que
poderia estender-se por muito tempo. A China precisa de novos mercados para o
que ela produz” [Destaques nossos].
Impacto das tarifas americanas
Continua o NYT: “É difícil substituir os EUA […]. Nenhum
país tem condições de absorver o enorme volume de tudo o que a China vende aos
clientes americanos. Os seus vizinhos regionais competem contra ela em diversos
setores.
“O país registra um excesso de capacidade na fabricação de
automóveis, aço e outros produtos fundamentais para o comércio global.
“Uma nova redução da produção e o fechamento de
fábricas poderão levar à perda de empregos e frear ainda mais o crescimento
econômico. Diante da possibilidade de potenciais problemas econômicos,
Pequim procura abrir novos mercados”.1
Cresce a importância do Brasil
O NYT afirma que a China procura novos parceiros comerciais
com 10 países da Associação das Nações do Sudeste Asiático mais Austrália,
Índia, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul.
Além disso, centenas de fábricas estão saindo da China,
priorizando o Vietnã, Índia, Tailândia etc.
* * *
Apliquemos ao Brasil. É conhecida a habilidade diplomática
do Itamaraty, que saberá portar-se à altura de nossas tradições numa guerra
comercial entre EUA e China. O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de
alimentos — do que a China é carente. Temos também uma abundância de matéria
prima da qual a China é dependente.
Somos, portanto, nós, brasileiros, que damos as cartas.
Saibamos manter nossa independência, nossa soberania e nossa honra em face dos
convites da China (comunista) que a mídia nacional e internacional apresenta
como poderosa, mas que de fato é totalmente dependente do exterior para
alimentar sua população, suas fábricas e sua exportação, que cambaleia perante
a guerra comercial.
O “gigante” asiático não é tão forte assim; o Brasil, sim,
está numa posição de força.
E aguardamos que o governo chinês peça desculpas e se
retrate das ameaças que fez ao Brasil caso nos aproximássemos dos EUA.
Em 31 de outubro, em editorial, o “China Daily” — jornal que
funciona como porta-voz informal do governo — trouxe uma advertência clara: um
eventual giro da política externa brasileira para uma submissão aos Estados
Unidos pode representar um “custo econômico duro para a economia
brasileira”.2
Onde impera o comunismo, mais que em quaisquer regimes
políticos ou de governo e sistemas de economia, a corrupção é bem maior e só os
que mandam têm privilégios. Acontece tal fato em qualquer país, o vil metal
sempre fala mais alto, mas, nos países comunistas é bem pior.
O povo chinês, civilização antiga e criadora, inventora, com
medicina antiga, etc., é um povo que não merecia estar dominado pelo comunismo.
Mas, infelizmente, está!
A indústria chinesa pode fabricar produtos muito bons, mas, também, fabrica
verdadeiras porcarias e as espalha pelo mundo, inclusive o Brasil. Lembro-me
agora de um filme, dos EUA para variar, em que um menino instalou-se na casa de
um casal que não conseguia ter filhos e procurou ajudar o seu pai adotivo a se
livrar da falência. Esse menino era um “anjo” e num determinado momento em que
instruía seu pai para não quebrar a fábrica de brinquedos que possuía, ele se
refere às “tranqueiras fabricadas pela China”.
Espero que o Brasil não se torne um país submisso à China e nem também aos EUA,
sendo este último um aliado melhor, até porque, com a influência da Rússia, a
tentativa de comunizar o Brasil será sempre uma ameaça.
O ‘DIA DO FOGO’ (10 de agosto) confirma que Bolsonaro diz a
verdade a respeito de ONGs e petralhas infiltrados no ICMBio tão aparelhado
como toda a administração atual, os verdadeiros culpados pelo fogo na floresta
Amazônica.
Mas quando se fala de
aparelhagem petralha a imprensa toda faz de conta que não ouviu, não viu e não
diz nada. A reportagem da Globo mostra e prova que o ICMBio mais alguns
fazendeiros e ONGs foram os verdadeiros responsáveis pelos incêndios criminosos
na Amazônia. A ponto de a própria rede Globo, inimiga cruel do governo e de
Bolsonaro, em mais um milagre de Deus, publicar reportagem confirmando a fala
do presidente e mostrando para todo mundo quem realmente tocou fogo na
floresta.
E não precisamos do bandido Macron nem de europeu nenhum para
cuidar da nossa floresta amazônica, e nem outra floresta nossa qualquer. A
Amazônia pertence ao Brasil e aos outros países que compõem a região
amazônica.
Perguntinha: Com que cara vão ficar os que, como Marina
Silva (grande decepção ao aliar-se aos comuno-fascistas extremistas), tentaram
"queimar" Bolsonaro e o Brasil para o resto do mundo?
Espero que as outras mídias façam como a Globo nesse
episódio e pelo menos uma vez na vida publiquem a verdade.
Se preciso for, pegaremos em armas para defender nossa
soberania. Ficou claro, Macron e Cia?
Sonhar é nada mais nada menos que projetar em nossas mentes
(dormindo ou acordado) todos os desejos que queremos que sejam realizados.
O homem nasce com uma finalidade de vida determinada pela
sociedade, onde precisa ser culto, razoavelmente poderoso, muito saudável,
tremendamente feliz e bastante forte. Conquistando essas cinco coisas,
certamente poderá dizer que realizou o seu sonho, integralmente, perante o
mundo e a comunidade que vive.
E conquistar tudo isso é fácil?
Claro que não! É tão difícil que, na maioria das vezes, as
pessoas nem tentam. Entregam-se nas mãos do destino, esperando que o que tem
que ser será e, achando que as soluções cairão do céu, não dando conta que nós
é que traçamos e somos responsáveis pelas trajetórias dos nossos destinos.
Por que digo que a realização dos nossos sonhos não é fácil?
Simplesmente baseado nos fatos do cotidiano, experiência de
vida e a observação que constantemente faço com pessoas que conheço e convivo.
Por exemplo: O primeiro item que acho primordial é ser culto
e bem informado! Como admirar as coisas belas sem saber os seus significados
e suas origens?Impossível! E cultura e
conhecimentos aprendem-se frequentando boas escolas, lendo-se bons livros, frequentando
bons ambientes, tendo amigos com bons níveis intelectuais, fazendo viagens,
etc. E, para conseguir fazer isso, precisa que você seja bem nascido e tenha
por trás de si um respaldo financeiro para apoiá-lo, senão você não passará de
um medíocre alfabetizado, vivendo iludido pensando que sabe das coisas, ou
conformado em ter adquirido o saber do “feijão com arroz”, limitando sua visão
do que seja, verdadeiramente, o mundo.
O segundo parece ser até dispensável aos olhos dos tolos,
mas, na verdade, é de uma importância brutal para uma boa sobrevivência em
qualquer comunidade que você viva. Isto porque, por mais que você não queira
admitir, o homem é mais respeitado pelo mal que pode fazer, do que pelo bem que
pode realizar. É um raciocínio torpe, porém verdadeiro. E, tendo você um pouco
de poder, as pessoas o olham com mais atenção e contam até dez antes de invadir
os seus direitos. E como se pode ser razoavelmente poderoso, não tendo-se uma
situação financeira definida? Creio que nunca!
O terceiro é literalmente vital: Ser saudável! Ter saúde é
uma questão genética, entretanto mantê-la é o mais difícil, pois, para tanto,
importante é que você tenha uma boa alimentação, frequente médicos e dentistas
periodicamente, disponha de remédios quando forem necessários, possa
hospitalizar-se quando preciso for e, basicamente, morar em uma casa que lhe
ofereça condições adequadas de conforto e higiene. E como se consegue tudo
isso?Tendo-se condições financeiras
compatíveis.
O quarto é para mim, talvez o mais difícil de todos os
preceitos para a realização do nosso sonho. Simplesmente porque para se sentir
bastante feliz, precisa-se de todos os outros itens e, às vezes, você tem todos
os outros e não consegue alcançar a tão desejada felicidade. Como também,
consegue-se a felicidade e a falta dos outros complementos, fazem com que ela
seja tão rápida e efêmera que nos torna infelizes pela frustração de não termos
condições de mantê-la. Quem pode sentir-se bastante feliz sem cultura, sem
algum poder ou sem uma boa saúde, se essas coisas dependem categoricamente de
dinheiro?Portanto, mais uma vez a estabilidade
financeira interfere em nossos sonhos, sendo que, desta feita, com força
brutal, atingindo o que nos deixa mais fragilizado, que é nosso equilíbrio
emocional.
O quinto e último é a característica predominante em
qualquer circunstância de todos os itens, principalmente para aqueles que
conseguem alcançar todos os outros. Pois, não sendo forte (refiro-me a
fortaleza de caráter e a capacidade de receber as cacetadas da vida e levantar
sempre para lutar), não consegue manter-se na lista daqueles que realizaram os
seus sonhos. Isso porque deixou desmoronar-se rapidamente pela falta de
competência de administrá-los. Esse fato ocorre muito com aqueles bem nascidos
que já encontraram tudo praticamente pronto e não souberam o que fazer para
continuarem bem. Vale dizer que, a característica de ser forte é nata em todos
nós. Em alguns, para procurarem sempre sobreviver de bem com a vida. E em
outros, para apanharem constantemente, achando que é isso mesmo, e é assim
porque Deus quer e determinou. Esses últimos são os que têm grandes capacidades
de serem fortes suficientes para serem mediocremente fracos.
Como se pode ver claramente, a situação financeira de todos
está ligada, radicalmente, à realização dos nossos sonhos. Pode parecer que a
minha conceituação seja dinheirista, mas, se você analisar com sensatez e
frieza, no seu julgamento verá que, infelizmente, sem o vil metal pouco ou nada
se consegue na nossa gloriosa vida. Terminamos passando por ela pensando que o
mundo é somente o que está em nossa volta.
Na verdade, o dinheiro não é o mais importante de tudo,
entretanto, a falta dele nos priva das coisas mais significativas que o mundo
oferece. Eu, particularmente, detesto dinheiro. Todas as poucas vezes que ele
chega a minhas mãos, imediatamente troco-o por coisas que me deixa mais culto e
bem informado, respeitosamente poderoso, mais saudável, muitíssimo feliz e
suficientemente forte.
Portando, não espere nada cair do céu!Rale muito, engula sapos, saiba escolher
aquilo que melhor lhe oferece oportunidades e, com certeza, realizará seus
sonhos.
Espero que você faça uma reflexão sobre essas regras
básicas, coloque como primordial em sua vida a independência (sem essa você não
é ninguém) e, dentro em breve, possa dizer sorrindo: Como está sendo bom
realizar os meus sonhos!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados,
ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou:
“Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para
entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não
conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós,
do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’
Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.
Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de
ti, e tu ensinaste em nossas praças!’
Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos
de mim todos vós que praticais a injustiça!’
Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão,
Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo
lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e
tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão
primeiros, e primeiros que serão últimos”.
“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta
estreita” (Lc 13,24)
Segundo o relato de Lucas, um desconhecido interrompe o caminho
de Jesus e lhe faz uma pergunta, tão frequente naquela sociedade religiosa:
“Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Tal pergunta, no
fundo, é uma ofensa ao amor de Deus e, por detrás dela, já percebemos uma falsa
imagem d’Ele, como se Deus fosse aquele que põe travas à salvação e não quer
que este dom chegue a todos. Por isso, Jesus não responde diretamente à
pergunta. O importante não é saber quantos se salvarão; não lhe interessa
especular sobre este tipo de questões estéreis, mas vai diretamente ao
essencial e decisivo: viver com atitude lúcida e responsável para acolher a
salvação do Deus que é suma bondade e quer que todos se salvem. Quem está
disperso e distraído não está em sintonia com o dom da salvação, perde a
oportunidade de acolhê-la e deixar-se inspirar por ela. Por isso, Jesus
insiste: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita”.
Para entender corretamente o apelo a “entrar pela porta
estreita”, é preciso recordar as palavras de Jesus encontradas no evangelho de
João: “Eu sou a porta; quem entrar por mim será salvo” (10,9). Entrar pela
“porta estreita” é fazer caminho com Jesus, aprender a viver como Ele,
revestir-se do modo de ser e de viver d’Ele... O que Jesus pede não é rigorismo
legalista, mas amor radical a Deus e aos outros. Por isso, seu chamado é fonte
de exigência e não de angústia. Jesus é uma porta sempre aberta, para que, ao
passar por ela, vivamos em plenitude. Ninguém pode fechá-la; só não conseguimos
atravessá-la quando nos fechamos em nosso legalismo e moralismo.
Ao longo da história da espiritualidade cristã esta frase –
“esforçai-vos por entrar pela porta estreita” - foi entendida como
“sacrifício”, “mortificação”, “renúncia”... Uma leitura mais serena destas
palavras, no entanto, nos faz ver que não se pode confundir “porta estreita”
com “conquista de méritos e recompensas”, inflando um “ego religioso e
perfeccionista”. Não conhecemos nenhum mestre espiritual que tenha dito que a
porta que conduz à Vida seja cômoda ou ampla. Espaçosa e plena é a própria
Vida, mas a porta é estreita. A rigor, é tão estreita, que só pode
ultrapassá-la quem está disposto a esvaziar sua pequena identidade egóica.
Sabemos que, um “ego inflado”, compulsivo, cheio de si,
obeso...não tem como passar pela “porta estreita”. Para entrar por ela é
preciso despojar-se de tudo aquilo que foi sendo acumulado ao longo da vida:
posses, honras, consumismo, vaidades, poder, prestígio... “Entrar pela porta
estreita” é desapropriação do ego, é desinflar-se, deixar transparecer a verdadeira
identidade do próprio ser.
Para fazer o caminho com Jesus não se pode ter excesso de
gorduras nas ideias, no coração, nas atitudes... Ser peregrino com Ele supõe
leveza, flexibilidade, mobilidade... As portas do Reino estão sempre abertas; e
estão abertas para todos. Mas, muitos “egos” vivem cheios de si mesmos e ocupam
todo o espaço da entrada da porta. Eles não entram, porque estão bloqueando a
porta, mas também não deixam entrar aqueles que querem passar por ela. Os “egos
inflados” acreditam estar dentro, quando na realidade estão fora; acreditam ser
donos da porta; não se atrevem a entrar por medo à verdade e preferem ter um pé
dentro e outro fora.
Numa perspectiva psicológica, conhecemos a imagem da porta
nos nossos sonhos. Quando sonhamos com uma porta trancada, isso significa que
perdemos o contato com nosso interior, com nosso coração, com nossa essência e
vivemos apenas na exterioridade.
No evangelho deste domingo, as pessoas que o dono da casa
afirma não conhecer, vivem apenas na superfície de si mesmas. Elas não têm uma
vida ruim, mas tudo o que fazem acontece apenas no mundo exterior e não tem
nenhuma relação com seu coração. Até mesmo sua fé é meramente exterior. Elas
vão à Igreja, são rígidas com as leis morais e cumprem com os deveres
religiosos. Mas ao fazer isso não entram em contato com seu coração. Elas até
se lembram que seguem Jesus, dizem ter comido e bebido com ele e ter ouvido seu
ensinamento. Mas seu coração está fechado. A proposta de vida plena,
apresentada por Jesus, não desperta ressonância no “eu profundo” delas.
O dono da casa ao dizer -“não sei quem sois” - simplesmente
está afirmando que tais pessoas não se parecem em nada com Ele. A dureza destas
palavras ressoa como um chamado realista a nos despertar para reconhecer-nos na
Vida. Quem não entra em contato com sua dimensão mais profunda, não participa
da vida, aquela revelada pelo “Reino do Pai”. Afinal, “o Reino de Deus
está dentro de vós” Lc 17,21). Portanto, a parábola deste domingo nos convida a
fazer a travessia do exterior para o interior, restabelecendo o contato com
nosso coração. Na verdade, a porta estreita conduz a um horizonte mais amplo;
atravessá-la significa alcançar a harmonia conosco e fazer emergir o que é mais
nobre em nós: recursos, dons, criatividade... Se nos contentarmos em seguir o
modo de viver dos outros, não viveremos a verdade de nós mesmos. Nosso processo
de humanização só poderá se ampliar se encontrarmos nossa porta pessoal e
passarmos por ela.
Indubitavelmente, passar pela “porta estreita” significa uma
experiência de “morte” àquilo que não somos para que possa viver o que somos.
Só assim nossa vida, ao atravessar a porta, se expandirá. E essa morte não
acontece sem dor: ao ego lhe dói morrer a seus apegos, suas gratificações, suas
necessidades, suas expectativas; ao ego lhe dói fazer uma “lipoaspiração” de
suas gorduras; ao ego lhe dói deixar o que lhe dá uma sensação de segurança.
Por isso, quando ele se sente frustrado, começam a aparecer sensações
degradáveis e uma série de mecanismos de defesa entram em ação.
Com sua mensagem forte, Jesus nos convida a procurar e
encontrar a chave para abrir a porta da casa do nosso “eu verdadeiro”, a entrar
em contato com nosso coração, o lugar onde habitam os aspectos benéficos da
nossa personalidade, as boas tendências, as qualidades positivas, os dons
naturais, as riquezas do ser, as beatitudes originais, as aspirações de grande
fôlego, as ideias-força, os dinamismos da vida... O “tesouro do ser”, ainda que
pareça esquecido, permanece armazenado e pode tornar-se a força que orienta
toda a vida, um lugar de fecundidade, de criatividade, fonte de
renovação...
O símbolo da “porta” não se define em si como um espaço, não
é um lugar, mas é o “limite” entre um lugar e outro, é o interstício entre dois
espaços, é o que divide dois modos de ser e viver. “Passar a porta” significa
ir ao encontro do novo, do futuro, do diferente, do “fora do normal”... O
“outro lado” é um espaço não conhecido, é um lugar ainda não explorado.
Somos “seres de travessia”; é próprio do ser humano ousar,
romper, ir além... Para isso é preciso arriscar para viver uma experiência
transformadora, aproximando-nos do diferente: abrir portas de mundos que
desconhecemos; viver situações às quais não estávamos acostumados; sentir coisas
que nunca havíamos sentido; conhecer segredos que tornarão mais autêntica nossa
vida...
Texto bíblico: Lc 13,22-30
Na oração: A porta estreita que atravessamos representa a
nossa porta pessoal, que precisamos encontrar e atravessar, para deixar o
rastro da nossa própria vida neste mundo. A porta espaçosa representa a que
todos usam; a porta estreita é a passagem original que Deus preparou para cada
um de nós: ela aponta para nossa identidade única e é por ela que Deus acessa
ao nosso interior. É nas fendas de nossos limites e fragilidades que Deus
encontra mais facilidade para entrar em nosso coração e não pela porta da
perfeição.
- A “porta” da sua vida dá acesso ao novo e diferente ou
está travada pelo medo e preconceito?